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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5024 | 09 de Março de 2021

PRÉ-ASSEMBLEIAS: Sistema Ocepar presta contas e discute planejamento estratégico do cooperativismo

A prestação de contas do exercício 2020 e a discussão do plano de trabalho em 2021 e o novo ciclo do planejamento estratégico do cooperativismo do Paraná, o PRC200, foram temas do encontro de pré-assembleia do Sistema Ocepar, Núcleo Centro-Sul, na tarde desta segunda-feira (08/03). O evento virtual reuniu 116 cooperativistas, representando 18 cooperativas dos ramos crédito, agropecuária, saúde, transporte e trabalho, produção e serviços. A reunião abriu a série de quatro pré-assembleias que serão realizadas até quinta-feira (11/03), eventos que são preparatórios para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade, que ocorrerá no dia 5 de abril, das 14h às 17h, quando também será celebrado o Jubileu de Ouro da Ocepar, 50 anos. O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, participou da pré-assembleia do Centro-Sul

Abertura - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o presidente da Cooperativa Agrária Agroindustrial e vice-coordenador do Núcleo Centro-Sul, Jorge Karl, fizeram a abertura do evento. O Núcleo Centro-Sul congrega 78 cooperativas de sete ramos de atividades econômicas, com 402 mil cooperados, 13,6 mil funcionários, com um faturamento de R$ 22,9 bilhões em 2020, o que equivale a 20% do total faturado pelo setor no Paraná. A reunião teve como anfitriãs a Cooperativa Agroindustrial Bom Jesus e a Sicredi Integração e seus representantes apresentaram um relato sobre a atuação e estrutura das cooperativas.

Gestão - Segundo Luiz Roberto Baggio, que preside a Bom Jesus e o Sicredi Integração, um dos pontos prioritários para as cooperativas é a melhoria contínua da gestão, com o fortalecimento de aspectos de governança e compliance. Como estratégia para o crescimento do setor, o dirigente afirma que a atuação em parceria fortalece o sistema. “A intercooperação é a maneira mais inteligente para crescermos unidos, fazendo frente à concentração nociva do mercado. Na região Centro-Sul, o cooperativismo se revelou eficiente e a melhor opção como amparo e negócio sustentável aos cooperados. Penso que devemos trabalhar em conjunto, e também estar atentos à defesa institucional do cooperativismo, apoiando o trabalho dos sistemas Ocepar e OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras)”, afirmou.  

Desafios - “O ano de 2021 ainda é uma incógnita e o sistema cooperativista terá muitos desafios pela frente. As discussões de núcleos e pré-assembleias são encontros importantes para a troca de informações, opiniões, sugestões e o desenvolvimento de novas ideias e projetos para o cooperativismo. Esse propósito é reforçado pela disposição crescente das cooperativas de trabalhar em sintonia por meio da intercooperação, o que traz ganhos para todo o sistema”, afirmou o vice-coordenador do Núcleo Centro-Sul e presidente da Cooperativa Agrária Agroindustrial, Jorge Karl.

Debate - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, lembrou que há 30 anos são realizadas anualmente duas reuniões de núcleos, sendo que há três anos o encontro do primeiro semestre passou a ser uma pré-assembleia preparatória para a AGO do Sistema Ocepar, que tradicionalmente ocorre no início de abril. “Nesta rodada das pré-assembleias de 2021, não teremos nenhuma palestra técnica. O foco está em abrir espaço para que os cooperativistas se manifestem, expressem suas opiniões e nos subsidiem com sugestões e propostas. É um momento difícil de superação dos desafios que a pandemia nos impõe, e é fundamental que cada cooperativa possa expressar suas demandas e percepções”, disse.

Intercooperação - O dirigente do Sistema Ocepar ressaltou as características de pioneirismo das cooperativas do Centro-Sul, com experiências positivas em projetos de intercooperação. “Nesta região está sediada a mais antiga cooperativa em atividade no estado, a Frísia, antiga Batavo, que tem avançado em projetos exitosos de integração e parcerias estratégicas com outras cooperativas. Há um esforço que está sendo feito para ampliar a intercooperação e melhorar a performance das cooperativas, iniciativas que certamente vão surtir efeitos no médio e longo prazo. Essa disposição de maior integração fortalece o cooperativismo”, afirmou Ricken.

PRC200 - A construção do novo ciclo do planejamento estratégico do cooperativismo paranaenses, o PRC200, foi debatido durante a pré-assembleia. Segundo o presidente Ricken, o plano será um desdobramento do PRC100, lançado em 2015 e que alcançou e superou seus objetivos no ano de 2020, pois o setor no Paraná teve um faturamento de R$ 115,5 bilhões. A meta agora é chegar a um faturamento de R$ 200 bilhões. “Para que avancemos, é preciso planejamento. O PRC200 parece inatingível, mas essa também era a percepção em relação ao PRC100, lançado em 2015, num momento em que o faturamento anual das cooperativas era de aproximadamente R$ 50 bilhões”, disse.

Estratégias - “Temos como missão do PRC 200 implantar uma série de ações estratégicas que contribuam para o desenvolvimento integrado do cooperativismo paranaense. O propósito do planejamento é atuar com relevância e essencialidade, tendo como premissas o fortalecimento da identidade cooperativista, representatividade, abertura de novos negócios, inovação, capacitação das pessoas e responsabilidade socioambiental”, explicou o presidente Ricken. O PRC 200 deverá ser lançado, em sua versão final, durante a AGO do Sistema Ocepar, no dia 5 de abril.

Ortigara - O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, acompanhou na íntegra a reunião de pré-assembleia do Centro-Sul. Ao fim do evento, ele fez uma síntese do cenário do setor agropecuário no estado, bem como das ações que estão sendo implantadas pelo governo do Paraná. “O cooperativismo demonstra sua importância como fonte de renda e empregos em todo o estado. Comungamos com o esforço do setor na atenção à saúde humana, nestes tempos de pandemia, e o contínuo investimento em melhorias e agregação de valor, buscando crescer com planejamento e ousadia. Os resultados se refletem nos mais de 100 mil empregos diretos gerados pelas cooperativas, na agregação de valor aos cooperados e na conquista constante de novos mercados”, afirmou. 

Inovação - Durante a pré-assembleia, os superintendentes da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar, respectivamente, Robson Mafioletti, Leonardo Boesche e Nelson Costa, prestaram contas das atividades de 2020 e apresentaram uma síntese do plano de trabalho para o ano de 2021. O evento foi encerrado pelo coordenador do Núcleo Centro-Sul, o líder cooperativista e ex-presidente da Castrolanda, Frans Borg. “O momento demonstra que teremos muitas mudanças no ambiente de negócios, e numa alta velocidade. Por isso, avaliando os pilares do PRC200, penso que temos que colocar uma ênfase na melhoria da gestão e governança e também na inovação. São aspectos que fortalecem as cooperativas e ampliam oportunidades”, concluiu.

Programação - A programação das pré-assembleias segue nesta terça-feira (09/03), com a reunião do Núcleo Oeste, tendo a cooperativa C.Vale como anfitriã. Na quarta-feira (10/03) será a vez dos Núcleos Norte e Noroeste, com a Unimed Londrina sendo a anfitriã; na quinta-feira (11/03), o encontro virtual será com os líderes cooperativistas do Núcleo Sudoeste, com seis cooperativas sediadas em Pato Branco como anfitriãs do evento.

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COPACOL: Cooperativas doam respiradores para recuperação de pacientes com Covid-19

Diante do cenário agravante em relação à pandemia do coronavírus, com aumento de casos de contaminados e superlotação de leitos hospitalares, a união de forças no agronegócio novamente é exemplo a ser seguido. A Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata), com sede em Cafelândia (PR), as demais integrantes da Cotriguaçu (Cooperativa Central Regional Iguaçu)  e cooperativas de crédito, compraram 35 ventiladores pulmonares para UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), que terão como destino hospitais públicos do Oeste do Paraná que atendem pacientes vítimas do coronavírus.

Entrega - A fabricante de Santa Catarina realizou a entrega dos respiradores nesta segunda-feira (08/03) à Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), que destinará os equipamentos às Regionais de Saúde de abrangência das cooperativas. Fazem parte desta ação intermediada pelo Sistema Ocepar: a Copacol, Coopavel, Lar, C. Vale, Frimesa, Copagril, Primato e o Sicredi. Os equipamentos de última geração contam com tecnologia touch screen, em telas de 17 polegadas, oferecendo diversos modos ventilatórios, o que auxilia na monitoração completa do paciente.

Conscientização - O diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, ressalta a necessidade de conscientização de todos em um momento como este, inclusive sobre a prevenção. “Todos precisamos fazer nossa parte evitando aglomeração, usando máscara e aplicando álcool em gel nas mãos para evitar novas contaminações. Todos sabem da situação dos hospitais, onde os profissionais estão trabalhando de maneira incansável para salvar vidas. Com a união das cooperativas adquirimos esses respiradores que ajudarão no tratamento de vítimas do Coronavírus. Desejamos que logo esse momento preocupante da pandemia possa passar”, afirma Pitol.

Apoio - A doação contou com o apoio do presidente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), José Roberto Ricken, que, após solicitação do secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, mobilizou o setor no Oeste do Paraná.

Enfrentamento - Ao todo, foram R$ R$ 2,2 milhões revertidos para a compra dos ventiladores pulmonares. Devido à situação emergencial, hospitais estratégicos das cidades de Cascavel, Toledo e Guaíra receberão os equipamentos. “A iniciativa privada está se somando ao poder público para resolver esse problema mais agudo. Precisamos ressaltar que desde o início da pandemia as cooperativas vêm auxiliando no enfrentamento à doença, com ações importantes em suas regiões. Além destes respiradores, a Cotriguaçu, por meio de suas integrantes, doou R$ 1 milhão ao Hospital Universitário, para compra de Equipamentos de Proteção Individual e outros equipamentos”, explica Irineo da Costa Rodrigues, diretor presidente da Cotriguaçu.

Doações - Além de medidas internas focadas na preservação da saúde e do bem-estar dos colaboradores, a Copacol e a Unitá vêm auxiliando instituições de saúde que. Foram doados 12 mil kits com luvas e camisas plásticas às Secretarias de Saúde, 3,6 toneladas de frango a hospitais e cestas básicas para entidades e famílias em situação de vulnerabilidade, por meio da parceria com a Ihara. (Imprensa Copacol)

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COAMO: Indústrias estão 100% em operação

A Coamo conta com 11 indústrias, sendo dez próprias e uma terceirizada. Anualmente, todas passam por uma parada para manutenção preventiva dos equipamentos. A última a passar pelo processo foi a de Dourados, que retornou com a produção nesta segunda-feira (08/03) . Com isso, a cooperativa está com 100% das indústrias em operação. A Coamo conta com indústrias em Campo Mourão, Mamborê (terceirizada) e Paranaguá, no Paraná, e Dourados, no Mato Grosso do Sul.

Processamento - Atualmente, são processadas 3.000 toneladas/dia de soja em Campo Mourão, 2.000 toneladas/dia em Paranaguá e 3.000 toneladas/dia em Dourados. O refino de óleo de soja em Campo Mourão conta com uma produção diária de 720 toneladas, e a mesma produção é registrada no complexo de Dourados. A produção de margarinas é de 400 toneladas/dia e a hidrogenação de gorduras é de 300 toneladas/dia. No moinho de trigo, em Campo Mourão, são 500 toneladas/dia e em Mamborê, 200 toneladas/dia. A torrefação e moagem de café é responsável por uma produção de 15 toneladas/dia e a fiação de algodão por 9 toneladas/dia.

Conformidade - De acordo com o diretor Industrial da Coamo, Divaldo Correa, as manutenções são necessárias para que todo o processo possa ser realizado em conformidade para atendimento as programações de vendas e exigências do mercado. Ele ressalta que o processo industrial exige empenho e dedicação. “É uma engrenagem que depende de várias peças para se manter funcionando e transformar milhões de toneladas de produtos por ano, agregando valor à produção dos cooperados e gerando empregos e divisas nas regiões em que atuam”, diz Divaldo. O diretor revela que para este ano a expectativa é de um crescimento de 6,6% na industrialização da Coamo.

Industrialização - O processo de industrialização na Coamo começou em 1975 com a implantação do moinho de trigo. Seis anos mais tarde, em 1981, entrou em funcionamento a primeira indústria de processamento de óleo de soja. Na sequência vieram em 1985, a fiação de algodão, 1990 a indústria de processamento de soja e Terminal Portuário em Paranaguá, 1996 refinaria de óleo de soja, 1999 indústria de hidrogenação, 2000 fábrica de margarina e gordura vegetal, 2009 torrefação e moagem de café e 2015 novo moinho de trigo. Em novembro de 2019, a cooperativa inaugurou em Dourados (MS), duas novas indústrias para produção de processamento de óleo de soja e refinaria de óleo de soja. (Imprensa Coamo)

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CASTROLANDA: Mulheres representam força de trabalho e determinação

castrolanda 09 03 2021O Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, para lembrar das conquistas políticas e sociais. Atualmente mais de 100 países celebram a data das mais diferentes formas. Este é um dia historicamente marcado por movimentos que garantiram o que hoje parece básico, exemplos como a possibilidade de mulheres terem o acesso a faculdades, direito ao voto e até mesmo portarem um cartão de crédito eram impensáveis no passado.

Equidade - A luta por equidade e respeito ocorre há séculos, em grande parte por estas razões que hoje a participação das mulheres no mercado está cada vez maior. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, a força de trabalho feminina está em alta pelo quinto ano consecutivo, representando 54,5%.

Agronegócio - O agronegócio segue a mesma tendência, o último Censo Agropecuário de 2017, realizado também pelo IBGE, revela que em 12 anos houve um crescimento de 38% no número de propriedades rurais administradas por mulheres. Muito desse movimento é consequência de ações de incentivo e capacitação ocorridas em diversas frentes, como a Comissão da Mulher Cooperativista na Castrolanda, que traz formações relacionadas a gestão de propriedades e crescimento pessoal, por exemplo. Nos últimos anos a participação feminina na Cooperativa tem aumentado dentro e fora do ambiente corporativo, na ocupação de cargos de gerencias e coordenação, além das cadeiras em comitês de negócios.  

Mudanças graduais - A gerente de Negócios Agrícola, Tatiane Bugallo, fala que as mudanças graduais ocorridas no agronegócio podem ser vistas desde as salas nas universidades, no campo e nas indústrias. “Quando entrei na faculdade existiam pouquíssimas mulheres nos cursos de engenharia, agora estamos assumindo as mais diferentes funções, seja na gestão ou no comando dos maquinários. O agro tem acompanhado essa evolução”.

Cargos - Anos atrás os cargos importantes eram menos associados a nomes femininos do que são em 2021. Nas empresas as mulheres preenchiam apenas funções como de auxiliar e secretárias, assim como no meio rural eram destinadas aos trabalhos domésticos e cuidados dos filhos.

Confiança - “Assumi a leiteria da família com 25 anos, foi difícil conquistar a confiança de todos para mostrar que eu era capaz de fazer um bom trabalho. Alguns funcionários da fazenda não aceitavam receber ordens vindas de uma pessoa mais nova, quanto mais sendo mulher”, relata Maria Cecília Prestes, produtora da Castrolanda. Formada em Direito, a pecuarista deixou a advocacia para se dedicar à propriedade da família e hoje coordena a produção, além de ser sócia do seu pai na propriedade.

Apoio da família - Maria Cecília deixou a advocacia para se dedicar ao agro e conta que o apoio da família foi essencial para o sucesso da propriedade.

Capacitação e conhecimento - A gerente de Desenvolvimento Humano da Castrolanda, Adriana Dalla Nora afirma que esta resistência é possível de ser quebrada através da capacitação e do conhecimento. “Quando você se posiciona como uma profissional competente num mercado em que realmente temos a dominância masculina, temos que provar isso. O mercado está cada vez mais aberto para todos e isso são conquistas que não aconteceram da noite para o dia, foi mostrando nossas competências”.

Jornada dupla - No Brasil, apenas 37,4% dos cargos gerenciais existentes em 2019 eram ocupados por mulheres. Em contrapartida, quando se fala das profissionais com nível superior completo, elas representam 19,4%, enquanto entre os homens o índice é de 15,1%. Outro indicador que pode contribuir para entender as dificuldades enfrentadas na inserção no mercado de trabalho, na faixa etária entre 25 e 49 anos, a presença de crianças com até 3 anos de idade vivendo no domicílio se mostra como fator relevante. O nível de ocupação entre as mulheres que têm filhos dessa idade é de 54,6%, abaixo dos 67,2% daquelas que não têm. Além disso, no Brasil, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens (21,4 horas semanais contra 11,0 horas).

Sobrecarga - “A mulher tem uma sobrecarga muito grande e não temos que esconder isso. São filhos, casa e todos os outros afazeres fora do trabalho, é uma jornada dupla. Toda mulher precisa de uma rede de apoio para dividir essa carga. É uma dinâmica que tem que ter muita organização”, explica Tatiane. Ela ainda complementa que a mulher não deve ter vergonha de dizer que é mulher e mãe. “Muitas vezes precisei interromper reuniões para atender o telefone quando uma das crianças estava doente, ou de sair correndo da reunião pois precisava buscar na escola. Nós mulheres devemos perder o medo de demonstrar essa sobrecarga e temos que dar conta de tudo isso”, afirma.

Desafios diários- A cooperada Luciana Rebonato conta que um dos poucos momentos em que se distanciou da propriedade foi no nascimento da sua segunda filha, além disso a presença das crianças na fazenda sempre foi constante. “Eu assumi a fazenda em 2012, um pouco depois de ter voltado ao mercado de trabalho, mas precisávamos de alguém que se dedicasse a propriedade. A partir do momento que participei de alguns cursos de gestão dentro da Cooperativa que a mudança aconteceu de verdade e eu assumi a administração definitivamente”.

Trabalho exclusivo - Luciana assumiu a administração da leiteria da família e hoje trabalha exclusivamente para a gerência do negócio.

Perfil - A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) aponta que o perfil da mulher que atua no agronegócio brasileiro é de escolaridade alta e independência financeira. Mais de 70% destas mulheres disseram que já sofreram preconceito, porém 61,1% delas declararam não terem se intimidado com isso.

Diálogo e paciência - “Ouvir coisas como ‘agora é a mulherzinha que está mandando’ não é confortável, mas a gente tem que mostrar que está ali porque sabe o que está fazendo. Até chegar no que estamos, foi preciso muito diálogo e paciência para conquistar a confiança dos funcionários, principalmente por ser um ambiente extremamente masculino”, explica Luciana.

Barreiras superadas - A Gerente de DH fala que é preciso enxergar além do gênero e analisar as competências de cada profissional. “É questão de tempo para estas diferenças serem abandonadas, a equidade ainda pode prevalecer. As organizações não são apenas resultados, são movidas por pessoas. As mulheres mostram a cada dia que são capazes e o universo feminino vem crescendo no ambiente profissional, temos exemplos muito bacanas de mulheres assumindo variados postos de trabalho, não só no agronegócio”, afirma Adriana.

Insegurança - Maria Cecilia conta que quando assumiu o seu trabalho na leiteria se sentia insegura em expressar opiniões, mas o apoio do seu pai foi essencial para o sucesso do negócio. “Sei que muitas mulheres, assim como eu, passam por essa insegurança. Posso dizer que a experiência trouxe uma carga de confiança e isso funciona também para nosso crescimento, tanto na fazenda como na Cooperativa. O sucesso está muito vinculado com isso, as coisas começam a fluir. Conquistar o nosso espaço depende de tempo”.

Seguir em frente - “Nosso trabalho não para e temos que driblar as dificuldades. Para assumir um negócio não podemos ter medo e devemos seguir sempre em frente. O medo de não conseguir vai existir, mas isso é resolvido quando você entende do trabalho e começa a conhecer sobre a atividade”, declara Luciana. (Imprensa Castrolanda)

 

COCAMAR: Palestra com Lu Dorini encanta produtoras

cocamar 09 03 2021A transmissão promovida na manhã de segunda-feira (08/03) pela Cocamar com a palestrante Luciana Kele Dorini, reuniu mais de 200 participantes de núcleos femininos da cooperativa, entre cooperadas e esposas de produtores associados.

Crescer - Não foi só uma palestra motivacional. Com o tema Florescer, a iniciativa fez parte da programação comemorativa ao Dia Internacional da Mulher e Lu Dorini – como se apresenta - falou sobre o desafio de conviver com um hemangioma e fazer de suas dificuldades um propósito para crescer como mulher e motivar as pessoas.

O que é - O hemangioma é caracterizado pelo acúmulo anormal de vasos sanguíneos na pele ou em órgãos internos. Segundo especialistas, em média, 30% desse tipo de ocorrência estão presentes já no nascimento e o restante se manifesta nos primeiros meses de vida.

Não parou - Contabilista, 41 anos, moradora em Mangueirinha (PR), Lu Dorini tem sido convidada a levar sua experiência para públicos diversos. Antes da pandemia, fazia isso de forma presencial e, de um ano para cá, trabalhando em casa, não deixou de proferir palestras – ainda que remotamente, como com as produtoras da Cocamar.

Sem limites - Ela disse que até os 19 anos já havia se submetido a 19 cirurgias, das quais uma apenas de caráter estético. “As outras foram para me manter viva”, citou, acrescentando que o hemangioma jamais limitou suas atividades. “Não há barreiras e isto se aplica também a mulher, que deve desabrochar e florescer, independente da idade.” Sua determinação tem sido tamanha que, por várias vezes, viajou o país e o exterior. “Por que eu não poderia ir?”, indagou. Autora do livro “Entre Ondas de Emoção”, ela já concedeu entrevistas para importantes veículos nacionais e até mesmo de fora do Brasil.

Tem que querer - Para ela, além de determinação, é preciso que a pessoa seja otimista, resiliente, interessada e engajada, que busque o empoderamento e relacionamentos positivos.

Identificação - A reação de várias produtoras participantes foi de entusiasmo e admiração por Ju Dorini e sua trajetória de vida. Eliete Nespolo, de Iporã (PR), disse que se identificou muito com o tema da palestra, pois também tem procurado se superar a cada dia. “Em situações adversas é que geralmente encontro ainda mais forças para dar a volta por cima”, completou.

Adesão - De acordo com a analista de cooperativismo, Juliana Guerra, o desafio em tempos de pandemia, com a impossibilidade de realizar eventos presenciais, é manter as ações destinadas ao quadro social, incluindo as mulheres. “Com essa homenagem tivemos uma grande adesão do público feminino, participando e interagindo. Foi muito emocionante, com depoimentos inspiradores”, ressaltou, completando: “a palestrante é um exemplo de vida e realmente fez as mulheres florescerem". (Imprensa Cocamar)

 

PRIMATO: Série Especial Mulheres

primato 09 03 2021Nesta segunda-feira (08/03), foi celebrado o Dia Internacional da Mulher, e a Primato fez uma justa homenagem com objetivo de reforçar sua importância na sociedade e a história de luta pelos seus direitos. Na atualidade, as mulheres ocupam cada vez mais posições de destaque em todos os campos profissionais, institucionais, assim como na representatividade política. Na cooperativa, elas representam mais da metade do quadro de colaboradores e número importante entre as cooperadas e conselheiras.

Mulheres - Com o objetivo de homenagear essas importantes mulheres, apresentamos a série “Especial Mulheres Primato” que exemplificou a participação delas na cooperativa. Colaboradoras, cooperadas e conselheiras fizeram parte desta homenagem. “Muito importante o papel das mulheres em nosso dia a dia, em específico na Primato, onde elas são maioria em nosso quadro de colaboradores, tem representatividade em nosso conselho de administração e fiscal, tem papel importante entre nossos cooperados e fazem um trabalho fundamental para que possamos conquistar os objetivos, com muita dedicação, carinho e um olhar especial em cada tarefa realizada”, destacou o presidente da Primato, Anderson Sabadin que complementou, “por isso, em nome de todos da cooperativa, nosso muito obrigado mulheres da Primato, que seja um dia de muitas homenagens e alegrias, pois vocês merecem”.

Cooperadas - “Nasci em Toledo (PR), sou filha de cooperado e meu pai sempre trabalhou com cooperativa, especialmente com a Primato, pois entendemos a importância desta representatividade para os pequenos e médios produtores rurais. E hoje trabalhamos juntos na propriedade com granja de Unidade Produtora de Leitões, a UPL de suínos e conseguimos alinhar a experiência com a modernidade, o que traz muitos benefícios”. Tatiana Mazzarollo Pasinatto, cooperada e conselheira fiscal da Primato.

Orgulho - “Sou de Toledo e com muito orgulho moro na mesma propriedade desde que nasci, na Linha Araponga em nosso município. Atuo com a pecuária leiteira e com a agricultura e amo o que faço. Para mim o cooperativismo é muito importante para os pequenos e médios produtores rurais pela sua representatividade, possibilidade de melhores negociações e também por fazer parte de um grupo que tem ao final de cada exercício a participação nos resultados através das sobras”. Edit Weber, cooperada e conselheira de administração da Primato.

Colaboradoras - “Nasci em Catanduvas (PR) e estou há 11 anos na cooperativa, onde comecei minha trajetória como líder de caixa quando a Primato iniciou com a rede de supermercados. Atualmente sou gerente da unidade da Vila Pioneiro, mas passei por outras unidades como a da avenida Maripá”, destacou Regiane que complementou, “tenho como hobby a leitura e gosto muito de passear com a minha família, que é meu bem maior”. Regiane Suchenski Meireles, gerente da unidade Primato Supermercado da Vila Pioneiro.

Jornada - “Sou nascida em Umuarama (pr) e comecei minha jornada na Primato na agropecuária de Toledo, em março de 2016, saindo em julho de 2017. Acabei retornando para a cooperativa na agropecuária de Umuarama em novembro de 2018 e em março de 2019 fui transferida à agropecuária de Toledo, onde estou até hoje. Acredito que nesses dois anos de cooperativa cresci muito como profissional e como pessoa e isso me motiva todos os dias. Em meio a um mercado onde a maioria são homens, acredito que alcancei meu lugar”. Thamirys Paola Schimanoski, responsável técnica da Primato Agro em Toledo.

Gratidão - “Iniciei em 2015 na cooperativa e trabalho como zeladora na indústria de Toledo. Sou natural de Francisco Beltrão e sou muito grata por trabalhar na Primato. Busco colaborar com todos aqui na cooperativa, sempre que possível auxílio quando preciso, assim como recebo ajuda de outras colegas aqui também, isso é muito bom e acho que deve ser assim, cada um faz a sua parte mas também colabora com os outros”. Armelinda Suchenski da Silva, zeladora da unidade industrial da Primato em Toledo. (Imprensa Primato)

 

C.VALE: Fé e cooperativismo contra o coronavírus

A carreata era de perder de vista. Só dava para ver as luzes dos veículos e a empolgação frenética das buzinas. Parecia festa. Mas era festa. Festa do renascimento. Da vitória. Da vida! Foi assim que os moradores da pacata Terra Roxa, no oeste do Paraná, deram as boas-vindas a sua ilustre moradora, que ficou adormecida por 47 dias num leito de UTI. Motivo: Covid-19.

Últimas palavras - As últimas palavras da professora e associada da C.Vale, Márcia Sônego de Pádua, antes de ser entubada, no dia 2 de setembro de 2020, soava como uma despedida típica de quem previa o pior. “Rafa, fala ‘pro’ seu pai que eu amo muito ele. Amo você e seus irmãos. Parem de brigar! Fala ‘pro’ vô e a vó que eu amo muito eles também. Não quero que ninguém brigue por herança. As minhas joias estão...você entendeu filha...”. Minutos depois a voz que ecoava por todos os cantos da vida de centenas de pessoas foi abafada por um sedativo potente.

Milagre - Na realidade, Márcia não se recorda deste episódio. Uma amnésia divina a poupou de tal angústia. Em contrapartida, familiares e amigos sentiram o sofrimento arrastado de altos e baixos por quase dois meses. “Ela é um milagre de Deus e da medicina”, constata, emocionado, Altair de Pádua, abraçando e acariciando a esposa num gesto de devoção pela graça alcançada. Cercado pelos filhos e netos, com a voz embargada, continuou. “O que ia ser de mim, da nossa família? Ela é tudo ‘pra’ nós”, questionando e respondendo com os olhos marejados.

União pela fé - Márcia e Altair são casados há 38 anos. Dessa união nasceram Andreza, Rafaella, Amanda e Júnior, e os netos Ana Júlia, João Fernando, Giovana e Mariana. Naturalmente, os Pádua já eram muito unidos. O Covid veio para estreitar ainda mais os laços de família. As duas filhas que moravam em outros municípios retornaram para a cidade dos pais. “Minha vó é tudo pra mim. É minha segunda mãe”, resume, emocionada, a neta mais velha, Ana Júlia.

Comoção - Quem não rezava, aprendeu. A comoção pelo restabelecimento da saúde de Márcia contagiou gente de todos os cantos. Dois grupos de WhatsApp foram criados para repasse de notícias e orações. Durante uma semana, 24 horas por dia, amigos e parentes se revezavam no altar para rezar a novena do Cerco de Jericó. Os evangélicos e protestantes se uniram em oração. Para os devotos de Nossa Senhora, no dia 12 de outubro a cura foi anunciada. “A fé não tem explicação. Ela só preenche nossos corações e nos enche de esperança”, diz a recém-formada médica, Rafaella.

Interação - Ela conta que a impotência de não poder ajudar a mãe com seu ofício foi traumática. O máximo que pode fazer foi interagir melhor com o corpo clínico. “Minha mãe sonhou comigo esse diploma. Não aceitava a possibilidade de ela não estar lá para comemorar isso comigo”, emociona-se a doutora, que celebrou a vida e sua colação de grau com a mãe na plateia.

Renascimento - Antes da oficialização da contaminação pelo coronavírus, Márcia sentia muitas dores lombares, a ponto de trocar o colchão achando que era coluna. Por precaução e histórico com hipertensão, diabete e sobrepeso, se isolou e fez o teste do Covid. Entre os exames, a tomografia demonstrou que 70% do seu pulmão já estavam tomados por uma fibrose. Em menos de 24 horas do diagnóstico foi entubada num leito de UTI. “Foi tudo muito rápido. Não tivemos tempo ‘pra’ nada”, recorda Amanda. Márcia é secretária de Educação, Cultura, Esporte e Assistência Social. Segundo ela, ninguém de sua equipe ou familiares foi contaminado.

Reanimação - Familiarizada com seu prontuário, Márcia diz que “voou” baixo e teve que ser reanimada por duas vezes pelos médicos. “Coloquei o pé na cova e saí. Hoje celebro duas datas: 28 de julho, quando nasci, e 14 de outubro, quando renasci, aos 56 anos de idade.”

Reabilitação - Os primeiros dias em casa foram de reabilitação. Não tinha forças e nem coordenação motora para sustentar a própria cabeça. A respiração ainda era auxiliada por balão de oxigênio portátil. Fisioterapia, fonoaudiologia e alimentação balanceada ajudaram na recuperação. “O que me colocou de pé mesmo, sem nenhuma sequela, foi a união, o amor e a fé da minha família e da comunidade, que oraram muito por mim”, revela, com gratidão, a devota de Nossa Senhora Aparecida.

Devaneios de um coma - Márcia não recorda de praticamente nada do período em que ficou em coma, mas se lembra de alguns sonhos bem inusitados. “Acordei fora da casinha”, revela, com bom humor, seus devaneios inconscientes. Segundo ela, antes do Covid estava com alguns quilinhos a mais. Quando acordou tinha perdido 11 quilos. Coincidentemente, sonhou que tinha feito uma cirurgia plástica em pleno voo para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. “Achei que estava acordando da anestesia, linda e plena. Passei a mão no meu corpo e estava sequinho.” Márcia, que é filha de japonesa, sonhou que seu caçula tinha se tornado pai. “Nos meus sonhos era um mesticinho lindo.” O barulho da máquina de oxigênio soava como uma chuvinha contínua e serena. “Agradeci a Deus pela chuva estar apagando o incêndio no Pantanal.” Outro sonho que está inspirando os filhos a tornar realidade é uma viagem com o marido. “Estava com um chapéu lindo, enorme, num lugar maravilhoso. Era muito real. Estava muito feliz”, descreve Márcia. (Imprensa C.Vale)

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COOXUPÉ: Empresa canadense premia café de cooperadas

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher (08/03), 51 cooperadas da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (MG) estão comemorando o recebimento de um prêmio por suas produções de cafés. A premiação total de R$ 287,6 mil vem da empresa RGC Coffee, de Montreal (Canadá), que tem atuação no mercado de cafés premium e especiais.

Pedido - Os cafés enviados para a RGC Coffee atenderam ao pedido da própria empresa canadense, que solicitou à Cooxupé um lote produzido especialmente por cooperadas, produtoras em toda área de atuação da cooperativa - Sul de Minas, cerrado Mineiro e média mogiana do estado de São Paulo. Foram enviadas 6,3 mil sacas, totalizando mais de 380 mil quilos de café, no período de abril de 2019 a fevereiro de 2021.

Destaque - Ao longo dos anos, a participação da mulher tem se destacado em toda cadeia produtiva cafeeira, trazendo uma novidade no universo cafeeiro brasileiro e internacional: o negócio café sendo também conduzido por elas - como é o caso da RGC Coffee, que atualmente é presidida por Nathalie Gabbay. Na Cooxupé, a participação das mulheres também é marcada em todos os setores de produção desde a entrada do café até a saída para a exportação, como as cafeicultoras cooperadas; as comercializadoras (que colocam o produto no mercado externo), as engenheiras agrônomas (que realizam todo trabalho de assistência técnica auxiliando os cafeicultores para aprimorar a qualidade nas lavouras); entre outras funções.

Caminhada promissora - O presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, explica que este é um começo de uma caminhada promissora junto à RGC Coffee, assim como outras empresas que vêm valorizando lotes de qualidade específicos para serem trabalhados no mercado externo.

Oportunidades - "A Cooxupé está sempre em busca de oportunidades que agregam valor a todos os seus cooperados e esta comercialização com a empresa canadense permite novas possibilidades, beneficiando especialmente as produtoras de café. O papel da mulher na cafeicultura, em especial nas nossas famílias cooperadas, vem aumentando ao longo dos anos e estamos muito felizes com esta merecida premiação que receberam. Nosso trabalho é sempre abrir novos caminhos aos nossos cafeicultores, homens e mulheres, fortalecendo nossa posição nos mercados brasileiro e internacional como uma cooperativa que produz e comercializa café de qualidade, credibilidade e sustentável diante de toda cadeia produtiva cafeeira", diz. (Imprensa Cooxupé)

UNIPRIME: Cooperativa contrata talentos especiais

uniprime 09 03 2021Reconhecida como uma das maiores e mais sólidas cooperativas de crédito do Brasil, a Uniprime está recrutando talentos especiais. Com 32 agências, localizadas nos estados do Paraná e de São Paulo, a cooperativa continua de portas abertas para você que gostaria de fazer parte do quadro de colaboradores de uma das 150 melhores empresas para trabalhar no Brasil. Mais do que conhecimento técnico, a Uniprime valoriza a humanização de gestão, o aperfeiçoamento da acessibilidade, além de estimular a cooperação e a diversificação da visão de mundo entre os colaboradores.

Profissionais com deficiências - Vale ressaltar que todas as oportunidades de trabalho da cooperativa também são direcionadas aos profissionais com deficiência. Ficou interessado?

Currículo - Envie seu currículo para trabalheconosco@uniprimebr.com.br ou cadastre-se em nosso Banco de Talentos Uniprime: uniprimebr.com.br. (Imprensa Uniprime)

 

MEIO AMBIENTE: MMA publica lista de parques integrantes do programa Adote um Parque

meio ambiente 09 03 2021O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou o edital do programa Adote um Parque, que foi, inclusive, pauta da reunião entre o ministro Ricardo Salles e o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, no último dia 23 de fevereiro. O programa está previsto no Decreto 10.623, de 9 de fevereiro de 2021 e tem por objetivo promover a adoção de áreas de conservação por parte de pessoas físicas ou jurídicas brasileiras ou estrangeiras. A ideia é que o adotante realize ações de preservação, como recuperação e melhoria dessas unidades.

Edital - O edital, publicado na última semana passada contém ainda a lista das primeiras 132 unidades de conservação selecionadas para integrar a primeira fase do programa, com foco na Amazônia. Além disso, também estabelece os valores mínimos de R$ 50 ou € 10 por hectare ao ano para as propostas de adoção das unidades. Os recursos serão aplicados diretamente pelos parceiros nas unidades adotadas, podendo ser executados de forma direta, pelo adotante, ou de forma indireta, por prepostos ou contratados por ele indicados.

Cooperativas - Cooperativas de todo o país podem aderir ao programa, inclusive por meio da intercooperação, visando a adoção conjunta de um parque. Somente serão aceitas adoções que atendam à integralidade do edital de chamamento público, não sendo aceitas doações parciais ou fora do escopo do edital de chamamento.

Benefícios - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a participação das coops no programa possibilitará benefícios como, por exemplo, o maior reconhecimento do cooperativismo como um modelo que alia o desenvolvimento econômico com a defesa do meio ambiente. “Além disso, a adoção de um parque fortalece os preceitos de responsabilidade social do cooperativismo, responde à Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e é uma oportunidade para divulgação das cooperativas”, comenta o líder cooperativista.

Reconhecimento - Outra vantagem do programa é que as cooperativas adotantes serão reconhecidas pelo Poder Público como parceiras do meio ambiente e poderão utilizar a certificação em suas campanhas institucionais e publicitárias.

Recursos - Vale destacar que os recursos do adotante serão destinados a bens e serviços para a proteção do meio ambiente, como vigilância, monitoramento, implementação de planos de manejo, recuperação de áreas degradadas e prevenção a incêndios e desmatamentos na região. (OCB)

FOTO: Ministério do Meio Ambiente

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Corrente de comércio supera US$ 11 bilhões na primeira semana de março

comercio exterior 09 03 2021A corrente de comércio exterior do Brasil subiu 55,6%, pela média diária, e atingiu US$ 11,625 bilhões na primeira semana de março, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira (08/03). O resultado é a soma das exportações, que chegaram a US$ 5,598 bilhões, e importações, que alcançaram US$ 6,026 bilhões. Dessa forma, a balança comercial teve um déficit de US$ 428 milhões no período.

Março de 2020 - Comparados a março de 2020, também pela média diária, os dados apontam crescimento de 34,3% nas exportações e de 82,7% nas importações, o que implica elevação de 55,6% na corrente de comércio. Já no acumulado do ano, as exportações somam US$ 36,73 bilhões, com alta de 9,4%, e as importações sobem 21,3% e atingem US$ 36,99 bilhões, o que resulta em uma corrente de comércio de US$ 73,72 bilhões e um déficit de US$ 261 milhões.

Alta nas exportações - Nas exportações, comparadas a média diária da primeira semana de março de 2021 (US$ 1,119 bilhão) com a de março de 2020 (US$ 833,98 milhões), houve crescimento de 34,3%, em razão do aumento nas vendas da indústria extrativista (123,8%), da agropecuária (19%) e dos produtos da indústria de transformação (9%).

Indústria extrativista - Na indústria extrativista, o aumento das exportações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas vendas de minério de ferro e seus concentrados (162,7%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (81,5%); minérios de cobre e seus concentrados (638,9%); minérios de níquel e seus concentrados (484,9%) e pedra, areia e cascalho (82,5%).

Transformação - Já em relação à indústria de transformação, destaque para o crescimento nas vendas de obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (475,5%); veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (140,7%); açúcares e melaços (35%); instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (89,7%) e celulose (15,8%).

Produtos agropecuários - Por fim, o aumento das exportações também contou com o crescimento nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: soja (11,8%); algodão em bruto (93,6%); café não torrado (29,5%); milho não moído, exceto milho doce (111,5%) e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (24,8%).

Impacto de plataformas - Nas importações, a média diária até a primeira semana de março de 2021 (US$ 1,205 bilhão) ficou 82,7% acima da média de março do ano passado (US$ 659,81 milhões). Nesse comparativo, aumentaram principalmente os gastos com agropecuária (47%) e produtos da indústria de transformação (91,4%). Por outro lado, diminuíram os gastos com a compra de produtos da indústria extrativista (-58,5%).

Aquisições - O aumento das importações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas compras dos seguintes produtos agropecuários: cacau em bruto ou torrado (+231,6%); trigo e centeio, não moídos (35,4%); cevada, não moída (202,6%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (57,7%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (48,1%).

Aumento - Nos produtos da indústria de transformação, o aumento das importações se deve, principalmente, ao crescimento nas entradas de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (3.306,2%); adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (43,2%); medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (62,5%); equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (28%) e alumínio (128,1%).

Minérios - Já na indústria extrativa, ainda que as importações tenham diminuído, houve alta nas compras de produtos como outros minérios e concentrados dos metais de base (28%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (2,8%). (Ministério da Economia)

Veja os principais resultados da balança comercial

FOTO: Pixabay

 

IBGE: Após estabilidade em dezembro, setor de serviços avança 0,6% em janeiro

ibge destaque 09 08 2021O setor de serviços cresceu 0,6% em janeiro, após ficar estável em dezembro. É o oitavo resultado não negativo consecutivo do setor, que acumula ganho de 19,6% no período. O volume de serviços ainda está 13,8% abaixo do recorde histórico, registrado em novembro de 2014, e 3% abaixo de fevereiro de 2020, quando as medidas de isolamento social para controle da pandemia de Covid-19 não haviam sido adotadas. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta terça-feira (09/03) pelo IBGE.

Transporte - O setor de transportes foi o que mais impactou o índice na passagem de dezembro para janeiro, com avanço de 3,1%. Com esse resultado, o setor acumula ganho de 29,6% entre maio de 2020 e janeiro de 2021, mas ainda está 2,7% abaixo do patamar de fevereiro. “Ainda que o crescimento desse setor tenha sido ligeiramente menor que o dos serviços profissionais e administrativos (3,4%), o impacto dele foi maior no resultado geral. Todos os segmentos dentro do setor de transportes mostraram crescimento e esse espalhamento ajuda a explicar o resultado”, diz o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Atividades - Entre as atividades de transporte com maior crescimento estão o rodoviário coletivo de passageiros, que inclui ônibus que fazem viagens municipais, estaduais e internacionais, e o aéreo de passageiros. “Isso pode ser um reflexo do aumento da flexibilização das medidas de isolamento, com os traslados das pessoas pelas cidades brasileiras, utilizando transporte público. Talvez essas viagens sejam motivadas pela época do ano, quando acontecem as férias”, diz Rodrigo.

Serviços profissionais - Além dos transportes, o setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (3,4%) foi único a crescer em janeiro frente a dezembro. Entre junho e janeiro, esse setor já acumulou ganho de 13,9%, mas ainda não eliminou a perda de 20% entre novembro de 2019 e maio do ano passado. “O que mais chamou atenção dentro desse setor foi a expansão dos serviços técnico-profissionais, como serviços de engenharia e atividades correlacionadas a engenharia e arquitetura”, afirma o pesquisador.

Quedas - Houve queda nos três outros setores investigados pela pesquisa. A maior retração foi em outros serviços (-9,2%), que devolveu o ganho acumulado de 5,7% entre novembro e dezembro. “As perdas mais importantes desse setor vieram de corretoras de títulos e valores imobiliários. Esse segmento de serviços financeiros auxiliares tem uma característica importante, que é o pagamento de taxas de performance no mês de dezembro. Então as receitas mudam e a base de comparação é mais elevada. Isso acaba trazendo algum tipo de devolução importante no mês subsequente, que é janeiro”, explica.

Informação e comunicação - Os serviços de informação e comunicação (-0,7%) perderam parte do ganho acumulado de 4,7% entre setembro e dezembro de 2020. “As quedas no mês de janeiro foram pressionadas, principalmente, pelos serviços de desenvolvimento e licenciamento de software, atividades de TV aberta, consultoria em tecnologia da informação e portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet”, diz Rodrigo.

Famílias - Já os serviços prestados às famílias tiveram retração de 1,5%, a segunda taxa negativa seguida, e acumularam no período uma perda de 5,5%. Com isso, há uma retração do avanço acumulado de 68,5% pelo setor entre agosto e novembro de 2020.

Comparação - Na comparação com o mesmo período de 2020, o volume do setor de serviços recuou 4,7% em janeiro, registrando a décima primeira taxa negativa seguida para este tipo de indicador e queda em quatro dos cinco setores investigados pela pesquisa. A maior influência negativa veio dos serviços prestados às famílias (-27,6%), pressionados, principalmente, por atividades tradicionalmente presenciais, como restaurantes, hotéis e serviços de bufê.

Outros recuos - Os outros recuos nesse indicador vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-6,7%), dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-4,0%) e dos outros serviços (-2,2%). O único setor que cresceu em janeiro de 2021 na comparação com o mesmo período do ano anterior foi o de informação e comunicação (1,7%).

Índice de atividades turísticas cresce 0,7% - Em janeiro, o índice de atividades turísticas cresceu 0,7% frente a dezembro, quando ficou estável (0,0%). O segmento avançou 122,8% entre maio de 2020 e janeiro de 2021, mas, para retornar ao patamar de fevereiro, ainda precisa crescer 42,1%.

Movimento - “Com o aumento da flexibilização e, consequentemente, aumento de movimento das pessoas nas ruas, de viagens, de almoços em restaurantes, transportes de passageiros, seja terrestre ou aéreo, o setor turístico reflete o movimento em vários desses segmentos de prestação de serviços presenciais. Ainda está distante de voltar ao patamar de fevereiro, mas dá um pequeno passo adiante”, analisa o gerente da pesquisa. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

ibge quadro 09 03 2021

 

ECONOMIA: Valor médio de auxílio emergencial será de R$ 250, diz Guedes

economia 09 03 2021O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nessa segunda-feira (08/03) que o valor médio do novo auxílio emergencial deve ser de R$ 250 por pessoa. A declaração foi dada em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro para tratar da compra das vacinas contra covid-19. “É vacina, e justamente manter a economia em movimento, esta é a prioridade do governo”, disse.

Pagamento - A expectativa é que o valor comece a ser pago ainda neste mês, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 186/2019, a chamada PEC Emergencial. O texto possibilita o pagamento do auxílio com créditos extraordinários sem ferir o teto de gastos públicos.

Decisão - De acordo com Guedes, a decisão sobre a amplitude do auxílio emergencial é do Ministério da Cidadania. “Nós [Ministério da Economia] só fornecemos os parâmetros básicos”, disse o ministro. Segundo ele, o valor para mulher chefe de família monoparental deve ser de R$ 375 e, no caso de homem, de R$ 175. “Se for casal, já são R$ 250”, informou.

Pessoas vulneráveis - O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Direito - Tiveram direito aos repasses, obedecendo a uma série de critérios econômicos e sociais, integrantes do Bolsa Família, cidadãos incluídos no Cadastro Único (CadÚnico), além de trabalhadores informais, contribuintes individuais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e microempreendedores individuais que solicitaram o benefício por meio de plataformas digitais ou aplicativo da Caixa Econômica Federal. (Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

COMBUSTÍVEL: Petrobras aumenta preços da gasolina e do diesel nas refinarias

combustivel 09 03 2021A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (08/03) um novo aumento dos preços da gasolina e do diesel que são cobrados em suas refinarias. No caso da gasolina, o aumento é o sexto do ano, e o preço médio do litro passará de R$ 2,60 para R$ 2,84, em uma alta de cerca de 9,2%.

Diesel - Para o litro do diesel, o reajuste anunciado é de R$ 2,71 para R$ 2,86, um encarecimento de cerca de 5,5%. No caso desse combustível, o aumento é o quinto no ano.

Último reajuste - O último reajuste havia sido anunciado pela Petrobras em 1° de março e, antes disso, houve aumentos em 18 de fevereiro, 8 de fevereiro, 26 de janeiro e 18 de janeiro, dia em que apenas o preço da gasolina foi reajustado. No fim do ano passado, o litro de combustível custava R$ 1,84 nas refinarias, R$ 1 a menos que o preço alcançado hoje.

Política de preços - A política de preços da Petrobras busca o alinhamento do preço das refinarias aos do mercado internacional, o que também torna o preço sensível ao valor do real perante o dólar, moeda em que as negociações ocorrem no exterior.

Alinhamento - Segundo a estatal, manter esse alinhamento é fundamental para garantir que o mercado brasileiro seja suprido sem risco de desabastecimento. A empresa afirma que, assim como o preço sobe quando há encarecimento no mercado internacional, ele também cai quando a alta da oferta no mundo desvaloriza esses combustíveis.

Influência limitada - A Petrobras destaca ainda que essas variações do mercado internacional e do câmbio "têm influência limitada" no preço final que os consumidores encontram nos postos de combustíveis. "Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis". (Agência Brasil)

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CÂMBIO: Dólar encosta em R$ 5,80 e fecha no maior valor em 10 meses

cambio 09 03 2021Em um dia de tensões no mercado brasileiro e internacional, o dólar encostou em R$ 5,80 e atingiu o maior valor em dez meses. A bolsa de valores (B3) caiu quase 4% e fechou no nível mais baixo desde o início de março.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (08/03) vendido a R$ 5,778, com alta de R$ 0,095 (+1,67%). A divisa operou o dia inteiro em alta, em torno de R$ 5,72, mas intensificou a alta a partir das 15h30, após a divulgação da decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nível mais alto - A cotação está no nível mais alto desde 15 de maio de 2020, quando a moeda norte-americana tinha fechado em R$ 5,839. A divisa acumula alta de 11,36% em 2021.

Ações - No mercado de ações, a sessão também foi marcada pela instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda-feira aos 110.612 pontos, com recuo de 3,98%. O indicador está no menor nível desde o dia 1º, quando tinha fechado próximo aos 110,3 mil pontos.

Queda maior - O Ibovespa acelerou a queda após a divulgação da decisão de Fachin, mas vinha sendo influenciado por fatores externos. O indicador operou em baixa durante toda a sessão.

EUA - Além das tensões políticas no Brasil, a alta no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano está pressionando mercados emergentes. Considerados os investimentos mais seguros do mundo, esses papéis estão com as taxas mais altas registradas desde fevereiro do ano passado, antes da pandemia de covid-19.

Fuga de capitais - Rendimentos mais altos nos títulos públicos norte-americanos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. A aprovação do pacote de ajuda de US$ 1,9 trilhão pelo Senado dos Estados Unidos não acalmou os investidores. Isso porque o mercado teme que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) antecipe a alta dos juros por causa da alta da inflação na maior economia do planeta, por causa do estímulo econômico. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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INFRAESTRUTURA I: MP abre crédito de R$ 275 milhões para recuperação de rodovias

infraestrutura I 09 03 2021Foi publicada, na edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (05/03), uma medida provisória que abre crédito extraordinário ao Orçamento no valor de R$ 275 milhões para o Ministério da Infraestrutura.

Reconstrução - A MP 1.035/2021 viabilizará a reconstrução de infraestruturas rodoviárias danificadas ou destruídas pelas chuvas intensas ocorridas em quase todas as regiões do país. Segundo a exposição de motivos da medida, o ano de 2021 vem se caracterizando como extremamente atípico, com volume de chuvas 4,5 vezes mais elevado do que a média dos últimos anos. Toda essa chuva e os desastres naturais decorrentes dela levaram ao menos 13 estados a decretar situação de emergência ou estado de calamidade pública, com o reconhecimento do grave cenário pela União.

Ações imediatas - A dotação orçamentária, diz o texto da MP, será usada na execução de intervenções na infraestrutura rodoviária das áreas afetadas que requerem ações imediatas. Há risco do agravamento de condições do sistema de transportes, o que pode gerar consequências econômicas e sociais às localidades envolvidas. O ministério aponta ainda a imprevisibilidade, em razão da ocorrência do recorde no número de desastres naturais, que demandam interrupções no tráfego de rodovias.

Destinação - A maior parte do orçamento será destinada à Região Norte (R$ 235 milhões). Sudeste e Sul receberão R$ 15 milhões cada e Centro-Oeste, R$ 10 milhões.

Votação - A MP 1.035/2021 precisa ser votada pelo Congresso até 3 de maio de 2021, quando perde a vigência. (Agência Senado)

FOTO: Twitter / Dnit Oficial

 

INFRAESTRUTURA II: Licitação para duplicar BR-277 em Cascavel vai para nova fase

infraestrutura II 09 03 2021O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou nesta segunda-feira (08/03) o resultado da análise das propostas de preço da licitação para duplicar a BR-277 em Cascavel.

Classificadas - Foram classificadas duas empresas e dois consórcios que ofereceram os menores preços, variando de R$ 47,5 milhões a R$ 51,9 milhões. Começa agora período de cinco dias para apresentação de recursos, com igual período para a apresentação de contrarrazões aos mesmos.

Abertura dos envelopes - Na mesma publicação ficou definido 25 de março como a data de abertura dos envelopes com os documentos de habilitação das classificadas. Após análise desta documentação será definida a vencedora.

Projeto - A obra prevê a duplicação de 5,81 quilômetros da BR-277, do km 574,4 ao km 580,2, entre o posto da Polícia Rodoviária Federal e a Ferroeste, próximo a Cascavel. Também será pavimentada a via marginal esquerda da rodovia do km 581,7 ao km 583,3, em uma extensão de 1,56 quilômetros, executado um viaduto no km 575,1, acesso para a Ferroeste, e outro viaduto no km 580, onde será implantada uma variante da PR-180.

Conclusão - Após emissão da ordem de serviço, a previsão de conclusão é de 420 dias corridos, ou 14 meses.

Convênio - Os recursos para a obra são resultado de convênio entre a Itaipu Binacional e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística, sendo o DER/PR a unidade executora.

Mais obras - Convênios semelhantes estão garantindo mais obras para a região, como a implantação da nova Ponte da Integração Brasil - Paraguai, a duplicação do Contorno Oeste de Cascavel, a duplicação da Rodovia das Cataratas, a iluminação viária da BR-277 e a implantação de estrada municipal entre Ramilândia e Santa Helena. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: DER

 

LEGISLATIVO I: Câmara aprova MP que amplia margem do crédito consignado até o fim do ano

legislativo I 09 03 2021A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (08/03) a Medida Provisória 1006/20, que amplia a margem de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 35% para 40% do valor do benefício. A MP perde a vigência na quinta-feira (11/03) e precisa ser votada ainda pelo Senado.

Substitutivo - De acordo com o substitutivo aprovado, do deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), o prazo limite para as novas contratações, que tinha acabado em 31 de dezembro de 2020, passará a ser 31 de dezembro de 2021. Dos 40%, cinco pontos percentuais devem ser destinados para saque ou pagamento da fatura do cartão de crédito. Essa reserva já existia antes da MP, no mesmo patamar.

Servidores públicos - O relator também estende o limite de 40% para o crédito consignado tomado por servidores públicos federais e pelos trabalhadores com carteira assinada (CLT).

Militares e servidores estaduais - Se leis ou regulamentos não definirem percentuais maiores que 40%, esse limite será aplicado ainda para as operações de crédito tomadas por militares das Forças Armadas; policiais militares dos estados e do Distrito Federal; militares e policiais reformados; servidores públicos estaduais e municipais; servidores públicos inativos; empregados públicos da administração direta, autárquica e fundacional de qualquer ente da Federação; e pensionistas de servidores e de militares.

Depois de 2021 - Segundo o texto, depois de 2021 as dívidas de consignado voltarão aos patamares anteriores, mantidas aquelas contratadas com o aumento temporário de margem e vedadas novas contratações até que o total do desconto volte ao máximo de 35%.

Carência - Quanto ao pedido de suspensão do vencimento de parcelas do crédito consignado feito por vários parlamentares, o relator afirmou que o acordo possível alcançado prevê apenas a possibilidade de carência facultativa por 120 dias, conforme avaliado por cada instituição financeira.

Solução - “Buscamos construir uma solução que beneficie diretamente muitos consumidores, sem correr o risco de, em vez de aumentar o crédito consignado, desestimular a sua concessão”, disse Capitão Alberto Neto.

Validade - A carência valerá para operações firmadas antes da vigência da futura lei derivada da MP e também para as novas. Durante o período de carência, se for concedida, fica mantida a incidência de juros e demais encargos contratados.

Informações - Para viabilizar a votação, o relator retirou do texto a obrigação de os bancos informarem ao consumidor esclarecimento sobre o valor que sobrará de seu salário líquido após deduzidos o imposto de renda e as prestações descontadas.

Custo efetivo - Agora, as instituições devem apenas informar sobre o custo efetivo total (CET), sobre o prazo para quitação integral das obrigações assumidas e outras informações exigidas em lei e regulamentos.

Demais descontos - Quanto aos demais descontos que o beneficiário do INSS pode autorizar, como mensalidades de associações e demais entidades de aposentados, o relator propõe o adiamento da revalidação periódica a cada três anos que deveria começar em 31 de dezembro de 2021.

Prazo - O prazo passa para 31 de dezembro de 2022, e o INSS poderá prorrogá-lo por mais um ano.

Dados compartilhados - O texto aprovado permite o compartilhamento, com entidades de previdência complementar, de dados sobre o óbito que o INSS obtém junto a entidades privadas para decidir sobre a concessão de benefícios.

Fraudes - Segundo o relator, isso ajudará a evitar tentativas de fraudes junto a essas entidades de previdência usando o nome de pessoas já falecidas.

Auxílio-doença - Para desafogar o número de auxílios-doença represados devido à falta de atendimento de perícia, o texto do relator permite ao INSS conceder o benefício por meio da apresentação de atestado médico pelo requerente e de documentos complementares que comprovem a doença informada como causa da incapacidade.

Exame pericial - Esse procedimento, que poderá ocorrer até 31 de dezembro de 2021, dispensa o exame pericial da pessoa interessada, segundo requisitos estabelecidos em ato conjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do INSS.

Concessão - Entretanto, o auxílio-doença será concedido por um tempo máximo de 90 dias, sem prorrogação. Se houver necessidade de um período maior do benefício, mesmo que inferior a 90 dias, deverá ser feito novo requerimento.

Atendimento - No ano passado, devido à pandemia de Covid-19, muitas unidades do INSS que tinham reaberto para atendimento ao público ficaram sem médicos e outros profissionais que conseguiram liminares na Justiça argumentando não haver condições sanitárias adequadas para o atendimento à população, provocando acúmulo de perícias por realizar. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Najara Araújo / Câmara dos Deputados

 

LEGISLATIVO II: Câmara realiza nesta terça-feira sessão para análise da PEC Emergencial

legislativo II 09 03 2021A Câmara dos Deputados realiza sessão do Plenário nesta terça-feira (09/03), a partir das 10 horas, para análise da PEC Emergencial (Proposta de Emenda à Constituição 186/19). A proposta é o item único da pauta.

Auxílio - Aprovada na última quinta-feira (04/03) pelo Senado, a PEC permite ao governo federal pagar um auxílio emergencial em 2021 com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos e impõe mais rigidez para a aplicação de medidas de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários.

Definição - A duração do novo auxílio, sua abrangência e o valor individual ainda serão definidos pelo Poder Executivo.

Contenção de despesas - Já as medidas de contenção de despesas para a União serão acionadas quando for atingido um gatilho relacionado às despesas obrigatórias. No caso de estados, Distrito Federal e municípios, por causa da autonomia federativa, as medidas serão facultativas. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Najara Araújo / Câmara dos Deputados

 

legislativo 08 03 2021

 

LEGISLATIVO III: Estímulo à navegação de cabotagem pode ser votado pelo Senado nesta semana

legislativo III 09 03 2021O Senado poderá votar nesta semana o PL 4.199/2020, projeto de lei que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem. A navegação de cabotagem é aquela realizada entre portos marítimos mantendo a costa à vista.

Medidas - De acordo com o PL 4.199/2020, as empresas poderão fretar embarcações a "casco nu" (alugar um navio vazio para navegação de cabotagem). Além disso, seria liberado progressivamente o uso de navios estrangeiros entre portos brasileiros, mesmo que as embarcações tenham sido construídas fora do país.

Alterações - O autor do projeto é o deputado federal Gurgel (PSL-RJ). O texto foi aprovado na Câmara em dezembro, com alterações. Uma delas aumentou de três para quatro anos o tempo de transição para o afretamento de navios estrangeiros. Uma outra alteração direciona 10% dos recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) ao financiamento total de projetos de dragagem de portos, hidrovias e canais de navegação apresentados por arrendatários e operadores de terminais de uso privado.

Regras internacionais - A proposta determina que as empresas operadoras deverão seguir regras internacionais, como as estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Constituição Federal, que garante direitos como 13º salário, adicional de um terço de férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e licença-maternidade.

Tramitação - No Senado, o projeto tramita em conjunto com os PLs 4.199/2020, 3.129/2020, 421/2014, 422/2014 e 423/2014, que tratam de temas semelhantes. Os senadores Alvaro Dias (Podemos-PR), Lucas Barreto (PSD-AP), Jean Paul Prates (PT-RN), Plínio Valério (PSDB-AM) e Kátia Abreu (PP-TO) apresentaram oito emendas ao projeto. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) emitirá o relatório sobre esse projeto. (Agência Senado)

FOTO: donvictorio / iStockphoto

 

PARANÁ: Governo estuda novas medidas econômicas para ajudar população

parana 09 03 2021O governador Carlos Massa Ratinho Junior instituiu nesta segunda-feira (08/03) um grupo de trabalho para discutir novas medidas econômicas para as empresas e os trabalhadores atingidos direta ou indiretamente pela pandemia. O objetivo é acelerar programas ainda embrionários para disponibilizar, além de crédito e inovações tributárias, formas de auxiliar financeiramente empresas e setores impactados pelas restrições de circulação.

Específico - “É um grupo específico de apoio a pequenas empresas, pequenos negócios, àqueles segmentos que foram muito penalizados na pandemia, como bares e restaurantes. A ideia é ter ações mais rápidas e anunciar algumas novidades já na próxima semana”, disse Guto Silva, chefe da Casa Civil. “O objetivo é auxiliar de maneira concreta, socorrer alguns segmentos que não tiveram alternativa. A ideia é identificar boas práticas, boas ideias, e colocar de pé essas iniciativas no Paraná”.

Novidades - O grupo vai apresentar já na próxima segunda-feira (15/03) algumas novidades. O objetivo é direcionar as ações para micro e pequenos empreendedores, lojistas e comerciantes, além de prestadores de serviços e profissionais ligados ao setor cultural e de turismo. A ideia é manter os empregos, o que garante renda para as famílias, e a roda da economia girando perto da normalidade, com ações ainda mais incisivas do que as adotadas em 2020.

Integrantes - Farão parte do grupo de trabalho instituído pelo Decreto 7.033/2021 o Gabinete da Governadoria, a Vice-Governadoria, a Casa Civil, as secretarias de Planejamento e Projetos Estruturantes e Fazenda, a Invest Paraná, a Fomento Paraná e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Esse grupo também será um canal de comunicação com o setor produtivo durante a pandemia e terá entre 30 e 60 dias para elaborar um relatório das ações.

Últimos pacotes - Na sexta-feira (05/03), o governador Ratinho Junior apresentou para a sociedade um pacote de estímulo ao crédito. A linha Recupera Paraná foi reativada e destinará R$ 10 milhões para atender empreendedores informais e MEIs. Além disso, os empreendedores que pegaram empréstimos por essa linha no ano passado terão o pagamento das parcelas suspenso por dois meses.

BRDE - O BRDE também repassará R$ 30 milhões, com juros subsidiados, para ampliar a disponibilidade de crédito dos programas Banco da Mulher Paranaense e Banco do Empreendedor, da Fomento Paraná. O BRDE e a Fomento Paraná ainda vão destinar R$ 120 milhões a empreendimentos que trabalham com o turismo, beneficiando o setor hoteleiro e o de serviços.

Suspensão - Na semana anterior, frente ao acirramento da pandemia, o Governo do Estado já tinha suspendido o ajuizamento de execuções fiscais e a apresentação de protesto de certidões de dívida ativa do Estado e adiado os prazos de pagamento das parcelas vincendas do IPVA 2021 (terceira, quarta e quinta). Também foi anunciado o adiamento do pagamento do ICMS devido por pequenas empresas optantes do Simples Nacional e o parcelamento do ICMS devido por Substituição Tributária.

Presenças - Participaram do encontro o vice-governador Darci Piana; os secretários João Debiasi (Comunicação e Cultura), Renê Garcia Júnior (Fazenda) e Valdemar Bernardo Jorge (Planejamento e Projetos Estruturantes); o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Neves; o diretor de Desenvolvimento Econômico e Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; o diretor de Mercado e Novos Negócios da Invest Paraná, Gustavo Cejas; e o diretor-geral da Casa Civil, Felipe Flessak. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

SAÚDE I: Brasil tem 11 milhões de casos e 266,3 mil mortes

O Brasil chegou a 266.398 mortes por complicações da covid-19. Em 24 horas, foram registrados 987 novos óbitos. No domingo (07/03), foram 265.411 mortes registradas pelas autoridades de saúde. Ainda há 2.836 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Atualização - As informações foram divulgadas na atualização diária do Ministério da Saúde desta segunda-feira (08/03). O balanço é elaborado a partir das informações levantadas pelas autoridades estaduais e locais de saúde sobre casos e mortes provocados pela covid-19.

Soma - A soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia alcançou 11.051.665. Entre domingo e segunda-feira (07 e 08/03), foram registrados 32.321 novos diagnósticos positivos por equipes de saúde.

Casos ativos - O número de pessoas recuperadas alcançou 9.782.230. Já a quantidade de pessoas com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.002.947. Pela primeira vez desde o início da pandemia este total de casos ativos em análise pelas equipes de saúde ultrapassou 1 milhão.

Menores - Os números em geral são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da redução das equipes aos fins de semana e o impacto disso na alimentação dos dados nas secretarias de saúde. Já às terças-feiras a soma diária costuma ser maior pelo acúmulo de dados regularizado.

Estados - O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (61.584), Rio de Janeiro (33.729), Minas Gerais (19.548), Rio Grande do Sul (13.562) e Bahia (12.632). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.066), Amapá (1.161), Roraima (1.167), Tocantins (1.594) e Sergipe (3.032). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 09 03 2021

SAÚDE II: Boletim registra mais 2.019 casos de Covid-19. Estado já aplicou 517.520 doses da vacina

saude II 09 03 2021 A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (08/03) 2.019 novos casos de Covid-19 e 19 óbitos pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 722.990 casos e 12.505 mortes em decorrência da doença.

Meses - Os casos divulgados nesta data são de março (1837), fevereiro (151) e janeiro (14) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: agosto (1), setembro (1), outubro (8), novembro (5) e dezembro (2).

Vacina - Até o final da manhã desta segunda-feira (08/03), o Paraná aplicou 517.520 doses da vacina contra a Covid-19 – 394.448 da primeira dose e 123.072 da segunda. Portanto, 394.448 pessoas já foram vacinadas no Estado.

Doses - O Paraná recebeu até o momento 853 mil doses de vacinas do Governo Federal.

Confira os números da imunização no Paraná.

Internados - Nesta segunda-feira são 2.248 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19. Destes, 1.962 ocupam leitos SUS (799 UTI e 1.163 clínicos/enfermaria) e 286 da rede particular (116 UTI e 170 clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 2.198 pacientes internados, 791 em leitos UTI e 1.407 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 19 pacientes. São 11 mulheres e 8 homens com idades que variam de 39 a 88 anos. Os óbitos ocorreram entre 16 de dezembro de 2020 e 08 de março de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Londrina (4), Cascavel (2) e Ibaiti (2), além de uma morte registrada em cada um dos seguintes municípios: Cornélio Procópio, Curitiba, Flórida, Foz do Iguaçu, Imbituva, Nova Santa Bárbara, Quedas do Iguaçu, Renascença, Santa Tereza do Oeste, Tamarana e Tapejara.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde contabiliza 4.833 casos de pessoas que não moram no Estado – 105 foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo. 

 

SAÚDE III: Pfizer vai entregar 14 milhões de doses de vacina até junho

O governo federal informou nesta segunda-feira (08/03) que a farmacêutica norte-americana Pfizer vai entregar ao Brasil 14 milhões de doses da sua vacina contra covid-19 até junho deste ano. O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente da Pfizer, Albert Bourla, nesta segunda-feira, por videoconferência, e pediu a antecipação de lotes do imunizante, que foi desenvolvido em parceria com empresa de biotecnologia alemã BioNtech.

Contrato - Após o encontro, o assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Soligo, explicou que o contrato com a farmacêutica previa a entrega 99 milhões de doses este ano, sendo 2 milhões em maio, 7 milhões em junho e o restante no segundo semestre. Segundo ele, a Pfizer se comprometeu a antecipar 5 milhões de doses, a serem entregues entre maio e junho - totalizando 14 milhões de doses no primeiro semestre.

Esforço - Além disso, a entrega de cerca de 60 milhões de doses da vacina estava concentrada no último trimestre do ano, mas, de acordo com Soligo, também haverá um esforço para antecipar esses lotes para o terceiro trimestre. A vacina da Pfizer teve seu registro definitivo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês passado.

Janssen - O presidente Jair Bolsonaro também vai se reunir com representante da Janssen (braço da empresa Johnson & Johnson) para tratar da aquisição de 30 milhões de doses de vacina contra covid-19.

Estados e municípios - De acordo com Soligo, estados e municípios já receberam 20 milhões de doses para vacinação da população contra a doença que já matou mais de 265,4 mil pessoas no país.

Uso emergencial - São vacinas aprovadas no Brasil para uso emergencial: a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina Covishield, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório inglês AstraZeneca.

Final de março - Até o final de março, segundo o assessor, mais 31,8 milhões de doses estarão disponíveis: 25 milhões da Coronavac e 6,8 milhões da Covishield. No caso da vacina AstraZeneca/Oxford serão 3,8 milhões produzidas pela Fiocruz e 3 milhões produzidas na Coreia do Sul e entregues pela iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em abril, a previsão é de mais 42 milhões de doses de vacinas, sem contar os imunizantes Covaxin e Sputnik V que também estão sendo negociados pelo governo federal.

Próximos dias - “A partir de agora, o Brasil, nos próximos 60 dias, aplicará 1 milhão de doses [diárias] e, a partir de maio, passa a ser no mínimo de 1,5 milhão de doses por dia”, disse Soligo em entrevista à imprensa após a reunião no Palácio do Planalto. “A Fiocruz já está produzindo 400 mil doses por dia formará um lote grande; o Butantan, 660 mil doses por dia. Ou seja, o Brasil apostou certo quando apostou na AstraZeneca e no próprio Butantan”, completou.

Negociações - De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a antecipação da entrega de vacinas pela Pfizer foi possível pois a farmacêutica aumentou a sua capacidade de produção de 1,5 milhão para 5 milhões de doses diárias. “E fazendo isso deve haver mais vacina para todo mundo, inclusive para nós”, disse em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto, ao lado de Soligo.

Negociações - As negociações para aquisição de imunizantes com a Pfizer e a Janssen aconteceram depois da aprovação de um projeto de lei que facilitou a compra de vacinas com autorização para uso em caráter emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por estados, municípios e por empresas. No caso do setor privado, as doses devem ser integralmente doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto o público prioritário não tiver sido todo vacinado.

Estados, DF e municípios - O texto também permite que estados, Distrito Federal e municípios assumam a responsabilidade civil por eventuais efeitos adversos provocados pelos imunizantes, desde que estes tenham obtido registro na Anvisa. Essa é uma exigência feita pela Pfizer/BioNTech e Janssen. A ausência de responsabilização ao laboratório em caso de atraso na entrega ou de eventuais efeitos colaterais do imunizante, entre outras condições, causaram entraves na negociação entre governo e Pfizer.

Escala - “Cada um tenta fazer na sua área o melhor possível para o Brasil. E, claramente, nessa negociação anterior com a Pfizer, o problema de escala foi um problema sério. Não fazia sentido 100 mil ou 200 mil doses para um país como o Brasil. Então, o Brasil o tempo inteiro pedindo [fabricação em] escala e eles, por sua vez, pedindo exigências, que, dos dois lados, demoraram um pouco na negociação”, disse Guedes. (Agência Brasil)


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