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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2933 | 17 de Setembro de 2012

MOVIMENTO: Federações do G7 assinam compromisso com o “Paraná Sem Corrupção”

Presidentes e representantes das sete entidades que compõem o chamado G-7, grupo de federações do setor produtivo, assinaram na manhã desta segunda-feira (17/09) na sede do Ministério Público do Estado do Paraná, em Curitiba, um convênio se comprometendo participar e divulgar o movimento chamado “Paraná Sem Corrupção”. O evento foi coordenado pela subprocuradora geral de justiça para assuntos jurídicos do MP, Samia Saad Gallotti Bonavides e contou com as presenças do coordenador do G-7 e presidente da Fecomércio, Darci Piana, dos presidentes da Fecoopar – Federação das Cooperativas do Estado do Paraná, João Paulo Koslovski, da Fiep, Edson Campagnolo, da ACP, Edson Ramon, da Faciap, Rainer Zielasko e do diretor da Faep, João Luiz Biscaia, e do diretor executivo da Fetranspar, Sérgio Malucelli.

Comprometimento - Todos os dirigentes presentes foram unânimes e afirmar de que é preciso acabar com a corrupção no país e até citaram alguns números sobre o tema. Hoje, cerca de R$ 48 bilhões por ano são desviados pela corrupção, quantia suficiente para construir mais de 100 mil casas populares. O coordenador do G-7, Darci Piana afirmou que é necessário educar, principalmente a juventude, para que se combata esta forma de atuação. “Ser honesto não é só uma obrigação é um dever cívico”, completou.

Cooperativas - Já o presidente da Fecoopar, João Paulo Koslovski disse que o sistema cooperativista sente-se lisonjeado em fazer parte deste movimento para acabar com um dos maiores males da sociedade atual: a corrupção. “Comprometemos-nos em divulgar esta iniciativa importante junto às nossas cooperativas, para que as mesmas multipliquem este movimento em seus veículos de comunicação. Sabemos que combater a corrupção é um trabalho árduo, mas importante e que os resultados desse movimento possam ser sentidos num curto prazo de tempo por aquelas pessoas que mais precisam, ou seja, os paranaenses e brasileiros de bem”, destacou o dirigente cooperativista.

Movimento - O Movimento Paraná Sem Corrupção foi criado a partir de uma articulação do Ministério Público do Paraná, por meio da coordenação paranaense da campanha "O que você tem a ver com a corrupção?" A campanha nacional foi lançada em 2007 pelo Conselho Nacional de Procuradores Gerais (CNPG) e pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) com o propósito de enfrentar a corrupção de duas formas: por meios legais, processando agentes públicos corruptos; e promovendo a conscientização social para a reflexão acerca do tema e a disseminação da cultura da honestidade.

Entidades - Segundo o coordenador estadual da campanha, promotor de Justiça, Eduardo Augusto Salomão Cambi, é um movimento permanente e que envolve toda sociedade. “A participação destes empresários aqui garantem a continuidade deste movimento também através das entidades da iniciativa privada e que tantas pessoas empregam”. Para Cambi este movimento pretende interferir na consciência das pessoas, na produção de ideais, na repercussão de princípios e valores éticos. “O MP tem o dever Constitucional de defender os interesses sociais, mas só teremos uma educação cívica para depois haver uma repressão efetiva e um combate às impunidades se integrarmos todas as forças da sociedade e é isto que estamos realizando aqui hoje”, destacou.

Participação - Na página do Movimento Paraná sem Corrupção, no site do MP-PR, membros e servidores do Ministério Público, além de interessados da sociedade em geral, podem encontrar todas as informações necessárias sobre como aderir à campanha. A campanha também criou um espaço de discussão crítica, para gerar reflexões e ações em torno do papel da sociedade no combate à corrupção. No espaço, é possível manifestar sua opinião sobre as causas que fomentam a corrupção no Paraná, e de que forma a sociedade deve participar para combater este mal. 

Acesse www.paranasemcorrupcao.org.br divulgue, participe!

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INFORME AGRONÔMICO: Boletim traz levantamento dos custos de produção da safra 2012/13

informe agronomico 17 09 2012A Gerência Técnica e Econômica da Ocepar (Getec) publicou, nesta segunda-feira (17/09), o Informe Agronômico nº 428, com o levantamento dos custos de produção paranaense da safra 2012/13, tomando como base os preços pagos ao produtor pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) e, ainda, os preços recebidos pelos agricultores em agosto de 2012. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o custo operacional  do milho aumentou 16% e o da soja 16,8%. Um dos itens que mais contribuíram para esse aumento foi o dos fertilizantes, que pesaram 16,6% nos custos do milho e 16,7% na soja, comparando-se os valores entre 2011 e 2012.

 Clique aqui e acesse o Informe Agronômico nº 428 na íntegra

 

NEGÓCIOS DA TERRA: Superintendente da Ocepar aborda papel do Brasil na segurança alimentar

negocios da terra 17 09 2012 LargeEm artigo publicado na última sexta-feira (14/09) no Portal do programa Negócios da Terra, da Rede Massa, o engenheiro agrônomo e superintendente adjunto do Sistema Ocepar, Nelson Costa, traça um cenário da produção mundial de grãos, que vem sofrendo uma grande quebra devido a problemas climáticos que afetam diversos países. O impacto dessa situação nos preços e nos estoques é outro ponto abordado por Costa em sua análise. O superintendente da Ocepar trata ainda da responsabilidade do Brasil no suprimento das necessidades mundiais de alimentos. Apesar de dispor de áreas agricultáveis para a expansão de sua produção, agricultores capacitados, tecnologia, assistência técnica qualificada, entre outros pontos positivos, o País ainda sofre com falta de infraestrutura para o escoamento adequado da produção.

Comparativo - “Os custos de logística para escoamento da produção nos Estados Unidos e na Argentina, nossos principais competidores no mercado mundial, representam um terço do que custa no Brasil. Se não bastasse isso, medidas tomadas abruptamente aumentam ainda mais esses custos, caso recente da lei dos motoristas, que vai provocar uma elevação de custos dos transportes na ordem de 25%. Portanto, para sermos os grandes fornecedores de alimentos para o mundo, não basta terra para plantar, precisamos de investimentos, urgentemente”, conclui em seu artigo. Clique aqui e confira o artigo na íntegra.

Coluna – Este é o terceiro artigo da Ocepar publicado no Portal do Programa Negócios da Terra. A cada semana um novo texto escrito por profissionais da organização vem sendo divulgado na seção Colunistas/Cooperativismo Ocepar. 

SESCOOP/PR: Começa o 2º módulo do curso sobre normas internacionais de contabilidade

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) está promovendo o segundo módulo do Curso de IFRS - Normas Contábeis Internacionais, iniciado na manhã desta segunda-feira (17/09), na sala de Treinamento I do Sistema Ocepar, em Curitiba. Nesta etapa, a capacitação tem como enfoque o tema “Fluxo de caixa descontado e impactos tributários”. “Este módulo tem como objetivo a abordagem sobre o ativo imobilizado, previsto no CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) 27 e que contempla a composição, avaliações, contabilizações e controles. Também será tratado sobre o tema ajuste a valor presente – CPC 12, englobando contabilizações e controles”, afirma o analista econômico e financeiro do Sescoop/PR, Devair Mem.

Instrutora - O curso prossegue até quarta-feira (19/08) e tem como instrutora a bacharel em Ciências Contábeis pela Unib, Ana Maria de Abreu. Pós-graduada em Direito Tributário pelo Ibet/USP e também em Finanças e Controladoria pela FGV, ela possui ainda MBA em Gestão Tributária pelo INPG, é mestranda em Ciências Contábeis pela Fecap e atua há mais de 20 anos na área de controladoria, fiscal e planejamento tributário de grandes multinacionais.

Programa completo – O Curso de IFRS iniciou no mês de agosto e é divido em oito módulos e quatro encontros. A programação completa do segundo módulo engloba o repasse de orientações sobre os seguintes itens: CPC 27 Imobilizado; ICPC 11 Bens recebidos de clientes; CPC 06 Arrendamento mercantil; CPC PME – seção 27; ICPC 03/IFRIC 4/ SIC 15 e SIC 27 Aspectos complementares de arrendamento mercantil; CPC 04 Ativos intangíveis; CPC PME Intangíveis; CPC 28 Propriedade de investimento; CPC 31; Ativo mantido para venda e operações descontinuadas; CPC 12 Ajuste a valor presente; CPC 07 Subvenção e assistência governamentais; CPC 20 Custos de empréstimos; CPC 01Teste de recuperabilidade de ativos e Fluxo de caixa descontado. 

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COOPERATIVAS ABC: Começam as obras no frigorífico de suínos, em Castro

Cooperativas ABC 17 09 2012 LargeComeçaram as obras para a construção do Frigorífico de Suínos das Cooperativas Batavo (Carambeí), Castrolanda (Castro) e Capal (Arapoti), em Castro (PR). O primeiro passo é a terraplanagem do terreno que deve durar pouco mais de 90 dias. Os serviços serão executados numa área total de 100 mil m² (10 alqueires) no Distrito Industrial 1 de Castro, acesso ao Parque Caxambú (a 2500m da rodovia PR 151), local do investimento.

Parceria - Já estão no local duas escavadeiras hidráulicas, um trator de esteira, uma retroescavadeira, uma carregadeira, duas motoniveladoras, um rolo compactador e um trator agrícola. Segundo o gerente de negócios da Unidade Industrial - Frigorífico, Ivonei Durigon, a quantidade de máquinas está dentro do planejado. “Se por um lado a falta de chuvas preocupa o início do plantio, por outro, vem favorecendo o bom andamento da terraplenagem.  O compromisso feito pela Prefeitura está de acordo com planejamento e cronograma desta etapa. Tudo está de acordo com o combinado”.

Primeira fase - Ainda neste ano, segundo Durigon, a previsão é que seja dado também o início das construções da primeira fase onde serão investidos R$ 85 milhões. O funcionamento do Frigorífico está previsto para novembro de 2013. “Encaminhamos os projetos, memoriais descritivos e quantitativos para as construtoras que estão orçando a obra civil, com previsão de início durante o mês de outubro”.

Água – No processo industrial do Frigorífico serão consumidos diariamente cerca de 1.000 m3  de água. Este volume atende a capacidade de produção na primeira fase que será de 2.300 suínos por dia. Na 2ª fase de investimentos a previsão é dobrar a capacidade de produção e abater cerca de 5.000 suínos diariamente. “Por se tratar de recurso escasso, a planta prevê a coleta de todas as águas das chuvas do complexo industrial, reduzindo assim a necessidade de captação de rios”, disse Durigon.

Aqueduto - O projeto do aqueduto que levará água do Rio Iapó até a sede do Frigorífico já está em fase final de projeto e aprovação junto a Concessionária Rodonorte, que administra a rodovia PR-151, como também pela América Latina Logística (ALL), que detém a concessão do serviço público de transporte ferroviário de cargas nas malhas.

Produtos - O Frigorífico terá capacidade para industrializar produtos como: carcaças, cortes e industrializados: presuntos, tender, bacon, salame, costela defumada, linguiças, mortadelas,  temperados, marinados e outros produtos. Na sua fase final, o projeto irá gerar 1.800 empregos diretos e mais de 5.000 empregos indiretos.

Faturamento - O empreendimento das cooperativas projeta um faturamento de R$ 520 milhões após a sua 1ª fase de implantação e de R$ 1 bilhão após a conclusão da 2ª fase o que elevará significativamente o movimento econômico do Município de Castro.

Cooperativas - As Cooperativas Castrolanda, Batavo e Capal estão estrategicamente localizadas na região Centro-Sul do Paraná, bacia leiteira mais importante do estado e onde estão situadas grandes áreas de produção agrícola, ambiente privilegiado para desenvolvimento de novas culturas e atividades do agronegócio. Servidas por uma ótima rede viária, as Cooperativas estão a aproximadamente 150 km de Curitiba e 250 km do Porto de Paranaguá. (Imprensa Castrolanda

Principais números das Cooperativas em 2011 (em reais) 

Castrolanda

Batavo

Capal

Total

Faturamento bruto

1.298.080.000

873.463.000

459.525.000

2.631.068.000

Patrimônio líquido

393.118.000

299.808.000

149.247.000

842.173.000

Associados

717

580

985

2.282

Colaboradores

795

534

363

1.692

INTEGRADA: Supersafra de milho bate recordes

Nunca se plantou tanto milho como nesse ano e a safrinha já se igualou ao ciclo de verão. Com área em expansão, boas produtividades e preços em alta, safra de milho é recorde e satisfação dos produtores é garantida. Pela primeira vez na história recente da agricultura no Brasil, a safra de milho deverá superar a produção nacional de soja. Com área plantada em expansão e boas produtividades, a produção total de milho na safra 2011/2012, de acordo com a Conab, cresceu 21% em relação ao ciclo anterior e deverá atingir 67 milhões de toneladas.

Resultado - O resultado se deve, e muito, aos excelentes resultados da segunda safra, que está na reta final da colheita e representa mais da metade da produção nacional. Nunca se plantou tanto milho no inverno como nesse ano. No Paraná, maior produtor nacional, a expectativa é de que a safrinha alcance 10,5 milhões de toneladas, um crescimento de 65% em ralação à safra passada. A área plantada no Estado também é recorde. Com dois milhões de hectares semeados, o milho avançou sobre lavouras antes ocupadas pelo trigo. Em relação ao inverno passado, o aumento na área é de mais de 20%.

Integrada - Os números da Cooperativa Integrada, que atua no Norte e Oeste do Paraná, também seguem essa tendência. Com mais de 30% de aumento na área plantada, grande parte dos cooperados apostou no cultivo de milho. O gerente de Comercialização da Integrada, Alcir Chiari, atribui a produção recorde ao bom momento vivido pela cultura e pelo cenário do agronegócio nacional. “Essa safra é resultado de uma área recorde de plantio, com clima favorável, boas produtividades e preços em alta. São raras as safras em que todos esses fatores se combinam”, explica. Segundo ele, as tendências futuras são animadoras para a cultura do milho. “Os estoques não deverão se recuperar de uma safra para outra e a tendência é o milho ganhar cada vez mais espaço”, prevê.

Bom momento para o milho - O bom momento vivido pelo milho nos últimos tempos estimulou os associados a investirem na cultura nesta safra de inverno. As geadas do último ano no Paraná afetaram parte da produção, mas não desencorajaram os agricultores. Pelo contrário. Com tecnologia de ponta, sementes de alto valor produtivo e preços atraentes no momento do plantio, o milho se mostrou a opção mais interessante para grande parte dos agricultores.

Astorga - Na regional Astorga, os cooperados da família Lima estão encerrando a safra com uma avaliação animadora. Márcio, Mário e outros quatro irmãos cultivam grãos em três mil hectares. Nesta safra, semearam 80% da área com milho. O restante foi destinado para trigo e aveia para cobertura e rotação de culturas.

Produtividade - Segundo eles, a produtividade média é de 105 sacas por hectare. No entanto, Márcio conta que esperava mais. O excesso de chuva reduziu um pouco o rendimento da lavoura, que tinha potencial para 120 sacas/ha. Mesmo assim, eles consideram que é uma boa produtividade. “O preço está ajudando muito. Para quem esperava vender o milho a R$ 19 ou R$ 20, poder a vender a R$ 25 é excelente”, comemora.

Clima - De acordo com Márcio, a região tem sido privilegiada pelo clima e as duas últimas safras foram boas, com boas rentabilidades. O plantio do milho foi feito com variedades super precoces, para diminuir os riscos de eventuais geadas. Além disso, ele conta que foram feitos investimentos em adubação de base, sementes de alta tecnologia e manejo adequado. “No milho, quanto maior o investimento, maior será a colheita. O fator limitante é o clima”, conta. (Imprensa Integrada)

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COPACOL I: Colheita de trigo se encaminha para reta final

copacol I 17 09 2012A região da Copacol teve 6.000 hectares plantados com o trigo nesta safra 2011/2012, sendo que 75% da sua área já foi colhida. A expectativa da cooperativa é de receber 160 mil sacas, até o momento 120 mil já foram recebidas. O preço do grão está ajudando o agricultor, de R$ 25,00 da safra passada, subiu para R$ 35,00 neste ano devido a diversos fatores, como a diminuição da produtividade por causa da chuva nos meses de junho e julho e da redução de área plantada no país. Caso que também ocorreu na Argentina que é um dos maiores exportadores de trigo do mundo e que tem o Brasil como principal comprador. A qualidade do grão também é um fator determinante para os bons preços e a Copacol vem recebendo trigo em ótimas condições devido aos produtores estarem colhendo o cereal sem a ocorrência de chuvas. (Imprensa Copacol)

COPACOL II: Piscicultura bate recorde de abate e área fica ainda mais fortalecida

copacol II 17 09 2012A Copacol já está há quase cinco anos trabalhando com a piscicultura e a cada ano ela busca aprimoramento da área, partindo do produtor rural passando pela indústria e chegando enfim até o mercado. O resultado disso é o recorde no volume de abate de peixe no mês de agosto, com mais de 600 toneladas. Segundo o presidente da Copacol, Valter Pitol, isso representa a força que a cada ano a empresa vai adquirindo nessa área. “Estamos fortalecendo cada vez mais a piscicultura em todos os processos, a receita média hoje, por quilo de tilápia viva, está em torno de 0,80 centavos, estamos tendo um mercado forte, com preços bons, a atividade de peixe está sendo muito importante tanto para a Copacol em sua política de diversificação, quanto para os próprios produtores”, explicou o presidente. (Imprensa Copacol)

COAMO: Linha de margarinas chega ao mercado com novo design

Coamo margarina 17 09 2012 LargeOs Alimentos Coamo trazem mais uma novidade ao consumidor. O selo protetor e a tampa de toda a linha de margarinas estão com um novo visual. O objetivo da mudança é modernizar sem perder o controle de segurança do produto. A margarina Coamo Light e o creme vegetal Primê já contam com esse design e até o final de novembro as margarinas Coamo Família e Coamo Extra Cremosa já estarão adequadas ao novo padrão.

Conceito - Segundo o gerente comercial de Alimentos, Domingos Marzulli, o layout dos potes das margarinas mantêm o mesmo conceito. A mudança será apenas no desing do selo protetor, que terá uma continuação do layout de cada pote, e, na tampa, agora translúcida, que permite, a visualização do conteúdo na geladeira, após aberta.

Tampa transparente - A tampa transparente contará com uma cor predominante do pote de cada margarina para melhor distinção do consumidor. A Coamo Família está caracterizada pela tampa laranja, a Coamo Extra Cremosa, pela cor amarela, a Coamo Light pela azul e o creme vegetal Primê, amarelo. São mudanças que modernizaram as embalagens tornando o layout mais atraente, além de continuar vedando o produto com qualidade. 

Troca - A troca das embalagens começou há um ano, pelo creme vegetal Primê, e após pesquisa de aceitação, se estendeu para todos potes da linha. De acordo com o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, o novo design agradou o consumidor que poderá observar a padronização das embalagens em toda as marcas e variações de margarinas dos Alimentos Coamo. (Imprensa Coamo)

SICOOB TRÊS FRONTEIRAS: Cooperativa participa de Seminário Regional de Crédito

O Sebrae realizou, no dia 05 de setembro, em Foz do Iguaçu, o Seminário Regional de Crédito, evento que está sendo promovido em todo o Paraná. Oito instituições financeiras estiveram participando, tendo cada uma um tempo de 10 minutos para apresentar suas principais linhas de crédito voltadas para micro e pequenas empresas. Depois, os participantes puderam conversar individualmente com os gerentes, aprofundando os temas abordados. O Sicoob Três Fronteiras participou do evento representado pelo gerente Cleber Bublitz, que, além de apresentar as vantagens do cooperativismo, falou sobre as taxas do Sicoob na parceria com a Acifi e com a SGC Garantioeste. Cerca de 100 empreendedores participaram do Seminário. (Informativo Central Sicoob Paraná)

MILHO: Leilão para remover o grão tem todos os lotes contratados

O leilão realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (14/09), para contratação de frete e remoção do milho do Centro-Oeste para diversos estados teve todos os 33 lotes oferecidos – que juntos somam mais de 105 mil toneladas – contratados. O preço de fechamento do pregão ficou em R$ 33,9 milhões e alguns lotes chegaram a registrar um deságio de 24% em relação ao valor oferecido inicialmente pela Conab. A previsão é de que os embarques iniciem dentro de duas semanas, no máximo. (Mapa)

CÓDIGO FLORESTAL: Deputados tentam aprovar MP do Código Florestal antes das eleições

A votação da Medida Provisória 571 do Código Florestal volta a ser o principal assunto da Câmara dos Deputados nesta semana, quando os deputados fazem o último esforço concentrado de votações antes do primeiro turno das eleições. Há duas semanas, a Casa tentou votar a matéria, mas não houve acordo entre deputados da chamada bancada ruralistas e governo. A nova tentativa de votação ocorrerá nesta terça e quarta-feira (18 e 19/09).

Esforço concentrado - O chamado esforço concentrado, que antecede o período eleitoral, é quando deputados e senadores entram em recesso branco, que são dias de votação em que parlamentares, mesmo sem desconto das faltas, podem deixar de comparecer ao Congresso para participar das campanhas eleitorais. Neste ano, os esforços concentrados da Câmara e do Senado estão sendo realizados em semanas alternadas, por isso, os senadores não terão votações nesta semana.

Dificuldade - A dificuldade de votação ocorre porque o governo tem afirmado que não participou do acordo que viabilizou a aprovação da MP na comissão especial criada para discutir a proposta. No entanto, ruralistas argumentam que só desistiram de pontos que consideram importantes para facilitar a aprovação do relatório apresentado pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC).

Impasse - O impasse ocorre porque parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária alegam que deputados e senadores da base aliada não só concordaram com o acordo, como também votaram a favor do texto. Para que não perca a validade, a MP precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado antes do dia 8 de outubro.

Senado - Para viabilizar a votação antes desse prazo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se comprometeu a convocar os senadores para novo esforço concentrado no dia 28 de setembro, caso a Câmara aprove a matéria nesta semana.

Modificação - Durante a votação do relatório da MP na comissão especial, ruralistas conseguiram modificar a proposta enviada pelo Executivo para reduzir de 20 para 15 metros de regularização de área de preservação permanente (APP) em margens de rios de até 10 metros, em propriedades de 4 a 15 módulos fiscais (médios produtores).

Acima de 15 módulos - Também foi aprovado, que, em propriedades acima de 15 módulos fiscais, independentemente da largura do curso de água, a recomposição ficará entre 20 a 100 metros de APP. O tamanho dessa área de proteção natural às margens do rio será definido em cada estado pelo Programa de Regulamentação Ambiental (PRA).

Escadinha - A proposta do governo previa a chamada “escadinha” que definia o tamanho da área a ser recomposta de acordo com o tamanho da propriedade rural, sendo que os pequenos seriam obrigados a recompor menos e os grandes proprietários mais. (Agência Brasil)

PRODUÇÃO FLORESTAL: Setor traça expansão no Paraná

Responsável por 7% do Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola do Paraná em 2011, o que equivale a R$ 3,2 bilhões, o cultivo florestal projeta para si um futuro promissor. Estimulados pelas discussões do 4.º Congresso Florestal Paranaense, que voltou a ocorrer após 21 anos e terminou na sexta-feira (14/09), em Curitiba, os agentes planejam expansão das florestas plantadas, que ocupam 850 mil hectares.

Interação - Nos últimos anos, a falta de interação entre os agentes e a ausência de políticas voltadas ao setor florestal teriam feito com que a cadeia tivesse um crescimento sonolento. De acordo com Carlos Mendes, diretor-executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), essa condição deve mudar graças ao surgimento de linhas de crédito e estímulos à produção. “Na última década faltaram investimentos, o que mudou o rumo do setor florestal e dificultou o desenvolvimento das empresas. Agora a condição no estado é favorável, o que deve retomar o crescimento”, afirmou.

Plano estratégico - Como forma de orientar a expansão da cadeia, está sendo estabelecido um plano estratégico que envolve avanços na pesquisa e capacitação dos agentes. Além disso, por meio de uma parceria entre a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), será realizado um inventário que pretende mapear as florestas e o perfil de consumidores dos produtos.

Entraves - Apesar do cenário progressista, os agentes elencam entraves que ainda precisam ser contornados para melhorar o desempenho do setor. Um dos empecilhos seria a legislação ambiental, fortemente atrelada a esse segmento, conforme a coordenadora do Programa de Monitoramento Ambiental em Microbacias (Promab), Carolina Rodrigues. “Às vezes o setor florestal se sente sobretachado, com a sensação de que a cobrança acerca dessas normas é muito maior do que na agricultura de um modo geral.” A logística também preocupa, sobretudo em relação às estradas vicinais, acrescenta Mendes. “É de lá que sai a produção, e todo dia. O setor florestal transporta para consumo, diferente da agricultura que transporta para estoque”, avalia o diretor-executivo da Apre.

Políticas - A adoção de políticas para o desenvolvimento da cadeia é defendida pelo empresário Ivan Tomaselli, diretor da STCP, que atua na área de consultoria e projetos florestais. “O setor teve um desenvolvimento fantástico, mas não podemos nos acomodar. Políticas de incentivo à evolução florestal e industrial são essenciais”, pontua. (Gazeta do Povo)

STEPHANES: Brasil pode duplicar sua produção sem derrubar mais nenhuma árvore

O Brasil pode duplicar sua produção sem derrubar mais nenhuma árvore. A afirmação é do deputado federal e ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes (PSD-PR), primeiro palestrante do Seminário Regional de Administração (SEAD 2012). Com bastante propriedade, Stephanes destacou a representatividade da agricultura atualmente e as perspectivas em relação ao tema em 20 anos. "É necessário ter visão estratégica para dobrar a produção de alimentos nas próximas duas décadas", disse. Ele frisou ainda que a agricultura cresce em média 4% ao ano. "Esse é um crescimento excelente. Podemos destacar ainda as tendências de produção, para que a agricultura se torne sustentável".

Ecológico - O ex-ministro da Agricultura salientou que o Brasil é um dos países mais ecológicos. "Ainda temos 65% das florestas nativas em pé e 50% das nossas matrizes energéticas estão limpas. Isso é uma grande vantagem em relação a muitos países de primeiro mundo".

Código Florestal - Em relação ao Código Florestal, ele destacou que é necessário que o mesmo seja feito por pessoas que conheçam a causa e os resultados que o país está sujeito com as aplicações. "O país precisa produzir de forma sustentável, e o Código Florestal não exige isso. Para que tenhamos esse resultado é preciso que o mesmo seja formulado por técnicos que realmente entendam do assunto, por se tratar de um tema bastante difícil".

Seminário - O Seminário Regional de Administração (SEAD 2012) teve início nesta terça-feira (11/09) na Arena da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp). Cerca de duas mil pessoas marcaram presença e acompanharam a palestra do ex-ministro e deputado federal Reinhold Stephanes. (Sala de imprensa da Uniarp)

BEM-ESTAR ANIMAL I: Cuidado que gera rendimento

bem estar I 17 09 2012Evitar estresse, sofrimento e maus tratos, garantir conforto térmico, alimentação de qualidade e saúde, desde o nascimento até o abate. Esses são alguns dos preceitos defendidos pela teoria do bem-estar animal e que estão cada vez mais presentes na produção de alimentos. Além da preocupação ética, o manejo feito de acordo com as exigências do bem-estar animal garante maior produtividade e qualidade do produto final.

Regras próprias - Cada país impõe regras próprias dentro do conceito de bem-estar e no Brasil o Ministério da Agricultura é responsável pelo fomento dessas ações, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC). O Programa Nacional de Abate Humanitário (Steps), desenvolvido em parceria com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), defende o conhecimento do comportamento animal para o uso de estratégias de manejo consciente.

Cuidados - Entre os cuidados previstos ainda durante o período de produção estão dieta balanceada, condições higiênicas, instalações adequadas e sanidade. O transporte costuma ser um dos pontos mais delicados, pois exige investimento em veículos adaptados e capacitação dos funcionários responsáveis pelo trato dos animais. No manejo pré-abate, os cuidados são intensificados para diminuir o estresse e seguem até o momento de insensibilização que antecipa o abate. O manejo inadequado afeta a qualidade da carne em fatores como cor, pH, consistência e durabilidade, além disso, eventuais hematomas e contusões podem reduzir o rendimento das carcaças.

Qualidade - ''Mesmo que seja curta, a vida dos animais de produção deve ter qualidade'', defende o professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Antonio Fregonesi. De acordo com esse ponto de vista, o sofrimento deve ser minimizado e o status afetivo maximizado. Especialista na área, o professor é tradutor do livro ''Compreendendo o Bem-estar Animal - a ciência no seu contexto cultural'', de autoria de David Fraser, publicado este ano pela Eduel.

Cultura - Fregonesi explica que a cultura influencia o modo como as sociedades enxergam e tratam os animais. No Ocidente, de forma geral, a própria Bíblia mostra o relacionamento entre homens e animais de duas formas: em uma delas o homem assume função de comando dos animais e, em outra, a relação se baseia em uma parceria. A mitologia e as histórias infantis também contribuem para a construção da maneira de tratamento dos animais, sejam eles domésticos, de produção ou selvagens.

Início - O debate sobre o bem-estar animal teve início na década de 1960, com destaque na Inglaterra. Mas até hoje a definição do conceito ainda não é um consenso. Uma das linhas interpreta o bem-estar como a garantia da saúde do animal, outra afirma que o critério de avaliação deve ser o estado afetivo do animal - cuja mensuração ainda é um desafio -, e a terceira visão defende que o bem-estar é garantido quando o animal está em condições de vida natural condizentes com seu processo evolutivo. No entanto, Fregonesi avalia que a definição do que seria a ''vida natural'' ainda é imprecisa do ponto de vista científico. ''A teoria do bem-estar é utilitarista e defende o uso do animal, desde que haja condições favoráveis para garantir qualidade de vida'', ressalta.

Peso - Na Europa, e mais especificamente na Alemanha e Inglaterra, as exigências de bem-estar animal têm grande peso na produção de alimentos. Como consequência, o Brasil segue atrás do cumprimento das exigências para garantir mercado consumidor externo. Segundo o professor da UEL, a indústria geralmente impõe um padrão de qualidade da matéria-prima, que sua vez é uma exigência do mercado consumidor internacional, e o fornecedor precisa atender os critérios no momento da produção e transporte dos animais. ''É raro perguntarmos se há ética no que comemos'', comenta Fregonesi. (Folha Rural / Folha de Londrina)

BEM-ESTAR ANIMAL II: De olho na eficiência produtiva

As cooperativas também desempenham ações de orientação aos cooperados e implementam medidas de bem-estar em suas estruturas. Com a ausência de uma legislação específica, cada associação mantém um projeto próprio de bem-estar com foco na busca de produtividade. ''As equipes técnicas são treinadas para orientar os produtores a ter eficiência produtiva dentro das melhores condições de saúde e qualidade de vida para os animais'', explica o veterinário e assessor técnico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Alexandre Monteiro.

Frimesa - A Cooperativa Frimesa, de Medianeira, Oeste do Estado, promove capacitações anuais junto a equipe técnica, de transporte e dos frigoríficos para unificar as ações de bem-estar e, dessa forma, evitar prejuízos na matéria-prima e na qualidade do produto final. ''Orientações sobre manejo, trato dos animais, limite de lotação nos caminhões e a estrutura apropriada dos veículos são necessárias para cumprir as exigências de excelência de qualidade da cooperativa'', ressalta a veterinária e supervisora da área de suínos da Frimesa, Fabiane Bachega.

Treinamento - No total, cerca de 100 colaboradores passam por treinamentos seguindo as normas do Programa Steps e, na sequência, aproximadamente 800 cooperados são capacitados para atender aos critérios da indústria. ''Esse trabalho precisa envolver todos os elos da cadeia porque tem como objetivo buscar a qualidade da matéria-prima e reduzir as perdas, tanto em qualidade quanto em volume de carcaça aproveitado'', salienta. Segundo Fabiane, o manejo inadequado pode ocasionar mortalidade do animal, ou ainda lesões e estresse que impedem a produção de alimentos de qualidade. ''Com matéria-prima de má qualidade, não há como ter produto de qualidade e, por isso, é importante conscientizar sobre as práticas de bem-estar desde a criação do leitão até o abate'', orienta. (Folha Rural / Folha de Londrina)

IAPAR: Mapa autoriza Instituto a emitir certificado da raça Purunã

iapar 17 09 2012O Ministério de Agricultura e Abastecimento autorizou o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) a emitir o Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP) da raça Purunã. O anúncio oficial aconteceu neste sábado (15/09), em cerimônia realizada na 35ª Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Ponta Grossa.

Instituição - O certificado foi instituído no Brasil em 1995. Com sua emissão, empresas que desenvolvem genética bovina asseguram a procedência e desempenho dos animais e garantem que touros, matrizes e sêmen comercializados têm desempenho superior e estão aptos a promover o melhoramento genético e gerar ganhos reais de produtividade. Base genética, composição racial - do pai, da mãe e do próprio animal - e diferença esperada na progênie são algumas informações que, obrigatoriamente, devem constar no documento.

Regularização - O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Erikson Camargo Chandoha, explicou que, para efeitos legais, a autorização regulariza a comercialização e apresentação da nova raça em todo o Brasil. O diretor-presidente do Iapar, Florindo Dalberto, destacou a importância do investimento nos estudos que resultaram na raça. “É uma conquista grandiosa, de muito tempo de trabalho e persistência”, disse.

Purunã – O nome é uma homenagem à Serra do Purunã, que separa o primeiro e o segundo planaltos do Paraná e fica próxima à estação experimental do Iapar, em Ponta Grossa, onde foi realizado todo o trabalho de desenvolvimento da raça.

Projeto - O projeto, que resultou na raça Purunã, começou no início da década de 1980. Surgiu com a constatação do pouco resultado obtido pelos pecuaristas no esforço para melhorar a produtividade por meio de cruzamentos para obtenção de mestiços. “Na maioria das vezes esse trabalho é feito desconsiderando critérios genéticos para obter o melhor das raças envolvidas”, explica o pesquisador do Iapar, Daniel Perotto.

Cruzamentos - De acordo com ele, surgiu daí a proposta de fazer cruzamentos sucessivos e controlados entre as raças Caracu, Canchim, Aberden Angus e Charolês, visando entregar aos pecuaristas uma raça pronta, capaz de reunir grande parte das qualidades de mestiços – carcaças de elevado padrão, com baixo custo e que ficassem prontos para abate em pouco tempo. O resultado obtido após mais de 30 anos de pesquisas é a raça Purunã.

Características relevantes - Perotto explica que foi possível agregar no Purunã boa parte das características economicamente relevantes de cada grupo formador – rusticidade, tolerância ao calor e resistência aos carrapatos e outros parasitas do Caracu e do Canchim; alta velocidade de ganho de peso, carcaças que propiciam grande rendimento de carne e elevada porcentagem de carnes nobres do Charolês; e, ainda, precocidade, o tamanho adulto moderado, o temperamento dócil e o marmoreio e a maciez da carne do Angus.

Fazenda-modelo – Todo o trabalho de desenvolvimento da raça Purunã foi conduzido na Estação Experimental Fazenda-Modelo, do Iapar, centro de pesquisa criado em 1912 pelo Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio para atuar na seleção e cruzamento de gado e no estudo e cultivo de plantas forrageiras. O objetivo era de promover o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias para os produtores – naquele período também foram criadas fazendas-modelo no Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Pernambuco.

Mudanças - Com o passar do tempo, reformulações na estrutura do Ministério da Agricultura acarretaram mudanças em sua denominação e atribuições, mas o aprimoramento da pecuária sempre se manteve como atividade principal da unidade de pesquisa. Na década de 1970 denominava-se Estação Experimental de Criação e era ligada ao Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária Meridional (Ipeame). Em nova reestruturação, foi incorporada à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e, em 1978, passou à administração do Iapar. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

ALEP: Projeto da Lei Estadual de Inovação começa a ser votado nesta segunda

alep 17 09 2012A criação da Lei Estadual de Inovação, que estabelece medidas de incentivo à inovação, à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico, começa a ser discutida em Plenário pelos deputados na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) desta segunda-feira (17/09). A matéria é tratada por meio do projeto de lei nº 434/12, oriundo da mensagem governamental nº 48/12.

Sugestões - O documento encaminhado pelo Governo ao Legislativo explica que o anteprojeto incorporou sugestões debatidas em audiência públicas com representantes das universidades estaduais e diferentes institutos de pesquisa, além de reunir contribuições apresentadas durante ampla consulta pública. Esse texto também recebeu aprovação do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT-Paraná).

Desenvolvimento sustentável - Na justificativa o Governo afirma que “a inovação e o conhecimento tornaram-se força motriz do desenvolvimento regional sustentável e com isso as políticas meramente transferidoras de renda não são mais suficientes para garantir a fortaleza do estado do Paraná”. Lembra ainda que a própria Constituição da República, nos artigos 218 e 219, e a Constituição Estadual, nos artigos 200 a 205, estabelecem como dever do Estado a promoção e o incentivo ao desenvolvimento científico, à pesquisa e à capacitação tecnológica.

Abrangência e conceitos centrais - No primeiro capítulo da proposta de lei é definida sua abrangência e são apresentados os conceitos centrais; em seguida, o capítulo II estabelece o que é o Sistema Paranaense de Inovação e apresenta seus integrantes; enquanto o capítulo III trata dos estímulos necessários à construção de um ambiente especializado e cooperativo de inovação.

Participação do ICTPR - Já o capítulo IV detalha os usos e condições para a participação das Instituições de Ciência e Tecnologia do Estado do Paraná (ICTPR) no processo de inovação e define os estímulos à sua participação institucional. Na sequência, no capítulo V, a proposta em debate cria condições para que os pesquisadores públicos participem do processo de inovação; e, no capítulo VI, estabelecem-se os estímulos à participação do inventor independente.

Entidades públicas e privadas - Por outro lado, a relação entre entidades pública e empresas privadas é abordada no capítulo VII. Também está prevista a criação de Fundos de Investimentos (capítulo VIII). Por fim, os capítulos IX e X dispõem sobre os procedimentos de implementação da nova Lei e suas condições gerais, incluindo ainda algumas diretrizes para nortear os processos de regulamentação. (Assessoria de Imprensa Alep)

INFRAESTRUTURA: Toma posse novo presidente da Ferroeste

infraestrutura ferroeste 17 09 2012O engenheiro João Vicente Bresolin Araújo é o novo presidente da Estrada de Ferro Paraná Oeste – Ferroeste. A eleição foi na sexta-feira (14/09) durante reunião do Conselho de Administração. A presidência da Ferroeste era exercida interinamente por Abelardo Círico, que acumulava o cargo de diretor administrativo e financeiro.

Importante - O presidente eleito disse que a Ferroeste é importante para o Oeste paranaense e para o desenvolvimento do agronegócio no Estado: “Conheço o setor ferroviário e a Ferroeste tem solução”. Araújo é formado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Administração pelo Centro Universitário Franciscano do Paraná (UniFae). Ele fez especialização pela Université de Pau et des Pays de l’Adour, na França e atuou no setor de transportes da América Latina Logística (ALL). Araújo nasceu em Curitiba e é neto do empresário Hylo Bresolin, um dos idealizadores da Ferroeste.

Traçado - O secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, lembrou a luta do Paraná pela alteração do traçado de expansão da Ferroeste em relação ao proposto no Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias, lançado em 15 de agosto pelo governo federal. Segundo ele, entidades representativas da indústria, agricultura e engenharia, como a Fiep, Faep, Crea, Iep, Ocepar e UFPR, concordam que o traçado da expansão da Ferroeste proposto pela União, desviando por Santa Catarina, não atende integralmente os interesses do Estado. O Paraná defende o traçado Maracaju (MS)-Cascavel-Guarapuava-Porto de Paranaguá. “Quanto mais conversamos com os técnicos mais temos argumentos para apresentar em Brasília”, disse o secretário.

Viabilização - Hylo Bresolin participou da reunião e lembrou que, há 20 anos, integrou um grupo de 45 empresários que foram a Brasília lutar pela viabilização da Ferroeste. “Tínhamos certeza de que o trem iria rodar até o Oeste, sonho que hoje é uma realidade”, disse. Também participaram da reunião os conselheiros Aldair Wanderlei Petry, Maria Inês Prevedello, Antonio Carlos Bartter, Silvestre Staniszewski, Suzana Bellegard Danielewicz e Luciano Sacramento. O engenheiro civil Mauro Fortes Carneiro continua no comando da Diretoria de Produção e  o economista Abelardo Círico, na Diretoria Administrativa e Financeira da empresa. (AEN)

SAÚDE: PR propõe antecipar vacinação contra gripe e incluir menores de seis anos

saude 17 09 2012A Secretaria da Saúde do Paraná vai solicitar ao Ministério da Saúde a antecipação da campanha de vacinação contra as influenzas no Estado e a inclusão de crianças menores de seis anos entre os grupos prioritários para receber a imunização. O objetivo é intensificar as ações preventivas para evitar surtos maiores da doença.

Vulnerabilidade - Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, a proposta leva em conta a vulnerabilidade da região Sul em relação às síndromes respiratórias, o que requer uma atenção especial. Paz afirmou que o período de aplicação da vacina, em maio e junho, é impróprio para os estados do Sul. “Temos uma situação climática diferente e a partir de março as temperaturas começam a cair e os riscos aumentam”, disse ele.

Encaminhamento - A ideia é encaminhar as propostas ao ministério após o término do I Seminário Paranaense sobre Síndromes Respiratórias Agudas, que aconteceu em Curitiba na sexta e sábado (14 e 15/09). O evento foi um espaço aberto para a discussão das estratégias desenvolvidas pelo governo do Paraná no enfrentamento da gripe e outras doenças respiratórias. “Vamos elaborar um relatório sobre a experiência paranaense, contendo uma série de propostas para serem levadas ao ministério” destaca o superintendente. Ele lembrou que desde 2011 o Paraná vem pedindo ao governo federal a ampliação do número de vacinas para atender a maior número de paranaenses

Números da gripe – Durante o seminário foram divulgados os novos números da gripe H1N1. De janeiro a setembro deste ano, 1.111 casos da doença foram confirmados laboratorialmente no Estado; 40 pessoas morreram. A maioria das mortes está relacionada à busca tardia pelo tratamento ou a alguma outra doença crônica pré-existente, como o câncer, por exemplo.

Números maiores - Segundo a coordenadora do Centro de Investigação e Respostas Rápidas de Vigilância em Saúde, Angela Maron de Mello, os números deste ano são maiores do que os registrados em 2011 – quando houve apenas dois casos e nenhuma morte –, mas estão bem longe do registrado durante a pandemia de 2009.

Circulação - “O vírus Influenza H1N1 já circula em todo Paraná desde 2009, contudo seu comportamento é diferente a cada ano. Em 2012, o vírus voltou a circular com mais frequência, porém neste ano estávamos preparados e pudemos evitar que o número de casos e mortes fosse maior”, ressaltou Angela. A pandemia de 2009 deixou mais de 80 mil doentes pela H1N1 no Paraná e foi responsável por 339 mortes.

Vacina e tratamento – A estratégia do Paraná contra a gripe este ano abrangeu vacinação e medicamentos. A campanha de vacinação do Paraná atingiu a meta e imunizou quase 2 milhões de pessoas dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. O Paraná também foi o primeiro Estado a oferecer o Oseltamivir, antiviral indicado para o tratamento da gripe, a todos que apresentaram sintomas da doença – estratégia foi apoiada pela Sociedade Paranaense de Infectologia (SPI). “O medicamento é bastante eficaz, principalmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas”, disse o presidente da SPI, Clóvis Arns.

Nota técnica - Após o sucesso da estratégia paranaense, em julho deste ano, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica orientando a adoção da mesma medida em todos os Estados do País. O Paraná também foi pioneiro no fracionamento do Oseltamivir para uso pediátrico e no monitoramento da doença em todos os 399 municípios do Estado. Uma sala de situação foi instalada para acompanhar o comportamento da doença e foi a primeira a divulgar boletins semanais com informações de cada município.

Exames – Os casos de gripe H1N1 são confirmados a partir de exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-PR). Para o pesquisador Fernando Motta, da Fundação Osvaldo Cruz, o exame laboratorial não tem influência direta no tratamento do paciente, mas tem importância epidemiológica. “Para o tratamento não interessa muito se o paciente está infectado pelo Influenza A H1N1 ou pelo Influenza A H3. O objetivo do exame é identificar o subtipo viral circulante na comunidade e verificar se há mutação no vírus”, afirma.

Plantão - O Lacen-PR trabalhou em regime de plantão durante dois meses. As amostras colhidas nos municípios eram processadas durante os sete dias da semana e tinham um prazo máximo de 72 horas para serem analisadas. A capacidade de processamento era de 100 amostras diárias. (AEN)

ECONOMIA: Analistas reduzem estimativa de crescimento para 1,57%

Analistas do mercado financeiro projetam crescimento da economia cada vez menor. Pela sétima semana seguida, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, caiu e desta vez passou de 1,62% para 1,57%. Para 2013, a projeção foi mantida em 4%. As informações estão no boletim Focus, publicação semanal do BC feita com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

Produção industrial - Também têm piorado, há 16 semanas seguidas, as projeções para a retração da produção industrial, este ano. Desta vez, a estimativa de queda passou de 1,89% para 1,92%. No próximo ano, a expectativa é que haverá recuperação, com crescimento de 4,25%, menor que a estimativa anterior (4,5%).

Dívida líquida - A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB  passou de 35,37% para 35,5%, este ano, e foi mantida em 34%, em 2013.

Dólar - A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano permanece em R$ 2, tanto para 2012 quanto para 2013, há cinco semanas seguidas. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi mantida em US$ 18 bilhões, neste ano, e passou de US$ 14,57 bilhões para US$ 14,4 bilhões, em 2013.

Transações correntes - Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 59,2 bilhões para US$ 58,22bilhões, este ano, e mantida em US$ 70 bilhões, em 2013.

Investimento estrangeiro - A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, este ano, e em US$ 58 bilhões, em 2013. (Agência Brasil)


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