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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4815 | 05 de Maio de 2020

WEBINAR: Os impactos do coronavírus no cooperativismo

 

webinar 05 05 2020O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Riccken, e o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Goiás, Luiz Alberto Pereira, participam nesta terça-feira (05/05) de um Webinar da Revista MundoCoop. Durante esse WebCoop, os dirigentes vão falar sobre o papel do cooperativismo neste momento de crise, as preocupações com o desabastecimento, a articulação com o governo, as medidas adotadas para o setor não parar, a intercooperação, ramos do cooperativismo afetados, o trabalho remoto e as medidas protetivas adotadas para preservar a saúde e o bem-estar dos funcionários, a comunidade e os cooperados em seus estados. 

 

Horário – O WebCoop será às 17h. Para conferir e participar, basta clicar aqui

 

COVID-19 I: Comitê de Acompanhamento do Sistema Ocepar divulga comunicado 30

covid 19 comite 05 05 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar divulgou na tarde desta segunda-feira (04/05), o comunicado 30, com mais informações sobre medidas que estão sendo adotadas para amenizar os impactos da pandemia. A reunião com o Ministério da Agricultura, para discutir as demandas do setor cooperativista frente a crise da pandemia da Covid-19, e o Decreto nº 4.569, do Governo do Estado, com incentivos para importação de produtos para revenda, são os assuntos de mais esse comunicado.  

1. No dia 30 abril, foi realizada por videoconferência, a reunião técnica com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, com a participação das equipes da OCB, Ocepar e cooperativas agropecuárias, a fim de avaliar e avançar nos pleitos do ramo. Clique aqui para ver a memória da reunião.

2. No dia 30 de abril, o Governo do Estado do Paraná publicou o Decreto nº 4.569, que dispõe sobre alterações no programa Paraná Competitivo, relacionadas ao incentivo para importações de produtos para revenda por meio dos portos de Paranaguá e Antonina. Para acessar o Decreto, clique aqui.

3. O Sistema Ocepar informa que suas atividades estão sendo desenvolvidas de forma remota, não havendo atendimento presencial.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

 

AGRÁRIA: Pela primeira vez, é realizada Reunião de Abertura de Reservas on-line

 

agraria 05 05 2020Nos dias 28 e 29 de abril, a Agrária realizou a Reunião de Abertura de Reservas de Verão 2020. O evento, que normalmente ocorre no Centro Cultural Mathias Leh, pela primeira vez aconteceu de forma on-line. Segundo o Coordenador da Assistência Técnica, Marcio Mourão, a pandemia de Covid-19 tem instigado a Agrária a procurar diferentes maneiras de se comunicar com seu público. “Com a questão da pandemia, temos uma limitação em colocar um número grande de pessoas no mesmo ambiente. Isso serviu também para que pudéssemos modernizar a forma de falar com o cooperado”, afirmou.

 

Tecnologia da Informação - Além da Assistência Técnica, outro setor da Cooperativa que desempenhou um papel importante na realização do evento foi o de Tecnologia da Informação. “Testamos previamente duas soluções para realizar a reunião e optamos por aquela que permitia um acesso maior de pessoas ao mesmo tempo e maior controle do organizador,”, explica Divoney Krizonoski, especialista da área. Ele destaca que internamente os colaboradores da Agrária já têm adotado ferramentas como o Gotomeeting e o Microsoft Teams em substituição aos encontros presenciais. 


Cronograma - A Reunião de Abertura de Reservas acontece duas vezes ao ano, nos períodos que sucedem as safras de verão e inverno. O evento traz aos cooperados dados sobre a colheita que está próxima do fim, resultados das pesquisas conduzidas pela FAPA(Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária) e informações relevantes para o planejamento do plantio seguinte. Geralmente, a reunião é realizada em um único dia. Por ter uma programação extensa, a equipe técnica avaliou que para o formato on-line seria melhor dividi-la em duas ocasiões. Em cada um dos dias, mais de 100 pessoas participaram do evento. “Tínhamos a expectativa que a participação dos cooperados fosse menor, por ser a primeira vez que fazemos uma reunião on-line. Foi o início de um novo processo, que podemos estender a outros eventos”, ressalta Mourão.

 

Sobre a experiência - O cooperado Cristian Abt participa com frequência das atividades promovidas pela Agrária. Ele lembra que a tecnologia já é algo presente no relacionamento entre a Cooperativa e os produtores, pois hoje muitas operações podem ser feitas pelo celular, através do Portal do Cooperado. Embora prefira as reuniões convencionais, ele enxerga que no momento os encontros on-line são a única alternativa para a realização de eventos. “De certa forma a pandemia nos impôs a criação de uma alternativa on-line, porque de outra forma a reunião não seria possível. Claro que é necessário fazer alguns ajustes, mas foi uma experiência interessante”, afirma.

 

Palestras - A Reunião de Abertura de Reservas de Verão on-line também exigiu esforço dos palestrantes. Vitor Spader, pesquisador que atua na FAPA com as pesquisas ligadas à soja, comenta que foi necessário adaptar os conteúdos apresentados conforme a plataforma e o tempo para transmissão. “Não tenho dúvidas que essa ferramenta poderá ser muito útil inclusive pra repassar informações importantes durante o ano, de modo a facilitar a difusão de tecnologias de forma rápida e com baixo custo”.

 

Sugestões - O cooperado Cristoph Ritter participou dos dois dias da reunião. Entre suas sugestões para a realização de novos eventos nesse formato está a gravação prévia dos conteúdos que serão repassados. “Acho que se a gravação da transmissão fosse disponibilizada posteriormente, os cooperados poderiam rever os pontos que ficaram com dúvidas. Claro que a disponibilização precisaria ser controlada, pois algumas informações são exclusivas”, propõe.

 

Aprovação - Para a cooperada Erna Teresa Milla, a transmissão on-line de eventos deve ser adotada mesmo quando há o encontro presencial. “É sempre bom estarmos atualizados para podermos escolher as variedades que iremos cultivar no próximo plantio e realizar o manejo correto. Como nem sempre consigo estar presente, gostaria que mesmo os eventos presenciais também fossem transmitidos, para que eu possa acompanhar”, diz. (Assessoria de Imprensa Agrária)

 

COCAMAR: Relação de troca favorável agiliza negócios com insumos

 

cocamar 05 05 2020O produtor de soja tem a chance de garantir desde já a sua rentabilidade na próxima safra de verão. Conspiram a favor dele fatores como as incertezas causadas pela instabilidade da economia em razão da pandemia do novo coronavírus e o atual momento político do país, que puxaram para cima a cotação do dólar frente a moeda brasileira. Isto tudo acabou criando o cenário ideal para que o produtor de soja antecipe com vantagens a aquisição de insumos para o ciclo 2020/21. 

“A relação de troca entre o preço da soja versus custos dos insumos é muito benéfica neste momento para o produtor”, afirma Geraldo Amarildo Ganaza, gerente de Negócios Insumos da Cocamar Cooperativa Agroindustrial. 

 

Compras - Embora a poeira com a colheita da safra 2019/20 ainda nem tenha baixado e os preparativos para a próxima temporada comecem apenas em agosto, as compras - que normalmente iniciam em meados de maio -, foram impulsionadas na última semana de abril. A Cocamar deu início à sua campanha anual de vendas para o período de verão em 28/4 e prevê encerrá-la com montante recorde em 15/5.

 

Câmbio - Ganaza explica que o fator cambial elevou a cotação da soja em cerca de 25% nas últimas semanas, enquanto os preços dos principais insumos (fertilizantes, sementes e defensivos) tiveram um reajuste de 6%. “O produtor precisa aproveitar o momento, a relação de troca é uma das melhores dos últimos anos”, diz, lembrando que “este não é um ano para ficar com o negócio descasado e nem tentar acertar o olho da mosca”. Na visão do executivo, a estratégia mais adequada é garantir o custo de produção e se resguardar de possíveis gargalos.   

 

Expectativa - “A gente não imagina o que pode acontecer nos próximos meses”, pontua Ganaza, citando como exemplo o fato de que 95% dos fertilizantes vêm de fora e grande parte do produto ainda não foi internalizada. Por outro lado, pode haver problemas de operacionalização e de altas nos preços de itens como os defensivos. O que o mercado já sabe muito bem, ressalta, é que o fornecimento de sementes foi comprometido pela quebra de safra no Rio Grande do Sul. “A Cocamar tem a sua Unidade de Beneficiamento de Sementes que atende aos cooperados, mas muitas cultivares que vêm do Sul vão faltar neste ano.” 

 

Insumos - O gerente insiste que os produtores não deixem para comprar os insumos mais para a frente, pois eles têm diante de si a chance de travar custos e garantir a sua margem. E completa dizendo que o estoque de produtos da cooperativa foi precificado em níveis abaixo dos valores de reposição, um benefício assegurado ao produtor somente enquanto durar a campanha. (Assessoria Cocamar / Foto: Divulgação)

 

FRIMESA: Colaboradores são homenageados com campanha exibindo fotos em outdoor

 

Quem circula por Medianeira e região já deve ter visto a campanha especial para o Dia do Trabalhador (1º de maio) da Frimesa. Foram 18 outdoors distribuídos em pontos estratégicos de Medianeira, Matelândia, Marechal Cândido Rondon, com fotos de vários colaboradores. Foram feitas 66 fotos de colaboradores das principais unidades e aplicadas 80 fotos nos outdoors, banners internos, totens, anúncios, lonas de entradas nas unidades, e materiais para divulgação através do WhatsApp, Facebook e Instagram. A frase principal utilizada foi: “Nossa força tem mais de 7.500 nomes”. A mensagem principal utilizada na maioria dos materiais foi escrita pela diretoria da Frimesa.

 

Vídeo institucional - Um vídeo institucional de um minuto também foi desenvolvido, e contou com a participação de várias pessoas que apresentaram suas áreas de atuação da Frimesa, desde a indústria até o setor administrativo reforçando a importância e o reconhecimento do trabalho e dedicação de todos os mais de 7.500 colaboradores que compõe o corpo funcional. 

O vídeo alcançou no Facebook até segunda-feira (04), 1,5 mil pessoas, 280 compartilhamentos e no Youtube teve mais de 250 visualizações. 

 

Dedicação - De acordo com o diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, vivemos um momento de incerteza, e todos os colaboradores foram dedicados e cumpriram com a nossa missão de produzir alimentos. “Parabéns a todos pelas entregas e continuamos na luta”, reforça.

 

Confira no www.frimesa.com.br algumas ações realizadas. (Assessoria Frimesa)

 

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DICAS DE LEITURA: Marketing Digital em Momentos de Crise

dicas de leitura 05 05 2020Inovação! Mais do que nunca essa palavra tem ganhado espaço nas reuniões que definem a estratégia das empresas nesse período de pandemia. O fato é que chegar até o cliente com serviços ou produtos está mais difícil, mas não é uma tarefa impossível. Para ajudar as cooperativas brasileiras a passar por essa crise, minimizando os efeitos negativos dela, a OCB acaba de lançar o primeiro de 10 e-books da série Inovação na Crise.

O primeiro da série - O primeiro volume, com o título Marketing Digital em Momentos de Crise, já pode ser baixado gratuitamente. "As empresas e cooperativas, no aspecto econômico, estão sentindo diretamente os efeitos negativos dessa pandemia. Muitos clientes reduziram ou pararam de comprar, preocupados com o contágio do coronavírus. E, devido à quarentena, elas estão mais em casa. Por isso, fazer os produtos e serviços chegarem até esses clientes é uma estratégia essencial neste momento", explica Márcio Freitas, presidente do Sistema OCB.

Temas - Além das questões relacionadas ao marketing digital, os e-books editados pela OCB também tratarão de questões como a realização de assembleias gerais virtuais, como ministrar aulas e cursos pela internet, e-commerce entre outros assuntos.
Confira!

Clique aqui para baixar o e-book Marketing Digital em Momentos de Crise.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA: Como fazer um plano de aposentadoria

 

educacao financeira 05 05 2020Artigo traz orientações sobre planejamento financeiro. Segundo a autora, Juliana Olivieri Refundini, colaboradora da Uniprime, as principais dúvidas são em relação ao plano de aposentadoria. Quando se deve começar a investir? Quanto seria o investimento mensal necessário? Estas são algumas das perguntas recorrentes e que afligem muitas pessoas que almejam garantir uma aposentadoria tranquila.

 

Falando de regrinhas de bolso

Por Juliana Olivieri Refundini, colaboradora Uniprime e profissional com Certificação CFP®.

 

Muitas pessoas têm dificuldades na hora de se planejar financeiramente, principalmente quando tentam fazer isso sem a ajuda de um Planejador Financeiro. As principais dúvidas são em relação ao plano de aposentadoria. Quando se deve começar a investir e quanto seria o investimento mensal necessário, são perguntas recorrentes e que afligem muitas pessoas que almejam garantir uma aposentadoria tranquila. Hoje, falaremos sobre algumas regrinhas que ajudarão você a resolver essas questões.


Bom, quanto ao melhor momento de começar a investir, se você tem 35 anos ou mais, com certeza era a 10 anos atrás. Isso mesmo! Quanto antes começar a investir, mais tempo o dinheiro vai trabalhar por você rendendo, e menos esforço mensal você terá que fazer.


Mas calma, quem não começou a investir ainda, não precisa se desesperar. Afinal, o outro melhor momento de começar a investir, é hoje! Sim, hoje!!! Cabe dizer que antes tarde do que nunca! Se ainda não começou, você pode mudar isso hoje, apenas terá que fazer um esforço maior em sua economia mensal.


Agora vamos a segunda pergunta, quanto devo investi mensamente? Uma regrinha de bolso fácil para ajudar você a calcular esse valor, é a seguinte: sua idade atual menos 15, o resultado é o percentual da renda mensal que você deverá investir a partir de agora. Por exemplo, se você tem 40 anos hoje (40 - 15 = 25), você deverá investir 25% da sua renda mensal para sua aposentadoria.Outra regrinha interessante, é a de quanto em valores totais você deve ter acumulado para sua aposentadoria. O ideal é que aos 35 anos você tem 1 (uma) vez a sua renda anual investida, aos 45 anos 3 vezes sua renda anual, aos 55 anos 6 vezes sua renda anual e aos 65 você deverá ter 9 vezes sua renda anual acumulada. Deste modo você poderá viver ainda muitos anos, usufruindo do padrão de vida que está acostumado atualmente.


Pode parecer um valor muito grande, 9 vezes sua renda anual, mas se você começar a investir cedo, mais tempo seu dinheiro vai trabalhar para você e te ajudar atingir seu objetivo. Foco no objetivo e vamos à luta!


Fale com a gente - Gostaria de saber sobre outro assunto da área financeira? Fale com a gente através do e-mail: 
faleconosco@uniprimebr.com.br (Assessoria Uniprime)

 

SAFRA 19/20: Paraná vai produzir 41,6 milhões de toneladas de grãos

 

safra 05 05 2020A estimativa da safra 19/20 divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento indica que a produção total de grãos no Paraná poderá chegar a 41,6 milhões de toneladas em uma área de quase 10 milhões de hectares. Esse volume é 16% superior ao da safra 18/19, quando foram produzidas 36 milhões de toneladas.

 

Recorde - O relatório comprova uma safra de soja recorde no Estado, próxima a 20,7 milhões de toneladas. Também houve melhora na avaliação do milho de primeira safra. “Além disso, confirma-se uma área próxima de 2,3 milhões de hectares para o milho da segunda safra, com cerca de 14 mil hectares a mais do que indicava o relatório do mês passado”, avalia o chefe do Deral, Salatiel Turra. A safra de grãos de verão mantém-se acima de 24,6 milhões de toneladas.

 

Alerta com a estiagem -  A estiagem histórica no Paraná, - a baixa precipitação já dura dez meses, segundo o Simepar - deixa os produtores em alerta, ainda que a produção estimada tenha melhorado. “A colheita da segunda safra de feijão, que começa a acelerar, traz uma perspectiva de produção em torno de 334 mil toneladas, menor do que o avaliado anteriormente, como reflexo da seca, já que o feijão é uma cultura muito sensível às variações de temperatura”, diz o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

 

Consolidação - Com o início da semeadura dos cereais de inverno, consolidou-se uma estimativa de área 6% maior que no ano anterior para essas culturas, com 1,4 milhão de hectares. Se o clima colaborar, o Paraná pode ter uma recuperação da produção, estimada em 4,3 milhões de toneladas, volume 58% superior ao da safra 18/19. “De maneira geral, o Estado terá uma safra de grãos importante mesmo neste momento de crise profunda, em que outras cadeias enfrentam dificuldades. Os dados mostram que, em que pese a pandemia e a seca, a safra será significativa”, acrescenta Ortigara.

 

Soja - O relatório mostra que a colheita da soja está concluída, e a produção atingiu 20,7 milhões de toneladas, volume recorde para o Estado, mesmo com os problemas climáticos no início do plantio. As chuvas, embora reduzidas, foram suficientes para uma boa produção na maioria das regiões. A área de 5,47 milhões de hectares é semelhante à da safra 18/19. Estima-se uma produtividade de aproximadamente 3.800 kg/hectare.

 

Comercialização - Até agora, 74% da produção está comercializada, um índice expressivo se comparado ao do ano passado, que era de 44%. “A valorização do dólar contribuiu para isso, pois tornou a soja brasileira mais atraente no mercado externo. E a China, nosso maior consumidor, aproveitou esse momento”, explica o economista do Deral, Marcelo Garrido. Assim como a produção, o preço da soja tem bons indicativos no relatório deste mês. Na semana passada, a saca de 60 kg estava sendo comercializada a R$ 88,00, preço 33% maior do que no mesmo período do ano passado, quando o preço pago ao produtor era de aproximadamente R$ 66,00. A segunda safra de soja, estimulada pela ampliação do calendário de plantio, de acordo com a Portaria 342/2019, está próxima a 100 mil toneladas numa área de 39 mil hectares.

 

Milho primeira safra - A colheita da primeira safra está praticamente encerrada e destaca-se por um ganho de 100 mil toneladas sobre a estimativa inicial, impulsionado pela produção acima do esperado em núcleos regionais como Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava. A produção está estimada em 3,5 milhões de toneladas em uma área de aproximadamente 353 mil hectares. Apesar de pequena, esta é considerada uma boa safra.

 

Milho segunda safra - A segunda safra de milho, por outro lado, sofreu com os fatores climáticos. A produção está estimada em 12,2 milhões de toneladas em 2,3 milhões de hectares. Apesar do incremento de área, Paraná registrou perda de 5% na estimativa de produção - em torno de 600 mil toneladas, principalmente nos núcleos regionais de Cascavel e Toledo.

 

Perdas - De acordo com o técnico do Deral, Edmar Gervásio, a seca é a principal responsável pelas perdas. “Ainda assim, trata-se de um volume expressivo que, considerando as duas safras, soma 15 milhões de toneladas. Além disso, preços compensam a queda da produção”, diz. Nessa semana, a saca de 60 kg foi comercializada em média por R$ 37,00, valor semelhante ao da semana anterior, mas que ainda assim representa um valor rentável para o produtor.

 

Brasil - A produção brasileira, estimada em 100 milhões de toneladas anteriormente, teve uma redução de 5 milhões, resultado das perdas em estados como Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. “Embora isso reflita no abastecimento nos próximos meses, a provável queda no consumo durante a pandemia pode neutralizar o impacto da produção reduzida”, explica Gervásio.

 

Trigo - O trigo tem 7% dá área plantada, um índice considerado razoável, se comparado ao do ano passado, quando a cultura também sofreu os impactos da seca. O plantio concentra-se, neste período, especialmente no Norte do Estado. “Se o Paraná tiver chuvas, isso pode ajudar a acelerar o plantio nas regiões Norte e Oeste”, avalia o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Winkcler Godinho. A área estimada mantém-se em aproximadamente 1 milhão de hectares, e a expectativa de produção é de 3,5 milhões de toneladas.

 

Preços - Os preços do trigo estão num patamar elevado, próximo a R$ 60,00 a saca de 60 kg. “No entanto, esse valor não é tão atrativo quanto o do milho. Assim, o milho não perde área para o trigo. Além disso, a cultura do milho é mais segura para os produtores, com uma qualidade menos sensível aos fatores climáticos”, explica Godinho.

 

Garantia de abastecimento - O abastecimento não deve enfrentar maiores problemas. Porém, neste período de entressafra, o Paraná pode ter dificuldade de importar o cereal de seu principal parceiro comercial, a Argentina, onde a baixa oferta e a seca prejudicam a comercialização. Se o Paraguai não tiver oferta relevante, o Estado tende a buscar o produto nos EUA, e o fator cambial pode encarecer o trigo.

 

Feijão segunda safra - O plantio de feijão está concluído no Paraná, e a colheita iniciou entre o final de março e início de abril. Neste período, os produtores colheram 14% do total cultivado, totalizando 31 mil hectares. A colheita está mais avançada nos núcleos regionais de Pato Branco, Guarapuava, Francisco Beltrão, Ponta Grossa e Irati. Devido à estiagem, as estimativas iniciais mostram perdas de 24% na produção, o que representa 104 mil toneladas de feijão a menos disponíveis no mercado. Espera-se agora  uma produção de 334 mil toneladas, uma redução de 7% em relação à safra 18/19, e a área estimada é de 222 mil hectares, 11% menor. De acordo com o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, a tendência é de que a perda se acentue nos próximos meses. Agora, o rendimento nas primeiras áreas colhidas é de 1.395 kg/hectare. “Vale lembrar que a média de produtividade da primeira safra foi de 2.122 kg/hectares. Essa diferença deve influenciar os preços”, diz.

 

Preços - Com relação aos preços, a saca de 60kg de feijão-cores está sendo comercializada por R$ 314,23 e o feijão-preto por R$ 198,60. “Na comparação com os últimos três meses, ocorreu uma alta significativa de 70% para o feijão-cores e 57% para o feijão-preto. O aquecimento dos preços se deve à incerteza na oferta de um produto de qualidade e em quantidade na produção da segunda safra”, explica Salvador. A avaliação do Deral indica que 37% das condições do campo das lavouras estão boas, 42% medianas e 22% ruins, comprometendo a qualidade e a produtividade das lavouras, como reflexo da falta de chuvas.

 

Mandioca - O clima seco prejudica a colheita da mandioca no Paraná, principalmente nos núcleos regionais com produção mais expressiva, como Paranavaí, Toledo, Umuarama e Campo Mourão. Até o momento, a qualidade e produtividade nos 23% da área colhida estão satisfatórias. No mesmo período do ano passado, o índice era de 21%. Nas últimas semanas, no entanto, os produtores observaram um aumento nos custos de produção, em decorrência da mão de obra.

 

Área - A área da safra 19/20 está estimada em 141,6 hectares, aumento de 4% na comparação com a safra anterior, e a produção esperada é de 3,4 milhões de toneladas, 9% a mais do que na safra 18/19. Segundo o economista Methodio Groxko, a mandioca registrou preços muito bons nos últimos anos, mas a pandemia do novo coronavírus afetou todos os seguimentos econômicos. “No Paraná, com a redução da demanda, algumas indústrias de fécula e farinha já estão registrando queda de aproximadamente 40% na moagem do produto, o que afeta a comercialização”, diz.

 

Preços - A falta de escoamento da fécula refletiu nos preços. O mercado nordestino, que registra uma boa produção neste período, não está demandando o produto paranaense, responsável por 65% da produção nacional. Atualmente, a tonelada de mandioca é comercializada a R$ 342,00. Embora o preço tenha subido 7% na comparação com o ano passado, não compensa o aumento nos custos de produção.

 

Café - No Brasil como um todo, as medidas de contenção da pandemia de Covid-19 incentivam a população a ficar em casa, com isso, o consumo do café torrado e moído pode aumentar. Neste ano, a produção nacional deve ficar próxima de 60 milhões de sacas. No Paraná, houve redução da área do café, estimada em 36 mil hectares, 2% a menos do que na safra 18/19. “Isso se deve principalmente aos problemas com a mão de obra. Hoje, a mecanização agrícola é uma necessidade para reduzir custos de produção”, explica o engenheiro agrônomo Paulo Franzini. Estima-se a produção de 56 mil toneladas, volume semelhante ao da safra passada. Cerca de 91% da safra 18/19 foi comercializada. “No ano passado, o produtor adiou a comercialização para não vender com preço baixo”, explica o engenheiro agrônomo Paulo Franzini.

 

Colheita - Na safra 19/20, o aumento do consumo, o equilíbrio no mercado mundial e a alta do dólar podem ajudar a elevar os preços, cobrindo os custos de produção. “Os produtores que têm melhor tecnologia no campo vão conseguir manter a produtividade”, diz. O relatório do Deral mostra que a colheita já iniciou, principalmente em Umuarama e Londrina, totalizando 1% da área total. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 3%. Cerca de 33% da produção está em fase de maturação e 67% em frutificação.

 

Qualidade - A estiagem de março e abril pode impactar negativamente na qualidade do café, mas ainda não é possível confirmar queda na produção. Em termos de fitossanidade, neste ano o controle da broca, praga que atinge as lavouras de café, está melhor do que no ano passado. Segundo Franzini, a colheita deve ser intensificada nos próximos 15 dias, se o clima colaborar. “A preocupação agora é com a pandemia e os cuidados que ela exige do produtor. Os equipamentos de proteção individual (EPIs), por exemplo, terão que ser adaptados, além de se obedecer ao distanciamento social”, diz.

 

Cevada - As estimativas de área e produção da cevada no Paraná não registraram grandes alterações com relação ao relatório do mês passado. Espera-se uma produção de 286 mil toneladas, 17% maior do que na safra 19/20, e a área deve ser de 62,6 mil hectares, 4% superior à do ano passado. O início do plantio está previsto para o mês de junho. Nos dois principais núcleos produtores do Estado, respectivamente Guarapuava e Ponta Grossa, a estimativa de área tem números positivos, segundo o engenheiro agrônomo Rogério Nogueira. Na região de Guarapuava, a área estimada é de 35 mil hectares, 7% a maior na comparação com a safra anterior, e 50% da produção está comercializada. O núcleo regional de Ponta Grossa tem área estimada em 17 mil hectares. (Agência Estadual de Notícias / Foto: Jaelson Lucas)

 

BRDE: Crédito garante manutenção de 11 mil empregos no Paraná

 

brde 05 05 2020O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) já registrou, desde o dia 23 de março, mais de 1.500 pedidos de crédito e financiamento por parte de empresas paranaenses, que buscam recursos para manter o fluxo de caixa das empresas e amenizar os efeitos da crise provocada pela pandemia do coronavírus. As solicitações somam R$ 2,9 bilhões, recorde de pedidos chegando a três vezes o número total de pedidos durante o ano de 2019. Neste mesmo período foram liberados mais de R$193,7 milhões - quase a metade para micro, pequenas e médias empresas. Estima-se que estes créditos garantem a manutenção de mais de 11 mil empregos, entre micro e pequenas empresas, cooperativas e indústrias do Estado

 

Recuperação da economia - O desempenho do BRDE no Paraná se dá por meio do Programa Recupera Sul, que busca apoiar a recuperação da economia nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, após a crise do novo coronavírus. No Paraná, com apoio do Governo do Estado, o Programa Recupera Sul tem como principais objetivos a proteção dos empregos e o socorro às empresas dos principais setores afetados pela crise, oferecendo redução na taxa de juros, simplificação de processos, flexibilização de garantias e pulverização do crédito por meio de entidades parceiras.

 

Empregabilidade como garantia - “Nossa maior preocupação é trabalhar para viabilizar a manutenção dos empregos e garantir a renda da população paranaense. Por isso, o principal critério para as empresas buscarem financiamentos junto ao BRDE foi a garantia de que tentariam, ao máximo, manter as vagas de trabalho ocupadas”, explicou o governador do Paraná, Ratinho Junior. Para o diretor de operações da agência paranaense do BRDE, Wilson Bley Lipski, os números reforçam a importância do banco para o Estado. “Somos um elo da corrente que forma o sistema paranaense de fomento e estamos focados na recuperação econômica do Estado, apoiando o setor produtivo”, enfatiza Bley.

 

Recorde - Ele destaca que os 1.500 pedidos, somando R$ 2,9 bilhões, representam um recorde de demandas espontâneas e, também, um salto significativo, já que o registrado num intervalo de pouco mais de um mês corresponde a três vezes do volume total de demandas do ano passado. “O BRDE tem somado esforços para conseguir atender as demandas da forma mais ágil possível. Até o momento, cerca de 97,2% das solicitações já receberam retorno, seja para solicitar a documentação inicial, que dará seguimento ao pedido, ou para informar que não houve enquadramento”, explica Wilson Bley. “Compreendemos que este momento de incertezas e crise generalizada exige dedicação extra da nossa parte e buscando, inclusive, atrair novos fundings para que consigamos atender o maior número possível de pedidos”, diz ele. 

 

Mais efeitos - Com os recordes e aumentos expressivos de pedidos e solicitações, o BRDE também tem sentido outro efeito colateral da crise provocada pela Covid-19: mais de R$1,05 bilhão em contratos foram prorrogados. Outro dado de destaque diz respeito à aprovação de crédito em 2020: entre o dia 1º de janeiro e 27 de abril, mais de R$536 milhões em crédito foram aprovados. Até o momento, a Agência Paraná do BRDE já liberou mais de R$193,7 milhões (sendo que deste montante, quase a metade foi destinada para micro, pequenas e médias empresas).

 

Prorrogação - Além dos novos aportes, BRDE também prorrogou por 6 meses os pagamentos de contratos ativos com empresas de todos os portes, com prioridade aos contratos com micro e pequenas empresas. O saldo dos contratos prorrogados soma mais de R$ 800 milhões e os clientes só voltarão a fazer os pagamentos em outubro deste ano.“Em momentos como esse, é essencial estarmos ao lado do empresário paranaense, não deixando o setor produtivo do estado esmorecer”, conclui Bley. (Agência Estadual de Notícias / Foto: Geraldo Bubniak)

POLÍTICA: Câmara aprova em 1º turno alterações na PEC do Orçamento de Guerra

politica 05 05 2020A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (04/05), em primeiro turno, o substitutivo do Senado da Proposta de Emenda à Constituição 10/20, chamada PEC do Orçamento de Guerra. Os parlamentares rejeitaram os destaques ao texto-base e o segundo turno deve ocorrer nesta terça-feira (05/05).

Medidas - A PEC cria um regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para o enfrentamento pandemia do novo coronavírus no país e foi aprovada pela Câmara no início de abril. No entanto, após modificações do texto no Senado, a proposta retornou para nova análise dos deputados. A medida flexibiliza travas fiscais e orçamentárias para dar mais agilidade à execução de despesas com pessoal, obras, serviços e compras do Poder Executivo e vai vigorar até o dia 31 de dezembro deste ano – mesmo prazo para o estado de calamidade pública causado pela pandemia.

Incremento no orçamento - O relator da PEC, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), recomendou a aprovação integral do texto oriundo do Senado. De acordo com parlamentar, a proposta viabiliza um acréscimo de R$ 600 bilhões no Orçamento da União para o enfrentamento da emergência em saúde pública provocada pelo novo coronavírus no Brasil.

Manutenção de empregos - Hugo Motta retirou da proposta o trecho que condiciona o recebimento de benefícios creditícios, financeiros e tributários, direta ou indiretamente, ao compromisso das empresas de manutenção de empregos. Segundo Motta, a contrapartida já é uma garantia de medidas provisórias editadas pelo governo federal. "A retirada do [trecho] vem não como uma medida que não seja um compromisso desta Casa com os trabalhadores e com os empregos do país — algumas das medidas provisórias já propostas pelo governo exigem a manutenção dos empregos. Acho, contudo, que, se criarmos um entrave e trouxermos mais uma resistência para que as micro e as pequenas empresas sejam ajudadas, nós não estaremos fazendo o bem ao nosso país".

Destaque - No entanto, um destaque do Partido dos Trabalhadores, defende a manutenção do dispositivo aprovado pelos senadores. "Entendemos que é importante colocar que os empregos sejam mantidos por aquelas empresas que vão ser beneficiadas por ação do governo. Ou seja, empresas que recebem benefícios de créditos, benefícios tributários ou benefícios financeiros, nessa fase do coronavírus, da União, direta ou indiretamente, têm que ter um comprometimento de manter os empregos", disse a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Títulos públicos - O relator da proposta recomendou ainda a rejeição da lista de títulos privados que o Banco Central poderá comprar segundo autorização dada pela PEC. Dessa forma, a aquisição dos títulos ficará a critério do próprio Banco Central. "Em contato com o Banco Central, nós tivemos o cuidado de não trazer para essa matéria nenhum tipo de insegurança sobre as atitudes que o Banco Central terá a possibilidade de tomar nos próximos dias na compra de títulos. Nós também tivemos a preocupação de dar segurança e dar transparência para não prejudicar as ações que o Banco Central poderá fazer de socorro à nossa economia", explicou o deputado.

Banco Central - Pelo texto de Hugo Motta, serão retirados do texto as debêntures não conversíveis em ações; as cédulas de crédito imobiliário; os certificados de recebíveis imobiliários; os certificados de recebíveis do agronegócio; as notas comerciais; e as cédulas de crédito bancário. "O Banco Central fará leilões de compra de ativos no mercado secundário, estabelecendo as condições de volume, as características dos ativos e os preços de corte. Todos os portadores desses títulos poderão apresentar suas propostas através de bancos ou corretoras de valores", acrescentou o deputado. (Agência Brasil / Foto: Najara Araújo, Câmara dos Deputados)

 


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