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DESTAQUE

Programa de Autogest√£o das Cooperativas Brasileiras

 

I- INTRODUÇÃO

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - SESCOOP reflete um desejo das cooperativas, como forma de viabilizar o Programa de Autogestão, manifesto por ocasião da realização do XI Congresso Brasileiro de Cooperativismo. O SESCOOP viabilizará a operacionalização do monitoramento, supervisão, auditoria e controle das cooperativas, bem como da formação e desenvolvimento profissional e da promoção social dos trabalhadores em cooperativas, dos cooperados e de seus familiares, que são os instrumentos preconizados no Programa de Autogestão. Desta forma, a Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, através de decisão em Assembléia Geral, delega ao SESCOOP, a operacionalização técnica do Programa de Autogestão.

 

II- OBJETIVOS A SEREM ALCANÇADOS

1. GERAIS

a) Operacionalizar o monitoramento, a supervis√£o, a auditoria e o controle das cooperativas;

b) Organizar, administrar e executar o ensino de formação profissional e a promoção social dos trabalhadores em cooperativas, dos cooperados e de seus familiares;

c) Assistir as sociedades cooperativas empregadoras na elaboração e execução de programas de treinamento e na realização da aprendizagem metódica e contínua;

d) Estabelecer e difundir metodologias adequadas à formação profissional em gestão de cooperativas e a promoção social do trabalhador, do cooperado e de seus familiares;

e) Exercer a coordenação, supervisão e fiscalização da execução dos programas e projetos de formação profissional e de gestão em cooperativas, de trabalhadores em cooperativas e cooperados;

f) Assessorar o Governo em assuntos relacionados à formação profissional, e gestão cooperativista, além de atividades assemelhadas.

2. ESPEC√ćFICOS

a) Ser, efetivamente, um instrumento de modernização das sociedades cooperativas e de melhoria empresarial para agregação de valores aos cooperados;

b) Assegurar a transparência da administração da sociedade cooperativa aos seus cooperados;

c) Propiciar a assunção, pelo sistema cooperativista, do processo de orientação quanto à constituição e registro de cooperativas;

d) Favorecer a profissionalização dos cooperados por meio de programa de educação, formação, capacitação e reciclagem de dirigentes, cooperados e futuros cooperados, familiares e comunidade;

e) Melhorar a profissionalização das empresas cooperativas, tornando-as mais ágeis e competitivas no mercado em que atuam, através de, programas de capacitação e formação dos profissionais destas;

f) Tornar o sistema cooperativista um referencial de modelo de empresa no mercado, espelhando qualidade e confiabilidade ao p√ļblico em geral, por meio do monitoramento, supervis√£o, auditoria de gest√£o e o controle das cooperativas;

 

 

III. OPERACIONALIZAÇÃO

a) Coordenação nacional da Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB, através de autorização específica em Assembléia Geral Extraordinária.

b) Coordenação estadual da Organização das Cooperativas de cada Estado, através de autorização específica em Assembléia Geral Extraordinária.

c) Execução Técnica pelo SESCOOP, com apoio e aprovação em Assembléia Geral Extraordinária da Organização das Cooperativas de cada Estado.

d) Adesão das cooperativas através de aprovação em Assembléia Geral, com assinatura de Termo de Adesão.

e) Alteração estatutária das cooperativas de forma a permitir a participação da OCEPAR nas Assembléias Gerais, podendo esta interferir quando for o caso, dentro dos objetivos do monitoramento, de forma a garantir a transparência da gestão.

f) Altera√ß√£o estatut√°ria das cooperativas, tomadoras de recursos p√ļblicos, de forma a permitir, que o "sistema" possa monitorar, por delega√ß√£o do Governo Federal, a aplica√ß√£o destes no √Ęmbito das cooperativas.

 

IV- SERVIÇOS A SEREM IMPLEMENTADOS

1. MONITORAMENTO/DESENVOLVIMENTO DAS COOPERATIVAS

Visando manter a qualidade da gest√£o das empresas cooperativas, credibilidade perante terceiros, transpar√™ncia perante o quadro social e principalmente a garantia da continuidade da cooperativa, cumprindo seus objetivos sociais, faz-se necess√°rio o monitoramento da empresa cooperativa. V√°rios instrumentos combinados ser√£o utilizados com este objetivo, segregando-os segundo a sua natureza e necessidade de especializa√ß√£o profissional, a fim de garantir que o trabalho surta os efeitos que se deseja, com maior resultado e menor disp√™ndio financeiro poss√≠vel. O estabelecimento destes instrumentos de controle deve ser entendido como instrumento de administra√ß√£o e n√£o como mera fiscaliza√ß√£o. O que se deseja √© proporcionar melhores condi√ß√Ķes para que a cooperativa possa de fato ser uma sociedade democr√°tica e que atenda aos anseios de seus donos, sem perder de vista o mercado. Visando a otimiza√ß√£o dos recursos, bem como a obten√ß√£o de melhores resultados no monitoramento, procurou-se estratificar a atua√ß√£o, conforme segue:

1.1. CONSTITUI√á√ÉO E REGISTRO: Atua√ß√£o voltada √† orienta√ß√£o e acompanhamento na constitui√ß√£o e registro de novas cooperativas. Respeitando-se os princ√≠pios que norteiam o cooperativismo, a viabilidade do neg√≥cio a ser iniciado e o respeito √† Lei, o que √© considerado a√ß√£o preventiva de monitoramento, mantida por estrutura pr√≥pria, s√£o suas atribui√ß√Ķes principais:

a) Orientação sobre cooperativismo, para grupos interessados em constituir cooperativas;

b) Divulga√ß√£o do cooperativismo (v√≠deos, publica√ß√Ķes, material educativo, palestras , etc.);

c) Projeto de viabilidade econ√īmico/financeira (manual de elabora√ß√£o);

d) Orientação jurídica na constituição de cooperativas (legislação, estatuto, aspectos tributários, de encargos, etc.);

e) Orientação para obtenção dos registros legais;

f) Orientação operacional/controles para início de atividades(palestras);

g) Estabelecimento de parcerias com Centrais, Federa√ß√Ķes, Universidades e outros;

h) Definição de critérios para registro das cooperativas junto à OCEPAR/OCB;

i) Formalização de convênio com o Departamento Nacional de Registro do Comércio/Junta Comercial.

1.2. SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO: Atua√ß√£o voltada ao acompanhamento da gest√£o das cooperativas, √† dist√Ęncia, via processo de an√°lise de dados: da empresa cooperativa, dos recursos humanos, e de viabilidade dos cooperados. Forma√ß√£o de cen√°rios comparativos, para orienta√ß√£o dos rumos de condu√ß√£o dos neg√≥cios em coopera√ß√£o, frente ao mercado e √† concorr√™ncia. Utiliza√ß√£o de parceria com as Centrais, Federa√ß√Ķes, Confedera√ß√Ķes e outros, para o acompanhamento da gest√£o das cooperativas, via processo eletr√īnico de dados

1.2.1. Acompanhamento Econ√īmico/Financeiro das Cooperativas: Processo de an√°lise econ√īmico/financeira, voltado √† aferi√ß√£o mensal: da estrutura de capitais utilizada pela cooperativa, sua efici√™ncia, riscos de solvabilidade, endividamento, ciclo financeiro, administra√ß√£o de capital de giro x necessidade de capital de giro, tesouraria, efici√™ncia na utiliza√ß√£o de recursos financeiros no empreendimento, de recursos de natureza permanente, resultados operacionais obtidos, estrutura de custos e despesas, e rentabilidade. Aferi√ß√£o anual: da participa√ß√£o dos associados na cooperativa, da redu√ß√£o do endividamento/capitaliza√ß√£o atrav√©s dos resultados do neg√≥cio cooperativo, da redu√ß√£o do endividamento/capitaliza√ß√£o atrav√©s de processo permanente via reten√ß√£o de percentual da produ√ß√£o dos associados, dos riscos operacionais da concess√£o de cr√©dito, da participa√ß√£o no mercado de abrang√™ncia, etc. As an√°lises ser√£o efetuadas segundo par√Ęmetros pr√© estabelecidos na base de dados fornecidos pelas cooperativas, segundo cada ramo de atividade cooperativa, buscando-se espelhar a realidade do neg√≥cio, independente de crit√©rios cont√°beis utilizados nas empresas cooperativas.

Operacionaliza√ß√£o do acompanhamento econ√īmico/financeiro:

a) Firmar termo de compromisso, entre cooperativa e OCEPAR, prevendo a preserva√ß√£o das informa√ß√Ķes, e n√£o cess√£o do sistema operacional para terceiros;

b) Codifica√ß√£o de cada cooperativa visando preservar a sua individualidade, de acordo com o ramo, e cadastramento das informa√ß√Ķes de atividades desenvolvidas pela mesma;

c) Implanta√ß√£o do sistema com padroniza√ß√£o de crit√©rios das informa√ß√Ķes em cada cooperativa;

d) Estabelecimento em conjunto com os profissionais das cooperativas, dos padr√Ķes de qualidade das informa√ß√Ķes e dos limites de prazos para a sistematiza√ß√£o destas;

e) Agrupamento das informa√ß√Ķes, formando cen√°rios para an√°lise comparativa, das cooperativas similares entre si segundo: o produto ou servi√ßo predominante, o ramo cooperativo, regi√£o de atua√ß√£o, situa√ß√£o de solvabilidade e outros;

f) Formação de cenários comparativos através de banco de dados de outras empresas que atuam em negócios similares aos das cooperativas;

g) Devolu√ß√£o das informa√ß√Ķes consolidadas, para as cooperativas procederem a sua auto-an√°lise;

h) Acompanhamento de cada cooperativa, verificando seu desempenho e tend√™ncias, comparativamente com as demais. Detectado processo que possa vir a oferecer risco em suas opera√ß√Ķes, dever√° a cooperativa ser notificada, para realiza√ß√£o de diagn√≥stico mais aprofundado. O apoio para realiza√ß√£o de diagn√≥sticos parciais e/ou completos ter√£o normas pr√≥prias, e ser√£o considerados servi√ßos de Consultoria Especializada;

i) Realiza√ß√£o de reuni√Ķes peri√≥dicas de avalia√ß√£o, individual, com o Conselho de Administra√ß√£o e Fiscal da cooperativa, com vistas √† corre√ß√£o de rumos de poss√≠veis falhas, detectadas atrav√©s do processo de an√°lise;

j) Elabora√ß√£o de cronograma, em conjunto com a cooperativa, prevendo a√ß√Ķes para a corre√ß√£o das eventuais falhas detectadas;

k) A n√£o realiza√ß√£o das a√ß√Ķes previstas em cronograma, visando a corre√ß√£o das falhas apontadas, sem justificativa formal, implicar√° em comunica√ß√£o ao Conselho Fiscal e Conselho de Administra√ß√£o e/ou Diretoria da cooperativa, solicitando provid√™ncias imediatas;

l) Permanecendo a falta de providências para correção das falhas detectadas, após decorrido prazo concedido para sua regularização , o caso será levado à OCEPAR para comunicação à Assembléia Geral da Cooperativa;

m) A persistência por parte da cooperativa na falta de providências para a correção das falhas, poderá determinar o cancelamento do seu registro perante a OCEPAR/OCB.

1.2.2. Acompanhamento de Recursos Humanos: Banco de dados e processo de an√°lise espec√≠fico dos recursos humanos das cooperativas, visando a maximiza√ß√£o da utiliza√ß√£o das estruturas de pessoal destas. Processo de acompanhamento das diversas fun√ß√Ķes segundo sua similaridade, aferindo remunera√ß√£o, encargos, benef√≠cios diretos e indiretos, padroniza√ß√£o de fun√ß√Ķes e outros. O Acompanhamento dos Recursos Humanos, √© derivado do processo de Acompanhamento Econ√īmico/Financeiro das Cooperativas, e objetiva a racionaliza√ß√£o dos custos de pessoal destas.

Operacionalização do acompanhamento dos recursos humanos:

a) Estabelecimento de termo de compromisso, entre cooperativa e OCEPAR, prevendo a preserva√ß√£o das informa√ß√Ķes, e n√£o divulga√ß√£o para terceiros;

b) Descri√ß√£o das fun√ß√Ķes b√°sicas, de cada unidade das cooperativas, remunera√ß√£o, benef√≠cios, rela√ß√£o das pessoas e descri√ß√£o por unidade;

c) Forma√ß√£o do banco de dados, atrav√©s das informa√ß√Ķes gerenciais padronizadas dos recursos humanos das cooperativas (total de colaboradores, treinados no per√≠odo, faltas ao trabalho, valores de folha de pagamento, acidentes de trabalho, a√ß√Ķes trabalhistas, rota√ß√£o de m√£o-de-obra, benef√≠cios diretos e indiretos concedidos, etc.), com classifica√ß√£o b√°sica, por: estado, regi√£o, cooperativa, tipo de neg√≥cio, atividade principal, √°rea de trabalho, departamento, fun√ß√£o e outros;

d) Atualização periódica dos dados pelas cooperativas, de acordo com a rotatividade do pessoal;

e) Agrupamento das informa√ß√Ķes, formando m√©dias e cen√°rios comparativos para an√°lise, a exemplo do Acompanhamento Econ√īmico/Financeiro;

f) An√°lise semestral das informa√ß√Ķes, nos F√≥runs de Recursos Humanos, e compara√ß√£o com os dados do Acompanhamento Econ√īmico/Financeiro das Cooperativas, relativos a recursos humanos.

1.2.3. Acompanhamento da Viabilidade dos Cooperados: Banco de dados e processo de an√°lise dos cooperados, visando acompanhar a viabilidade da sua atividade, atrav√©s de indicadores de desempenho das opera√ß√Ķes destes. A base de sustenta√ß√£o das cooperativas est√° pautada na viabiliza√ß√£o das atividades dos seus cooperados, os resultados obtidos com a produ√ß√£o em coopera√ß√£o e poder√° ser aferida e comparada atrav√©s dos resultados individuais e coletivos, e a sua melhoria ser√° orientada afim de minimizar os esfor√ßos a serem despendidos. A adapta√ß√£o do acompanhamento, para os principais ramos, dever√° seguir a orienta√ß√£o b√°sica do desenvolvimento do neg√≥cio cooperativo, e as caracter√≠sticas dos associados.

Operacionalização do acompanhamento de viabilidade dos cooperados:

a) Firmar termo de compromisso, entre cooperativa e OCEPAR, objetivando preservar o sistema de informa√ß√Ķes restrito ao uso da cooperativa e seus cooperados;

b) Treinar os técnicos das cooperativas para utilização do sistema de análise em benefício da sociedade e dos cooperados, em:

    • Cadastramento dos cooperados, estratificando-os por especialidade e/ou produto principal, t√©cnicas utilizadas, etc.;
    • Organiza√ß√£o dos cooperados, segundo caracter√≠stica de sua atividade/produ√ß√£o, a fim de criar grupos de interesses objetivando a melhoria comum;
    • Utiliza√ß√£o das informa√ß√Ķes visando a melhoria da qualidade de produ√ß√£o dos cooperantes, de acordo com as exig√™ncias do mercado;
    • Organiza√ß√£o de informa√ß√Ķes para o estabelecimento de padr√Ķes de qualidade de atua√ß√£o dos cooperados a n√≠vel de cooperativa;
    • Agrupamento das informa√ß√Ķes, formando cen√°rios de an√°lise comparativa, dos cooperados similares entre si, segundo o servi√ßo ou produto predominante na sua atividade;
    • Orienta√ß√£o profissional dos cooperados, por parte da cooperativa, visando o mercado de abrang√™ncia;
    • Corre√ß√£o de rumo de atua√ß√£o no neg√≥cio cooperativo, a partir das mudan√ßas na atua√ß√£o profissional dos cooperados;
    • Realiza√ß√£o de reuni√Ķes peri√≥dicas para avalia√ß√£o de desempenho, atualiza√ß√£o do sistema, e eventuais corre√ß√Ķes das informa√ß√Ķes b√°sicas;
    • Apura√ß√£o peri√≥dica das necessidades de treinamentos dos cooperados, por cooperativa, segmento, regi√£o e estado.

1.3. AUDITORIA DE GEST√ÉO: O neg√≥cio em comum de um grupo de cooperados formando uma cooperativa, ou de cooperativas singulares formando uma Central, Federa√ß√£o, ou de Federa√ß√Ķes formando uma Confedera√ß√£o, dentro dos objetivos a que se prop√Ķe deve estar bem gerido pelos seus mandat√°rios. E, para acompanhar o desempenho deste neg√≥cio em todos os aspectos relevantes, existe um conjunto de controles, que determina a seguran√ßa e confiabilidade que o associado e o p√ļblico externo (fornecedores, bancos, etc.) requerem, para operacionaliz√°-lo. Os executores da an√°lise destes controles, que combinados atingem o que denomina-se de auditoria integral ou auditoria de gest√£o, s√£o: O Conselho Fiscal, a Auditoria Interna e principalmente a Auditoria Independente. Com o aperfei√ßoamento das rela√ß√Ķes de neg√≥cio, as cooperativas cada vez mais deparam-se com as dificuldades em se obter a "certifica√ß√£o" da qualidade empresarial. Neste ponto, a Auditoria Independente se constitui em importante instrumento de consolida√ß√£o do cooperativismo autogestionado, pois a sua certifica√ß√£o possui a chamada "f√© p√ļblica". O salto de qualidade est√° diretamente ligado ao fato de se exigir no monitoramento das cooperativas pelo processo de autogest√£o, a certifica√ß√£o independente, n√£o mais pela auditoria tradicional; mas sim pela auditoria integral ou auditoria de gest√£o. Considera-se a figura do Auditor Independe, como elemento imprescind√≠vel para a credibilidade do mercado e como instrumento de inestim√°vel valor na prote√ß√£o dos cooperados, √† medida em que sua fun√ß√£o √© zelar pela fidedignidade e confiabilidade das demonstra√ß√Ķes cont√°beis da cooperativa auditada. Cabendo a ele a responsabilidade da an√°lise e do relato sobre os procedimentos da gest√£o do neg√≥cio como um todo, bem como, sobre a exatid√£o e a clareza das demonstra√ß√Ķes cont√°beis, inclusive a divulga√ß√£o em notas explicativas de informa√ß√Ķes indispens√°veis √† visualiza√ß√£o da situa√ß√£o patrimonial e financeira e dos resultados da cooperativa auditada.

Operacionalização da auditoria de gestão:

a) Promoção de treinamento sobre auditoria de gestão ou auditoria integral, face à necessidade de que as cooperativas disponham de auditores independentes altamente capacitados e que, ao mesmo tempo, desfrutem de um elevado grau de independência no exercício de sua atividade;

b) An√°lise t√©cnica dos processos de registro e do exerc√≠cio da atividade de auditoria independente no √Ęmbito das cooperativas, conforme normas estabelecidas e aprovadas pela Organiza√ß√£o das Cooperativas Brasileiras - OCB;

c) Manutenção de cadastro atualizado dos profissionais, empresas de auditoria independente e responsáveis técnicos autorizados a emitir e assinar parecer, credenciadas junto a OCB/OCEPAR;

d) A contratação, por parte da cooperativa de auditoria independente, devidamente credenciada pela OCB/OCEPAR, deverá atender os critérios estabelecidos quanto ao porte e capacidade de atendimento destas;

e) Como dever e responsabilidade, no exerc√≠cio de suas atividades no √Ęmbito das cooperativas, o auditor independente dever√°, para satisfa√ß√£o das necessidades do acompanhamento da gest√£o, adicionalmente ao programa b√°sico de trabalho:

e1) Verificar:

  • se os ativos apresentados, como de realiza√ß√£o em at√© 360 dias, possuem condi√ß√Ķes reais de convers√£o em dinheiro neste prazo, independente do crit√©rio cont√°bil pass√≠vel de ser utilizado pelos usos e costumes, segregando-os em operacionais e extra operacionais,
  • cronograma de realiza√ß√£o real futura dos valores classificados como de longo prazo, segregando-os em operacionais e extra operacionais,
  • os valores registrados em investimentos e como bens do ativo imobilizado considerados fora do foco de atividade da cooperativa,
  • se os vencimentos do passivo de at√© 360 dias e de longo prazo est√£o compat√≠veis com a prov√°vel realiza√ß√£o dos ativos, de forma clara e transparente,
  • se a representatividade das receitas e resultados operacionais, somados ao processo de capitaliza√ß√£o da cooperativa, est√£o compat√≠veis com a sua necessidade futura,
  • se as a√ß√Ķes e or√ßamentos propostos e aprovados em Assembl√©ia Geral, foram executados, e caso contr√°rio se est√£o devidamente justificados e relatados na presta√ß√£o de contas da gest√£o,
  • se as estruturas da cooperativa, est√£o sendo utilizadas em sua plenitude, e se os custos operacionais s√£o compat√≠veis com a gera√ß√£o de receitas,
  • se a administra√ß√£o financeira √© praticada com seguran√ßa, em especial na cobran√ßa e concess√£o de cr√©dito,
  • se os estoques mantidos s√£o em volume estritamente necess√°rios e se sua administra√ß√£o √© conduzida de forma a minimizar custos e proporcionar melhores resultados aos associados,
  • se as pr√°ticas e pol√≠ticas de mercado, adotadas pela cooperativa, est√£o cumprindo satisfatoriamente os anseios dos cooperados, e em condi√ß√Ķes de normalidade,

e2) Indicar com clareza, e em quanto, as contas ou subgrupos de contas do ativo, passivo, resultado e patrim√īnio l√≠quido que est√£o afetados pela ado√ß√£o de procedimentos cont√°beis conflitantes com os Princ√≠pios Fundamentais de Contabilidade, bem como os efeitos no resultado da cooperativa, sempre que emitir parecer e/ou relat√≥rio;

e3) Os relatórios da Auditoria independente serão de conhecimento:

  • das entidades coordenadoras e executora do monitoramento,
  • da Diretoria da Cooperativa e/ou Conselho de Administra√ß√£o,
  • do Conselho Fiscal,
  • da Assembl√©ia Geral

f) Normatizar e estabelecer critérios para auditorias especiais de projetos específicos;

g) Auditor Independente - Pessoa Física e o Auditor Independente - Pessoa Jurídica, não podem prestar serviços para uma mesma cooperativa, por prazo superior a quatro anos consecutivos, contados a partir de janeiro de 2000, exigindo-se um intervalo mínimo de dois anos para a sua recontratação;

h) √Č considerado incompat√≠vel com os trabalhos de auditoria independente, caracterizando a perda da sua objetividade e independ√™ncia, a presta√ß√£o de servi√ßos de consultoria para mesma cooperativa, pelo Auditor Independente - Pessoa F√≠sica ou Jur√≠dica, os s√≥cios e os demais integrantes do quadro t√©cnico deste;

i) A entidade executora, manter√° controle de qualidade das auditorias, verificando e acompanhando sua atua√ß√£o no √Ęmbito das cooperativas;

j) Auditor Independente - Pessoa F√≠sica, o Auditor Independente - Pessoa Jur√≠dica e os seus respons√°veis t√©cnicos poder√£o ser advertidos, ou ter o seu registro na OCB/OCEPAR, suspenso ou cancelado, sem preju√≠zo de outras san√ß√Ķes legais cab√≠veis, quando:

¬ß Atuarem em desacordo com as normas legais e regulamentos que disciplinam a atua√ß√£o das cooperativas, inclusive o descumprimento das disposi√ß√Ķes do Programa de Autogest√£o,

¬ß Realizarem auditoria inepta ou fraudulenta, falsearem dados ou n√ļmeros, ou sonegarem informa√ß√Ķes que sejam de seu dever revelar,

¬ß Induzirem as decis√Ķes de Assembl√©ias Gerais a v√≠cios ou erros por omiss√£o, ou informa√ß√Ķes fraudulentas,

§ Descumprirem as normas técnicas e legislação vigente que disciplinam o exercício da profissão.

k) Inserção dos auditores internos das cooperativas, integrado com o trabalho desenvolvido pelo Conselho Fiscal, no conceito de auditoria de gestão;

l) O trabalho executado pela auditoria interna da cooperativa, dever√° estar perfeitamente integrado com o desenvolvimento das atividades executadas pela auditoria independente;

m) As cooperativas de pequeno porte, conforme critérios da OCB/OCEPAR, podem ser dispensadas da auditoria independente, desde que, após submetidas a um diagnóstico preliminar, seja desenvolvido projeto individual para acompanhamento do seu desenvolvimento e submetido à aprovação em assembléia geral, por maioria simples dos seus cooperados;

1.4. CONSULTORIA ESPECIALIZADA: Atua√ß√£o voltada ao ordenamento e apoio das a√ß√Ķes que se fizerem necess√°rias tanto a n√≠vel regional/ramos, como em cooperativas individualmente, objetivando a melhoria da gest√£o e a viabilidade das cooperativas no cumprimento da sua miss√£o, compreendendo:

a) Cadastramento de prestadores de serviço, identificadas segundo sua área especial de atuação, e acompanhamento da satisfação das cooperativas contratantes, quanto ao desenvolvimento de trabalhos pelas mesmas, formando um controle de qualidade;

b) Direcionamento das consultorias a partir das necessidades detectadas pela an√°lise dos resultados do acompanhamento das cooperativas e das recomenda√ß√Ķes efetuadas pela Auditoria Independente, ou por solicita√ß√£o de iniciativa da pr√≥pria cooperativa;

c) Promo√ß√£o de estudos especiais para os diversos ramos e/ou regi√Ķes, visando a melhoria do neg√≥cio cooperativo, de acordo com as necessidades e evolu√ß√£o do mercado;

d) Elaboração de diagnósticos de situação e projetos contendo medidas de revitalização de cooperativas;

e) Acompanhamento da realiza√ß√£o dos programas e projetos especiais, com respectivas reformula√ß√Ķes.

2. FORMAÇÃO/DESENVOLVIMENTO HUMANO

Visa organizar, administrar e executar o ensino de formação profissional dos trabalhadores em cooperativas e dos cooperados. Assistir as sociedades cooperativas empregadoras na elaboração e execução de programas de treinamento e na realização de aprendizagem metódica e contínua. Bem como, a promoção social dos trabalhadores em cooperativas, dos cooperados e de seus familiares, objetivando o desenvolvimento humano em sua plenitude e consequentemente a melhoria da gestão do negócio cooperativo.

2.1. Forma√ß√£o e Capacita√ß√£o Profissional: Atua√ß√£o voltada √† forma√ß√£o e capacita√ß√£o dos recursos humanos da entidade executora, recursos humanos das cooperativas, dirigentes e cooperados. As necessidades de treinamento ser√£o apuradas e priorizadas em conjunto com o Monitoramento/Desenvolvimento das Cooperativas, atrav√©s dos processos de acompanhamento e auditoria de gest√£o, ensejando em programas por cooperativa, por ramo e geral do Estado. Estes programas ser√£o executados de forma centralizada ou descentralizada, de acordo com a demanda por especialidade; a dura√ß√£o dos treinamentos ser√° determinada ap√≥s a elabora√ß√£o do planejamento global. Os programas de treinamento e capacita√ß√£o, visam atender o p√ļblico ligado √†s cooperativas:

Operacionalização da Formação e Capacitação Profissional:

a) Cursos e treinamentos profissionalizantes de curta e m√©dia dura√ß√£o, utilizando centros de treinamento das pr√≥prias cooperativas, ou sob a forma de coopera√ß√£o com √≥rg√£os p√ļblicos ou privados ligados ao ensino, para colaboradores, empregados e trabalhadores das entidades coordenadoras e executora e das cooperativas em geral;

b) Fóruns especializados: especialização dos profissionais das entidades coordenadoras e executora e das cooperativas, através de fóruns especializados de curta duração, e/ou treinamentos de médio prazo, viagens de estudos, inclusive através de cursos de pós-graduação, em especial para os profissionais ligados às áreas de: Recursos Humanos, Mercado, Financeira, Administrativa, Contabilidade, Auditoria, Cooperativismo, Jurídica, Comunicação, etc.;

c) Conselheiros de Administração e Fiscal: elaboração de treinamentos em dois níveis: para candidatos ao cargo, visando a sua preparação, através de cursos de média duração; e de especialização em gestão para aqueles que já ocupam cargos eletivos nas cooperativas;

d) Formação de Multiplicadores: a especialização de monitores, coordenadores e professores ligados ao cooperativismo, com o intuito de multiplicação do ensino, devendo ser priorizado nas áreas de: cooperativismo, líderes, familiares dos funcionários e cooperados, etc.;

e) Jovens cooperativistas: √™nfase especial dever√° ser dada, ao treinamento dos jovens para a revitaliza√ß√£o do cooperativismo do futuro, atrav√©s de treinamentos, interc√Ęmbios e, principalmente, buscando-se a inser√ß√£o de cadeiras especializadas em cooperativismo no ensino fundamental e de especializa√ß√£o profissional;

f) Atividades relacionadas ao Desenvolvimento Integrado de G√™nero nas cooperativas, visando maior integra√ß√£o da fam√≠lia, composta por homens, mulheres e jovens na aplica√ß√£o do cooperativismo integrado ao empreendimento, √† comunidade, √†s quest√Ķes sociais e ao meio ambiente;

g) Produ√ß√£o de material auxiliar de ensino, atrav√©s do apoio para a produ√ß√£o, reprodu√ß√£o e divulga√ß√£o de: publica√ß√Ķes, livros t√©cnicos, folder's, cartilhas, v√≠deos, etc.;

h) Compromisso de moderniza√ß√£o, atrav√©s da difus√£o de novas metodologias, de ensino, como por exemplo: treinamento a dist√Ęncia, atrav√©s de "v√≠deo confer√™ncia", debates "on line", etc.

2.2. Promo√ß√£o Social: atua√ß√£o voltada √† integra√ß√£o e bem estar social dos trabalhadores em cooperativas, dos cooperados e de seus familiares. Buscar atrav√©s da a√ß√£o social a melhoria da atua√ß√£o de todos os envolvidos direta e indiretamente na gest√£o das cooperativas, atrav√©s da implementa√ß√£o de benef√≠cios voltados √† sa√ļde, lazer, esportes, cultura e integra√ß√£o social da fam√≠lia na comunidade e intercooperativas.

Operacionalização da Promoção Social:

a) Apoio na forma√ß√£o de um sistema de seguro sa√ļde do cooperativismo, atrav√©s de conv√™nios com Hospitais, cooperativas do ramo de sa√ļde e cooperativas de usu√°rios de servi√ßos m√©dicos e odontol√≥gicos;

b) Apoio a programas e projetos espec√≠ficos de preven√ß√£o √† sa√ļde, higiene e bem estar de cooperados e funcion√°rios;

c) Apoio e incentivo ao esporte no meio cooperativo, visando a integração entre funcionários e cooperados, através de olimpíadas e jogos abertos de cooperação;

d) Apoio ao lazer dos trabalhadores, cooperados e seus familiares, utilizando estruturas das pr√≥prias cooperativas ou atrav√©s de conv√™nios com institui√ß√Ķes p√ļblicas ou privadas, em especial com o sistema "S";

e) apoio às atividades de cunho social, depende de disponibilidade de recursos, e será realizado somente dentro da programação anual.

f) Incentivo ao desenvolvimento da cultura da fam√≠lia cooperativista atrav√©s do apoio √† forma√ß√£o de bibliotecas, organiza√ß√£o de exposi√ß√Ķes art√≠sticas, realiza√ß√£o de concursos e outros.

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