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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4808 | 23 de Abril de 2020

SISTEMA OCEPAR: AGO será transmitida ao vivo pelo Canal TV Paraná Cooperativo

sistema ocepar 23 04 2020A Assembleia Geral Ordinária (AGO) do Sistema Ocepar será transmitida ao vivo pelo Canal TV Paraná Cooperativo no Youtube, nesta sexta-feira (24/04), a partir das 10h. O presidente da entidade, José Roberto Ricken, e os superintendentes Robson Mafioletti (Ocepar), Nelson Costa (Fecoopar) e Leonardo Boesche (Sescoop/PR) estarão conduzindo a AGO do auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba. Normalmente, a reunião ocorre no local com a presença física de lideranças cooperativistas de todo o Estado. Porém, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, os demais participantes irão acompanhar a assembleia a distância para evitar aglomeração de pessoas, em atendimento ao disposto no Decreto Estadual nº 4.230/2020 e Decreto Legislativo nº 6/2020, do Congresso Nacional.

Prestação de contas e plano de ação - Na oportunidade, serão realizadas as prestações de contas das atividades de 2019 e a aprovação dos planos de ação de 2020 do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e da Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), além da apresentação das atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Paraná (Sescoop/PR).

Link - Para acompanhar acompanhar clique aqui

 

COVID-19 I: Presidente da Ocepar participa de debate sobre agricultura e cooperativismo promovido pela ADVB

 

covid advb 23 04 2020O clima de incerteza quanto às consequências socioeconômicas da pandemia do coronavírus e a produção, processamento e oferta de alimentos estiveram entre os temas do programa de debates Pauta Online, promovido pela ADVBPR, no início noite desta quarta-feira (22/04), com a participação do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e do secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. A pauta do evento, mediado pelo professor Eugenio Stefanello e por Thays Belezze, foi “O cenário e o futuro da agricultura e do cooperativismo frente à pandemia”.

 

MissãoRicken ressaltou que, neste momento de crise, o compromisso mais importante das cooperativas é contribuir para que não falte alimentos para a população. “Imagine uma pessoa doente e, além disso, com fome por falta de alimentos? Então, acho que esta é a grande contribuição que as cooperativas têm dado à sociedade neste momento”, enfatizou.

 

PlanejamentoO presidente da Ocepar destacou que a incerteza gerada pela pandemia é geral, em todos os setores. Mas os que estiverem mais bem organizados levam vantagem. “E o cooperativismo no Paraná sempre foi pautado pelo planejamento. Isso faz muita diferença. Desde a década de 1970, o cooperativismo tem uma linha principal e um planejamento muito consistente. Até por consequência disso, o setor não parou: as 80 agroindústrias das cooperativas continuam em atividade.”

 

CenárioRicken argumentou que as cooperativas agropecuárias não podem parar porque congregam uma cadeia importante da agropecuária, com reflexos na vida dos cooperados e toda a sociedade. Lembrou que atualmente elas abatem diariamente 2,5 milhões de frangos, o que representa a necessidade de manter 100 milhões de aves alojadas no campo. Além disso, há o suíno, o peixe, o boi e a produção de leite. “Todos os animais precisam ser alimentados. Para isso, é preciso ter insumos, rações. São preocupações diárias dos produtores. Outra coisa importante: não há como prorrogar o tempo de abate dos animais, afinal, a agroindústria tem de funcionar. O que também é bom para a sociedade, porque garante o abastecimento de alimentos.”

 

EmpregoAtualmente, as 216 cooperativas empregam diretamente 108 mil pessoas. Em 2019, o setor contratou mais de 8 mil funcionários e, neste ano, mais de mil empregados. “A expectativa é, se conseguirmos dar sequência às atividades, manter esse quadro de funcionários e, quem sabe, até mesmo aumentar, porque têm alguns investimentos em fase de amadurecimento”, disse Ricken.

 

BenefíciosO secretário Ortigara afirmou que todos os investidores são bem-vindos ao estado, mas fez questão de sublinhar que as cooperativas “têm dono que mora aqui. Por isso, todo o resultado positivo é distribuído na região em que ela atua. E, além dessas 216 cooperativas, que são tradicionais, importantes e bem estruturadas, com boa governança, nós temos no estado quase 200 pequenas cooperativas, organizadas em torno de propósitos comuns, como atender a merenda escolar, vendas institucionais, como trabalhar com produtos de mais valor agregado, como os hortifrutigranjeiros. Este é um diferencial importante porque uma boa organização social pode ser uma força para ficarmos bem quando superarmos essa crise”.

 

Mercado e créditoRicken lembrou que, antigamente, as cooperativas produziam para tentar vender, mas, hoje, ao contrário, elas produzem para atender a demanda previamente contratada, especialmente de proteína animal, cujo consumo internacional é crescente. “E isso tem de ser trabalhado, ou seja, temos de contratar e produzir para atender os pedidos. O que precisamos para fazer isso? Precisamos de capital de giro. No momento da exportação não tem juro subsidiado, aliás, nem mesmo na produção. O atual juro do crédito rural está acima da Selic, ou seja, é juro real. E a liquidez do sistema para atender a demanda internacional é fundamental.”

 

GanhosO presidente da Ocepar argumentou que há quem imagine que o setor do agronegócio vive um momento muito bom, mesmo porque 85% da safra de grãos já foi fixada frente à média de 50% de períodos anteriores. No entanto, as margens, tanto no mercado interno como externo, são baixas. “Elas estão na ordem de 2 a 3%. No caso dos industrializados, quando chega a 4% é considerada boa”, disse, ao acrescentar que “para atendermos a demanda internacional é fundamental termos, por exemplo, uma produção planejada e com condições financeiras favoráveis”.

 

InvestimentosRicken deixou claro que ainda não dá para avaliar o tamanho da repercussão da crise gerada pelo coronavírus no plano das cooperativas, que é investir R$ 3,9 bilhões em agroindústria e infraestrutura neste ano, frente aos R$ 2 bilhões anuais da média dos últimos cinco anos. “Temos investimentos em andamento e alguns não podem ser suspensos. Por isso, o nosso pleito ao BNDES e dentro do Plano Safra é que programas de investimentos devem ser turbinados agora. Para dar mais liquidez e suporte às atividades no período, pedimos o alongamento de algumas parcelas do BNDES de investimento, porque não há condição de pagar a parcela, ter capital de giro para a atividade e investir mais. A alternativa, então, é jogar para o final dos contratos as parcelas que estão vencendo agora. Aí, sim, seria possível manter os investimentos que promovem a dinâmica do processo de produção”, disse.

 

Consumo – Diante da previsão de queda do PIB nacional e do aumento do número de desempregados, o secretário Ortigara disse que haverá reflexos negativos para o consumo interno. “O comércio será afetado, porque as famílias têm sua renda afetada. Já estávamos com desemprego elevado, com 12 milhões de pessoas e, segundo estudos de vários institutos e até mesmo organismos internacionais, esse número poderá ser acrescido de mais 7 milhões de desempregados. Isso representa significativa supressão da capacidade de consumo, ou seja, poderá, no curto prazo, afetar a demanda de produtos e até mesmo o reposicionamento de produtos de menor valor agregado, pois as famílias não poderão mais manter o padrão que tinham antes da crise.”

 

Programas – Destacando que hoje o que há “é renda de menos”, o secretário avaliou a importância dos programas de apoio para a população mais vulnerável do governo federal, como o “coronavaucher”, dos governos estaduais e de muitos prefeitos. “Eles entendem o drama social e põem a mão no bolso para atender as famílias que têm dificuldades em se alimentar de forma minimamente satisfatória no momento. E lembrou que, no estado, há o programa para atender a mais de um milhão de famílias nas suas necessidades mínimas de consumo. Destacou ainda que, na última quarta-feira, o governo estadual lançou “um programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar para fornecer comida para entidades que cuidam de vulneráveis. São R$ 20 milhões, no curto prazo, para a aquisição de uma grande linha de produtos – arroz, feijão, fubá, farinhas, hortifrutis entre outros.” E destacou, também, “o trabalho voluntário de muita gente que busca socorrer as famílias que têm dificuldades em se alimentar. Na soma de esforços, temos de fazer esse gesto solidário, humanitário e, acima de tudo, muito fundamental nesse momento da crise.”

Clique aqui para conferir na íntegra o programa

 

COVID-19 II: Comitê de Acompanhamento do Sistema Ocepar divulga comunicado 24

covid 19 comite 23 04 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar divulgou, na manhã desta quinta-feira (23/04), o comunicado 24, com mais informações sobre fatos e medidas relativas aos impactos da pandemia do novo coronavírus. Um dos destaques é a entrevista concedida pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, à emissora CBN Curitiba. Veja abaixo todos os itens listados no boletim.

1. No dia 22 de abril, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, foi entrevistado pela Rádio CBN Curitiba, afirmou que os impactos do Covid-19 poderão ser superados mais rapidamente se a sociedade se organizar e priorizar o consumo de produtos locais. De acordo com ele, é o momento de valorizar o que é produzido no Paraná. Para acessar, clique aqui.

2. No dia 22 de abril, o Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB (Ceco) definiu seu novo coordenador, Marco Aurélio Borges de Almada Abreu, diretor-presidente do Sicoob, sucedendo Manfred Dasenbrock, presidente do Sicredi, que ocupava a função até o momento. Para acessar, clique aqui.

3. No dia 20 de abril, a Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, publicou um resumo com as principais medidas tributárias de interesse das cooperativas, em razão do Covid-19. Para acessar, clique aqui.

O Comitê- O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

COVID-19 III: Coops da Itália se destacam

convid italia 23 04 2020A Itália é um dos países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. O país, que teve o primeiro caso da doença registrado em 20 de fevereiro, já soma mais de 170 mil infectados e 23 mil mortes decorrentes de complicações causadas pela covid-19. Apesar isso, é reconhecida internacionalmente pelo forte movimento cooperativista e o país tem visto suas cooperativas tomarem frente na luta para aliviar os impactos socioeconômicos causados pelo vírus.

Cooperativas ativas - O país europeu conta com aproximadamente 40 mil cooperativas ativas, que congregam 12 milhões de membros, e geram 1,1 milhão de empregos diretos, movimentando 150 bilhões de euros por ano, 2% do PIB italiano, oitavo maior do mundo.

Redução - Este cenário de prosperidade e crescimento contínuo foi surpreendido pela pandemia do novo coronavírus e a Legacoop, uma das federações de cooperativas da Itália, estima a redução de 265 mil postos de trabalho em coops.

Compromisso - Por outro lado, as cooperativas têm se voluntariado para reduzir o flagelo das comunidades. Os empreendimentos cooperativistas têm sido parceiros dos governos locais nos esforços de contenção da expansão da doença no país. Por todo o país, as cooperativas têm posto em prática o sétimo princípio cooperativista: o interesse pela comunidade.

Transporte - As cooperativas de taxistas, por exemplo, estão transportando gratuitamente pessoas com mais de 65 anos;

Consumo - As cooperativas de consumo são muito fortes e consolidadas na Itália, consolidando 34% do mercado local. Para enfrentar a crise, os empreendimentos estão possibilitando entregas gratuitas a idosos.

Educação - As cooperativas de educação de Bolonha, situadas em uma das regiões mais afetadas pela pandemia, a Emiglia Romana, estão transmitindo suas aulas online e possibilitando a continuidade do ano letivo.

Doações - No enfrentamento à crise, as cooperativas de grande faturamento estão fazendo grandes doações ao sistema público de saúde da Itália. A Unipol, uma grande cooperativa de seguros, doou 20 milhões de euros. A Conad, grande empreendimento do setor de consumo, doou 3 milhões. Já a CPL, uma grande cooperativa de eletrificação, está oferecendo acomodação para médicos e profissionais de saúde que enfrentam de frente a pandemia.

Pessoas - Para Onofre Filho, presidente do Sistema OCB/MT e representante do cooperativismo brasileiro junto ao Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional, “as cooperativas italianas mostram, mais uma vez, o diferencial de seu modelo econômico centrado nas pessoas. Somos um modelo de negócios iniciado há quase 200 anos, mas que tem se mostrado inovador no enfrentamento das grandes adversidades enfrentadas pela humanidade.” (Informe OCB)

FOTO: Pixabay

 

COOPERA BRASIL: Cooperativas já podem aderir ao projeto

O cenário de crise está fazendo com que importantes transformações sejam aceleradas. Empresas estão tendo que se reinventar para enfrentar o momento e saírem renovadas. Com as cooperativas não é diferente. E, atuando sempre para apoiar e incentivar as nossas cooperativas, o Sistema OCB iniciou, nesta quarta-feira (22/04) o espaço CooperaBrasil – projeto de integração e divulgação de produtos e serviços das cooperativas brasileiras, fomentando o comércio e a intercooperação.

Visibilidade - "Trata-se de um espaço online para dar visibilidade e apoiar a comercialização dos produtos e serviços das nossas cooperativas", explicou a gerente geral da OCB, Tânia Zanella. E acrescentou: "Vamos viabilizar um canal nacional onde nossas coops possam se conectar - fomentando a intercooperação - e oferecerem seus produtos e serviços, auxiliando o comércio neste período de crise".

À disposição - Desenvolvido pela unidade nacional do Sistema OCB, o sistema estará à disposição de todas as cooperativas a partir da próxima semana. Para participar, desde esta quarta-feira (22/04) elas estão sendo convidadas a preencherem um formulário - simples e objetivo - para que seus produtos/serviços sejam catalogados no site. "Este é um projeto que já vínhamos tocando há um tempo, com um pouco mais de detalhe, mas que, agora, vamos colocar no ar, ainda que num formato mais simples, por entendermos a importância deste apoio às nossas cooperativas, que atuam em todos os estados brasileiros", pontuou a Tânia.

Reforço - Em apresentação às unidades estaduais na tarde de sexta-feira (17/04), o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, reforçou a importância do trabalho para apoio às cooperativas neste momento delicado. "O Sistema OCB vem se dedicando fortemente aos temas inovação e intercooperação. Criamos, em 2019, um Núcleo especial para desenvolver ações nessas áreas. A crise está acelerando os nossos objetivos de contribuirmos para o crescimento das cooperativas brasileiras." E acrescentou: "O cooperativismo tem um papel muito importante neste momento. Está em nosso DNA atuar de forma responsável, olhando para as nossas comunidades. E temos orgulho de pertencer a um movimento que, com toda certeza, faz a diferença".

Empenho - O superintendente citou, ainda, o forte empenho e dedicação de todos os colaboradores do Sistema OCB que têm atuado diária e constantemente em prol de decisões favoráveis às cooperativas. "Estamos tendo reuniões diariamente com representantes do Governo. Já estivemos com o presidente do Banco Central, com a ministra da Agricultura, com os ministros da Infraestrutura e Saúde. Temos atuado de forma contundente junto ao Congresso, aos ministérios, às agências reguladoras dos setores onde o cooperativismo atua. Tudo isso para garantir que os pleitos das nossas cooperativas sejam ouvidos e decisões sejam tomadas para garantirmos seguranças para enfrentamento deste cenário".

Acesso - O objetivo do CooperaBrasil é que todas as cooperativas tenham acesso ao formulário e possam cadastrar seus produtos e serviços para serem vistos pelo maior número de pessoas possível.

Faça parte - Cadastre sua cooperativa agora mesmo: https://pt.surveymonkey.com/r/cooperabrasil. (Informe OCB)

 

cooperabrasil 23 04 2020

RAMO CRÉDITO: Ceco tem novo coordenador

ramo credito 23 04 2020O Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB (Ceco) tem uma nova coordenação: desta quarta-feira 22/04) até a reunião da plenária de 2022, o coordenador será o Marco Aurélio Borges de Almada Abreu, diretor-presidente do Sicoob. Até a sessão realizada nesta quarta-feira, de manhã, a função era ocupada por Manfred Dasenbrock, presidente do Sicredi.

Cresol - Durante a reunião desta quarta, também foi formalizado o ingresso da Cresol no Sistema OCB e, por consequência, a integração do presidente do Conselho de Administração da Cresol, Cledir Magri, na coordenação do Ceco e, no grupo técnico (GT) que discute as questões do Ramo Crédito, no âmbito da OCB, o representante da Cresol será Claiquer Carneiro.

Agradecimento - Durante a plenária, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, aproveitou para agradecer ao coordenador Manfred pela condução dos trabalhos do Ceco que, sem dúvida, trouxeram grandes avanços para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

Frencoop - Também destacou o comprometimento dos parlamentares da Frencoop com a pauta cooperativista, reconhecendo, ainda, a atuação do presidente da Frente, Evair de Melo (ES) que participou da plenária.

Boas-vindas - A liderança aproveitou para desejar as boas-vindas ao Sistema Crescol e colocar a OCB à disposição de Marco Aurélio Almada, na condução das atividades do Ceco nos próximos anos.

Desenvolvimento - Já Marco Aurélio Almada fez questão de destacar que pretende manter a tradição de o Ceco ser um espaço de grandes conquistas para as coops de crédito, fruto da conciliação das visões de todos os integrantes do SNCC. “Queremos celebrar a unidade”, afirma. Para isso, ele pretende trabalhar em sete frentes principais ao longo dos próximos dois anos:

- Conciliação dos interesses entre os muitos atores do cooperativismo de crédito;

- Revisão da Lei Complementar n 130, com interlocução muito convergente com o Banco Central, considerando a regulamentação necessária;

- Ampliação das possibilidades operacionais, como o acesso direto aos fundos constitucionais;

- Aperfeiçoamento das prerrogativas intrassistêmicas (que envolve sobretudo os sistemas de três graus);

- Consolidação do Ecossistema do Cooperativismo de Crédito;

- Pauta prudencial;

- Pauta Judiciária.

Conquistas - Em tom de agradecimento, Manfred Dansenbrock agradeceu a todos os integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo pelo apoio durante os dois últimos anos. Agradeceu, ainda, à OCB por todo o empenho em atuar pelo fortalecimento do setor, apertando os laços de amizade com o Banco Central. Além de desejar boa sorte ao novo coordenador do Ceco, Manfred também destacou algumas conquistas durante sua gestão. Confira:

- PLP 27/2020 – Projeto de Lei Complementar que se propõe a alterar e modernizar a Lei Complementar 130/2009;

- Registro da Cresol na OCB – Diretriz de aproximação do Sistema OCB à Cresol;

- Fundos Constitucionais de Financiamento;

- O movimento cooperativista passou a integrar a agenda positiva da autoridade monetária – Agenda BC#;

- Construção da Resolução 4.659/18, que regulamenta a Lei Complementar 161, que dispõe sobre a captação de recursos de entes públicos municipais e do Sescoop;

- Trabalho de monitoramento e atuação nos processos tributários e trabalhistas das cooperativas de crédito nos tribunais superiores;

- Resolução 4.716 – Captação de poupança rural pelas cooperativas de crédito;

- Resolução 4.763 – Captação de poupança para financiamento habitacional;

- Circular 4.000 – Autorização para emissão de Letra de Crédito Imobiliário;

- Renovação da Resolução 2025 (1993) pela Resolução 4753;

- Open Banking;

- Acompanhamento de outros temas como recuperação judicial de produtor rural pessoa física, reforma sindical, negociações conjuntas, MP do Agro e majoração da alíquota da CSLL das cooperativas de crédito. (Informe OCB)

 

UNIPRIME: Em tempos de coronavírus, canal de educação financeira é dedicado a colaborar com cooperados e sociedade

uniprime 23 04 2020Com os desdobramentos da Covid-19, estamos vivendo um período único na história em que as dúvidas sobre o cenário econômico estão latentes. A busca por informações corretas e úteis nunca se fez tão necessária e, por isso, a Uniprime tem dedicado seu canal de educação financeira para compartilhar artigos que contribuem com o dia a dia das pessoas neste cenário.

Textos - Entre os textos mais recentes publicados no canal, destacamos “Como o coronavírus está desestabilizando os mercados mundiais” e “A Covid-19 balançou minhas economias, e agora?”. Estes e outros assuntos altamente relevantes podem ser acessados gratuitamente por meio do link: https://www.uniprimebr.com.br/educacao_financeira.php. Novos artigos são publicados às segundas-feiras.

Atualização semanal - Vale lembrar que a Uniprime criou um canal de educação financeira há cerca de um ano e, desde então, segue alimentando semanalmente com textos que contribuem para o dia a dia dos cooperados e de toda sociedade. Todos os artigos são assinados pela especialista Juliana Olivieri Refundini, gerente da Agência Uniprime Marília, que possui a Certificação CFP®. (Imprensa Uniprime)

 

CASTROLANDA: Cooperativa adere ao movimento #NãoDemita

castrolanda 23 04 2020A Castrolanda se uniu ao time de empresas e instituições de vários setores que aderiram ao movimento #NãoDemita. A iniciativa faz parte do compromisso de responsabilidade social e garante por parte da cooperativa a proteção de mais de três mil e quinhentos empregos diretos nos Estados do Paraná e São Paulo.

Responsabilidade - “Nossa responsabilidade vai muito além do dia a dia e da realização de nossas atividades. Temos entre nossos valores o comprometimento e a valorização das pessoas, colaboradores, pais e mães de família que se dedicam para o bom desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, é o que explica o diretor-presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman.

Transparência - Apesar de em nenhum momento ter sinalizado com a redução do quadro de colaboradores, a cooperativa preza pela transparência e firma mais esse compromisso com a sociedade. “Em momentos críticos como o que enfrentamos agora, atitudes como essa ajudam a evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social”, enfatiza o Presidente.

Manifesto - O manifesto, criado para tentar reduzir os efeitos da crise durante o período da pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19), conta atualmente com a participação de mais de 3 mil empresas em todo o país e prevê que não deve ocorrer a redução de funcionários até o fim do mês de maio. “Estes são tempos extraordinários e que exigem medidas extraordinárias. Não podemos ignorar nossa responsabilidade”, destaca parte do texto assinado pelos responsáveis legais da Castrolanda.

Medidas - Importante destacar que desde o início da pandemia a cooperativa tem tomado todas as medidas necessárias no combate a propagação do vírus, bem como, na proteção a saúde, segurança e o bem-estar de associados, colaboradores, prestadores de serviços, clientes e toda a sociedade. Além da adesão a este movimento, a empresa manteve também as contratações previstas e não congelou vagas.

Sobre a Cooperativa Castrolanda - O compromisso com a transformação faz parte do DNA da Castrolanda. Uma cooperativa que transforma vidas, negócios e a comunidade ao redor. Com 68 anos de história, a Cooperativa Castrolanda é formada por mais de 1100 cooperados no Estado do Paraná e interior de São Paulo.

Unidades - Com 3,5 bilhões de reais de faturamento e aproximadamente 3500 colaboradores, possui unidades de negócios divididas em operações agrícola, carnes, leite, batata e administração e industrial - carnes, leite, batata e cerveja.

Objetivo - O objetivo das áreas de negócio é coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, seguir presente em todos os elos da cadeia produtiva, agregar valor através das indústrias e crescer com sustentabilidade. (Imprensa Castrolanda)

 

INTEGRADA: Live da solidariedade

integrada 23 04 2020Criada com o objetivo de ajudar as instituições de saúde localizadas nas áreas de atuação da Cooperativa Integrada com a doação de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e produtos de higiene e limpeza para o combate ao coronavírus, a campanha Cooperar em todo tempo foi selecionada para receber recursos da Live Cooperação Solidária, que será realizada na próxima sexta-feira (24/04), às 18h, pelo canal do Youtube da consultoria MPrado.

QR Code- Durante a Live, cujo tema será: Cooperativismo como Agente Transformador no Agro e na Comunidade, será disponibilizado um QR Code que dará acesso a um número de conta bancária para o depósito da doação. O recurso arrecadado durante a live será administrado pela Cooperativa Integrada, atuante nos estados do Paraná e São Paulo.

Presenças - Para o debate sobre cooperativismo, confirmaram presença o jornalista Alexandre Garcia, o presidente da Coplana, José Rossato, o presidente da OCB, Márcio Lopes, o coordenador de agronegócios da FGV, Roberto Rodrigues, o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues e o presidente da cooperativa Lar, Irineu da Costa Rodrigues. Todos serão recepcionados pela anfitriã Luciana Martins, Ceo da MPRado.

Ação integrada- A campanha “Cooperar em todo tempo” foi criada pela Integrada no início da pandemia e tem como objetivo arrecadar recursos para 24 hospitais da rede pública e filantrópicos localizados nas áreas de atuação da cooperativa.

Doações - Desde o início da campanha, milhares de máscaras e dezenas de aventais já foram doados para instituições de saúde nas regiões onde a Cooperativa mantém sua operação. Além das doações já realizadas, outra ação da campanha que está em andamento é a contribuição espontânea por parte dos cooperados, no momento da fixação do produto agrícola - culturas de soja, milho e trigo (recebido ou armazenado) ou por meio de depósito ou transferência bancária.

Papel essencial - Para a Integrada, neste momento o agronegócio tem tido um papel essencial na cadeia produtiva e no abastecimento do campo e das cidades brasileiras e de outros países, e está junto da comunidade para superar este momento adverso de combate à Covid-19. (Imprensa Integrada)

SERVIÇO

“Cooperativismo como Agente Transformador no Agro e na Comunidade”

Quando: 24/04 às 18h

Link: https://bit.ly/mpradocooperativas

QR Code para doações:

integrada qr code 23 04 2020

 

 

COCAMAR: Qualquer pessoa pode ajudar para a produção de máscaras. Participe!

O uso de máscaras é indispensável para conter a propagação da Covid-19. Por isso, sete cooperativas de diversos ramos de Maringá (PR) estão custeando a produção de 20 mil unidades para distribuição a entidades assistenciais do município. O número é grande, mas pode ser ampliado e atender mais setores se a iniciativa contar com o apoio do público em geral.

Contribuição - Para participar, basta fazer uma pequena contribuição financeira (não há um valor definido) nas contas mencionadas abaixo. As doações de cada um podem fazer com que menos pessoas sejam infectadas pelo vírus.

As cooperativas - Estão unidas nesse esforço as cooperativas Cocamar, Sicredi União PR/SP, Sicoob, Unimed, Uniodonto, Unicampo e Pluricoop. Elas se integram todos os anos em mobilizações que promovem a intercooperação e atendem ao princípio 7º do sistema cooperativista, voltado a preocupação com a comunidade. Ao mesmo tempo, reforçam ainda mais a reivindicação de Maringá para ser declarada oficialmente como a Capital Nacional do Associativismo.

Corrente do bem - A produção de máscaras beneficia não apenas quem vai recebê-las, mas vários outros segmentos em situação de vulnerabilidade que também precisam de apoio. As costureiras contratadas fazem parte do projeto social Vestindo Minha Família, apoiado pelo Sicredi nas cidades de Paranavaí e Paraíso do Norte. E parte dos tecidos que elas utilizam são originados de fios ecológicos da Cocamar – obtidos do processamento de garrafas pet recolhidas por catadores de rua.

Entregas - Nesta semana, as cooperativas estão efetuando as primeiras entregas de máscaras. Na segunda-feira (20/04), 1 mil unidades foram recebidas pelo Albergue Santa Luzia de Marillac e na quarta-feira (22/04) outras mil seguiram para a Associação Paranaense de Amparo a Pessoas Idosas (Wajunkai). Quinta-feira (23/04), 500 máscaras vão para o Asilo São Vicente de Paulo e sexta-feira (24/04) outras 1,2 mil serão destinadas à Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Participe - Qualquer pessoa pode participar dessa iniciativa, fazendo a contribuição de qualquer valor nas seguintes contas:

Sicoob Metropolitano Afusi

CNPJ: 04.809.528/0001-67

Banco: 756 (Banco Cooperativo do Brasil S/A.)

Agência: 0001

Conta: 63.318.414-4

Sicredi União PR/SP

CNPJ: 79.342.069/0001-53

Banco: 748 (Banco Cooperativo Sicredi S/A.)

Agência: 0718

Conta Corrente: 09512-2

(Imprensa Cocamar)

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AGRÁRIA: Colaboradores são vacinados contra a gripe

Desde o último dia 14, a Agrária realiza sua Campanha de Vacinação contra a gripe. Por causa da pandemia de Covid-19, a coordenação de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) da cooperativa optou por não concentrar a vacinação nos ambulatórios, evitando aglomerações. A equipe de SSMA e os enfermeiros do Hospital Semmelweis percorreram todos os setores da Agrária para fazer a imunização dos colaboradores.

Agendamento - Quem não participou da Campanha nas áreas foi orientado a agendar um horário para vacinação. O mesmo aconteceu com colaboradores que estão em período de férias, ou que fazem parte de algum dos grupos de risco da pandemia e, por isso, estão realizando serviço remoto.

Tetravalente - De acordo com a enfermeira Karina Schalafner, a vacina aplicada nos colaboradores da Agrária é tetravalente, garantindo proteção contra tipos diferentes de vírus que podem ocasionar a gripe. “Essa vacina é indicada para prevenção contra a Influenza causada por vírus dos tipos A e B, como a H1N1 e a H3N2”.

Efeitos colaterais - A enfermeira destaca que a imunização não provoca efeitos colaterais ao paciente, mas que sintomas como sensibilidade no local de aplicação, vermelhidão e inchaço são comuns nos primeiros dias após a aplicação. Em casos raros também há a ocorrência de febre baixa. “Algumas pessoas relatam que contraíram gripe mesmo tomando a vacina. É importante lembrar que demora algumas semanas para o organismo criar anticorpos. Nas situações em que a pessoa fica gripada mesmo após tomar a vacina é porque ela entrou em contato com o vírus antes da imunização”, explica Karina Schalafner.

Participação - Segundo a coordenadora de SSMA da cooperativa, Narjara Coelho Dittert, a Campanha acaba nesta sexta-feira (24/04), mas já é possível afirmar que este foi o ano com maior participação dos colaboradores. "Adquirimos o mesmo número de doses de vacina dos últimos três anos e ficamos com o estoque todo comprometido. Tivemos que procurar por mais unidades para atender a demanda”, comenta.

Atendimento médico - Embora não combata a Covid-19, grande preocupação do momento, a imunização contra a gripe impede que um número maior de pessoas precise de atendimento médico, contribuindo para a diminuição de pacientes nas unidades de saúde. (Imprensa Agrária)

{vsig}2020/noticias/04/23/agraria/{/vsig}

SENADO: Expansão do auxílio emergencial segue para sanção presidencial

senado 23 04 2020O Plenário aprovou nesta quarta-feira (22/04) o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto do Senado (PL 873/2020) que amplia o alcance do auxílio emergencial a ser concedido a trabalhadores informais prejudicados pela pandemia de coronavírus. Entre as categorias incluídas estão os cooperados ou associados de cooperativa ou associação de catadores e catadoras de materiais recicláveis, os cooperados ou associados de cooperativa ou associação. O texto recebeu voto favorável de 80 senadores (o que representa unanimidade, porque o presidente da sessão não vota) e segue agora para a sanção presidencial.

Relator - O relator do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), aceitou vários pontos do substitutivo, mas também recuperou dispositivos da versão original do Senado que haviam sido rejeitadas pela Câmara. O projeto se refere à Lei 13.892, promulgada no início de abril, que instituiu pagamento mensal de R$ 600,00 para trabalhadores informais e desempregados durante o período da pandemia.

Aprovação - A versão do Senado havia sido aprovada no início de abril, como complemento à criação do auxílio emergencial, contendo as emendas dos senadores ao projeto original. Após as intervenções da Câmara, o texto final contém uma lista maior de categorias profissionais às quais será concedido o benefício; garante a possibilidade de recebimento sem o CPF regularizado; autoriza que dois membros de uma mesma família recebam o auxílio; proíbe a retenção do valor pelos bancos para o pagamento de dívidas; e retoma a expansão da base do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Mudanças aceitas - No substitutivo, os deputados especificaram que as instituições financeiras públicas federais poderão contratar fintechs (bancos virtuais) para a operacionalizar o pagamento. O texto do Senado já previa o pagamento por casas lotéricas, Correios e fintechs, mas não previa a contratação dessas últimas pelos bancos públicos federais.

Proibido - O texto da Câmara veda ainda que instituições financeiras responsáveis pelo pagamento efetuem descontos a pretexto de recompor saldos negativos ou saldar dívidas preexistentes dos beneficiários. Ou seja, se alguém estiver devendo ao banco, o auxílio não poderá ser automaticamente retirado para cobrir a dívida.

Auxílio emergencial - Os deputados também proibiram que o auxílio emergencial seja negado a trabalhador sem CPF ou título de eleitor regularizado. Também desobrigaram a inscrição do membro familiar no CPF para o recebimento de duas cotas do auxílio emergencial, no caso de família monoparental.

Mais clareza - O senador Esperidião Amin afirmou que o substitutivo deixou mais clara a possibilidade de dois membros de uma mesma família receberem o auxílio emergencial. O texto do Senado previa que o recebimento do Bolsa Família não exclui o direito ao auxílio emergencial e que cada família poderá receber até duas cotas de auxílio emergencial ou uma cota do auxílio e um Bolsa Família.

Retorno ao original - Outras sugestões feitas pelos deputados não foram recepcionadas por Amin. É o caso de um dispositivo que incluía, entre os trabalhadores aptos a receber o auxílio emergencial, trabalhadores rurais e domésticos com carteira assinada. Apesar de manifestar solidariedade a essas categorias, Amin manteve-as fora do texto, defendendo a necessidade de não desvirtuar o programa – que se destina aos informais.

Retirado - Também saiu do texto uma mudança que isentava o beneficiário de pagar Imposto de Renda sobre o auxílio recebido caso ele apresente rendimentos, em 2020, acima da primeira faixa de isenção (R$ 28,6 mil). O relator explicou que o pagamento do imposto havia sido negociado com o Ministério da Economia em troca do fim da exigência de que os beneficiários do auxílio tivessem recebido rendimentos tributáveis abaixo da faixa de isenção em 2018.

Terceira mudança - Uma terceira mudança da Câmara foi rejeitada após debate no Plenário, a partir de destaques dos senadores Alvaro Dias (Podemos-PR) e Mara Gabrilli (PSDB-SP). O projeto do Senado proíbe a interrupção do pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios sociais durante a pandemia exceto em caso de morte do beneficiário. A Câmara permitiu essa interrupção também em caso de irregularidade comprovada em perícia. Alvaro e Mara argumentaram que isso obrigaria aposentados e pessoas com deficiência a saírem de casa para encarar filas e aglomerações em postos do INSS. Esperidião Amin havia mantido a alteração, explicando que contava com o “bom senso” do órgão para não convocar perícias durante a pandemia, mas decidiu acatar os destaques dos colegas.

Recuperados - Já trechos retirados pelos deputados foram recuperados, fazendo com que valesse a versão original do Senado, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e já com as modificações inseridas pelo relator, Esperidião Amin. Um desses trechos foi o que aplica de imediato o novo critério de renda familiar per capita máxima para recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que passa de 25% do salário mínimo para 50%.

Valor - Esse texto mantém o valor previsto na Lei 13.891, de 2020, após derrubada de veto presidencial pelo Congresso Nacional. A questão está suspensa judicialmente após medida cautelar impetrada pelo governo federal, mas Esperidião Amin afirma que manterá a palavra do Congresso sobre o tema.

Fies - Quanto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o relator também reintroduziu a possibilidade de suspender os contratos somente para os estudantes que estavam em dia antes da vigência do estado de calamidade pública, conforme previsto no texto do Senado e retirado pela Câmara. (Com informações da Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

CÂMARA: Plenário aprova linha de crédito para micro e pequenas empresas durante pandemia

camara 23 04 2020O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22/04) o Projeto de Lei 1282/20, do Senado, que concede uma linha de crédito especial para micro e pequenas empresas pedirem empréstimos de valor correspondente a até 30% de sua receita bruta obtida no ano de 2019.

Substitutivo - A proposta foi aprovada na forma do substitutivo da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) e retornará ao Senado devido às mudanças.

Garantia - De acordo com o texto, em vez de a União repassar os recursos diretamente aos bancos para cada operação de empréstimo, como previsto pelo Senado, será concedida uma garantia de até 85% do valor emprestado.

Limite - O limite global dessa garantia para todos os empréstimos será de R$ 15,9 bilhões por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO-BB), a ser gerido pelo Banco do Brasil. A intenção é garantir recursos para as empresas e manter empregos durante o período de calamidade pública decorrente da emergência do coronavírus.

Taxa - A taxa anual que poderá ser cobrada no empréstimo será a taxa Selic (atualmente em 3,75%) mais 1,25%. No cenário atual, a taxa final, sem encargos, será de 5% ao ano. O prazo de pagamento será de 36 meses, com carência de oito meses para começar a pagar as parcelas. Durante o período de carência, o empréstimo será corrigido apenas pela taxa Selic vigente.

Empregos - Tanto o substitutivo quanto o texto vindo do Senado aproveitam parte da Medida Provisória 944/20, instituindo o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Demissão - Entretanto, na MP e no texto do Senado, a proposta proibia a demissão do empregado, sem justa causa, da data do contrato até 60 dias após o fim do pagamento da última parcela.

Manutenção - Já o texto de Hasselmann prevê que a empresa deve, nesse intervalo de tempo, apenas manter, pelo menos, a mesma quantidade de empregos existente quando da assinatura do empréstimo.

Recursos - Os recursos recebidos no âmbito do Pronampe poderão ser usados para qualquer atividade empresarial, como investimentos e capital de giro isolado ou associado, sendo vedada a sua destinação para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios.

Mudança - O valor global do programa também mudou. Dos R$ 34 bilhões previstos na MP 944/20, passou para R$ 10,9 bilhões na versão do Senado e para R$ 15,9 bilhões na redação da Câmara.

Negociação possível - Para a relatora, essa foi a negociação possível para ajudar o setor. “As micro e pequenas empresas são responsáveis por 44% da massa salarial do País e respondem por 59% das compras públicas”, lembrou.

Beneficiários - O público-alvo é de empresas com receita bruta de até R$ 4,8 milhões ao ano, segundo definido no Estatuto da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06).

Menos de um ano - No caso daquelas com menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo será de até 50% do seu capital social ou até 30% da média de seu faturamento mensal apurado desde o início de suas atividades, o que for mais vantajoso.

Irregularidades - Nenhuma empresa com histórico ou condenação por irregularidades relacionadas a trabalho em condições análogas às de escravo ou ao trabalho infantil poderá obter o empréstimo no âmbito do programa.

Prazo - Os empréstimos poderão ser solicitados no prazo de três meses, contados da data de publicação da futura lei, prorrogáveis por igual período.

MP 944 - Na MP 944/20, o governo propunha emprestar apenas às pequenas empresas (receita bruta acima de R$ 360 mil ao ano) e atingia ainda aquelas com até R$ 10 milhões de receita bruta em 2019 (médias empresas).

Parcelamentos - Para o contribuinte, pessoa física ou jurídica de qualquer porte, que tenha débito parcelado perante a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o texto concede uma minimoratória de 180 dias no pagamento de prestações desses parcelamentos.

Quitação - Ao fim dessa moratória, o devedor poderá quitar o valor suspenso, sem juros e multas, em parcela única.

Opção - Outra opção será parcelar em seis prestações mensais a partir do mês seguinte ao do último mês do parcelamento normal. Geralmente, os débitos são parcelados em cerca de 120 meses.

Terceira alternativa - Uma terceira alternativa será pagar juntamente com as prestações normais depois dos 180 dias. Nesse caso, o total que deixou de ser pago será dividido em 24 parcelas mensais e sucessivas.

Parcela única - Para a parcela única, não haverá incidência de juros ou multas. Nas outras opções, correrão apenas juros pela taxa Selic mais 1% ao ano.

Bancos - Os empréstimos poderão ser pedidos em qualquer banco privado participante e no Banco do Brasil, que coordenará a garantia dos empréstimos. Outros bancos públicos que poderão aderir são a Caixa Econômica Federal, o Banco do Nordeste do Brasil, o Banco da Amazônia e bancos estaduais.

Participação - O relatório de Hasselmann permite a participação ainda de agências de fomento estaduais, de cooperativas de crédito, de bancos cooperados, de instituições integrantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro, das fintechs e das organizações da sociedade civil de interesse público de crédito.

Bancos públicos - Os bancos públicos deverão priorizar as contratações de empréstimo no âmbito do Pronampe, inclusive utilizando, quando cabível, recursos dos fundos constitucionais de financiamento.

Instrumento complementar - Como instrumento complementar ao FGO-BB, poderá ser utilizado o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Exigências - Embora empreste com garantia de até 85% do fundo garantidor, a instituição não poderá usar como fundamento para negar o empréstimo a existência de anotações em quaisquer bancos de dados, públicos ou privados, que impliquem restrição ao crédito, inclusive protesto.

Garantia pessoal - Na concessão do empréstimo, poderá ser exigida apenas a garantia pessoal do contratante, em montante igual ao empréstimo contratado, acrescido dos encargos.

Exceção - A exceção é para empresas abertas e em funcionamento a menos de um ano, cuja garantia pessoal poderá alcançar até 150% do valor contratado, mais acréscimos.

Dispensa - As instituições financeiras serão dispensadas de exigir certidões ou seguir restrições para a concessão do empréstimo, como de regularidade com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e com a Previdência Social (Certidão Negativa de Débito – CND), regularidade eleitoral ou de pagamento do Imposto Territorial Rural (ITR).

Bancos públicos - Os bancos públicos estão dispensados ainda de consultar o Cadin, cadastro de restrição para contratos com o governo federal. Terão, entretanto, de seguir as normas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 (Lei 13.898/19).

Informações - O projeto prevê que a Receita Federal encaminhará ao Banco Central as informações sobre as empresas optantes pelo regime de tributação diferenciada do estatuto, o Simples Nacional. Na hora da concessão do empréstimo, o banco deverá obter concordância expressa do interessado para acessar as informações da empresa junto ao Banco Central.

Dados cadastrais - Se a pessoa desejar receber oferta de ajuda e de ferramentas de gestão por parte do Sebrae, deverá autorizar o repasse de dados cadastrais ao serviço.

Dívida pública - Os valores não utilizados para garantia das operações pelo FGO-BB, assim como os valores recuperados em ações de cobrança, deverão ser devolvidos à União e serão integralmente utilizados para pagamento da dívida pública de responsabilidade do Tesouro Nacional.

Política permanente - Após o prazo para contratações, o Poder Executivo fica autorizado a adotar o Pronampre como política oficial de crédito de caráter com o objetivo de consolidar os pequenos negócios. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados

 

LEVANTAMENTO: Atividade econômica cai 28,8% no Paraná entre março e abril

 

levantamento I 23 04 2020A atividade econômica recuou 28,8% no Paraná entre 7 de março e 19 de abril, segundo o novo boletim conjuntural elaborado pelas secretarias de Planejamento e Projetos Estruturantes e da Fazenda. Comércio e alimentação tiveram queda de 24% e a indústria de 35,3%.

 

Macrorregiões - A análise separa as quatro macrorregiões da Saúde do Estado (Leste, Oeste, Norte e Noroeste) e aparece pela primeira vez no boletim que analisa a situação econômica e social do Paraná durante a pandemia do novo coronavírus. A Macrorregião Leste apresentou a queda mais acentuada, de 31,8%, enquanto Oeste e Norte registraram os declínios menos expressivos, de 23,7%.

 

Leste - Na Macrorregião Leste, que engloba a Região Metropolitana de Curitiba, Litoral, Campos Gerais, Sul e a região Central, e onde a produção de bens com alto valor agregado é muito forte, a indústria registrou a maior queda, de 45%. A perda mais acentuada no comércio e na alimentação foi na Macrorregião Noroeste, de Maringá e Umuarama, com retração de 36,7%. A menor queda industrial foi no Noroeste (-16,2%) e a menor comercial no Leste (-19%).

 

Empresas - No cenário mais específico para as empresas, o boletim de porte aponta que 16 mil que operam no Simples Nacional e 3,6 mil que operam no regime normal estavam fechadas no dia 17 de abril. O número contrasta com o levantamento anterior, de 9 de abril, e mostra aumento nas aberturas - eram 21 mil do Simples Nacional e 4,5 mil do regime normal fechadas naquela ocasião.

 

Avaliação - Essa avaliação é feita por técnicos da Receita Estadual com base na emissão de documentos fiscais. Por este critério, na separação por cidades, estão funcionando perto de 90% dos estabelecimentos em Cascavel, 73% em Curitiba, 61% em Foz do Iguaçu e 67% em Maringá.

 

Comparativo - No comparativo entre a primeira semana de março e a terceira de abril, segundo o relatório, houve redução na quantidade de estabelecimentos que haviam deixado de emitir documentos fiscais. No comércio varejista, a queda foi de 21%; na indústria, de 19%; e no comércio atacadista, de 13%. No boletim anterior, os índices eram de 34%, 30% e 22%, respectivamente.

 

Vendas - Os resultados das vendas levam em comparação a semana de 13 a 19 de abril em relação a semana de 6 a 12 de abril. Nesse quesito, o boletim indica queda na movimentação de hipermercados e supermercados (-28%), mas variações positivas de 1% a 106% nas vendas dos demais setores: farmácias (1%); restaurantes (14%); materiais de construção (37%); vestuário, calçados, cama/mesa/banho (76%); áudio, vídeo e eletrodomésticos (99%); e veículos novos (106%).

 

Consumidores finais - Os índices de vendas para os consumidores finais apontam queda nos setores de bebidas alcoólicas, bebidas não alcoólicas, papel higiênico e produtos de limpeza. Houve aumento no comércio da linha branca, televisores e celulares, mas ainda distantes da primeira semana de março, quando as normas de isolamento social se tornaram mais rígidas no Paraná. Em relação ao faturamento nominal dos setores, com base em uma pesquisa da Cielo, houve queda acumulada de 55,6% no setor de serviços entre março e abril, por exemplo.

 

Combustíveis - No setor de combustíveis, o consumo de diesel apresentou pequena alta na última semana de abril (11%) e se manteve estável na gasolina e no etanol. Essa recuperação se somou a quedas nos preços nas refinarias e nas bombas. De 1º de janeiro a 20 de abril, o preço nas refinarias caiu 51% para a gasolina e 37% no diesel. Os preços para os consumidores também baixaram: -17% na gasolina, -19% no etanol e -20% no diesel, no mesmo período. Apenas nesse setor, observou-se redução média de R$ 56 milhões de ICMS devido por semana aos cofres do Estado.

 

Cenários - O boletim econômico também indica projeções do Produto Interno Bruto (PIB) no cenário que estabelece comparação entre a redução da atividade com o número de semanas de impacto da crise. Na pior fotografia, por exemplo, haverá queda de 7,3% no PIB brasileiro no acumulado de 22 semanas e queda de 85% nas atividades econômicas.

 

Isolamento social - No aspecto social de isolamento, com base em dados de geolocalização do Google do dia 19 de abril, o Paraná apresentava o índice de 63%, contra 64,3% de Santa Catarina e 64,2% no Rio Grande do Sul (nessa relação, quanto mais próximo de 100%, maior o grau de reclusão). Em São Paulo, estado com o maior número de casos e óbitos por Covid-19, o índice era de 61,4%.(Agência de Notícias do Paraná)

 

Confira AQUI  o boletim completo.

 

 

 

RECEITA: Arrecadação de R$ 109,7 bilhões em março é a menor desde 2010

receita 23 04 2020Em meio à pandemia da covid-19, a arrecadação das receitas federais no Brasil registrou queda de 3,32% em março, totalizando R$ 109,718 bilhões.

Comparação - A comparação é com o mesmo mês de 2019, descontada a inflação. Esse é o menor valor para o mês desde março de 2010, quando foram recolhidos R$ 105,717 bilhões. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (22/04) pela Receita Federal, em Brasília.

Receitas administradas - As receitas administradas pela Receita Federal, como impostos e contribuições federais, chegaram a R$ 107,390 bilhões, resultando em queda real (descontada a inflação) de 3,67%.

Outros órgãos- Já as receitas administradas por outros órgãos, principalmente royalties do petróleo, somaram R$ 2,327 bilhões, com expansão de 15,98%, em relação a março de 2019.

Total - De janeiro a março, a arrecadação total chegou a R$ 401,138 bilhões, com aumento real de 0,21%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Esse crescimento da arrecadação no primeiro trimestre veio das receitas administradas por outros órgãos, que ficaram em R$ 17,659 bilhões, com expansão de 19,71%.

Queda - Já as receitas administradas pela Receita atingiram R$ 383,479 bilhões, com queda real de 0,53%.

Isolamento social - O Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, afirmou que os resultados de março ainda não refletem totalmente os efeitos do isolamento social, necessário para o enfrentamento da covid-19.

Mês anterior - “A arrecadação do mês de março reflete majoritariamente os fatos geradores do mês anterior, a exceção dos tributos com incidência diária, como o Imposto de Renda na Fonte e o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] vinculado às operações de comércio exterior, disse.

Compensações tributárias - Entretanto, em março, as empresas usaram o direito das compensações tributárias, o que levou à redução na arrecadação. Quando uma empresa recolhe valores acima do que é efetivamente devido, pode fazer a compensação.

Perda de liquidez - “Na iminência de uma perda de liquidez, de incapacidade de continuar honrando os seus pagamentos, as empresas no mês de março lançaram mão do seu direito de compensação”, disse Malaquias. As compensações tributárias apresentaram crescimento de 53,43% em março, e de 55,69% no primeiro trimestre, comparado a iguais períodos de 2019.

Efeitos atípicos - Sem considerar efeitos atípicos, como o aumento das compensações tributárias, haveria estabilidade na arrecadação de março e crescimento de 3,05% nos recolhimentos administrados pela Receita Federal no primeiro trimestre. Em março, essas compensações somaram R$ 11,724 bilhões e no primeiro trimestre, R$ 35,183 bilhões.

IRPJ e CSLL - Outro efeito atípico refere-se ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em 2019, houve crescimento na arrecadação desses tributos devido a ganhos de capital com a venda de bens pelas empresas e na bolsa de valores. Neste ano, esse fator não se repetiu e houve redução de 39,13% na arrecadação desses tributos, totalizando R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre de 2020. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

CÂMBIO: Dólar ultrapassa R$ 5,40 com perspectiva de corte de juros

cambio 23 04 2020Em meio a perspectivas de novos cortes de juros pelo Banco Central (BC), o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,40 e fechou no maior valor nominal – sem considerar a inflação – desde a criação do real. A moeda encerrou esta quarta-feira (22/04) vendida a R$ 5,409, com alta de R$ 0,10 (+1,88%).

Cotação - A cotação ultrapassou os R$ 5,40 no início da tarde. Na máxima do dia, por volta das 16h30, o dólar superou os R$ 5,41. A divisa acumula alta de 34,8% em 2020. A alta poderia ter sido maior caso o Banco Central não tivesse intervindo no mercado. A autoridade monetária fez um leilão de contratos novos de swap – venda de dólares no mercado futuro – e rolou (renovou) contratos de swap antigos que vencerão em junho.

Alta - A cotação operou em alta durante toda a sessão, disparando depois de declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, de que o cenário para a Selic (taxa básica de juros) mudou depois da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Ele fez a declaração em transmissão virtual promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Juros mais baixos - Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros.

Bolsa de valores - Diferentemente do câmbio, o dia foi de recuperação na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta quarta aos 80.687 pontos, com alta de 2,17%. O indicador seguiu o mercado externo, influenciado pela recuperação da crise de petróleo.

Dow Jones - O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganhos de 1,99%.

Nervosismo - Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Perspectiva - No entanto, a perspectiva de que vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos relaxem as restrições após a superação do pico da pandemia anima os mercados.

Petróleo - Os preços internacionais do petróleo, que despencaram nos últimos dois dias, ensaiaram uma recuperação hoje. Os contratos futuros dos barris do tipo WTI para junho, que servem como referencial para o mercado norte-americano, encerraram o dia em US$ 14,23, com alta de 23% apenas hoje.

Segunda - Na segunda-feira (20/04), os contratos do WTI para maio, que não estão mais ativos, fecharam com preços negativos pela primeira vez na história, afetados pela baixa demanda e pelos altos estoques de petróleo.

Brent - As cotações do barril do tipo Brent, que servem de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, também se recuperaram. Por volta das 18h30, o Brent era vendido a US$ 20,95, com alta de 8,4%.

Petrobras - A alta refletiu-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 3,63% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram ganho de 5,02%.

Guerra - A guerra de preços de petróleo começou há um mês, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Na terça-feira (21/04), a cotação do barril do tipo Brent chegou a operar abaixo de US$ 20, no menor nível em 18 anos. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo na camada pré-sal só é viável para cotações a partir de US$ 45. (Agência Brasil)

 

TURISMO: Governo vai disponibilizar R$ 5 bi para o setor

turismo 23 04 2020O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, afirmou nesta quarta-feira (22/04) que uma nova medida provisória do governo vai garantir pelo menos R$ 5 bilhões de créditos emergenciais para empresas do setor, incluindo os micro e pequenos negócios. Os recursos vão reforçar o caixa do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) com abertura de novas linhas de empréstimo.

Créditos - "Eu sei que os empresários do setor de turismo estão indo às agências bancárias e não estão conseguindo os créditos, mas a MP que contempla já está na Economia. É um modelo que vai garantir ao Fungetur um crédito extraordinário de pelo menos R$ 5 bilhões, para que o Ministério do Turismo, através do Fungetur, consiga atender desde o MEI [microempreendedor individual], a micro, a pequena empresa, a média empresa e também as grandes empresas", afirmou o ministro durante a coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto, para atualizar as ações do governo federal no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

MP específica - No início do mês, o governo já havia editado uma MP específica para os setores de turismo e cultura, que permitiu às empresas prorrogarem o pagamento do reembolso de eventos e pacotes. Agora, os créditos vão atender a necessidade de capital de giro para as empresas, já que o segmento é um dos mais afetados pela pandemia.

Capital de giro - "Em breve, eu acredito, que o setor do turismo bem como o setor cultura estará com medidas de crédito, sobretudo para o capital de giro. Se a gente não garantir a sobrevivência das empresas, não haverá retomada", acrescentou o ministro.

Hospedagem de profissionais - Outra medida anunciada por Marcelo Álvaro Antônio é disponibilização de leitos de hotéis, próximos a hospitais, para abrigar profissionais de saúde em meio à pandemia da covid-19. A previsão será incluída na medida provisória nº 907, que deve ser analisada ainda essa semana pelo Congresso Nacional.

Objetivos - "Esse texto, no substitutivo, vai garantir que os hotéis possam abrigar esses profissionais de saúde, que estão à frente da linha de combate, visando dois objetivos, o primeiro deles é melhorar essa logística dos profissionais de saúde, tendo em vista que praticamente todo hospital tem hotel perto, e também a preservação dos familiares desses profissionais de saúde", explicou o ministro.

Embratur - A MP 907 transforma a Embratur em agência autônoma e destina à nova entidade parte dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Além disso, a MP trata de cobrança de impostos para hotéis e outras empresas que atuam no setor. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Balança tem superávit de US$ 1,036 bilhão na terceira semana de abril

comercio exterior 23 04 2020A balança comercial registrou superávit de US$ 1,036 bilhão na terceira semana de abril, com corrente de comércio de US$ 6,904 bilhões. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgados na segunda-feira (20/04), apontam exportações no valor de US$ 3,97 bilhões e importações de US$ 2,934 bilhões.

Mês - No mês, as exportações somam US$ 10,392 bilhões e as importações, US$ 6,979 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,413 bilhões e corrente de comércio de US$ 17,371 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 59,913 bilhões e as importações, US$ 50,938 bilhões, com saldo positivo de US$ 8,975 bilhões e corrente de comércio de US$ 110,85 bilhões.

Queda - Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de abril de 2020 (US$ 866 milhões) com a de abril de 2019 (US$ 918,18 milhões), houve queda de 5,7%. Em relação às importações houve queda de 10,4%, na comparação entre as médias até a terceira semana de abril de 2020 (US$ 581,6 milhões) com a do mês de abril de 2019 (US$ 648,98 milhões).

Média diária - Assim, até a terceira semana de abril de 2020, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 1,448 bilhão e o saldo, também por média diária, foi de US$ 284,4 milhões. Comparando-se este período com a média de abril de 2019, houve queda de 7,6% na corrente de comércio.

Exportações por setor e produtos - No acumulado até a terceira semana do mês de abril de 2020, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 88,49 milhões (+46,1%) em Agropecuária; queda de US$ 44,37 milhões (-21,4%) em Indústria Extrativa e queda de US$ 92,78 milhões (-18,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

Diminuição - A combinação desses resultados levou a uma diminuição das exportações, puxada principalmente pela redução nos seguintes produtos:

• Indústria Extrativa - Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-45,4%, com queda de US$ 63,56 milhões na média diária); outros minérios e concentrados dos metais de base (-46,4%, com queda de US$ 0,66 milhão na média diária); outros minerais em bruto (-36,6%, com queda de US$ 0,60 milhão na média diária); pedra, areia e cascalho (-18% com queda de US$ 0,09 milhão na média diária) e fertilizantes brutos (exceto adubos) (-38,2%, com queda de US$ 0,01 milhão na média diária).

• Indústria de Transformação - Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes ( -93,2%, com queda de US$ 15,89 milhões na média diária); veículos automóveis de passageiros (-67,7%, com queda de US$ 12,99 milhões na média diária); obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (-73%, com queda de US$ 7,27 milhões na média diária); partes e acessórios dos veículos automotivos (-56%, com queda de US$ 6,63 milhões na média diária); e celulose (-18,7%, com queda de US$ 6,18 milhões na média diária).

Importações por setor e produtos - No acumulado até a terceira semana do mês de abril de 2020, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária apresentou queda de US$ 0,41 milhão (-2,1%) em Agropecuária; crescimento de US$ 3,72 milhões (+10%) em Indústria Extrativa, e queda de US$ 69,83 milhões (-11,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

Recuo - A combinação desses resultados levou a uma diminuição das importações. Este recuo foi puxado, principalmente, pela diminuição nos seguintes produtos:

• Agropecuária - Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-80,5%, com queda de US$ 1,94 milhão na média diária); cacau em bruto ou torrado (-100%, com queda de US$ 1,27 milhão na média diária); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-12,7%, com queda de US$ 0,29 milhão na média diária); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-6,2%, com queda de US$ 0,08 milhão na média diária); e centeio, aveia e outros cereais não moídos (-51,7%, com queda de US$ 0,06 milhão na média diária).

• Indústria de Transformação - Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-39,5%, com queda de US$ 19,48 milhões na média diária); partes e acessórios dos veículos automotivos (-54,9%, com queda de US$ 12,40 milhões na média diária); válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (-34,6%, com queda de US$ 9,30 milhões na média diária); veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (-62,1%, com queda de US$ 7,72 milhões na média diária); e equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (-19,9%, com queda de US$ 5,97 milhões na média diária). (Ministério da Economia)

Veja os dados completos da balança comercial

FOTO: Arnaldo Alves / AEN

 

AGRICULTURA FAMILIAR: Governo divulga edital do Compra Direta de alimentos

agricultura familiar 23 04 2020A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento divulgou nesta quarta-feira (22/04) o Edital de Chamada Pública de Credenciamento para o programa Compra Direta Paraná. Por meio dele, serão adquiridos, de forma emergencial, gêneros alimentícios da agricultura familiar destinados à rede socioassistencial, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e hospitais filantrópicos, entre outros.

Centros - Também serão atendidos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que poderão disponibilizar os alimentos na forma de cestas básicas diretamente à população vulnerável.

Produção - “Tão importante quanto manter o sistema de saúde em pleno funcionamento é garantir a produção, o abastecimento e a segurança alimentar”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “O Compra Direta é um movimento positivo, pois mantemos a economia pulsando nas pequenas propriedades rurais e damos atenção qualificada às pessoas mais vulneráveis”.

Recursos - Para este programa serão destinados R$ 20 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Combate à Pobreza. O limite é de até R$ 20 mil por agricultor ao ano. A grande variedade da produção existente na agricultura familiar será contemplada, possibilitando o fornecimento e a substituição de itens em decorrência de problemas climáticos, logísticos ou de sazonalidade.

Mais saúde - As compras governamentais de alimentos fortalecem circuitos locais e regionais, além das redes de comercialização. Também valorizam a biodiversidade e a produção orgânica, incentivam hábitos alimentares saudáveis e estimulam o cooperativismo e o associativismo.

Resultado - “Como resultado, há ampliação da geração da renda e fortalecimento do desenvolvimento local e regional, e, especialmente neste momento em que vivemos a pandemia da Covid-19, ajuda a fortalecer a imunidade e a melhoria das condições de saúde”, disse a diretora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), Márcia Stolarski.

Bem-estar - “Esta nova política pública implantada em momento de emergência está associada a atitudes de valorização do bem-estar das pessoas, começando pelos cuidados com a qualidade de vida, por meio do acesso a alimentos saudáveis para a população mais vulnerável”, acrescentou a diretora.

Agilidade - Para que o processo seja mais ágil, a Secretaria da Agricultura e a Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) desenvolveram o Sistema Compra Direta Paraná. Ele possibilita a operacionalização de uma única chamada pública para aquisição de mais de 70 itens e para atendimento a todas as entidades beneficiárias.

Etapas - Na mesma plataforma será possível registrar todas as etapas do processo, que inclui cadastro dos agricultores, apresentação das propostas de fornecimento por associações e cooperativas da agricultura familiar, classificação das organizações, habilitação e controle da execução de cada um dos contratos.

DAP Jurídica - O Compra Direta Paraná é exclusivo para as organizações que possuem Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP Jurídica) e que tenham mais de 50% dos agricultores familiares associados no Paraná. A contratação será feita por até seis meses.

Preço Deral - O preço de referência para aquisição é o estabelecido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura, sem necessidade de disputa pelo menor valor.

Orgânicos - Para alimentos orgânicos haverá acréscimo de até 30%. As propostas podem ser apresentadas até às 17 horas de 27 de abril e a divulgação dos fornecedores vencedores em cada um dos municípios será feita no dia 30, com um dia de prazo de recursos.

Venda - Na sequência, o projeto final de venda deverá ser assinado pelo presidente da organização e protocolado no Núcleo Regional correspondente até 5 de maio, para providências de contratação. O início da entrega dos produtos está previsto para ocorrer a partir de 18 de maio. (Agência de Notícias do Paraná)

Tutorial para Cooperativas e Associações da Agricultura Familiar elaborarem projetos de venda da Chamada Pública

 

SAÚDE I: Mortes superam 2,9 mil; recuperados são 25,3 mil no Brasil

 

saude I 23 04 2020O número de mortes em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19) chegou a 2.906, conforme balanço mais recente divulgado nesta quarta-feira (22/04) pelo Ministério da Saúde. Já os casos confirmados subiram para 45.757. O índice de letalidade ficou em 6,4%. O ministro da Saúde, Nelson Teich, confirmou que 25,3 mil pessoas conseguiram se recuperar da doença.

 

Aumento - O número de óbitos marcou um aumento de 6% em relação a terça-feira (21/04), quando foram registradas 2.741 vítimas de covid-19. Já os casos confirmados representaram um crescimento de 6,2% sobre os dados de terça, quando foram contabilizadas 43.079 pessoas infectadas.

 

Concentração - São Paulo concentra o maior número de falecimentos (1.134), quase três vezes o número do segundo colocado, o Rio de Janeiro (490). Os estados são seguidos por Pernambuco (282), Ceará (233) e Amazonas (207).

 

Outros estados - Além disso, foram registradas mortes no Maranhão (66), Paraná (57), Bahia (50), Minas Gerais (47), Pará (43), Paraíba (39), Santa Catarina (37), Espírito Santo (34), Rio Grande do Norte (29), Rio Grande do Sul (27), Distrito Federal (25), Goiás (21), Alagoas (20), Piauí (15), Amapá (14), Acre (oito), Sergipe (sete), Mato Grosso (seis), Mato Grosso do Sul (seis), Rondônia (cinco), Roraima (três) e Tocantins (um).

 

Primeira coletiva - O ministro da Saúde, Nelson Teich, participou de sua primeira coletiva e tratou dos planos da nova gestão da pasta. Ele declarou que o Brasil tem desempenho acima de outros países, como Estados Unidos, Itália, Alemanha e França, quando considerado o número de mortes por conta da covid-19 em relação ao total da população.

 

Isolamento social - Em relação ao isolamento social, ele afirmou que até o fim da semana a nova equipe deverá concluir ajustes às diretrizes definidas pela gestão de Luiz Henrique Mandetta para orientar estados e municípios a definir sua forma de distanciamento.

 

Recomendação - Pela recomendação já anunciada por Mandetta, considerando a incidência de casos e a capacidade de atendimento (de pelo menos metade dos leitos, disponibilidade de trabalhadores da saúde e insumos), seria possível migrar de um distanciamento “ampliado” para “seletivo”, com maior flexibilização e abertura de atividades econômicas. “Afastamento é medida natural na largada. Mas não pode ficar sem um programa de saída. Vamos demorar um ano e meio para ter vacina. O país não pode sobreviver este período parado”, opinou.

 

Medidas específicas - O novo ocupante da cadeira não adiantou o que deverá mudar, mas ressaltou que o Brasil demanda medidas específicas para cada local. “O Brasil é gigante e heterogêneo, não tem como uma diretriz não ser customizada para diferentes regiões do país. Qual é a estrutura de leitos, quantos por cento estão ocupados, como está a parte de recursos humanos?” questionou, listando temas que devem ser considerados na adoção dessas medidas.

 

Informação - Uma outra frente de atuação da nova gestão será a coleta e análise de informação. Teich destacou que pelo fato da covid-19 ser um fenômeno novo, há necessidade de conhecê-la para definir as respostas.

 

Banco de dados

- Ele adiantou que um banco de dados será criado com participação não somente do MS como de outros ministérios, como Casa Civil. “Vamos buscar integração maior com outros grupos do governo para sistematizar da informação. A gente vai ter dados ligados a hospitais, estados. Tudo vai ser consolidado num programa ligado a vários ministérios”, informou.

 

Terceira frente - Nelson Teich apontou como “terceira frente” de sua gestão a viabilização da infraestrutura. Ele anunciou a chegada do general Eduardo Panzuello para a secretaria executiva e disse que a experiência do general será importante para agilizar as medidas em relação a insumos, remédios e equipamentos.

 

Demandas - O novo ministro chamou a atenção também para o cuidado com outras doenças, que seguem ocorrendo e que demandam tratamento e estrutura para atendimento. Ele mencionou que pessoas com doenças crônicas estão tendo dificuldade de acesso ao sistema de saúde.

 

Outras doenças - “Doentes com outras doenças, como câncer, não estão chegando [às unidades de saúde]. Tem pessoas morrendo em casa por infarto por que não vão ao hospital em tempo. É fundamental que a gente por mais eu foque na covid não esqueça as outras pessoas”, ponderou.

 

Demanda reprimida - Em razão do que chamou de “demanda reprimida” de casos “não-covid-19”, quando o sistema se estabilizar pode ter uma segunda crise em razão da necessidade de dar vazão a esses casos que agora não estão procurando atendimento. (Agência Brasil)

 

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

saude I quadro 23 04 2020

 

SAÚDE II: Paraná tem 1063 pacientes confirmados e 58 óbitos por Covid-19

saude II 22 04 2020A Secretaria da Saúde do Paraná, em informe epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (22/04), registra mais 38 confirmações e cinco óbitos pelo novo coronavírus. Falecimentos foram registrados em Curitiba, Londrina e São João do Ivaí.

Pacientes confirmados - O Paraná tem agora 1063 pacientes confirmados e 58 óbitos por Covid-19. O número de pessoas recuperadas chega a 502, somando Curitiba e os demais municípios do Estado.

Novos casos - Os novos casos a Covid-19 são de 20 mulheres e 18 homens confirmados nas últimas 24 horas. Atualmente há casos de pacientes em 111 municípios do Estado.

Cidades - Os novos casos estão são de Araucária (1), Pinhais (1), Curitiba (7), Ponta Grossa (1), Verê (1), Boa Vista da Aparecida (1), Campo Mourão (2), Querência do Norte (1), Santa Cruz de Monte Castelo (1), Nova Londrina (1), Amaporã (5), Planaltina do Paraná (1), São João do Caiuá (1), Nova Esperança (5), Paranacity (1), Floresta (2), Maringá (1), Londrina (1), Telêmaco Borba (3), Imbaú (1).

Falecimentos - Três pacientes que residiam em Curitiba faleceram, três homens com 73, 85 e 93 anos de idade. Em São João do Ivaí o paciente que faleceu foi um homem de 61 anos e em Londrina, uma mulher de 82 foi a óbito em decorrência da doença. Todos os cinco já estavam internados. (Agência de Notícias do Paraná)

Consulte o informe completo clicando aqui.

 

SAÚDE III: Casos de dengue sobem para 128,4 mil no Paraná

saude III 23 04 2020A Secretaria de Estado da Saúde segue em alerta para o combate à dengue. O boletim divulgado nesta quarta-feira (22/04) confirma 128.405 casos da doença no Paraná. Mais seis mortes foram registradas em relação à semana anterior. Desde o início do monitoramento, em junho de 2019, são 111 mortes causadas pela dengue.

Eliminação de criadouros - O secretário estadual da Saúde Beto Preto ressalta a necessidade da eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, já que 90% dos focos estão nos domicílios, em áreas internas e externas. Por isso, a participação da população neste combate é tão importante.

Proliferando - De acordo com ele, a dengue não pode ser renegada em função do coronavírus. Beto Preto destaca que o mosquito transmissor continua se proliferando, as pessoas estão se infectando e morrendo, e tudo diante de um quadro que pode ser minimizado com a eliminação dos focos. “Já comprovamos que a remoção mecânica reduz a taxa de incidência. Fizemos este tipo de ação em mais de 60 municípios que apresentaram diminuição na curva epidemiológica, por isso ressaltamos a importância da participação da população no combate”, disse.

Óbitos - Dos seis óbitos confirmados no boletim desta quarta, dois são de residentes do município de Cambé. Um homem de 81 anos sem comorbidade associada, e uma mulher de 71 anos, também sem registro de doença crônica associada.

Norte - Outras duas mortes foram confirmadas no Norte do Estado. Uma mulher de 63 anos, sem doença pré-existente, moradora do município de Primeiro de Maio, e uma mulher de 68 anos, portadora de hipertensão, moradora de Alvorada do Sul.

Oeste - Outros óbitos foram de Marechal Cândido Rondon, uma mulher de 87 anos, com hipertensão e insuficiência cardíaca, e de Rondon, um homem de 57 anos que apresentava hipertensão e insuficiência renal crônica.

Dados - O número de casos confirmados de dengue aumentou em 11,94% em relação ao último boletim. Na semana anterior eram 114.711 mil e agora são 128.405 – uma diferença de 13.694.

Comparação - Dados comparativos de abril de 2019 apontam que nesta mesma semana do ano passado Paraná tinha 4.308 casos confirmados. “Atribuímos este grande aumento à maior circulação do sorotipo 2 do vírus da doença, situação que não ocorria desde 2008”, explica a coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria, Ivana Belmonte

Municípios - O Estado tem 203 municípios em epidemia de dengue. Oito passaram para este patamar nesta semana: Pérola D´Oeste, Céu Azul, Espigão Alto do Iguaçu, Mamborê, Francisco Alves, Iporã, Rancho Alegre e Carlópolis.

Alerta - Outros 30 municípios estão em situação de alerta, sete deles a partir deste informe: Paranaguá, Palmital, Cruzeiros do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Catanduvas, Arapongas e Ortigueira.

Chikungunya - O boletim semanal da secretaria de Estado da Saúde registra um novo caso de chikungunya no município de Marialva, na região Noroeste. Trata-se de uma mulher que esteve em janeiro na Bahia, onde contraiu a doença que também é transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti. A paciente está bem e segue com acompanhamento médico.

Cinco - Agora são cinco casos de chikungunya neste período no Paraná, todos importados, adquiridos em outros estados.

Zika - A zika, outra doença transmitida pelo mesmo mosquito, mantém quatro casos confirmados no Estado. Três são autóctones e um caso é importado. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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