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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2925 | 04 de Setembro de 2012

MEIO AMBIENTE I: Caravana de regularização ambiental percorrerá o Paraná

Assim que a votação do novo Código Florestal estiver concluída, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) vai montar um grupo, do qual estão sendo convidados a participar técnicos da Ocepar e Faep (Federação da Agricultura do Paraná), para percorrer todo o estado, orientando os produtores paranaenses sobre a nova legislação. “A caravana da regularização ambiental levará aos agricultores informações sobre mecanismos legais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Sisleg (Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente)”, explicou o secretário estadual do Meio Ambiente, Jonel Iurk, que esteve na tarde desta segunda-feira (03/09) na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, onde conversou com o presidente João Paulo Koslovski. “Promoveremos reuniões no interior do estado, em cooperativas e sindicatos rurais. É uma parceria com as entidades e em breve organizaremos uma agenda de visitas, buscando alcançar todos os agricultores do Paraná e informar sobre os procedimentos da nova legislação ambiental”, disse Iurk.

Compatibilização – O Congresso tem até o dia 8 de outubro para votar o novo Código Florestal, data em que a Medida Provisória 571/2012 perderá validade. Segundo Iurk, com a definição da lei, o Paraná terá que fazer uma compatibilização de sua legislação. Ele alerta que os prazos para a regularização são curtos. “Os produtores terão 1 ano, prorrogável por mais 12 meses, para fazer o Cadastro Ambiental Rural. É preciso agilidade, pois o CAR depende de mapeamentos, georreferenciamento e memorial descritivo. Quanto antes estivermos em campo, melhor”, afirmou.

Bioclima – Segundo o secretário, o Bioclima, programa de conservação da biodiversidade, deverá ser implantado “em toda a sua extensão” no início de 2013. “Estamos regulamentando a lei de pagamentos por serviços ambientais e também a lei que estabelece a política de mudanças climáticas. Até novembro teremos a contratação de 249 servidores para o Sistema Sema. Esse quadro novo dará as condições que precisamos para executar os programas que acompanham o Bioclima”, finalizou. 

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MEIO AMBIENTE II: Ocepar promove 1º Fórum de Energia

Teve início na manhã desta terça-feira (04/09) o 1º Fórum de Energia da Ocepar, que reúne cerca de 25 técnicos de cooperativas do Paraná. O evento, que acontece na sede da entidade em Curitiba, foi aberto pelo superintendente adjunto Nelson Costa, que enfatizou a importância da troca de informações entre os profissionais. “Nosso objetivo é discutir oportunidades, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de novos negócios para as cooperativas. O Fórum também identifica demandas de inovação e capacitação, que podem, por intermédio do Sescoop/PR, direcionar a organização de cursos de especialização sobre temas específicos na área de energia”, afirmou.

Temas - Segundo o assessor de meio ambiente da Ocepar, Silvio Krinski, o Fórum de Energia vai debater questões referentes a energias alternativas, eficiência energética, regulamentação, uso e comercialização. “Por isso é importante conhecer experiências das cooperativas e receber informações aprofundadas das empresas do setor elétrico”, explicou.

Programação - Pela manhã, os participantes do Fórum conheceram os cases das cooperativas Lar, Copagril e Cocamar apresentados por Claudiane Moretti, Dimas José Detoni e Antônio Manoel Jeronimo, respectivamente. Eles demonstraram as experiências sobre a utilização de matrizes energéticas nas suas indústrias. À tarde, técnicos da Copel falam sobre energias alternativas e comercialização de energia no mercado livre.

 

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FÓRUM AGRONÔMICO: Evento vai reunir especialistas e profissionais das cooperativas em Medianeira

O Sistema Ocepar promove o Fórum Agronômico, no dia 18 de setembro, na Associação Recreativa Lar, em Medianeira, Oeste do Estado. O evento é destinado a profissionais dos departamentos técnicos e de crédito rural das cooperativas paranaenses e vai discutir temas de grande importância para o setor com a presença de especialistas de várias instituições. A programação será aberta pelo meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia, vinculado ao Ministério da Agricultura (Inmet/Mapa), Luiz Renato Lazinki, que vai apresentar o prognóstico climático para a safra 2012/13. Na sequência, o coordenador geral de Zoneamento Agrícola do Mapa, Gustavo Bracale, trata dos desafios da nova proposta de zoneamento agrícola, seguro e Proagro.

Controle de ervas daninhas – Já o pesquisador da Embrapa Soja, Dionísio Gazziero, vai falar sobre as estratégias para o controle de plantas daninhas resistentes a herbicidas, como capim amargoso e buva entre outras, e também a respeito dos agrotóxicos cadastrados no Paraná destinados ao combate dessas pragas. Dando sequência a esse tema, o engenheiro agrônomo da Adapar/PR, Alan Pimentel, tratará do cadastro de agrotóxicos no Paraná para controle do capim amargoso. Ele vai discorrer ainda sobre o Siagro e taxas da Adapar. O assessor da área de meio ambiente da Ocepar, Sílvio Krinski, apresentará uma palestra sobre o Código Florestal e a votação da Medida Provisória nº 571 no Congresso Nacional, ocorrida na semana passada. O gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra, e o analista Robson Mafioletti fecham a programação tratando de outros assuntos, como as novidades do Plano Safra 2012/13 e comunicado do Ibama sobre proibição de inseticidas.

Inscrições – As inscrições ao evento devem ser efetuadas até o dia 10 de setembro pelo agente de Desenvolvimento Humano das cooperativas por meio do portal www.paranacooperativo.coop.br. Mais informações com Flávio, Robson ou Silvio pelo telefone (41) 3200-1100.

Clique aqui e confira a programação completa do Fórum Agronômico

COOPERATIVA DO ANO: Estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Prêmio

Marca Premio Cooperativa Do Ano 04 09 2012Começou nesta segunda-feira (03/09) e vai até 8 de outubro o prazo para as cooperativas interessadas se inscreverem na 8ª edição do Prêmio Cooperativa do Ano. Com novo regulamento, totalmente reformulado, o concurso traz como tema em 2012 o mesmo do Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas: “Cooperativas constroem um mundo melhor”.

Força do movimento cooperativista - Realizado pelo Sistema OCB, em parceria com a revista Globo Rural, da editora Globo, o Prêmio Cooperativa do Ano tem como objetivo destacar a força do movimento cooperativista, reconhecendo seu importante papel na geração de trabalho e renda com inclusão social. “Esse é um momento especial, oportuno para divulgarmos os bons exemplos desenvolvidos pelas nossas cooperativas em todo o Brasil”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Novidades - A oitava edição traz muitas novidades e um formato diferenciado. Este ano, qualquer cooperativa, não importa o ramo ou o porte, pode inscrever um projeto por categoria. São elas: Desenvolvimento Sustentável; Cooperativa Cidadã; Comunicação e Difusão do Cooperativismo; Fidelização; Benefícios; Atendimento; e Inovação e tecnologia. O objetivo é reconhecer projetos que tenham proporcionado benefícios aos cooperados e à comunidade.

Informações - Todas as informações referentes ao Prêmio estão disponíveis neste hotsite (www.cooperativadoano.coop.br). Acesse, divulgue, inscreva sua cooperativa. (Informe OCB)

CAPAL: Começa nesta quarta-feira a 40ª Expoleite Arapoti

Capal 04 09 2012Tem início nesta quarta-feira (05/09), no Parque de Exposições da Capal, a 40ª Expoleite de Arapoti. O evento prossegue até sábado (08/09). A abertura oficial ocorre na sexta (07/09), às 16h. Na programação, estão previstos julgamentos e premiações de gado holandês adulto, jovem, e do clube de bezerras.  A Expoleite aconteceu pela primeira vez em 1983, sendo a primeira exposição oficial com três dias de duração da história das colônias holandesas do Norte Pioneiro. Atualmente, em sua 40ª edição, o evento continua sendo palco de integração e troca de experiências entre os produtores, além de ser uma ótima oportunidade de negócios para quem quer comprar ou vender animais. (Com informações da Imprensa Capal)

 

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BATAVO: Nova Pós-Graduação é iniciada em parceria com o ISAE/FGV e Sescoop/PR

Na tarde de 24 de agosto, colaboradores e associados da Cooperativa Batavo iniciaram a primeira aula do Curso de Pós Graduação em Gestão Estratégica e o Agronegócio - turma 02. Com o apoio do Sescoop/PR e parceria com o ISAE/FGV – Fundação Getúlio Vargas, 45 alunos estão inscritos no novo curso, realizado em Carambeí.

Aprendizado coletivo - A professora tutora da FGV online e coordenadora de MBAs in company na FGV, Aneli Silva, abriu a pós-graduação falando sobre a importância da troca de conhecimento que o curso estará proporcionando, sendo uma oportunidade intensa de explorar e aproveitar o aprendizado coletivo. “Toda a vivência que a Batavo possui no agronegócio, aliada a estimulação e disseminação de conhecimento em gestão pelo ISAE/FGV, promoverão aos alunos a capacitação, desenvolvimento e atualização para o mercado atual”, comenta a coordenadora, deixando claro que o mercado existe para quem é qualificado.

Satisfação - Representando o presidente da Batavo, o diretor secretário, Johannes A. van der Meer deu as boas vindas aos cooperados e colaboradores transmitindo a satisfação da Batavo ao perceber tamanho interesse na busca por um curso de gestão. “Como diretoria, temos esta preocupação em oferecer ferramentas que auxiliem numa gestão cada vez mais qualificada e orientada para o desenvolvimento dos negócios de forma competitiva. Aos jovens, filhos de cooperados que estão inscritos, acreditamos que esta pós favorecerá uma sucessão voltada cada vez mais a resultados positivos para o crescimento no agronegócio de forma sustentável. Para os colaboradores, o curso potencializa a formação de futuros gestores cada vez mais comprometidos tanto com o crescimento pessoal e profissional, quanto na contribuição para o desenvolvimento econômico da Cooperativa. É com muito orgulho que vivemos esta evolução, tendo como parceira esta renomada instituição que é a FGV”, afirmou o diretor.

Crescimento sustentável - Representando o Sistema Ocepar, o Analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Fernando Mendes falou que este curso de especialização soma-se ao intenso trabalho que o Sescoop vem desenvolvendo nos últimos anos para que as cooperativas cresçam de forma sustentável, orientadas para o mercado competitivo. “Desde 2002, já foram realizamos mais de 76 cursos de pós graduação, apoiando 65% do valor do curso e beneficiando mais de 3.000 alunos. Resultado disto, tem sido a publicação dos melhores trabalhos de conclusão de curso na revista PR Cooperativo, edição Técnico e Científico em parceria com a FGV, já em sua 4ª edição”.

Ano Internacional - O analista ainda fez uma menção sobre o Ano Internacional das Cooperativas, com o slogan: Cooperativas constroem um mundo melhor. “Estamos fazendo um cooperativismo cada vez melhor, basta analisarmos o quanto as cooperativas estão em evidência. No mês de agosto, fechamos o último replanejamento da Gerência de Desenvolvimento Humano e temos previsto para realizar 5.162 eventos nas cooperativas paranaenses. Serão mais de 83.111 horas/aula de treinamento, 139.001 participações e serão aplicados mais de R$ 18 milhões em treinamento e desenvolvimento. Esses números são expressivos e demonstram o crescimento do sistema cooperativista”, mostrou o analista do Sescoop em sua palestra de boas vindas na abertura do curso.

Objetivo - O objetivo principal da pós-graduação é formar profissionais que pratiquem uma gestão orientada a resultados nas propriedades rurais e na cooperativa, visando o aprofundamento e utilização de conhecimentos, tornando-os capazes de atuar no agronegócio de forma competitiva. A carga horária do curso é de 438 horas/aula, e deve durar um ano e meio. (Imprensa Batavo)

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COPAGRIL I: Curso de Atualização Técnica Agronômica aborda manejo de plantas daninhas

copagril I 04 09 2012Dentro do propósito da Copagril de manter seu corpo técnico sempre atualizado, na última quinta-feira (30/08), foi realizado um treinamento técnico voltado ao manejo de plantas daninhas de difícil controle. O objetivo é proporcionar uma orientação técnica cada vez melhor ao seu cooperado, no sentido de oferecer informações para que os agricultores obtenham melhor produtividade e renda.

Conhecimento prático - O treinamento aconteceu na Estação Experimental da cooperativa, em Marechal Cândido Rondon, e também na sala de treinamentos da Unidade de Guaíra, proporcionando conhecimentos teóricos e práticos, para que os profissionais pudessem entender recomendações técnicas, além de constatar a eficiência do posicionamento técnico nas condições locais. O curso foi ministrado pelo engenheiro agrônomo Edson Sawada, que trabalha no setor de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta. (Imprensa Copagril)

COPAGRIL II: 13º Concurso de receitas chega à final

Após várias etapas classificatórias, foi realizada a final da 13ª edição do Concurso de Pratos da Associação dos Comitês Femininos da Copagril (ACFC). Na tarde da última quinta-feira (30/08), centenas de pessoas, entre sócias das ACFC, amigos, familiares, jurados, representes da Copagril, imprensa e comunidade em geral, prestigiaram o evento, realizado no Ginásio Poliesportivo da AACC, em Marechal Cândido Rondon.

As classificatórias - Para chegar aos 47 pratos participantes da etapa final do concurso, foram realizadas classificatórias, que contaram com a participação de oito comitês, que escolheram os três melhores pratos de cada categoria.

A final -  Como já é tradição, o concurso foi divido em duas categorias: doce e salgado. Os pratos foram avaliados em três quesitos: Apresentação Visual – beleza e harmonia; Receita com clareza – ingredientes, modo de fazer, tempo de preparo; e Degustação – aroma e sabor. Divididos em dois grupos, sendo seis para avaliarem pratos doces e outros seis, para os pratos salgados, os jurados tiveram muita dificuldade para escolher os melhores, já que além do sabor, a criatividade na decoração chamou muita atenção. Após a avaliação dos 23 pratos salgados e 24 doces, os cinco melhores de cada categoria. Clique aqui para conferir as vencedoras.

Avaliação positiva - O diretor-presidente da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, que também prestigiou o evento, destacou a importância do concurso para as mulheres. “É uma oportunidade para elas se superarem, usando sua criatividade, ousadia, dotes culinários e exercitarem também a sua capacidade de competir. São inúmeras vantagens que existem nesse tipo de evento! Nós apoiamos a realização do concurso, assim como de várias outras atividades, onde as mulheres têm a oportunidade de agregar mais experiência e conhecimento a suas vidas”, ressalta.

Desenvolvimento de habilidades - Em seu discurso, a presidente da ACFC, Rosane Schneider, reforçou a importância da participação nos eventos promovidos pela associação, com o apoio da Copagril. “O concurso de pratos é mais uma ação que realizamos com o objetivo de oportunizar às mulheres o desenvolvimento de suas habilidades e criatividade”. Rosane ainda reforçou: “O mais importante não foram os pratos vencedores, mas sim a integração, a dedicação e o espírito de competição saudável que todas colocamos em prática”, enfatizou.

Livro de receitas - As 47 receitas que participaram da etapa final do concurso de pratos da ACFC farão parte da 4ª Edição do Livro “Sabores e Delícias”, que a Copagril produz, com o objetivo de divulgar as receitas apresentadas pelas mulheres cooperativistas. (Imprensa Copagril)

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CAMISC: Realizado o sorteio da campanha “Cooperação que vale prêmios”

A Camisc promoveu, de 20 a 27 de agosto, em todas as unidades, as reuniões de Comitê, onde apresentou os resultados financeiros e comercias do primeiro semestre e realizou a primeira etapa do sorteio da campanha “Cooperação que vale prêmios”, que sorteou uma TV LCD 32” e um notebook por unidade.

Participação ativa - De acordo com o diretor presidente da Camisc, Nelson André De Bortoli, os cooperados participaram ativamente das reuniões e entenderam os rumos que a cooperativa está tomando. “Estamos nos voltando ao cooperado e apresentando a realidade da nossa cooperativa. Ele está entendendo melhor aquilo que está sendo feito e aquilo que pretendemos fazer”, enfatizou.

Importância - Nelson destacou ainda a importância do sorteio para a cooperativa e para os cooperados. “Com o sorteio o cooperado se sente valorizado, pois é o momento em que a cooperativa recompensa-o um pouco pelo tanto que ele já fez e ainda vai fazer pela sua cooperativa”, salientou. “Estou muito contente por ver os nossos cooperados felizes e na expectativa de serem premiados”, descreveu Nelson ao ver a vibração e a manifestação de carinho e comprometimento dos cooperados após a reunião. (Imprensa Camisc)

Clique aqui para conferir a lista dos vencedores

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COAMO: Plantio direto, ferramenta para agricultura sustentável

Já consolidado na área de ação da Coamo, o sistema de plantio direto foi tema de encontro em Ivaiporã (Centro-Norte paranaense). O engenheiro agrônomo, pesquisador e professor, Donizeti Aparecido Fornarolli, foi um dos palestrantes da nona edição do evento. Ele conta que não consegue imaginar a agricultura sem a prática de plantio direto. “É a grande ferramenta para a agricultura sustentável”, frisa. De acordo com ele, o Brasil conta com mais de 30 milhões de hectares cultivados no sistema. “Somos um orgulho para o mundo. Visitantes de vários países vem ao Brasil ver o que nossos agricultores, técnicos e pesquisadores estão desenvolvendo.” O encontro teve ainda palestra sobre “O Novo Código Florestal”, com Djalma Lúcio de Oliveira, e sobre o “Mofo Branco”, apresentado pelo Departamento Técnico da Coamo em Ivaiporã.

Plantas daninhas – Um dos assuntos apresentados pelo professor no encontro foi relacionado as plantas daninhas de difíceis controles, com foco para a buva e o capim amargoso. “As plantas daninhas competirão com a lavoura e é por isso que o agricultor precisa ficar atento.” A orientação é para que se faça um levantamento das plantas existe nas áreas de cultivo, classifique-as e busque orientações da assistência técnica para estabelecer ações de manejo. A maior preocupação é devido o alto poder de disseminação das plantas daninhas, pois um pé de buva chega a produzir até 200 mil sementes e uma flor do capim amargoso conta com mais de mil sementes. “Não é porque tem apenas um pé de buva aqui e outra moitinha de capim amargoso ali que o agricultor não tem que se preocupar. O monitoramento tem que ser constante porque ao contrário o investimento feito em novas tecnologias pode se perder para as plantas daninhas”, ressalta Fornarolli e acrescenta que a buva pode diminuir em até 20% a produtividade da soja.

Benefícios - O engenheiro agrônomo do Departamento Técnico da Coamo em Ivaiporã, Marcio José Messias da Silva, lembra que desde a década de 70, quando o sistema foi implantado no Paraná e no Brasil, os produtores vem aproveitando os benefícios proporcionados por ele. “As produtividades só aumentaram de lá para cá. Não podemos esquecer também de outras tecnologias que, aliado ao plantio direto, tem beneficiado o sistema produtivo. Novas variedades, rotação de culturas, tecnologias nos tratos culturais também contribuíram para o aumento na produção”, diz. (Imprensa Coamo)

CREDICOAMO: Cooperativa apoia diversificação da família Rohr

credicoamo 04 09 2012Em meio ao colorido das orquídeas e da beleza das flores, é que a cooperada Guiomar Rohr, de Nova Santa Rosa (Oeste do Paraná), encontrou força para não desistir de um sonho: A construção de um novo barracão para ampliar a comercialização das flores e receber visitantes de diversas regiões, admiradores da planta.

A propriedade que administra junto com o marido Paulo há cerca de 20 anos, desde quando vieram do Rio Grande do Sul, também conta com a produção de grãos e é fonte de inspiração para a família promover a diversificação das atividades e conseguir aumentar a renda.

Produção - ‘Dona’ Guiomar produz orquídeas há duas décadas e a cada ano o jardim tem crescido. A produção é de 20 mil plantas adultas e mais de 50 espécies de orquídeas. Números que motivaram a ampliação do espaço, onde além de produzir orquídeas os Rohr também fabricam bolachas caseiras.

Linha de crédito - Para realizar o sonho de construir o empreendimento que visa o aumento dos negócios, Guiomar Rohr procurou a Credicoamo e obteve uma linha de crédito Moderagro/Desenvolvimento via Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), específica para orquídeas.

Disponibilização - O encarregado do PAC da Credicoamo em Nova Santa Rosa, Chrystian Alves dos Santos, relata que o benefício foi disponibilizado de forma rápida com uma linha de crédito diferenciada. “São até nove anos para pagar, com juros baixos e parcelas anuais, que irá beneficiar a cooperada”, explica Santos.

Detalhes - A cooperada comemora e acerta os últimos detalhes para a conclusão das obras que tem um espaço de 200 metros quadrados “Graças ao auxílio da Credicoamo, estou realizando um sonho de muitos anos que é construir um local para armazenar as orquídeas e receber clientes com maior qualidade”, comemora.

Contemplação - É grande o número de visitantes de diversas regiões do Paraná e de outros estados que passam pela propriedade dos Rohr para contemplar a beleza das orquídeas e adquirir a planta, além de as deliciosas bolachas que são comercializadas na tradicional Feira do Produtor no Município.

Gratificante - Para a cooperada, esse reconhecimento gratifica a luta diária como empreendedora. “Gosto muito, tenho paixão pelo que faço. As orquídeas demoram cerca de sete anos para florir na fase adulta, mas a espera vale a pena. Sinto-me realizada com esse trabalho, onde geramos empregos e recebemos clientes de vários lugares que levam nossos produtos. Com isso vejo o quanto é importante a nossa atividade”, comemora. (Imprensa Coamo)

SICOOB METROPOLITANO: Cooperativistas de Maringá visitam grupo Sancor Seguros

sicoob metropolitano 04 09 2012Integrantes da Cooperativa de Crédito Sicoob Metropolitano e da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) visitaram as instalações do Grupo Sancor Seguros, na Argentina, no dia 1º de julho, tendo o  presidente do Sicoob, Luiz Ajita, como coordenador do grupo. Os paranaenses conheceram a sede que a seguradora tem na capital federal e o edifício corporativo que está localizado na cidade de Sunchales, Estado de Santa Fé. Além disso, durante a visita por Sunchales os convidados participaram de atividades nos diversos estabelecimentos cooperativos da cidade onde nasceu a seguradora líder do mercado argentino. (Com informações do Informativo Sicoob Central Paraná)

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Sistema é apresentado ao Núcleo de Metalúrgicos de Foz do Iguaçu

A gerente do Sicoob Três Fronteiras, Michelle Mayer, fez uma apresentação sobre o Sistema Sicoob para os participantes do Núcleo de Metalúrgicas da Associação Empresarial de Foz do Iguaçu, no último dia 28 de agosto. Além da abordagem geral relacionados aos princípios e objetivos cooperativistas, a gerente falou sobre as vantagens da parceria Sicoob Acifi, apresentando as condições especiais em produtos e serviços. Também foi uma oportunidade para tratar da parceria com a SGC Garantioeste e apresentar o Cotas Partes com beneficio de limite de 1,8% a.m. “Este foi o assunto que despertou maior interesse dos participantes. Para reforçar o tema, o conselheiro Dimas Bragagnolo, participou do encontro e falou sobre sua experiência ao aderir ao produto”, conta a gerente. (Com informações do Informativo Sicoob Central Paraná)

SICOOB CASCAVEL: Cooperativa participa da campanha Mac Dia Feliz

sicoob cascavel 04 09 2012O Sicoob Cascavel participou, no dia 25 de agosto, da campanha Mac Dia Feliz, vendendo 900 tickets de sanduíches Big Mac, envolvendo as cidades de Cascavel, Céu Azul e Corbélia. Também atuaram como parceiros, o Sicoob Oeste e a Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), que fizeram aquisição de aproximadamente 450 Big Macs. O Mac Dia Feliz é um evento nacional, coordenado pelo Instituto Ronald McDonald. O recurso arrecadado com a venda de sanduíches Big Mac é revertido para instituições de apoio e combate ao câncer infanto-juvenil de todo país. Na região de Cascavel, a entidade beneficiada foi a Uopeccan (União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer). (Com informações do Informativo Sicoob Central Paraná)

CONGRESSO INTERNACIONAL: Cooperativismo fortalece a economia, mas governo sobretaxa o modelo

“O cooperativismo é um modelo que propõe renovação econômica, inverte a ordem. É legítimo buscar organização em um grupo, está respaldado na Constituição”. A afirmação é do gerente jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Adriano Campos Alves, que palestrou no II Congresso Internacional de Direito Constitucional realizado em Cuiabá (MT) na tarde da última sexta-feira (31/08). Segundo o superintendente da OCB/Sescoop-MT, Adair Mazzotti, a iniciativa do Congresso é um passo importante, já uma das dificuldade é a falta de conhecimento.

Painel - Alves participou do painel “Ordem econômica e financeira na Constituição: cooperativismo, organizações sociais e desenvolvimento nacional”, no evento em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas. Com ele, palestrou o advogado doutor em Direito Tributário pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), João Caetano Muzzi, e o assessor jurídico do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Paulo Roberto Galli Chuery, que reforçaram a importância do sistema cooperativista para a economia.

Desconforto - O modelo cooperativista causa desconforto ao mercado comercial, cada um está de um lado. Para os especialistas, quanto mais o modelo é atacado, mais significa que seu papel está sendo cumprido. “Indivíduos sozinhos não conseguem tudo. O contrário acontece se estiverem unidos. É preciso conhecer e estudar como aproveitar o desenvolvimento desse sistema. Com ele, podemos ter uma economia mais justa e solidária”, pontuou Adriano Alves.

Inserção - Os três especialistas destacaram que o cooperativismo nasceu de um grupo de indivíduos que por algum motivo estava marginalizado e, portanto, o conceito de cooperação nada mais é que buscar inserção nesse meio que não os aceita. “Quem coopera não quer combater o poder, mas apenas se inserir e conquistar espaço no mercado”, defendeu João Caetano Muzzi.

Força e pujança - O tributarista esclareceu que o cooperativismo resulta em força e pujança para a economia. Através de exemplos, ele afirmou que a cooperação ganhou o mundo, pois hoje milhares de pessoas integram esse sistema, em 13 áreas distintas. “Uma cooperativa não nasce para si mesma, não busca lucro nenhum, todo resultado é liberado ao grupo que a compõe”, explicou.

Adequação - Com o crescimento do ato cooperativista a legislação brasileira o definiu como um importante agente econômico e, dessa forma, prevê o apoio e estímulo à atividade. Por outro lado, ao compreender o papel da cooperação, o Governo exige sua adequação, o que na prática trata a atividade como “diferente”.

Impostos - Por “diferente”, Muzzi entende o que define como “lógica perversa da dupla incidência de impostos”. Uma cooperativa não pode ser taxada pois não trabalha para si, logo, os impostos são voltados para seus membros. Dessa forma, além da contribuição social de pessoa física, o cooperado paga outros 15% em cima das atividades cooperativistas.“É preciso entender que o cooperado brasileiro não pede favor, não pede imunidade, isenção ou benefícios, pois ele já contribui. Ele apenas quer respeito à sua estrutura societária”, disse.

Serviços Sociais Autônomos - O assessor jurídico do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Paulo Roberto Galli Chuery, falou sobre as entidades que apoiam o sistema cooperativista. A primeira dessas entidades foi o Serviço Social da Indústria (SESI). Criados na década de 40, no governo de Getúlio Vargas, os serviços sociais autônomos foram instituídos por lei e sustentados pelo dinheiro público para impactar na produção de diversos gêneros.

Reconhecimento - “O intuito de criar uma entidade pública que não está no Estado pode gerar entendimentos diversos. A Constituição da época buscou uma forma de gerir os recursos públicos com a eficiência da iniciativa privada. Hoje os serviços prestados por essas entidades têm reconhecimento internacional”, explicou Chuery.

Opinião – O II Congresso Internacional de Direito Constitucional contou com as presenças dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além dos governadores de Mato Grosso, Silval Barbosa, e dos estados vizinhos, André Puccinelli (MS) e Tião Viana (AC). Em seu discurso de abertura, o governador anfitrião destacou a importância da iniciativa, apoiada pelo Sistema OCB. “É importante a discussão acadêmica para o surgimento de sugestões que melhorem nossa legislação. É um enriquecimento importante para nós, que convivemos com conflitos jurídicos", disse Silval Barbosa.

Uniformização de processos eleitorais - Já o ministro Dias Toffoli, defendeu que um dos pontos principais a ser discutido é a uniformização dos vários processos eleitorais e existem atualmente. “O mesmo fato pode ensejar de quatro a cinco ações na justiça em instâncias diferentes. É necessário que se de uma racionalização as ações que correm na justiça. Porque a um candidato ou alguém que assume cargo não pode ficar respondendo quatro ou cinco ações sobre um mesmo fato”, considerou, durante entrevista à imprensa.

Importância das discussões - O superintendente do Sistema OCB/MT, Adair Mazzotti também falou sobre a importância das discussões promovidas pelo evento: “Administradores, contadores, profissionais chave nas empresas saem da faculdade sem ter noções mínimas do funcionamento da lei cooperativista e de suas implicações jurídicas. Isso gera transtornos e prejuízos às cooperativas”. (OCB, com informações da OCB/MT e Icone assessoria)

AGRICULTURA: Safra de verão cresce 25% no Paraná e soja deve ocupar 80% da área

agricultura 2 04 09 2012O plantio de soja no Paraná vai ocupar na safra de verão 2012/13 a maior área já destinada à cultura no Estado. A soja deverá ocupar 80% da área plantada de grãos, segundo a primeira estimativa de safra, divulgada nesta segunda-feira (03/09) pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A produção de grãos de verão deverá ter aumento de 25% em relação à safra 2011/12. Com a expansão da soja, outras culturas – como milho, arroz, feijão e algodão – vão perder espaço na safra que começa a ser plantada.

Área total - As lavouras de grãos de verão vão ocupar uma área de 5,67 milhões de hectares, praticamente a mesma da safra anterior. Dessa área, 4,56 milhões de hectares deverão ser ocupados por plantios de soja – um avanço de 4% sobre a área ocupada na safra passada. As demais culturas dividirão o restante da área e terão redução no plantio. A área de milho será 13% menor; a de feijão cairá 12% e de arroz, 4%.

Recuperação - De acordo com o secretário, as perspectivas são de recuperação da produção, mas, naturalmente, tudo dependerá do clima. A primeira estimativa aponta para uma produção total de grãos de verão de 22,38 milhões de toneladas, um acréscimo de quase 4,5 milhões de toneladas em relação à safra passada, que foi de 17,9 milhões de toneladas.

Recorde - Embora a área plantada com soja seja a maior da história, as estimativas ainda não apontam para um recorde na produção do grão. A previsão é que o Estado colha 14,99 milhões de toneladas de soja – abaixo do recorde estadual, registrado na safra 2010/11, quando foram colhidos no Paraná 15,34 milhões de toneladas do grão. “Não podemos falar ainda em safra recorde de soja porque vai depender do clima”, disse Ortigara.

Previsões climáticas - As previsões climáticas indicam que no segundo semestre deste ano haverá o retorno da corrente “El Niño”, o que aponta para um final de inverno e início de primavera com chuvas regulares, e um pouco mais de chuva durante o verão. “Se houver uma combinação de clima favorável com o uso adequado de tecnologia, a tendência é termos bons resultados”, afirma o secretário.

Rentabilidade - Segundo ele, o aumento na área plantada com soja está relacionado à rentabilidade e do menor risco climático da cultura. “O produtor fez as contas, analisou as influências do clima sobre as culturas e concluiu que nesta safra a soja seria a melhor opção”, afirmou.

Preço médio - Este ano, o preço médio da soja – impulsionado pela quebra da safra norte-americana – subiu cerca de 76%, em relação à média dos preços pagos ao produtor no ano passado. No Paraná, o valor oscilou R$ 41,15 por saca em 2011 para R$ 72,60 este ano. Por conta dessa elevação, cerca de 20% a safra a ser plantada já foram comercializados – percentual três vezes maior do que o registrado a esta altura na safra passada (6%). “O produtor está aproveitando as oportunidades do mercado mundial e está travando os preços”, explicou Ortigara.

Milho – Ortigara disse que os preços do milho também estão bons, o que foi determinante para evitar uma redução ainda maior na área plantada. “Felizmente, muitos produtores decidiram plantar o milho, o que permite fazer a rotação de cultura e ainda ajuda na recuperação do solo”, observou. A área plantada com milho cai de 980,2 mil hectares plantados na safra passada para 851,9 mil hectares, uma redução de 128 mil hectares na primeira safra.

Produção esperada - Com isso, a produção esperada para a safra 2012/13 é de 6,83 agricultura 04 09 2012milhões de toneladas, um incremento de 4% (290 mil toneladas) em relação à safra de verão anterior, que resultou numa colheita de 6,54 milhões de toneladas. O preço médio da saca de milho subiu 20% este ano, em relação ao ano passado, avançando de R$ 22,23 em 2011 para R$ 26,60 este ano. O secretário lembrou que a grande safra de milho no Paraná será plantada durante a safrinha, consolidando a alternativa de plantio de soja, durante o verão, e milho na segunda safra.

Feijão – O feijão da primeira safra também apresenta queda na área plantada, da ordem de 12%, devendo cair de 247,5 mil hectares plantados na safra 2011/12 para 217,3 mil hectares na safra 2012/13. A produção poderá ter um aumento de 9%, devendo avançar de 347,8 mil toneladas na safra passada para 378,4 mil toneladas nesta safra, se não houver problemas de clima como aconteceu na temporada passada. Os preços do feijão, assim como os demais grãos, estão animadores para os produtores. O preço médio pago ao produtor subiu de R$ 61,81 a saca em 2011 para R$ 96,43 a saca em 2012, um aumento de 56%.

Safra 2011/12 – Ortigara fez uma avaliação da safra de grãos 11/12,que está se encerrando. Segundo ele, apesar da quebra de safra no início deste ano – provocada por uma seca que reduziu lavouras de soja, milho e feijão –, a produção agrícola do Paraná se recuperou e as perdas em relação à safra passada somaram cerca de 1%. O volume de produção de grãos de verão e inverno da safra 11/12 somou 31,5 milhões de toneladas, cerca de 400 mil toneladas a menos que na safra anterior (10/11) que somou 30,95 milhões de toneladas. “Foi um ano bem delicado por causa da estiagem que prejudicou a safra de verão e felizmente houve recuperação com a safrinha de milho que deve atingir 10,5 milhões de toneladas”, disse.

Quebra - A estiagem que aconteceu no início deste ano provocou uma quebra de 19% na produção de grãos de verão em relação ao ano anterior, sendo a lavoura que mais perdeu foi a soja. O volume de soja colhido este ano do Paraná foi 29% menor. (AEN)

OFERTA ESCASSA: Com novos moinhos, Paraná terá de driblar ociosidade da indústria de trigo

Moinho da Coopavel 04 09 12Em um cenário de diminuição da oferta de trigo – causada no Paraná pela redução de 28% na área plantada –, o estado tende a ampliar a importação do produto, que cresceu 70% neste ano. Dois novos moinhos em construção, cada um com capacidade para moagem de 120 mil toneladas ao ano, vão aumentar a disputar pelo produto de qualidade ao elevar em 7,3% a capacidade de moagem do estado.

Coopavel - A Coopavel, com sede em Cascavel, deve iniciar a operação de uma nova planta neste mês e, mesmo com uma produção menor, Dilvo Grolli, presidente da cooperativa, acredita que terá de recorrer a fornecedores externos somente “se a qualidade da colheita [que começou a entrar no mercado neste mês] não for satisfatória”. Por enquanto, ele ameniza a situação de escassez de matéria-prima lembrando que a Região Oeste é uma das maiores produtoras de trigo do estado.

Campos Gerais - Na região dos Campos Gerais, as cooperativas Batavo, Castrolanda e Capal devem concluir as obras de um moinho em Ponta Grossa em dezembro de 2013. Com uma produção de 300 mil toneladas de trigo por ano, o grupo já planeja trabalhar com cerca de 20% do consumo total usando matéria-prima importada.

Aquém do potencial - Estudos sobre o setor apontam que a cadeia trabalha aquém do seu potencial. A escassez do cereal ocorre tanto em termos de quantidade quanto de qualidade, e como parte da produção paranaense é também exportada, o déficit acaba sendo intensificado.

Safra - De acordo com projeções da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), a safra 2011/12 de trigo no Paraná deve totalizar 2,2 milhões de toneladas, 10% menos do que no ano anterior (2,4 milhões). No mesmo período a área caiu 28%, ocupando cerca de 760 mil hectares. Além de consolidar o menor plantio nos últimos cinco anos, a mudança concede ao Rio Grande do Sul o posto de maior produtor brasileiro da cultura.

Dependência externa - Para suprir o abastecimento interno e compor as misturas de cada tipo de farinha, o Paraná teve de aumentar suas compras externas no primeiro semestre deste ano. O volume de cereal importado foi de 364 mil toneladas no período. Enquanto isso, as exportações somaram 358 mil toneladas, com queda de 49,6%, aponta levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “Ainda que o trigo de algumas regiões apresente alta qualidade, as importações ocorrem frente a uma necessidade de compor o blend [mistura] entre os tipos de trigo, atendendo as diferentes exigências do mercado”, explica Everson de Almeida Leão, da gerência de fomento e desenvolvimento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Novos agentes - A reduzida oferta de matéria-prima dificulta a entrada de novos agentes no mercado, explica o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo), Marcelo Vosnika. “O estado é o maior produtor de farinha, o que já caracteriza a existência de um excedente. E como na média há ociosidade na indústria, não cabem muito mais moageiras no setor”, afirma. Atualmente, cerca de 70 moinhos estão em atividade no Paraná, indica a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo).

Capacidade da indústria - Dados da Fiep apontam que a capacidade total da indústria ligada ao trigo é de 3,3 milhões de toneladas/ano, enquanto a moagem efetiva é de 2,65 milhões de toneladas. Como consequência, o setor trabalha com uma ociosidade média de 20%, puxada principalmente nas grandes unidades, destaca Leão. “Além disso, deve se considerar que existe um ciclo de moagem anual de 300 dias, havendo paradas obrigatórias nos moinhos para limpeza, manutenção e outros”.

Segregar será problema com a nova classificação - Mais rígidos, os novos critérios de qualificação do trigo, que passaram a vigorar em julho deste ano e ampliam de três para quatro os níveis de classificação do cereal, causam certa apreensão entre o setor produtivo. Uma das principais dificuldades é a segregação do produto, avalia Ivo Arnt Filho, triticultor e presidente da Comissão de Trigo na Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Segundo ele, a necessidade de investimento em infraestrutura, incluindo equipamentos e pessoal para trabalhar, colaborou para que a área no estado fosse a menor em cinco anos no estado. Mesmo com uma tendência de valorização nos preços do cereal, que são sustentados também pela soja e milho, Arnt Filho acredita que a cultura deve continuar perdendo espaço nas lavouras paranaenses. “Com o milho em alta muitos produtores podem optar por trocar de cultura”, explica.

Preço - Hoje a saca de 60 quilos de trigo é avaliada em mais de R$ 33, em média, no estado. O valor está cerca 30% acima da média registrada em agosto do ano passado. Além da expectativa de oferta interna menor, a pressão de alta é provocada pelo cenário externo. A Rússia, um dos maiores produtores e exportadores mundiais, deve ter uma grande quebra de safra nesta temporada.

Incremento - A nova classificação atende, por outro lado, a uma reivindicação da indústria. Para Everson de Almeida Leão, da gerência de fomento e desenvolvimento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), as exigências poderiam contribuir para o incremento na produção do estado, porque desta forma “produtores e indústrias teriam ganhos”, afirma.

Separação - No caso da Coopavel, o presidente Dilvo Grolli assegura que é possível fazer a segregação. “Temos 27 pontos de recepção, que permitem fazer a separação e o envio de acordo com a necessidade”, pontua. A estrutura, que vai industrializar 120 mil toneladas de trigo por ano, deve ser inaugurada no próximo mês. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

IBGE: PIB do Paraná supera o brasileiro e cresce 2,6% no primeiro semestre

ibge 04 09 2012O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,6% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo estimativa preliminar do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) divulgada nesta segunda-feira (03/09). O resultado supera em dois pontos percentuais o aumento do PIB brasileiro, que foi de 0,6% no período, conforme divulgou na semana passada o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na contramão - “Os números confirmam as avaliações correntes de que o Estado está na contramão da tendência de retração observada em âmbito nacional”, afirma o presidente do Ipardes, Gilmar Lourenço. Segundo ele, esse cenário está relacionado “ao arranjo institucional celebrado entre o atual governo estadual e os demais atores sociais”. “Há uma combinação entre melhoria do ambiente de negócios e atração recorde de vultosos e diversificados investimentos industriais privados”, destacou.

PIB agropecuário - Segundo o presidente do Ipardes, a economia paranaense poderia ter crescido mais se não fosse a queda superior a 10% do PIB agropecuário, resultado da estiagem que provocou quebra de mais de 20% na safra de verão, particularmente na soja. Nas demais variáveis empregadas para a medição do PIB, o desempenho paranaense foi positivo e, na maioria das situações, contrário ao do País.

Produção brasileira e estadual - A produção industrial brasileira, por exemplo, teve um decréscimo de 3,8%, enquanto a do Paraná cresceu 3,6%. O emprego nesse setor aumentou 3,3% no Estado em comparação com os seis primeiros meses do ano passado, contrapondo-se com a redução de 1,2% no Brasil.

Exportações - As exportações cresceram 6,3% no Paraná no primeiro semestre, enquanto na média nacional houve decréscimo de 1,7. A massa salarial real do Paraná aumentou 10,9%; no País, o crescimento ficou em 3,5%. As vendas no comércio varejista também tiveram crescimento maior no Estado: 9,7%, enquanto no País o aumento foi de 7%.

Investimentos - Para o secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi, o resultado positivo do PIB paranaense em comparação com o nacional não é fruto do acaso. “O crescimento do PIB brasileiro está baseado no consumo. No Paraná, o aumento vem também do estímulo a investimentos diretos”, salientou. “A tendência é que cresça ainda mais, a partir da concretização dos financiamentos de cerca de R$ 1,5 bilhão que estão em negociação com organismos internacionais para novos investimentos.”

Circulo virtuoso - “O PIB reflete um círculo virtuoso que tomou conta do Estado desde janeiro de 2011”, afirmou o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly. “A mudança de governo deu credibilidade política e estabilidade jurídica para as empresas, trabalhadores e empresários.” Ele lembra que o programa Paraná Competitivo já atraiu R$ 18 bilhões de investimentos, gerando cerca de 90 mil empregos. “Isso se soma à ampliação de benefícios para micro e pequenas empresas e apoio ao meio rural paranaense”, completou. (AEN)

INDÚSTRIA: Planalto vai ampliar setores beneficiados com desoneração da folha

A ampliação das desonerações da folha de salários das empresas vai beneficiar boa parte da indústria manufatureira. De fora ficarão praticamente três setores: a siderurgia, a indústria química e petroquímica e as montadoras de automóveis. Os demais segmentos estarão contemplados no anúncio que o governo fará na próxima semana.

Pacote de energia elétrica - O Palácio do Planalto deve anunciar as desonerações depois da divulgação do pacote de energia elétrica, que vai reduzir o preço da energia para consumidores residenciais e industriais, assim como a renovação das concessões do setor e a retirada de alguns encargos da conta de luz. O pacote, que seria divulgado na quarta-feira (05/09), foi adiado para a próxima semana.

Lista - A presidente Dilma Rousseff vai, também, sancionar a Medida Provisória 563. Aprovada pelo Congresso, ela foi editada no âmbito do programa Brasil Maior. Os parlamentares incluíram na lista de beneficiados pela desoneração da folha as áreas de transporte rodoviário de passageiros, empresas de manutenção de aeronaves e as de transporte marítimo de carga e passageiros. Essa inclusão foi acertada previamente com o governo.

Isenção do PIS-Cofins - Na ocasião da sanção, o Ministério da Fazenda vai se pronunciar sobre a isenção do PIS-Cofins sobre a cesta básica, segundo informou o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Retirada completa - Durante a tramitação da MP 563, os parlamentares incluíram a completa retirada dos dois tributos, que ainda incidem sobre produtos da cesta básica, e atribuiu a implementação da medida a uma comissão interministerial.

Cesta básica - Ao se deparar com o decreto que criou a cesta básica, datado de 1938, Barbosa encontrou uma definição espantosa do que é a cesta de consumo para os dias de hoje: além de arroz, feijão, macarrão, banha de porco, estão listadas na descrição da cesta as caças em geral e tartarugas. Desde a edição desse decreto, nunca se atualizou o conceito do que é a cesta básica para os brasileiros, o que deverá ser feito por meio de um novo decreto.

Renúncia adicional - Para o universo das desonerações adotadas pelo governo, como instrumento de estímulo ao investimento e à produção, o projeto de lei do Orçamento da União, enviado na semana passada ao Congresso, estimou uma renúncia adicional de receitas de R$ 15 bilhões em 2013. Este ano, segundo dados citados pelo ministro Guido Mantega, as desonerações concedidas representaram uma renúncia de receita de cerca de R$ 40 bilhões. (Valor Econômico)


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