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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5211 | 06 de Dezembro de 2021

FÓRUM EMPRESARIAL: Presidente do Sistema Ocepar fala sobre a importância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico do PR

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ministra palestra on-line sobre a importância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico do Paraná, nesta terça-feira (07/12), às 10h, no Fórum Empresarial promovido pelo jornal Diário dos Campos, de Ponta Grossa (PR). Ricken vai falar do estúdio localizado na cidade. O evento terá transmissão ao vivo pelo Portal DCMAis, no Youtube, e pelo Facebook (/portaldcmais). Informações adicionais pelo fone (42) 3220 7744.

 

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GETEC: Informe nº 59 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 06 12 2021A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (06/12), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2021, 2022 e 2023. 

Clique aqui para conferir na íntegra o Informe Expectativas de Mercado da Getec

 

COMUNICA COOP: Fórum Digital dos Profissionais de Comunicação e Marketing das Cooperativas do PR é nesta semana

 

O Sistema Ocepar reúne, nesta semana, os profissionais de Comunicação e Marketing das cooperativas do Paraná para tratar sobre comunicação online assertiva e pesquisa de imagem dos produtos e serviços oferecidos pelo cooperativismo paranaense. Será na quarta-feira (08/12) e na sexta-feira (10/12), durante o Fórum Digital Comunica Coop, por meio da plataforma Microsoft Teams.

 

Comunicação online - Na quarta-feira (08/12), a programação vai das 14h às 17h, sob o comando da fonoaudióloga especializada em voz, mentora em comunicação pessoal e media training, Cida Stier. Ela vai orientar os participantes sobre como ser assertivo no momento de se comunicar virtualmente. Cida irá mostrar como as novas plataformas e as redes sociais influenciam na comunicação individual e corporativa; a relação entre autenticidade, naturalidade e credibilidade; comportamento em frente à câmera durante atividades online; uso adequado do tempo; planejamento e organização da fala; estratégias de preparação de conteúdos e muito mais.

 

Pesquisa - Na sexta-feira (10/12), das 14h às 16h, será a vez do professor Cláudio Shimoyama, diretor executivo do Grupo Datacenso, apresentar os resultados da terceira pesquisa realizada, a pedido do Sistema Ocepar, com consumidores e não consumidores dos produtos e serviços ofertados pelas cooperativas paranaenses. Shimoyama vai destalhar as informações obtidas por meio de levantamento feito com grupos focais, realizada com colaboradores e diretores das cooperativas, compradores e diretores de supermercados. Ele também vai discorrer sobre como utilizar a pesquisa como ferramenta de comunicação e marketing.

 

Inscrições e informações - O Fórum é destinado aos profissionais que atuam nas cooperativas do Paraná. Clique aqui para se inscrever. Mais informações pelo e-mail jornalismo@sistemaocepar.coop.br ou pelo fone (41) 3200-1150.

 

 

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FORMAÇÃO: Inscrições para o vestibular do Curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Cooperativas vão até 15 de dezembro

 

Os interessados em garantir uma vaga na Graduação Tecnológica em Gestão de Cooperativas têm até o dia 15 de dezembro para se inscrever no vestibular online. O curso é ofertado pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) e em parceria com o Isae, na modalidade ensino a distância. A formação é destinada a empregados das cooperativas do Paraná. Os candidatos podem optar por duas datas para realizar as provas: dia 19 de dezembro, às 14h, e dia 21 de dezembro, às 19h. Eles terão três horas para concluir o processo de seleção, composto por uma redação e 40 questões objetivas. A taxa de inscrição é de R$ 25,00. Clique aqui para conferir o edital completo e fazer a inscrição.

 

Subsídio - O Curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Cooperativas tem duração de dois anos. As aulas iniciam no dia 14 de fevereiro de 2022, em formato virtual, com provas presenciais duas vezes por semestre, aplicadas no polo regional. O Sescoop/PR subsidiará 65% da mensalidade para os 250 primeiros colocados no vestibular, desde que tenham vínculo comprovado com cooperativa do Paraná. 

 

 

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SISTEMA OCB: Vencedores do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão serão anunciados nesta terça-feira

O Sistema OCB promove, nesta terça-feira (07/12), a cerimônia do Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, às 17h. O evento será transmitido ao vivo, pelo canal da entidade no Youtube. Na oportunidade, serão anunciadas as cooperativas de todo o país que estão se destacando na adoção das boas práticas de gestão. Quer conhecer o que o nosso movimento faz de melhor? Então acompanhe a premiação! Acesse: https://youtube.com/sistemaocb. (Com informações da OCB)

 

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Celebração dos 10 anos do Programa A União Faz a Vida em Rancho Alegre D’Oeste (PR) reúne a comunidade

O Programa A União Faz a Vida completou 10 anos de atividades em Rancho Alegre D’Oeste (PR) e reuniu a comunidade local para a celebração. O evento foi realizado na última terça-feira (30/11).

Jornada - A união entre o poder público, a secretaria de educação e o Sicredi para a implantação do PUFV na cidade teve início em março de 2011. A partir daí, professores e estudantes começaram uma nova jornada no processo de ensino e aprendizagem. “Foi um desafio iniciar esse novo jeito de ensinar. Na época, ganhei muitas experiências novas como professora”, comenta a secretária de educação do município, Beatriz Pereira Bernal, que atuava como coordenadora local do programa.

Momentos únicos - Além do valor agregado aos professores, os alunos viveram momentos únicos, o que hoje reflete em escolhas alinhadas em uma vivência mais cidadã. “Os projetos tornavam as aulas mais divertidas e participativa. Ao longo do tempo, podemos perceber que dá para fazer diferente sempre”, explica Ester Gonçalves, que, no ano da implantação, era estudante.

Comunidade - Se professores e alunos descobriam novas formas de ensinar e aprender, a comunidade passou a fazer parte de forma efetiva e afetiva da vida escolar. As famílias se aproximaram e se juntaram a outros apoiadores locais, das mais diversas atividades e auxiliaram na formação das turmas. “Quando eu fui convidado a ir para a escola ajudar meus netos, foi o maior presente do mundo. Fiquei por perto ao longo dos anos”, lembra o produtor rural Manoel Lúcio Pepece, apoiador dos projetos.

Celebração - Enfim, celebrar esses 10 anos de cooperação e cidadania foi um momento mais que importante. Para que tudo fosse possível, a turma da quinta série aceitou o desafio de investigar como foi esse processo e contou por meio de um poema. “No princípio pensei que fosse muito difícil, mas nós percebemos que a cooperação faz parte da vida de quem mora aqui. Assim ficou bem mais fácil e foi incrível trabalhar com esse tema”, opina o professor Marcelo Santos Lima.

Gratidão - Se para a comunidade local esses anos foram marcantes, para a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP fica a gratidão pela parceria em busca de cidadãos mais cooperativos. “A celebração de hoje só aconteceu porque os professores e estudantes disseram sim. Fica a gratidão da cooperativa por estarem conosco nesta jornada. Parabéns a todos”, finaliza o presidente, Jaime Basso.

Principal programa - O PUFV é o principal programa de educação do Sicredi e objetiva construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania. Porque gente que pergunta, cresce!

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 108 cooperativas do Sicredi, conta com 33 anos de história, mais de 177 mil associados e 96 espaços de atendimento. A área de atuação da cooperativa abrange 43 cidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades vizinhas do grande ABCD (www.sicredi.com.br/coop/vale-piquiri/).

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados e no Distrito Federal, com mais de 2100 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

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SICREDI PARANAPANEMA: Programa A União Faz a Vida surpreende em Itambaracá (PR)

Na última terça-feira (30/11), o município de Itambaracá (PR) esteve em festa. A comemoração dos 66 anos da cidade reuniu os itambaracaenses na escadaria da Matriz para prestigiarem a apresentação do coral de profissionais da rede pública de ensino, todos envolvidos com o programa A União Faz a Vida.

Educação - O programa é o principal na área da educação do Sicredi. Com o objetivo de proporcionar atitudes e valores de cooperação e cidadania através da educação, já tem mais de 25 anos de história.

Apresentação - Com o tema Cantatas de Mel, fazendo uma alusão à mascote do programa A União Faz a Vida, que é uma abelha, o coral encantou os munícipes com músicas natalinas, hinos e muito mais. “Foi surpreendente. Os 40 profissionais nunca tinham cantado em forma de coral, e ensaiaram com muita dedicação”, conta Leonor Gomes da Silva, colaboradora do Sicredi responsável por levar o programa à cidade.

Comemoração em dobro- Segundo Leonor, os professores contaram com a ajuda do Walter e da Mônica, dois profissionais voluntários, experientes no universo da música. “A energia estava contagiante, impossível não se emocionar. Além da dedicação de todos, o programa A União Faz a Vida já acontece na cidade há 15 anos, e foi o terceiro município no estado do Paraná a recebê-lo. Comemoramos em dobro, o aniversário da cidade e os 15 anos do PUFV”.

Abrangência - Atualmente o PUFV, atende, em todo o país, mais de 3 milhões de crianças e adolescentes. Está presente em 475 cidades, e conta com mais de 150 mil educadores. “Para nós ser Sicredi é isso, é fazer a diferença na vida das pessoas. É levar esperança a todos os lugares, e principalmente, oportunidades. Nosso maior sonho é aproximar cada vez mais as escolas da comunidade, e a comunidade das escolas, com o objetivo de formarmos cidadãos mais cooperativos, e profissionais incríveis na profissão que desejarem seguir”, finaliza Leonor. (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP)

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UNIPRIME: Segurança cibernética em pauta

uniprime 06 12 2021Para as instituições financeiras, o avanço tecnológico é sinônimo de inúmeros benefícios e facilidades para o cooperado. Mas, junto com o ganho na agilidade das operações, chegam também os desafios para tornar o ambiente ainda mais seguro para o usuário.

Conscientização dos usuários - “O trivial em termos de segurança em infraestrutura tecnológica sempre foi cumprido pelas instituições financeiras, que fazem muitos investimentos e sempre buscam o que tem de mais eficiente e inovador para este fim. No entanto, o que vemos atualmente como desafio é a conscientização dos usuários que, por falta de conhecimento e informação sobre segurança cibernética, acabam por cair em golpes e roubos de informações”, alerta Evandro César Zampieri Teixeira, Coordenador de Infraestrutura TI da Uniprime.

Cultura de segurança - A política de segurança cibernética do Banco Central relacionada ao desafio citado por Teixeira apresenta diretrizes para que as instituições financeiras atuem junto aos seus clientes e cooperados, a fim de disseminar uma cultura de segurança no ambiente digital. “A política fornece um norte para as instituições seguirem sua jornada rumo à melhoria constante da segurança cibernética que vai muito além da tecnologia em si, pois envolve o comportamento das pessoas e não somente de sistemas”, explica o Coordenador. E ainda completa: “A Uniprime do Brasil está em constante evolução em várias frentes aderentes à política cibernética do Banco Central, visando fornecer segurança e transparência aos nossos cooperados”. (Imprensa Uniprime do Brasil)

FOTO: Werner Moser / Pixabay

 

COCAMAR: Presencial e digital, Copa Cocamar movimenta cooperados

1cocamar 06 12 2021 Com um formato mais reduzido, no qual não faltaram os cuidados para a prevenção da Covid-19, a Cocamar promoveu no sábado (04/12) a 37ª edição da Copa Cocamar de Cooperados, evento que em 2020 foi realizado apenas com uma até então inédita versão digital.

Patrocinadores - A Copa contou com o patrocínio dos fertilizantes foliares e adjuvantes Viridian, da Cocamar, das empresas parceiras Corteva, Basf, Bayer e Syngenta, e da Sicredi União PR/SP.

Modalidades - Presencialmente, como é tradicional, mas sem torcida, as competições aconteceram em três modalidades, todas elas exclusivas para cooperados: futebol suíço (reunindo 28 times distribuídos nas categorias livre, veteranos, master e supermaster), bocha (com 19 duplas) e truco (43 duplas, sendo duas femininas).

Jogos eletrônicos - Repetindo o sucesso alcançado no ano passado com as disputas eletrônicas, a Copa teve jogos em videogame (Fifa 22) para cooperados, filhos e netos e, como novidade, a inclusão da categoria Pac Man para crianças de até 12 anos.

Alimentos - Como já acontece há anos, cada delegação, ao chegar, trouxe quantidades de alimentos não perecíveis para distribuição a entidades assistenciais, que ficaram a cargo do Instituto Cocamar.

Satisfação - Ao abrir a programação, o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, destacou o bom ano da cooperativa e a satisfação de todos com o retorno dos jogos presenciais, em que os cooperados se reencontram para um evento festivo e de integração. “É o momento, também, de fazer um agradecimento pelo apoio e a confiança dos cooperados em sua cooperativa”, frisou.

Presencial - “A Copa Cocamar é o primeiro grande evento presencial que promovemos desde o início da pandemia”, comentou o presidente executivo Divanir Higino, lembrando que nos dias 20 e 21 de janeiro outra importante realização que volta a ser presencial é o Safratec – a consagrada vitrine de tecnologias e inovações voltada para os cooperados.

Longevidade - O cooperado Ivo Palaro, de Cianorte, o mais longevo atleta da Copa que, jogando futebol, participou de todas as edições anteriores e estava preparado para mais uma vez entrar em campo no sábado, integrando seu time na categoria veteranos, fez a leitura do compromisso dos participantes e, ao final, pediu: “que a grande vencedora da Copa seja a Cocamar”.

Hino - Entoando o Hino Nacional, o Coral Cocamar também participou da abertura, momento em que os atletas, todos eles perfilados em frente ao palco, soltaram suas vozes.

Futebol - Para evitar aglomerações, as competições de futebol suíço foram realizadas também nos campos do Centro de Tradições Gaúchas Rincão Verde e, a partir das 14h, com transmissão ao vivo pelo Youtube da cooperativa, tiveram seus jogos decisivos nos campos da Associação Cocamar, apresentando os seguintes vencedores: Ivatuba (livre), Pitangueiras (master), Primeiro de Maio (supermaster) e Sabáudia (veteranos).

Bocha - O primeiro lugar ficou com a dupla representante de Douradina, formada pelos cooperados Narcisso Rossi e Valdemar Bazarello. Entre as mulheres, as ganhadoras foram Cecília e Sandra Palaro (mãe e filha) de Cianorte.

Truco - A dupla Antônio Aparecido Zabini e Antenor Miotto, de Rolândia, conquistou a primeira colocação.

Digital - Na edição eletrônica da Copa Cocamar, Vinícius Nakashima foi o ganhador da categoria Pac Man, enquanto que os jogos Fifa 22 tiveram os seguintes ganhadores: Daniel Tonietti (1º lugar), Tiago Ferreira Rafael (2º) e Felippe Carlo Andrade Formighieri (3º). (Imprensa Cocamar)

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AGRONEGÓCIO: Puxado pela região de Guarapuava, Paraná lidera produção nacional de cevada

agronegocio 06 12 2021Paloma Detlinger é parte da quarta geração de famílias eslavo-germânicas que se estabeleceram nas colônias que formam a comunidade de Entre Rios, em Guarapuava, na região Central do Estado. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o início do regime soviético, trouxeram na bagagem uma farta experiência na agricultura e muita disposição para trabalhar nas terras do novo País.

Cevada - Foi assim que ajudaram a construir uma das regiões mais produtivas do Estado e do Brasil, que se destaca principalmente na produção de grãos. Um deles tem especial relevância: a cevada, matéria-prima do malte utilizado na fabricação de cerveja. É da Colônia Entre Rios que sai grande parte do malte consumido pela indústria cervejeira brasileira.

Cultura de inverno - A cevada é uma cultura de inverno, com plantio iniciado em julho e a colheita em novembro. A região de Guarapuava, que tem um inverno rigoroso, onde o grão se adaptou bem, o cultivo é impulsionado pela Cooperativa Agrária, fundada pelos imigrantes europeus. Praticamente todo o plantio na região é feito pelos cooperados, que vendem a produção para a própria Agrária. Em Entre Rios, está a Agrária Malte, a maior maltaria da América Latina, responsável por 30% da demanda nacional.

Liderança - E, graças a isso, o Paraná lidera com folga a produção nacional de cevada. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado respondeu por quase 62% da área cultivada e por 72% da produção do grão no Brasil em 2020. De acordo com as estatísticas da Produção Agrícola Municipal (PAM), a área plantada no Estado no ano passado chegou a 64.375 hectares, e no País somou 104.413 hectares.

Produção - Foram colhidas, no Estado, 278.661 toneladas do grão, enquanto a produção nacional somou 387.146 toneladas em 2020. A produtividade da cevada paranaense também é superior à nacional. Ainda segundo a PAM, cada hectare plantado no Estado produziu 4.329 quilogramas de cevada. No Brasil, o rendimento médio foi de 3.709 kg/hec.

Estimativa - Na safra de 2020/2021, que está terminando de ser colhida agora, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento estima o plantio de 76 mil hectares e a colheita prevista é de 320 mil toneladas. O Núcleo Regional de Guarapuava responde por cerca de 65% desse volume, com o cultivo de 45,5 mil hectares e previsão de colher 206 mil toneladas do grão. O cereal também é produzido nos Campos Gerais, na Região Metropolitana de Curitiba, no Sul e no Sudoeste do Estado.

Negócio familiar - No caso de Paloma, tanto a família paterna como a materna têm tradição de décadas no cultivo. Para ela, porém, esta foi a primeira safra colhida. Após a morte do pai, há quatro anos, ela abriu mão de um doutorado em Química para assumir a propriedade junto com a mãe. Além da cevada, também cultiva outros grãos, como soja, milho e aveia preta.

Início - “Meu avô, que é imigrante e pioneiro da cooperativa, iniciou o cultivo junto com a produção de malte pela Agrária. Meu pai começou a trabalhar com ele aos 14 anos e continuou na cultura a vida toda. Logo depois que ele faleceu, minha mãe e eu assumimos a propriedade, mas paramos a produção de cevada depois que uma chuva de granizo acabou com a produção”, conta Paloma.

Retomada - As duas retomaram nesta safra, com 40 hectares cultivados com o cereal, uma parte dos 130 hectares da família, divididos entre uma propriedade na colônia Entre Rios e outra no município vizinho de Pinhão. Em sua primeira safra, Paloma colheu 4,5 mil quilogramas de cevada por hectare, produtividade superior à média do Estado.

Bom resultado - “Minha mãe e eu não entendíamos nada de lavoura, éramos de áreas totalmente diferentes, e na primeira vez só plantávamos soja e milho. Até que nos encorajamos a cultivar cevada porque os bancos começaram a oferecer seguro para cereais de inverno. Este ano colhemos nossa primeira safra própria, tivemos bom resultado, com grande produtividade e boa qualidade cervejeira. Daqui para frente, a ideia é plantar sempre”, diz.

Presença - Do outro lado, na família materna, a cevada também esteve presente, e também pelas mãos de uma mulher. Após a morte do marido na Segunda Guerra, a bisavó de Paloma imigrou da Croácia com os cinco filhos pequenos. A família começou a cultivar arroz na nova terra, para alguns anos depois começar a plantar trigo e cevada, processo totalmente manual na época.

Continuidade - O avô, Siegfried Milla, que chegou ao Brasil com 13 anos, continuou com esse trabalho até a aposentadoria, e hoje vê os filhos e os netos mantendo as lavouras. “Quando chegamos, a terra era arada com cavalo, nada de trator. A cooperativa nem existia, foi fundada muitos anos depois, era tudo muito diferente no começo”, conta ele, hoje com 80 anos.

Primeiras sementes - “As primeiras sementes foram trazidas por um agricultor de Porto União para tratar os porcos, a criação. Depois de um tempo foi trocada para outro tipo, pela cevada cervejeira, e aí começou a dar certo. Agora, tudo se modernizou, principalmente o maquinário. Antigamente levava um mês para plantar, hoje se planta 30 hectares em um dia com uma máquina grande”, destaca Milla.

Decisão acertada - Para Paloma, a mudança na carreira para se dedicar ao cultivo da cevada e de outras culturas, seguindo a tradição familiar, foi uma decisão acertada – ela chegou a abrir mão de uma bolsa de doutorado na Alemanha para trabalhar com agricultura. “Foi o que sempre manteve a renda da nossa família. Na época até fiquei me questionando, mas hoje não me arrependo de ter deixado a vida acadêmica para me dedicar a esse trabalho. Não me vejo mais fazendo outra coisa”, acrescenta.

Tecnologia - Um dos motivos que fazem com que cevada de Guarapuava tenha melhor produtividade que a média nacional e estadual está no trabalho de pesquisa desenvolvido pela Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), que pertence à cooperativa.

Novas cultivares - A Fapa desenvolve, periodicamente, novas cultivares que levam em consideração as necessidades dos produtores e da indústria. São sementes com maior tolerância a doenças, com alta produtividade e alta qualidade de malte, com o objetivo de produzir matéria-prima com a melhor qualidade possível. O processo de melhoramento genético para o desenvolvimento de uma nova cultivar leva, em média, de 10 a 12 anos.

Evolução - Márcio Mourão, coordenador da Fapa e da Assistência Técnica da Agrária, destaca que todo esse processo fez com que o cultivo do grão evoluísse exponencialmente desde o início da produção com os primeiros imigrantes. “Foi um processo de evolução técnica em todos os sentidos, desde o melhoramento genético dos materiais, que se tornaram mais produtivos e melhor adaptados para a região, até os insumos e o maquinário utilizado”, explica.

Identificação - “A pesquisa ajudou a identificar o uso eficiente de fertilizantes e o manejo de produtos químicos para controle de pragas e doenças. Foi uma evolução natural da tecnologia, com adaptação do material para a região”, afirma Mourão. “Tudo isso se soma às boas condições de Guarapuava para o cultivo da cevada. É uma região com inverno rigoroso, de alta altitude e com regime de chuvas bem distribuído. São características que favorecem o crescimento das culturas de inverno”.

Nova maltaria - Um novo projeto, desta vez implantado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, vai consolidar o Paraná na liderança isolada na produção de cevada. Um pool formado por seis cooperativas confirmou a construção da Maltaria Campos Gerais, cuja primeira etapa deve ser concluída em 2028 e a segunda em 2032.

Investimento - Juntas, as cooperativas Agrária, Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e Frísia (Carambeí) devem investir R$ 1,5 bilhão no projeto, que somente na primeira etapa de implantação prevê a produção de 240 mil toneladas de malte por ano, 15% do consumo nacional.

Cadeia - Além do empreendimento em si, o investimento também reflete em toda a cadeia de produção. A área destinada para o plantio da cevada pode chegar a 100 mil hectares, abrangendo diferentes regiões do Estado. É o equivalente a quase toda a área de cultivo do cereal no Brasil atualmente.

Série - A cevada de Guarapuava faz parte da série de reportagens “Paraná que alimenta o mundo”, produzida pela Agência Estadual de Notícias (AEN). O material mostra o potencial do agronegócio paranaense, com textos publicados sempre às segundas-feiras. A previsão é que as reportagens se estendam até o final de 2021. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

FOCUS: Mercado financeiro projeta inflação em 10,18% para este ano

focus 06 12 2021A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 10,15% para 10,18% neste ano. Essa foi a 35ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (06/12), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos.

Próximos anos - Para 2022, a estimativa de inflação subiu de 5% para 5,02%. Para 2023, a previsão passou de 3,42% para 3,50% e para 2024 foi mantida em 3,10%.

Acima da meta - A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, também com intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual.

Taxa de juros - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na última reunião do Copom deste ano, marcada para amanhã e quarta-feira (8), a previsão do mercado financeiro é que a Selic suba para 9,25% ao ano.

Estimativa - Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica chegue a 11,25% ao ano. E para 2023 e 2024, a previsão é de Selic em 8% ao ano (a previsão da semana passada era 7,75% ao ano) e 7% ao ano, respectivamente.

Aumento - Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Redução - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio - As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,78% para 4,71%. Para 2022, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 0,51%. Na semana passada, a estimativa de expansão era de 0,58%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB de 1,95% e 2,10%, respectivamente.

Cotação - A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 5,50 de R$ 5,56 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão passou de R$ 5,50 para R$ 5,55. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

ECONOMIA: Copom define taxa básica de juros nesta semana

economia 06 12 2021O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta terça (07/12) e quarta-feira (08/12) a última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

Alta - Com a alta da inflação, a expectativa do mercado financeiro, consultado pelo BC, é que os juros básicos subam 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano.

Ciclo - O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano, quando a taxa subiu de 2% para 2,75% ao ano.

Referência - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. É o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

Atuação diária - O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Aumento - Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Variação - Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Periodicidade - O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Inflação - Para 2021, a meta de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA), que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

IBGE - Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 10,67%, no resultado acumulado de 12 meses encerrados em outubro deste ano. (Agência Brasil)

FOTO: Anand Kumar / Pixabay

 

economia tabela 06 12 2021

 

IBGE I: Pesquisa mostra enfraquecimento do mercado de trabalho em 2020

ibge I 06 12 2021A pandemia de covid-19, que começou em 2020, causou impacto negativo à economia brasileira e, especialmente, ao mercado de trabalho, piorando os resultados que já eram insuficientes para melhorar as condições de vida da população. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada na sexta-feira (03/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no capítulo sobre estrutura econômica e mercado de trabalho.

Avaliação - A avaliação da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e da dinâmica do consumo das famílias, ambos per capita, isto é, por indivíduo, revela que os resultados positivos observados até metade da década passada, com taxas de crescimento acumulado entre 2010 e 2014 de 12,9% e 16,6%, deram lugar, nos seis anos finais da série, a quedas de 10,8% e 10,6%, respectivamente. Em 2020, as retrações foram de 4,8% do PIB e de 6,2% do consumo das famílias per capita.

Retração - A pandemia provocou forte retração no mercado de trabalho. As taxas de desocupação e de subutilização, que já vinham elevadas após a crise de 2015-2016, aumentaram mais em 2020, alcançando, respectivamente, 13,8% e 28,3%. O nível de ocupação ficou, pela primeira vez, em 51%, o menor da série. Segundo o IBGE, entre os jovens com 14 e 29 anos, esse indicador caiu de 49,4% em 2019 para 42,8% em 2020. Em 2012, era 53,7%. Entre 2019 e 2020, a taxa de informalidade da população ocupada do país caiu de 41,1% para 38,8%. Entre os pretos e pardos, essa taxa em 2020 foi 44,7%, ante 31,8% da população ocupada branca. Além disso, pretos e pardos representavam 53,5% da população ocupada e 64,5% dos subocupados por insuficiência de horas.

Com carteira assinada - Os trabalhadores ocupados com vínculo, que englobam empregados com carteira, militares e funcionários públicos estatutários, tiveram aumento relativo em 2020 de 49,6%, enquanto os empregados sem carteira caíram de 20,2%, em 2019, para 18,1%, no ano passado. Os trabalhadores por conta própria mantiveram-se estáveis, com taxa de 25,4%.

Serviços - A crise da covid-19 afetou, particularmente, os empregos na atividade de serviços, com destaque para alojamento e alimentação, com queda de 21,9%; serviços domésticos (-19,6%); e outros (-13,7%).

Desigualdades - A pesquisa do IBGE confirma a manutenção das desigualdades históricas no mercado de trabalho nacional. Enquanto a população ocupada total (PO) tem predomínio da cor preta ou parda (46,3 milhões), superando em 17% a PO branca (39,5 milhões), há diferença evidente na distribuição, uma vez que nas atividades de menor remuneração e maior informalidade predominam trabalhadores da cor ou raça preta ou parda. Exemplos, em 2020, foram serviços domésticos (+91%), construção (+83%) e agropecuária (+58%). Em média, o rendimento médio real da população ocupada branca (R$ 3.056) era 73,3% maior que o da população preta ou parda (R$ 1.764) em 2020.

Rendimento - O rendimento dos homens (R$ 2.608) era 28,1% maior que o das mulheres (R$ 2.037). Com a pandemia, 18,6% dos trabalhadores foram afastados do trabalho, com predomínio de mulheres (23,5%) em relação aos homens (15%).

Desigualdade - Em termos do rendimento médio por hora de trabalho, a desigualdade entre brancos e pretos ou pardos alcançou +69,5% no ano passado e se manteve entre as raças, independentemente do nível de instrução. Com ensino superior completo, a diferença entre os rendimentos por hora atingiu 44,2% a mais para brancos.

Gênero - No ano passado, os homens predominavam na população ocupada, com 58,3%, contra 41,7% de mulheres. Entre a população subocupada por insuficiência de horas, as mulheres foram maioria em 2020 (52,4%), o mesmo ocorrendo entre as pessoas de cor ou raça preta ou parda (64,5%). Os trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto foram maioria (36,9%), seguidos das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (31,5%).

Remoto - A análise sobre o trabalho remoto em função da pandemia mostra que o afastamento foi maior entre maio e agosto do ano passado, com ligeira queda até novembro. As mulheres foram maioria entre os trabalhadores em home office, o mesmo ocorrendo entre pessoas da cor ou raça branca e entre aquelas com ensino superior completo ou pós-graduação, que chegou a ser seis vezes maior do que os trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto. O IBGE identificou também que não houve grandes diferenças por grupos etários.

Benefícios sociais - De acordo com a pesquisa, o peso dos benefícios sociais nos rendimentos das famílias, por causa dos auxílios emergenciais concedidos pelo governo, evoluiu de 1,7%, em 2019, para 5,9%, em 2020, com impactos mais fortes nas regiões Norte (aumento de 4,1% para 11,6%) e Nordeste (de 4,4% para 12,8%), onde existem maiores níveis de desigualdade e pobreza. Incluindo os benefícios de programas sociais, o rendimento domiciliar per capita caiu 4,3% no país entre 2019 e 2020. Na simulação sem os benefícios sociais, o IBGE apurou queda de 8,4% no rendimento domiciliar por indivíduo.

Extrema pobreza - Considerando a insuficiência de rendimentos das famílias para provisão de seu bem-estar, excluindo outros fatores que caracterizam a pobreza, como acesso à moradia adequada, ensino básico de qualidade, proteção social, entre outros fatores importantes, a sondagem apurou que, em 2020, a incidência de extrema pobreza podia variar de 3,5% a 10,5% da população e a de pobreza entre 6,5% e 29,1% da população, dependendo da linha adotada.

Evolução - O número de brasileiros na extrema pobreza caiu de 6,8%, em 2019, para 5,7%, em 2020, mas aumentou em relação a 2014 (4,7%), mantendo-se estável em comparação ao início da série, em 2012 (6%). Já a pobreza caiu para 24,1%, no ano passado, depois de atingir 25,9%, em 2019, mas subiu em relação a 2012 (27,3%) e permaneceu estável na comparação com 2014 (23,8%). O IBGE destacou, contudo, que sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas em extrema pobreza teria aumentado de 9,7% para 12,9%, e a taxa de pessoas na pobreza subiria de 28,2% para 32,1%.

Per capita - A proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita abaixo de US$ 1,90, linha recomendada pelo Banco Mundial para medir a pobreza nos países mais pobres, superou 11,3% em quatro unidades da Federação: Amazonas, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. Em sete unidades, esse percentual ficou acima de 8,2% (Acre, Roraima, Amapá, Piauí, Ceará, Paraíba e Bahia). Para o Brasil, país considerado de renda média alta, a linha recomendada é de US$ 5,50/dia, lembrou o IBGE.

Médio - O rendimento médio domiciliar per capita em 2020 foi de R$ 1.349, queda de 4,3% ante 2019 (R$1.410). Se não houvesse programas sociais no ano passado, esse rendimento teria sido 6% menor (R$ 1.269). O décimo da população com a menor remuneração teria perdido 75,9% de seus rendimentos sem esses programas sociais, indicaram os pesquisadores do IBGE.

Mais afetados - A pobreza foi maior entre as crianças, sendo de 38,6% para a faixa de 0 a 14 anos de idade, entre as pessoas com rendimento familiar per capita abaixo de US$ 5,50/dia, em 2020. Na análise combinada de sexo e cor ou raça, as mulheres pretas e pardas apresentaram as maiores incidências de pobreza (31,9%) e de extrema pobreza (7,5%), mostrou a Síntese de Indicadores Sociais. (Agência Brasil)

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IBGE II: Produção industrial cai 0,6% em outubro, quinta queda consecutiva

ibge II destaque 06 12 2021A produção industrial apresentou queda de 0,6% na passagem de setembro para outubro, quinto resultado negativo consecutivo, acumulando, nesse período, perda de 3,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada na sexta-feira (03/12) pelo IBGE. No ano, a indústria acumula alta de 5,7% e, em 12 meses, também de 5,7%.

Categorias - O recuo de outubro alcançou três das quatro das grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados.

Sequência de resultados negativos - “Mais do que o resultado do mês em si, chama atenção a própria sequência de resultados negativos, cinco meses de quedas consecutivas na produção, período em que acumula retração de 3,7%. A cada mês que a produção industrial vai recuando, se afasta mais do período pré-pandemia. Nesse momento, está 4,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, analisa André Macedo, gerente da pesquisa.

Pandemia - De acordo com Macedo, o resultado de outubro mantém uma característica que vem sendo observada ao longo do ano: predominância de taxas negativas e diretamente afetada pelos efeitos da pandemia da Covid-19. “Para além da perda na margem, há um espalhamento dos resultados negativos: são três das quatro categorias econômicas e 19 das 26 atividades no campo negativo. O ano de 2021 está bem marcado por esse comportamento de menor intensidade” observa Macedo.

Desarticulação - Ele destaca ainda que os efeitos da pandemia sobre o processo produtivo ficam muito evidentes em função da desarticulação da cadeia produtiva, o que leva ao encarecimento dos custos de produção e ao desabastecimento de matérias primas e insumos produtivos para a fabricação de bens finais.

Demanda doméstica - “Pelo lado da demanda doméstica, também permanece uma série de características que a gente já vem elencando mês a mês para justificar o comportamento negativo ao longo do ano: inflação elevada, que diminui a renda disponível das famílias, e um mercado de trabalho que está longe de mostrar uma recuperação consistente, uma vez que ainda existe um grande contingente de trabalhadores fora dele, com uma massa de rendimentos que não avança e marcado pela precarização do emprego. São fatores que também ajudam a explicar porque a produção vem mantendo um comportamento de menor intensidade. Tirando os meses de janeiro, que teve um avanço de 0,2% e maio, com alta de 1,2%, os outros oito meses tiveram taxas negativas”, acrescenta o gerente da pesquisa.

Influências negativas - As influências negativas mais importantes da produção industrial de outubro foram de indústrias extrativas (-8,6%) e produtos alimentícios (-4,2%). As indústrias extrativas voltaram a recuar após avançar 2,2% no mês anterior, quando interrompeu três resultados negativos consecutivos e que acumularam perda de 2,5%. Já produtos alimentícios intensificaram a redução de 3,2% em setembro.

Setores extrativos - “O fator mais importante é que as quedas foram disseminadas, mas as maiores influências vieram dos setores extrativo, que vinha de crescimento e foi impactado negativamente pelas quedas do minério de ferro e do petróleo, que representam aproximadamente 90% do setor; e de alimentos, influenciado especialmente pelo comportamento negativo do açúcar, em função de uma antecipação da safra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país, devido a condições climáticas adversas. Além disso, o grupamento de carnes, sobretudo bovinas, que ainda sofre com as restrições das exportações para China, por conta do mal da vaca louca. A inflação em patamares mais elevados também afeta a produção no setor”, esclarece Macedo.

Mais quedas - Outras contribuições negativas vieram de máquinas e equipamentos (-4,9%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,6%), de produtos têxteis (-7,7%), de metalurgia (-1,9%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-21,6%), de produtos de madeira (-6,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), de produtos de metal (-1,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,8%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-2,4%).

Em comparação com outubro de 2020, produção caiu 7,8% - Frente ao mesmo mês de 2020, a indústria recuou 7,8%, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 60,7% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que outubro de 2021 teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (20 ante 21).

Mais intenso - “Já é o terceiro resultado negativo neste indicador e o mais intenso dessa sequência. Explicam esse comportamento: o arrefecimento da produção da indústria ao longo de 2021; o efeito-calendário negativo, uma vez que outubro desse ano teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior; e uma base de comparação mais elevada. No indicador acumulado do ano, observa-se crescimento de 5,7%, mas vale destacar a perda de intensidade nos últimos meses, por conta da redução observada no ritmo de produção. É importante lembrar que até setembro essa expansão era de 7,6% e em maio estava em 13,2%”, analisa Macedo.

Influências positivas - Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de produtos alimentícios (-17,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,5%). Vale destacar também as contribuições negativas de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-23,4%), indústrias extrativas (-4,7%), produtos de metal (-12,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-16,7%), bebidas (-9,2%), couro, artigos para viagem e calçados (-19,0%), produtos de borracha e de material plástico (-9,5%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-16,0%), produtos têxteis (-18,7%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,6%), móveis (-23,2%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-22,8%) e de produtos de minerais não-metálicos (-4,7%).

Em alta - Por outro lado, ainda frente a outubro de 2020, entre as sete atividades em alta, outros produtos químicos (4,2%) e máquinas e equipamentos (4,1%) exerceram as maiores influências sobre a indústria. Outros impactos positivos importantes foram os de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,4%) e de metalurgia (2,9%).

Mais sobre a pesquisa - A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de maio de 2014, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após uma reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes, de forma a integrar-se às necessidades do projeto de implantação da Série de Contas Nacionais - referência 2010; e adotar as novas classificações, de atividades e produtos, usadas pelas demais pesquisas da indústria a partir de 2007, quais sejam: a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0 e a Lista de Produtos da Indústria - PRODLIST-Indústria.

Consulta - Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no banco de dados Sidra. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Agência Petrobras

 

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INFRAESTRUTURA: Portos do Paraná apresenta projetos de expansão a grupo internacional de investidores

infraestrutura 06 12 2021A Portos do Paraná recebeu, na sexta-feira (03/12), um grupo de investidores internacionais. Os representantes da International Investment Latin America, subsidiária da China Railway Construction Corporation (CRCC), conheceram os principais projetos voltados para o desenvolvimento dos portos paranaenses.

Transporte ferroviário - O foco principal dos executivos é em projetos voltados a impulsionar o transporte ferroviário de cargas. “A melhoria dos acessos, nos diferentes modais, é um dos pilares da nossa gestão”, comenta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Atração - A eficiência, além do porte e dos projetos em desenvolvimento nos portos de Paranaguá e Antonina, é o que tem atraído cada vez mais a atenção de quem deseja investir em infraestrutura e logística no Estado.

Avanço - “Seja com os investimentos em melhorias do nosso canal de acesso marítimo, seja com os novos arrendamentos previstos ou com projetos como o do Moegão, para melhorar o acesso terrestre, os portos do Paraná estão avançando e se posicionando cada vez mais e melhor no cenário mundial”, diz Garcia.

Projetos - A apresentação dos projetos foi feita pelo diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, André Cassanti Neto. Um dos projetos destacados foi o do Cais Leste, conhecido como Moegão, que propõe a centralização da descarga ferroviária em uma moega exclusiva, com reestruturação rodoferroviária dos acessos dos Terminais da Região Leste do Porto de Paranaguá, otimizando a capacidade de recepção de cargas em ambos os modais, rodo e ferroviário.

Objetivo - “A ideia é atender, em um único ponto, por conexões aéreas, correias transportadoras, todos os onze terminais que operam à Leste no Corredor de Exportação. É uma obra visa atender a demanda de carga projetada para os próximos 20 ou 30 anos”, afirma.

Aumento - O projeto prevê aumentar dos quase 550 vagões – que atualmente são descarregados, por dia, no Corredor Leste – para quase 900. Serão quase 300 em cada uma das três linhas por dia. A expectativa do projeto é descarregar no complexo, pelo modal ferroviário, cerca de 24 milhões de toneladas de granéis por ano.

Participantes - Além dos diretores, pela Portos do Paraná, participou da reunião a gerente de Engenharia, Jamile Elias; Luiz Henrique Fagundes, coordenador, do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário (GTFerrovias) do Paraná; o gerente de Marketing e Logística da TCP, Mateus Campagnaro; Li You, Gerente de Negócios da empresa; Xiaoyu Tian, gerente regional na América Latina, da CRCC International Investment (CRCCI); Ziyang Xu, assistente de investimentos da CRCCI; Chuntao Hu, gerente da CR20 Brasil, empresa irmã da CRCCII; Wu Lei, chefe do departamento de mercado da CR20 Brazil; e Jiaojiao Qu, gerente da área. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Portos do Paraná

 

LEGISLATIVO: Emendas de relator vão atender 20 programações com R$ 16,2 bilhões em 2022

legislativo 06 12 2021O relator-geral do Orçamento 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), apresentou na sexta-feira (03/12) parecer preliminar em que determina 20 programações de caráter nacional para receber recursos das emendas de relator, classificadas como RP9. Conforme a Resolução do Congresso 2/21-CN promulgada na quinta-feira (02/12), as emendas RP9 terão um teto de R$ 16,2 bilhões no ano que vem, valor pouco inferior à dotação deste ano, de R$ 16,8 bilhões.

Votação - A Comissão Mista de Orçamento deve votar nesta segunda-feira (06/12) o parecer preliminar ao projeto de lei orçamentária do ano que vem. "Vamos tentar a aprovação do Orçamento até 17 de dezembro, a semana que antecede o recesso do Congresso", estima Hugo Leal.

Reserva - O parecer preliminar reserva R$ 90,6 bilhões para fazer mudanças no projeto de lei orçamentária. Parte desses recursos correspondem a R$ 71,8 bilhões de reestimativa bruta da receita. Ainda há R$ 10,5 bilhões reservados para emendas impositivas individuais e R$ 5,7 bilhões para emendas de bancada estadual com execução obrigatória.

Corte linear - O relator-geral ainda propõe um corte linear de 2,6% no total dos recursos alocados em programações discricionárias do Poder Executivo, o que deve gerar mais R$ 2,655 bilhões.

Mais recursos - No entanto, o Orçamento para o ano que vem ainda pode ganhar mais recursos após a aprovação da PEC dos Precatórios, prevista para a semana que vem na Câmara dos Deputados. Hugo Leal ainda espera garantir mais dinheiro no relatório final com a privatização da Eletrobrás. "A expectativa é que, após tudo isso, possamos incluir no Orçamento 2022 o necessário para o pagamento do Auxílio Brasil", calcula.

Destinação - No momento, o projeto de lei orçamentária destina somente R$ 35,3 bilhões para o novo programa social, o que ainda é insuficiente para ampliar o número de beneficiários e alcançar a transferência de renda mínima de R$ 400 por família.

Programações - Segundo o parecer preliminar, as emendas de relator devem atender 20 programações que tenham caráter nacional. São elas:

  • ações e serviços públicos de saúde;
  • sistemas públicos de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e de resíduos sólidos;
  • Defesa Nacional, bem como a proteção, ocupação e o desenvolvimento das faixas de fronteira, incluindo melhorias na infraestrutura local;
  • investimentos de infraestrutura logística, social, urbana e hídrica;
  • promoção do desenvolvimento regional e territorial;
  • construção, reforma e reaparelhamento de portos e aeroportos de interesse regional;
  • expansão e funcionamento de Instituições Federais de Ensino Superior, Hospitais Universitários e Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica, colégios militares e infraestrutura e desenvolvimento da educação básica;
  • instalação e modernização de infraestrutura para esporte educacional, recreativo e de lazer e a ampliação e qualificação do acesso da população ao esporte e ao lazer;
  • desenvolvimento e promoção do turismo e da cultura;
  • ações de defesa civil;
  • fortalecimento da Política Nacional de Segurança Pública;
  • defesa sanitária animal e vegetal, à pesquisa e inovação agropecuária, à assistência técnica e às ações de fomento ao setor agropecuário voltadas para a melhoria da qualidade e o aumento da produção, inclusive com vistas ao aumento das exportações e ao cumprimento de acordos internacionais;
  • consolidação do Sistema Único de Assistência Social e ações sociais;
  • proteção, desenvolvimento e controle ambiental e promoção e defesa das comunidades indígenas;
  • ações de ciência e tecnologia;
  • instalação de projetos de cidades digitais e inteligentes e de inclusão digital;
  • instalação, ampliação e desenvolvimento de projetos de fontes de energia alternativa e renovável;
  • aquisição de terras e desenvolvimento de assentamentos rurais, regularização fundiária e assistência técnica e extensão rural;
  • ações e políticas voltadas à promoção da mulher, da família e dos direitos humanos;
  • fiscalização do cumprimento de obrigações trabalhistas e inspeção em segurança e saúde no trabalho.

Relatórios setoriais - A comissão deve votar os relatórios setoriais até o dia 13. O Orçamento conta com relatores setoriais para 16 áreas temáticas:

-         Infraestrutura: deputado André Fufuca

-         Saúde: deputado Sanderson

-         Desenvolvimento Regional: senadora Simone Tebet

-         Educação: senador Wellington Fagundes

-         Cidadania, Cultura e Esporte: deputado Júnior Ferrari

-         Agricultura: deputado Sergio Souza

-         Turismo: senador Weverton

-         Defesa: deputado Bosco Costa

-         Justiça e Segurança Pública: deputado Gilberto Abramo

-         Economia: senador Ângelo Coronel

-         Ciência, Tecnologia e Comunicações: deputado Domingos Sávio

-         Meio Ambiente: deputado Beto Faro

-         Presidência e Relações Exteriores: senadora Soraya Thronicke

-         Minas e Energia: senador Jean Paul Prates

-         Poderes: deputado Dagoberto Nogueira

-         Mulheres, Família e Direitos Humanos: deputado Gonzaga Patriota

Pandemia, saúde e educação - O projeto de lei orçamentária para 2022 destina R$ 7,1 bilhão para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, distribuídos em programações para o programa de vacinação (R$ 3,9 bilhões) e o custeio de procedimentos de média e alta complexidade (R$ 1,8 bilhão). Em comparação com anos anteriores, quando a destinação de recursos para o enfrentamento da pandemia foi autorizada exclusivamente por meio de créditos extraordinários, o montante constante do PLOA 2022 corresponde a 17% do empenhado em 2020 (R$ 42 bilhões) e a 15% do total autorizado até agosto de 2021 para essa finalidade (R$ 47 bilhões).

Gastos - Os gastos com Saúde em 2022 chegam a R$ 135,4 bilhões, com ao menos R$ 5,2 bilhões das ações e serviços de saúde atendidos por emendas individuais e R$ 2,9 bilhões por emendas de bancada. O projeto de lei orçamentária destina R$ 111,2 bilhões para Educação, incluindo despesas com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no valor de R$ 30,1 bilhões.

Receita e teto de gastos - Segundo o relatório preliminar, o teto de gastos da União alcançará R$ 1,61 trilhão em 2022. No entanto, o número poderá mudar com a aprovação da PEC dos Precatórios, que altera o cálculo de reajuste do teto de gastos. A receita primária total prevista é de R$ 1,959 trilhão, equivalentes a 21% do PIB. Esse valor representa crescimento nominal de R$ 45,5 bilhões em relação ao valor de R$ 1,913 trilhão reestimados para este ano.

Renúncia - A estimativa de renúncia de receita tributária é de R$ 371 bilhões. Os maiores benefícios tributários decorrem de desonerações do Simples Nacional (R$ 81,8 bilhões ou 22% desses gastos), da agricultura e agroindústria (R$ 47,5 bilhões ou 13%), da Zona Franca de Manaus e áreas de livre comércio (R$ 45,6 bilhões ou 12% dos gastos) e rendimentos isentos e não tributáveis (R$ 36,6 bilhões ou 10% dos gastos);

Pessoal e previdência - O PLOA 2022 prevê R$ 343,7 bilhões para gastos primários com pessoal e encargos sociais. Esse valor, que se inclui integralmente entre as despesas obrigatórias, indica acréscimo nominal de 1,82% em relação ao autorizado para 2021. O projeto orçamentário também prevê impacto de R$ 4,66 bilhões decorrente de provimento, admissão ou contratação de 69.543 servidores, distribuídos em todos os Poderes. Desse montante, R$ 4,38 bilhões estão reservados para aplicação pelo Poder Executivo.

Déficit consolidado - O PLOA 2022 projeta déficit consolidado do Regime Próprio de Previdência do Servidor e das pensões dos militares de R$ 62,5 bilhões, correspondentes a 0,67% do PIB, portanto menor do que o previsto para 2021 (0,79% do PIB). Já as despesas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) alcançarão o montante de R$ 765,6 bilhões, representando crescimento nominal de 8,4% frente à projeção para 2021, de R$ 705,9 bilhões. Com isso, haverá um déficit de R$ 282,5 bilhões no RGPS para 2022, o equivalente a 3% do PIB, patamar semelhante ao deste ano.

Crescimento - Considerando-se o período de 2011 a 2020, o déficit do RGPS apresentou crescimento expressivo, tanto em termos nominais quanto em proporção do produto nacional, saltando de 0,8% para 3,5% do PIB. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Billy Boss / Câmara dos Deputados

 

SAÚDE I: Brasil registra 22,1 milhões de casos e 615,6 mil mortes

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesse domingo (05/12) apontam que o país registrou 4.884 novos diagnósticos de covid-19 em 24 horas. O número eleva para 22.143.091 o número de pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia no país. No sábado (04/12), o painel de estatísticas marcava 22.138.247 casos acumulados.

Mortes - Já as mortes pelo novo coronavírus ao longo da pandemia somam 615.636. Em 24 horas, as autoridades sanitárias notificaram 66 novos óbitos. No sábado (04/12), o painel de informações marcava 615.570 mortes acumuladas.

Acompanhamento - O balanço apontou ainda 164.902 pacientes em acompanhamento e 21.362.553 recuperados da doença.

Estados - Os estados com mais mortes são os seguintes: São Paulo (154.362), Rio de Janeiro (69.140), Minas Gerais (56.321), Paraná (40.809) e Rio Grande do Sul (36.203). Já as unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.849), Amapá (2.004), Roraima (2.056), Tocantins (3.922) e Sergipe (6.047). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 06 12 2021

SAÚDE II: Sesa confirma mais 808 casos e 17 óbitos em decorrência da Covid-19

saude II 06 12 2021A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesse domingo (05/12) mais 808 casos confirmados e 17 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os números se referem aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.576.385 casos confirmados e 40.588 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de dezembro (115), novembro (33), outubro (1), setembro (2), agosto (3), julho (4), junho (3), maio (2), abril (123), março (268), fevereiro (102) e janeiro (151) de 2021 e novembro (1) de 2020. Os óbitos divulgados nesta data são de outubro (2), setembro (2), agosto (4), julho (2), junho (2), maio (1), abril (1), março (1) e fevereiro (1) de 2021 e dezembro (1) de 2020.

Internados - 152 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 92 pacientes em leitos SUS (43 em UTI e 49 em leitos clínicos/enfermaria) e 60 em leitos da rede particular (34 em UTI e 26 em leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 527 pacientes internados, 251 em leitos UTI e 276 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 17 pacientes. São 6 mulheres e 11 homens, com idades que variam de 36 a 90 anos. Os óbitos ocorreram entre 13 de dezembro de 2020 a 7 de outubro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (3) e Ponta Grossa (2).

Uma morte - A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Sarandi, Pitanga, Londrina, Iretama, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Diamante D'Oeste, Colombo, Campina Grande do Sul, Cambé, Araucária e Arapoti.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra um total de casos confirmados de 6.253 casos de residentes de fora do Estado, sendo que 221 foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira aqui o informe completo 

 

SAÚDE III: Paraná receberá mais 387.240 vacinas contra a Covid-19 para dose reforço nesta segunda

saude III 06 12 2021O Ministério da Saúde confirmou o envio de 387.240 vacinas contra a Covid-19 ao Paraná. As doses são da 71ª pauta de distribuição e devem chegar na tarde desta segunda-feira (06/12). A remessa é integralmente para dose de reforço (DR), sendo 376.740 vacinas da Pfizer/BioNTech para a população acima de 18 anos e 10.500 AstraZeneca/Fiocruz destinadas à população indígena (de 18 a 59 anos).

Horário - As doses da Pfizer desembarcam no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 13h50, no voo LA-3293, e às 15h, no voo G3-1106. O lote com AstraZeneca/Fiocruz está previsto para às 18h35, no voo AD-4078.

Cemepar - Assim que os imunizantes chegarem ao Estado serão encaminhados para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde passarão por conferência e armazenamento até que sejam descentralizados para as Regionais de Saúde.

Caminho - “Esta é a primeira remessa de dezembro, no último mês do ano. Nosso caminho até aqui foi de muita dedicação, trabalho e esperança. Quase doze meses completos recebendo vacinas semanalmente e, logo na sequência, já fazendo chegar aos braços dos paranaenses. Antes de 2022, gostaria de ver toda a população vacinada contra o coronavírus”, enfatizou o secretário de Saúde do Estado, Beto Preto.

Materiais - Além das vacinas, o Governo Federal informou o envio de 1.094.500 seringas descartáveis 3ml com agulha 23Gx1 e 437.500 seringas 1ml com agulha 23Gx1.

Vacinômetro - Segundo os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 17.296.176 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.874.149 primeiras doses (D1) e 7.590.315 segundas doses (D2) ou doses únicas (DU). O Estado registra ainda a aplicação de 55.914 doses adicionais (DA) e 775.798 doses de reforço (DR). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 


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