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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4800 | 09 de Abril de 2020

MP DO AGRO: Gerência Técnica do Sistema Ocepar divulga análise da Lei 13.986

mp destaque 09 04 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec) divulgou, nesta quinta-feira (09/04), uma análise da Lei 13.986/2020, que é uma conversão da Medida Provisória nº 897 de 2019, conhecida como MP do Agro, sancionada pelo governo federal e publicada na terça-feira (07/04), em edição extra do Diário Oficial da União. No levantamento, a Getec enumera os principais pontos da nova legislação, como a criação do Fundo Garantidor Solidário e do Patrimônio Rural em Afetação. Na avaliação da Getec, esses são alguns dos pontos positivos da Lei. “A criação do Patrimônio de Afetação permite o desmembramento da propriedade rural para garantir operações de crédito e o Fundo Garantidor Solidário possibilita aos produtores se organizarem em grupos para acessar os fundos garantidores do crédito”, afirmam os técnicos no documento. A Gerência considerou ainda favorável a possibilidade que a nova lei oferece de organização da operacionalização dos títulos do agronegócio, como a CPR, CDA, WA, CDCA, LCA, CRA, entre outros.

Pleitos - A Getec listou ainda os pleitos encaminhados pelo cooperativismo enquanto a MP estava tramitando no Congresso e que foram contemplados na Lei nº 13.986, como o acesso às cooperativas de crédito ao repasse de recursos dos Fundos Constitucionais e a redução dos custos com registros em cartórios, com a equiparação dos custos cartorários da Cédula de Crédito Bancário à Cédula de Crédito Rural, para efeito de financiamento rural. No entanto, o governo federal vetou o artigo nº 55, que possibilitaria igualar o procedimento dado no recolhimento da contribuição previdenciária entre as integrações de cooperativas e empresas privadas. E atendeu parcialmente outra proposta apresentada pelo setor, que solicitou a não obrigatoriedade de registro da CPR para cooperativas. Pela nova lei, a CPR emitida a partir de janeiro de 2021 somente terá validade se for registrada, mas não precisará ser em cartório. No entanto, o Conselho Monetário Nacional irá estabelecer normas complementares que poderão dispensar em algumas situações a obrigatoriedade do registro da CPR até 31 de janeiro de 2023.

Clique aqui para conferir na íntegra a análise técnica da Getec

Clique aqui para conferir na íntegra a Lei nº 13.986

 

GETEC: Segundo relatório técnico, 96% da soja paranaense já foi colhida

getec 09 04 2020O último relatório mensal por cultura e núcleo regional, de 06/04/2020, do Departamento de Economia Rural - Deral, demonstra que a safra de soja 2019/2020 está com 96% da área total colhida. Dos 8% restantes, 90% encontram-se no estágio de maturação e 10% em frutificação. A estimativa para a safra 2019/2020 é de uma produção de 20,7 milhões de toneladas. Nas últimas 3 safras a área de produção ficou em torno de 5,4milhões de ha. Houve diferença nas médias de produtividade, em virtude da interferência climática na safra anterior, sendo o pior ano dos últimos 3 anos analisados. Mesmo com o atraso do plantio ocorrido nessa safra 19/20, a produtividade média alcançou as 63,3 sacas por hectare. Veja abaixo este levantamento técnico realizado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec).

Clique aqui

FOTO: C.Vale

 

COVID-19: Publicação da lei que cria o Fundo Garantidor Solidário é um dos temas do comunicado 17

covid 09 04 2020O comunicado 17, emitido na tarde desta quarta-feira (08/04) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar, lista a publicação de duas normas por parte do governo federal, entre elas, a Lei nº 13.986, que cria o Fundo Garantidor Solidário e dispõe sobre o patrimônio rural em afetação, a cédula imobiliária rural, entre outros itens. Veja abaixo todos os destaques.

1. No dia 07 de abril, o Governo Federal publicou a Lei nº 13.986, que cria o Fundo Garantidor Solidário e dispõe sobre o patrimônio rural em afetação, a cédula imobiliária rural, a escrituração de títulos de crédito e a concessão de subvenção para empresas cerealistas. Para acessar a Lei nº 13.986, clique aqui, e para acessar a notícia, clique aqui.

2. No dia 07 de abril, o Ministério da Economia publicou a Portaria nº 150, que amplia a prorrogação de prazos para recolhimento de tributos federais e altera a Portaria ME 139/2020. Em resumo, ficou assim:

a. As Contribuições Previdenciárias INSS Empresas, Giil Rat, INSS Produtor Rural Agroindústrias, INSS Produtor Rural Pessoa Jurídica, CPRB (INSS sobre Receita Bruta) e INSS Empregador Doméstico, relativas às competências de março e abril de 2020, deverão ser pagas no prazo de vencimento das contribuições devidas nas competências julho e setembro de 2020.

Para acessar, clique aqui.

3. A reunião do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19, realizada no dia 08 de abril, avaliou as principais medidas publicadas durante o mês de março, início de abril e as ações de interesse do cooperativismo, tendo como ponto central as atividades da área de Comunicação do Sistema Ocepar.

O Comitê -O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

AGRÁRIA: Cooperativa distribui kits a caminhoneiros

Desde o último dia 3, a Agrária está distribuindo kits com lanches aos caminhoneiros que passam por suas unidades. A iniciativa tem como objetivo demonstrar a estes profissionais sua importância para que as atividades da cooperativa sejam mantidas neste período de isolamento social. “Movimentamos em torno de 2,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Cerca de 10% dessa movimentação é ferroviária e o restante é feito via rodovia. Os números já dizem o tamanho e a relevância que o motorista e o caminhão têm para nós”, declara o gerente de Operações Logísticas da Agrária, André Spitzner.

Dificuldades - Com a maior parte do comércio fechado, os motoristas de caminhão estão enfrentando algumas dificuldades, especialmente no que diz respeito à alimentação. “Os restaurantes estão fechados e os que estão atendendo nos servem pela janelinha. No meu caso, sempre levo o que comer, mas se for uma viagem longa não dá”, comenta o caminhoneiro Roberto Ribeiro.

Itens - O kit entregue pela Agrária foi montado com itens de seus clientes, fabricados com produtos que saem das indústrias da cooperativa. “Sabemos que não resolve o problema da alimentação, mas entregamos este presente para os caminhoneiros como uma homenagem. São alimentos feitos com produtos da Agrária. Queríamos que eles olhassem para aquele pacotinho simples, enxergassem seu trabalho ali e sentissem orgulho”, destaca Spitzner.

Alternativas - Além da Agrária, outras cooperativas e empresas do agronegócio têm buscado alternativas para auxiliar os caminhoneiros. A população também está se mobilizando, distribuindo lanches e marmitas em pontos das estradas paranaenses. “É muito importante a ajuda que estamos recebendo em um momento como esse. Ficamos contentes com isso. O abastecimento não pode faltar e se pararmos não vai ter alimento”, analisa o caminhoneiro Rodrigo Ramos. (Imprensa Agrária)

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SISTEMA OCB/GO: Cooperativismo ajuda catadores e idosos atingidos pela crise

goias 09 04 2020Sensível à crise mundial na saúde e na economia imposta pela pandemia do novo coronavírus, o cooperativismo goiano já se mobilizou para socorrer um dos grupos mais vulneráveis à atual situação: o de catadores de material reciclável e de idosos carentes. Para isso, o Sistema OCB/Sescoop-GO reuniu cooperativas parceiras para uma grande arrecadação de recursos, dentro da campanha do Dia de Cooperar Goiás 2020.

Tema - O tema desse ano é "SomosCoop - Combatendo o vírus, cuidando das pessoas". Nesse primeiro momento, o projeto inclui 11 cooperativas participantes e vai beneficiar trabalhadores de 14 municípios goianos, da região metropolitana e do interior do Estado. Entretanto, a área de abrangência deve ser ampliada, conforme novas cooperativas forem aderindo ao movimento.

Previsão - A previsão é de que a campanha seja estendida até o mês de novembro, para cobrir todo o período de crise na saúde pública causada pela Covid-19. No interior, o público beneficiado será definido pelas cooperativas locais, conforme maior necessidade.

Formas de doação - Todo valor arrecadado nessa ação do Dia C Goiás 2020 será usado na compra de alimentos, equipamentos de proteção (como luvas e máscaras), material de higiene pessoal e limpeza, além de outros itens de necessidade básica para essa população – tudo sob a coordenação do Sistema.

Site exclusivo - As cooperativas, seus colaboradores e quaisquer outras pessoas que quiserem contribuir poderão doar pelo site exclusivo da campanha: https://diac.goiascooperativo.coop.br/. A página utiliza a plataforma PagSeguro, que aceita pagamentos por cartão de crédito, débito ou boleto.

Depósito ou transferência - Outra opção é fazer depósito ou transferência bancária diretamente nas contas-correntes criadas para a campanha. Cooperativas também podem fazer as doações em produtos, uma vez que muitas são produtoras de alimentos e outros gêneros.

Ação forte- Para o presidente do Sistema OCB/Sescoop-GO, Luís Alberto Pereira, embora as cooperativas já façam rotineiramente seus projetos de responsabilidade social, a atual crise exige que os esforços de todos sejam concentrados numa ação forte, para ajudar os que mais são afetados pela crise.

Cooperação - "Estamos passando, provavelmente, pela pior crise das atuais gerações e, para atravessá-la, teremos de usar, mais do que nunca, o poder da cooperação. São nos momentos mais difíceis que o cooperativismo se destaca pelos seus valores, de atuar em intercooperação para preservar e, nesse caso, salvar aquilo que há de mais precioso, que são a vida e a dignidade das pessoas", destaca Luís Alberto. (Sistema OCB/Sescoop-GO / Informe OCB)

SERVIÇO

DIA C GOIÁS 2020 SomosCoop - Combatendo o vírus, cuidando das pessoas

O que é: campanha de arrecadação de recursos promovida pelo cooperativismo goiano, para socorrer trabalhadores da coleta de material reciclável e idosos carentes

Período: abril a novembro

Realização: Sistema OCB/Sescoop-GO

Cooperativas participantes até o momento: Comigo, Complem, Comiva, Cooperbana, Central Sicoob Uni, Sicoob Goiás Central, Central Sicredi Brasil Central, Sicredi Planalto Central, Sicredi Cerrado, Unimed Goiânia e Uniodonto Goiânia

Municípios alcançados até o momento: Goiânia, Bela Vista, Senador Canedo, Anápolis, Goianésia, Piracanjuba, Morrinhos, Cristalina, Jataí, Rio Verde, Mineiros, Itumbiara, Palmeiras, Rubiataba

O que vai ser arrecadado: dinheiro, alimentos, equipamentos de proteção pessoal, produtos de higiene e limpeza e outros itens de necessidade básica

Como doar:as doações podem ser feitas em dinheiro (pelo PagSeguro, transferência e depósito bancários) ou pode ser com a entrega de alimentos e produtos. Acesse o site da campanha e veja todas as informações www.goiascooperativo.coop.br.

 

AURORA: Cooperativa reafirma compromisso com empregos e contrata pessoal demitido de indústria têxtil

aurora 09 04 2020A Cooperativa Central Aurora Alimentos, com matriz em Chapecó (SC), iniciou nesta semana o processo de recrutamento e seleção visando a contratação de trabalhadores que foram dispensados, na última semana, da Ogochi, uma indústria de confecções com sede em São Carlos.

Crise - A indústria do ramo têxtil desligou cerca de 30% do quadro funcional em razão da crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus que atinge todos os continentes e abala o mercado de produção e consumo de todos os países.

Aproveitamento - O vice-presidente da Aurora, Neivor Canton, informou que o aproveitamento dos recursos humanos desempregados se dará em duas unidades industriais da Aurora – a planta de aves FAMH de Maravilha e a unidade de suínos FACH1 de Chapecó.

Trabalhadores - Em Maravilha, devem ser aproveitados de imediato cerca de 40 trabalhadores que atuavam na unidade de Saltinho. Em Chapecó, dentro de 60 a 90 dias, está prevista a contratação de outros aproximadamente 100 trabalhadores que estavam empregados na matriz da Ogochi em São Carlos.

Exame médico - O aproveitamento dessas pessoas dependerá da aprovação em exame médico e em outros requisitos da Aurora, etapa que, após cumprida, ensejará a contratação dos interessados.

Prioridades máximas - Na semana passada, em comunicado enviado à imprensa, a empresa assinalou que “a proteção e a manutenção de sua força de trabalho são prioridades máximas. Por essa razão, desde o início desse período, a Aurora atendeu as orientações do Ministério da Saúde e das autoridades sanitárias e adotou todas as providências para assegurar a saúde, a segurança e o bem-estar de seus mais de 31.000 empregados diretos, bem como o universo de parceiros e terceirizados.”

Sem redução - E acrescentava: “A Aurora manifesta publicamente que manterá o quadro de empregados diretos, não cogitando qualquer redução da sua força de trabalho, seja no campo, nas fábricas, nas unidades administrativas ou comerciais. Importante registrar que, até a eclosão da crise, a Aurora desenvolvia arrojado plano de expansão para ampliar a produção e, necessariamente, aumentar o número de postos de trabalho, sendo uma das empresas brasileiras que mais contratou em 2019.”

Empregos diretos - Terceiro maior grupo agroindustrial da proteína animal do Brasil, a Aurora encerrou 2019 com 30.331 empregados diretos, um crescimento de aproximadamente 10% no número de postos de trabalho em relação ao ano anterior. Ocupa a 9ª posição no País entre as empresas que oferecem a melhor qualidade de vida aos seus empregados de acordo com ranking elaborado pelo site de recrutamento e carreira Glassdoor (antigo Love Mondays). (Assessoria de Imprensa da Aurora)

 

IPCA: Inflação desacelera para 0,07%, a menor para março desde o início do Plano Real

ipca 09 04 2020A inflação oficial do país desacelerou para 0,07% em março, depois de registrar alta de 0,25% em fevereiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (09/04) pelo IBGE. Esse é o menor resultado para o mês de março desde o início do Plano Real, em julho de 1994. No ano, o indicador acumula alta de 0,53% e, nos últimos 12 meses, 3,30%.

Contribuição negativa - Embora a maior deflação tenha sido registrada nos artigos de residência (-1,08%), a maior contribuição negativa (-0,18 p.p.), que puxou a inflação para baixo, foi do grupo dos transportes (-0,90%), com mais um recuo nos preços das passagens aéreas (-16,75%) e dos combustíveis (-1,88%). Todos os combustíveis caíram em março: etanol (-2,82%), óleo diesel (-2,55%), gasolina (-1,75%) e gás veicular (-0,78%).

Passagens aéreas - Os preços das passagens aéreas já vinham em queda nos últimos meses. Por isso, ainda não é possível afirmar se o recuo deste mês tem relação com o coronavírus. “A variação de março reflete uma coleta de preços que foi feita em janeiro para quem ia viajar de avião no mês de março, portanto, não podemos afirmar se há relação com a pandemia. Parece que foi pela demanda mesmo”, disse o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Alimentos e bebidas - O IPCA mostra ainda que comer em casa ficou mais caro. Os preços do grupo alimentos e bebidas aceleraram de 0,11% em fevereiro para 1,13% em março, principalmente por conta da alimentação no domicílio (1,40%). “Os números sugerem que as pessoas estão comprando mais para se alimentar em casa, o que indica que não estão saindo para comer”, comentou Kislanov.

Maiores altas- As maiores altas foram registradas nos preços da cenoura (20,39%), da cebola (20,31%), do tomate (15,74%), da batata-inglesa (8,16%), do ovo de galinha (4,67%). Já as carnes caíram (-0,30%) pelo terceiro mês consecutivo, embora o recuo nos preços tenha sido menos intenso na comparação com fevereiro (-3,53%).

Outros grupos - A maioria dos outros grupos que compõem o indicador também registraram alta, com destaque para educação (0,59%), que apresentou a segunda maior variação positiva, seguida da habitação (0,13%), vestuário (0,21%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e comunicação (0,04%). Despesas pessoais recuou 0,23%.

Quatro regiões tiveram deflação - Entre as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE, quatro tiveram deflação em março. O menor índice ficou com Goiânia (-0,74%), por conta das quedas nos preços da energia elétrica (-6,67%) e da gasolina (-3,25%). Em seguida vem Porto Alegre (-0,32%), Brasília (-0,22%) e Belém (-0,16%).

Maior resultado - Já o maior resultado foi registrado no município de Campo Grande (0,56%), em função das altas no tomate (21,20%) e na gasolina (0,52%). Rio de Janeiro (0,46%), Aracaju (0,41%), São Luís (0,37%) e Recife (0,31%) também apresentaram as maiores taxas de inflação.

INPC tem alta de 0,18% em março - O IBGE divulgou também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referente às famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos. O indicador teve alta de 0,18% em março, acima do 0,17% registrado em fevereiro. No acumulado do ano, o INPC variou 0,54% e, nos últimos 12 meses, teve alta de 3,31%.

Coleta de preços remota - Essa é primeira divulgação do IPCA e do INPC feita com preços coletados de forma remota. No último dia 18 de março, o IBGE suspendeu a coleta presencial nos locais de compra devido à pandemia do coronavírus. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

Menos - Segundo Pedro Kislanov, a suspensão da coleta presencial reduziu a quantidade de preços coletados, mas isso não gerou problemas para a análise. “Conseguimos contornar as dificuldades com a coleta remota. Em alguns casos, a resposta foi muito positiva, como nos postos de combustíveis, em que boa parte dos preços foram coletados por telefone. Assim como outros institutos de estatísticas do mundo, estamos buscando maneiras de evitar uma redução drástica da nossa amostra”, concluiu ele. (IBGE)

FOTO: Eduardo Peret / Agência IBGE Notícias

 

ECONOMIA I: Novo saque do FGTS beneficiará até 60,2 milhões de trabalhadores

economia fgts 09 04 2020O novo saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até um salário mínimo (R$ 1.045) beneficiará até 60,2 milhões de trabalhadores, disse nesta quarta-feira (08/04) o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. Segundo ele, os trabalhadores devem retirar até R$ 36,2 bilhões nos próximos meses, dinheiro que ajudará a economia em meio à pandemia de coronavírus.

Todo o saldo - De acordo com Sachsida, 30,7 milhões de trabalhadores poderão sacar todo o saldo da conta do FGTS. Isso elevará para 66 milhões o número de trabalhadores brasileiros que irão zerar as contas do fundo desde setembro do ano passado, quando o governo instituiu o saque-imediato do FGTS. “Estamos devolvendo o dinheiro do trabalhador ao trabalhador”, disse.

Menor renda- O novo saque beneficiará os trabalhadores de menor renda. Segundo o Ministério da Economia, R$ 16 bilhões serão liberados para 45,5 milhões de trabalhadores com até cinco salários mínimos de saldo no FGTS. O dinheiro estará disponível de 15 de junho a 31 de dezembro e voltará para a conta do fundo, caso o trabalhador não faça a retirada.

Limite - Diferentemente do saque-imediato, que previa até R$ 998 por conta ativa ou inativa, o novo saque será limitado a R$ 1.045 por trabalhador, independentemente do número de contas que ele tenha. Quem não fez o saque-imediato até 31 de março deste ano, perdeu o prazo. O dinheiro voltou para o FGTS, e o trabalhador não poderá acumular o direito antigo com o valor do novo saque.

PIS/Pasep- Em relação à extinção do antigo fundo do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), que não recebe depósitos desde 1988 e ainda tem R$ 21,5 bilhões, o presidente do Conselho Curador do FGTS, Julio Cesar Costa, esclareceu que os cotistas continuam com os direitos preservados e terão até cinco anos para sacarem sua parte.

Amplo e irrestrito - “O saque continua amplo e irrestrito, tanto para titulares como para herdeiros”, explicou Costa. Segundo ele, o dinheiro do fundo do PIS/Pasep apenas migrou de lugar e foi para o FGTS, onde receberá a mesma remuneração das contas dos demais trabalhadores. Ele também esclareceu que a extinção do antigo fundo não envolve a arrecadação atual do PIS e do Pasep, dinheiro que financia o seguro-desemprego, o abono salarial e parte do capital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Campanhas - Costa lembrou que, nos últimos anos, o governo promoveu diversas campanhas de saque do fundo do PIS/Pasep, mas que a adesão foi fraca. “No ano passado, apenas R$ 1,6 bilhão foi sacado. Provavelmente esses cotistas são pessoas idosas que não sabem que têm direito a esse dinheiro”, declarou.

Impacto - Durante a entrevista coletiva para explicar as medidas para o FGTS, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, apresentou um comparativo entre as medidas tomadas pelo Brasil em relação a outros países para enfrentar a crise econômica provocada pelo novo coronavírus. Segundo ele, o Brasil mobilizou, até agora, 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para atenuar os efeitos da pandemia, número superior à média de 3,1% do PIB registrada em 34 países.

Valor aplicado - O valor aplicado pelo governo brasileiro também está superior à média dos países emergentes, que mobilizaram 1,6% do PIB para combater o coronavírus. Em relação às principais economias emergentes, o Brasil está apenas atrás do Chile, que está empenhando 4,7% do PIB.

Medidas - O levantamento, no entanto, considera medidas como antecipação de gastos, adiamento de tributos e liberação de linhas de crédito. Se forem consideradas apenas despesas novas e desonerações de tributos, que têm impacto fiscal, o montante empenhado pelo governo brasileiro cai para 2,97% do PIB, o equivalente a R$ 224,6 bilhões, segundo números apresentados pelo próprio secretário Waldery Rodrigues no fim da semana passada. (Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

ECONOMIA II: Publicada MP que isenta consumidor pobre de pagar conta de luz

economia luz 09 04 2020A população pobre, com consumo mensal de energia elétrica inferior ou igual a 220 quilowatts-hora (kWh), está isenta de pagar a conta de luz, no período de 1º de abril a 30 de junho deste ano. É o que determina a Medida Provisória (MP) nº 950, de 8 de abril de 2020, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, dessa quarta-feira (08/04).

Destinação - Para isso, fica a União autorizada a destinar recursos para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), limitado a R$ 900 milhões, a fim de cobrir os descontos relativos à tarifa de fornecimento de energia elétrica dos consumidores finais, incluídos na Tarifa Social.

Questões urgentes - Assim, o "governo soluciona as duas questões mais urgentes identificadas pelas equipes do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Economia: a perda da capacidade de pagamento dos consumidores de baixa renda, beneficiários da tarifa social, e a perda da capacidade financeira das distribuidoras de energia elétrica, com o aumento da inadimplência e a redução do consumo de energia", informa o ministério.

Ações temporárias - A medida decorre das ações temporárias emergenciais destinadas ao setor elétrico para enfrentamento do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020, e da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia de coronavírus (covid-19).

Anúncio - A decisão do governo federal de isentar a tarifa de energia elétrica dos consumidores de baixa renda foi uma das medidas anunciadas pelo presidente Jair Bolsonaro, durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, na noite desta quarta-feira. (Agência Brasil)

FOTO: Beth Santos / Secretaria-Geral da PR

 

ECONOMIA III: Começa nesta quinta o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600

Começa nesta quinta-feira (09/04) o pagamento do auxílio emergencial devido à pandemia do novo coronavírus. Os R$ 600 serão depositados, neste 9 de abril, para as pessoas inscritas no Cadastro Único, que não recebem Bolsa Família e têm conta na Caixa Econômica ou no Banco do Brasil. Esse grupo, de cerca de 10 milhões de pessoas, recebe o crédito de forma automática.

Outros bancos - Já para quem atende aos mesmos critérios, mas tem conta em outros bancos, o crédito será feito na Poupança Social Digital da Caixa na próxima terça-feira, dia 14.

Transferência - O dinheiro pode ser transferido sem taxa para a instituição financeira onde o cidadão tem conta. Quem preferir também pode sacar em espécie, sem cartão, nos canais de autoatendimento e lotéricas.

Bolsa Família - Os Beneficiários do Bolsa Família recebem conforme calendário habitual do próprio benefício - começando na outra quinta-feira, dia 16 de abril, com os beneficiários cujo final do NIS é o número 1.

MEI - Também na terça-feira (14/04), começam a ser pagos os auxílios emergenciais a Microempreendedor Individual (MEI), contribuinte individual do INSS e trabalhador informal. Esses são os que fizeram cadastro pelo site da Caixa ou pelo aplicativo.

Costureira - A costureira autônoma Fernanda Ferreira foi uma das que fez a inscrição, e aguarda a confirmação de que será contemplada. Ela viu a renda cair a quase zero durante a pandemia. “O meu rendimento caiu 95%, porque as pessoas não saem de casa, portanto não procuram meus serviços. Eu realmente não sei o que esperar, eu não tenho mais rendimento, pago aluguel, e a partir de agora não sei o que vai acontecer. Eu conto com esse auxílio, mas não tenho certeza se vou receber”.

Três parcelas - Este calendário é para o pagamento da primeira de três parcelas de R$ 600. Mães chefes de família, sem cônjuge e com filho menor de 18 anos receberão duas cotas do auxílio – ou seja, R$ 1.200.

Próximas - A segunda parcela será paga a partir de 27 de abril. A terceira começa a ser paga em 26 de maio, de acordo com o cronograma dos grupos. (Rádio Agência Nacional)

Saiba mais em https://auxilio.caixa.gov.br

CÂMBIO: Dólar fecha abaixo de R$ 5,15 pela primeira vez em quase duas semanas

cambio 09 04 2020Em mais um dia de alívio, os mercados globais refletiram a desaceleração de casos do novo coronavírus registrada em diversos países da Europa e em alguns estados norte-americanos. O dólar caiu para o menor nível em 12 dias, e a bolsa de valores subiu pela terceira sessão seguida.

Recuo - O dólar comercial encerrou a quarta-feira (08/04) vendido a R$ 5,143, com recuo de R$ 0,085 (-1,63%). A divisa chegou a operar em alta pela manhã, mas reverteu a tendência no início da tarde até fechar na mínima do dia. A cotação está no menor nível desde 27 de março, quando tinha fechado a R$ 5,107.

BC - O Banco Central (BC) interveio no mercado. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais hoje, mas leiloou US$ 296,5 milhões em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 28,17%.

Ibovespa - O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), que tinha caído para abaixo dos 70 mil pontos no fim da semana passada, continua se recuperando. O indicador fechou o dia aos 78.625 pontos, com alta de 2,97%, seguindo s bolsas no exterior. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, encerrou o dia com alta de 3,44%, tendo acelerado a subida após a desistência do pré-candidato democrata Bernie Sanders de disputar as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Nervosismo - Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo - A guerra de preços de petróleo entre Arábia Saudita e Rússia deu sinais de trégua. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que tem provocado queda mundial nos preços. A convocação de uma reunião de emergência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para esta quinta-feira (09/04), pode indicar um acordo, mas uma alta sustentada nos preços só será possível se os Estados Unidos precisariam cortar a produção de petróleo ou de gás betuminoso.

Cotação - A cotação do barril do tipo Brent, que na semana passada atingiu o menor nível em 18 anos, estava em US$ 33,66 por volta das 18h30, com alta de 5,62%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, subiram nesta quarta. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 5,68% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) tiveram alta de 5,61%. (Agência Brasil)

FOTO: Marcos Santos / UPS Imagens

 

CAMEX: Câmara zera Imposto de Importação de mais 41 produtos contra o coronavírus

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão interministerial presidido pelo Ministério da Economia, zerou o Imposto de Importação (II) de mais 41 produtos usados no combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil. A lista inclui tanto produtos médico-hospitalares quanto insumos, componentes e acessórios utilizados na fabricação e operação de itens para o combate à Covid-19. A redução foi aprovada em reunião virtual do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), na terça-feira (07/04).

Oferta de bens - O objetivo da medida é aumentar a oferta de bens destinados a combater a pandemia, bem como de máquinas e insumos utilizados para a fabricação nacional desses produtos, aumentando sua disponibilidade e diminuindo, assim, os custos para o sistema de saúde brasileiro. Esses itens tinham tarifas de até 26%, que ficarão zeradas até 30 de setembro de 2020.

Primeiro grupo- Conforme a Resolução nº 31 do Gecex, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (08/04), o primeiro grupo de alíquotas zeradas inclui medicamentos como o paracetamol, substâncias como desinfetantes hospitalares e equipamentos como cilindros de oxigênio, câmeras/controladores faciais com leitura de temperatura e monitores de débito cardíaco.

Segundo grupo - No segundo grupo, destacam-se máquinas para a produção de máscaras e insumos para a produção de medicamentos. Há insumos para a fabricação de respiradores e ventiladores pulmonares, subgrupo que já teve a maior parte das tarifas zeradas por meio da Resolução Gecex 28/2020. A nova Resolução também zera as tarifas de zinco e vitamina D.

Definição - Os produtos listados, relativos a 41 códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), foram definidos em trabalho conjunto da Subsecretaria de Estratégia Comercial da Secretaria-Executiva da Camex com a área de nomenclatura da Secretaria Especial da Receita Federal (RFB), a partir de propostas de agentes privados, do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia (SDCI/Sepec/ME).

Mais produtos - Com essa nova redução, já são 177 itens que tiveram o Imposto de Importação zerado como parte da política comercial no combate à pandemia da Covid-19. As três primeiras listas de reduções tarifárias foram implementadas pelas resoluções Gecex nº 17/2020, Gecex nº 22/2020 e Gecex nº 28/2020.

Exemplo mundial - A política comercial brasileira, com medidas como redução tarifária, facilitação de comércio e agilização alfandegária, foi apontada pelo Banco Mundial como “Exemplo 1” no quadro Melhores Práticas em Lidar com a Covid-19, em um documento divulgado há uma semana.

Comércio internacional - Intitulado The World Bank Trade and Covid-19 Guidance Note: Managing Risk and Facilitating Trade in the Covid-19 Pandemic, o trabalho ressalta o papel do comércio internacional na mitigação dos impactos do coronavírus. Segundo a instituição, a manutenção dos fluxos de comércio será crucial para o suprimento de itens médicos e alimentos a fim de limitar os impactos negativos sobre empregos e o nível de pobreza em escala global. (Ministério da Economia)

CONAB: Safra de grãos supera pandemia e mantém alta produção com 251,8 milhões de ton

conab 09 04 2020A pandemia de Covid-19 enfrentada pelo mundo não afetou o andamento da safra brasileira. Os agricultores seguem as atividades dentro da normalidade, com adoção dos cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS), além de continuar com os tratos culturais, como adubação e aplicação de defensivos no período recomendado. Com isso, a estimativa brasileira da produção de grãos passou de 251,9 milhões de toneladas para 251,8 milhões de toneladas. A queda total foi de cerca de 100 mil toneladas, mantendo ainda níveis recordes de colheita, como indicado pelo 7º Levantamento da Safra divulgado nesta quinta-feira (09/04) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Área cultivada - Este volume deve ser registrado em uma área total cultivada de 65,1 milhões de hectares. A soja e o milho são os produtos que impulsionam o bom resultado. A oleaginosa deve apresentar uma produção de 122,1 milhões de toneladas. O maior desempenho já registrado da cultura acontece mesmo com os problemas climáticos ocorridos no Sul do país, sobretudo no Rio Grande do Sul. Nas demais regiões, o clima favoreceu e, aliado ao crescimento na área de 2,7% em relação à última temporada, a soja segue como um dos principais produtos da safra.

Outro destaque - Outro grão de destaque, o milho deve apresentar uma colheita de 101,9 milhões de toneladas. A maior parte deste volume é esperada na segunda safra do cereal, quando se estima uma produção de 75,4 milhões de toneladas. A área tende a crescer em 4,5% comparada com a safra anterior e pode atingir 13,5 milhões de hectares. Vale destacar, ainda, que o plantio do grão encontra-se em estágio avançado. Mato Grosso, principal estado produtor, já finalizou a semeadura do milho, juntamente com Goiás, Tocantins e Maranhão. Paraná, Mato Grosso do Sul e Piauí têm mais de 90% da área semeada.

Incremento - Além de milho e soja, algodão, arroz, feijão e sorgo devem registrar incremento na produção, o que influencia positivamente no número final da safra brasileira. No caso do arroz, este aumento acompanha uma queda de plantio do grão em área sequeira. Mas este movimento é seguido também de uma maior proporção do cultivo da cultura em áreas irrigadas, que geram maiores produtividades. Aliado a isso, o contínuo investimento do rizicultor em tecnologias permite a manutenção da produção, ajustada ao consumo nacional.

Algodão - O algodão também deve apresentar a maior produção já registrada na série histórica, com uma colheita estimada em 2,88 milhões de toneladas da pluma do grão, influenciada pelos grandes investimentos no setor e pela expansão de área cultivada, aliada às boas condições climáticas encontradas nas principais regiões produtoras. (Conab)

Confira os números completos do 7º Levantamento – Safra 2019/20, publicado no Portal da Conab.

 

IBGE: Estimativa de março para safra 2020 cresce 1,5% e mantém recorde

agricultura 09 04 2020A estimativa de março para a safra de grãos de 2020 segue recorde, ficando em 245,2 milhões de toneladas, 1,5% superior à obtida em 2019, a maior já registrada, quando foi de 241,5 milhões de toneladas. No entanto, a previsão para o ano caiu 1,6% em relação à divulgada em fevereiro, uma redução de 3,9 milhões de toneladas.

Levantamento - Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (09/04) pelo IBGE. Dentre as alterações mais importantes nessa que é a terceira estimativa do ano, houve redução no volume que era esperado para a soja e aumento para o arroz e o milho. Esses três grãos representam 93,1% da estimativa da produção e respondem por 87,3% da área a ser colhida.

Milho e arroz - “A estimativa para o milho de segunda safra foi elevada em 1,8% e a do arroz em 2,5% em março [em relação à estimativa divulgada em fevereiro]. Esses produtos, que têm grande consumo interno no país, têm subido de preço em decorrência do aumento da demanda, então aguarda-se também que cresçam os investimentos em tecnologia nessas lavouras”, comenta o gerente do LSPA, Carlos Antônio Barradas.

Produção - Quanto ao arroz, a estimativa da produção subiu para 10,6 milhões de toneladas, sendo um resultado 3,6% mais alto que o do ano anterior, apesar dos declínios de 2,5% na área plantada e de 1,6% na área a ser colhida. “O atual rendimento médio, de 6,4 quilos por hectare, é um dos maiores dos últimos anos, sendo 5,3% maior que o de 2019”, ressalta Barradas.

Decréscimo - Já o milho teve um decréscimo na primeira safra, mas esta responde por apenas 27,2% da produção, enquanto a segunda safra representa 72,8%. As principais lavouras vêm sofrendo com a falta de chuvas, mas a expectativa para a segunda safra ficou mais otimista em março do que era em fevereiro e se espera alcançar uma produção na ordem de 70,7 milhões de toneladas.

Soja - O gerente da pesquisa destaca ainda a queda de 3,6% no volume a ser colhido de soja. “Isso se deve à prolongada estiagem no Rio Grande do Sul, que é o maior produtor nacional de soja e registrou uma retração de 5,9 milhões de toneladas em março. Por conta disso, rendimento médio esperado do grão teve queda de 29,8% na comparação com o mês anterior”, explica Barradas, acrescentando que a produção gaúcha deve ter participação de 11,1% do total no País, o que justifica o forte impacto na produção nacional.

Chuvas irregulares - Os efeitos das chuvas irregulares no sul do Brasil também afetaram Santa Catarina, que apresentou uma retração de 3,6% no rendimento médio esperado, impactando em 3,5% na produção estadual em comparação com o ano anterior. Ainda assim, a produção nacional estimada para o ano é superior ao recorde de volume de soja registrado em 2018 que foi de 117,9 milhões de toneladas. (IBGE)

FOTO: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

 

INDÚSTRIA I: Faturamento do setor desacelera em fevereiro, diz CNI

cni 09 04 2020O faturamento da indústria sofreu uma desaceleração em fevereiro. O aumento de 0,2% em relação a janeiro é baixo na comparação da alta de 2,3% registrada de dezembro para janeiro, informou nesta quarta-feira (08/04) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo mês - Apesar da desaceleração, em relação ao mesmo mês de 2019, o índice de crescimento em fevereiro ficou em 0,9%.

UCI - A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou alta de 1,2 ponto percentual em relação a fevereiro de 2019. De janeiro para fevereiro, a UCI aumentou 0,5 ponto percentual, alcançando 78,7%, sem considerar os efeitos sazonais. Foi a segunda alta consecutiva nesse dado.

Emprego - Segundo a CNI, apesar de o emprego seguir praticamente estável, as horas trabalhadas tiveram queda. De janeiro para fevereiro, o emprego industrial não se alterou, considerando a série dessazonalizada.

Último ano - Na comparação com o mesmo mês do último ano, houve um leve recuo de 0,1%. Nesse mesmo período, a queda de horas trabalhadas foi de 1,6%. A massa salarial paga aos trabalhadores da indústria também caiu. A redução foi de 0,8% usando como base janeiro e 2,2% na comparação com fevereiro de 2019.

Rendimento médio - O rendimento médio real foi o indicador com a maior perda acumulada. O recuo de 0,7% é o quarto resultado negativo consecutivo desse índice, que havia registrado redução de 0,1% em novembro de 2019, de 1,5% em dezembro, e novamente de 0,1% em janeiro de 2020. Na comparação com fevereiro de 2019 a queda foi de 2,1%. (Agência Brasil)

 

INDÚSTRIA II: Onze locais têm alta na produção industrial em fevereiro

A produção industrial cresceu em onze dos quinze locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de janeiro para fevereiro deste ano. As maiores altas foram observadas no Pará (7,2%), Espírito Santo (5,9%) e Pernambuco (4,5%).

Mais resultados positivos - Também apresentaram resultados positivos Mato Grosso (3,8%), Rio Grande do Sul (3,1%), Paraná (2,1%), Santa Catarina (1,4%), Minas Gerais (1,1%), Ceará (1%) e Goiás (0,3%), além do Nordeste (0,4%), a única região analisada na pesquisa.

Queda - Quatro estados tiveram queda na produção: Bahia (-3,2%), Amazonas (-2,2%), Rio de Janeiro (-1%) e São Paulo (-0,4%).

Antes do isolamento - A pesquisa divulgada nesta quarta-feira (08/04) pelo IBGE refere-se a dados anteriores às medidas de isolamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus, adotadas apenas a partir de meados de março.

Outras comparações - Na comparação com fevereiro de 2019, dez dos 15 locais pesquisados tiveram alta, com destaque para Pernambuco (12,3%) e Rio de Janeiro (9,7%). Dos cinco locais em queda, os recuos mais intensos foram em Minas Gerais (-6,3%) e Espírito Santo (-4,5%).

Acumulado do ano - No acumulado do ano, nove dos locais tiveram alta, entre eles, mais uma vez, Rio de Janeiro (9,7%) e Pernambuco (7,6%). Por outro lado, Espírito Santo (-13,5%) e Minas Gerais (-10,4%) também lideraram as quedas registradas em seis locais. (Agência Brasil)

FOMENTO PARANÁ: Instituição recebe número recorde de propostas de financiamento

fomento parana 09 04 2020A Fomento Paraná, instituição financeira do Governo do Estado, recebeu mais de 10.000 propostas de financiamento em pouco mais de uma semana. Movimento começou desde que o governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou o pacote de medidas emergenciais de apoio a empreendedores informais, MEI, micro e pequenas empresas para preservação de empregos e salários na economia paranaense.

Dobro - O número representa duas vezes o volume total de operações contratadas durante todo o ano de 2019, quando a instituição bateu o recorde em contratações de microcrédito, com 5.361 empreendimentos beneficiados.

Mais que o esperado - De acordo com o diretor-presidente da Fomento Parana, Heraldo Neves, a demanda pelo crédito foi muito maior do que o esperado. Por conta do volume de recursos solicitado, e da situação de emergência, segundo o diretor, a Fomento Paraná está alterando todo o modelo de processamento para concessão do crédito.

Momento delicado - “É um momento bastante delicado. Primeiro tivemos que vencer o marco legal, com a aprovação da Lei que nos permite ofertar o crédito nas condições projetadas. E a partir desse marco legal estamos ajustando nossos sistemas às novas condições”, explica.

Número recorde- “É um momento ímpar. Temos um número recorde de pedidos de crédito, que precisam ser processados de uma nova forma, com uma nova plataforma digital, ao mesmo tempo em que estamos com equipes reduzidas, muitos trabalhando remotamente, em home office, assim como muitos de nossos parceiros, nas prefeituras e outras entidades em todo o estado”, completa.

Liberação - Ainda segundo o diretor, a intenção é que ainda nesta semana as primeiras propostas comecem a ser liberadas e os recursos depositados nas contas dos empreendedores.

Crédito rápido - “O governador determinou a criação do programa de apoio e as empresas nos pressionam para que o crédito chegue rápido. Estamos trabalhando duro para isso, mas pedimos mais um pouco de paciência, até que nossa engrenagem esteja no ponto para liberar os recursos.”

Apoio - Paralelamente, a instituição está fazendo um trabalho junto aos parceiros em todo o estado para que agentes de crédito e correspondentes estejam em atividade para ajudar a divulgar e auxiliar empreendedores e empresas na intermediação do acesso ao crédito, além ajudar a filtrar a entrada de operações na Fomento Paraná neste momento.

Suspensão de pagamentos - Enquanto não libera o crédito novo, a Fomento Paraná alerta os empreendedores que já possuem contratos com a instituição que é possível solicitar a suspensão dos pagamentos das parcelas do crédito concedido por até 90 dias.

Vencimento - “Todos os nossos financiamentos têm vencimento no dia 10 de cada mês e o dia 10 de abril está próximo. A sugestão é que quem tem financiamento neste momento solicite a suspensão, para não ficar inadimplente, e use o recurso para cobrir outras despesas, como o pagamento de salários de empregados, por exemplo, que é o foco da nossa ação neste momento.”

Possibilidades - Entre as possibilidades para empreendedores que têm financiamentos ativos na instituição está a suspensão de pagamentos por 90 dias. A renegociação é facilitada, sem pagamento de tarifas, e permite inclusive estender o prazo. No microcrédito (até R$ 10 mil para pessoa física e até R$ 20 mil para pessoa jurídica), por exemplo, que é contratado em 36 meses, o prazo pode ser estendido para 60 meses, o que reduz o valor das parcelas futuras.

Como acessar - Todas essas condições estão disponíveis na rede de agentes de crédito da Fomento Paraná nos municípios, e podem ser tratadas diretamente com a instituição, pelo e-mail cobranca@fomento.pr.gov.br, ou por telefone, e até por WhatsApp, informados na página da internet. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE I: Brasil registra 800 mortes pelo novo coronavírus

saude I 09 04 2020O número de mortes decorrentes do novo coronavírus chegou a 800 no Brasil, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (08/04) pelo Ministério da Saúde. O resultado marca um aumento de 20% em relação a terça, quando eram registrados 667 óbitos.

Novas mortes - Entre terça e quarta-feira, foram 133 novas mortes, o maior total desde o início da medição. Na atualização de terça, foram 114 novas mortes. No recorte por sexo das pessoas que morreram, 59% eram homens e 41% mulheres. Na distribuição por faixa etária, 77% tinham acima de 60 anos. Na semana passada, esse percentual estava em 90%.

Complicações - Quanto às complicações associadas à morte, 336 tinham cardiopatia, 240 eram diabéticos, 82 tinham alguma uma pneumopatia e 55 experimentavam algum tipo de condição neurológica.

Epicentro - São Paulo concentra o maior número de pessoas mortas por complicações da doença, 428. O estado é seguido por Rio de Janeiro (106), Pernambuco (46), Ceará (43) e Amazonas (30).

Outros estados - Além disso, foram registradas mortes no Paraná (17), Santa Catarina (15), Bahia (15), Minas Gerais (14), Distrito Federal (12), Rio Grande do Norte (11), Maranhão (11), Rio Grande do Sul (9), Goiás (7), Espírito Santo (6), Pará (6), Piauí (5), Paraíba (4), Sergipe (4), Alagoas (2), Mato Grosso do Sul (2), Amapá (2), Acre (2), Rondônia (1), Roraima (1) e Mato Grosso (1).

Infectados - O número de pacientes infectados pelo novo coronavírus chegou a 15.927, segundo balanço de hoje do Ministério da Saúde. O resultado representa um crescimento de 16% em relação a ontem, quando os dados da pasta marcavam 13.717 pessoas infectadas. A taxa de letalidade do país subiu de 4,4% pra 5% entre segunda (06/04) e esta quarta-feira.

Mundo - No balanço desta quarta, foram 2.210 novos casos, um novo recorde. Até então, o maior número de de novas pessoas infectadas no dia tinha sido ontem, quando foram registrados 1.661 casos. As hospitalizações por covid-19 somaram 3.416.

Comparação - Em comparação com os outros países, o Brasil é o 14º em número de casos confirmados no mundo, 12º em número de mortes, 8º em taxa de letalidade (óbitos por casos confirmados) e 16º em índice de letalidade (falecimentos proporcionais à população). (Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

 

SAÚDE II: Paraná soma 550 casos confirmados

saude II 09 04 2020O boletim do coronavírus divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quarta-feira (08/04) confirmou mais dois óbitos pela doença, 39 novos casos e 341 descartados. Segundo o boletim, o Paraná somava 17 mortes, 550 casos confirmados e 5.303 descartados. Após a divulgação dessa informação, a prefeitura de Curitiba anunciou que na capital paranaense foram registrados mais dois óbitos. Assim, o Estado contabiliza 19 mortes.

Vítimas - Os óbitos referem-se a um homem de 63 anos, de Paranaguá, que estava internado desde o dia 31 de março no Hospital Regional do Litoral, possuía comorbidades, sendo confirmado para Covid-19 no sábado (04/04); e um homem de 56 anos de Campo Mourão, que estava internado em um hospital da região desde quinta-feira (02/04), tendo a confirmação da doença no último domingo (05/04). Ambos vieram a óbito nesta quarta-feira (08/04). Segundo a Secretaria de Saúde de Curitiba, dois homens faleceram nesta quarta: o primeiro tinha 57 anos, histórico de diabetes e hipertensão arterial. Apresentou sintomas respiratórios no dia 23 de março e complicações que o levaram ao internamento no dia 2 de abril, ficando em cuidados intensivos até o óbito. O segundo homem tinha 72 anos, doença renal crônica e iniciou os sintomas respiratórios no dia 19 de março. Durante sessão de diálise, apresentou uma arritmia cardíaca e um Acidente Vascular Cerebral (AVC) com complicações que o levaram ao óbito.

Novos casos - A Secretaria Estadual da Saúde também divulgou a confirmação de 39 novos casos nos municípios de Cascavel (1), Curitiba (12), Toledo (1), Londrina (5), Cambe (1), Arapongas (1), Araruna (1), Rio Negro (1), Mandirituba (1), Quatro Barras (1), Rio Branco do Sul (1), Campo Largo (1), Piraquara (1), Fazenda Rio Grande (2), Ivaiporã (1), São João do Ivaí (1), Paranaguá (1), Bandeirantes (1), Maringá (2).

Fora do Estado- Além destes, há pacientes que residem fora do Estado, que foram diagnosticados e atendidos no Paraná. São de Mafra (1), Santa Catarina; Barra do Turvo (1) e Campinas (1), os dois últimos do estado de São Paulo.

Dados – Além disso, o boletim da Saúde também traz 333 em investigação. Dentre as confirmações, 11 pacientes não residem no Estado.

Internados - Há 100 pacientes internados, 59 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 41 em leitos clínicos. Até agora, 106 pessoas já foram liberadas do tratamento, no Paraná. Esse dado não inclui ainda o número de Curitiba. (Com informações da Agência de Notícias do Paraná e da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Curitiba)

Confira AQUI a tabela dos municípios do Paraná

 

SAÚDE III: Estado já vacinou mais de um milhão de idosos contra gripe

saude III 09 04 2020O Paraná já vacinou 1,017 milhão de idosos contra a gripe nesta primeira fase da campanha nacional de imunização, que começou no dia 23 de março. Esta cobertura representa 85,96% da população estimada para receber vacina que é de 1,184 milhão.

Intensificação - “Estamos intensificando a vacinação em todo o Paraná, de acordo com os grupos prioritários recomendados pelo Ministério da Saúde e a meta é atingirmos 90% de cobertura vacinal”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Resposta - Segundo ele, os idosos, que fazem parte dos grupos contemplados nesta etapa, têm respondido ao chamamento para a vacinação e também estão sendo priorizados com busca ativa, de acordo com as estratégias previstas pelos municípios. “Já no segundo grupo priorizado nesta fase, os trabalhadores da saúde, a cobertura até agora é de 66,78%, por isso ressaltamos a necessidade de que este profissional busque se imunizar, como forma de proteção e também de evitar a transmissão”, afirmou Beto Preto.

Doses - A Secretaria já distribuiu 1,487 milhão de doses da vacina contra Influenza para as 22 Regionais de Saúde para o abastecimento junto às secretarias municipais e intensificação da imunização contra a gripe.

Antecipação - Segundo Beto Preto, esta imunização contra a gripe foi antecipada em um mês com o objetivo de reduzir a busca por internações e atendimento por conta da Influenza. “Isso deixa um fluxo maior para o atendimento de pacientes com o coronavírus e agiliza o diagnóstico clínico e laboratorial nos serviços de saúde que registram aumento significativo diante da pandemia de Covid-19”.

Campanha - A Campanha Nacional começou no dia 23 de março e na primeira fase segue vacinando prioritariamente os idosos e profissionais da saúde até o dia 16.

Segunda fase - A partir desta data, começa a segunda fase, dirigida aos profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros e motoristas de transporte coletivo e portuários, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade.

Estratégias - As estratégias de vacinação são definidas pelos municípios e a Secretaria da Saúde recomenda que sejam implementadas ações para que a imunização aconteça além dos postos de saúde, com apoio de escolas, igrejas e outras instituições locais. “É a chamada vacinação extramuros, que conta com o apoio da sociedade civil organizada, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal”, destaca a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, Acácia Nasr.

Distribuição - Para esta segunda etapa a Secretaria da Saúde prevê a distribuição de mais 906 mil doses, que serão entregues de forma fracionada, conforme o envio do Ministério da Saúde aos estados.

Professores - Como as aulas estão suspensas, os professores que seriam contemplados na segunda fase da campanha foram transferidos para a terceira etapa, em maio, junto com os grupos de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, adultos de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência.

Pico - Os vírus Influenza têm seu pico epidêmico nos meses de maio a setembro nas regiões de clima temperado do hemisfério Sul. Na região Sul apresenta uma sazonalidade similar à observada nos países de clima temperado, com epidemias com pico no inverno, entre junho e julho. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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