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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2923 | 31 de Agosto de 2012

OCB: Está no ar o site do Prêmio Cooperativa do Ano

Marca Premio Cooperativa Do Ano 31 08 2012As cooperativas do Sistema OCB já podem obter mais informações sobre o Prêmio Cooperativa do Ano 2012 acessando o site www.cooperativadoano.coop.br. Nesta edição, o processo de inscrição está muito mais simples e será feito eletronicamente. Para participar, basta preencher o Formulário Eletrônico de Inscrição composto pelas fichas: cadastral da cooperativa e de apresentação do projeto, para cada um dos trabalhos inscritos. “Este ano, o prêmio foi pensado com o objetivo de ampliar a participação das cooperativas e garantir ainda mais profissionalismo no processo de avaliação. Queremos mostrar as iniciativas de sucesso desenvolvidas pelos 13 ramos do setor, em todo território brasileiro”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Procedimentos - Depois de finalizada a inscrição, a cooperativa deverá imprimir uma cópia do arquivo, gerada pelo próprio sistema, assinar todas as páginas e enviar o documento para a sede do Sistema OCB, em Brasília (DF), até o dia 8 de outubro, data final para se inscrever. Para auxiliar, também está disponível no site da premiação o Manual do Participante, que traz explicações sobre todas as etapas e informações que irão auxiliar o preenchimento das fichas e formulários. Além disso, na página ainda é possível conhecer a história do Prêmio Cooperativa do Ano, baixar as peças de divulgação e acessar a seção de Dúvidas Frequentes.

Tema - A oitava edição da premiação terá como tema “Cooperativas constroem um mundo melhor”, em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas – 2012. A intenção é reconhecer projetos que tenham proporcionado benefícios aos cooperados e à comunidade. A iniciativa é da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) e revista Globo Rural, da Editora Globo.

Participação - Todas as cooperativas regulares com o Sistema OCB, independente do ramo ou porte, podem inscrever um projeto por categoria. São elas: Desenvolvimento Sustentável; Cooperativa Cidadã; Comunicação e Difusão do Cooperativismo; Fidelização; Benefícios; Atendimento; e Inovação e Tecnologia. Vale ressaltar que o prazo de inscrição vai do dia 3 de setembro a 8 de outubro. (Informe OCB)

FORMAÇÃO INTERNACIONAL: Cooperativa australiana se destaca pela tecnologia em reprodução artificial

A Genetics Austrália foi uma das cooperativas visitadas nesta quinta-feira (30/08) pela missão de cooperativistas paranaenses que está naquele país desde a última segunda-feira (27/08), por meio do Programa Internacional de Formação Executivos e Líderes. De acordo com o blog sobre a viagem, alimentado pela coordenadora do Programa de Agronegócios do Sebrae/PR, Andréia Claudino, e pelo assessor técnico da Ocepar, Alexandre Amorin Monteiro, trata-se de uma cooperativa de propriedade de membros que são acionistas e também clientes que utilizam seus produtos, serviços e participam dos resultados. “São os maiores fornecedores do país em tecnologia de reprodução artificial”, ressaltam.

Comprometimento - Ainda de acordo com eles, a Genetics Austrália está comprometida com a rentabilidade dos produtores australianos, por meio do melhoramento genético animal com linhagens locais e internacionais, além de outros serviços. Atualmente, sua participação no mercado de sêmen nacional é de 30% com um faturamento de 16 milhões de dólares ano. São 3.000 acionistas, sendo que seis produtores participam do conselho administrativo, com apoio de dois especialistas, com assistência técnica e extensão rural.

Genética leiteira - “A genética de pecuária leiteira é algo que no Brasil não é desenvolvido por cooperativas e sim pela iniciativa privada. O segmento produtivo de leite poderia avançar desenvolvendo sua própria genética, melhorando o rebanho e consequentemente a produção e a produtividade revertendo os benefícios para os cooperados. Em algumas regiões do Brasil observamos que a pecuária de leite obtém melhores resultados por meio da utilização de tecnologia inovadoras como ocorre na Austrália. Vale salientar que uma pesquisa de adaptação da genética australiana no Brasil poderia ser uma opção para a melhoria do rebanho nacional”, destaca o diretor presidente Sicoob Central PR, Marino Delgado.

Parcerias - Para o gerente corporativo da Castrolanda, Marco Antônio Prado, os trabalhos do dia foram interessantes e podem rendem futuras parcerias. “A visita de hoje foi uma oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido na Austrália com um plantel de gado de leite que utiliza raças similares as nossas. Há a possibilidade de utilizarmos futuramente sua genética. Podemos ver a seriedade pelo histórico e tempo de existência, seu profissionalismo me impressionou. Embora sua genética apresente conformação de animais menores são testados progenes (quando o filhote imprime a genética do pai o que garante que os materiais possam ser levados a sucessores). Na minha opinião, seria interessante analisar as condições de adaptação da cruza destes animais no Sul do Brasil. Também pude aproveitar a oportunidade para convidá-los a participar como expositores na Agroleite que ocorrerá em agosto de 2013. Foi interessante conhecer o trabalho da Genetics Austrália pois percebemos a seriedade e o profissionalismo e podemos criar a oportunidade de futuros negócios e parcerias”, acrescentou Prado.

Indústria de laticínios – Na quarta-feira (29/08), terceiro dia da visita à Austrália, o grupo esteve na sede da Dairy Australia, na cidade de Melbourne. Lá, o grupo foi recebido pelo gerente geral, Robert Pitt, que esteve no Paraná em outubro de 2008 para conhecer a estrutura de produção brasileira. “Dairy Austrália é o órgão nacional que representa a indústria de laticínios. A organização tem o papel de auxiliar os produtores e laticínios a se adaptar ao mercado dinâmico de lácteos, de forma rentável e sustentável. Sua atuação através da arrecadação de recursos de seus associados busca direcionar investimentos em projetos que não podem ser feitas de forma eficiente pelos agricultores individuais ou empresas”, explicam Andreia e Alexandre no blog.

Importância no agronegócio - A indústria de laticínios ocupa uma posição de destaque no agronegócio da Austrália. Com base em um valor de exploração de produção de US$ 3,9 bilhões em 2010/11, ocupa a terceira posição atrás das indústrias de carne e trigo. Aproximadamente 40 mil pessoas são diretamente empregadas em fazendas leiteiras e fábricas. Vale destacar que 30% da produção desta indústria está ligada a cooperativas. A Austrália atualmente tem uma produção de 9,5 bilhões de litros de leite, com cerca de 7 mil produtores, com uma produção média de 5.900 litros/vaca/ano.

Marketing - “A Dairy Australia está preocupada em fazer o marketing dos produtores. Hoje, existem duas grandes redes varejistas que fazem a distribuição e comercialização, e está condição faz com que o preço do leite seja reduzido para o consumidor, pressionando as margens dos produtores. Outro ponto interessante é que após um período de seca nos últimos anos, a produção do país vem se recuperando e atualmente o país exporta 45% de sua produção, figurando entre os grandes exportadores mundiais”, considerou o gerente geral da Cooperativa Batavo, Antonio Carlos Campos.

Apresentação - No encontro, o superintende da Ocepar, José Roberto Ricken, apresentou os principais indicadores do cooperativismo do Brasil e do Paraná. Já os dados sobre a produção leiteira brasileira e paranaense foram tratados pelo assessor técnico e veterinário da Ocepar, Alexandre Monteiro.

Habitação - No período da tarde, a missão paranaense esteve no escritório da Cooperativa de Habitação do Sudoeste da Austrália e foi recebida por Shirley Faram a primeira presidente. Esta organização sem fins lucrativos administra 160 propriedades sendo 10 da cooperativa e 150 do governo por meio do departamento de recursos humanos. Os locatários (em sua maioria classe D e E, mães solteiras, desempregados) pagam 25% de sua renda familiar por mês. São mais de 35 anos, 160 imóveis, mais de 6.000 beneficiários em aproximadamente 2.500 casas em todo o Estado de Vitória. “Sem dúvida um exemplo de cooperativismo que tem como objetivo propiciar a sustentabilidade financeira e a entrega de benefícios sociais e econômicos para a comunidade”, comentaram Andreia e Alexandre em seu relato.

Programa - Cerca de 30 pessoas estão participando da missão à Austrália, entre dirigentes cooperativistas paranaenses, profissionais da Ocepar, Sescoop/PR e Sebrae/PR. Na semana que vem, eles cumprem roteiro na Nova Zelândia. 

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EBPC: Sescoop promove 2º Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo

ebpcTeve início nesta quinta-feira (30/08), em Porto Alegre (RS), o II Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). O evento, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), reúne trabalhos realizados por grupos, centros de pesquisa e estudiosos do setor, a fim de estimular o desenvolvimento de novos projetos dedicados ao cooperativismo. A abertura contou com a participação do superintendente do Sescoop, Luís Tadeu Prudente Santos, que na ocasião representou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. "Sinto muito orgulho de estar aqui participando da abertura do II EBPC, este evento que considero tão importante para o desenvolvimento do cooperativismo em nosso país".

Crescimento - O superintendente lembrou que a iniciativa teve um grande crescimento em comparação à primeira edição, realizada em 2010. "Este ano, foram inscritos 83 projetos: 42 a mais que no primeiro encontro", enumerou. “E a nossa expectativa é que esses trabalhos incentivem a geração de informações, especificamente de estudos sobre o setor. Acreditamos que, em um futuro próximo, eventos desta natureza possam motivar as instituições educacionais do país a se envolverem ainda mais no conhecimento científico da área, e de forma permanente”, complementou Luís Tadeu.

Orgulho - O anfitrião do encontro, presidente do Sistema Ocergs, Vergílio Perius, destacou o orgulho de receber em Porto Alegre, na sede da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop), pesquisadores, alunos, dirigentes, representantes dos principais centros de pesquisa e estudiosos do setor. "A contribuição de cada pesquisador é fundamental para o desenvolvimento de novos projetos dedicados ao cooperativismo", afirmou Perius.

Ano Internacional - A segunda edição do encontro apresenta como tema “Ano Internacional das Cooperativas: cooperativas constroem um mundo melhor”, assunto central dos debates, palestras e apresentações de análises científicas, no ano em que a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu para celebrar o cooperativismo de forma mundial.

Igualdade e justiça social - Hélder Muteia, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), representando o diretor da instituição, José Graziano, ressaltou que as cooperativas têm um modelo de organização que favorece a igualdade e a justiça social. "Cooperativas sempre se preocuparam com o bem comum. Têm coisas que não precisam ser inventadas, devemos aproveitar o que já existe e as cooperativas são um grande modelo para o mundo. A cooperativa cria capital social”, declarou.

Otimismo - Em sua conferência magna, o embaixador da FAO para o cooperativismo, Roberto Rodrigues, mostrou-se otimista para os novos tempos. Discorreu sobre a maior expectativa de vida, o aumento da tecnologia e a inovação resultando em mais bem estar.

Premiação - O II EBPC, que teve início nesta quinta-feira (30/8) prossegue até esta sexta-feira (31/08). Na programação do segundo dia está prevista, ainda, a premiação dos trabalhos inscritos e selecionados pela comissão julgadora. O analista da Gerência Técnica e Econômica da Ocepar, Gilson Martins, participa do evento. (Com informações da OCB)

TRANSPORTES: Superintendente da OCB se reúne com secretário do Ministério

O Sistema OCB, dando continuidade às tratativas para alinhar junto ao Governo ações condizentes com as demandas cooperativismo de transporte, reuniu-se nesta quinta-feira (30/08) pela manhã com o Secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato. Na ocasião, o superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, fez uma apresentação ao secretário sobre o funcionamento da instituição e, mais especificamente, sobre o ramo transporte. Acompanharam a reunião a gerente de Relações Institucionais, o gerente e o analista de Ramos e Mercados da OCB, Tânia Zanella, Gregory Honczar e Gustavo Beduschi, respectivamente.

Demandas e prioridades - “Oportunidades como esta são extremamente importantes para que possamos fazer chegar ao conhecimento dos órgãos competentes as demandas e prioridades do cooperativismo. Quando falamos em ramo transporte, estamos nos referindo ao segundo maior em número de cooperativas atuantes no Brasil, com mais de 140 mil associados”, destacou Nobile.

Sintonia - Perrupato, que é coordenador da Mesa de Negociações entre caminhoneiros e entes governamentais formada em decorrência da recente manifestação nacional realizada pela categoria, mostrou-se sintonizado com os benefícios do cooperativismo para o setor, enaltecendo, inclusive, a atuação das cooperativas como solução eficaz para os transportadores autônomos. (Informe OCB)

VAREJO: Óleo de soja da Cocamar é o 5º mais vendido no Brasil

Oleo De Soja Suavity Pet.jpgUma pesquisa que acaba de ser divulgada pela Revista SuperHíper Meu Fornecedor, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), revela o sucesso alcançado por alguns dos principais produtos da linha de varejo da Cocamar Cooperativa Agroindustrial nas gôndolas dos supermercados do País.

Entre os mais vendidos - De acordo com a publicação, o óleo de soja produzido pela cooperativa com as marcas Cocamar e Suavit é o 5º mais vendido no Brasil, atingindo nada menos que 22,3% dos lares brasileiros. Ou seja: de cada cinco unidades de óleo de soja consumidos no País, um é proveniente do parque industrial da Cocamar em Maringá. Outros dados que chamam atenção: o óleo de soja da Cocamar é o 3º quando considerada apenas a Região Sul, o 4º no interior paulista e o 5º entre os preferidos dos consumidores da Grande São Paulo.

Especiais - Na linha de óleos especiais, a marca Suavit da Cocamar (que congrega óleos de girassol, milho e canola) é a 4ª mais consumida em todo o território nacional. Regionalmente, segundo aponta a Revista SuperHíper Meu Fornecedor, é a 3ª no Sul do País e no interior de São Paulo, 4ª na Região Leste e no interior do Rio de Janeiro, e 5ª entre os mais consumidos no Centro-Oeste, Grande Rio e Grande São Paulo.

Outros - E não é só. Em relação às bebidas prontas para beber (sucos e néctares), a marca Purity, da cooperativa, é a 2ª na preferência dos consumidores do Sul do Brasil, enquanto as bebidas à base de soja, da mesma marca, estão entre as três mais vendidas na mesma Região. O superintendente de Negócios da Cocamar, José Cícero Aderaldo, chama atenção para o destacado posicionamento dos produtos da cooperativa em meio a segmentos tão competitivos, como é o caso do óleo de soja. “Na nossa frente estão três das maiores companhias multinacionais que atuam com soja em todo o mundo”, lembra. 

Qualidade - Segundo ele, o mercado se rendeu à qualidade dos produtos da cooperativa, percebida em todos os itens do portfólio, composto também por café torrado e moído, cappuccinos, café gourmet, bebida à base de soja adicionada a café, linha de lanches (catchup, mostarda e maioneses), álcool doméstico nas formas gel e líquido, chás e farinha de trigo. (Imprensa Cocamar)

COAMO: Nutricionistas são homenageados

A Coamo, por meio de sua linha de alimentos, presta uma homenagem ao Dia do Nutricionista, celebrado nesta sexta-feira (31/08). O nutricionista é um profissional da área da saúde capacitado a atuar visando à segurança alimentar e à atenção dietética. Estuda as necessidades nutricionais de indivíduos ou grupos para a promoção, manutenção e recuperação da saúde. Trabalha no âmbito da Nutrição Humana e Alimentação, interpretando e compreendendo fatores biológicos, sociais, culturais e políticos para criar soluções que garantam uma melhor qualidade de vida para as pessoas em todos os ciclos da vida. Também temos muitos profissionais desta área atuando no sistema cooperativista paranaense. Parabéns a eles pelo seu dia.

 

coamo dia nutricionista

C.VALE: Professores do Cooperjovem participam de treinamento

Oitenta professores participaram nos dias, 28 e 29 de agosto, na Asfuca de Palotina, da última etapa de qualificação do Programa Cooperjovem. O curso contou com a participação da instrutora Nair Onofre, que tratou sobre mobilização de potencialidades. Para ela, o treinamento vai muito além do desenvolvimento pessoal. “É um trabalho que o professor deve dar continuidade, tanto em sua vida profissional quanto pessoal”, destaca.

Difusão - A coordenadora do programa na C.Vale, Mirna Klein Fúrio, revela que desde o início do ano os professores participaram de treinamentos de capacitação. “Este trabalho é muito importante, pois vai difundir ainda mais os princípios do cooperativismo. Assim os alunos estarão mais solidários e preocupados com a comunidade em geral.”

Valorização - Márcia Kruger, professora da Escola Pedro Alvares Cabral, de Pérola Independente, município de Maripá, disse que os cursos valorizam os educadores. “O professor valorizado tem maior autonomia e facilidade para trabalhar e alcançar os seus objetivos”, avalia.

Alunos - Este ano mais de 1.700 alunos de 52 escolas do 4º ano do ensino fundamental estão envolvidos nas atividades do programa. O Cooperjovem envolve estudantes dos municípios de Palotina, Assis Chateaubriand, Terra Roxa, Maripá, Nova Santa Rosa, Francisco Alves, Brasilândia do Sul e Alto Piquiri. A festa de encerramento das atividades ocorrerá nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, na Asfuca de Palotina. O programa é desenvolvido pela C.Vale e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), com apoio da Basf. (Imprensa C.Vale)

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UNIMED LONDRINA: Cooperativa prepara programa para o mês da Qualidade de Vida

O mês de Qualidade de Vida vem aí e, mais uma vez, a Unimed Londrina e o Comitê de Qualidade de Vida pensou em uma programação recheada de novidades para os colaboradores. Este ano, aulas de dança, feira de livros, grupo de alimentação saudável, cinema, momentos culturais, entre outras atividades, fazem parte da programação.

Café da manhã - Para abrir o mês de setembro, no dia 4, será oferecido um café da manhã especial no refeitório, com um cardápio saudável e diferenciado: granola, iogurte, frutas diversas, sucos naturais e outras delícias. Durante todo o mês de setembro, a cooperativa sorteará, às sextas-feiras, 50 pares de ingressos para sessões de cinema. As inscrições e sorteios serão realizados pelo portal corporativo dos colaboradores.

Novidade - Uma das novidades da edição 2012 é a oficina culinária realizada fora da Cooperativa, no Espaço Colher, ministrada pela nutricionista Valéria Mortara, que atua no mercado há mais de dez anos. Valéria trabalhou por seis anos na Unimed Londrina, coordenou oficinas culinárias na Unimed, Espaço Gourmet da Plaenge, Super Muffato e Embrapa Soja.

Resultado positivo - Em 2011, as ações do mês de Qualidade de Vida tiveram um resultado positivo, fato que colaborou para o desenvolvimento das ações em 2012. O Comitê de Qualidade de Vida é formado por 15 profissionais de diferentes áreas e existe há mais de 10 anos na Cooperativa. O grupo se reúne a cada dois meses e sua principal função é planejar, organizar e operacionalizar ações que tragam bem estar pessoal e profissional para os colaboradores.

Política de Responsabilidade Social - Os objetivos das ações estão alinhados com a política de Responsabilidade Social, de Desenvolvimento Humano e com o Serviço de Medicina Preventiva. O encerramento do mês da Qualidade de Vida será no dia 28 de setembro. (Imprensa Unimed Londrina)

INTERCOOPERAÇÃO I: União que impulsiona crescimento

intercooperacao I 31 08 2012''As cooperativas servem de forma mais eficaz os seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.'' O sexto princípio do cooperativismo define dessa forma a intercooperação, modelo por meio do qual os investimentos e serviços são combinados para ampliar e diversificar o atendimento aos cooperados. No Paraná, as parcerias desenvolvidas entre cooperativas têm crescido a cada ano, em todos os segmentos, como maneira encontrada para aumentar a competitividade diante do mercado.

União - A intercooperação possibilita a união de estruturas, informações e conhecimentos técnicos e especializados, potenciais financeiros, cartela de cooperados, serviços ofertados, produtos gerados e regiões de abrangência. Ao contrário do que possa parecer incomum a empresas do sistema empresarial convencional, as cooperativas, mesmo que de ramos similares, não são vistas como concorrentes, e sim como parcerias. A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) estimula a intercooperação para promover a oferta de serviços complementares, mais abrangentes e com maior qualidade, e que resultem em ganhos na comercialização, agregação de valor, profissionalização dos trabalhos e na fidelização dos cooperados.

Fortalecimento - ''A intercooperação propicia o fortalecimento das cooperativas individualmente'', avalia o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra. Segundo ele, o processo de estabelecimento de uma parceria pode ser difícil, mas o cenário atual de mercado bastante concentrado exige uma escala de produção maior para que a cooperativa tenha melhores condições de competir. ''Mesmo nos casos em que as cooperativas são concorrentes, a união das estruturas e investimentos possibilita o crescimento em conjunto.''

Oportunidade - Turra acredita que a intercooperação é uma oportunidade para os cooperados ampliarem e diversificarem a produção, além de ser uma maneira de somar as capacidades de investimento das cooperativas para viabilizar os projetos. ''A intercooperação decorre sempre de uma necessidade regional que pode ser compatibilizada entre as cooperativas'', argumenta.

Tendência - O gerente da Ocepar espera que essa tendência seja mantida ao longo do tempo, pois a concentração empresarial também deve continuar ocorrendo. Para Turra, o fortalecimento industrial e comercial resultante da intercooperação pode aumentar o acesso ao mercado internacional e o potencial de exportação das cooperativas. (Folha de Londrina)

INTERCOOPERAÇÃO II: Ampliação do setor avícola no Centro-Oeste

Entre os projetos de intercooperação existentes no Paraná, destaca-se a criação da Unitá Cooperativa Central, resultado de uma associação firmada em 2011 entre a Coagru Cooperativa Agroindustrial União, a Copacol Cooperativa Agroindustrial Consolata e a Coperflora Cooperativa Florestal.

Inauguração - Com previsão de inauguração em janeiro de 2013 em Ubiratã, no Centro-Oeste do Estado, o novo abatedouro de aves da Unitá deve gerar 1,5 mil empregos diretos, com capacidade de abatimento de 160 mil aves por dia e com projeção de ampliação para 320 mil em 2016. Os investimentos somaram R$ 120 milhões e o faturamento anual estimado é de R$ 750 milhões.

Parceria inédita - ''É uma parceria inédita no cooperativismo brasileiro e que visa trazer novas alternativas de renda ao produtor e oportunizar a geração de empregos na região'', salienta o vice-presidente da Unitá, Claudemir Cavalini. Atuando em sistema de integração, a Unitá vai atender os cooperados das cooperativas acionistas, direcionando 70% da produção para atendimento ao mercado interno e 30% à exportação. A Coagru já atuava no setor de aves há alguns anos, mas sem frigorífico, vendia a produção in natura. Agora, os 163 produtores integrados terão a produção abatida na própria Cooperativa Central Unitá. ''Não há concorrência, há união de forças'', conclui Cavalini. (Folha de Londrina, com informações da Agência Estadual de Notícias)

AGRICULTURA: Irrigação e uso racional da água na agropecuária serão discutidos no Paraná

agricultura I 31 08 2012 LargeCascavel, na região Oeste, vai sediar o 25.º Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem, de 4 a 9 de novembro. A opção pelo Paraná é resultado do acordo entre a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem. “O tema é importante principalmente na região Oeste, que perdeu muito com a seca do início do ano”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Lançamento - O lançamento do Congresso de Irrigação e Drenagem foi feito pelo presidente do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Florindo Dalberto, durante tarde de campo sobre Integração Lavoura e Pecuária, realizada na Estação Experimental de Santa Tereza do Oeste. O evento contou com a participação do secretário Norberto Ortigara, do presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann, e cerca de 150 pessoas, entre produtores, técnicos e estudantes.

Tema - O dia de campo teve como tema a Integração Lavoura e Pecuária e o uso da irrigação em pastagens. A tecnologia corresponde ao novo modelo de agricultura que a Secretaria está empenhada em difundir para elevar aumentar a produtividade, com sustentabilidade ambiental.

Sistemas mistos - São sistemas mistos que integram lavoura, pecuária e florestas, com combinações especializadas para as diferentes regiões do Estado e que vem sendo difundidos pelo Iapar e Instituto Emater em dias de campo. Já foram realizados em Xambrê, região de Umuarama, em Ponta Grossa e agora no Oeste do Estado, todos com a presença do secretário Norberto Ortigara. O secretário ressaltou que esse modelo é o caminho escolhido como estratégia após a implantação e disseminação da técnica do plantio direto, hoje presente em praticamente todo o Paraná.

Linhas - Em Santa Tereza do Oeste, a tarde de campo demonstrou as linhas de experimentos que alia o cultivo de grãos com a boa alimentação aos animais. Ortigara lamentou que na média do Estado a pecuária de corte tenha resultados inferiores a meio boi por hectare por ano, em muitas localidades. Segundo Ortigara isso acontece muito por falta de alimentação adequada aos animais na propriedade que dificultam o ganho de peso.

Perfil - “Podemos mudar esse perfil e ir mais longe com projetos racionais de irrigação, de baixo custo e alternativas de alimentação indicadas pela pesquisa”, disse. Segundo Ortigara, os produtores devem aproveitar o bom momento para fazer essas mudanças na propriedade, porque o crédito está farto com taxas baixas e o novo modelo se enquadra no Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) que o governo federal está incentivando em todo o País.

Comida – Ortigara cunhou a expressão “Fábrica de Comida” ao se referir ao o agricultura I 31 08 2012 2 Largenovo modelo tecnológico que vem sendo difundido pelo Iapar e Emater, nos vários dias de campo, resultado de anos de pesquisas e que pode ajudar o agricultor a ter lucros ambientais e econômicos. O modelo permite recorrer a várias combinações e alternativas de plantio de forrageiras que incrementam o ganho de peso dos animais e aumentam a produtividade das lavouras de grãos com a prática da rotatividade. Em Santa Tereza do Oeste, os técnicos apresentaram opções de forrageiras de inverno para a integração lavoura e pecuária, bem como novas cultivares de aveia forrageira e aveia granífera, adubação e plantas melhoradoras de solo e consórcios de gramíneas e leguminosas, que ajudam a elevar a produtividade nas propriedades.

Novo jeito - “Esse é o novo jeito de fazer a agricultura pós-plantio direto e de forma inteligente de fazer o aproveitamento de todo o espaço da propriedade e o bom disso tudo é que há linhas de crédito para os investimentos”, afirmou. O secretário lembrou que a Secretaria da Agricultura, em parceria com órgãos públicos e da iniciativa privada, está capacitando profissionais para difusão da tecnologia responsável pelo desenvolvimento de sistemas mistos que aliam lavoura e pecuária. Esses sistemas orientam para a prática de um plantio direto de qualidade, boa cobertura vegetal, mais engorda dos animais e ainda permite usufruir dos resultados da prática florestal a cada sete anos, em média, com o corte das espécies plantadas.

Irrigação – A região Oeste do Paraná está num momento de recuperação das perdas severas que sofreu no início deste ano com a estiagem e o insumo água voltou a ser preocupação entre os agricultores. Segundo Ortigara, com a introdução do uso racional da água como insumo e componente importante do sistema de integração permite à pequena propriedade ter seis ou sete animais produzindo leite e carne com mais produtividade, ao invés de uma ou duas cabeças como acontece atualmente.

Avanço - “Não queremos induzir o agricultor a fazer investimentos além de suas possibilidades. Pelo contrário, queremos que gaste pouco e avance muito”, disse o secretário. Segundo Ortigara, o dinheiro da safra deve ser aplicado em adoção de tecnologias que levam ao novo jeito de produzir.

Restrição - Para o presidente do Iapar, Florindo Dalberto, o uso da irrigação não deve ser restrito somente às zonas e cinturão verde ao redor das grandes cidades e na beira de represas. “Mas também em área de agricultura porque o que se planta com a utilização de água, se colhe rapidamente”, observou. Dalberto explicou que será criado um grupo técnico envolvendo a pesquisa e a extensão rural que vai elaborar o Plano Diretor da Agricultura Irrigada para o Estado do Paraná que será discutido durante o Congresso de Irrigação. “O objetivo é ter propostas para que o Paraná possa dispor de um programa de irrigação e que possa apresentar ao ministério da Integração Nacional, onde estão os recursos”, disse. (AEN)

MILHO: Governo oferece contrato de frete

A Conab vai contratar, na próxima quinta-feira (06/09), os serviços de transporte para remoção de 116.818 toneladas de milho, em grãos, a granel, do Mato Grosso e de Goiás para diversos estados do Nordeste (AL, BA, PB, PE, PI, RN), do Sul (RS e SC) e do Sudeste (MG e ES). O edital da contratação do frete, feito por leilão eletrônico (Aviso nº 308), já está no site da estatal e estabelece que o valor do produto para fins de emissão dos documentos fiscais será de R$ 0,2100/ kg (milho com origem em Mato Grosso) e de R$ 0,2910/kg (milho com origem em Goiás).

Participantes - Aos participantes, o edital recomenda indicar e manter no local de embarque prepostos devidamente credenciados junto às Superintendências Regionais de origem (MT e GO), para adequar a disponibilização de veículos ao fluxo contratado, emitir conhecimento de transporte, agilizar os embarques, assinar as notas fiscais e outras informações exigidas pela Conab.

Regulamento - A realização do leilão e da contratação do serviço de transporte, segundo o aviso, segue o Regulamento para Contratação de Serviços de Transporte da Conab, publicado no Diário Oficial da União do dia 31 de maio passado. O grão a ser removido é dos estoques públicos de Contrato de Opção e da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). (Conab)

EVENTO: Querência do Norte promove a 31ª Festa do Arroz

Querência do Norte é o maior produtor de arroz do estado. A cultura ocupa 6.000 ha no município e na safra passada rendeu 800 mil sacas do cereal. A atividade é fundamental na economia da região e vai estar em discussão na próxima semana, de 2 a 6 de setembro, durante a 31ª Festa do Arroz. O evento, promovido pela prefeitura e Emater, pretende discutir diversas questões relacionadas ao cultivo de arroz como a melhoria da produtividade, qualidade da água, sucessão familiar e a nutrição do arroz irrigado. Além disso, durante a festa haverá ainda encontro de mulheres, de pescadores, de jovens e um debate sobre a bovinocultura de leite, atividade responsável pela geração de renda em muitas propriedades do município.

Gincana - A 31ª Festa do Arroz de Querência do Norte será aberta no dia 2, domingo, com a Vigésima Gincana de Produtores. A competição será realizada em cinco dias com provas como futebol, vôlei, bocha, dominó, canastra e xadrez. O encerramento da gincana será no dia sete com uma corrida de trator em que os pilotos terão que executar várias tarefas como serrar uma tora ou achar um pedaço de mandioca numa vasilha com leite.

Semana do Produtor - No dia 6, começa a Semana do Produtor, com diversos encontros sob a orientação técnica do Instituto Emater.  O 7º Encontro de Meio Ambiente será dirigido aos escolares do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. Cerca de 600 crianças devem participar da atividade que pretende discutir a qualidade da água. Para tanto, os técnicos prepararam uma peça teatral que apresenta o tema de forma divertida para os estudantes.

Encontro - No mesmo dia será realizado o 7º Encontro de Produtoras Rurais. Os organizadores esperam receber cerca de 300 mulheres do município e da região, sobretudo moradoras de assentamentos. Serão discutidos assuntos como a instalação de fossa séptica e a qualidade do leite, já que muitas dessas trabalhadoras se dedicam à produção leiteira. Outro tema é a saúde do homem. Os organizadores do encontro querem que as mulheres ajudem seus maridos e filhos a terem mais cuidado com seu bem estar.

Turismo - O turismo na área dos rios Paraná e Ivaí será o principal tema do 5º Encontro de Pescadores de Querência do Norte, ainda no dia 6. No município é muito comum a presença de turistas que buscam a ajuda dos locais para pescar nesses rios. O que se deseja é que os pescadores tenham orientações de como fazer esse trabalho. A produção de leite vai ganhar as atenções durante o 21º Encontro de Bovinocultura Leiteira dirigido sobretudo às mulheres. A qualidade do leite e o tratamento das novilhas até se tornarem vacas de produção estarão no centro dos debates.

Jovens - Neste ano também será realizado o 1º Encontro de Jovens da Agricultura Familiar, cujo tema será a sucessão familiar na propriedade rural. No município muitos jovens estão se formando como técnicos agrícolas, mas buscam emprego no Mato Grosso ou em outros estados, o que está causando um envelhecimento da população rural. O encontro ainda vai tratar da produção de leite na pequena propriedade. Espera-se a participação de 100 jovens, entre 16 e 24 anos no encontro.

Encontro de Rizicultores - No dia 08 a Semana do Produtor será encerrada com o 35º Encontro de Rizicultores de Querência do Norte. Segundo Jadir  Francisco dos Santos, da Emater do município, neste ano o tema será a nutrição na cultura de arroz irrigado. Ele ressaltou que a nutrição das lavouras é um processo delicado porque envolve o manejo da água e exige muita atenção do produtor.  Jadir acrescentou que atualmente 70% do cultivo de arroz do município é feito no sistema pré-germinado, ou seja, a semente é umedecida e lançada ao solo quando inicia a germinação. A área que recebe a semente deve ter uma lâmina de água de 5 cm de altura. Este sistema tem garantido maior controle das ervas daninhas, mais rapidez no desenvolvimento das lavouras e duas colheitas durante o ciclo, ao contrário de uma só colheita no cultivo convencional. Práticas como essa têm garantido o crescente aumento da produtividade de arroz em Querência do Norte. Na safra 2010/2011 os rizicultores colheram 5.500 kg/ha. Na última safra a produtividade média ficou em 6.000 kg/ha. (Assessoria de Imprensa do Instituto Emater)

IBGE: PIB tem crescimento de 0,4% no segundo trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,4% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, totalizando em valores correntes R$ 1,1 trilhão. Os dados relativos às contas nacionais foram divulgados nesta sexta-feira (31/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comparação - Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o PIB cresceu 0,5%. No acumulado de 12 meses, a expansão foi 1,2 %. No primeiro semestre, o PIB apresentou aumento de 0,6%. Entre os setores da economia, a maior expansão foi observada na agropecuária (4,9%). O setor de serviços cresceu 0,7%. A indústria teve queda de 2,5%. Sob a ótica da demanda, foram observados aumento de 1,1% no consumo do governo e de 0,6% no das famílias. A formação bruta de capital fixo teve queda de 0,7% no período. (Agência Brasil)

GOVERNO FEDERAL: União reserva mais R$ 15,2 bi para promover desonerações

Para garantir a meta de 4,5% de crescimento econômico em 2013, o governo federal reservou R$ 15,2 bilhões do Orçamento para promover novas desonerações tributárias. Esse dinheiro ainda não está "carimbado" mas, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, será destinado para ampliação da lista de setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamento, redução do custo da energia elétrica e da PIS-Cofins. "A desoneração ainda não está definida. Será alocada em desoneração da folha, redução do custo da energia elétrica ou PIS-Cofins", reforçou o ministro.

Recursos adicionais - Mantega fez questão de ressaltar que os R$ 15,2 bilhões previstos no Orçamento de 2013 são recursos adicionais. Ou seja, são um acréscimo à renúncia de mais de R$ 3 bilhões, anunciadas na quarta-feira, para bancar a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, até 2013, para os setores da material de construção e bens de capital. "É uma reserva adicional. Não estão carimbadas [o valor de R$ 15,2 bilhões para desoneração] ainda ", destacou o ministro. A desoneração tributária tem sido uma medida recorrente da área econômica para puxar o consumo das famílias.

Setores - Por enquanto, o governo já promoveu desonerações na folha de pagamento de 15 setores da economia e estuda aumentar a lista. O Congresso Nacional aumentou o número de setores desonerados no projeto que converte em lei a Medida Provisória 563, mas tudo depende de sanção presidencial.

Energia elétrica - No caso da redução do custo da energia elétrica, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a retirada de três encargos e a renovação das concessões deve diminuir em cerca de 10% os preços aos consumidores residenciais e industriais. A exclusão de encargos será custeada pelo governo. Outro ponto estudado é a possibilidade de desonerar a cesta básica da cobrança de PIS-Cofins. (Valor Econômico)

BNDES: No banco, prazo para liberar PSI é de quatro dias

As operações do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) são aprovadas em apenas quatro dias, em média, a partir do momento em que o agente financeiro dá entrada no pedido, informou nesta quinta-feira (30/08) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa agilidade existe porque esse financiamento é uma operação obrigatoriamente indireta, ou seja, intermediada por um agente financeiro credenciado.

Máquinas, caminhões e equipamentos - Na quarta-feira (29/08), o governo decidiu que as compras de máquinas, equipamentos e caminhões pelo PSI pagarão juros integrais de apenas 2,5% ao ano, menos da metade da inflação corrente medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o número oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que em julho estava em 5,2%. Essas taxas, contudo, valem apenas até dezembro, mas podem, pela rapidez no trâmite, atender um grande número de empresas.

Empréstimos - Os empréstimos para a compra de bens de capital pelo PSI saem da Finame, a linha do BNDES para máquinas e equipamentos. Em condições normais e dependendo da linha da Finame demandada, pagam o chamado custo financeiro, que é aproximadamente a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP, hoje em 5,5% ao ano) mais a remuneração do BNDES, acrescido de uma taxa de intermediação financeira e a remuneração do banco intermediário, números que podem elevar o custo real da operação para mais de 10% ao ano.

Diferença - No PSI, o Tesouro Nacional cobre toda a diferença entre os custos normais e os 2,5% que irão vigorar até 31 de dezembro. Desde 2009 o governo vem manejando a taxa do PSI de acordo com o momento econômico. Desde o dia 21 de maio e até esta quarta-feira a taxa estava em 5,5% ao ano para máquinas, equipamentos, caminhões, ônibus e para os chamados projetos transformadores, aqueles de alta tecnologia em engenharia. A redução para 2,5% vale apenas para os três primeiros itens da lista.

Acerto prévio - O prazo de quatro dias na tramitação dentro do banco decorre do fato de que toda a operação é acertada previamente entre o tomador do empréstimo e o banco intermediário que, nesse tipo de operação, corre todos os riscos do crédito. Dessa forma, a demora maior fica por conta do acerto entre o agente financeiro do BNDES e seu cliente.

Assinatura - O BNDES informou que para ter direito à taxa de juros de 2,5% ao ano o contrato tem que ser assinado até o dia 31 de dezembro, sem direito a retroatividade. As operações que estiverem tramitando com a taxa de 5,5%, mas forem assinadas após a entrada em vigor da nova remuneração, terão direito à nova taxa de juros. Quando o PSI foi criado em 2009 o governo comprometeu-se a subsidiar o diferencial de juros das operações que, somadas, atingissem o montante total de R$ 227 bilhões. Até a quarta-feira os financiamentos do PSI somavam R$ 149 bilhões, restando R$ 78 bilhões a emprestar. (Valor Econômico)

MANTEGA: Com a crise, plano de elevar investimento a 24% do PIB foi adiado

Por causa da crise, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiou para 2015 ou 2016 - depois, portanto, do mandato da presidente Dilma Rousseff - o prazo para que o governo consiga elevar o nível de investimento para 24% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa foi uma das promessas do ministro no início deste governo. Na época, Mantega disse que essa meta seria atingida em 2014.

Discurso - O discurso agora é outro. Atingir esse nível de formação bruta de capital fixo no prazo antes estipulado, para Mantega, vai ser "muito difícil". "Teremos que postergar isso [a meta] para 2015 ou 2016", revelou o ministro, ontem, durante o anúncio da proposta orçamentária de 2013. Na sua avaliação, o agravamento da crise internacional vai criar uma defasagem de um ano ou um ano e meio para atingir previsões anteriores. "A crise prejudicou o crescimento e os investimentos em 2011 e 2012", disse.

Valor estimado - O valor estimado de investimentos públicos para o próximo ano é de R$ 186,9 bilhões, sendo R$ 110,6 bilhões referentes a desembolsos de empresas estatais e o restante (R$ 76,3 bilhões) de ações do Orçamento da União.

Aumento nominal - O investimento previsto para as estatais compreende um aumento nominal de apenas 3,3% na comparação com a dotação de 2012. "Se a meta cresceu um pouco menos, ela é mais realista e vai ser realizada", frisou Mantega.

Petrobras - De um total de R$ 110,6 bilhões, apenas os desembolsos da Petrobras somam R$ 89,3 bilhões, sendo R$ 78,8 bilhões para investimento no Brasil e o restante no exterior. Nas companhias do setor financeiro, o governo estima investir R$ 5,8 bilhões, ante R$ 4,6 bilhões. Ao citar como exemplo a empresa do setor petroleiro, o ministro argumentou que, ao chegar em um determinado patamar de investimento, esse aumento de desembolsos "vai se tornando cada vez mais difícil", por causa de execução de obras e dependência de fornecedores, citou. "Então não é falta de recursos. Não é falta de dinheiro. É muitas vezes a dificuldade de você conseguir realizar obras dessa magnitude", justificou. (Valor Econômico)


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