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PROTE√ćNA ANIMAL II: Governo e entidades do setor produtivo trabalham intensamente na prote√ß√£o sanit√°ria do Paran√°

proteina animal II 27 05 2022O Paran√° completa nesta sexta-feira (27/05) um ano da certifica√ß√£o de √°rea livre de febre aftosa sem vacina√ß√£o, resultado de uma luta de mais de 50 anos do Governo do Estado e do setor produtivo. O status sanit√°rio foi confirmado pela Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde Animal (OIE), na 88¬™ Sess√£o Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, realizada em maio do ano passado, em Paris, na Fran√ßa.

Abertura de mercados - Maior produtor e exportador de prote√≠na animal do Pa√≠s, com lideran√ßa em avicultura e piscicultura, o reconhecimento internacional tem contribu√≠do para a abertura de mercados para a carne paranaense e outros produtos de origem animal, com a possibilidade de comercializa√ß√£o a pa√≠ses que pagam melhor pelo produto, como Jap√£o, Coreia do Sul e M√©xico.

Rebanhos - ‚ÄúNossos rebanhos j√° n√£o s√£o mais vacinados e h√° anos o v√≠rus n√£o circula mais no Estado. Com o apoio das entidades do setor produtivo, organizamos toda a estrutura de sanidade animal. Esse reconhecimento vai ajudar a abrir mercado para a carne produzida no Paran√°, ampliando os investimentos no Estado, que v√£o gerar mais emprego e renda para a popula√ß√£o‚ÄĚ, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Essencial - Para o presidente da Federa√ß√£o dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paran√° (Fetaep), Aparecido Calegari, a parceria entre iniciativa privada e Estado foi essencial para conseguir a conquista. ‚ÄúGra√ßas ao esfor√ßo do Governo e aos parceiros do setor produtivo, comemoramos um ano da certifica√ß√£o internacional. O esfor√ßo coletivo proporcionou avan√ßos e benef√≠cios, uma vez que esse reconhecimento abre mais mercados para a carne produzida no Paran√°‚ÄĚ, disse.

Agricultores familiares - ‚ÄúO Estado do Paran√° √© o maior produtor de prote√≠na animal do Pa√≠s, sendo grande parte produzida pelos agricultores familiares. Eles fazem parte dessa grande engrenagem de sucesso, mantendo seus rebanhos e cria√ß√Ķes saud√°veis, seguindo todas as recomenda√ß√Ķes sanit√°rias e, agora, atualizando seus rebanhos para garantir o status conquistado‚ÄĚ, completou.

Investimentos - √Āgide Meneguette, presidente do Sistema Faep/Senar, afirma que os resultados est√£o aparecendo e muitos investimentos e sinaliza√ß√Ķes de novos mercados j√° est√£o sendo estruturados no Paran√°, como, por exemplo, a constru√ß√£o do novo frigor√≠fico da Frimesa, em Assis Chateaubriand. Al√©m disso, ele explica que o di√°logo da entidade √© constante com os produtores e que toda a produ√ß√£o foi valorizada um ano ap√≥s o reconhecimento internacional.

Engajamento - ‚ÄúPercebemos que o produtor rural paranaense est√° cada vez mais engajado em crescimento, alavancado pelo status sanit√°rio‚ÄĚ, afirmou.

Redu√ß√£o de custos - Al√©m disso, explica Meneguette, outro impacto positivo do status sanit√°rio foi a redu√ß√£o de custos para o produtor e a possibilidade de mudar o foco para outras √°reas da produ√ß√£o. ‚ÄúA dose da vacina de febre aftosa variava no Estado, na m√©dia de R$ 1,20. A economia n√£o vem somente no valor de doses, mas no envolvimento de todo o processo: diminui m√£o de obra; reduz o gasto com insumos, como seringas, pistolas autom√°ticas e agulhas; diminui as les√Ķes ocasionadas pela vacina. √Č uma economia significativa no protocolo sanit√°rio da propriedade‚ÄĚ, disse.

Oportunidade - Essa redu√ß√£o, segundo ele, √© mais uma oportunidade para o pecuarista dedicar mais aten√ß√£o em outros √Ęmbitos produtivos ou at√© mesmo em outras doen√ßas, a exemplo da brucelose e tuberculose.

Novos neg√≥cios - Alexandre Monteiro, m√©dico veterin√°rio e analista da Ger√™ncia de Desenvolvimento T√©cnico do Sindicato e Organiza√ß√£o das Cooperativas do Estado do Paran√° (Ocepar), explica que a conquista internacional foi um passo importante para a produ√ß√£o agropecu√°ria, principalmente para as cooperativas e, um ano ap√≥s a conquista, o setor produtivo de prote√≠na animal j√° se prepara para abrir caminho a um novo patamar de produ√ß√£o e exporta√ß√£o.

Relacionamento - ‚ÄúAs cooperativas t√™m investido bastante no relacionamento com os parceiros comerciais e na prospec√ß√£o dos novos mercados‚ÄĚ, disse.

Mobiliza√ß√£o - Segundo ele, nesse primeiro ano, tem sido feita uma mobiliza√ß√£o forte com pa√≠ses como Jap√£o e Coreia do Sul, que n√£o estavam abertos. ‚ÄúAs cooperativas t√™m feito um trabalho forte de aproxima√ß√£o desses mercados e t√™m tido alguns avan√ßos comerciais. Temos condi√ß√Ķes de manter isso e ampliar a exporta√ß√£o para novos mercados e alcan√ßar novas oportunidades comerciais‚ÄĚ, completou.

Mudan√ßas - O selo ainda trouxe mudan√ßas no trabalho das cooperativas, principalmente em rela√ß√£o no sentido sanit√°rio. ‚ÄúElas t√™m intensificado os trabalhos de preven√ß√£o, sempre orientando os seus produtores, fazendo um trabalho de fomento a campo e incentivando a manuten√ß√£o desse status, porque depois da conquista tem a manuten√ß√£o‚ÄĚ, acrescentou.

Momento de comemorar - Para Irineo da Costa Rodrigues, presidente do Sindicato das Ind√ļstrias de Produtos Av√≠colas do Estado do Paran√° (Sindiavipar), o momento √© de comemorar, j√° que o selo favorece tamb√©m a abertura aos mercados estrangeiros at√© mesmo para a avicultura, que n√£o √© diretamente afetada pela febre aftosa.

Avicultura - ‚ÄúA avicultura n√£o √© afetada por essas doen√ßas, No entanto, quando temos uma √°rea livre de aftosas sem vacina√ß√£o isso mostra que o Estado est√° organizado, tanto pela √°rea p√ļblica como pela iniciativa privada, que fez um trabalho em conjunto. Se o Estado √© eficiente contra a febre aftosa, √© claro que √© eficiente tamb√©m na sanidade que poderia afetar a avicultura‚ÄĚ, destacou.

Vigil√Ęncia - Desde que o √ļltimo foco da doen√ßa foi confirmado, em 2006, o governo estadual e o setor produtivo se organizaram para melhorar a estrutura sanit√°ria paranaense, o que incluiu a cria√ß√£o da Ag√™ncia de Defesa Agropecu√°ria do Paran√° (Adapar), o refor√ßo da fiscaliza√ß√£o nas divisas e o controle dos rebanhos. A imuniza√ß√£o contra a aftosa foi interrompida em 2019 e a campanha de vacina√ß√£o, que acontecia duas vezes por ano, foi substitu√≠da pela de atualiza√ß√£o de rebanhos. O cadastro √© obrigat√≥rio para garantir a rastreabilidade e a sanidade dos animais.

Inqu√©rito epidemiol√≥gico - Isso s√≥ foi poss√≠vel gra√ßas a um extenso inqu√©rito epidemiol√≥gico, com coletas de amostras de sangue de quase 10 mil animais em 330 propriedades rurais, provando que o v√≠rus j√° n√£o circula no Paran√°. Agora, 25 m√©dicos veterin√°rios e 13 t√©cnicos de manejo e meio ambiente v√£o refor√ßar o trabalho permanente de controle da Adapar.

Acompanhamento - ‚ÄúTivemos uma mudan√ßa em todo nosso sistema. Passamos de uma situa√ß√£o de fazer vacina√ß√£o para fazer vigil√Ęncia sanit√°ria, o que nos permite acompanhar atentamente todos os rebanhos do Paran√°. Em maio e junho tem a atualiza√ß√£o de rebanho. Estamos fazendo essa vigil√Ęncia, a partir da retirada da vacina, refor√ßando nosso quadro com m√©dicos veterin√°rios, e t√©cnicos‚ÄĚ, explicou o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Apelo - ‚ÄúFazemos um apelo aos produtores, √© muito importante que fa√ßam a atualiza√ß√£o, compare√ßam √†s nossas unidades, e hoje pode ser feito pelo aplicativo, internet, escrit√≥rios dos munic√≠pios, sindicatos rurais. √Č importante sabermos quantas cabe√ßas temos para que essa vigil√Ęncia seja efetiva‚ÄĚ, destacou.

Import√Ęncia - ‚ÄúVemos a import√Ęncia desse trabalho desenvolvido pela Adapar. As cooperativas v√™m apoiando essas campanhas de cadastramento do rebanho, orientando seus produtores, e incentivando essa atua√ß√£o. O cadastramento √© fundamental para termos o controle e o cuidado com a produ√ß√£o do nosso Estado. A produ√ß√£o pecu√°ria √© o bem de maior valor e no sentido sanit√°rio‚ÄĚ, complementou Monteiro, da Ocepar.

Produ√ß√£o - Em 2021, o Estado produziu mais de 6,2 milh√Ķes de toneladas de carne de porco, boi e frango. O Estado √© respons√°vel por 33,6% da produ√ß√£o nacional de frango e 22% em piscicultura de cultivo, liderando os setores.

Vice-lideran√ßa - Tamb√©m ocupa o segundo posto em rela√ß√£o √† carne su√≠na, com 21% da produ√ß√£o brasileira e mant√©m a vice-lideran√ßa na produ√ß√£o de leite (13,6%) e ovos (9%). A expectativa com a abertura de mercados √© que o Estado atinja a lideran√ßa nacional na produ√ß√£o de su√≠nos.

Recado - Para o secret√°rio estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o principal recado que o Paran√° passa √© mostrar ao mundo uma estrutura produtiva mais desenvolvida e sadia, com um servi√ßo de inspe√ß√£o sanit√°ria de qualidade. ‚ÄúTudo isso vai refletir em novos neg√≥cios e na gera√ß√£o de empregos, que foi o motivo para lutarmos por essa chancela. O aumento na produ√ß√£o, com a expans√£o de novas plantas e abertura de mais turnos, significa mais gente trabalhando‚ÄĚ, afirmou. (Ag√™ncia Estadual de Not√≠cias)

FOTO: Jonathan Campos / AEN

 

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