Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4868 | 20 de Julho de 2020

PROGRAMA DE INOVAÇÃO I: Sistema Ocepar lança o ciclo 2020/2021; novas turmas começam a ser capacitadas em agosto

Dirigentes e colaboradores das cooperativas do Paraná interessados em participar do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense poderão se inscrever até o dia 7 de agosto. Cada cooperativa poderá indicar no mínimo duas no máximo 10 pessoas para participar da formação. A aula inaugural está prevista para ocorrer no dia 19 de agosto. Ao todo, serão 192 horas de capacitação. Uma landing page foi disponibilizada com todas as informações. É por meio dela que serão efetivadas as inscrições e onde está disponível o termo de adesão. O endereço é: http://paranacooperativo.coop.br/programadeinovacao/. “As aulas do programa serão 100% custeadas pelo Sescoop/PR”, ressaltou o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Leandro Macioski. Ainda de acordo com ele, os participantes serão formados de acordo com o perfil que apresentarem. “Eles estarão divididos em agentes de ideação e agentes de transformação e atuarão de forma convergente”, disse.

Virtual - Uma das novidades deste ano é que, devido à pandemia do coronavírus, as atividades deverão ser realizadas majoritariamente em formato virtual, com exceção dos laboratórios. Mas como a atividade ocorre mais para o final da formação, ainda podem ocorrer mudanças. Assim, as aulas da trilha comum e da trilha específica de cada turma serão online, em tempo real, por meio da plataforma Zoom. A trilha de mentoria deverá ocorrer no laboratório de inovação, presencialmente, em meados de 2021.

Lançamento - O Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense é uma iniciativa do Sistema Ocepar desenvolvida em parceria com o Isae - Instituto Superior de Administração e Economia. Teve início em 2018, com a adesão de 70 cooperativas paranaenses, mais de 500 participantes e formou 14 turmas no ano passado. Na sexta-feira (17/07), foi realizado o lançamento estadual de uma nova etapa, o ciclo 2020/2021, por videoconferência. Mais de 270 pessoas se inscreveram para o evento e 255 links de acesso foram disponibilizados, de acordo com a capacidade da ferramenta Microsoft Teams. Houve a participação de representantes de 68 cooperativas paranaenses dos mais diversos ramos, do Sistema OCB e de algumas organizações estaduais, como a do Mato Grosso do Sul, e do Isae.

Novas turmas - “O sucesso obtido com a formação da primeira turma nos motivou a viabilizar o treinamento de mais lideranças e profissionais das cooperativas. Nós pretendíamos lançar esse novo ciclo em abril, mas a pandemia mudou os nossos planos. Estamos em isolamento há 120 dias e não sabemos quando iremos retornar. E, se estamos falando em dificuldade, adaptação e mudança, inovação é fundamental. Então, não tinha porque pararmos, fomos em busca de opções e decidimos realizar o treinamento de forma virtual. Mas não é continuidade do primeiro ciclo. Vamos capacitar novas turmas para que possamos ter mais gente preparada exatamente para que possamos dar continuidade ao processo”, afirmou o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, ao recepcionar os participantes do evento.

Original e de valor - Na abertura, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a relevância do processo de inovar. “Antes de falar do programa, é importante falar da inovação. As pessoas e as instituições de forma geral são reconhecidas quando produzem algo original e de valor. E, para atingir essa condição, é preciso inovar. É um processo que necessita de informações de qualidade e muita criatividade, que vão nos permitir ter ideias e despertar para o novo. Isso é inovar, de uma forma simples”, afirmou. Ainda de acordo com ele, o fomento à inovação segue uma diretriz do sistema cooperativista nacional. “O nosso 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), realizado em maio de 2019, deu uma atenção especial à questão da inovação. Nós participamos do evento e o tema número 3 era esse. Isso gerou uma diretriz básica para o sistema. Uma delas é desenvolver um programa de capacitação em inovação para conselheiros, dirigentes e colaboradores do sistema cooperativo brasileiro, incluindo cooperativas e Sistema OCB. E é isso que estamos fazendo”, acrescentou.

Propósito - Ainda de acordo com ele, o Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense tem um propósito, que é disseminar a cultura da inovação, principalmente entre as lideranças, “que terão a oportunidade de experimentar um desenvolvimento profissional diferenciado”, frisou. “O programa visa incentivar a cooperativa à sua modernização em todos os aspectos. Nosso foco é avançar naquilo que for preciso, de forma prática. Então, o programa, além de trazer esse aspecto mais teórico, se propõe a ser muito prático. Nós queremos criar condições para que as pessoas fiquem antenadas na realidade de mercado e com os movimentos de inovação disseminados em todo o mundo. Nós queremos trazer o que tiver de melhor”, disse ainda.

Realidade - Ricken também chamou a atenção para o cenário imposto pela pandemia. “Quem poderia imaginar, lá em março, que teríamos que enfrentar uma realidade nunca vista? A humanidade sempre teve medo de três questões fundamentais: fome, guerra e pandemias. A fome sempre existiu, não por falta de alimentos, mas pela falta de uma boa distribuição de alimentos produzidos no mundo. Nós não chegamos a viver em nosso ambiente uma crise de fome, de forma generalizada. A nossa geração também não teve a oportunidade de participar de uma guerra, graças a Deus. Mas tivemos a infeliz experiência de passar por uma pandemia. Obviamente que isso em algum momento vai passar”, enfatizou.

Aprendizado - Em sua avaliação, essa situação deve resultar num grande aprendizado para todos. “Esse aprendizado é um exercício de inovação. Vamos iniciar esse segundo ciclo do Programa de Inovação com um desafio muito grande e vamos aprender muito em relação a isso. E, superada a pandemia, iremos ter uma visão mais ampla da realidade. O exercício da cooperação nesse momento é muito intenso. Nós temos que aprender a somar e a multiplicar o que temos em comum, evitando nos dividir. O cooperativismo é um exemplo a ser seguido. Se a sociedade conhecesse melhor o cooperativismo, estaríamos mais avançados de uma forma geral”, finalizou, desejando sucesso aos novos participantes do Programa.

Sinergia - Em seu pronunciamento, o vice-presidente do Isae, Roberto Pasinato, enfatizou que a entidade está completando 25 anos e, desde o início das atividades, mantém parceria como Sistema Ocepar, intensificada com a criação do Sescoop/PR. De acordo com ele, ao longo desse período foram realizados em conjunto diversos cursos de pós-graduação, palestras, entre outras atividades, e ressaltou ainda o Programa de Certificação de Conselheiros de Cooperativas. “Nós sempre buscamos foco na formação de profissionais que façam a diferença dentro de suas instituições e outro ponto determinante é mensurar os resultados, sempre tentando trazer algo de novo. Nós tivemos a grande satisfação de poder trabalhar com vocês na construção do primeiro ciclo do Programa de Inovação. Essa experiência que tivemos tem pontos fundamentais. O primeiro foi a grande sinergia, a grande integração, principalmente em relação ao propósito estabelecido quando nós começamos os trabalhos. Houve realmente uma hipercooperação entre as nossas equipes. A determinação na questão da disseminação da cultura da inovação foi outro ponto fundamental. E, também, o envolvimento de todos os participantes. Inclusive a questão da intercooperação ficou clara, com os grupos de diversas cooperativas sempre atuando muito próximas, muito juntas”, afirmou. “E, agora, nós vamos para o início de mais um ciclo e eu particularmente estou com uma expectativa muito positiva porque toda a experiência adquirida nos ajudou a fazer uma reformulação no programa. E nós saímos do curso 100% presencial para uma nova forma, a virtual, mediada por tecnologia. Mas temos uma experiência positiva em cima disso e acreditamos que será um grande sucesso”, complementou.

Inovacoop - No lançamento estadual do ciclo 2020/2021 do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense houve ainda a participação da coordenadora de inovação do Sistema OCB, Samara Araújo. Ela apresentou o Inovacoop. “Essa também é uma iniciativa fruto do 14º CBC. Entre as demandas estava realmente que o Sistema OCB fomentasse a inovação nas cooperativas e, assim como vocês nos estados estão promovendo capacitações, por meio de programas de inovação, o Sistema OCB, junto com as unidades estaduais, desenvolveu o Inovacoop. Ele é um site, um hub, um local onde a gente pretende fomentar a inovação nas cooperativas através de informações, cursos, ferramentas, entre outras opções”, explicou.

Áreas - O site é dividido em cinco grandes áreas: Cursos online, Inovação na prática, Fique por dentro, Radar da inovação e Conexão com startups. “Os quatro primeiros temas estão ativos, com bastante conteúdo para vocês poderem acessar. Já o Conexão será lançado daqui a provavelmente dois meses”, informou Samara. Ela detalhou cada uma das áreas e convidou todos a participar, enviando seus cases de sucesso e acessando a plataforma, por meio do endereço: https://inova.coop.br/.

Palestra - No evento houve ainda a apresentação da palestra com o tema “Inovação em tempos de grandes transformações”, ministrada por Carlos Piazza.

Rádio PR Cooperativo - Clique aqui e confira a matéria veiculada pela Rádio Paraná Cooperativo sobre lançamento do ciclo 2020/2021 do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense.

{vsig}2020/noticias/07/20/inovacao_I/{/vsig}

 

PROGRAMA DE INOVAÇÃO II: “O futuro é um lugar escuro e incerto. É preciso iluminá-lo com imaginação e criatividade”, afirma Piazza

“Agradeço a chance de atormentar todo mundo com esse assunto absurdo. Quero desejar a todos uma excelente palestra porque o Rivotril eu mando a distância a todos para deixar um pouco de sossego na cabeça da gente”. Foi desse jeito bem humorado que Carlos Piazza iniciou sua participação no lançamento estadual do ciclo 2020/2021 do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, na tarde de sexta-feira (17/07).

Currículo - Piazza foi convidado a falar sobre o tema “Inovação em tempos de grandes transformações” e logo despertou curiosidade por seu vasto currículo, cheio de termos pouco comuns para a maioria das pessoas. Ele é darwinista digital, polímata, nexilialista, futurista practioner pelo Millenium Project, embaixador no Brasil do Teach the Future, pela Huston University (EUA), TED talker e tem atuação focada em negócios e aceleração digital, gestão em inovação e tecnologias disruptivas, especialista em design centrado no ser humano, é professor de cursos de pós-graduação e MBAs, palestrante, escritor, conteudista, mentor de hackathon, entre outras atribuições.

Pré-requisito -“As quatro coisas que chegam como pré-requisito para os profissionais enfrentarem esse novo mundo são: em primeiro lugar, o darwinismo digital. Eu sou um darwinista. Pode parecer estranho, mas isso é uma profissão há mais de 10 anos. E o que a gente faz? A gente trabalha insistentemente para que as empresas não desapareçam. Na verdade, eu preciso dar a noção da adaptabilidade possível, quando tudo muda o tempo inteiro e as empresas estão sempre a reboque, e eu preciso fazer com que as empresas se movam para que não morram na linha de tiro”, explicou o palestrante. “Eu preciso de pessoas nexialistas. São aquelas que entendem o nexo entre as coisas. Por isso, é necessário o silêncio mental, a elasticidade mental. Além de tudo, eu preciso de gente polímata. Os polímatas não circulam entre especialidades únicas. A gente aprendeu uma especialidade só, mas para poder ver o mundo no pensamento sistêmico, eu preciso pensar em todas as especialidades, porque eu não posso mais ter o pensamento de causa e efeito, pois tem várias causas e efeitos”, acrescentou.

Futurista - De acordo com Piazza, também é necessário ser futurista, mas de forma estratégica. “O futurismo estratégico nos dá as ferramentas para que a gente possa antecipar essas mudanças todas. Quando a gente fala nessas questões, eu tenho que relembrar o Edmund Burke, de 1729. Você sabe o que ele já falava? Inovar não é reformar. As pessoas pensam que é só pegar um processo, dar uma marretada. As pessoas adoram desentortar portão. É um negócio impressionante. Quem já tentou, sabe. Na boa, joga fora, constrói outro porque ele desentorta de um lado e entorta de outro e você nunca chega no ponto de equilíbrio”, frisou.

Presos ao passado - Segundo o palestrante, embora estejamos com o pé na quinta revolução industrial, muitas empresas e pessoas ainda mantêm características da segunda revolução industrial. “Todos nós estamos presos ainda na segunda revolução industrial, ocorrida em 1850. As empresas são completamente forjadas ainda naquele período, tentando responder a hierarquias, às formas de organização, às formas que a gente enxerga da governança das empresas”, disse. “O que acontece agora é que o nosso futuro ficou completamente incerto porque, na realidade, eu não tenho mais dispositivos para eu poder antecipar. Quando o futuro está se antecipando, eu preciso ter ferramentas. O futuro nunca veio do além, ele é construído. O futuro é colocado todos os dias sobre nós mas eu consigo ter ferramentas, claro, não para poder prever o futuro, porque afinal de contas nós não temos essa propriedade. Mas nós conseguimos antever o futuro por meio de ferramentas e a gente pode enxergar um futuro que a gente possa aportar hoje. Portanto, eu consigo, sim, antecipar. E é isso que a gente está tentando colocar na cabeça de muita gente porque as pessoas ficam esperando as mudanças chegarem sobre nós e nós temos um pouquinho de protagonismo para pegar isso na mão e poder projetar do jeito que a gente imagina, antevendo as mudanças”, acrescentou.

Criatividade - Nesse processo, Piazza destacou a importância da criatividade. “O futuro é um lugar extremamente escuro, incerto, prospectivo. A gente realmente precisa iluminar o futuro, como disse o presidente Ricken, com a nossa imaginação e com criatividade. O que acontece é que a melhor definição de criatividade que eu conheço é exatamente as pessoas perceberem que ela é a criança que você deixou sobreviver em você. Ao mesmo tempo, os adultos ficaram chatos demais. A criatividade vai prever um pouquinho de elasticidade mental, um pouquinho do exercício das coisas do impossível. O ser humano é o único na face do planeta que consegue imaginar coisas que nunca existiram. E o nome que a gente dá para isso é criatividade, imaginação. As pessoas passam o tempo inteiro agora em tarefas repetitivas. Pode entregar tudo que você faz hoje para as máquinas, que elas farão muito melhor que todo mundo. E a gente sabe que temos que separar os dois mundos, porque máquinas são muito boas em algumas coisas e os seres humanos são em outras e a gente tem que voltar a ser um pouquinho humano porque, sim, a gente adorou fazer papel de máquina obsoleta”, acrescentou. “Mas, na realidade, a criatividade que eu preciso depende do meu lado humano porque só os humanos podem fazer as duas coisas que as máquinas não fazem: pensamento na ambiguidade e pensamento crítico. Humano não são megabons nisso? Eu não entendo porque ele fica tentando se parecer uma máquina executando a função de tarefas repetitivas sistematicamente. Não tem sentido”, acrescentou.

Tecnologia - Piazza lembrou ainda que “o século XXI sempre foi marcado pela aceleração do ritmo de mudanças extremamente agudas causadas pelo crescimento exponencial das tecnologias, ressaltando a Lei de Moore, de 1972. “Gordon Moore era presidente da Intel na época. Foi ele que desvendou esse mistério das exponencialidade das tecnologias, que dobram a cada dois anos e o custo cai pela metade”. Por outro lado, ele destaca que a tecnologia não deve ser um fim, mas um meio para promover mudanças para a sociedade. “Claro que a batida exponencial prevalece por conta da globalização e da tecnologia da informação. Todos os países do mundo atuam da mesma forma, com as mesmas plataformas e em mesmas condições. Não temos mais limites geográficos para que a gente possa ativar toda essa parafernália tecnológica que temos em mãos. Mas temos que lembrar de algo que muitas pessoas confundem. Pensamento digital, ou mindset digital, é você falar sobre pessoas, não falar sobre tecnologia. É você saber quando e como usar as tecnologias digitais e quando é preciso parar de usá-las também. O foco então não deve ser na tecnologia em si, mas, sim, no valor, nos benefícios que as tecnologias trazem às pessoas. O que a gente observa aqui é de que maneira as tecnologias alteram a vida pessoas, de que maneira o conjunto dessas pessoas alteram a sociedade e de que maneira essa sociedade altera a forma, inclusive estabelecendo novas economias. Então, tecnologia nunca foi uma finalidade em si. Tecnologias são meios pelos quais nós buscamos sistematicamente a melhoria da sociedade. Nunca podemos perder esse foco. Pessoas em primeiro lugar e a tecnologia é um meio para atingir a sociedade de forma melhorada.”

Ser humano - Ainda de acordo com ele, a quinta revolução industrial também tem como foco o ser humano. “A sociedade 5.0 é uma nova sociedade centrada completamente no ser humano. A gente tem que se voltar nele para que possamos construir soluções. A sociedade 5.0, então, será a sociedade da imaginação e vamos ter que colocá-la a serviço de tudo. O elemento humano se mantém infinitamente mais importante do que nunca e eu tenho que juntar a ciência dos dados mais a ciência do comportamento humano, mas temos que entender também que teremos interfaces culturais cada vez mais complexas, como estamos vendo no mundo inteiro em diversas questões”, afirmou. Nesse novo cenário, a ajuda mútua também deve prevalecer, de acordo com Piazza. “Estamos indo para uma hipercolaboração global em que é preciso ciclos de inovação. No mundo digital, hashtag juntos somos mais fortes. Não é tempo de desbravar o mundo sozinho. Não tem espaço para competição, tem espaço para colaboração”, complementou.

{vsig}2020/noticias/07/20/inovacao_II/{/vsig}

 

COVID-19: Confira o comunicado 78 do Comitê de Acompanhamento

covid 19 destaque 20 07 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar emitiu, na manhã desta segunda-feira (20/07), o comunicado 78 que tem, entre os destaques, o lançamento do ciclo 2020/2021 do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, ocorrido por videoconferência na sexta-feira (17/07). Também trata sobre a nova resolução da ANTT. Veja abaixo todas as informações.

1. No dia 17 de julho, o Sistema Ocepar lançou o ciclo 2020/2021 do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense. Para conhecer os detalhes clique aqui.

2. O Sistema OCB realizou reunião, no dia 17 de julho, com representantes do Sistema Ocepar e Fecoagro para discutir a operacionalização da Lei nº 13.986, sobre escrituração e registros de títulos.

3. No dia 17 de julho, a Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT publicou a Resolução nº 5.899, de 14 de julho de 2020, alterando a Resolução nº 5.867, de 14 de janeiro de 2020, que estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos, referentes ao quilômetro rodado na realização do serviço de transporte rodoviário remunerado de cargas, por eixo carregado, instituído pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas - PNPM-TRC. Para acessar, clique aqui. O grupo técnico do Sistema Ocepar publicou relatório de análise sobre essa resolução, juntamente com a planilha de simulação. Clique aqui para conferir.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

GETEC: Informe nº 34 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 20 07 2020A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (20/07), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2020, 2021 e 2022.

Clique aqui para conferir o Informe Expectativas de Mercado Semanal

 

SICREDI: Lançado hotsite que ajuda empreendedores a impulsionarem seus negócios

sicredi 20 07 2020Para estimular o desenvolvimento econômico por meio do apoio aos empreendedores locais e do engajamento das pessoas em prol da economia de sua região, o Sicredi deu início, em junho, ao movimento “Eu Coopero com a Economia Local”. Na semana passada, a instituição financeira cooperativa lançou um hotsite que servirá de fonte de informações e ferramenta de apoio a empresários.

Canal de conteúdo - Prática, intuitiva e de fácil navegação, a plataforma é um canal de conteúdo que apoiará o empreendedor a impulsionar seus negócios com dicas, orientações e até ferramentas que o ajudam na divulgação de seus produtos e serviços no ambiente digital.

Vídeo-manifesto - Em destaque na home, um vídeo-manifesto dá as boas-vindas aos visitantes com explicações sobre o que é o movimento e seus objetivos, ressaltando os efeitos transformadores do cooperativismo como impulsionador de economias regionais e, portanto, um dos motores da economia brasileira.

Área específica - Em uma área específica para empreendedores que buscam desenvolver seus negócios, estão disponíveis vídeos gravados por colaboradores do Sicredi que explicam o que são as redes sociais, como criar contas empresariais nessas mídias, dicas de conteúdo, micromarketing, atendimento, fluxo de caixa, negociação com fornecedores e oportunidades de inovação com meios de pagamento digitais. Temas como esses também são abordados em e-books, disponibilizados para download.

Anúncios digitais - Os visitantes do hotsite do movimento “Eu Coopero com a Economia Local” podem ter acesso a um gerador de anúncios digitais com o qual empresários podem criar, de maneira personalizada, cards para Facebook, folhetos e banners, entre outros itens de comunicação online que os ajudam a impulsionar os seus estabelecimentos em ambientes digitais. Essa ferramenta estará disponível no site em agosto. Há também informações sobre o aplicativo Sicredi Conecta, marketplace com o qual associados do Sicredi podem realizar negócios entre si.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

UNIMED COSTA OESTE: Hospital da cooperativa tem plantão de pediatria 24 horas

unimed costa oeste 20 07 2020Desde o início deste mês, o Hospital Geral Unimed (HGU) - localizado em Toledo (PR), onde funcionava o antigo HCO - passou a oferecer o plantão de pediatria 24 horas. A ação visa atender ao anseio de pais e mães, com o objetivo de oferecer mais qualidade e humanização no atendimento ao público infantil.

Plantão pediátrico - O plantão pediátrico está em funcionamento 24 horas, todos os dias, inclusive, aos finais de semana e feriados. O local foi estruturado para proporcionar mais conforto e segurança às famílias, com espaço exclusivo para as crianças, sistema de classificação de risco, consultório médico e leitos de observação.

Satisfação - Segundo o diretor vice-presidente da Unimed Costa Oeste, Manoel Joaquim de Oliveira, é com muita satisfação que o HGU anuncia o início do plantão de pediatria. "É um anseio de muitas famílias e, nos últimos meses, intensificamos nossos esforços para atender a esta solicitação. Temos excelentes médicos, especializados em atender ao público infantil durante os plantões. Agora, contamos com um espaço exclusivo ao atendimento das crianças quando necessário", ressalta.

Disponível - O plantão de pediatria 24 horas está disponível para beneficiários da Unimed Costa Oeste, particulares e outros convênios aceitos no HGU.

Acesso - Quem necessitar de atendimento no plantão de pediatria deve utilizar as entradas: Rua Guarani - de segunda-feira a sexta-feira, das 6h às 20h, e aos sábados, das 6h às 12h; e Rua Rui Barbosa nos demais horários. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (45) 3379-7700. (Imprensa Unimed Costa Oeste)

 

COAMO: Café Coamo, do campo à industrialização

A tradição de produzir café é mantida firmemente há pelo menos três gerações na família do cooperado Guilherme Galeriani Neto, de Corumbataí do Sul (Centro-Oeste do Paraná). Com 46 anos de idade, ele recorda que cultivar a bebida faz parte da sua história do pai e do falecido avô. Um trabalho desenvolvido há mais de 50 anos aos arredores da chácara Santa Teresinha, de propriedade da família. “Eu nasci aqui e desde então vivo do café. Cultivo essa lavoura, assim como meu pai e avô. É muito prazeroso produzir café e espero produzi-lo até quando a saúde permitir”, afirma.

Brilho nos olhos - Apaixonado pela bebida, não esconde o brilho nos olhos quando fala da sua experiência de vida com o café. “É uma lavoura mágica, especial. Quem produz sabe o que estou dizendo. Ela encanta desde a florada até a colheita. O café era o ouro preto do passado no Paraná e com ele consegui formar e sustentar minha família. Quase tudo que tenho conquistei com ele”, revela Guilherme.

Coamo - Se no campo existe uma paixão comum dos cooperados pela produção de café, na Coamo a atividade é valorizada e levada em consideração na industrialização da bebida. Afinal de contas, o café faz parte da vida dos brasileiros e começar o dia muito bem para muita gente, passa necessariamente por tomar uma xícara de café. O aroma então, nem se discute. Aquele cheirinho de café que acabou de ficar pronto é um convite irrecusável para um momento agradável.

No portfólio- A verdade é que o café conquista a cada ano milhares de novos consumidores e, por isso, na linha de produção de alimentos da cooperativa, o café faz parte do portifólio de produtos há mais de duas décadas. “Há cerca de 22 anos, a Coamo passou a industrializar a produção dos cooperados. No início, este trabalho era terceirizado, feito por uma empresa parceira. Tínhamos somente uma linha de café que era o Coamo Tradicional. Passados alguns anos a diretoria resolveu investir mais na bebida. Em 2009, foi inaugurada a indústria de torrefação. Hoje temos três marcas e categorias de cafés. O Coamo Tradicional foi o pioneiro, depois vieram as linhas Extra Forte, Coamo, Sollus e o Duallis, além do café Coamo Premium na categoria superior, para atender a linha de cafeterias”, destaca Wanderlei Aparecido da Silva, chefe do departamento de Torrefação de Café.

Especialista - Há mais de 30 anos trabalhando na área, ele é um especialista da bebida, e garante que a qualidade para a finalização de um bom produto na indústria começa no campo. “O manejo é que determinará a qualidade final. Por isso, é preciso muita técnica e capricho no cultivo, nos tratos culturais, na colheita e, depois, no terreiro ao finalizar o grão para entregar. Todos os processos são importantes”, alerta.

Técnicos especializados - Ele lembra que a cooperativa tem técnicos especializados na área de degustação, cuja responsabilidade é tratar o produto com o devido respeito. “O objetivo é analisar a qualidade do grão com cuidado, pois isso remunera o produtor. Procuramos avaliar com critérios bem definidos para extrair o que há de melhor no café”, diz.

Provadores - Ao chegar na indústria da Coamo, cada lote de café é torrado e degustado pelos provadores. Um processo que determina a qualidade da bebida. “Depois que tiramos este mix fazemos uma blendagem (aferição de qualidade da bebida) para ver se atende ao padrão de café que vamos industrializar. O produto é condicionado em armazém para a composição do blend [combinação de diversos grãos de café]. Depois disso, é que ele vem para a torrefação e envase”, explica.

Como é o processo de industrialização - O mercado busca excelência em todos os grãos, para valorizar o trabalho do produtor, dos colhedores e torrefadores, até serem apreciados pelos consumidores como uma experiência sensorial única. Essa busca pela perfeição é interminável em qualquer ramo, e no mundo dos cafés não é diferente. Encontrar grãos excepcionais é uma tarefa difícil, pois cada grão possui personalidade e características únicas. O mesmo lote pode sair diferente de uma safra para outra. Para contornar essas variações da natureza e chegar em uma oferta mais consistente, a solução é o blend.

Recepção - Na Coamo, o café é recebido nas unidades em coco e/ou beneficiado, e são pagos aos associados conforme a classificação de tipos e bebida. Todos os cafés recebidos têm amostras enviadas para a prova e logo após a classificação e degustação é digitado o resultado de qualidade. Em posse das informações, a unidade imprimi a nota de pesagem e segrega o café conforme a qualidade.

Sabor premiado - A qualidade apontada por Wanderlei Silva e a origem, aliados ao sabor e aroma marcante, garantem posição de destaque aos Cafés Coamo no ranking das 100 maiores indústrias de café do Brasil, que fazem parte da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). Em relação ao mais recente ranking, a Coamo subiu dez posições e ocupa a 19ª colocação. Trata-se de uma marca comemorada pela cooperativa, uma vez que, compete com empresas multinacionais e nacionais e com tradição no mercado cafeeiro.

Exigentes - No levantamento da Abic, os consumidores brasileiros estão mais exigentes com relação a qualidade. Isso é resultado de mais conhecimento sobre cafés, suas características e suas diferenças por formas de preparo. A Abic iniciou em 2004 um inédito programa de certificação de qualidade, o PQC – Programa de Qualidade do Café, que certifica e monitora a qualidade das marcas que aderem ao programa e são destacadas por um selo que garante ao consumidor o tipo Extra Forte, Tradicional, Superior ou Gourmet.

Selo de Pureza - Todos os cafés que compõem a linha da Coamo são reconhecidos e contam com os Selos de Pureza e Qualidade da Abic, têm a certificação do PQC – Programa de Qualidade da Abic e, também, levam o Selo de Origem de Produto de Cooperativa. São cafés fabricados a partir de matéria-prima selecionada, que garante uma bebida com aroma e sabor marcante. (Imprensa Coamo)

{vsig}2020/noticias/07/20/coamo/{/vsig}

COPAGRIL: Manejo antecipado para controle de plantas daninhas traz vantagens ao agricultor

copagril 20 07 2020A colheita do milho safrinha está em andamento na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial Copagril, marcando o fim do ciclo de produção de 2020. Logo após a colheita, é momento de o agricultor planejar a próxima safra, dando atenção especial para sua lavoura, que precisará ficar pronta para o dia do plantio, quando começa um novo ciclo das culturas de milho e soja que serão implantadas no verão.

Manejo das plantas daninhas - Para manter a propriedade em boas condições para o próximo plantio, a realização do manejo das plantas daninhas é fundamental e tem impacto direto no sucesso da nova safra, dessa forma, o agricultor precisa adotar práticas agrícolas eficientes e seguras para obter sucesso no próximo período de cultivo. Entre essas práticas destaca-se o manejo de plantas daninhas, denominado de “dessecação" e para um efetivo controle, a identificação correta de plantas daninhas após a colheita do milho safrinha é essencial para que as estratégias de manejo sejam eficientes.

Manter baixos níveis de infestação é fundamental - Conforme o Engenheiro Agrônomo da Unidade Copagril de Novo Sarandi, Anderson Luís Schoffen, um dos fatores mais importantes para o manejo é a manutenção da população de plantas daninhas em baixos níveis de infestação. Para isso, podem ser adotadas técnicas como rotação de culturas e semeadura de plantas de cobertura e de adubação verde. “Culturas de cobertura, como nabo-forrageiro, aveia, ervilhaca e milheto, no período de entressafra, inibem a emergência e o desenvolvimento das plantas daninhas”, comenta Anderson Schoffen pontuando que a utilização de roçadeira e/ou a aplicação de herbicidas para dessecação das plantas daninhas na pós-colheita, também podem ser adotadas para controlar as plantas daninhas emergidas e diminuir a produção de sementes, diminuindo o banco de sementes no solo.

Diagnóstico - Nas regiões da área de ação da Copagril onde a colheita do milho safrinha já iniciou, já é possível diagnosticar a presença das plantas daninhas a campo, momento que possibilita a realização do primeiro trabalho de controle. “O produtor precisa realizar o controle inicial ainda quando as plantas daninhas encontram-se em estágio inicial de desenvolvimento, o que facilita o seu controle. Para complementar o manejo, o produtor pode associar o uso de herbicidas pré-emergentes, para diminuir a emergência de novas plantas daninhas”, salienta o engenheiro agrônomo da Copagril.

À disposição - A Copagril orienta que os produtores façam o manejo antecipado de entressafra, com a finalidade de melhorar o controle e facilitar o manejo de pré-plantio, evitado problemas no momento da semeadura. A cooperativa está à disposição do agricultor, fornecendo produtos e serviços de excelência para facilitar os trabalhos na propriedade. (Imprensa Copagril)

 

PRIMATO I: Cooperativa celebra aniversário de 23 anos

No dia 15 de julho, a Primato Cooperativa Agroindustrial completou 23 anos de atuação e esse importante momento dessa história, que apesar de recente e cheia de desafios, tem muitas conquistas importantes aos cooperados e colaboradores, mas também para Toledo (PR) e as cidades onde atua e vem fazendo a diferença. Uma cooperativa que busca desenvolver o ciclo de negócios completo com seus mais de 8200 cooperados, seja na pecuária, suinocultura, agricultura, assim como o varejo. Na quarta-feira (15/07) foi feita uma celebração na sede administrativa, em Toledo.

Cooperativa - Nestes 23 anos a cooperativa vem desenvolvendo ações e criando ambientes de negócios, além da representatividade para pequenos e médios produtores rurais da região oeste, sudoeste, centro sul e noroeste do Paraná, assim como Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “O modelo cooperativista é diferenciado justamente porque busca representar uma parcela considerável de produtores rurais que buscam melhores condições na compra de insumos, nutrição animal, produtos agropecuários e medicamentos veterinários. Além disso, ter a cooperativa como elo representativo na entrega do leite, suínos e as safras de soja e milho”, destacou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter.

Planejamento estratégico - Segundo o presidente, a cooperativa trabalha com planejamento estratégico para obter os resultados. “Trabalhamos em cima de planejamento estratégico que tem objetivos que podemos alcançar em um período mais curto, pode ser aplicado e ter resultados mais rapidamente. Por sua vez algumas ações demandam a elaboração de projetos, envolvem vários setores e profissionais, logo, tem prazos maiores e podem sofrer alterações no processo porque existem interferências externas que não estão ao nosso controle, como por exemplo a questão econômica, política, cambial entre outras”, disse.

Plano de Investimentos - Em fevereiro deste ano foi lançado o Plano de Investimentos 2020/25 que contempla aplicação de recursos em estrutura de recebimento e beneficiamento de grãos, abertura de novas unidades de supermercados e unidade industrial de alimentos para animais. “Vão ser mais de cem milhões de reais em investimentos para essas ações visando a expansão, diversificação e a consolidação de nossa cooperativa, tudo claro, através de planejamento estratégico e o aval de nossa diretoria e conselho de administração”, destacou o diretor executivo da Primato, Anderson Sabadin.

Agro - Atualmente a Primato atua com as unidades industriais de nutrição animal em Toledo (14 mil toneladas mês) e Verê (7 mil toneladas mês) e que produzem a linha de rações Prima Raça, presentes no Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Unidades agropecuárias em Toledo, Cascavel, Guaraniaçu, Nova Santa Rosa e Verê, todas com a Primato Agrícola e assistência técnica à disposição.

Supermercado - Na parte de varejo conta com uma rede de supermercados com sete unidades em Toledo, sendo que até o final de agosto haverá a reinauguração da loja da Vila Pioneiro, além de uma loja em Vera Cruz do Oeste. Em dezembro de 2019 foi inaugurada a Casa Vergara localizada no Lago Municipal e no final de agosto deste ano será inaugurada a segunda unidade no centro de Toledo. Na rede de supermercados uma família de alimentos de marca própria é destaque para cooperados e clientes.

Restaurante - São três restaurantes disponíveis, no complexo da Avenida J.J Muraro, na Avenida Maripá e na Avenida Cirne Lima.

Farmácia - A Farmácia Primato está localizada no complexo da Avenida Maripá e tem uma gama completa de medicamentos, perfumaria e um sistema de compras eletrônicos através de site e WhatsApp. Foi a primeira farmácia autorizada a comercializar os testes rápidos para Covid-19 em Toledo no final de junho.

Posto - Em 2019 foram inaugurados dois postos de combustíveis com a bandeira Petrobrás, o primeiro em fevereiro na rua Barão do Rio Branco no centro de Toledo e a segunda unidade em agosto na avenida Cirne Lima, saída para Ouro Verde do Oeste.

Corretora - Em agosto de 2019 foi inaugurada a Primato Corretora em parceria com a Rede Lojacorr, uma das maiores no ramo de seguros, que no início deste ano também fechou parceria com a BR Consórcios, maior rede de segmento no país, que comercializa todos os tipos de consórcios e agregou mais esse serviço no portfólio da Corretora.

Digital - “No segundo semestre de 2019 a Primato iniciou o processo de transformação digital que teve início com um novo sistema de gestão de todos os negócios e setores da cooperativa. Na sequência fizemos os lançamentos dos sites e aplicativos à rede de varejo, farmácia e assim como teremos o site da agropecuária”, destacou Sabadin, que concluiu, “tudo isso balizado no espírito cooperativista através de valores e direcionadores de nossa cooperativa”. (Imprensa Primato)

{vsig}2020/noticias/07/20/primato_I/{/vsig}

PRIMATO II: Realizada a quarta entrega de alimentos do Dia C

Dando sequência às ações alusivas ao Dia C que a Primato Cooperativa Agroindustrial fez a quarta entrega de alimentos arrecadados e produtos de limpeza, uma iniciativa das cooperativas do país para promover e estimular a realização de ações voluntárias.

Dia C - A Primato vem promovendo ações para o Dia C através da rede de supermercados da cooperativa. “A cooperação é fundamental a todo momento, mas em especial agora durante a pandemia do novo coronavírus e com a chegada do inverno, se faz mais importante ainda. Por isso, em ação do Dia C, a Primato vem promovendo a campanha de reversão de desconto na compra de produtos da linha de alimentos Primato em nossos supermercados, onde iremos destinar 5% das vendas para doação às instituições sociais”.

Feijoada solidária - “Nós estamos desenvolvendo a Feijoada Solidária com o objetivo de arrecadar recursos para atender alguns projetos que são desenvolvidos tanto na Casa de Maria, como na APA Lar dos Idosos, ambos em Toledo”, explicou o presidente do Rotary Clube de Toledo Integração, Nelson Engelmann que complementou, “e neste sábado dia 18, estamos promovendo este evento para este fim e por isso, queremos agradecer a Primato por ter contribuído de forma importantíssima para que isso aconteça. Nossa gratidão a toda gestão da cooperativa que tem sido nossa parceira nessas ações”.

Live - A Primato também tem participação em Lives de músicos locais promovidas em Toledo. “A cada quatro cestas compradas na rede de supermercados durante a transmissão das Lives nas quais somos parceiros, a Primato doa uma cesta às instituições que recebem os recursos dessas transmissões. É uma forma de contribuir com a cultura e a sociedade onde a cooperativa está inserida”, disse o executivo.

Continuidade - A ação das Lives também continua e, nesta semana, a arrecadação vai ser destinada às instituições sociais. “Na live feita pelo Rotary foram comercializadas 503 cestas, das quais 100 foram doadas pelo Primato Supermercado”, concluiu Sabadin.

Primato - A linha de alimentos Primato está disponível nas unidades da rede Primato Supermercado em Toledo e Vera Cruz do Oeste e também pelo site supermercado.primato.com.br, ou pelo aplicativo para smartaphones android https://bit.ly/3gMetfB e sistemas apple (IOS) https://apple.co/2U0JqDa. (Imprensa Primato)

{vsig}2020/noticias/07/20/primato_II/{/vsig}

COCAMAR I: Jovens produtores ampliam fronteiras para o milho

Dois jovens filhos de produtores que em outros tempos haviam se mudado para cursar a faculdade e planejavam seguir profissões fora da atividade rural, renderam-se ao entusiasmo pelo campo, entenderam que a melhor decisão era retornar às suas origens e hoje, sucedendo os pais, se projetam por suas iniciativas à frente dos negócios da família.

Valorizar - Renan Facina, 30 anos, engenheiro mecatrônico, e Marcel Franklin Rafael, 41, advogado e empresário do ramo de panificação, foram visitados pelo projeto Giromilho Cocamar e Pioneer, respectivamente nos municípios de Jussara e Terra Boa, no noroeste do Paraná. A realização, voltada a valorizar produtores que se destacam por suas boas práticas, conta com o apoio da concessionária Zacarias Chevrolet.

Desafio - Renan e Marcel têm um outro ponto em comum: eles cultivam solos sob a pressão de um desafio que requer especial cuidado. Seus municípios estão localizados numa região de transição para o arenito – com veranicos e altas temperaturas - e, por isso, o ambiente tem sido menos favorável para culturas como o milho.

Potencializado - No entanto, sob a orientação técnica da Cocamar e mediante criteriosas análises de solo, ambos os produtores promovem a rotineira correção e a reposição de nutrientes e, no inverno, incluem uma rotação periódica com capim braquiária. Por sua vez, o milho é potencializado a partir da seleção de híbridos mais tolerantes a pragas e doenças e de grande potencial produtivo.

Vitrines - Para demonstrar que o milho pode ser uma cultura tão interessante quanto a soja mesmo em solos assim, desde, é claro, que conduzida com tecnologias adequadas, a Pioneer instalou vitrines nas duas propriedades para apresentar aos produtores da região o desempenho de seus híbridos.

Médias superiores - “Nós percebemos que com uma adubação mais pesada e o emprego da tecnologia, podemos ter um custo-benefício melhor quando comparado a adubações mais econômicas”, afirma Renan, que vem conseguindo médias de produtividade superiores às do seu município. “Como nós plantamos soja no começo de outubro, entramos com milho no início de fevereiro, reduzindo os riscos com o frio”, afirma, salientando ainda que o cereal tem oferecido uma boa rentabilidade – sobretudo neste ano de 2020, com a forte variação cambial.

Capitalizar- “A gente viu que o milho responde bastante à correção e à adubação, ou seja, vale a pena investir”, menciona Marcel, de Terra Boa, destacando que a cultura se firmou pela remuneração que tem garantido ao produtor. “Hoje a gente consegue se capitalizar com o milho, diferente de antes, quando era plantado apenas para cobrir o solo no inverno. A genética do milho evoluiu bastante.” Marcel diz ainda que o produtor precisa ter a humildade de buscar conhecimentos, perguntar, pois depende dessa evolução tecnológica para se manter competitivo e na atividade.

Diferença - Sobre os híbridos, Renan diz ter sentido diferença nos materiais, principalmente no padrão das espigas, não houve requeima e a resposta à adubação é visível. “Tivemos 35 dias de estiagem mas a nossa expectativa é colher 250 sacas por alqueire [103 sacas por hectare]”. No ano passado, em que houve redução da produtividade por causa da estiagem, a média foi de 80 sacas por hectare.

Braquiária - “As lavouras que vem sendo conduzidas com uma cobertura de braquiária apresentam boa resposta tanto no ciclo de verão quanto no inverno”, assinala o engenheiro agrônomo Kleber Brazolotto, da Cocamar/Jussara. Além de cobrir o solo, protegendo-o do sol forte, da erosão e criando um ambiente mais favorável às lavouras ao preservar por mais tempo a umidade, a palhada de braquiária inibe o desenvolvimento de ervas daninhas de difícil controle e as raízes desse capim, por serem agressivas, agem contra a camada de compactação.

Estratégia - Sobre a braquiária, em relação à qual foi pioneiro em Terra Boa, Marcel conta que começou fazendo consórcio com o milho e, mais tarde, passou a plantar apenas o capim para melhorar a palhada e a proteção do solo no verão. “Agora vamos retornar com o consórcio, que é uma estratégia excelente para essa região de solo misto”, observa, acrescentado que o perfil do solo apresenta uma boa condição e as médias de produtividade têm ficado acima da média regional.

Testemunha - Há 36 anos na Cocamar, o técnico Ademir Caetano, o Mirim, já passou por várias unidades e presta seus serviços atualmente em Terra Boa. É ele quem faz o acompanhamento à Marcel. Mirim lembra que quando começou sua carreira na cooperativa, ainda nem se fazia o plantio de milho de inverno. Depois, utilizando variedades utilizadas no verão que os próprios agricultores procuravam adaptar, colhia-se não mais do que 50 sacas por hectare, metade do volume obtido atualmente. “Hoje nós avaliamos o quanto o milho já evoluiu e o potencial que ainda tem para ir longe.”

Menos riscos - O engenheiro agrônomo Matheus Bovo, da Pioneer, ressalta que o produtor está, cada vez mais, adotando manejos em que procuram amenizar ou estar menos expostos aos problemas climáticos: “Buscando uma adubação melhor, um consórcio de milho com braquiária, uma sanidade maior, milho com mais tolerância a estresse hídrico, um ciclo mais adaptado. Pra quando, se ocorrer o estresse, que é comum na região, as produtividades não diminuam tanto como em áreas onde essas medidas de manejo não são adotadas”.

Interessados - Para ele, produtores como Renan Facina e Marcel Franklin Rafael são inovadores, sempre interessados em tecnologias e informações técnicas, realizando experimentações novas e acompanhando detalhadamente cada característica dos materiais.

Espelhos - “Num ambiente mais desafiador para o milho safrinha, o conhecimento técnico é importante para posicionar cada híbrido na melhor área e realizar o manejo em cima disso”, diz Matheus, completando: “esses dois produtores são espelhos pra quem quer ter grandes produtividades e abrir novas fronteiras agrícolas para o milho”. (Imprensa Cocamar)

{vsig}2020/noticias/07/20/cocamar_I/{/vsig}

COCAMAR II: Trigo vai bem, com destaque para as variedades branqueadoras

A produção de trigo deste ano caminha para ser uma das melhores em muitos anos, conforme avaliam os produtores Francisco Semião e José Francisco Alves Souza, de Arapongas (PR). Juntos eles cultivam 150 hectares com o cereal e outros 24,2 de milho. Pela primeira vez estão experimentando o trigo branqueador que plantaram com o incentivo da Cocamar.

Tradicional - A propriedade deles está localizada em uma tradicional região produtora de trigo do município e, segundo Semião, a lavoura apresenta bom desenvolvimento. “Depois de um início seco, vem chovendo com normalidade e pelo menos até agora o frio não atrapalhou, está do jeito que precisa ser”, afirma, torcendo para que continue assim. A previsão deles é que a colheita inicie na primeira semana de setembro.

Boas expectativas - Semião lembra que nos últimos anos o desempenho da triticultura foi prejudicado por problemas climáticos. “Quando não era a seca, era a geada, mas pra nós o trigo sempre foi um negócio interessante e o risco é maior com o milho, porque aqui é uma baixada”, frisa. Ele salienta ter boas expectativas em relação às variedades de trigo branqueador (Duque e Madrepérola) disponibilizadas pela Cocamar: “A lavoura está muito bonita, apresenta boa sanidade, cachos grandes e bem formados”.

Rentabilidade - O engenheiro agrônomo Roverson Flach, da unidade local da cooperativa, pontua que a opção pelo trigo branqueador sinaliza com a perspectiva de oferecer mais rentabilidade ao produtor. “A Cocamar oferece um bônus de R$ 4,00 por saca desde que atenda a qualidade desejada”, lembra, explicando que, no caso da lavoura de Semião e Souza, a sanidade é visível: “não pegou tanto oídio, está limpa de mancha foliar e deve sair com apenas duas aplicações de fungicida”. Segundo ele, o trigo branqueador está despertando o interesse dos produtores da região, que buscam informações sobre os cultivares.

Confiante - Na vizinha Apucarana, o produtor Antonio Requi também diz estar contente com o desempenho do trigo branqueador. A exemplo dos colegas de Arapongas, ele cultiva o cereal pela primeira vez e a cultura apresenta perspectivas promissoras: são 162 hectares, ao lado de outros 126 de milho. Requi investiu em adubação diferenciada, confiante que a nova opção de trigo veio para ficar. “Com uma altitude superior a 800 metros, Apucarana sempre foi uma região boa para o trigo”, afirma, mencionando ainda se sentir tranquilo com o apoio técnico prestado pela Cocamar: “eu deixo tudo por conta dos técnicos da cooperativa”.

Sanidade - Gustavo Emori, engenheiro agrônomo da unidade de Apucarana, comenta que a cultura apresenta desenvolvimento normal. “Com o preço atraente, os produtores têm investindo mais em fertilidade e manejo de pragas e doenças”, enfatizando que os materiais oferecidos pela Cocamar vêm se destacando um pouco mais devido a sanidade e o potencial produtivo. Segundo ele, como a soja geralmente é colhida mais tarde na região, nem sempre os produtores conseguem cultivar o milho dentro da janela autorizada pelo zoneamento agroclimático e encontram no trigo uma boa alternativa.  

Inovação - O gerente técnico da Cocamar, Rafael Furlanetto, explica que o projeto Trigo Branqueador é uma inovação que a cooperativa trouxe para os cooperados, de maneira a aumentar sua rentabilidade. “O trigo branqueador é uma cultivar do trigo comum, como os outros materiais, com a diferença de que possui uma característica específica, a de possibilitar a produção de farinhas mais claras”, define.

Adicional - Segundo Furlanetto, “No campo, para o produtor, não muda nada, pois o manejo da cultura é o mesmo em comparação às demais variedades do trigo pão, mas o trabalho que a Cocamar faz de segregar o produto garante para ele um adicional do valor comercializado, um plus no rendimento da lavoura.” Ou seja: quem adere ao projeto têm um bônus de R$ 4,00 por saca, definido pela cooperativa, desde que o produto, ao final, atinja a qualidade aferida.

Branqueamento - Esse trigo é destinado ao moinho da Cocamar em Marialva, região de Maringá, que o utiliza para o branqueamento de suas farinhas.

Expectativa - Nas regiões atendidas pela cooperativa, no Paraná, há 82 mil hectares cultivados com trigo, dos quais cerca de 8% utilizando cultivares branqueadoras. A expectativa de colheita, segundo o gerente, é de 3 mil quilos por hectare, o dobro, pelo menos, em comparação à média obtida nos últimos anos, quando a cultura foi afetada por problemas climáticos. (Imprensa Cocamar)

{vsig}2020/noticias/07/20/cocamar_II/{/vsig}

 

BOM JESUS: Palestra online abordou cultura da batata

bom jesus 20 07 2020No dia 17 de julho, a Cooperativa Bom Jesus, em parceria com a Syngenta, realizou uma live para produtores e cooperados da região com foco na cultura da batata. A palestra online fez parte da Estação Fibra de Conhecimento que visa, neste momento de pandemia, repassar informações importantes aos produtores através do canal do Youtube da Cooperativa Bom Jesus. O evento foi conduzido pelo Diretor Secretário da Bom Jesus, Marcelo Luis Kosinski, e teve palestra com o DTM da Syngenta e doutorando em Fitotecnia, Emir Zortea.

Realidade - Marcelo iniciou o evento contando um pouco sobre a realidade da cultura da batata no mundo e no Brasil e sobre os desafios aos produtores. "Hoje a batata é quarto alimento mais consumido no mundo, importante fonte de carboidrato, e para nossa região e cooperados tem uma importância muito grande. Assim como outras culturas vem ano após ano se adaptando e com isso hoje temos produtividades expressivas na região, mas temos muitos desafios. Regiões como o cerrado e, por exemplo na Bahia o estado consegue produzir em torno de mais de 40 ton. por hectare, e aqui no Paraná que é referência, temos em torno de 27 ton. de média por hectare, isso nos implica dizer que temos muito desafios, em fisiologia, correção de solos, manejo de pragas, que vamos tratar na nossa Estação Fibra de Conhecimento", afirmou o Diretor.

Formação - Emir Zortea é doutorando em Fitotecnia, mestrado em Agronomia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, possui Especialização em proteção de plantas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Pós-graduação em Proteção de Cultivos pela Faculdade de Direito de Santa Maria. Atualmente o agrônomo é Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta.

Íntegra - Inscreva-se na página da Cooperativa Bom Jesus e acompanhe na íntegra a live sobre batata. (Imprensa Bom Jesus)

 

AGROPECUÁRIA I: Descomplica Rural ajuda a manter atividades no campo durante a crise

agropecuaria I 20 07 2020O Programa Descomplica Rural, que garante mais agilidade nos processos de licenciamento ambiental no campo, contribui para movimentar a atividade agropecuária, mesmo neste período de crise por causa da pandemia. O programa também se estabelece como aval do pequeno produtor para alcançar o mercado internacional.

Inserção no mercado - Com as licenças ambientais nas mãos, proprietários dos segmentos de agricultura, aquicultura, avicultura, bovinocultura, piscicultura e suinocultura aumentaram a perspectiva de inserção no mercado. As mudanças quanto ao porte dos empreendimentos e prazos de validade das licenças, com segurança ambiental e jurídica, garantem o suporte necessário para quem quer empreender, cumprindo com as prerrogativas do desenvolvimento sustentável.

Exemplo - A região de Toledo, no Oeste do Paraná, é um exemplo de que o programa, desde o seu lançamento, em janeiro de 2020, estimulou aumento em emissões de novas licenças e ampliação de empreendimentos agropecuários.

Concedidas - No Escritório Regional do Instituto Água e Terra de Toledo, mais de mil licenças ambientais foram concedidas, desde o lançamento do programa. Dados apurados no final do mês de junho apontam que o resultado foi o maior dos últimos dez anos e também o maior entre as regionais do Instituto.

Relatório - Os números positivos do primeiro semestre de 2020 estão no Relatório Gerencial do Instituto Agua e Terra. Ao todo, 1.040 proprietários regularizaram, ampliaram ou iniciaram atividades comerciais na região de Toledo. Desse total, 800 são Dispensas de Licenciamento Ambiental Estadual (DLAE), 300 a mais que o mesmo período em 2019.

Desafogou o sistema - “A nova maneira de obter licenciamentos ambientais desafogou o sistema e, consequentemente, encurtou o prazo para se começar a trabalhar”, afirma o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes. As maiores altas estão nos setores de comércio e serviços, que saiu de 274 para 405 novos licenciamentos; da indústria: de 92 para 112; geração de energia solar: 7 para 12; infraestrutura: 53 para 81; tratamento de resíduos sólidos: 3 para 9; e disposição de resíduos sólidos: de 1 para 7.

Mais facilidade - O secretário Márcio Nunes ressalta que o Descomplica Rural reúne alterações em resoluções, portarias e processos internos que reclassificam os empreendimentos e reduz o prazo de emissão das licenças.

Desburocratização - O Estado desburocratizou e adequou as normas jurídicas para a realidade do setor, fortalecendo o compromisso com a produção - do agronegócio e industrial - e a legislação ambiental. “Não se trata de facilitar, mas de agilizar o processo para que o produtor paranaense atenda as exigências do mercado, tanto nacional quanto internacional, e tenha acesso a financiamentos. Canais inacessíveis se a atividade não for devidamente licenciada”, explica o secretário.

Inovações - Para o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Everton Luiz da Costa Souza, o Programa Descomplica Rural é mais uma ferramenta dessa nova era de inovações trazida pelo Governo do Estado. “Trouxe para o setor produtivo, agropecuário, uma agilidade muito grande nos processos de licenciamento ambiental, sem perda da qualidade da análise que esses licenciamentos merecem”, enfatiza Souza.

Mais ágeis - Os empreendimentos de baixo impacto, de módulos menores de implantação (pequeno porte), estão muito mais ágeis e alicerçados na responsabilidade técnica. Atribuiu-se aos produtores que entram no SGA (Sistema de Gestão Ambiental) a responsabilidade de passar as informações corretas, para que os técnicos possam emitir esses licenciamentos que estão impulsionando o mercado internacional para esses produtores.

Maior escala - O programa, explica Souza, dá condição para os empreendimentos pequenos produzirem em maior escala que, no somatório, representa muito em todas as áreas de produção de alimento no Estado. Implantaram um bom arranjo com as cooperativas fazendo com que toda a atividade seja potencializada e viabilize uma condição muito melhor frente aos mercados internacionais.

Mercado internacional - “O mercado internacional cobra sustentabilidade do Brasil, do Paraná. Nosso Estado produz o alimento sustentável, com muito trabalho, tecnologia e, principalmente, com cuidados ambientais que os importadores e a própria vida na terra exigem”, finaliza.

Toledo - O Escritório Regional de Toledo atende 22 cidades, diretamente, para emissão de licenciamento ambiental. Essas localidades representam 30% da produção agroindustrial do Estado do Paraná. Segundo o chefe do Escritório Regional, Taciano Maranhão, a partir de março desse ano, diversas atividades foram prejudicadas em razão da redução das vistorias, aposentadoria de alguns funcionários e adaptação das novas ferramentas. Ele argumenta que a tendência era diminuir o número de emissão das licenças. Com a implantação do Descomplica Rural, isso não apenas deixou de acontecer como superou os anos anteriores.

Revisão - O gerente regional explica que nova realidade é fruto das inovações surgidas com a revisão das normativas existentes. “Todas as mudanças observaram a agilidade processual sem perder a segurança jurídica. O processo foi muito rápido, mesmo envolvendo adaptação das empresas e profissionais que atuam no licenciamento, e do próprio sistema de informação do Estado que precisou ser adequado para suportar o de gestão ambiental. Um ganho importante para o setor produtivo paranaense”.

Programa - O Descomplica Rural foi lançado no dia 27 de janeiro de 2020 pelo Governador Ratinho Junior. O conteúdo foi desenvolvido por técnicos ambientais e jurídicos do Instituto Água e Terra, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, com apoio de cooperativas e cooperados e do Sistema Faep.

Regularização - Com o Descomplica Rural, o empreendedor, via internet, consegue regularizar a atividade em algumas horas e sem sair de casa. Para que as mudanças acontecessem, funcionários foram treinados e os produtores orientados com a Caravana do Descomplica Rural.

CVale confirma celeridade dos processos - Guilherme Daniel, supervisor ambiental da CVale Cooperativa Agroindustrial (Palotina), também confirma a celeridade dos procedimentos com a revisão feita em 2020 e a implantação do Programa Descomplica Rural.

Emissão automática - Ele reforça que diminuiu a burocracia e, principalmente, deu mais agilidade com a emissão de forma automática via SGA. O novo enquadramento do porte das atividades é um dos fatores que permitiu isso.

Importante passo - A CVale possui 22.430 cooperados (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraguai). Daniel ressalta que o Paraná deu um importante passo para ampliar mercado no agronegócio. Segundo ele, com a nova maneira de trabalhar, o Instituto e as cooperativas dão suporte técnico para o produtor e os fiscais focam na fiscalização, sem a burocracia anterior.

Para Ocepar, programa supre demanda do setor - Silvio Krinski, coordenador da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), disse que o Programa está suprindo uma demanda antiga. Até o ano passado, os processos ficavam emperrados pela burocracia e travavam, principalmente, as atividades de baixo impacto ambiental.

Mudança - “Na hora que o produtor consegue emitir uma licença e demonstrar sua regularidade para ir ao banco, a vida dele muda”, acrescenta. “O processo é quase instantâneo e nós sentimos esse reflexo. O Descomplica veio ajudar na segurança alimentar e para a certificação junto ao mercado internacional. Mesmo durante a pandemia, o setor tem se mantido sem registrar quedas substanciais”.

Agregação de valor - O coordenador lembra que as pequenas propriedades precisam agregar valor para alcançar o mercado internacional. “Nosso papel é fazer com que ele se habilite e tenha certificações de licenciamento. Isso se reverte em procura dos compradores internacionais. Uma das bandeiras do Estado do Paraná para passar por essa crise com menos turbulência é o aumento das exportações. O Descomplica Rural é o aval”, conclui.

Programa dá fluidez a antigos gargalos, diz Faep - O presidente da Federação Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep/Senar), Ágide Meneguette, avalia o primeiro semestre do Descomplica Rural como uma iniciativa inteligente. “Um programa inteligente que está dando fluidez aos gargalos existentes nas demais regiões e incrementou o trabalho na regional de Toledo, por exemplo. Hoje o produtor não precisa sair de casa para protocolar um monte de papel. Ele faz tudo por internet ou com auxílio das entidades de classe”, diz Meneguette.

Consciente - O presidente diz que o produtor paranaense está consciente da necessidade de obediência às regras ambientais para que os mercados não se fechem para ele. Não apenas isso, como reconhece a importância da sustentabilidade e sente amor pela natureza. “Mas, as regras têm que ser claras, você precisa de mais segurança jurídica e menos burocracia. Foi isso que esse programa trouxe para nós: descomplicou". (Agência de Notícias do Paraná)

 

AGROPECUÁRIA: Boletim destaca exportação do complexo soja

agropecuaria II 20 07 2020O Boletim Semanal, elaborado por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, sobre a situação dos principais produtos agropecuários paranaenses, destacou na sexta-feira (17/07) a exportação paranaense do complexo soja.

Receita - As exportações desse complexo, que envolve o produto em grão, o óleo e o farelo, alcançaram US$ 3,26 bilhões nos seis primeiros meses do ano. O valor é 30% superior ao do mesmo período do ano passado. Em termos de volume, foram 9,42 milhões de toneladas enviadas ao Exterior.

Em grão - A soja em grão é responsável por mais de 79% da exportação do complexo. No primeiro semestre, o Paraná enviou ao Exterior 7,45 milhões de toneladas do grão. Somente esse componente rendeu US$ 2,53 bilhões, valor 51% superior aos US$ 1,68 bilhão do mesmo período de 2019.

Fatores - De acordo com o boletim, entre os fatores que motivaram o avanço estão a maior oferta de soja paranaense nesta safra e a relação cambial mais favorável para as exportações brasileiras neste ano. A China foi o principal destino da soja do Paraná, seguida do Paquistão e Bangladesh.

Milho e trigo - O boletim antecipa o avanço na colheita do milho nos próximos dias, caso se confirme a previsão de tempo mais firme. Até agora, foram colhidos 11% da área de 2,3 milhões de hectares. O Paraná é o segundo maior produtor nacional e a previsão para esta safra é de 11,4 milhões de toneladas.

Clima - O clima mais seco também deve beneficiar a conclusão do plantio de trigo no Estado. Sem previsão de geada no curto prazo, mantém-se a expectativa de se atingir 3,7 milhões de toneladas do produto, o que pode ser determinante no controle de preços de panificados.

Fruticultura e mandioca - Em fruticultura, o boletim traz análise econômica e social sobre o hábito, reforçado pelo isolamento social, do consumo de alimentos industrializados e semiprocessados. E acentua que a recomendação da Organização Mundial da Saúde é por uma dieta balanceada de frutas e hortaliças, com vistas a melhorar a imunidade e resistência física.

Conturbado - A cultura da mandioca teve um primeiro semestre bastante conturbado. Nos primeiros três meses, a falta de chuva dificultou o arranquio. Depois, à seca somou-se a pandemia e a dificuldade de trabalho de campo, em razão da complexidade do transporte. Com isso, aumentaram os custos e reduziu-se o fornecimento às indústrias. Com a recente flexibilização, o setor voltou a funcionar e há reação na demanda pelo produto.

Outros produtos - O boletim traz análise sobre a produção do leite, particularmente no Sudoeste do Estado. A região é a maior produtora e tem investido bastante na melhoria da qualidade do produto e genética do rebanho.

Avicultura de corte - São encontradas, ainda, informações a respeito da produção crescente da avicultura de corte brasileira e, particularmente do Paraná, primeiro produtor e líder na exportação, com 40,3% do volume enviado ao Exterior.

Apicultura - A apicultura, que está em entressafra, também é assunto desta edição do boletim. Assim como a olericultura, particularmente a produção de batata, e a cultura do feijão, que tem colheita da segunda safra e está em desenvolvimento da terceira. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o boletim: http://www.agricultura.pr.gov.br/Pagina/Conjuntura-Boletim-Semanal-112020

 

INFRAESTRUTURA: Porto de Paranaguá vai leiloar área de veículos

infraestrutura 20 07 2020A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou que a Portos do Paraná faça o leilão de arrendamento de uma nova área de veículos, no Porto de Paranaguá. A autoridade portuária paranaense é a primeira do Brasil a obter a autorização para leiloar um terminal em seu porto.

Localização - A área PAR12 fica no lado leste do cais, na retaguarda do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Destinado para movimentação de veículos, o projeto prevê área de 74 mil metros quadrados e arrendamento no modelo greenfield, ou seja, sem estrutura física.

Revisão - “O projeto foi revisto, após ter a licitação deserta em 2018. A nova proposta prevê área menor, com capacidade estática para 4 mil veículos. A estimativa de custos de investimento (Capex) é de R$ 22,2 milhões”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Estudo - O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) foi feito pela Empresa de Planejamento e Logística S.A, vinculada ao Ministério da Infraestrutura. Agora, a Portos do Paraná deve seguir os ritos para publicação, com apoio do Ministério e da Antaq.

Pioneirismo - Para o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, a autorização é um passo importante na descentralização do setor portuário. “Mais autonomia de gestão é fundamental. A autoridade local está mais próxima das empresas e conhece todas as particularidades da região. O Paraná demostrou que conta com estrutura organizacional, física e funcional para gerir com segurança e competência a exploração das instalações portuárias”, afirma.

Autonomia - A direção dos portos do Paraná recebeu autonomia para administrar contratos de exploração de áreas dos portos organizados, em agosto de 2019. O convênio de delegação de competência 001/2019 foi formalizado depois de um extenso processo de análise e validação. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jaelson Lucas / AEN

 

 

CONJUNTURA: 87% das empresas funcionaram durante a quarentena restritiva

conjuntura 20 07 2020Cerca de 87% das empresas paranaenses funcionaram entre 1º e 10 de julho, período em que 134 municípios precisavam cumprir regras mais rígidas sobre o comércio e as atividades não essenciais, segundo o boletim conjuntural divulgado na sexta-feira (16/07) pelas secretarias de Fazenda, do Planejamento e Projetos Estruturantes. O índice caiu em relação aos meses de maio e junho, que registraram 91% e 94% (respectivamente), mas foi maior do que março, em que uma semana atingiu 54%, e abril, com média de 81%.

Ativa - O boletim considera como ativa a empresa que emitiu ao menos um documento fiscal (NF-e ou NFC-e) de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal tributo estadual, e utiliza o índice de 100% para o período de normalidade econômica da pré-pandemia (9 a 13 de março), possibilitando uma comparação da atividade econômica nos meses subsequentes.

Queda - Em Foz do Iguaçu e em Curitiba e Região Metropolitana, áreas impactadas pelas restrições em julho, os índices caíram para 71% e 74% na semana entre 6 e 10 de julho. O município da fronteira com o Paraguai e a Argentina também registrou, nesse período, os maiores indicadores de isolamento social entre as cidades que fizeram parte do decreto 4.942/2020.

Outras cidades - Em Londrina (83%) e Cascavel (88%) o índice ficou próximo da média estadual e em Cianorte (91%) e Toledo (94%) as médias praticamente não sofreram variações nas últimas semanas. Cidades como Arapongas (100%) e Francisco Beltrão (99%) estão dentro da margem de plena atividade econômica.

Fechados - Segundo a Receita Estadual, no dia 10 de julho estavam fechados 10,1 mil estabelecimentos do Simples Nacional e 2,5 mil do Regime Normal. O boletim aponta impacto maior da contenção entre as do Simples Nacional, que estavam bem próximas de produção plena, no mesmo patamar de 2 de março.

Volume de vendas - Outro indicador sobre o impacto do decreto de quarentena restritiva aparece no crescimento do volume de vendas nos supermercados e farmácias nas primeiras duas semanas de julho, uma vez que consumidores podem ter migrado para esses locais com a suspensão de alguns ramos do comércio varejista.

Restaurantes e lanchonetes - Por outro lado, houve queda, nesse período, em restaurantes e lanchonetes, variável influenciada pela interrupção do atendimento presencial. Esse setor opera com 40% do volume de vendas do período pré-pandemia, também apontado como 100%.

Vendas - O volume de vendas de materiais de construção/ferragens,áudio/vídeo/eletrodomésticos e informática/telefonia se manteve em patamar estável e elevado em relação ao começo da pandemia, mas houve queda expressiva no último item na semana passada.

Números inferiores - Vestuário/acessórios, calçados e cama/mesa/banho registraram números bem inferiores na segunda semana de julho em relação ao começo do mês, comportamento influenciado pelo fechamento de shopping centers. Esses setores operam com 40% da capacidade de vendas.

Indicador - O indicador de vendas do primeiro semestre mostra crescimento no primeiro semestre de 2020 apenas em supermercados e hipermercados (7%), farmácias (5%) e áudio, vídeo e eletrodomésticos (2%), e quedas de 1% (materiais de construção e ferragens) a 35% (calçados) nos demais setores. Também sofreram perdas acumuladas veículos (-20%), restaurantes e lanchonetes (-33%) e vestuário (-32%).

Produtos - Em relação aos produtos, o boletim indica estabilidade em setores como bebidas alcoólicas e bebidas não alcoólicas, e bom momento dos itens de consumo duráveis (linha branca, telefone celular, notebooks, móveis, colchões e iluminação), que se afastaram do pior momento da crise, no final de março, e operam ou acima (144%, linha branca) ou perto do período de normalidade (90%, notebooks).

Principais grupos - Os principais grupos do ramo alimentício se mantêm estáveis e acompanharam o movimento de alta dos supermercados. Houve crescimento nas vendas de cereais, farinhas, sementes, chás e café (34%); frutas, verduras e raízes (23%); carnes, peixes e frutos do mar (17%); e laticínios, ovos e mel (7%) no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado.

Terceira semana - Houve queda pela terceira semana seguida nos segmentos de automóveis, motocicletas e caminhões/ônibus, depois de uma leve alta no final de junho. A venda de motocicletas se mantém distante do padrão normal, na casa de 70%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve perda de 14,6% no comércio de veículos, motocicletas, peças e partes nos primeiros cinco meses do ano em relação ao começo de 2019.

Regiões - A emissão de notas fiscais caiu nos primeiros dias de julho na comparação com junho em três dos quatro principais segmentos: a indústria de alimentos opera em 95,4%, enquanto a indústria alcançou 86,4% e comércio atacadista chegou em 76%. Apenas o comércio varejista aponta trajetória levemente ascendente, de 88,7% numa comparação com 100%, período de normalidade.

Leste - A macrorregião de saúde Leste (do Centro-Sul ao Litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana) registrou pequenas altas nos comércios atacadista e varejista e na indústria de alimentos em julho, mas houve queda na indústria para 84,7%. Esse setor é muito relevante na região por conta dos parques industriais de São José dos Pinhais e Ponta Grossa.

Noroeste - A macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama) registrou queda no comércio atacadista, demais atividades manufatureiras e na indústria de alimentos, interrompendo trajetória que tinha alcançado os 104,5% nesse último setor, ou seja, evolução real de 4,5% em relação a março. Apenas o comércio varejista aponta sequência mais regular, com alta para 93,4% em julho.

Norte - Na macrorregião Norte (Londrina e Cornélio Procópio) o destaque negativo é o comércio atacadista, que opera com 62,7% da capacidade, diminuição de quase 20% em relação ao mês passado. A indústria também caiu quase 30% nas cidades da região. No Oeste (Cascavel e Pato Branco), indústria de alimentos e indústria geral operam com 97,2% e 96,9% da capacidade, respectivamente, enquanto a atividade no comércio atacadista continua em queda e aponta para 72,1%.

ICMS - Julho também começou com perda de receita de R$ 72,5 milhões de ICMS na comparação com os 13 primeiros dias do mesmo mês de 2019 (-4,2%). Esse período corresponde, em média, a 67,5% da arrecadação esperada para o mês. Os maiores tombos foram em serviços (-12,8%), setor automotivo (-14,8%) e energia (-16%).

Valor - A perda de receitas do Governo do Estado chegou a R$ 1,498 bilhão entre janeiro e junho, volume 9,4% menor em comparação com o primeiro semestre de 2019 e que deve ser agravado com a circulação abaixo do padrão de julho. No cálculo sem o primeiro bimestre, retrato mais fiel dos impactos da pandemia nas contas estaduais, as receitas já caíram mais de R$ 1,7 bilhão.

IBGE - O boletim também traz os resultados das pesquisas de maio do IBGE sobre produção industrial, comércio e serviços. Nesse aspecto, o Paraná aponta crescimento entre abril e maio de 2020 nos três setores, resultado da retomada gradual da economia naquele período, mas em relação a maio de 2019 as quedas foram de 18,1%, 3,3% e 16,1%, respectivamente. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

 

FOCUS: Mercado financeiro prevê recuo da economia em 5,95% este ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 6,10% para 5,95%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Próximo ano- Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há oito semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação - As instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 1,72%, neste ano.

Estimativa - Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há cinco semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

Abaixo da meta - A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Próximos anos - Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Mercado financeiro - Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Tendência - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Demanda aquecida - Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar - A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: Nova linha de crédito para empresas depende de regulamentação do CMN

O governo criou o programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE). É para auxiliar empresários a enfrentar o cenário de dificuldades econômicas decorrentes da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Contratações - De acordo com a medida provisória que instituiu a nova ferramenta, as linhas de créditos poderão ser contratadas até o dia 31 de dezembro deste ano. Entretanto, para os bancos começarem a oferecer o crédito ainda é preciso haver regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Faturamento - As empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões terão mais uma linha de crédito para ajudar a enfrentar as dificuldades geradas pela pandemia. A Medida Provisória nº 992/2020 foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União de quinta-feira (16/07).

Potencial de concessão - Segundo o Banco Central (BC), a estimativa é que o novo programa tenha potencial para aumentar a concessão de crédito para microempresas e empresas de pequeno e médio porte em R$ 120 bilhões, “sendo os riscos e recursos integralmente suportados pelas instituições financeiras”.

Complemento - O BC destacou que o novo programa “complementa e auxilia as medidas anteriores de combate aos efeitos econômicos do covid-19, gerando novos estímulos de acesso ao crédito às empresas com faturamento até R$ 300 milhões, as chamadas microempresas e a empresas de pequeno e de médio porte.”

Perda de força - “A despeito da edição de diversas medidas para combater os efeitos da covid-19 na economia real, o canal de crédito começou a perder força recentemente, afetando principalmente microempresas e empresas de pequeno e médio porte”, acrescentou o BC.

CSLL - De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, os bancos e instituições que concederem empréstimos por essa nova linha de crédito poderão utilizar parte das suas perdas para ter benefício fiscal no pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Linha já existentes - A secretaria acrescentou que essas regras também serão aplicadas às linhas de crédito emergenciais já existentes - Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese) e Fundo Garantidor de Investimentos (FGI).

Simplificação - “A operação será simplificada e não exigirá contrapartidas específicas, o que deverá atender a inúmeras empresas que não se qualificavam para as linhas de crédito anteriores”, acrescentou a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Garantia compartilhada - Outra medida prevista na MP é a possibilidade de oferecer um mesmo bem para garantir mais de uma operação de crédito (alienação fiduciária com compartilhamento do bem). Com isso, explicou a Secretaria-Geral, respeitado o valor total do bem, um mesmo imóvel, por exemplo, poderá servir como garantia para mais de uma operação de crédito perante um mesmo credor, o que deverá diminuir os juros para o tomador do empréstimo.

Espaço - “Com a redução gradual da razão entre o saldo devedor e o valor da garantia nas operações de crédito garantidas pelo imóvel, à medida em que as prestações são pagas, abre-se espaço para que novas operações de crédito sejam contratadas com base na mesma garantia da operação em curso, de acordo com a necessidade e o interesse do tomador de crédito”, explicou o BC.

Prazos mais longos - Acrescentou que esse compartilhamento do bem como garantia deve gerar prazos mais longos e juros menores para os clientes. “A vantagem do compartilhamento da alienação fiduciária por mais de uma operação de crédito é que, devido à qualidade desta modalidade de garantia, as novas operações tendem a ser contratadas em prazos e juros mais favoráveis ao tomador, se comparadas a outras modalidades de crédito sem garantia”, destacou o BC.

Venda de título ao BC - A MP ainda dispensa a exigência da apresentação de documentação comprobatória de regularidade perante do Poder Público por parte dos interessados em realizar operações de venda de título privado ao Banco Central na forma prevista no artigo 7º, inciso II, da Emenda Constitucional nº 106, de 7 de maio de 2020.

Efetividade - “A medida visa a dar efetividade e agilidade à realização das operações, voltadas ao pronto enfrentamento da calamidade pública nacional [pandemia], e de seus impactos no sistema econômico, em benefício do setor produtivo real, do emprego e da renda do trabalhador. Tendo em conta a urgência na adoção de ações que minimizem os efeitos econômicos da pandemia, outras medidas previram a mesma dispensa da verificação de tal regularidade, a exemplo da Medida Provisória 958, de 24 de abril de 2020 [flexibilizou regras para renovação ou contratação de crédito em bancos públicos]”, diz o BC. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: BNDES aprova R$ 12 bi em suspensão de pagamentos de empréstimos

economia II 20 07 2020O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que alcançou R$ 12 bilhões na aprovação de suspensões temporárias de pagamentos de parcelas de empréstimos contratados com a instituição. A medida, conhecida no mercado como standstill, está sendo concedida pelo prazo de até seis meses a mais de 28,5 mil empresas, em cerca de 77,7 mil contratos de financiamento, nas modalidades direta e indireta. Estima-se que os clientes beneficiados com a medida empreguem mais de 2,5 milhões de pessoas.

Infraestrutura - “Nas operações diretas e indiretas não automáticas, para as quais o BNDES encerrou o protocolo de pedidos de standstill em 30 de junho, o setor mais beneficiado com a suspensão de pagamentos foi o de infraestrutura, com R$ 6,9 bilhões, seguido pela indústria, com R$ 1,2 bilhão”, diz a nota do banco de fomento.

Sudeste - A Região Sudeste recebeu 39,9% do benefício a empresas que contrataram diretamente com o banco, enquanto o Norte foi o mais beneficiado nos contratos indiretos não automáticos, com 61,3% dos valores de standstill aprovados para esta modalidade nessa região.

Solicitações - O BNDES informou que ainda está recebendo solicitações de suspensão de pagamentos na modalidade indireta automática. As solicitações devem ser encaminhadas ao agente financeiro que concedeu o financiamento.

Combate à crise - O banco afirmou que mais de R$ 22 bilhões já foram liberados em ações emergenciais de combate aos efeitos da pandemia de covid-19. Entre os resultados das medidas adotadas estão os R$ 5,6 bilhões aprovados para empréstimos a mais de 16 mil micro, pequenas e médias empresas na linha de capital de giro e os R$ 4,6 bilhões aprovados para crédito a folhas de pagamento, pelos quais estima-se que quase 2 milhões de empregados tenham sido beneficiados.

Site - Mais informações sobre os resultados das medidas emergenciais adotadas pelo BNDES podem ser acessadas no site da instituição para acompanhamento de medidas contra a covid-19. (Agência Brasil)

FOTO: Arquivo Agência Brasil

 

SAÚDE I: Brasil tem mais de 2 milhões de casos de Covid-19 e 79 mil mortes

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (19/07) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 2.098.389 casos confirmados da doença e 79.488 mortes registradas. Os casos recuperados somam 1.371.229.

24 horas - Nas últimas 24 horas, o ministério 23.529 registrou novos casos e 716 mortes. De acordo com o Ministério da Saúde, 647.672 casos estão em acompanhamento.

Letalidade - A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,8 %. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 37,8. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 957,5.

Situação nos estados - A região Sudeste tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 717.154 casos e 36.050 mortes. O Nordeste aparece em segundo com 700.683 casos e 25.395 óbitos.

Na sequência - Em seguida estão as regiões Norte (351.754 casos e 11.048 mortes), Centro-Oeste (173.720 casos e 3.731 óbitos) e Sul (155.078 casos e 3.264 mortes).

Mais atingido - São Paulo é o estado mais atingido pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, acumula 415.049 casos da doença, que resultaram em 19.732 óbitos. Em seguida, os estados que mais registraram casos confirmados são Ceará (146.972), Rio de Janeiro (138.524), Pará (137.484) e Bahia (122.160). Rio de Janeiro é segundo estado que mais registrou número de mortes (12.144) e o Ceará ficou em terceiro com 7.178.

Atualizações estaduais - O ministério da Saúde enviou no início da noite uma nota com explicações sobre os dados de Goiás, Rondônia e Rio de Janeiro. "A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás informou estar ajustando dados nos sistemas oficiais, corrigindo, por exemplo, eventuais duplicidades. O estado de Rondônia não enviou os dados até o horário de fechamento e, desta forma, serão atualizados no boletim desta segunda-feira (20/07). Já os números do estado do Rio de Janeiro correspondentes aos registros de sábado e domingo foram atualizados no boletim deste domingo (19/07)", destacou a nota. (Agência Brasil)

saude tabela 20 07 2020

SAÚDE II: Paraná chega a 54 mil casos confirmados e 1.308 mortos pela Covid-19

saude 20 07 2020A Secretaria de Estado da Saúde divulgou, neste domingo (19/07), 1.062 novas confirmações e 19 mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná soma 54.026 casos e 1.308 mortos em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

Internados - 1.144 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estavam internados neste domingo, 900 pacientes em leitos SUS (385 em UTI e 515 em leitos clínicos/enfermaria) e 244 em leitos da rede particular (80 em UTI e 164 em leitos clínicos/enfermaria).

Resultados - Há outros 1.024 pacientes internados, 499 em leitos UTI e 525 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 19 pacientes, todos estavam internados. São 8 mulheres e 11 homens, com idades que variam de 47 a 95 anos. Os óbitos ocorreram entre os dias 7 de junho a 19 de julho. Os pacientes que faleceram residiam em: Curitiba (12), Almirante Tamandaré (1), Barracão (1), Cascavel (1), Colombo (1), Pinhais (1), Piraquara (1), Wenceslau Braz (1).

Municípios - 388 cidades paranaenses têm ao menos um caso confirmado pela Covid-19. Em 201 municípios há óbitos pela doença.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 589 casos de residentes de fora. 19 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Alteração de município: Um caso confirmado na data de 6/7 em São Sebastião da Amoreira foi transferido para Londrina. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

 

SAÚDE III: ANS realiza audiência pública sobre inclusão de testes sorológicos para Covid-19

Em reunião da Diretoria Colegiada realizada na quinta-feira (16/07), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu pela realização de Audiência Pública, em 24/07, para amplo debate com o setor e toda a sociedade sobre a inclusão dos testes sorológicos (pesquisa de anticorpos IgA, IgG ou IgM) para Covid-19 no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Em breve, serão divulgadas as informações sobre a Audiência.

Suspensão - Dessa forma, até que o debate e a avaliação técnica da ANS sejam concluídos, e considerando decisão judicial suspendendo os efeitos da medida cautelar proferida na ação civil pública que determinou a inclusão dos testes, ficam suspensos os efeitos da Resolução Normativa - RN nº 458/2020 que desde o dia 29/06 obrigava os planos de saúde a cobrirem os testes sorológicos que detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao Coronavírus. A suspensão da norma passa a valer nesta sexta-feira, 17/07, quando a decisão será publicada no Diário Oficial da União.

Em estudo - A ANS lembra que a avaliação para a inclusão dos testes sorológicos no Rol já estava em estudo pela Agência quando uma decisão judicial determinou a incorporação dos exames. A ANS cumpriu a decisão, mas recorreu com base no risco que uma incorporação de tecnologia sem a devida análise criteriosa poderia causar para os beneficiários de planos de saúde.

Controvérsias técnicas - Estudos de sociedades médicas apontam controvérsias técnicas em relação aos resultados desse tipo de exame, ocorrência de alto percentual de resultados falso-negativos e suscitam dúvidas quanto ao uso dos testes para o controle da Covid-19. Com a decisão proferida pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da 5ª Região, reconhecendo os argumentos da ANS, a Agência segue com as análises sobre a viabilidade de inclusão do procedimento no Rol.

Assistência - A reguladora reforça, por fim, que está atenta ao cenário de evolução da pandemia pelo Coronavírus e tem trabalhado para garantir tanto a assistência aos beneficiários de planos de saúde, como o alinhamento com as políticas nacionais de saúde. Desde o início da pandemia, a Agência assegurou aos beneficiários de planos de saúde a cobertura obrigatória para o exame SARS-CoV-2 - pesquisa por RT – PCR e incluiu outros seis exames que auxiliam no diagnóstico e tratamento da Covid-19. (ANS)

Confira aqui o Edital da Audiência Pública e saiba como participar.

O formulário de inscrições está disponível. Clique aqui para acessar. Há limite de participação.


Versão para impressão


RODAPE