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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5215 | 10 de Dezembro de 2021

SISTEMA OCEPAR: Equipes de trabalho apresentam resultados do ano e prévia das ações planejadas para 2022

sistema ocepar 10 12 2021A diretoria executiva do Sistema Ocepar esteve reunida virtualmente com todos os funcionários, na tarde desta quinta-feira (09/12), para realizar o encerramento das atividades de 2021, tratando sobre o planejamento estratégico da entidade. Na oportunidade, os gerentes e coordenadores de área apresentaram os resultados do ano e uma prévia das ações que as equipes pretendem executar em 2022. De acordo com o coordenador de gestão estratégica, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, juntas, as três entidades que integram o Sistema Ocepar - Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar - estabeleceram 477 metas para este ano e, até o final de novembro, praticamente 80% delas já haviam sido cumpridas.

Agradecimento - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, agradeceu o empenho dos funcionários. “Agradeço o apoio que cada um de vocês proporcionou para que esse trabalho fosse realizado. Nós conseguimos cumprir a meta principal traçada no início deste ano, que era chegarmos ao final de 2021 com todos os colaboradores com saúde. Essa era a nossa maior preocupação pois nós estávamos no auge de uma pandemia. Esse risco era evidente porque ainda não tínhamos uma vacinação geral. Quero agradecer a Deus por essa conquista. Estamos todos aqui, o que nos possibilita dar continuidade ao nosso trabalho com otimismo e perseverança, para realizar o que é essencial e relevante, visando atender as necessidades das nossas cooperativas”, afirmou.

 

COMUNICA COOP: Fórum apresenta resultados da pesquisa de imagem dos produtos e serviços das cooperativas do PR

O professor Cláudio Shimoyama, diretor executivo do Grupo Datacenso, é o palestrante convidado do Fórum dos Profissionais de Comunicação e Marketing das Cooperativas do Paraná, que será realizado na tarde desta sexta-feira (10/12), pela plataforma Microsoft Teams, das 14h às 16h. Shimoyama vai falar sobre os resultados da Pesquisa de imagem e posicionamento do cooperativismo e suas marcas no mercado paranaense. “Esse fórum é fundamental porque irá levar informações sobre o que pensam os paranaenses em relação aos investimentos que as cooperativas estão fazendo para alavancar a imagem das suas marcas no mercado. Vejo que há muitas oportunidades, estrategicamente falando”, afirmou Shimoyama ao jornalista Alexandre Salvador, em entrevista à rádio PR Cooperativo.

Detalhamento - Esta foi a terceira pesquisa realizada a pedido do Sistema Ocepar com consumidores e não consumidores dos produtos e serviços ofertados pelas cooperativas paranaenses. Shimoyama vai detalhar as informações obtidas por meio de levantamento feito com grupos focais, realizada com colaboradores e diretores das cooperativas, compradores e diretores de supermercados. Também vai discorrer sobre como utilizar a pesquisa como ferramenta de comunicação e marketing.

Comunicação assertiva  - Na quarta-feira (08/12), o Fórum foi realizado com a participação da fonaudióloga e especialista em voz, Cida Stier, que abordou o tema "Comunicação assertiva online".

 

folder forum comunicacoop 01 12 2021

GETEC: Confira o boletim semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec coordenacao parlamentar 10 12 2021A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (10/12), o Informe Semanal referente ao período de 6 a 10 de dezembro. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Confira abaixo os destaques do boletim.

Desoneração da folha O Senado Federal aprovou o PL 2.541/2021, que estabelece a prorrogação da política de desoneração da folha até 2023. Os impactos em caso de não prorrogação somam cerca de R$ 1 bilhão apenas na indústria de abate e processamento de proteína animal e ultrapassam os R$ 100 milhões de reais considerando as cooperativas paranaenses deste segmento, além de afetar milhares de postos de emprego e a competitividade dos produtos brasileiros. A Ocepar, em conjunto com a OCB e representantes de outros setores da economia, atuou na mobilização dos parlamentares sobre a importância e urgência da votação da matéria. Com a aprovação, o texto segue para sanção pelo presidente da República.

Precatórios - O Congresso Nacional promulgou parte da PEC 23/2021, conhecida como a PEC dos Precatórios. O texto altera critérios de cálculo do teto de gastos além de limitar os valores destinados ao pagamento de precatórios, liberando, assim, orçamento para a viabilização de programas como o Auxílio Brasil e a aprovação do PL 2.541/2021 para a manutenção da desoneração da folha de pagamento.

Cooperativas de crédito - Na data de 8 de dezembro, o deputado federal Evair de Melo, presidente da Frencoop, apresentou relatório ao PLP 27/2020, que atualiza o marco legal do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), para permitir que as cooperativas de crédito possam disponibilizar novos produtos já existentes no mercado, com mais agilidade e modernidade, atendendo integralmente a demanda por crédito. A Ocepar, em conjunto com a OCB, está atuando na mobilização dos parlamentares paranaenses para o avanço na votação deste projeto de lei, que consta nas prioridades da agenda institucional do cooperativismo.

Regularização fundiária - Após a realização de diversas audiências públicas realizadas pelas Comissões de Agricultura e Meio Ambiente, o Senador Carlos Fávaro apresentou relatório ao PL 2.633/2020, que estabelece critérios para a regularização fundiária de terras. A medida objetiva trazer maior segurança jurídica aos proprietários de terras. Após pedido de vistas coletivo, o projeto aguarda a apreciação pelos demais membros das Comissões.

Venda direta de etanol - O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (08/12), a MPV 1063/2021, que autoriza cooperativas, produtores e importadores de etanol hidratado (álcool combustível) a comercializarem o produto diretamente com os postos de combustíveis. O texto aprovado mantém a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados, com a exclusão da base de cálculo de PIS e Cofins para as cooperativas na venda de etanol, conforme emenda ao texto original, articulada pela OCB e apoiada pelos parlamentares da Frencoop.

Renova Paraná e Paraná Competitivo - No dia 07 de dezembro, foi publicado o Decreto 9.713/2021, que ampliou os programas RenovaPR e Paraná Competitivo, para incentivar o uso de energias renováveis – energia solar, biogás e biometano – e reduzir os custos das atividades rurais. As medidas permitem, dentre outros, a equalização dos juros dos projetos enquadrados no programa e a utilização de créditos acumulados do ICMS para investimentos em fontes de energia renovável. A Ocepar atuou em conjunto com a InvestParaná e com as Secretarias de Estado da Agricultura e da Fazenda para viabilizar estas medidas.

Clique aqui e confira na íntegra o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

GAET: Grupo promove reunião com a participação de 40 profissionais das áreas jurídica e tributária

gaet 10 12 2021O Grupo de Acompanhamento e Estudos Tributários das Cooperativas do Paraná (Gaet) promoveu, na manhã desta sexta-feira (10/12), uma reunião com a participação de 40 profissionais que atuam nas áreas jurídica e tributária. As atividades foram coordenadas por Rogério Croscato e Devair Mem, do Sistema Ocepar. O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, também participou.

Apresentação - O encontro contou com apresentação do auditor fiscal da Inspetoria Geral de Tributação da Secretaria de Estado da Fazenda, Mateus Mendonça Bosque. Ele falou sobre a regulamentação do Convênio ICMS nº 26/2021; os desdobramentos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 49 para o Paraná e contribuintes do Estado e a respeito dos encaminhamentos do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) sobre a decisão do STF relativa à aplicação da alíquota geral para os setores de energia elétrica e comunicação.

Outros temas - A reunião tratou ainda sobre o projeto “Gestão Tributária” do Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o planejamento estratégico do cooperativismo, além da alteração realizada pelo governo do Estado no Programa Paraná Competitivo, possibilitando o uso de créditos acumulados do ICMS para investimentos em fontes de energia renovável, entre outros itens.

 

SESCOOP/PR: Realizada a 17ª reunião do Conselho Fiscal

secoop 10 12 2021Foi realizada, na manhã desta sexta-feira (10/12), virtualmente, a 17ª reunião do Conselho Fiscal do Sescoop/PR, com a participação dos conselheiros titulares Joel Makohin, Erik Bosch e Marcos Roberto Bueno Antunes, além do suplente Artur Sawatzky. Pelo Sescoop/PR, participaram o gerente Administrativo, José Ronkoski, as advogadas Thaine Gabrieli Czelusniak e Josiane Soares da Luz, o contador Anderson Augusto da Rosa, e os auditores internos, Tadeu Duda e Daniele Cristiane Radulski Reginatto.

Pauta - A pauta, composta de 15 itens, tratou sobre o exame das atas do Conselho de Administração; o acompanhamento dos demonstrativos contábeis e financeiros; a realização do orçamento aprovado para o exercício (área meio); os indicadores econômicos e financeiros do Sescoop/PR; o Relatório de Desempenho de Investimentos; a execução analítica do orçamento (área fim); o atendimento às recomendações e determinações do TCU e CGU em processos de fiscalização e auditoria referentes à entidade; os contratos de gestão, entre outros pontos.

 

SENADO I: Prorrogação da desoneração é aprovada por mais dois anos

senado I 10 12 2021O Plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (09/12), a prorrogação da desoneração da folha de pagamento (PL 2.541/2021) por mais dois anos. A proposta é fruto da atuação conjunta de entidades dos 17 setores da economia impactados pela política.

Participação ativa- Em nome do cooperativismo brasileiro, o Sistema OCB participou ativamente das discussões do projeto, tendo apresentado aos parlamentares nota técnica em favor da sua aprovação em conjunto com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e diversos manifestos com a coalização de entidades que atuaram em prol da prorrogação.

Vitória - Para o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, a prorrogação da desoneração representa uma vitória importante para o país como um todo. “Sem essa política, pelo menos 120 mil famílias de pequenos produtores que abastecem tanto o mercado interno quanto externo poderiam ser diretamente impactadas apenas no que diz respeito aos setores de peixes, aves e suínos”.

Empregos - Atualmente, as cadeias produtivas da avicultura e suinocultura geram mais de 4 milhões de empregos diretos e indiretos e mais de R$ 120 bilhões em VBP (Valor Bruto de Produção), além de ocupar a liderança mundial nas exportações de carne de aves e o quarto lugar entre os maiores exportadores de suínos, somando cerca de 5 milhões de toneladas em volume total.

Tramitação - A matéria segue para sanção, com prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento da proposta pelo Planalto. (OCB)

FOTO: Jefferson Rudy / Agência Senado

 

SENADO II: Ato cooperativo é preservado para o setor de etanol

senado II 10 12 2021O Plenário do Senado aprovou, na quarta-feira (08/12), a Medida Provisória 1063/2021, que autoriza cooperativas, produtores e importadores de etanol hidratado (álcool combustível) a comercializarem o produto diretamente com os postos de combustíveis. Assim como na Câmara dos Deputados, o texto preservou o ato cooperativo para ajustar a tributação referente as contribuições sociais PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de álcool às especificidades do modelo de negócio cooperativista.

Solicitação - O relator da proposta, senador Otto Alencar (PSD-BA), atendeu solicitação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e manteve o texto da Câmara dos Deputados, que englobou emenda apresentada pelo deputado Evair de Melo (PP-ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e que suprimiu dispositivos que desrespeitavam determinações aprovadas na Medida Provisória 2.158-35 de 2001.

Vetos - “Sem a emenda apresentada pelo deputado Evair, estavam vedadas as exclusões da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins típicas das cooperativas. Essa vedação desconsiderava a natureza do ato cooperativo, motivo pelo qual a consideramos meritória. O tratamento tributário vigente atualmente deve ser mantido”, afirmou o parlamentar.

Mobilização - A mobilização do deputado Evair de Melo foi fundamental para preservar o ato cooperativo e evitar o prejuízo que o setor poderia ter caso a medida fosse aprovada de acordo com o texto original. “O ato cooperativo é o coração da cooperativa e desconsiderar isso pode ser fatal para nossos negócios. Cada vez mais precisamos dar condições para as cooperativas poderem produzir e ajudar no desenvolvimento econômico e social do país”, disse Melo.

Apoio - A aprovação da matéria no Senado também teve o apoio dos senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Lasier Martins (Podemos-RS), Carlos Fávaro (PSD-MT), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Irajá (PSD-TO), Esperidião Amin (PP-SC), Wellington Fagundes (PL-MT), Nelsinho Trad (PSD-MS), Rogério Carvalho (PT-SE), Jorginho Mello (PL-SC) e senadora Kátia Abreu (PP-TO).

Dispositivos - O texto incluiu ainda os dispositivos da MP 1069/21 que trata sobre o mesmo tema e segue agora para a sanção presidencial. (OCB)

Confira o texto aprovado: https://in.coop.br/MPV_1063

FOTO: Jefferson Rudy / Agência Senado

 

PANORAMA COOP: Boletim traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

panoramacoop 10 12 2021Desde março de 2020, o Sistema OCB publica, semanalmente, análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. Neste ano, essas análises passaram a ser divulgadas por meio do Panorama Coop, uma newsletter atualizada todas as quintas-feiras. Veja abaixo os destaques desta semana.

Análise econômica- Na última análise econômica deste ano, veremos como a economia global iniciou o seu processo de retomada em 2021 e quais serão os desafios para 2022. De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), as potências mundiais começaram a se recuperar de maneira gradual e o PIB global deve se recuperar em 5,3 % ainda em 2021. No Brasil, as projeções do mercado apontam uma alta de 4,5% para o indicador em 2021, e de 1,1%, em 2022. Nesse processo de transformações, o modelo de negócios cooperativista foi resiliente e mostrou para o mundo como a cooperação nos faz chegar mais longe. Confira nesta edição como estão os principais indicadores da economia brasileira e os desafios que aguardam as nossas coops em 2022!

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Prorrogação da desoneração é aprovada no Senado Federal -O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (09/12), a prorrogação da desoneração da folha de pagamento (PL 2.541/2021) por mais dois anos. A proposta é fruto da atuação conjunta de entidades dos 17 setores da economia impactados pela política. Em nome do cooperativismo brasileiro, o Sistema OCB participou ativamente das discussões do projeto, tendo apresentado aos parlamentares nota técnica em favor da sua aprovação em conjunto com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e diversos manifestos com a coalização de entidades que atuaram em prol da prorrogação.

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Senado preserva ato cooperativo para o setor de etanol - O Plenário do Senado aprovou, na quarta-feira (08/12) a Medida Provisória 1063/2021, que autoriza cooperativas, produtores e importadores de etanol hidratado (álcool combustível) a comercializarem o produto diretamente com os postos de combustíveis. Assim como na Câmara dos Deputados, o texto preservou o ato cooperativo para ajustar a tributação referente as contribuições sociais PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de álcool às especificidades do modelo de negócio cooperativista.

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Cooperativas com a melhor gestão do Brasil são premiadas - Fim da espera! O Sistema OCB divulgou na terça-feira (07/12) as cooperativas contempladas com o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão - ciclo 2021. O selo ouro foi entregue para 30 cooperativas, enquanto o de prata ficou com outras 39 e o de bronze com 34. Das 103 cooperativas reconhecidas, 9 receberam o selo ouro no nível de maturidade rumo a excelência, que representa a categoria mais avançada da premiação. A cerimônia foi realizada em evento online e contou com a presença de representantes do cooperativismo nas cinco regiões do país.

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C.VALE: Associados recebem prêmio estadual

cvale 10 12 2021Dois associados da C.Vale foram homenageados pela RIC Record, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná e Sistema Ocepar com o troféu Orgulho da Terra. O evento, realizado dia 7 de dezembro, em Curitiba (PR), homenageou produtores de 12 categorias do agronegócio do estado. Um júri avaliou aspectos relacionados ao desempenho econômico, social e ambiental dos candidatos inscritos ao prêmio.

Competência técnica - O presidente do grupo RIC, Leonardo Petrelli, explicou que o troféu destaca a competência técnica para o desenvolvimento sustentável das propriedades. O governador Ratinho Júnior observou que “mais de 80% da produção da agricultura paranaense é das pequenas propriedades, que faz uma agricultura de alta tecnologia e com uma responsabilidade ambiental fantástica”.

Suinocultura e avicultura - O produtor Marino Gabriel, de Nova Santa Rosa, venceu na categoria suinocultura, e Dalton Ludewig, de Maripá, ganhou na categoria avicultura. Acompanharam os associados na cerimônia de premiação os gerentes do Departamento Veterinário, Rafael Weiss, e do Departamento Avícola, Fernando Varolo. (Imprensa C.Vale)

 

COCAMAR I: Cooperativa anuncia a distribuição de R$ 135,4 milhões aos cooperados

cocamar I 10 12 2021A Cocamar anunciou, no final da tarde de quinta-feira (09/12), em transmissão ao vivo acompanhada por produtores cooperados em todas as regiões de atuação nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a distribuição de R$ 135,4 milhões aos cooperados. O montante é a soma do pagamento de sobras do exercício 2021, de R$ 87,3 milhões, da participação deles em vários programas (R$ 14,3 milhões) e crédito em conta capital (R$ 33,7 milhões).

Volume - O volume de recursos anunciado é praticamente 35% superior ao total distribuído em dezembro do ano passado, de cerca de R$ 103 milhões, sendo que cada um dos mais de 16 mil cooperados que movimentaram em 2021 com a cooperativa, têm direito a um cheque no valor proporcional à sua participação, Para cada saca de soja, está sendo pago um complemento de preço de R$ 3,00; para cada saca de milho, R$ 0,80; para cada saca de milho de alto padrão, R$ 11,00; para cada saca de sorgo, R$ 0,70; para cada saca de trigo, R$ 0,80; para cada saca de trigo tipos II e III, R$ 5,00; para cada saca de café, R$ 10,00, e para cada caixa de laranja, R$ 0,25.

Solidez - O presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, comentou sobre a solidez da cooperativa que, neste ano, adquiriu todos os insumos à vista e repassou os benefícios aos cooperados em uma campanha promovida no início do ano, possibilitando a eles um custo de produção competitivo e a garantia dos produtos na safra de verão em curso. “Somos muito diferentes de uma empresa comercial comum, os recursos que distribuímos ficam na região”, disse.

Crescimento - Para o presidente executivo, Divanir Higino, “é fundamental o crescimento da cooperativa com rentabilidade, o que é necessário para a realização de investimentos em estruturas operacionais, industriais na melhoria dos serviços e para o retorno dos resultados aos cooperados”.

Superior - O vice-presidente José Cícero Aderaldo destacou que a Cocamar deve ter um crescimento superior a 30% em 2021, mesmo havendo quebra de safra no inverno; e, também, que a cooperativa consegue transformar produtos que são entregues sem qualidade, prejudicados por intempéries, gerando renda ao cooperado.  

Antecipação - A distribuição de sobras é tradicionalmente antecipada para a primeira quinzena do mês de dezembro e o resultado final é anunciado na Assembleia Geral Ordinária de prestação de contas do exercício 2021, a ser realizada no início do próximo ano. Os cheques vão estar à disposição dos cooperados a partir de segunda-feira (13/12) em horário comercial, em todas as unidades de atendimento nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Previsão - Entre as principais cooperativas agropecuárias brasileiras, a Cocamar tem previsão de faturar R$ 9,5 bilhões em 2021, um recorde, bem acima dos R$ 7 bilhões alcançados no ano passado e mais que o dobro em comparação aos R$ 4,6 bilhões registrados em 2019.

Prêmio - O anúncio da distribuição de sobras acontece numa semana em que a cooperativa conquistou uma das mais cobiçadas premiações do cooperativismo brasileiro: a faixa ouro do Prêmio SomosCoop Excelência de Gestão, um reconhecimento prestado a cada dois anos pelo Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Sescoop Nacional às cooperativas de todos os segmentos que mais avançam por meio da adoção e desenvolvimento de boas práticas de identidade cooperativista, governança e gestão. (Imprensa Cocamar)

PAGAMENTO SOBRAS 2021

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Sobras antecipação                     R$ 87.323.900

Outros programas                       R$ 14.345.000

Crédito Conta Capital                 R$ 33.768.000

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DISTRIBUÍDO NO ANO               R$ 135.436.900

 

COCAMAR II: Loja é inaugurada em Lupionópolis

cocamar 10 12 2021A Cocamar inaugurou, na manhã de terça-feira (07/12), a sua nova estrutura de atendimento em Lupionópolis (PR), durante solenidade que contou com a presença de cooperados e lideranças do município, dirigentes da cooperativa e colaboradores.

Dimensão - Situada no quilômetro 1,5 da PR-543, saída para Cafeara, a construção de 200 metros quadrados é ocupada por loja e área administrativa, integrando-se a um amplo armazém de insumos que ali já existia, e parte operacional.

Apoio - Sob a gerência de Gelisson Tiago Alves, que responde também pela unidade de Centenário do Sul, a estrutura presta apoio a um grande número de produtores da região que se dedicam ao cultivo de grãos e pecuária.

Aquisição - Em sua participação, o vice-presidente de Negócios, José Cícero Aderaldo, destacou que a cooperativa adquiriu o imóvel em 2018 da antiga Cafercatu, depois de atuar por alguns anos no município em instalações alugadas.

Segunda casa - “Queremos que esta seja a segunda casa do cooperado”, disse Aderaldo, enfatizando que a movimentação da unidade tem sido expressiva, devendo alcançar um faturamento de R$ 20 milhões com a comercialização de insumos neste ano. “Temos muito espaço para crescer nesta região”, pontuou.

Potencial - Por sua vez, o prefeito Antônio Peloso Filho saudou a Cocamar pelo investimento realizado e por acreditar no potencial do município e região. “A Cocamar, com certeza, tem um futuro muito promissor por aqui”, destacando a geração de postos de trabalho e o apoio prestado aos produtores.

Presenças - O superintendente de Relação com o Cooperado da Cocamar, Leandro Cezar Teixeira, e o gerente regional Nilton Cézar Martins, também participaram da inauguração. (Imprensa Cocamar)

 

COCARI: Cooperativa amplia e moderniza instalações em Campo Alegre de Goiás

A Cocari vem seguindo em ritmo crescente de melhorias e modernização de suas estruturas. No último dia 2 de dezembro, a cooperativa reinaugurou a loja da Unidade de Campo Alegre de Goiás (GO) e a Unidade de Café no mesmo município, ampliando as oportunidades de negócios e atendimento na região.

Fundamentais - Para o presidente da cooperativa, Marcos Antonio Trintinalha, as melhorias realizadas na loja foram fundamentais para atender as demandas geradas pelo crescimento da Unidade e para o aproveitamento do potencial produtivo da região. “É um momento importante para a Unidade, que vem crescendo muito e acaba de receber a adequação da loja para atendimento dos seus cooperados com maior comodidade, tanto para os associados quanto para a equipe da cooperativa”, disse.

Ampliação - Outra mudança que trará muitos benefícios à região é a ampliação da Unidade de Café. “Estabelecemos uma parceria com uma das maiores exportadoras nacionais de café e, por isso, a recente adequação da estrutura foi necessária, com o objetivo de alinhar a produção da cooperativa aos requisitos exigidos pelo mercado externo. A aquisição de novos maquinários nos deu maior capacidade de beneficiamento, atendendo aos altos padrões do café para exportação. A estrutura foi ampliada e permite um atendimento diferenciado para o produtor da região. Disponibilizamos um profissional que se dedicará especialmente ao atendimento e à classificação do produtor. Além disso, em breve contaremos com um especialista em café para melhor atender os produtores. Nossa proposta é diversificar as atividades desenvolvidas dentro da área do associado e oferecer garantia de sustentabilidade de seu negócio”, destacou o presidente.

Suporte - A partir dessas ampliações, a Cocari dará suporte ao produtor desde o acompanhamento da lavoura até a venda para o exterior. “Ofereceremos assistência técnica durante o cultivo – alcançando produtores do cerrado goiano e também mineiro –, serviços de beneficiamento de café e ainda a parceria para viabilizar a exportação desse produto de alta qualidade”, disse.

Necessidades - De acordo com o superintendente da cooperativa na região do Cerrado, Fábio de Souza Xavier, as reformas e ampliação atendem às necessidades da localidade e facilitam o trabalho da Cocari. “No entreposto de Campo Alegre de Goiás, adequamos as instalações da loja de forma a entregar um ambiente mais moderno e com maior comodidade para o atendimento. Nossos cooperados merecem essas melhorias. A Unidade de Café anterior foi inaugurada na década de 1980, e, devido à evolução tecnológica e alta demanda de preparação de café, aliada à parceria que temos com uma exportadora, foi necessário e estratégico fazer as ampliações. Nossa região de atuação no Cerrado apresenta uma grande área de café e grande parte desse produto está saindo direto da Cocari para exportação. Com a ampliação, triplicaremos nossa capacidade de produção”, explicou Fábio Xavier.

Potencial da região - O superintendente também falou sobre o potencial da região. “O Cerrado é uma região que está em evolução a todo o momento. O clima é definido, o solo é fértil e a modernização, inovação e tecnologia estão conosco de modo permanente. Atualmente, temos áreas em que é possível trabalhar com três safras ao ano, o que torna a demanda constante. Contamos com um plano de expansão e estamos focados no crescimento sustentável da cooperativa”, acrescentou.

Passos importantes - Segundo o conselheiro fiscal Juliano Sacheta, que acompanhou a reinauguração da loja e reestruturação da Unidade de Café, a seriedade do trabalho desenvolvido pela cooperativa permitiu que fossem dados esses importantes passos no município de Campo Alegre de Goiás. “Foi possível ver que o sistema cooperativista é muito necessário ao estado de Goiás, porque traz segurança ao produtor rural. A Cocari está representando o cooperativismo muito bem, fazendo um ótimo trabalho. Com as recentes melhorias, os cooperados ficarão muito mais tranquilos, podendo vender o café a melhores preços e tendo acesso à assistência técnica especializada. Acredito que o cooperado se sentirá ainda mais confiante, com vontade de continuar trabalhando com a cooperativa”, destacou.

Qualidade no atendimento - Sacheta ressaltou a qualidade no atendimento prestado pela equipe de colaboradores na região. “Os colaboradores de todas as unidades trabalham com muito profissionalismo e receptividade. Vimos que os cooperados são muito bem atendidos e podem contar com a assistência técnica necessária”, pontuou.

Confiança - Para o gerente da unidade de Campo Alegre de Goiás, Hugo Kamitani, os cooperados do município têm confiança na Cocari por já ter se tornado tradicional no setor do cooperativismo agrícola também na região do Cerrado. “Nossos cooperados sentem confiança na Cocari pelo fato de encontrar-se estabelecida há praticamente 60 anos”, comentou.

Atuação - Na opinião do cooperado Aparecido José Ferreira, que esteve presente na reinauguração das ampliações e melhorias, a atuação da cooperativa em Campo Alegre de Goiás ganha cada vez mais importância entre os produtores. “Foi importante acompanhar o que a cooperativa está construindo e melhorando com o compromisso de seguir com o bom funcionamento. Ser cooperado da Cocari é vantajoso, pois nos permite ter assistência técnica, fornecimento de insumos e garantia de depósito da produção após a colheita”, destacou Ferreira, que trabalhava com o pai em Marialva (PR), antes de ir para o Cerrado em 1986, fazendo parte do Prodecer (Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento Agrícola dos Cerrados).

Cooperado - O cooperado Arlindo Salvalaggio, iniciou seu vínculo com a Cocari em Mandaguari (PR), em 1971, também esteve presente no evento e compartilha o sentimento de confiança no trabalho da cooperativa. “Temos confiança na qualidade do produto, contando com todo o amparo, desde o plantio até a colheita. Contamos com fornecimento de insumos, assistência técnica, segurança em depositar nossa produção e também na comercialização dos produtos e controle da produção”, disse.

Trabalho estratégico - A Cocari trabalha estrategicamente, investindo em planejamento e tecnologia para atender seus cooperados e clientes com qualidade em todas as etapas de produção. Por meio dessa parceria, a cooperativa promove o desenvolvimento e fortalece o produtor rural em todas as regiões de nossa área de atuação. (Imprensa Cocari)

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CRÉDITO RURAL: Contratações do Plano Safra 2021/2022 chegam a R$ 131,4 bilhões em cinco meses

credito rural 10 12 2021Nos cinco primeiros meses da safra 2021/2022 (julho a novembro), os desembolsos de crédito rural foram de R$ 131,4 bilhões, aumento de 24% em relação ao mesmo período da safra anterior, conforme balanço do crédito rural, divulgado quarta-feira (08/12), pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Custeio e investimentos - As liberações de custeio alcançaram R$ 74,6 bilhões, com elevação de 25%. Já os investimentos apresentaram desempenho de R$ 35,2 bilhões, alta de 13%.

Comercialização - As contratações de comercialização representaram R$13,5 bilhões (+48%) e as de industrialização R$ 8,1 bilhões (+23%). As modalidades de comercialização mais demandadas são: Estocagem, o Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) e o Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE), que na atual safra representaram 78% do valor contratado para comercialização. Esses instrumentos foram utilizados para apoiar, principalmente, os produtores de milho, soja e café.

Região - No desempenho do crédito rural por região, o Norte teve crescimento de 26% no número de contratos e 45% no valor, com ênfase para os estados do Tocantins, Pará e Acre.

Desaceleração - A SPA destaca que, apesar das variações positivas em todas as finalidades, o ritmo de crescimento das contratações de crédito rural teve uma desaceleração em comparação com os dados divulgados nos últimos quatro balanços, especialmente nas operações de investimento.

Normativo do Bacen - Desde 30 de agosto, o cálculo do desembolso do crédito rural foi alterado a partir de norma do Banco Central (Bacen), que suspendeu a contabilidade de operações contratadas que, após dois dias úteis, não tenham liberação de recursos. Entretanto, se no prazo de até 365 dias da contratação houver liberação de recursos, a operação poderá ser reincluída no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor).

Prazos - Anteriormente, os prazos para exclusão dessas operações variavam entre 40 e 90 dias para custeio, 90 dias para comercialização e industrialização e 180 dias para investimentos.

Revisão - A redução nos prazos de exclusão, conforme o item 23 das Condições Gerais do Documento 1 do Manual de Crédito Rural (MCR), implicou na revisão das informações sobre crédito rural, disponibilizados no Sicor.

Diferença - O diretor do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, Wilson Vaz de Araújo, destaca a diferença no valor dos financiamentos na atual safra, computados em outubro e em novembro, nos programas de investimento, especialmente Prodecoop (-98%), PCA (-33%) e Moderfrota (-31%). A redução é decorrente do normativo do Bacen e ainda pela ocorrência de atraso na entrega de máquinas e equipamentos, que tem resultado consequentemente, em demora na liberação de recursos.

Dados - O diretor informou que os dados do desempenho do crédito rural na atual safra, divulgados anteriormente, serão revisados.

Fontes de recursos - Ao analisar as contratações por fonte de recursos, os Recursos Obrigatórios (MCR 6-2), da Poupança Rural Controlada, da Poupança Rural Livre e da LCA continuam liderando o ranking de liberações, com 79% do valor das operações de crédito rural. Por outro lado, houve um declínio das fontes BNDES (-27%) e FCO (-36%), que podem ser justificadas pela ocorrência da referida suspensão de operações contratadas e não liberadas. No balanço até outubro/2021, essas fontes haviam apresentado variações positivas de 1% e 92%, respectivamente.

BNDES/Equalizável - No caso do BNDES/Equalizável, a redução se justifica, também, pela menor disponibilidade de recursos, pelo fato de outras instituições terem começado a operar diretamente com recursos equalizados no crédito rural.

Saldo remanescente - O saldo remanescente ao final de novembro de 2021 foi de 52% para os investimentos e de 46% para o custeio, comercialização e industrialização. Os programas com maiores comprometimentos de recursos foram o Procap-Agro (66%); outros programas com fontes não equalizadas (55%); Pronaf (52%) e Moderfrota (52%). (Mapa)

 

 

CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Boletim aponta que plantio de soja já alcança quase 5,6 milhões de hectares no PR

conjuntura agropecuaria 10 12 2021A fase final do plantio da soja, as dificuldades climáticas enfrentadas por várias culturas, entre elas a do milho, da mandioca e da própria soja, e a oscilação nos preços de alguns produtos são abordados no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente ao período de 3 a 9 de dezembro. O documento foi preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Plantio - As sementes de soja já tomam conta de praticamente toda a extensão de 5,63 milhões de hectares previstos para a safra 2021/22. Mas a preocupação tem sido constante nos últimos anos, em razão do clima seco e quente, e não é diferente agora. A maioria das lavouras (56%) está em fase de desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 9% em frutificação e apenas 1% ainda germina. De acordo com os técnicos do Deral, 83% apresentam boas condições, 15% estão medianas e 2%, ruins.

Batata 1ª safra - A batata de 1ª safra também está com o plantio quase todo encerrado nos 15,1 mil hectares previstos. A colheita começou e aproximadamente 15% dos tubérculos já foram retirados. Estima-se que, ao final, as terras paranaenses produzam 460 mil toneladas de batatas. Com maior oferta, os preços no atacado seguem em queda.

Milho e mandioca - Os relatórios de campo apontam piora nas condições da primeira safra de milho 21/22. Como em várias outras culturas, o calor intenso durante o dia, temperaturas mais frias à noite, umidade baixa e chuvas irregulares contribuem para a redução na qualidade. No caso do milho, em uma semana caiu de 95% para 90% a condição boa dos 430 mil hectares.

Dificuldade de colheita - Os produtores de mandioca convivem com a dificuldade de colheita da safra pela falta de chuvas, repetindo a mesma condição do ano passado. O plantio da nova safra já foi finalizado e ocupa área de 128,4 mil hectares. A produção estimada é de 2.290.000 toneladas, a menor das duas últimas décadas.

Tomate e trigo - O tomate já foi plantado em 84% da área total de 1ª safra, estimada em 2,4 mil hectares. A produção deve alcançar 148,2 mil toneladas. Desse total, 12% já foi colhido. Com maior oferta no mercado, os preços do tomate estão em queda.

Preço - Em relação ao trigo, o boletim analisa a situação do preço no mercado internacional e como o Paraná se coloca frente a isso. A conclusão é que o trigo paranaense apresenta um desconto comparado com o argentino que, por sua vez, está mais barato que o americano.

Bovinocultura e suínos - O documento mostra que os preços do boi gordo pago aos produtores, que caíram no último trimestre, voltaram a reagir. A principal razão é a retração na oferta, reflexo da estiagem que prejudica as pastagens. Também contribui para isso a sinalização de volta das exportações para a China no fim de janeiro de 2022.

Recorde de produção - Na suinocultura, o registro é do recorde de produção para o trimestre julho/setembro no Paraná. Foram produzidas 269,5 mil toneladas, alta de 9,2% comparado ao mesmo período do ano passado. Até agora, o Estado produziu 767,2 mil toneladas, com previsão de fechar o ano com criação superior a um milhão de toneladas.

Aves e ovos - Em 2021, as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 4,198 milhões de toneladas, superando em 9,08% as vendas do mesmo período de 2020. Em receita, o acréscimo foi de 25,3%, atingindo US$ 6,944 bilhões em 11 meses deste ano.

Exportação - Sobre os ovos, o boletim registra a exportação de 19.726 toneladas, volume 83,1% superior ao verificado em igual período de 2020. O faturamento cresceu 62,1%, chegando a US$ 60,469 milhões. O Paraná é o segundo maior exportador, com 5.313 toneladas, e receita cambial de US$ 18,842 milhões.

Frutas - O documento técnico do Deral ainda reserva espaço para comentar sobre as frutas consumidas nas festas de final de ano. Algumas delas coincidem com as épocas de colheita no Hemisfério Sul, como pêssegos, ameixas, abacaxis, uvas e lichias. Outras são importadas, mas também se fazem presentes nas mesas: nozes, castanhas, cerejas, damascos e tâmaras. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

IPEA: Balança comercial do agronegócio apresentou superávit de US$ 6,9 bilhões em novembro

ipea 10 12 2021O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta sexta-feira (10/12), análise do comércio exterior do agronegócio brasileiro, com dados de novembro. Enquanto a balança comercial total (com produtos de todos os setores) registou déficit de US$ 1,3 bilhão, a balança comercial do setor apresentou superávit de US$ 6,9 bilhões. No acumulado do ano, o setor registrou saldo positivo de US$ 96,6 bilhões, ou seja, US$ 14,8 bilhões acima do acumulado no mesmo período do ano passado. Por outro lado, os demais setores da economia apresentaram déficit de US$ 39,5 bilhões de janeiro a novembro deste ano.

Soma - Em novembro, as exportações do agronegócio somaram US$ 8,4 bilhões, um crescimento de 6,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. As importações do setor cresceram 10,5% frente a novembro de 2020, atingindo US$ 1,4 bilhão no mês.

Safra recorde - A safra recorde da soja motivou o resultado positivo do setor em novembro. A soja em grãos cresceu 80,2% em quantidade e 150% em valor frente ao mês de novembro do ano passado, enquanto o óleo de soja - que tem menor participação que a soja em grãos, mas que está entre os principais produtos exportados - teve alta de 965,8% em quantidade e 1.653,5% em valor.

Comparação - Ainda na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou quedas em outros produtos. Após a suspensão da compra de carne bovina do Brasil pela China desde setembro deste ano, esta proteína animal teve queda de 41,5% no valor e 49,2% em quantidade. Houve ainda queda de 16,3% no valor e 9,8% na quantidade da carne suína, resultante também da queda da demanda chinesa, decorrente em parte da recomposição parcial do rebanho doméstico. Essa recuperação inesperada da oferta chinesa de carne suína já havia reduzido as importações brasileiras em setembro e outubro. Sendo o Brasil o maior fornecedor da China de carne suína, a diminuição dos embarques impacta diretamente o desempenho brasileiro deste produto. Segundo a Administração Geral de Aduanas da China, até agosto, a média mensal de importação dessa proteína era de US$ 1,0 bilhão. Em setembro caiu para US$ 495 milhões, e em outubro para US$ 455 milhões.

Outros itens - Além das carnes, em novembro, houve queda acentuada no milho, no algodão e no café - 49,6%, 50,1% e 35,7% em quantidade e 41,7%, 42,0% e 0,9% em valor, respectivamente. O açúcar exportado apresentou queda apenas na quantidade (8,2%). As exportações do café e açúcar foram impactadas pela restrição de oferta, resultado dos problemas climáticos e da bienalidade negativa - no caso do café - na última safra. A dificuldade de encontrar fretes marítimos e a resistência dos compradores internacionais em fechar as compras com altas cotações agravaram também a comercialização desses dois produtos.

Crescimento - A exportação dos principais produtos do agronegócio apresentou crescimento significativo em termo de valor, com exceção do milho, no acumulado do ano, na comparação com o mesmo período de 2020. Em quantidades, as quedas mais significativas foram no milho (-42,5%), no açúcar (-8,8%) e na carne bovina (-8,1%).

Preços médios- Os preços médios dos produtos do setor, que já apresentavam sinais de melhora nos meses anteriores, em novembro, estiveram acima dos praticados em 2020. Na comparação com novembro do ano passado, alguns desses produtos tiveram crescimento superior a 33% no valor: café (+54,1%), soja em grão (+38,7%) e carne de frango (+33,4%). Essa recuperação mostra que a alta dos preços internacionais das commodities foi percebida nas mercadorias embarcadas no Brasil.

Tendência - De acordo com a pesquisadora associada do Ipea, Ana Cecília Kreter, que redigiu a nota em coautoria com Rafael Pastre, "para as proteínas animais, a tendência é de desaceleração do crescimento, com preços ainda em alta no primeiro trimestre de 2022", disse. Segundo ela, 2021 tem sido um ano de apreciação de preços no mercado internacional, com efeitos equivalentes no mercado interno. "Entre os principais fatores apontados pelas altas observadas este ano, encontram-se: a demanda aquecida, principalmente de grãos e proteínas animais, o comprometimento de algumas safras, como a de café e de açúcar, e as dificuldades logísticas", avaliou.

Visão mais detalhada - Para o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, "essa análise contribui para uma visão mais detalhada do setor agropecuário, que vem ganhando relevância no cenário internacional ao longo dos anos", examinou. "As exportações do agronegócio são fundamentais para o resultado positivo da balança comercial brasileira. Sem isso, o país teria déficit", conclui o diretor. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Acesse a íntegra da análise

 

FINANCIAMENTO: Agricultura brasileira terá US$ 1,2 bi do BID para projetos de sustentabilidade

financiamento 10 12 2021Projetos sustentáveis da agricultura brasileira terão acesso a uma nova linha de crédito aprovada na quarta-feira (08/12) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos da operação de crédito, no valor de US$ 1,2 bilhão, destinam-se a financiar, prioritariamente, projetos para o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas agropecuárias.

AgroNordeste - Parte destes recursos – US$ 230 milhões – será aplicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário no Nordeste (AgroNordeste), sendo investida no desenvolvimento de oportunidades econômicas em cadeias de valor agropecuárias, na regularização fundiária e ambiental. Os recursos também serão utilizados em projetos do AgroNordeste para ampliação da área livre de moscas-das-frutas existente no Rio Grande do Norte e no Ceará, e na Consolidação da Área de Proteção Fitossanitária de moscas-das-frutas na região do Vale do São Francisco.

Beneficiários - Os recursos destinados ao AgroNordeste beneficiam, por exemplo, associações e cooperativas do Piauí (produção de mel), Rio Grande do Norte (produção de manga e ovinocultura), Paraíba (peles, couros e ovinocaprinocultura), Sergipe (leite), Espírito Santo (pimenta-do-reino) e Minas Gerais (polvilho e mandioca). Outros projetos do programa serão avaliados e devem beneficiar no total mais de 166 mil produtores, organizados ou não em associações e cooperativas.

Disponibilidade - As linhas de crédito do BID ficarão disponíveis por dez anos, e os projetos apresentados deverão estar alinhados com as políticas de apoio ao setor agropecuário e ao desenvolvimento rural e definidas como prioritárias pelo Plano Estratégico 2020-2031 do Mapa especialmente nas áreas temáticas de defesa agropecuária, inovação agropecuária (pesquisa, assistência técnica e extensão rural), regularização fundiária, regularização ambiental e sustentabilidade ambiental adaptada às mudanças climáticas.

Produtividade e resiliência - O objetivo da nova linha de crédito consiste em melhorar a produtividade e a resiliência do setor agropecuário, a renda e o acesso a serviços básicos no Brasil rural. Poderá ser acessada por entidades do Governo Federal, dos governos estaduais e por instituições financeiras para atuarem como intermediárias com o setor privado, seguindo as normas estabelecidas pela Cofiex.

Parceria - O BID é parceiro do Brasil desde sua criação, em 1959. Ao longo desse período, foram realizados diversos projetos de alta relevância social e econômica. No Ministério da Agricultura, foram muitas iniciativas exitosas, como as operações de apoio à defesa agropecuária, à irrigação e à Embrapa. O apoio do banco trouxe modernização do sistema de defesa agropecuária brasileiro, além da cooperação financeira, avançou em projetos de cooperação técnica nos temas ligados à sustentabilidade, como adaptação climática, seguro rural e inovação. (Mapa)

FOTO: Adilson Nóbrega / Embrapa Caprinos e Ovinos

 

REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL: Serviço florestal e estados avançam na análise de dados dos cadastros rurais do país

regularizacao fundiaria 10 12 2021Fundamental para a implantação efetiva do Código Florestal Brasileiro, a análise dos dados declarados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) avançou no ano em percentual exponencial em relação a períodos anteriores. Desde julho deste ano, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) junto aos estados viabilizaram a análise de dados de mais de 180 mil processos.

Processos - Vale ressaltar que desde 2014 (quando foi lançado o Sistema do CAR) até 2021, 528 mil processos receberam algum tipo de análise. Ou seja, em seis meses foram avaliados o equivalente a 34% do volume total do que demorou sete anos a ser analisado.

Ferramenta - O resultado foi devido à implementação da ferramenta de análise dinamizada do CAR, o AnalisaCAR, que permitiu a verificação dos dados declarados no cadastro nacional de forma automatizada, por meio de mapeamentos georreferenciados. É o que explica o diretor de Regularização Ambiental do SFB, João Adrien.

Tecnologia - “A tecnologia garante agilidade e precisão ao processamento. A análise dinamizada faz cruzamentos automatizados, verificando as informações geográficas declaradas pelo proprietário rural. A tecnologia consegue, então, apontar a situação de regularidade ambiental dos imóveis em relação às áreas de preservação permanente, de reserva legal e de uso restrito, e, quando for o caso, da localização de excedentes de vegetação nativa”, detalha Adrien ao citar a Lei nº 12.651/12 sobre proteção da vegetação.

Regularização - A partir da análise, os produtores rurais que estiverem com déficit de vegetação poderão iniciar a regularização ambiental de seus imóveis e aqueles que tiverem excedentes de vegetação poderão acessar os benefícios da conservação ambiental, como as Cotas de Reserva Ambiental e outras modalidades de Pagamentos por Serviços Ambientais.

Código Florestal - A análise dos dados declarados no CAR é fundamental para a implantação efetiva do Código Florestal Brasileiro, atribuição de competência das unidades federativas. O Serviço Florestal Brasileiro oferece suporte e desenvolve meios de dar celeridade ao processo, como órgão coordenador da política a nível nacional.

Avanço dos estados - Para se ter ideia, nesta quinta-feira (09/12), em São Paulo foram entregues a entidades representativas do setor produtivo certificados com relação dos cadastros cuja análise concluiu pela conformidade dos imóveis em relação à legislação. A partir da análise dinamizada implementada no estado, de outubro a dezembro deste ano, foram processados a totalidade dos cadastros referentes aos imóveis com até quatro módulos fiscais, somando 342.039 cadastros, 87% do total de cadastros inscritos no Sistema do CAR local (SICAR-SP).

Outras unidades federativas - Além de São Paulo, outras oito unidades federativas já implementaram o sistema tecnológico: Paraná, Distrito Federal, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Pernambuco e Amapá - que inaugurou o processo de análise dinamizada, em maio deste ano.

Implantação - O diretor João Adrien ainda anuncia que o AnalisaCAR está em implementação por outros 11 estados. “Até meados do ano que vem, 20 estados brasileiros estarão utilizando a análise dinamizada. Vamos realizar uma licitação para contratar bases de mapeamento temáticos para mais 11 estados tenham condição de utilizar a ferramenta”.

Impulso - Com o avanço da implementação da ferramenta tecnológica e da legislação, será garantido a regularidade ambiental das propriedades rurais e a preservação ambiental, além de impulsionar a agenda da restauração florestal, fundamental para que o país cumpra os compromissos estipulados no Acordo de Paris.

Desenvolvimento - O AnalisaCAR foi desenvolvido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com a Universidade Federal de Lavras, em conjunto com os estados, permitindo a análise dos dados declarados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de forma automatizada, por meio de mapeamentos georreferenciados. (Mapa)

FOTO: iStock

 

INFRAESTRUTURA I: Governador lança edital do Moegão, projeto que amplia descarga ferroviária em Paranaguá

infraestrutura 10 12 2021O Porto de Paranaguá começa a preparar sua estrutura para absorver a produção transportada pelo modal ferroviário, já tendo em vista o projeto da Nova Ferroeste. O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta quinta-feira (09/12), em Paranaguá, no Litoral, o edital de licitação do projeto Cais Leste, também chamado de Moegão, que vai receber investimento de R$ 500 milhões. O lançamento ocorreu durante a solenidade de inauguração do novo terminal portuário da Coamo.

Edital - O edital deve ser publicado na segunda-feira (13/12) no Diário Oficial do Estado, e assim que cumpridas todas as etapas do processo de licitação, a obra será iniciada, com prazo de entrega de 180 dias.

Eficiência logística - O governador afirmou que a construção do Moegão traz mais eficiência logística e melhora a competitividade do Estado. “É o maior projeto de infraestrutura do Paraná, que além de melhorar a mobilidade em Paranaguá, aumenta a capacidade de carga do porto, com a ampliação significativa de carga e descarga de trens”, disse.

Empregos - “Muitos empregos serão gerados com essa obra, tanto durante a execução, como também quando estiver em operação. Com a ampliação de capacidade do porto, vamos precisar de mais trabalhadores para suprir a necessidade de mão de obra”, destacou Ratinho Junior. “É uma transformação na infraestrutura do Paraná, que se capacita como a grande central logística da América do Sul”.

Melhorias - O projeto prevê a adequação do acesso, redistribuição das faixas internas e posicionamento das balanças e das moegas (destinadas ao depósito de grãos). A descarga ferroviária será centralizada em uma moega exclusiva, mas também serão reestruturados os acessos dos terminais da parte Leste do Porto, otimizando a capacidade de recepção de cargas também pelo modal rodoviário.

Capacidade - Com área de 595 mil metros quadrados, as três linhas que compõem o projeto terão capacidade de carregar até 2 mil toneladas de grãos e farelo por hora. Elas ficarão interligadas aos 11 terminais do Corredor Leste de Exportação.

Ampliação - Com isso, a previsão é ampliar dos atuais 550 vagões, que descarregam diariamente no Corredor Leste, para cerca de 900 por dia — quase 300 em cada uma das três linhas. Atualmente, 14,9% das cargas chegam ao porto pela ferrovia, mas a previsão é equalizar essa logística, com 50% dos carregamentos vindos pelos trens e a outra metade por caminhões.

Limitação - “Temos hoje uma limitação de recebimento ferroviário, não pela falta de demanda, mas porque não temos capacidade para receber mais”, explicou o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “Temos uma limitação geográfica de expansão, então com este projeto vamos centralizar em um único ponto o descarregamento de 11 terminais, trazendo mais eficiência logística”.

Maior investimento - O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, afirmou que este será o maior investimento em infraestrutura do Governo do Estado. “É uma obra grandiosa, um investimento de meio bilhão de reais que permite otimizar o desembarque de cargas, não só do modal ferroviário como também o rodoviário, ampliando a capacidade em 24 milhões de toneladas”, disse.

Redução dos custos - O Moegão vai reduzir os custos e as emissões de CO2 nas operações. Além disso, está prevista, ainda, a redução de cruzamentos entre as vias urbanas de Paranaguá com os trilhos da ferrovia, passando de 16 para cinco interseções na cidade.

Gargalo - “Essa estrutura vai reduzir o gargalo viário e o trânsito de caminhões no município, com a retirada das passagens de nível, principalmente na Rua Roque Vernalha, que é a maior da cidade”, destacou o prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque.

Embarque - O Moegão vai ao encontro de outro projeto do porto, que é a modernização e ampliação do Corredor Leste (Corex) e do píer em T. Em fase de desenvolvimento, o projeto prevê um novo complexo com quatro berços; ponte de acesso; oito torres pescantes; e capacidade para embarque de 4 mil toneladas, por hora, em cada uma das oito linhas. Assim, a expectativa é triplicar a capacidade de embarque atual no Corredor Leste.

Modernização - Além disso, o Governo do Estado também prepara a modernização do modal ferroviário, com o projeto da Nova Ferroeste, estrada de ferro interligando Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá.

Terminal da Coamo - A Coamo investiu R$ 200 milhões na construção do Terminal Portuário II, em Paranaguá, para atender as exportações de grãos e farelos. Com três silos e um armazém graneleiro, a estrutura tem capacidade total de armazenagem de 150 mil toneladas.

Estrutura - O terminal conta com cinco moegas, com capacidade operacional para recebimento de 1.380 toneladas/hora, e tombadores para caminhões que facilitam o fluxo da movimentação no corredor de exportação. Somados ao outro terminal existente, a cooperativa tem capacidade para embarque de até 7 mil toneladas/dia.

Exportação - Em 2020, a Coamo exportou 4,5 milhões de toneladas de grãos e farelo de soja, com faturamento de US$ 1,5 bilhão. “Este investimento faz parte da nossa visão estratégica de crescimento. Nosso volume de exportações aumenta a cada ano, acompanhando o crescimento da Coamo”, destacou o diretor-presidente do Conselho Administrativo da Coamo, José Aroldo Gallassini.

A Coamo - Fundada em 1970 por 79 agricultores de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, a Coamo conta hoje com 30 mil cooperados nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Commodities - Na atuação da cooperativa se destacam as exportações de commodities, realizadas no corredor de exportação do Porto de Paranaguá desde 1990. Maior cooperativa da América Latina, a Coamo está também entre as principais empresas exportadoras do País.

Indústrias - Possui ainda 10 indústrias para a produção de óleo de soja, farelos, margarinas, gorduras vegetais, cafés, farinhas de trigo e fios de algodão. Elas estão localizadas em Campo Mourão, Paranaguá e Dourados (MS), com capacidade para produzir 11 mil toneladas/dia.

Presenças - Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari; os secretários estaduais da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; e do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; os presidentes da Ocepar, José Roberto Ricken, e da Faep, Ágide Meneguette; e os deputados estaduais Tião Medeiros e Galo. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

INFRAESTRUTURA II: Ministério libera três ramais da Nova Ferroeste por autorização

 

1infraestrutura II 10 12 2021Em uma cerimônia nesta quinta-feira (09/12), em Brasília, foram oficializados os primeiros ramais ferroviários concedidos por autorização. Eles incluem três trechos da Nova Ferroeste: entre Cascavel e Chapecó; Cascavel a Foz do Iguaçu; e Dourados a Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Foram nove ramais concedidos pelo governo federal desde a publicação da Medida Provisória (MP) 1065, que instituiu o programa Pro-Trilhos, em agosto deste ano.

 

Participação - Participaram os ministros da Infraestrutura Tarcísio de Freitas; da Economia, Paulo Guedes; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; e de Minas e Energias, Bento Albuquerque.

 

Primeiros contratos- “Nós estamos assinando hoje os primeiros contratos, cem dias depois da publicação da MP. Removemos a burocracia”, disse o ministro da Infraestrutura. Desde o lançamento do Programa Pro-Trilhos, a ANTT recebeu 47 pedidos. Destes, 17 estão em análise. “A MP serviu como catalisadora para esse processo. Achei que receberíamos sete, oito pedidos, toda semana surgem novos empreendimentos”, destacou.

 

Assinatura - A assinatura da liberação dos três ramais que envolvem o Paraná foi feita também pelo diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves. Juntos, os trechos somarão 528 quilômetros e o investimento na construção será de R$ 1,7 bilhão.

 

Inclusão - “Hoje nós garantimos três dos quatro pedidos que fizemos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Esses contratos firmados como o Ministério da Infraestrutura nos autorizam a incluir estes trechos no processo que será levado a leilão”, disse Gonçalves.

 

Projeto - A Nova Ferroeste é um projeto que prevê a construção de uma estrada de ferro entre o Mato Grosso e o Litoral do Paraná. Ao todo, 1.304 quilômetros de trilhos vão conectar Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), além de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

 

Novos investimentos - Para o coordenador do Plano Estadual Ferroviário paranaense, Luís Henrique Fagundes, a modalidade de autorização no setor ferroviário nacional atrai novos investimentos. “Essa é uma maneira de destravar projetos no setor ferroviário. Basta ver o número de pleitos de investimentos que vieram da iniciativa privada. Em poucos meses de vigência da MP a quantidade de pedidos e de investimentos propostos mostra isso”, afirmou.

 

Pedidos - O trecho entre Guarapuava e Paranaguá completa os quatro pedidos feitos pelo Governo do Paraná em agosto deste ano. Em fase final de análise, ele deve ser aprovado na próxima reunião da ANTT. “Está tudo correndo dentro do prazo previsto, nas próximas semanas vamos assinar mais esta ligação, a última que falta para o nosso projeto”, disse.

 

Ramal de Chapecó - A ligação entre Cascavel e Chapecó foi incluída ao projeto em agosto. O Mato Grosso do Sul fornece boa parte do milho consumido pelas granjas de aves do Oeste catarinense. A produção de proteína animal daquela região é distribuída por caminhões para todo o Brasil e o Exterior. Por isso, a inclusão de Chapecó no projeto vai permitir o fluxo destes dois produtos em maior volume.

 

Transporte - “Ao acrescentar o ramal entre Cascavel e Chapecó, que não estava previsto inicialmente, temos a oportunidade de tornar a Nova Ferroeste responsável por transportar 70% da exportação da carne de frango e de suínos do Brasil. O Paraná e Santa Catarina concentram a produção dessas duas commodities de proteína animal”, explicou o coordenador.

 

Opcional - A construção deste trecho será opcional pelo vencedor do leilão. Como não fez parte dos levantamentos e análises no Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o ramal poderá ser excluído pelo empreendedor na execução do projeto. “Nós já tínhamos identificado essa oportunidade de conectar Cascavel e Chapecó, mas como não havia um arcabouço legal, naquele momento não tínhamos essa oportunidade. Quando foi publicada a MP 1065, incluímos no projeto”, acrescentou Fagundes.

 

Nova Ferroeste - A nova estrada de ferro vai transportar a produção do Mato Grosso do Sul e do Oeste do Paraná. A ligação com Foz do Iguaçu também permitirá a captação de carga do Paraguai e da Argentina com destino ao Porto de Paranaguá.

 

Corredor - Quando o projeto estiver concluído, será o Corredor Oeste de Exportação e deve movimentar cerca de 38 milhões de toneladas, tornando-se o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados.

 

Audiências públicas - Para o início de 2022 estão previstas as audiências públicas em todas as regiões. A Nova Ferroeste vai passar por 41 municípios do Paraná e outros nove do Mato Grosso do Sul. O investimento será de R$ 29,4 bilhões. A Nova Ferroeste deve ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo no segundo trimestre de 2022. O vencedor vai executar a obra e explorar o trecho por 70 anos. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FOTO: Ricardo Botelho / Minfra

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IPCA: Inflação foi de 0,95% em novembro, maior para o mês desde 2015

ipca 10 12 2021A inflação caiu para 0,95% em novembro, após registrar 1,25% em outubro, mas foi a maior para o mês desde 2015 (1,01%). No ano, o indicador acumula alta de 9,26% e, nos últimos 12 meses, de 10,74%, acima dos 10,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. O acumulado em 12 meses, inclusive, foi o maior desde novembro de 2003 (11,02%). Em novembro de 2020, a variação mensal foi de 0,89%.

IPCA - Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10/12) pelo IBGE.

Alta - A alta foi puxada pelos transportes (3,35%), influenciados pelos preços dos combustíveis, principalmente, da gasolina (7,38%), que teve, mais uma vez, o maior impacto individual no índice do mês (0,46 p.p.). Houve altas também nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%). Com o resultado de novembro, a gasolina acumula, em 12 meses, alta de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

Automóveis novos - Os preços dos automóveis novos (2,36%) e usados (2,38%) também pesaram na inflação do mês. Já as passagens aéreas recuaram 6,12% em novembro, após as altas de 28,19% em setembro e 33,86% em outubro.

Habitação - Em habitação (1,03%), segundo maior impacto (0,17 p.p.) no índice geral, o resultado ficou próximo ao do mês anterior (1,04%), pressionado, novamente, pela energia elétrica (1,24%).

Energia - “Além da bandeira tarifária da Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, em vigor desde setembro, houve reajustes nas tarifas em Goiânia, Brasília e São Paulo. Em Belém e Porto Alegre o recuo decorreu da redução da alíquota de PIS/Cofins”, detalha o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

Botijão - Destaca-se ainda a alta de 2,12% no gás de botijão, que já subiu 38,88% nos últimos 12 meses.

Inflação desacelera com descontos da Black Friday - Por outro lado, o índice geral de novembro desacelerou com o recuo em alimentação e bebidas (-0,04%), devido à queda de 0,25% na alimentação fora do domicílio, influenciada pelo lanche (-3,37%). Já a refeição (1,10%) acelerou em relação ao mês anterior (0,74%).

Quedas mais intensas - Houve quedas ainda mais intensas no leite longa vida (-4,83%), no arroz (-3,58%) e nas carnes (-1,38%), pressionando a alimentação no domicílio (0,04%). Por outro lado, houve altas expressivas nos preços da cebola (16,34%), que havia caído em outubro (-1,31%), e do café moído (6,87%). Outros subitens, como o açúcar refinado (3,23%), o frango em pedaços (2,24%) e o queijo (1,39%) seguem em alta.

Saúde e cuidados pessoais - Também influenciou a desaceleração do índice o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,57%), consequência da queda nos preços dos itens de higiene pessoal (-3,00%), sobretudo, dos perfumes (-10,66%), os artigos de maquiagem (-3,94%) e os produtos para pele (-3,72%).

Planos de saúde - Além disso, a variação dos planos de saúde (-0,06%) segue negativa, refletindo a redução de 8,19% determinada em julho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos de saúde individuais. No lado das altas, os preços dos produtos farmacêuticos subiram 1,13%.

Promoção - “A Black Friday ajuda a explicar a queda tanto no lanche quanto nos itens de higiene pessoal. Nós observamos várias promoções de lanches, principalmente nas redes de fast food no período. E no caso dos itens de higiene pessoal, várias marcas nacionais deram descontos nos preços dos produtos em novembro. No Brasil, diferente de outros países, os descontos não são centrados em um único dia. Os descontos acabam sendo dados ao longo do mês”, explica Pedro Kislanov.

IPCA recua somente em Belém - À exceção da região metropolitana de Belém (-0,03%), todas as áreas pesquisadas tiveram alta em novembro. A variação negativa em Belém decorre principalmente dos itens higiene pessoal (-6,51%) e energia elétrica (-1,92%). A maior alta ficou com o município de Campo Grande (1,47%), onde pesaram a gasolina (8,89%) e os automóveis novos (4,46%).

INPC tem alta de 0,84% em novembro - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) caiu para 0,84% em novembro, 0,32 p.p. abaixo do resultado de outubro (1,16%). No ano, o indicador acumula alta de 9,36% e, em 12 meses, de 10,96%, abaixo dos 11,08% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2020, a taxa foi de 0,95%.

Variação negativa - Após a alta de 1,10% registrada em outubro, os produtos alimentícios tiveram variação negativa (-0,03%) em novembro. Já os não alimentícios seguiram em alta (1,11%), embora o resultado tenha ficado abaixo do observado no mês anterior (1,18%).

Variação positiva - Todas as áreas registraram variações positivas em novembro. O menor índice foi o da região metropolitana de Belém (0,11%), por conta dos recuos em higiene pessoal (-5,89%) e energia elétrica (-1,91%). Já a maior variação foi na região metropolitana de Salvador (1,31%), impactada principalmente pela alta de 10,80% nos preços da gasolina.

Mais sobre as pesquisas - O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no Sidra. E conheça mais sobre o IPCA no IBGE Explica. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

ipca 10 12 2021

 

IBGE: Indústria paranaense cresceu 11,2% entre janeiro e outubro de 2021

ibge 10 12 2021A indústria paranaense é a terceira que mais cresceu no Brasil de janeiro a outubro de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado. Com 11,2% de aumento na produção industrial, o Estado fica apenas atrás de Santa Catarina (13,8%) e Minas Gerais (12%), e 4,5 pontos percentuais acima da média nacional. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), publicados nesta quinta-feira (09/12).

Geração de empregos - “O Paraná vem batendo recordes na geração de empregos: foram 176 mil só neste ano. O crescimento da produção industrial do Estado na recuperação econômica pós-pandemia está no mesmo caminho, mostrando a força que temos para nos desenvolver e gerar renda. Crescemos em 2021 e vamos entrar em 2022 com uma boa perspectiva”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Máquinas e equipamentos - O aumento no acumulado é liderado pelo setor de fabricação de máquinas e equipamentos, que cresceu 63,6% com relação ao mesmo período do ano anterior. Em segundo lugar está a indústria de fabricação de veículos automotores, com crescimento de 36,3%.

Destaques - Outros destaques são a fabricação de produtos de madeira (29,2%), produtos de metal (24,3%), produtos de minerais não metálicos (15,7%), indústrias de transformação (11,2%), fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,7%), produtos químicos (7,7%), bebidas (6,8%), produtos de borracha e material plástico (4,8%), e fabricação de móveis (4,5%).

Queda - Apresentaram queda apenas os setores de produtos alimentícios (-6,5%) e produtos de celulose, papel e produtos de papel (-1%). Já o setor de fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis não apresentou variação.

Outubro - A pesquisa também mostra que o Paraná foi um dos nove dos 15 locais pesquisados a apresentar crescimento no mês de outubro, com uma evolução de 0,6% em relação a setembro. Neste quesito, a média brasileira foi de -0,6%, com cinco regiões apresentando decréscimo e sem apresentar variação. As expansões mais elevadas foram identificadas no Nordeste (5,1%), Mato Grosso (4,8%) e Ceará (4,1%).

12 meses- No comparativo dos últimos 12 meses, o Paraná apresenta o segundo melhor resultado nacional. Com crescimento de 12%, o Estado fica apenas atrás de Santa Catarina, que avançou 13,9%. Com relação à média nacional, o resultado fica 6,3 pontos percentuais acima da média do País.

Crescimento - Entre novembro de 2020 e outubro de 2021, o setor que puxou o crescimento foi a fabricação de máquinas e equipamentos, com 61,4% de evolução. Na sequência, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias apresentou 29,9% de crescimento.

Avanço - Os demais setores que avançaram nos últimos 12 meses foram fabricação de produtos de madeira (29%), fabricação de produtos de metal (28,4%), produtos de minerais não-metálicos (18,2%), indústrias de transformação (12%), fabricação de máquinas e materiais elétricos (11,6%), fabricação de bebidas (7,7%), fabricação de móveis (6,5%), fabricação de produtos de borracha e de material plástico (5,7%), outros produtos químicos (5,6%) e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).

Recuos - Os únicos recuos foram fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-0,9%) e fabricação de produtos alimentícios (-4,5%). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Rodrigo Félix Leal / ANPr

 

SAÚDE I: Casos de Covid-19 somam 22,1 milhões no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (09/12), novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem, no acumulado, 22,1 milhões de casos confirmados da doença e 616,4 mil mortes registradas.

24h - Em 24 horas, foram registrados no país 9.278 novos casos e mais 206 mortes pela doença.

Recuperados - O número de pacientes de recuperados da covid-19 chega a 21,4 milhões (96,5% dos casos).

Estados - O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 4,4 milhões de casos e 154,6 mil óbitos. Em seguida, estão os estados de Minas Gerais (2,2 milhões de casose 56,3 mil óbitos); do Paraná (1,5 milhão casos e 40,8 mil óbitos) e do Rio Grande do Sul (1,4 milhão de casos e 36,2 mil óbitos). (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Sesa confirma 989 novos casos e 19 óbitos pela Covid-19

saude II 10 12 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (09/12) mais 989 casos confirmados e 19 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 1.579.820 casos confirmados e 40.598 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de dezembro (224), novembro (71), outubro (18), setembro (2) julho (5), junho (5), maio (13), abril (90), março (168), fevereiro (123) e janeiro (97) de 2021 e dezembro (93), novembro (34), outubro (7), setembro (17), agosto (12), julho (7) e junho (3) de 2020. Os óbitos divulgados nesta data são de dezembro (5), novembro (5), outubro (3), setembro (1), agosto (1), julho (1), junho (1) e março (2) de 2021.

Internados - 144 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 84 pacientes em leitos SUS (41 em UTIs e 43 em leitos clínicos/enfermarias) e 60 em leitos da rede particular (34 em UTIs e 26 em leitos clínicos/enfermarias).

Exames - Há outros 487 pacientes internados, 236 em leitos de UTI e 251 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 19 pacientes. São seis mulheres e treze homens, com idades que variam de 31 a 107 anos. Os óbitos ocorreram entre 14 de março e 9 de dezembro de 2021.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Londrina (2), Goioerê (2), Curitiba (2), Verê, Ubiratã, Toledo, Tibagi, Terra Boa, Ponta Grossa, Pitanga, Matelândia, Maringá, Juranda, Campo Mourão, Campina da Lagoa e Araucária.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 6.256 casos de residentes de fora do Estado – 221 pessoas morreram. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando AQUI.

Veja AQUI os ajustes e relatório de exclusões.

 

SAÚDE III: 1,1 milhão de paranaenses não tomaram a segunda dose, aponta estudo da Sesa

saude III 10 12 2021Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostra que 1.184.889 paranaenses estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso. Desses, 1.006.617 não tomaram a D2 de Pfizer/Biontech ou Oxford/AstraZeneca, cujo intervalo de aplicação variou de quatro a seis meses ao longo do ano, e 178.272 não tomaram o reforço da CoronaVac/Butantan, cujo prazo é menor, de apenas três semanas.

Faltosos - O estudo leva em consideração os chamados faltosos, pessoas que apareceram para tomar a primeira dose e por algum motivo não especificado não tomaram a segunda. O balanço, que utiliza dados até a quarta-feira (08/12), também considera possível atraso das informações repassadas pelos 399 municípios ao Ministério da Saúde, que regula o sistema de informações. Os dados ainda são preliminares.

Proteção - Segundo o Ministério da Saúde e as farmacêuticas que fabricam as três vacinas, a proteção mais alta contra as formas mais graves da doença acontece duas semanas após a aplicação da segunda dose. Atualmente, já foi aprovada a terceira dose em toda a população adulta depois de cinco meses da segunda aplicação, com orientação para que a adicional seja de fabricante diverso das primeiras.

Índices - Segundo o relatório, as Regionais de Saúde com os piores índices em termos absolutos e de todas as doses são Metropolitana (2ª RS), com 321.345 (27% do total), e Guarapuava (5ª RS), com 269.071 (22% do total). Elas correspondem a quase metade do número de faltantes. Proporcionalmente a região do Centro-Sul, bem menos populosa que a Capital, é a com maior índice de faltosos.

Mais - Depois dessas as com mais casos são Maringá (15ª RS), com 75.748 pessoas, Ponta Grossa (3ª RS), com 72.248, e Londrina (17ª RS), com 58.400. Ivapoirã (22ª RS) é a que menos registra casos em termos absolutos (8.991). Veja o relatório das regionais AQUI .

Idade - No recorte por idade, os mais faltosos fazem parte da população idosa. São 523.799 (44%) com 95 anos ou mais, 168.194 entre 90 e 94 anos, 123.066 entre 85 e 89 anos e 99.482 entre 80 e 84 anos, uma pirâmide que fica mais estreita conforme a idade abaixa. Entre 18 e 19 anos são apenas 36 pessoas. Entre 20 a 24, 250 pessoas. Veja AQUI .

Alerta - O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, alerta que o tema foi inclusive alvo da 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (8), no qual foi reforçado o pedido para os municípios realizarem busca ativa nas suas populações. O colegiado reúne secretarias municipais e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR).

Disponibilidade - “Temos vacinas para atender todo esse público e precisamos vacinar com a segunda dose, o que garante proteção completa. Temos que resolver essa situação em paralelo com a chegada das terceiras doses para a população. O Paraná tem uma tradição de vacinação e temos que ir atrás dessas pessoas. É um esforço pela defesa da sociedade”, afirmou.

Vacinação em números - Quase 11 meses após o início da campanha, segundo o Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 17.779.208 doses. É o quinto estado que mais aplicou primeiras doses, com 8.956.828 imunizantes administrados, e o sexto que mais completou o esquema vacinal em toda a população, com 7.536.231 segundas doses e 21.422 doses únicas. Atualmente, 67% da população está com as duas doses, segundo o consórcio de veículos de imprensa. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 


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