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IPEA: Instituto registra desaceleração na inflação por faixa de renda em dezembro

ipea destaque 18 01 2022O Indicador Ipea de Infla√ß√£o por Faixa de Renda apresentou, mais uma vez, desacelera√ß√£o em todas as classes de renda, com exce√ß√£o do segmento de renda muito baixa, cuja taxa avan√ßou de 0,65% em novembro para 0,74% em dezembro. Os dados foram divulgados nesta ter√ßa-feira (18/01) pelo Instituto de Pesquisa Econ√īmica Aplicada (Ipea). As fam√≠lias de renda mais alta registram a maior taxa de infla√ß√£o no m√™s de dezembro (0,82%) e os menores percentuais foram observados nas fam√≠lias com renda m√©dia e m√©dia alta (ambas com 0,70%). O detalhamento dos dados pode ser verificado na tabela abaixo:

ipea tabela 18 01 2022

 

Reajustes - Em dezembro, na desagrega√ß√£o por grupos, os reajustes mais disseminados entre os segmentos. Nas classes de renda mais baixas, al√©m da alta do grupo alimentos e bebidas, os grupos habita√ß√£o e sa√ļde e cuidados pessoais tamb√©m exerceram press√Ķes adicionais. No caso dos alimentos, o reajuste das carnes (1,4%), das frutas (8,6%) e dos √≥leos e gorduras (2,2%), aliado √† alta de 0,98% da alimenta√ß√£o fora do domic√≠lio contribu√≠ram para o resultado. Os aumentos de energia (0,50%), da tarifa de √°gua e esgoto (0,65%), do g√°s encanado (6,6%), dos alugu√©is (0,65%) e dos artigos de higiene (2,3%) justificaram a alta inflacion√°ria dos grupos habita√ß√£o e sa√ļde e cuidados pessoais para estas fam√≠lias. Al√©m disso, o reajuste de 2,2% no vestu√°rio tamb√©m pressionou a infla√ß√£o desse segmento.

Renda mais alta - As fam√≠lias de renda mais alta foram impactadas pelo aumento no pre√ßo das passagens a√©reas (10,3%), do transporte por aplicativo (11,8%) e do aluguel de ve√≠culos (9,3%), que fizeram com que o grupo transporte fosse o principal respons√°vel pela infla√ß√£o deste segmento em dezembro. Al√©m disso, a alta dos servi√ßos pessoais, principalmente os relacionados √† recrea√ß√£o, como hospedagem (2,3%) e pacote tur√≠stico (2,3%) tamb√©m contribu√≠ram para a infla√ß√£o desta classe no √ļltimo m√™s de 2021.

Acumulado - No acumulado de 2021, houve forte aceleração inflacionária em todas as faixas de renda. Sendo que as maiores altas foram registradas pelas famílias de renda média baixa e renda média, com taxa de 10,4% e 10,3%, respectivamente. Apesar da alta no ano de 2021 ter sido maior para a classe de renda muito baixa (10,08%) comparativamente ao segmento de renda muito alta (9,5%), esse diferencial (0,6 p.p.) foi bem menos expressivo que o registrado em 2020 (3,5 p.p.).

Dados desagregados - Ao analisar os dados desagregados, a pesquisadora Maria Andreia Lameiras, autora do indicador mensal, identificou que, no caso das fam√≠lias de renda muito baixa (com renda domiciliar menor que RÔľĄ 1.808,79), a press√£o inflacion√°ria em 2021 veio, sobretudo, do grupo habita√ß√£o (3,64%), impactado pelos reajustes de 21,2% das tarifas de energia el√©trica e de 37% do g√°s de botij√£o. Para as fam√≠lias de renda alta (com renda domiciliar maior que RÔľĄ 17.764,49), o impacto foi maior no grupo transporte (5,35%), em virtude do aumento de 47,5% da gasolina e de 62,2% do etanol.

Recuo - Na compara√ß√£o com dezembro de 2020, apesar da infla√ß√£o ter sido menor em 2021, o recuo foi maior para as fam√≠lias de menor renda, cujo al√≠vio se deve √† melhora no desempenho dos pre√ßos dos alimentos no domic√≠lio e dos servi√ßos de habita√ß√£o. Para os mais ricos, as maiores descompress√Ķes vieram do grupo transportes. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Acesse a íntegra do indicador

 

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