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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4817 | 07 de Maio de 2020

WEBCOOP: Presidente do Sistema Ocepar comenta medidas do cooperativismo para superar a crise

 

webcoop 07 05 2020O cooperativismo sempre provou que tem potencial, não só para superar crises, mas também para se desenvolver em tempos difíceis. Com o momento atual colocando o mundo em prova, é perceptível que todos os setores e ramos do Brasil estão enfrentando muitos desafios. Observando como as diferentes regiões do país tem colocado planos de ação em prática para conseguir combater a crise, a MundoCoop enxergou a necessidade de ouvir os representantes das OCEs sobre os panoramas e medidas que estão sendo adotadas por cada estado.

 

Live - Fazendo parte da série de webinars exclusivos, a WEBCOOP, a live que foi ao ar nessa terça-feira, dia 05 de maio, contou com as presenças ilustres do Presidente da OceparJosé Roberto Ricken e o Presidente da OCB-GO, Luís Alberto Pereira. Mais de 900 internautas acompanharam a conversa.

 

Mediação - O debate, mediado pelos diretores da MundoCoop, Douglas Ferreira e Luís Claudio Silva, fluiu de pautas sobre a importância das medidas tomadas regionalmente até a necessidade fundamental da intercooperação. “Cooperando a gente vai mais longe do que competindo entre nós. Se usarmos os princípios da cooperação, vamos conseguir vencer”, afirmou Ricken.

 

Informação - É fato que toda crise desestabiliza o mundo, porém a sociedade não pode se dar por vencida. Para superarmos essa pandemia do Covid-19, bem como qualquer outra crise, é necessário entender o cenário, analisar as soluções e, acima de tudo, enxergar oportunidades para combater e minimizar os impactos futuros. “Educação, formação e comunicação são essenciais. Levar informação é primordial para enfrentar a pandemia”, complementa Pereira.

 

Humanização e confiança - Com toda certeza, o cooperativismo não é o único modelo econômico que vai sobreviver, mas é um dos mais importantes! Carregando princípios que contemplam a união e a prosperidade, o movimento cooperativista visa a humanização e a confiança, dois quesitos que precisamos ter mais do que nunca! “O cooperativismo numa frase só: é uma atividade econômica civilizada na ajuda mútua. Nós somos uma sociedade de pessoas”, conclui Pereira. “Chegou o momento do cooperativismo provar seu valor e nós estamos no caminho certo”, finaliza Ricken.

 

Assista o Webcoop - Quer saber mais sobre esse debate? Clique aqui e assista o webinar completo! (Revista MundoCoop)

COVID-19: Comitê de Acompanhamento do Sistema Ocepar divulga comunicado 32

 

covid 19 comite 07 05 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar divulgou na tarde desta quarta-feira (06/05), o comunicado 32, com mais informações sobre medidas adotadas para amenizar os impactos da pandemia. O Sistema Ocepar informa que suas atividades estão sendo desenvolvidas de forma remota, não havendo atendimento presencial. Informações e contatos podem ser realizados pelo site www.paranacooperativo.coop.br.

 

1. Nesta quarta-feira, 06 de maio, foi realizada reunião virtual com os representantes da OCEPAR, OCB e cooperativas agropecuárias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para tratar medidas de prevenção e monitoramento da Covid-19, adotadas nas plantas industriais, tendo como objetivo o alinhamento e padronização dos protocolos de boas práticas industriais por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA.

 

2. Nesta quarta-feira, 06 de maio, o Grupo Técnico de Crédito Rural, que é conduzido pela OCB com a participação da OCEPAR, demais organizações estaduais, cooperativas dos ramos agropecuário e crédito, reuniu-se por videoconferência para alinhamento em relação às demandas para o Plano Safra 2020/21 que será encaminhado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA.

 

3. No dia 05 de maio, a Receita Estadual do Paraná publicou a Norma de Procedimento Fiscal nº 22, que altera os procedimentos para o Cadastro de Contribuintes do ICMS - CAD/ICMS, permitindo a assinatura digital, por meio de certificado digital emitido por autoridade certificadora e ainda dispensa o reconhecimento de firma nos casos previstos nessa norma, para o Contrato de Prestação de Serviços Contábeis e para o Comprovante do Pedido conforme alguns requisitos estabelecidos. Clique aqui para acessar o anexo desse tópico.

 

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

SOLIDARIEDADE: Cooperativas entregam mil máscaras para o Lar Escola

 

Representantes de sete cooperativas de Maringá que se uniram para custear a produção de 20 mil máscaras destinadas à prevenção da Covid-19 - as quais vêm sendo distribuídas para entidades assistenciais -, estiveram na tarde de quarta-feira (06/05) no Lar Escola da Criança de Maringá, onde formalizaram a entrega de 1 mil unidades.  A iniciativa fez parte da programação do Dia de Doar Agora, uma ação global relacionada ao Dia de Doar que seria dia 1º de dezembro e foi antecipada para atender a emergência da pandemia.  

 

Intercooperação - Operando em diferentes ramos de atividade, as cooperativas são a Cocamar (segmento agropecuário), Sicredi União PR/SP e Sicoob (crédito), Unimed e Uniodonto (respectivamente áreas médica e odontológica), Unicampo e Pluricoop (pela ordem, prestação de serviços de agronomia e cooperativismo).

 

APOIO ÀS COMUNIDADES - Falando em nome do grupo, o presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, destacou a preocupação do sistema cooperativista em prestar apoio às comunidades onde atua e lembrou que a sua instituição e o Lar Escola já são parceiros há anos. “A sinergia que existe entre as cooperativas da cidade proporciona realizações como essas, que beneficiam diretamente milhares de pessoas”, disse. 

 

Voluntários - O assessor institucional do Sicoob, Adilso Carniel, complementou explicando que as sete cooperativas se integram e mobilizam centenas de voluntários, todos os anos, quando da celebração do Dia Internacional do Cooperativismo, sempre no primeiro sábado de julho. Em 2019, nessa oportunidade, foram produzidas mais de 2 mil pizzas para doação a entidades e, nas duas edições anteriores, dezenas de milhares de fraldas geriátricas.  

 

APOIO - Ao lado da Irmã Elizete, a presidente do Lar Escola, Fátima Iwata, agradeceu a doação e destacou que “historicamente, as cooperativas da cidade têm ajudado muito a instituição”, a qual foi fundada há cerca de 60 anos e assiste a um grande número de pessoas em situação de vulnerabilidade, o que acaba incluindo suas famílias.

 

Beneficiados - São 155 crianças e pré-adolescentes, 90 adolescentes e 150 pré-aprendizes, selecionados e inseridos no mercado de trabalho por meio de programa específico com as empresas. “Vamos entregar uma máscara para cada aluno e para cada familiar seu”, comentou a Irmã Elizete. No ano passado, cerca de 3 mil pessoas foram beneficiadas pelas atividades oferecidas pelo Lar Escola, que possui mais de 30 funcionários e é mantido com recursos municipais, federais e, principalmente, oriundos de doações. (Assessoria de Comunicação da Cocamar)

 

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BOM JESUS: Intensificação de vendas on-line é prova de que momento é de ação

 

bom jesus 07 05 2020A Bom Jesus, da Lapa, lançou um site para a venda dos produtos da Fibra, marca que pertence à cooperativa. Em tempos de pandemia de coronavírus, toda a linha de rações, suplementos minerais e sementes estão sendo comercializadas via on-line. A Rádio Paraná Cooperativo conversou com Felipe de Andrade, o Assessor de Comunicação da Bom Jesus. Ele destaca que o atual momento exige reflexão, mas principalmente, ação. Ouça aqui a matéria completa. 

Saiba mais: www.fibra.agr.br / www.bj.coop.br

 

COCAMAR: Cocamar TRC vai comercializar 38 milhões de litros de óleo diesel em 2020

 

Por meio da empresa coligada Cocamar TRR, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial estima comercializar 38 milhões de litros de óleo diesel em 2020, volume acima dos 35 milhões de litros negociados no ano passado e que revela a sua forte expansão no segmento de combustíveis. Em dez anos de operação – atividade à qual ingressou para atender a uma reivindicação dos próprios produtores cooperados que queriam ter acesso a um produto de origem confiável - a Cocamar TRR (Transportador-Revendedor-Retalhista) se tornou uma das maiores do estado. Eles são abastecidos regularmente em suas propriedades por uma frota especializada da própria empresa. Só em 2019 foram mais de 15 mil visitas em regiões atendidas pela cooperativa no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

 

Avançar - No planejamento estratégico da Cocamar para o período 2020-2025, o objetivo da Cocamar TRR, de acordo com o gerente comercial de Combustíveis, Cleverton Ruffo, é ampliar cada vez mais os números e também a sua participação de mercado entre os mais de 15 mil produtores cooperados. “Ninguém pode correr o risco de ter que parar uma colheita por causa de um combustível de qualidade duvidosa”, afirma o gerente. Segundo ele, a empresa trabalha somente com companhias fornecedoras de alta credibilidade e o seu crescimento mostra que os consumidores estão satisfeitos.

 

Posto - A operação da Cocamar na área de combustíveis passou por uma mudança em 2019, quando fechou postos de abastecimento de pequeno porte que possuía há alguns anos em municípios da região de Londrina, para concentrar-se em um único, que mantém em Maringá. Localizado na PR-317, saída da cidade para Campo Mourão, o estabelecimento é um dos maiores e mais movimentados da região, onde, entre outros produtos, comercializa mais de 17 milhões de litros de combustível por ano (diesel, gasolina e etanol). (Foto e texto: Assessoria de Comunicação da Cocamar)

 

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ENTREVISTA: Cooperativa é a que mais opera crédito via BNDES no Sul do Brasil

 

cresol 07 05 2020A Cooperativa de Crédito Cresol vem elevando seu destaque no Ranking dos Agentes Financeiros nos últimos anos e agora é a primeira colocada entre as instituições que mais operaram crédito via BNDES na Região Sul do Brasil. A Rádio Paraná Cooperativo conversou com o Presidente da Central Cresol Baser, Alzimiro Thomé, que explica como a cooperativa chegou a essa posição. Ouça aqui.

Saiba mais: www.cresol.com.br

 

 

CENTRAL SICREDI PR/SP/RJ: Paulo Buso assume a coordenação do Conselho Fiscal

 

sicredi 07 05 2020Na terça-feira, 28 de abril, o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock deu a posse ao novo Conselho Fiscal da organização, cujo mandato se estenderá pelos próximos dois anos. Os membros contribuirão para o contínuo desempenho da instituição financeira cooperativa, por meio da transparência, equidade e prestação de contas. Além de servir como um órgão fiscalizador, o Conselho Fiscal continuará disseminando a política ativa de boas práticas de governança corporativa.

 

Ética e eficiência - Para atuar na coordenação do novo conselho foi nomeado Paulo José Buso Junior, atual presidente do Conselho de Administração da Sicredi Norte Sul PR/SP, com sede em Santo Antonio da Platina (PR). A expectativa, para ele, é de uma gestão baseada na ética e na eficiência. “Será um trabalho muito profícuo e com muita dedicação, uma vez em que o cenário que vamos encontrar será algo diferente e desconhecido por todos, mas com muita transparência e cooperação podemos buscar as soluções necessárias que todos os nossos associados precisam para se desenvolver e em consequência desenvolver as nossas comunidades”.

 

Nova gestão - Além de Paulo Buso na coordenação, a gestão conta com José Cezar Wunch, presidente da Sicredi Fronteiras PR/SC/SP, como secretário; e Rodrigo Furtado Andrade, presidente da Sicredi Medicred PR, como conselheiro efetivo. Os suplentes nomeados são Claudio Orsini, presidente da Sicredi Paranapanema PR/SP; José Carlos Cuginotti, presidente da  Sicredi Noroeste SP; e Maura Carrara, presidente da Sicredi Nossa Terra PR/SP.

 

Missão - Segundo o presidente Manfred Dasenbrock, o Conselho Fiscal tem uma missão importante de continuar auxiliando o conjunto de 31 cooperativas e mais de 650 agências do Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, no que se refere aos controles e cumprimentos regulatórios: “Assim como nas gestões anteriores, o importante é o exercício da transparência com base nos princípios e preservação dos valores, em um conjunto de cooperativas que tem hoje 1,5 milhão de associados e mais de 10 mil colaboradores”, explica Dasenbrock.

 

Independência - Por se tratar de um órgão independente do Conselho de Administração, o Conselho Fiscal pode se dedicar com maior profundidade ao exame de detalhes de matérias de interesse da instituição. A importância reside na relevância que o Sicredi tem conquistado perante a sociedade nos últimos anos: já é a maior rede de atendimento financeiro do estado do Paraná, contando com mais de 230 agências nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e mais de R$ 26 bilhões em ativos sob sua gestão.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

SICOOB UNICOOB: Cooperativa libera recursos do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE)

 

sicoob unicoob 07 05 2020No início de abril, o Governo Federal anunciou o crédito emergencial a ser operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o propósito de manutenção de empregos naquelas empresas com dificuldades em função da crise estabelecida pela pandemia do coronavírus.

 

Liberação - Nesta semana, o Sicoob registrou a primeira liberação de recursos do chamado Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE). A operação foi realizada pelo Sicoob Integrado, cooperativa filiada ao Sicoob Central Unicoob com sede em Pato Branco (PR).  Segundo o diretor de Mercado do Sicoob Integrado, Marcinei Cortelli, o recurso é muito importante para o momento em que os empresários estão com as atividades prejudicadas por conta da pandemia do novo coronavírus. “É um período de incertezas e, com certeza, a linha fará diferença para os nossos cooperados. Ficamos felizes por ser a primeira cooperativa a liberar recursos por meio do PESE, principalmente porque nosso objetivo é proporcionar cada vez mais benefícios aos associados”, afirma.

 

Sobre o PESE - O Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE) integra o pacote de medidas do Governo Federal para amenizar os efeitos econômicos da crise provocada pelo novo coronavírus (Covid-19). A linha de crédito tem por objetivo financiar a linha de pagamento de pequenas e médias, no exercício de 2019, pelo período de dois meses, limitado ao valor de até duas vezes o salário mínimo (R$ 2.090,00) por funcionário em cada folha de pagamento.

 

Taxa - A taxa de juros é de 3,75% ao ano e o financiamento deverá ser pago em 36 meses, sendo 6 meses de carência e 30 meses de amortização. Ou seja, nos primeiros seis meses após a contratação, não há pagamento de prestações. Elas serão pagas a partir do sétimo mês, durante 30 meses seguintes.

 

Fale com a gente - Para saber mais sobre a linha, procure o seu gerente.

CAFÉ: Alerta Geada para a cafeicultura está em operação

 

cafe 07 05 2020Entrou em operação nesta terça-feira (05/05) o Alerta Geada, serviço que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná) e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) oferecem de maio a setembro para auxiliar os produtores a adotar técnicas para proteger os cafezais. 

 

Boletim - Durante o período de funcionamento do serviço – dirigido prioritariamente à proteção de lavouras com até dois anos de implantação –, os pesquisadores acompanham as condições meteorológicas na região cafeeira do Estado e publicam diariamente um boletim informativo, que pode ser acompanhado nas páginas www.iapar.br e www.simepar.br, pelo telefone (43) 3391-4500 (custo de uma ligação para aparelho fixo) ou pelo aplicativo IAPAR Clima, disponível gratuitamente na App Store e no Google Play. 

 

Pré-alerta - Além do boletim diário, se houver aproximação de massas de ar frio com potencial de causar danos às lavouras de café, é emitido, e amplamente divulgado, um pré-alerta com 48 horas de antecedência. Caso as condições para formação de geadas persistam, um novo aviso, de ratificação, é expedido em até 24 horas antes da previsão de ocorrência do evento.

 

Previsão - De acordo com a meteorologista Ângela Costa, espera-se para este ano um inverno com ingressos de massas de ar polar dentro da normalidade para o período na zona cafeeira paranaense. Segundo ela, o que mais vem preocupando é a falta de chuvas. A falta de umidade no solo é uma condição que potencializa os danos de uma eventual geada. “Já se aproxima de dois anos o período que verificamos déficit hídrico na região cafeeira”, constata.

 

Recomendação - Para lavouras com idade entre seis e 24 meses, a recomendação é amontoar terra no tronco das árvores, até o primeiro par de folhas, já neste mês de maio, para proteger as gemas e evitar a morte da planta no caso de geada severa. Essa prática é chamada de “chegamento de terra” pelos cafeicultores e técnicos do setor. 

 

Proteção - Essa terra que protege os troncos dos cafeeiros deve ser mantida até o final do período frio, em meados de setembro, e então retirada preferencialmente com as mãos. Para plantios novos, com até seis meses de idade, recomenda-se simplesmente enterrar as mudas quando houver emissão do Alerta Geada. Viveiros devem ser protegidos com várias camadas de cobertura plástica. Nos dois últimos casos, lavouras novas e viveiros, a proteção deve ser retirada rapidamente, assim que a massa de ar frio se afastar e cessar o risco imediato de geada.

 

Patrimônio - De acordo com o economista Paulo Sérgio Franzini, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a área ocupada com lavouras de café no Paraná é de 38,1 mil hectares. Desse total, 1.990 já podem se beneficiar do Alerta Geada, pois são ocupados com lavouras de até 24 meses – aí incluídos 590 ha de implantação ainda mais recente, de até seis meses.

 

Cálculo - Franzini calcula que a implantação de um hectare de cafeeiros custa em torno de R$ 15 mil. Para a proteção, o enterrio e o desenterrio de plantas com até seis meses custa em torno de R$ 1,5 mil. Já nas lavouras maiores, o dispêndio para fazer o “chegamento de terra” e posterior limpeza dos troncos é de aproximadamente R$ 1 mil. A maior parte das lavouras paranaenses tem em média 8 hectares e é conduzida por pequenos produtores familiares. Em fase de colheita, este ano a produção do Paraná pode chegar a 970 mil sacas de café beneficiado. 

 

Realização - O Alerta Geada é uma realização do IDR-Paraná e do Simepar, com apoio da Seab, Consórcio Pesquisa Café, prefeituras, cooperativas e associações de produtores. 

AGRONEGOCIO: Exportações registram aumento de 17,5% no primeiro quadrimestre de 2020

 

 

agronegocio 07 05 2020As vendas externas da agropecuária brasileira tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária nos quatro primeiros meses do ano, comparando com igual período do ano anterior. Apesar da pandemia do Novo Coronavírus, o trabalho de abertura de mercado para os produtos agropecuários brasileiros continua trazendo bons resultados para o país. Houve aumento das exportações para a Ásia, com destaque para a China.

 

Produtos - A participação do agro no total das exportações passou de 18,7% em 2019 para 22,9% em 2020. Os produtos que tiveram aumento no período foram: soja (+ 29,9%, de US$ 8.968,3 milhões para US$ 11.653,7 milhões), algodão em bruto (+ 69,5%, de US$ 659,2 milhões para US$ 1.117,6 milhões), madeira em bruto (+ 28,9%, de US$ 26,1 milhões para US$ 33,6 milhões), mel natural (+ 17,2%, de US$ 18,4 milhões para US$ 21,6 milhões), especiarias (+ 3,2%, de US$ 85,7 milhões para US$ 88,5 milhões).

 

Levantamento - Segundo dados divulgados na segunda-feira (04/05) pelo Ministério da Economia, no mês de abril de 2020 as exportações brasileiras somaram US$ 18,312 bilhões e as importações, US$ 11,611 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,702 bilhões e corrente de comércio de US$ 29,923 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 67,833 bilhões e as importações, US$ 55,569 bilhões, com saldo positivo de US$ 12,264 bilhões e corrente de comércio de US$ 123,402 bilhões. Diferentemente do quadro mundial, o Brasil manteve sua balança praticamente estável.

 

Recordes - Alguns produtos do agronegócio bateram recordes históricos mensais de exportações em volume no mês de abril, como soja, com 16,3 milhões de toneladas; farelo de soja, com 1,7 milhão de toneladas; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com 116 mil toneladas; carne suína, com 63 mil toneladas e algodão bruto, com 91 mil toneladas. Por outro lado, tiveram queda: trigo, centeio e milho não moído, exceto milho doce, café não torrado, animais vivos, frutas e nozes.

 

Ásia - As exportações brasileiras (de todos os setores) para a Ásia subiram 15,5% no primeiro quadrimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2020. O mercado asiático passou a representar 47,2% do total de nossas exportações. Apesar do impacto da pandemia sobre a economia chinesa, as exportações brasileiras para a China cresceram 11,3% no período, com destaque para a soja (+ 28,5%), carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+ 85,9%), carne suína fresca, refrigerada ou congelada (+153,5%) e algodão em bruto (+ 79,%). Os números do primeiro quadrimestre mostram que, em dólares, a China comprou do Brasil o triplo do importado pelos Estados Unidos e o dobro demandado pela União Europeia. (Assessoria de Comunicação do Ministério da Agricultura / Foto: iStock/Mapa)

 

ECONOMIA: Perda total ou em parte da renda mensal já atingiu 40% dos brasileiros

economia 07 05 2020Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a perda do poder de compra já atingiu quatro em cada dez brasileiros desde o início da pandemia. Do total de entrevistados, 23% perderam totalmente a renda e 17% tiveram redução no ganho mensal, atingindo o percentual de 40%. Quase metade dos trabalhadores (48%) tem medo grande de perder o emprego. Somado ao percentual daqueles que têm medo médio (19%) ou pequeno (10%), o índice chega a 77% de pessoas que estão no mercado de trabalho e têm medo de perder o emprego. De modo geral, nove em cada dez entrevistados consideram grandes os impactos da pandemia de coronavírus na economia brasileira.

Redução - A pesquisa mostra também que o impacto na renda e o medo do desemprego levaram 77% dos consumidores a reduzir, durante o período de isolamento social, o consumo de pelo menos um de 15 produtos testados. Ou seja, de cada quatro brasileiros, três reduziram seus gastos. Apenas 23% dos entrevistados não reduziram em nada suas compras, na comparação com o hábito anterior ao período da pandemia.

Quando retomar - Questionada sobre como pretende se comportar no futuro, a maioria dos brasileiros planeja manter no período pós-pandemia o nível de consumo adotado durante o isolamento, sendo que os percentuais variam de 50% a 72% dos entrevistados, dependendo do produto. Essa tendência, segundo a CNI, pode indicar que as pessoas não estão dispostas a retomar o mesmo patamar de compras que tinham antes. Apenas 1% dos entrevistados respondeu que vai aumentar o consumo de todos os 15 itens testados pela pesquisa após o fim do isolamento social. Para 46%, a pretensão é aumentar o consumo de até cinco produtos; 8% vão aumentar o consumo de seis a dez produtos; e 2% de 11 a 14 produtos. Para 44% dos entrevistados, não haverá aumento no consumo de nenhum dos itens.

Isolamento social - Os dados revelam que a população brasileira continua favorável ao isolamento social (86%), apesar das possíveis perdas econômicas, e quase todo mundo (93%) mudou sua rotina durante o período de isolamento, em diferentes graus. No cenário pós-pandemia, três em cada dez brasileiros falam em voltar a uma rotina igual à que tinham antes. Em relação ao retorno para o trabalho depois de terminado o isolamento social, 43% dos trabalhadores formais e informais afirmaram que se sentem seguros, enquanto 39% se dizem mais ou menos seguros e 18%, inseguros. "As atenções dos governos, das empresas e da sociedade devem estar voltadas, prioritariamente, para preservar vidas. Entretanto, é crucial que nos preocupemos também com a sobrevivência das empresas e com a manutenção dos empregos. É preciso estabelecer uma estratégia consistente para que, no momento oportuno, seja possível promover uma retomada segura e gradativa das atividades empresariais", disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Medidas de segurança - A maior parte dos entrevistados (96%) considera importante que as empresas adotem medidas de segurança, como a distribuição de máscaras e a adoção de uma distância mínima entre os colaboradores. Para 82% dos trabalhadores, essas medidas serão eficientes para proteger os empregados.

Dívidas - Um dado apontado pela pesquisa e considerado preocupante pela CNI é o endividamento, que atinge mais da metade da população (53%). O percentual é a soma dos 38% que já estavam endividados antes da pandemia e os 15% que contraíram dívidas nos últimos 40 dias, período que coincide com o começo do isolamento social. Entre aqueles que têm dívida, 40% afirmam que já estão com algum pagamento em atraso em alguma dessas dívidas. A maioria dos endividados em atraso (57%) passou a atrasar suas parcelas nos últimos 40 dias, ou seja, período que coincide com o isolamento social. O levantamento, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, contou com 2.005 entrevistados, a partir de 16 anos, de todas as unidades da Federação, entre os dias 2 e 4 de maio e tem margem de erro de dois pontos percentuais. (Agência Brasil / Foto: Wilson Dias)

TAXA DE JUROS: Copom reduz Selic para 3% ao ano para conter impacto de pandemia

 

juros 07 05 2020Em meio à crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus, o Banco Central (BC) diminuiu os juros básicos da economia pela sétima vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 3% ao ano, com corte de 0,75 ponto percentual. 

 

Surpresa - A decisão surpreendeu os analistas financeiros. Segundo a pesquisa Focus do BC, a maior parte dos agentes econômicos esperava a redução dos juros básicos para 3,25% ao ano nesta reunião e um corte adicional, para 2,75%, em junho. Em comunicado, o BC informou que o comitê considera promover um novo corte, de até 0,75 ponto percentual, na próxima reunião, em junho. A partir daí, os juros básicos não seriam mais alterados, mas a autoridade monetária admitiu que os riscos estão elevados e que espera mais informações para definir os próximos passos.

 

Redução em etapas - Segundo a nota, dois diretores do BC sugeriram cortes mais agressivos, mas a incerteza em relação aos impactos da pandemia de covid-19 sobre a economia fez a maioria dos membros do Copom optar por uma redução dos juros em etapas, até que o quadro econômico se estabilize. Com a decisão de ontem (6), a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018, só voltando a ser reduzida em julho de 2019.

 

Inflação - A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos 12 meses terminados em março, o indicador fechou em 3,3%, o menor resultado acumulado em 12 meses desde outubro do ano passado. A inflação, que tinha subido no fim do ano passado por causa da alta da carne e do dólar, agora deve cair mais que o previsto por causa das interrupções da produção e do consumo provocadas pela covid-19.

 

Meta de inflação - Para 2020, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,5% neste ano nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

 

IPCA - No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia o ano em 2,6%. A projeção, no entanto, ficou defasada diante da pandemia de covid-19. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 1,97%, mas as estimativas deverão continuar a cair nos próximos levantamentos.

 

Crédito mais barato - A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava crescimento zero para a economia neste ano. No entanto, a previsão tinha sido feita antes do agravamento da crise provocada pelo coronavírus. O mercado já projeta crescimento mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem contração de 3,76% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2020.

 

Freio na demanda - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. (Agência Brasil)

MERCADO: Em dia de Copom, dólar bate recorde e fecha acima de R$ 5,70

 

mecado 07 05 2020Em mais um dia de nervosismo no mercado financeiro, o dólar comercial superou a barreira de R$ 5,70 e bateu recorde. A moeda encerrou esta quarta-feira (6) vendida a R$ 5,704, com alta de R$ 0,113 (+2,08%). Esse é o maior valor nominal (sem considerar a inflação) desde a criação do real. O euro comercial fechou a R$ 6,171, com alta de 1,97%. A libra comercial voltou a ultrapassar a barreira de R$ 7, encerrando o dia vendida a R$ 7,054, com alta de 1,54%.

 

Alta de 42,14% em 2020 - O dólar operou em alta durante toda a sessão até fechar próxima da máxima do dia. A divisa acumula alta de 42,14% em 2020. O Banco Central (BC) interferiu pouco no mercado. A autoridade monetária apenas rolou (renovou) cerca de US$ 500 milhões de contratos antigos de swap cambial – venda de dólares no mercado futuro – que vencerão em junho e comprou títulos da dívida pública externa brasileira com o compromisso de devolvê-los daqui a alguns meses.

 

Investidores - Os investidores passaram o dia na expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic (taxa básica de juros) para 3%. A decisão só saiu depois do fechamento dos negócios. Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais por estrangeiros. A revisão para baixo da perspectiva da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch, divulgada ontem (5) à noite, também provocou turbulências no mercado. As tensões políticas internas também interferiram nas negociações.

 

Bolsa de valores - O dia foi marcado por perdas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta quarta aos 79.064 pontos, com queda de 0,51%. No início da sessão, o indicador caiu quase 1%, mas o ritmo de queda diminuiu ao longo do dia. O Ibovespa foi afetado pelo mercado externo. Influenciado pela divulgação de que o setor privado nos Estados Unidos demitiu 20,3 milhões de trabalhadores em abril, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com perda de 0,91%.

 

Nervosismo - Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, o relaxamento de restrições em vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos, após a superação do pico da pandemia, tem amenizado o impacto sobre os mercados.

 

Petróleo - Os preços internacionais do petróleo, que subiram nos últimos dias, recuaram levemente hoje. O barril do tipo Brent, que serve de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, era vendido a US$ 29,91 por volta das 19h, com queda de 3,42%. A queda nas cotações do petróleo e as tensões econômicas refletiram-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. 

 

Desvalorização - Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) desvalorizaram-se 3,91% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram perda de 3,68%. A guerra de preços de petróleo começou há dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa. (Agência Brasil)

POLÍTICA: Socorro emergencial a estados e municípios vai à sanção

 

politica 07 05 2020O Plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (06/05), em sessão deliberativa remota, novo texto para o projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020, que cria o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus para prestar auxílio financeiro de até R$ 125 bilhões a estados, Distrito Federal e municípios. O objetivo principal é ajudar os entes federativos no combate à pandemia da covid-19. O valor inclui repasses diretos e suspensão de dívidas. Com os 81 senadores participando, o projeto foi aprovado por unanimidade, ou seja, 80 votos favoráveis, já que o presidente da sessão não vota. O projeto segue agora para sanção presidencial.

Clique aqui para ver o montante que cada estado e município vai receber.

 

Poucas mudanças - O texto que segue para sanção é praticamente o mesmo que já havia sido aprovado pelos senadores no sábado (02/05), mas que tinha sido modificado pela Câmara dos Deputados. Os senadores recusaram a emenda dos deputados federais que alteraria um dos critérios de distribuição de recursos entre os estados. Entretanto, o Senado confirmou parte de outra emenda da Câmara que atinge as contrapartidas impostas ao serviço público. Além disso, o Plenário do Senado acatou totalmente a terceira emenda dos deputados federais, que suspende os prazos de validade de concursos públicos já homologados.

 

Repasses - O Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus vai direcionar R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais, sendo R$ 10 bilhões exclusivamente para ações de saúde e assistência social (R$ 7 bi para os estados e R$ 3 bi para os municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bi para os estados e R$ 20 bi para os municípios). Além disso, o Distrito Federal receberá uma cota à parte, de R$ 154,6 milhões, em função de não participar do rateio entre os municípios. Esse valor também será remetido em quatro parcelas.

 

Dívidas - Além dos repasses, os estados e municípios serão beneficiados com a liberação de R$ 49 bilhões através da suspensão e renegociação de dívidas com a União e com bancos públicos e de outros R$ 10,6 bilhões pela renegociação de empréstimos com organismos internacionais, que têm aval da União. Os municípios serão beneficiados, ainda, com a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o final do ano, representando um alívio de R$ 5,6 bilhões nas contas das prefeituras. Municípios que tenham regimes próprios de previdência para os seus servidores ficarão dispensados de pagar a contribuição patronal, desde que isso seja autorizado por lei municipal específica.

 

Relatoria - O relator da proposta foi o próprio presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). Seu primeiro relatório substituiu a proposta original enviada pela Câmara (PLP 149/2019) pelo PLP 39/2020. Agora, Davi também relatou as mudanças propostas pela Câmara ao PLP 39. A sessão de votação foi conduzida pelo senador Weverton (PDT-MA).

 

Prazo de concursos - A Câmara dos Deputados aprovou emenda para suspender prazos de validades de concursos públicos já homologados e essa mudança foi totalmente acatada pelo Senado, o que incluiu o art. 10 no texto do PLP. Assim, ficarão suspensos os prazos de validade dos concursos públicos já homologados até 20 de março de 2020, em todo o território nacional. A suspensão será válida até que a União estabeleça o fim do estado de calamidade pública motivado pela pandemia. A suspensão abrangerá todos os concursos públicos federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal, da administração direta ou indireta. Os prazos suspensos voltarão a correr quando acabar o período de calamidade pública. Os organizadores de cada concurso terão de publicar, em veículos oficiais previstos em cada edital, aviso sobre a suspensão dos prazos.

 

Distribuição - Dos R$ 60 bilhões de auxílio direto, R$ 50 bilhões poderão ser usados livremente. Essa fatia será dividida em R$ 30 bilhões para os estados e o Distrito Federal e R$ 20 bilhões para os municípios. O rateio por estado será feito em função da arrecadação do ICMS, da população, da cota no Fundo de Participação dos Estados e da contrapartida paga pela União pelas isenções fiscais relativas à exportação. Já o rateio entre os municípios será calculado dividindo os recursos por estado (excluindo o DF) usando os mesmos critérios para, então, dividir o valor estadual entre os municípios de acordo com a população de cada um.

 

Micro e pequenas empresas - Estados e municípios deverão privilegiar micro e pequenas empresas nas compras de produtos e serviços com os recursos liberados pelo projeto. Por sua vez, os R$ 7 bilhões destinados aos estados para saúde e assistência serão divididos de acordo com a população de cada um (critério com peso de 60%) e com a taxa de incidência da covid-19 (peso de 40%), apurada no dia 5 de cada mês. Os R$ 3 bilhões enviados para os municípios para esse mesmo fim serão distribuídos de acordo com o tamanho da população. A Câmara tinha alterado a expressão “taxa de incidência da covid-19” para “número de casos absolutos da covid-19”, mas a mudança foi rejeitada pelos senadores.

 

Testes - O relator usou a taxa de incidência como critério para estimular a aplicação de um maior número de testes, o que é essencial para definir estratégias de combate à pandemia, e também porque ela serve para avaliar a capacidade do sistema de saúde local de acolher pacientes da covid-19. Já a distribuição de acordo com a população visa privilegiar os entes que poderão ter maior número absoluto de infectados e doentes. “Considerar a taxa de incidência, enfim, é ter um olhar para onde o sofrimento é maior. Em maio, são os estados do Norte e Nordeste. Mas não se sabe o comportamento do vírus quando o inverno chegar ao Centro-Sul do país. Nos meses de junho e julho, portanto, poderá ser a vez de acudir outros brasileiros necessitados. É importante, pois, que os critérios sejam complementares e capazes de apontar o melhor caminho para amenizar a dor de todos os brasileiros”, afirmou Davi em seu relatório.

 

Suspensão de dívidas - A suspensão de dívidas abrangerá os pagamentos programados para todo o ano de 2020. Os valores não pagos serão incorporados ao saldo devedor apenas em 1º de janeiro de 2022, atualizados, mas sem juros, multas ou inclusão no cadastro de inadimplentes. A partir daí, o valor das parcelas que tiveram o pagamento suspenso será diluído nas parcelas seguintes. Os valores pagos durante o período de suspensão serão atualizados e somados aos encargos de adimplência para abaterem o saldo da dívida a partir de janeiro de 2021. As parcelas anteriores a março de 2020 não pagas em razão de liminar da Justiça também poderão ser incluídas no programa. Também nesse caso não caberão juros e multa por inadimplência.

 

Renegociação - Em outra frente, há permissão para reestruturação das dívidas internas e externas dos entes federativos, incluindo a suspensão do pagamento das parcelas de 2020, desde que mantidas as condições originais do contrato. Nesse caso, não é necessário o aval da União para a repactuação e as garantias eventualmente oferecidas permanecem as mesmas. 

Para acelerar o processo de renegociação, a proposta define que caberá às instituições financeiras verificar o cumprimento dos limites e condições dos aditivos aos contratos. Já a União fica proibida de executar garantias e contragarantias em caso de inadimplência nesses contratos, desde que a renegociação tenha sido inviabilizada por culpa da instituição credora.

 

Congelamento de salários - O Senado acatou a inclusão de novos setores que ficarão fora do congelamento de salários de servidores públicos. Além dos profissionais de saúde, de segurança pública e das Forças Armadas, foram excluídos do congelamento os trabalhadores da educação pública, servidores de carreiras periciais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários e de assistência social. Outra novidade aprovada é a suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos já homologados até 20 de março de 2020, em todo o território nacional. A suspensão será válida até que a União estabeleça o fim do estado de calamidade pública motivado pela pandemia.(Agência Senado / Foto: Jefferson Rudy)

 


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