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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2924 | 03 de Setembro de 2012

LEI DO COOPERATIVISMO: Deputados querem aprovar a matéria ainda neste ano, diz Pedro Lupion

Está tramitando, desde a semana passada, na Assembleia Legislativa do Paraná, a mensagem do governo alterando a Lei nº 17.142/2012, que estabelece a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo. Segundo o deputado estadual Pedro Lupion, a expectativa é de que a matéria seja aprovada em 2012, em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas. “Nossa preocupação é de o texto seja aprovado ainda esse ano como uma forma de prestar uma homenagem às cooperativas que tanto contribuem para o Estado do Paraná e pelo seu poder significativo de participação no PIB do Estado, nas exportações e na geração de empregos”, afirmou. “O Ano Internacional das Cooperativas tem que ser celebrado com uma grande iniciativa e talvez a maior iniciativa no Estado do Paraná tenha sido justamente a elaboração da lei estadual do cooperativismo paranaense que irá beneficiar toda e qualquer maneira de cooperativismo e de associativismo”, acrescentou. A aprovação da lei estadual de apoio ao cooperativismo foi um dos temas tratados pelo deputado, na manhã desta segunda-feira (03/09), durante visita ao presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, em Curitiba. Pedro estava acompanhado de seu pai, o deputado federal Abelardo Lupion.

Processo - A lei nº 17.142/2012 foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 9 de maio. Ela é originária do projeto de lei n⁰ 039/11, aprovado no dia 16 de abril na Assembleia Legislativa e de autoria dos deputados estaduais Ney Leprevost e Pedro Lupion. “O projeto original da lei já foi aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador com uma grande quantidade de vetos, devido a questões de inconstitucionalidade e de vício de inciativa. Mas, por meio de uma negociação junto com a Ocepar, governo, secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, Casa Civil e Unicafes, nós conseguimos elaborar uma mensagem governamental que agradou ambos os lados e agora é só uma questão de agilidade da Assembleia Legislativa para passar pelas comissões e ir para o plenário”, disse Pedro Lupion. A mensagem começou a tramitar em regime de urgência por meio do projeto de lei nº 421/12, na última terça-feira (28/08). Dessa forma, o texto deve ser aprovado em 40 dias pelos deputados estaduais. A matéria deve passar pelas Comissões de Agricultura, Finanças, Educação e, se sofrer alguma emenda, volta para a Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a plenário.

Benefícios – De acordo com Pedro Lupion, a lei traz grandes vantagens para o cooperativismo. “Além de contemplar questões básicas como, por exemplo, uma disciplina eletiva nas escolas estaduais sobre associativismo e cooperativismo e sobre os benefícios de unir esforços em torno de um objetivo comum, também traz outros itens, como facilidade de crédito para as cooperativas; a possibilidade das cooperativas participarem de licitações e de contratos com o Estado. Prevê ainda a possibilidade de incentivos, por meio do governo do Estado, para a criação de novas maneiras de associativismo e de cooperativismo, ou seja, é uma lei que faltava no Estado do Paraná para regulamentar o nosso cooperativismo, que já é reconhecido nacionalmente como talvez o melhor do país”, acrescentou. 

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CÓDIGO FLORESTAL: Alterações na MP foram um avanço, avalia Abelardo Lupion

As alterações na MP 571/12, que trata do Novo Código Florestal, aprovadas pela 3Codigo florestal 03 09 2012Comissão Mista no último dia 29 de agosto, representam um ganho para os produtores rurais, segundo avaliação do deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR). “Obviamente ainda não é o ideal, mas ajustou bem”, disse o parlamentar, durante visita ao presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, na manhã desta segunda-feira, na sede da entidade, em Curitiba. O texto da MP segue agora para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Se houver modificação no Senado, retorna para apreciação na Câmara.

Custos – Para o deputado, apesar da aprovação do texto representar um avanço importante, o assunto ainda não está encerrado. “É obvio que ainda vamos ter que discutir muito, porque o ônus ao produtor é uma coisa muito pesada. Só para se ter uma ideia, teremos que fazer um milhão e quinhentos mil quilômetros de cerca somente para cercar as Áreas de Proteção Permanente (APPs). E o custo disso é muito alto. Além disso, somente para refazer a APP,  o produtor irá gastar em média R$ 5 mil por hectare”, disse.

Foco – Ainda segundo Lupion, a expectativa agora é que o texto seja aprovado na Câmara e no Senado do jeito que passou pela Comissão, já que houve um grande acordo e unanimidade na aprovação. “A bancada ruralista continua atenta e acompanhando o assunto. E como estamos tratando de muitas coisas, de vários estados, com condições e realidades diferentes, o que temos que fazer agora é focar individualmente cada assunto”, comentou.

Mudanças – As principais mudanças na Medida Provisória nº 571, que altera o Código Florestal, refere-se à recomposição APP na borda de rios. A alteração aprovada, por unanimidade, determina que deverá haver recomposição de 15 metros a partir da borda da calha do leito regular do rio em propriedades de 4 a 15 módulos fiscais. Pela regra anterior prevista no artigo 61 do Código Florestal, essa recomposição deveria ser de 20 metros. Também houve modificação para os casos de propriedades acima de 15 módulos fiscais. Com a nova proposta, o valor da recomposição será definido pelo Plano de Regularização Ambiental (PRA) firmado nos estados. Os PRAs deverão considerar recomposição a partir de 20 metros. Antes, o texto trazia uma regra fixa.  

 

MÍDIA: Portal do Negócios da Terra divulga artigos de profissionais da Ocepar

Logo Negocios Da TerraArtigos escritos por profissionais da Ocepar começaram a ser divulgados, na última quinta-feira (30/08), no Portal do programa Negócios da Terra, da Rede Massa, na seção de colunistas. Toda semana será publicado um novo texto. Quem estreou o espaço foi o doutor em Economia Industrial e Meio Ambiente pela Universidade de Freiburg, na Alemanha, e analista técnico e econômico da Ocepar, Gilson Martins. Ele abordou o tema “Cooperativismo paranaense consolida espaço no mercado internacional”, mostrando como as vendas externas das cooperativas vêm aumentando graças ao empenho dos cooperados e ao investimento das cooperativas em tecnologia e agregação de valor. Clique aqui e acesse o conteúdo na íntegra.

EBPC I: Projetos inovadores são premiados durante o Encontro de Pesquisadores

ebpc IForam divulgados, na sexta-feira (31/08), os trabalhos vencedores do prêmio entregue durante o II Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC). O evento reuniu projetos construídos por centros de pesquisa e estudiosos do setor, a fim de estimular o desenvolvimento de novos projetos dedicados ao cooperativismo.

Ano Internacional - Em sua segunda edição, o encontro teve como tema “Ano Internacional das Cooperativas: cooperativas constroem um mundo melhor”, assunto central dos debates, palestras e apresentações de análises científicas. Todas as pesquisas foram elaboradas com base em um dos tópicos específicos propostos pela organização do evento: I – Princípios, história e doutrina cooperativista; II – Cooperativismo, economia e desenvolvimento; III – Economia social e organizações sociais; IV– Governança corporativa em cooperativas; V – Finanças em cooperativas; VI – Legislação, tributação e direito em cooperativas; VII – Educação e autogestão; e VIII – Responsabilidade e sustentabilidade social.

Categorias - Os trabalhos foram apresentados dentro das categorias: Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e pôster, teses e dissertações; trabalhos científicos e casos de sucesso. Essa última, uma inovação no encontro, visa principalmente a apresentação de experiências de sucesso vividas por cooperados, dirigentes e empregados do sistema cooperativista brasileiro. O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) premiou o melhor de cada categoria. (Informe OCB)

Clique aqui e acesse a lista dos premiados

EBPC II: Intercooperação é foco no evento

ebpcIIA prática da intercooperação foi o tema que abriu os debates na sexta-feira (31/08), no II Encontro Brasileiro Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), em Porto Alegre (RS). O assunto foi tratado dentro do painel “Estratégias inovadoras de gestão: cooperativas e redes de cooperação”, na palestra proferida pelo diretor e professor da FEARP/USP, Sigismundo Bialoskorski Neto.

Competitividade - Segundo o professor, a intercooperação tem sido ressaltada pelas entidades representativas do cooperativismo não só como antigo princípio do sistema, mas também como poderoso instrumento de competitividade, utilizado em todo o mundo. Bialoskorski afirma que há formas organizacionais para tanto, como os conselhos especializados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), os consórcios, que exemplificam processos de intercooperação, “além de outras formas de alianças estratégicas, que podem se configurar em simples trocas de informações e até estratégias complexas de formação de holdings ou de empresas de propósito específico”.

Soluções compartilhadas - Soluções compartilhadas de boas práticas, gerências e técnicas também foram apresentadas no painel, pelo presidente da Fundação ABC, Luciano Klüpel.  A Fundação ABC para Assistência e Divulgação Técnica Agropecuária é uma instituição mantida pela contribuição dos cooperados e por parcerias em trabalhos de pesquisa com empresas privadas, além de serviços de análises de solos, bromatologia e sistema de informações geográficas.

Amparo tecnológico - Os trabalhos de pesquisa dão amparo tecnológico aos cooperados filiados às cooperativas agropecuárias Capal (de Arapoti), Batavo e Castrolanda, que formam o Grupo ABC. As Cooperativas ABC se beneficiam das técnicas e sistemas desenvolvidos pela Fundação ABC garantindo uma atualização técnica constante dos 2.350 cooperados.

Reflexões importantes - O superintende do Sescoop, Luís Tadeu Prudente Santos, acompanhou os debates e destacou que o evento traz reflexões importantes para o crescimento do setor. "É fundamental dar continuidade a iniciativas como esta, pois o cooperativismo está crescendo e precisamos estar perto das universidades e dos meios científicos para acompanhar com muita eficiência esta evolução", declarou. (Informe OCB)

 

C.VALE: Lançados cartões de crédito para o associado

cvale 03 09 2012Os associados da C.Vale vão poder usar um cartão de crédito para compras nos supermercados da cooperativa. A novidade foi apresentada na quinta-feira (30/08), em Palotina, pelo presidente Alfredo Lang, aos integrantes da Comissão de Integração dos Comitês Educativos. Para ele, a implantação do cartão é um sonho do quadro social. Ele explica que o associado interessado deve procurar as unidades da cooperativa para solicitar o cartão. “Após receber o cartão e cadastrar uma senha, o associado poderá fazer compras nas lojas de Supermercados C.Vale, com o prazo de 40 dias para pagamento”, disse Lang. O presidente também revelou que posteriormente o benefício poderá ser estendido para o posto de combustíveis e o comércio de peças e assessórios.

Praticidade - Tereza Paludo, de Palotina, primeira associada da C.Vale a receber o cartão de crédito da cooperativa, entende que a novidade vai tornar as compras mais práticas. “Vai facilitar muito no momento das compras. Este é um benefício muito importante para todos os associados da cooperativa.” Miguel Carmona Filho, de Assis Chateaubriand, também diz que o cartão vai facilitar as compras. “O cartão veio numa boa hora, pois dará maior agilidade e segurança no momento da compra”, afirma. (Imprensa C.Vale)

COPAGRIL I: Iniciados os preparativos para o Dia de Campo de 2013

copagril I 03 09 2012Na última sexta-feira (31/08), profissionais da Equipe Técnica Agronômica e do departamento de Comercial e Insumos da Copagril, receberam representantes de empresas parceiras que estarão apresentando suas variedades de híbridos, fertilizantes e defensivos, no Dia de Campo Copagril 2013, que será realizado nos dias 24 e 25 de janeiro.

Planejamento - De acordo com o responsável pela Estação Experimental da Copagril, Darci Sonego, foi uma reunião de planejamento, com definição das áreas em que cada empresa participante poderá explorar, para apresentação no Dia de Campo Copagril 2013.

Total - No total, serão 23 empresas que estarão demonstrando seus produtos no Dia de Campo Copagril 2013, dentre as quais, dez estarão apresentando as novas tecnologias que prometem proporcionar um aumento na produtividade das lavouras de milho. São elas: Agroceres, Agroeste, Balu Sementes, Biogene, Coodetec, Dekalb, Dow Seeds, Morgan, Pionner  e Syngenta Seeds. Já as empresas que estarão apresentando a sua linha de defensivos, serão: Arysta, Bayer, Basf, Dow Agro, FMC, Dupond e Syngenta.  Os produtores que estarão em busca de tecnologias, terão a oportunidade de avaliar a eficiência dos fertilizantes apresentados pela Yara, Timac Agro, Binova, Grapp, Ubifol e Spraytec. (Imprensa Copagril)

COPAGRIL II: Seminário Anual de Produtores de Aves reúne 300 participantes

A Cooperativa Agroindustrial Copagril realizou, na última sexta-feira (31/08), o Seminário Anual de Produtores de Aves. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, entre associados, familiares e funcionários das granjas. Quatro palestras sobre assuntos de grande relevância para a atividade compuseram a programação.

Atividade - Inicialmente, o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, apresentou os números da atividade na cooperativa e chamou a atenção dos produtores para o momento em que a avicultura vem passando, onde a exemplo de outras empresas e cooperativas do Brasil, o setor avícola da Copagril já está trabalhando no prejuízo. Mas Chapla tranquilizou os associados, informando que a cooperativa possui capital para esse tipo de situação e aproveitou para reforçar a importância de se trabalhar em cooperativa, tendo em vista que em outras regiões do país, produtores que não trabalham em cooperativa estão enfrentando dificuldades extremas e não têm onde buscar apoio. “A Copagril vem enfrentando a situação de forma estável e desta forma, não existe a necessidade de se tomar medidas drásticas.  De momento, vamos seguir a orientação da União Brasileira de Avicultura e reduzir a produção em 10%, o que, automaticamente, reflete na redução do alojamento e isso não estamos fazendo de forma gradativa”, ressalta.

Palestras - O representante da Copel, Orestes Pinto Junior, que é técnico em segurança do trabalho, abordou um tema de extrema relevância em qualquer atividade, mas que na atividade avícola requer uma atenção especial: diante de exemplos de acidentes gravíssimos, onde 100% dos casos resultaram em mortes de pessoas, ficou claro aos produtores e demais presentes na palestra que a prevenção de acidentes com energia elétrica é a única forma de reduzir essas estatísticas.

Manejo integrado - Na segunda palestra da tarde, o médico veterinário Ubirajara de Oliveira, que atua há mais de 30 anos na atividade avícola, falou sobre “Manejo Integrado na Criação de Frangos de Corte”, onde o foco foi orientar os produtores sobre ações rotineiras que podem resultar em maior rentabilidade e lucratividade na propriedade.

Destinação de carcaças - Seguindo o cronograma, o médico veterinário responsável pela unidade da Adapar (Agência de Defera Agropecuária do Paraná) em Marechal Cândido Rondon, Nilson de Freitas Gouveia, falou sobre a “Destinação das carcaças de animais mortos na propriedade”, exemplificando inúmeros problemas resultantes do não cumprimento das leis relacionadas à forma correta de destinar os animais que morrem na propriedade.     Para encerrar o ciclo de palestras, Luiz Otávio Roberto, da Nutron Alimentos, abordou o tema “Biosseguridade na avicultura, riscos eminentes”, onde o produtor foi orientado sobre ações do cotidiano na atividade, que são de grande importância, como o controle de roedores, manejo adequado das camas de aviário, utilização do programa 5S, entre outros.

Reconhecimento - A Copagril tem como princípio incentivar o produtor através da sua valorização e por isso, mais uma vez, realizou a premiação das melhores propriedades em Qualidade e os Melhores Produtores em Índice de Eficiência Produtiva Média.    As propriedades da atividade avícola foram auditadas por profissionais e de acordo com o relatório de produtividade dos últimos 12 meses, foram premiadas.

Na categoria Qualidade na Propriedade, foram premiados:

1º Vânia e Valério Dassoler, de Pato Bragado

2º Rovane Leindecker e Dirceu Anderle, de Margarida

Na categoria Índice de Eficiência Produtiva Média:

1º Vânia e Valério Dassoler, de Pato Bragado

2º Ivanete e Vilmar Krenchiski, de Pato Bragado

Sorteio - Ao final do evento, todos os associados presentes participaram do sorteio de diversos prêmios, incluindo uma televisão de Led 32’, além de levarem para casa um kit de produtos Copagril. (Imprensa Copagril)

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COAMO: Nova campanha publicitária é lançada para divulgar linha de alimentos

alimentos coamoA Festa do Sabor dos Alimentos Coamo continua e uma nova campanha publicitária começou a ser veiculada na última semana de agosto, nos estados do Paraná e Santa Catarina. O objetivo é dar continuidade ao conceito que vem sendo trabalhado há mais de um ano e que agradou o grande público e a crítica. As peças de divulgação permanecem marcadas por cores vibrantes e alegres, e o grafismo das "gotinhas de sabor".

Filmes, spots e anúncios - De acordo com o gerente comercial de Alimentos, Domingos Marzulli a nova campanha contará com filmes para a televisão, spots para o rádio e anúncios em revistas voltadas ao público feminino e de trade. Na campanha serão exibidos quatro comerciais de alto impacto, começando pelas margarinas, e na sequência serão apresentados os filmes sobre as farinhas, óleo e cafés.

Qualidade - O primeiro filme que está sendo veiculado pretende passar ao consumidor o conceito de qualidade do produto de forma diferenciada e inovadora, conforme destaca Marzulli. "Também faz parte da estratégia comercial gerar expectativa quanto ao formato dos demais filmes. Por este motivo a campanha segue a linha de "teasers", onde cada peça só será divulgada após o término da veiculação da anterior. O que podemos adiantar é que o público irá se surpreender", esclarece o gerente comercial de Alimentos. Assista ao filme da campanha no link "Divulgação" (http://www.alimentoscoamo.com.br/divulgacao.php). (Imprensa Coamo)

AGENDA PARLAMENTAR: OCB e Frecoop divulgam resultado da semana passada no Congresso

A Medida Provisória 571/2012, que trata do novo Código Florestal brasileiro, foi aprovada na Comissão Mista na última quarta-feira (29/08), que deliberou sobre os destaques apresentados ao relatório do senador Luiz Henrique (SC). Caso não seja aprovada pelos Plenário da Câmara e do Senado até o dia 8 de outubro, a MPV perde sua validade, e vários pontos da Lei 12.651/2012, vetados pela presidente Dilma Rousseff, ficarão sem previsão legal.

Senado Federal - Foi aprovado, no Plenário da Casa, a Medida Provisória 565/2012 (PLV 20/2012), que autoriza o Executivo a criar linhas de crédito especiais para os setores produtivos de municípios com reconhecida situação de calamidade pública ou estado de emergência. O Sistema OCB apoia o texto da matéria. (Blog OCB no Congresso)

Para acessar o Resultado da Agenda da Semana, clique aqui.

SEAB: Secretaria da Agricultura busca soluções para conter crise na avicultura

seab 03 09 2012O Paraná vai encaminhar ao governo federal propostas para amenizar a crise no setor da avicultura. O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, reuniu nesta sexta-feira (31/08) representantes da cadeia produtiva da avicultura e das principais instituições bancárias para discutir soluções e alternativas para o endividamento que ameaça produtores e empresas integradoras.

Números - A produção paranaense de aves, que era de 120 milhões a 125 milhões de cabeças, foi reduzida para 110 milhões de cabeças por mês. O setor envolve 42 empresas integradas e 18 mil avicultores em todo o Estado e gera 550 mil empregos diretos e indiretos. O problema pode colocar em risco o modelo de integração adotado no Estado e comprometer a renda em centenas de municípios.

Custos de produção - A crise na avicultura ganhou maior proporção após o aumento dos custos de produção, causado basicamente pelos preços do milho e da soja, que compõem a ração animal. Essa alta é resultado da seca que dizimou praticamente metade da produção de grãos dos Estados Unidos e vem após uma seca que também reduziu o volume da produção de grãos na América do Sul, incluindo o sul do Brasil.

Propostas – Conforme orientação de Ortigara, foi constituído um grupo de trabalho que irá detalhar as propostas que serão encaminhadas pela secretaria ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O secretário irá solicitar reunião em Brasília, junto com as principais lideranças da avicultura, para pedir linha de crédito especial para a avicultura, sobretudo para as empresas que mantiverem o modelo de integração.

PEP - Entre as propostas que serão apresentadas ao governo federal está a criação de um Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) do milho para a agroindústria integradora. Com esse mecanismo, é possível trazer milho de grandes regiões produtoras no Centro-Oeste do País para a região Sul, especialmente para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina onde estão os tradicionais importadores de milho do Paraná. O objetivo dessa remoção é reduzir a pressão de demanda e preços do grão na região Sul.

Bem recebida - A proposta foi bem recebida pelo presidente do Sindiavipar, Domingos Martins. Segundo ele, o setor da avicultura é o mais organizado e competente no Paraná, vinha crescendo a níveis chineses e ajudou a puxar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e do Paraná com as exportações realizadas nos últimos anos. “Onde há avicultura, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é alto”, comentou Martins.

Produção – O Paraná é líder na produção de frangos e as empresas paranaenses estão sentindo com mais intensidade essa pressão. Desde o início do ano, o preço da soja já subiu 100% e do milho, 43%. “Não há como repassar esses custos para o consumidor”, afirmou Martins.

Repasse - Ele informou que as indústrias conseguiram repassar 18% de aumento para o custo do frango e derivados e lamentou que o setor varejista, sabendo da pressão de custos, subiu o preço dos produtos entre 30% a 40%, o que faz recuar o consumo. “Com dificuldades para exportar em consequência da crise financeira mundial e com o consumo em baixa no mercado interno, não estamos conseguindo superar essa fase crítica da crise”, declarou.

Cooperativas - O setor cooperativista também manifestou preocupação com os rumos da integração, na qual muitas cooperativas atuam. Segundo o representante da Organização das Cooperativas do Paraná, Flávio Turra, os custos de produção do frango subiram 35%, o que provocou uma defasagem de 15% entre os custos das empresas integradoras e os preços praticados para o mercado varejista.

Capital de giro - “Essa situação levou a empresa integradora a gastar seu capital de giro com o custo da ração e hoje ela está sem fôlego financeiro para manter o repasse de alimentação para os produtores integrados”, explicou Domingos Martins. Segundo o empresário, a ração que era comprada a prazo agora tem que ser paga à vista e as integradoras estão sem capital de giro, quadro que intensifica a crise do setor. Além disso, Martins disse que as empresas integradoras já reduziram os alojamentos de pintainhos em 10%.

Investimentos – Segundo o assessor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, a preocupação é com o produtor integrado. De acordo com ele, muitos fizeram investimentos em suas propriedades e não estão recebendo os lotes para a engorda. Em alguns casos, as indústrias suspenderam o repasse de pintainhos e em outros, suspenderam o repasse de alimentação, situação que está prejudicando o setor. “Muitos produtores fizeram financiamentos para implantar ou modernizar suas granjas e agora estão com dívidas e não recebem os lotes ou os pagamentos por eles”, disse Albuquerque. “Como resolver esses problemas”, indagou.

Prorrogação de dívidas - Os representantes do setor bancário acenaram com a possibilidade de prorrogação das dívidas e apoio financeiro para aquisição de ativos das empresas que queiram interromper suas atividades, mediante a apresentação de diagnósticos e criação de linhas de crédito por parte do governo federal.

Presenças - Participaram da reunião representantes do Sindiavipar, da Ocepar, Faep, do Banco do Brasil, BRDE, Bradesco e Banco Itaú. (AEN)

SERVIÇOS: Fiscalização agropecuária volta à normalidade

Os Fiscais Federais Agropecuárias (FFA) decidiram em assembleia retornar às suas atividades, a partir desta segunda-feira (03/09). Isso decorre de acordo assinado na semana passada, entre o Governo Federal e o Sindicato Nacional da categoria (ANFFA Sindical).

Ajustes - O acordo contempla ajustes a partir de janeiro/2013, quando a remuneração dos FFA passará a ser na modalidade de subsídio, nos termos do art. 39, §8º da Constituição Federal. Essa reestruturação implicará a instituição de sistemática de avaliação de desempenho para o desenvolvimento na carreira, que considere o mérito individual e a avaliação institucional. Em outubro/2013 serão constituídos grupos de trabalho para desenvolvimento de uma agenda temática atinente à carreira.

Fluxo - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) acredita que o fluxo de liberações de produtos em portos, aeroportos e fronteiras estará regularizado já na próxima semana. (Mapa)

EXPOINTER: Mapa anuncia regionalização e prorrogação de dívidas durante evento

expointerDurante a 35ª Expointer, que terminou no domingo (02/09), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, fez importantes anúncios para o agronegócio brasileiro. Entre eles, o Projeto de Regionalização, que abrangerá as regiões brasileiras (Sul e Nordeste) que mais sofreram com os efeitos climáticos, e a possível prorrogação dos financiamentos dos produtores gaúchos que perderam mais de 30% das lavouras devido à seca em municípios que decretaram emergência.

Regionalização - A proposta de ações regionalizadas do Mapa foi apresentada no dia 28 de agosto. Dentro da plataforma do projeto, são três os pilares: a Política Agrícola Diferenciada, o Sistema Nacional de Defesa Agropecuária e a Administração. “O Rio Grande do Sul foi escolhido para receber os primeiros projetos-piloto da regionalização como forma de valorizar sua diversidade de culturas, minimizar as adversidades climáticas e melhorar a competitividade na fronteira com o Mercosul”, disse o ministro.

Soluções específicas - A política agrícola oferecerá soluções específicas para cada problema, desde o melhoramento da armazenagem, passando pela irrigação, recuperação de solos, instalação de novas estações meteorológicas, acesso ao crédito, seguro rural e apoio à comercialização. O fortalecimento do Sistema Nacional de Defesa Agropecuária levará em conta as realidades e necessidades regionais para aumentar a eficiência dos processos, garantindo a qualidade dos alimentos. Isso representa mais controle em todo processo de defesa animal e vegetal, desde os insumos usados pelos produtores até o produto final que é certificado e pode ser consumido no Brasil ou exportado. A parte administrativa do Mapa passará por melhorias nos processos para garantir maior agilidade e eficiência, valorizando os talentos e o esforço dos profissionais.

Prorrogação - Quanto à prorrogação dos financiamentos, os de custeios podem ganhar até 10 anos e os investimentos passariam de 2014 para 2015. A medida depende ainda da aprovação do Conselho Monetário Nacional, substituindo a resolução 4.047 de janeiro deste ano, que prorrogou o custeio em até cinco anos.

PIB do agronegócio - O ministro também fez questão de ressaltar, durante o evento em Esteio (RS), o desempenho do PIB do agronegócio brasileiro, que aumentou 4,9% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, superando os setores de indústria e serviço. A própria Expointer apresentou números expressivos: o valor arrecadado atingiu R$ R$ 1 bilhão na quinta-feira (30), contra R$ 834 milhões em 2011. (Mapa)

IN 24: Néctar de uva deverá ter no mínimo 50% de suco ou polpa da fruta

Bebidas vendidas como Néctar de Uva terão que ter a adição de, no mínimo, 50% de suco ou de polpa da fruta. A mudança na fórmula dos produtos fabricados no Brasil está na Instrução Normativa (IN) nº 24 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (31/08). Até então, Néctar de Uva deveria conter pelo menos 30% de suco ou polpa da fruta.

Determinação - De acordo com o coordenador substituto da área de Vinhos e Bebidas do Ministério, Bernardo Medina, a determinação surgiu porque o Decreto nº 99.066/1990 exige que os derivados da uva e do vinho tenham necessariamente 50% ou mais daquelas matérias primas e não cita especificamente o caso do néctar. “Além disso, o padrão internacional para esse tipo de produto é com a porcentagem de 50%”, acrescenta.

Legislação - De acordo com a Legislação, suco ou sumo de fruta deve ser bebida não fermentada, não diluída e não concentrada, feita à base da fruta madura, submetida a condições adequadas de conservação até o momento do consumo. Na fabricação do néctar, a fruta é diluída em água potável, com adição de açúcares. “O teor de suco nos néctares varia conforme a fruta”, explica Bernardo Medina, coordenador substituto da área de Vinhos e Bebidas do Mapa. E ainda existe o refresco, que apresenta teor menor de fruta que o néctar, e o refrigerante de fruta, que precisa apenas de 10% de suco natural.

Adequação - A Instrução Normativa nº 24 prevê prazo de 180 dias para que os fabricantes adequem os produtos já registrados no Mapa.

Produção - A produção de uva no país ocupa 81 mil hectares, com vinhedos desde o extremo Sul até regiões próximas à Linha do Equador. Duas regiões se destacam: o Rio Grande do Sul por contribuir, em média, com 777 milhões de quilos de uva por ano, e os pólos de frutas de Petrolina (PE) e de Juazeiro (BA), no médio do Vale do São Francisco, responsável por 95% das exportações nacionais de uvas finas de mesa.

RS - A maior produção de uva e derivados está no Rio Grande do Sul, onde são elaborados, 330 milhões de litros de vinhos e mostos por ano (sumo de uvas frescas que ainda não tenham passado pelo processo de fermentação). Mais de 90% da produção nacional de uva é utilizada na elaboração de vinhos. (Mapa)

ECONOMIA: PIB da agropecuária cresce 1,7% em relação ao segundo trimestre de 2011

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresceu 1,7% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o PIB da economia cresceu 0,5%. Com relação a outros setores econômicos, a agropecuária teve melhor resultado. Nessa comparação, o PIB da indústria decresceu 2,4% e os serviços cresceram 1,5%, ambos, portanto, apresentaram crescimento abaixo do da agropecuária.

Desempenho favorável - Outras comparações realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também mostram desempenho favorável da agropecuária. “Isso pode ser visto quando se toma o segundo trimestre de 2012 com o primeiro – a agropecuária cresceu 4,9%, enquanto o PIB total cresceu 0,4%, a indústria decresceu 2,5% e o setor de serviços cresceu apenas 0,7%”, avalia o coordenador da Assessoria de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques.

Milho - O IBGE atribui o crescimento da agropecuária ao desempenho de produtos da lavoura com safras relevantes no segundo trimestre. Destacam-se produtos que tiveram crescimento na produtividade e na produção, como é o caso do milho, cuja produção levantada neste trimestre é 27% superior à do ano passado; o café, com aumento de 14,2%; e o algodão com aumento de 4,9%. “Os resultados do PIB sem dúvida poderiam ter sido melhores se a soja, arroz e mandioca não tivessem registrado redução de produção”, conclui Gasques.

PIB - O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma do valor de tudo o que é produzido no país durante um determinado período. (Mapa)

INTERNACIONAL: Europa deve se beneficiar de seca nos EUA e BR para se tornar exportador de grãos

Enquanto produtores norte-americanos e brasileiros contabilizam perdas da atual safra de grãos, a seca que prejudicou a produção em diversas regiões do mundo, afetou em menor proporção os produtores europeus de cereais, mesmo com Portugal tendo registrado as maiores quebras de produção dos últimos sete anos. Com isso a União Europeia deve exportar um excedente de 10 milhões de toneladas de grãos, aproveitando-se da alta dos preços no mercado mundial.

Perdas - Segundo estimativas da Comissão Europeia, as perdas no continente devem representar cerca de 2,2% da produção. Nos Estados Unidos, os produtores estimam prejuízos entre 20% e 30%. Em algumas regiões do Brasil, como o Nordeste, uma das mais afetadas pela estiagem, apenas o cultivo de feijão registra prejuízos de quase 70%.

Impacto direto - Os prejuízos da produção norte-americana têm impactado diretamente os preços de grãos no mercado mundial desde o ano passado. Os preços do milho, por exemplo, atingiram nível recorde em agosto, com a redução da produção nos EUA. O mesmo aconteceu com o trigo, que teve trajetória ascendente no valor negociado. O efeito afeta ainda o mercado de carnes, com a alta do preço das rações.

Produção mundial de milho - As estimativas mundiais apontam que a produção de milho ainda deve diminuir, este ano, cerca de 11%, e a produção de trigo tem queda de 1% estimada. Diante deste cenário mundial, a Europa pode posicionar-se como exportadora líquida de cereais, com um excedente de 10 milhões de toneladas de grãos. Na safra 2007/2008, os produtores europeus registraram déficit de 8 milhões de toneladas de grãos. (Agência Brasil, com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa)

FOCUS: Economia deve crescer 1,64% em 2012, prevê mercado

Analistas do mercado financeiro reduziram pela quinta semana consecutiva suas projeções para a expansão da economia do país em 2012, de acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (03/09) pelo Banco Central.

PIB - A mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, resultado de consulta a mais de cem instituições, recuou de 1,73% para 1,64%, quinta semana consecutiva de queda na estimativa. Para 2013, a expectativa se manteve em crescimento de 4%.

Revisão - A revisão ocorre após a divulgação do desempenho do PIB referente ao segundo trimestre, na sexta-feira. Houve expansão de 0,4% no período, na comparação com o primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número veio abaixo da média de 0,46% apurada pelo Valor Data.

Estimativa do governo - O governo federal prevê crescimento econômico de 4,5% em 2013, segundo parâmetros econômicos previstos na proposta de orçamento para 2013, encaminhado na quinta-feira 30/08) ao Congresso Nacional, um dia antes do prazo final.

Produção industrial - A projeção para a produção industrial também se deteriorou no Focus nesta semana. A mediana agora projeta queda de 1,78% nessa atividade em 2012, ante contração de 1,55% prevista na semana passada. É a décima quarta revisão consecutiva para baixo. Para 2013, os analistas continuam a projetar expansão de 4,5%. Na sexta-feira (31/08), o IBGE informou que a indústria teve contração de 2,5%, no segundo trimestre, ante o primeiro, e de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Inflação - Analistas elevaram pela oitava semana consecutiva suas projeções para a inflação em 2012, de acordo com o boletim Focus. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,19% para 5,20%. Para 2013, as apostas subiram de 5,50% para 5,51%, após terem ficado estáveis por nove semanas consecutivas. A projeção para o IPCA nos próximos 12 meses também subiu, de 5,64% para 5,65%.

Selic - Enquanto a expectativa de inflação segue se deteriorando, os analistas mantiveram suas apostas de que a Selic cairá apenas 0,25 ponto até o fim do ano, para alcançar 7,25%. Na semana passada, o Copom reduziu a taxa básica de juros do país em 0,50 ponto percentual, para 7,50%. Analistas consideraram que, no comunicado da decisão, o colegiado do Banco Central praticamente descartou a possibilidade de nova redução de meio ponto na Selic ao dizer que se houver uma redução adicional ela será conduzida “com máxima parcimônia”. Uma redução de 0,25 ponto seria mais provável, segundo eles. Para o fim de 2013, a mediana das projeções subiu de 8,25% para 8,50%.

Câmbio - As projeções do mercado para a taxa de câmbio ao fim de 2012 e de 2013 permaneceram inalteradas pela quarta semana consecutiva, em R$ 2,00. Em agosto, o dólar fechou em 2,031, queda de 0,93% no mês. Em discursos feitos na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, por várias vezes fez referências à taxa de câmbio ao redor de R$ 2,00. Na quinta-feira, afirmou que a taxa está se “consolidando no patamar de R$ 2 por dólar”, um nível considerado adequado pelo governo.

Competitivo - “Passamos a uma política de desvalorização do real para torná-lo mais competitivo”, declarou em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto. Depois, na sexta, ao comentar o PIB do segundo trimestre, afirmou que o “câmbio está acima de R$ 2 há quatro meses, e está mais favorável para a produção”.

Balança comercial- Voltando ao Focus, o boletim mostrou que os analistas praticamente não alteraram suas projeções para o saldo da balança comercial de 2012, que passou de US$ 18 bilhões para US$ 18,04 bilhões. Para 2013, a mediana se manteve em US$ 15 bilhões. Foram mantidas também as projeções para o investimento estrangeiro direto (IED) em 2012, em US$ 55 bilhões, e 2013 (passou de US$ 59 bilhões para US$ 59,01 bilhões).

Dívida líquida e déficit em conta corrente - A mediana das projeções para a dívida líquida do setor público se manteve em 35,25% do PIB em 2012 e em 34% em 2013. Maior alteração foi notada na estimativa para o déficit em conta corrente em 2012, que aumentou de US$ 58,71 bilhões para US$ 58,80 bilhões. Para 2013, contudo, a projeção foi mantida em US$ 70 bilhões. (Valor Econômico)

INOVAÇÃO I: Lei estadual está prestes a ser aprovada no PR

O anteprojeto da Lei de Inovação 434/2012 passou por uma etapa fundamental para sua aprovação nesta semana. Com parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça na Assembleia Legislativa, falta pouco para ela ir a plenário e tirar o Paraná do atraso. A expectativa do governo do estado, autor da proposta, é que a lei seja aprovada em 30 dias.

Atraso - O Paraná é o único estado das regiões Sul e Sudeste sem uma legislação que conceda garantias a pesquisadores, universidades e empresas durante todo processo de criação de um produto ou serviço, de uma invenção. Mesmo diante do atraso do Paraná, a Região Sul é a que tem o maior número de empresas do país (51,6%) que informam desenvolver inovação, segundo relatório de 2011 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Madura - Depois de muitas idas e vindas, consultas e debates públicos, a lei chegou mais madura às mãos do Legislativo com uma mudança importante. Entre as principais melhorias do embrião do projeto está a possibilidade de o pesquisador, por vezes também servidor público, se licenciar do cargo sem vencimentos por pelo menos dois anos e participar de projetos de pesquisa dentro de empresas. Além disso, estabelecerá também uma participação entre 5% e 33% dos ganhos conseguidos com o invento ao pesquisador.

Cenário mais favorável - Caso aprovada, a lei começará a montar um cenário mais favorável para a inovação com a participação efetiva das empresas, que poderão receber recursos públicos sem ter a obrigação de devolver a verba, como se fosse um empréstimo. O texto deixa claro que todas as empresas, de portes variados, podem inovar com esses benefícios da lei.

Mérito - Para o diretor do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Júlio Félix, o maior mérito da lei é justamente o estabelecimento de uma relação normativa entre o público e o privado, possibilitando um ganho para todos. “Não há como desenvolver sem inovação. E essa lei vai estabelecer o que podemos e o que devemos fazer, flexibilizando essa relação e redirecionando o papel do pesquisador para o desenvolvimento do estado”, explica.

Subvenção - A chamada subvenção já ocorre em outros países e se trata de um fomento, conforme o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Alípio Leal. “Hoje temos muitas dificuldades de fazer investimento no setor privado”, diz.

Investimento - Segundo ele, a lei possibilitará ainda que o dinheiro ganho com as inovações seja revertido em investimento, direto no Fundo Paraná, que já recebe 2% da receita tributária do estado para desenvolvimento de pesquisa. “De cada dez produtos, se dois ou três chegarem ao mercado, todo investimento já estará pago”, estima Leal.

Otimismo - O diretor da Agência de Inovação da UFPR, Emerson Carneiro Camargo, avaliou a lei também com muito otimismo. “O estado está dividindo a responsabilidade. Com essa visão, que está contemplando de forma abrangente e efetiva toda a sociedade, é uma garantia que as inovações cheguem ao cidadão”, afirmou.

Atraso - Leal defendeu a ideia de que o atraso paranaense acabou resultando em experiência para a criação da legislação de inovação no Paraná. Segundo ele, a lei federal de inovação n.º 10.973/2004 acabou restringindo a regulamentação às instituições. O Paraná acabou usando a palavra “entidade” para colocar no processo toda a sociedade. “A nossa lei é mais abrangente”, defendeu. Ele acredita ainda que o fundamental é a aprovação, mas que, certamente, a lei ainda deverá ter mudanças no futuro, como um aumento de tempo para licença dos servidores públicos. “Ela vai ter de se adaptar com o tempo até porque há muitas realidades”. (Gazeta do Povo)

INOVAÇÃO II: Quinto colocado no ranking, estado pode ganhar posições

O gerente do Senai Centro Internacional de Inovação, Filipe Cassapo, disse que o paradoxo que vive o Paraná – que ainda não tem uma lei específica para o setor mesmo dentro da região com maior número de empresas que desenvolvem inovação – é uma grande oportunidade. “É um desafio. Chegou o momento de incentivar esses empreendedores.” Na avaliação dele, com a lei, o Paraná pode ficar em segundo ou terceiro lugar no ranking de inovação do Brasil em dois anos. Atualmente, está em quinto.

Desafio - Para ele, aumentar a capacidade de produção, mas com diferencial, é o desafio e a síntese do que significa inovação. De acordo com Cassapo, a lei de inovação do Paraná chega com este objetivo. “Buscar o desenvolvimento com sustentabilidade exige que as organizações inovem. É a chave do desenvolvimento econômico de uma nação”, explicou.

Necessária - Na avaliação de Cassapo, para chegar a esse desenvolvimento, a lei é extremamente necessária. Ele destacou também a subvenção como ponto importante, que acaba envolvendo o estado no risco que as empresas sempre tiveram ao investir em inovação, e a liberdade do pesquisador. “A Coreia do Sul tem três quartos de seus pesquisadores dentro das empresas. O Brasil tem apenas um terço”, exemplificou.

Coreia - Essa estratégia fez com que a Coreia chegasse em 2010, segundo Cassapo, a 26 mil patentes registradas no Departamento de Patentes dos Estados Unidos enquanto o Brasil atingiu a marca de apenas 568 naquele ano. “Nós não conseguimos converter essa ciência em negócio”, explicou. (Gazeta do Povo)


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