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GR√ÉOS: Safra 21/22 pode chegar a 36,9 milh√Ķes de toneladas no Paran√°, aponta Deral

graos 27 05 2022O volume produzido pelos agricultores paranaenses na safra de gr√£os 2021/2022 pode somar 36,86 milh√Ķes de toneladas em uma √°rea de 10,9 milh√Ķes de hectares, segundo relat√≥rio mensal divulgado nesta quinta-feira (26/05) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Se confirmado, o volume representa um aumento de 10% em rela√ß√£o √† safra 2020/2021, que foi bastante afetada pelo clima.

Milho safrinha- O secret√°rio estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destaca que, em que pese os problemas clim√°ticos, como frio, granizo e seca em alguns locais, o Paran√° mant√©m a estimativa de uma boa safra de milho safrinha, estimada em 16 milh√Ķes de toneladas. ‚ÄúEssa produ√ß√£o √© importante para estabelecer um bom n√≠vel de oferta no Brasil, equilibrar os pre√ßos e tamb√©m exportar‚ÄĚ, diz.

Soja - Com rela√ß√£o √† soja, o ciclo foi conclu√≠do com 12 milh√Ķes de toneladas, quebra de 43% em rela√ß√£o √† estimativa inicial.

Geadas - O relat√≥rio deste m√™s ainda n√£o mostra impactos significativos das geadas das √ļltimas semanas nas lavouras, apenas problemas pontuais em regi√Ķes mais frias do Estado que cultivam feij√£o e milho, explica o chefe do Deral, Marcelo Garrido. ‚ÄúNum primeiro momento, n√£o temos reflexos generalizados. S√≥ ser√° poss√≠vel avaliar a situa√ß√£o com mais exatid√£o no momento da colheita‚ÄĚ, aponta.

Milho segunda safra- O relat√≥rio do Deral indica aumento de 9% na √°rea plantada de milho na compara√ß√£o com a safra anterior, somando 2,7 milh√Ķes de hectares. Essa √°rea deve gerar produ√ß√£o de 16 milh√Ķes de toneladas ‚Äď 180% maior comparativamente ao ciclo 20/21, que havia sido prejudicado pelas condi√ß√Ķes clim√°ticas.

Norte - O Norte do Paran√° √© a regi√£o que mais plantou milho nesta segunda safra, segundo o analista do Deral, Edmar Gerv√°sio. Foram 981 mil hectares, representando 36% do total. J√° a regi√£o Oeste tem 817 mil hectares (30%). As condi√ß√Ķes de lavoura apresentam-se boas para 84% da √°rea, 14% t√™m condi√ß√£o mediana e apenas 2% est√£o ruins. Em rela√ß√£o √†s fases das lavouras, 14% est√£o na final, 59% em frutifica√ß√£o e 27% divididos nas demais fases.

Pre√ßos - Os pre√ßos sofreram uma redu√ß√£o de 10% comparativamente ao ano passado. Na √ļltima semana, os produtores paranaenses receberam, em m√©dia, R$ 82,69 pela saca de 60 kg. Gerv√°sio explica que esse cen√°rio refletiu no abastecimento e inclusive nos pre√ßos da carne su√≠na no varejo no primeiro quadrimestre deste ano, que tamb√©m reduziram. ‚ÄúProvavelmente isso se deve ao custo menor do milho para o produtor, j√° que o gr√£o √© elemento fundamental na cadeia de prote√≠nas animais‚ÄĚ, destaca.

Feij√£o segunda safra- As condi√ß√Ķes clim√°ticas da √ļltima semana est√£o favorecendo a colheita de feij√£o, que atingiu 39% da √°rea nesta semana. O restante dever√° se prolongar durante a primeira quinzena de junho, segundo o economista Methodio Groxko.

√Ārea - O Paran√° cultivou nesta safra uma √°rea de 303 mil hectares, 11% superior √† de 2021, quando foram cultivados 272,3 mil hectares. A colheita est√° mais adiantada nos n√ļcleos regionais de Guarapuava, que tem 38% da √°rea colhida; Irati (60%); Pato Branco (50%) e Ponta Grossa (60%).

Aposta - Na segunda safra, ao contr√°rio de outros anos, os produtores paranaenses apostaram mais no feij√£o tipo preto. Assim, a menor oferta de feij√£o tipo cores provocou aumento nos pre√ßos recebidos pelos produtores nos √ļltimos 15 dias. J√° o feij√£o-preto sofreu uma consider√°vel queda e chegou ao patamar mais baixo no mesmo per√≠odo.

Valor - Na √ļltima semana, o produtor recebeu, em m√©dia, R$ 410,00/sc de 60 kg pelo feij√£o-carioca, aumento de 22% frente ao per√≠odo anterior, e R$ 208,00/sc de 60 kg pelo feij√£o tipo preto, com aumento de 1% comparativamente √† semana passada. ‚ÄúCom o avan√ßo da colheita e o aumento da oferta de ambos os tipos, os agentes de comercializa√ß√£o observam que o consumidor final come√ßa a migrar para o feij√£o-preto. Essa pequena altera√ß√£o no consumo j√° freou a subida do feij√£o-carioca e, ao mesmo tempo, estagnou a redu√ß√£o dos pre√ßos do feij√£o-preto‚ÄĚ, explica Groxko.

Produção - Espera-se a produção de 601,9 mil toneladas de feijão no Paraná, 110% mais do que no ano passado, quando o Estado teve uma safra prejudicada pela seca e as geadas, quando foram colhidas 286 mil toneladas.

Trigo - Aproximadamente 53% da área de trigo no Paraná está semeada. Grande parte dos municípios do Norte do Estado concluíram o plantio, confirmando uma redução média de área de praticamente 10% na região, em função da concorrência com o milho. A região Oeste também está com a semeadura avançada e vivenciou situação semelhante, com uma retração de área ainda mais expressiva, superior a 20%.

Intensifica√ß√£o - ‚ÄúA partir de agora, os trabalhos devem se intensificar nas regi√Ķes mais frias, Sul e Sudoeste, onde a frequ√™ncia das geadas inibe a presen√ßa de uma segunda safra de milho e, consequentemente, o trigo deve ter um aumento superior a 5% na √°rea a ser plantada‚ÄĚ, explica o agr√īnomo do Deral Carlos Hugo Godinho. Segundo ele, essa expectativa de incremento n√£o √© suficiente para compensar as retra√ß√Ķes observadas em outras regi√Ķes, e a √°rea trit√≠cola paranaense deve recuar 4% com rela√ß√£o √† safra passada, de 1,22 milh√£o para 1,17 milh√£o de hectares.

Expectativa - De acordo com o agr√īnomo, em fun√ß√£o das lavouras n√£o terem atingido as fases reprodutivas, as geadas da semana anterior n√£o foram prejudiciais. Assim, a expectativa de produ√ß√£o permanece em 3,9 milh√Ķes de toneladas, volume 21% superior ao obtido em 2021, quando a seca prejudicou as lavouras e foram colhidas 3,2 milh√Ķes de toneladas.

Pre√ßo - Os triticultores paranaenses receberam, em m√©dia, R$ 100,00 pela saca de 60 kg na √ļltima semana, valor 18% superior ao que recebiam no ano passado. Com pre√ßos em patamares altos e chuvas nos momentos ideais para o desenvolvimento do cereal, os produtores t√™m expectativa de uma safra positiva, ainda que a alta nos custos de produ√ß√£o ‚Äď especialmente nos fertilizantes ‚Äď possa gerar preocupa√ß√£o.

Mandioca - Os n√ļmeros do Deral indicam redu√ß√£o na oferta de mandioca no Paran√°. Para esta safra, a expectativa √© de que sejam produzidos 2,87 milh√Ķes de toneladas em uma √°rea de 130 mil hectares. O volume √© 6% menor do que na safra 20/21, enquanto a √°rea √© 3% menor. As regi√Ķes de Paranava√≠ e Umuarama, principais produtoras, representam, juntas, 65% da produ√ß√£o estadual.

Aquecidos - J√° os pre√ßos est√£o aquecidos. Os produtores est√£o recebendo, em m√©dia, R$ 751,00 pela tonelada de mandioca posta na ind√ļstria, um aumento de 60% comparativamente ao mesmo per√≠odo do ano passado, quando recebiam R$ 469,00. Esse valor √© satisfat√≥rio para os agricultores, embora o custo de produ√ß√£o tenha subido significativamente. A qualidade do produto tamb√©m apresentou melhora, segundo o economista Methodio Groxko.

Cevada - A produ√ß√£o estimada de cevada no Paran√° √© de 345,8 mil toneladas, 17% superior √† √ļltima safra, se as condi√ß√Ķes clim√°ticas colaborarem. A √°rea total cultivada no Estado √© de 74, 3 mil hectares. O n√ļcleo regional de Guarapuava, que ganhava mais √°rea plantada nos √ļltimos anos, apresentou uma redu√ß√£o de 3% nesta safra, possivelmente devido ao cultivo de trigo. O plantio deve iniciar na primeira quinzena de julho, segundo o agr√īnomo do Deral Rog√©rio Nogueira.

Ponta Grossa- No n√ļcleo regional de Ponta Grossa, estima-se um aumento de 10% na √°rea plantada em rela√ß√£o ao ciclo anterior, de 20 mil para 22 mil hectares. Nessa regi√£o, 5% da √°rea j√° est√° plantada.

Caf√© - A safra brasileira de caf√© est√° estimada hoje em 53 milh√Ķes de sacas, segundo informa√ß√Ķes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgadas na semana passada. S√£o quase 10 milh√Ķes de sacas a menos do que o colhido em 2020, √ļltimo ano de bienalidade positiva. Esse resultado j√° era esperado, devido √† seca e √†s geadas que afetaram o in√≠cio do ciclo.

Quebra acentuada- No Paran√°, o Deral aponta quebra acentuada, especialmente em raz√£o das geadas ocorridas no ano passado. A colheita chegou a 13% da √°rea, √≠ndice considerado adequado para o momento e adiantado com rela√ß√£o a 2021, ano com atraso significativo. ‚ÄúAs incertezas com rela√ß√£o ao clima continuam. Temos baixas temperaturas antecipadas e o vento frio afetou os gr√£os em alguns pontos do Estado, embora n√£o haja registros de danos na safra como um todo‚ÄĚ, explica o economista Paulo Franzini.

Menor - Estima-se a produ√ß√£o de 33,4 mil toneladas de caf√© ‚Äď 35% a menos do que na safra anterior, em uma √°rea de 27 mil hectares, que √© 15% menor. De acordo com o economista, a safra tem perspectivas positivas de pre√ßo. Na √ļltima semana, eles receberam aproximadamente R$ 1.160, 00 pela saca de 60 kg.

Boletim - Al√©m dos produtos j√° tratados na estimativa de safra mensal, o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecu√°ria traz informa√ß√Ķes sobre a redu√ß√£o no pre√ßo do tomate. Com metade da segunda safra colhida, a tend√™ncia √© que continue recuando. Tamb√©m h√° dados sobre a exporta√ß√£o de carne de frango no primeiro quadrimestre do ano tanto em rela√ß√£o ao Brasil quanto do Paran√°.

Queda - O documento registra ainda a queda no preço da arroba bovina. O período de entressafra na pastagem, que se soma ao alto custo da suplementação, faz com que o produtor entregue os animais ao mercado. Com mais oferta, o preço reduz. (Agência Estadual de Notícias)

FOTO: Jonathan Campos / AEN 

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