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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5223 | 22 de Dezembro de 2021

CONVÊNIO 100: Publicado decreto estadual que prorroga a redução do ICMS para insumos agropecuários

tributo 22 12 2021O Governo do Paraná publicou, no Diário Oficial do Estado de segunda-feira (20/12), o Decreto nº 9.922, que prorroga a redução de base de cálculo do ICMS para as operações de saídas de insumos agropecuários até 31 de dezembro de 2025, conforme previsto no Convênio Confaz nº 100.

Impacto - O Convênio 100 é importante porque impacta diretamente no mercado de insumos agrícolas e no setor agropecuário do país como um todo. A renovação foi aprovada por unanimidade, em março deste ano, por quatro anos, até 2025, com uniformização da alíquota em 4% para fertilizantes, evitando o tratamento diferenciado que vinha sendo dado ao produto importado. A transição ocorrerá à base de 1 ponto percentual ao ano, a partir de 2022, totalizando os 4% em 2025, ficando uniforme com as internas e interestaduais. As alíquotas sobre defensivos e demais insumos permanecem inalteradas.

Operações internas - As disposições do Decreto nº 9.922 contemplam a carga tributária, conforme Convênio ICMS 26/21, de 12 de março de 2021, sendo que ficou mantido o diferimento do ICMS para as operações internas, exceto as de importação de adubos, fertilizantes e outros itens produzidos para uso na agricultura e na pecuária, à base de 1 ponto percentual ao ano, a partir de 2022.

FOTO: Arquivo CNH

 

FRIMESA: Metas alcançadas; Central projeta encerrar 2021 com crescimento de 17%

frimesa 22 12 2021A Frimesa Cooperativa Central completa 44 anos em dezembro e projeta atingir R$ 5 bilhões em 2021, com um crescimento de 17% comparado ao desempenho de 2020, e deve fechar com 9.190 empregos diretos. Com o propósito de industrializar a matéria-prima, reúne cinco cooperativas filiadas – Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato. Esse sistema beneficia milhares de agricultores integrados que atuam como parceiros numa cadeia organizada. Juntas somam 1726 produtores de leite e 918 suinocultores que entrega matéria-prima para industrialização.

Posição de destaque - Tem posição de destaque nacional na industrialização de suínos e leite em volume, qualidade e posicionamento da marca. Com seis unidades industriais, no cenário mundial, está presente em vários países e é a quarta maior empresa no abate de suínos no Brasil, a 154ª maior empresa e a 11ª maior cooperativa do Brasil, é a 14ª empresa do Paraná e a 23ª maior empresa do Sul segundo a edição Maiores e Melhores da Revista Exame.

Carne suína - O segmento de carne suína, é o maior negócio da empresa e conta com duas plantas industriais, uma em Medianeira e outra unidade fabril em Marechal Cândido Rondon (PR). Com um sistema de produção de suíno monitorado, abate mais de 8000 suínos por dia. Em 2021 foram 2 milhões e 193 mil animais industrializados, que deram origem a 283 mil toneladas em produtos. Na área de exportação, a projeção do faturamento ficou em R$926 milhões, o que representa 18,8% sobre o faturamento geral da empresa, e 25,9% sobre o faturamento da área de carnes.

Lácteos - Nos lácteos, os produtores têm acompanhamento técnico no campo, e são quatro plantas de industrialização – três no Paraná e uma em Aurora - SC, com uma capacidade de operar numa média de 830 mil litros/dia. Foram 303 milhões de litros de leite, onde 100% do leite processado se transforma em produtos industrializados, que resultaram 442 mil toneladas de alimentos.

Investimento - O investimento em novas tecnologias, qualidade e melhorias resultou em um portfólio de 484 produtos, que atendem todas as refeições e cardápios, e compõem o mix de 34.910 clientes, e 46.199 pontos de venda ativos. A ampla logística e canais de distribuição, possibilita a Frimesa atender todo o varejo brasileiro. São 9 filiais de venda e 11 centros de distribuição. Estes resultados mostram que a Frimesa se posiciona para ser a escolha certa em todos os momentos, garantindo qualidade e confiabilidade. (Imprensa Frimesa)

 

AGRÁRIA: Cooperativa e Colégio Imperatriz formam técnicos e mestres cervejeiros

Após onze meses de imersão no distrito de Entre Rios (PR), os alunos da primeira turma do Curso Técnico em Cervejaria (CTC), ofertado pelo Colégio Imperatriz Dona Leopoldina, em parceria com a Cooperativa Agrária Agroindustrial, receberam seus diplomas no último sábado (18/12). Os 19 formandos passaram, na semana passada, por uma criteriosa banca examinadora, composta por 22 nomes de referência no mercado cervejeiro brasileiro. A cerimônia de formatura ocorreu no sábado (18/12).

Conteúdo - Desde o começo do ano, os estudantes oriundos de oito estados brasileiros viveram o pacato cotidiano de Entre Rios. Mas os conteúdos adquiridos foram tudo, menos monótonos. Dada a estrutura interna da Agrária, os alunos conheceram todos os processos de produção cervejeira, do chamado “campo ao copo” – ou seja, desde a pesquisa dos cereais, realizada pela Fapa (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária), até a produção na cervejaria experimental da Agrária Malte.

Impacto positivo - “A estrutura do colégio e da cooperativa, a qualificação do corpo docente, a preocupação com o aprendizado dos alunos e a distribuição dos conteúdos ao longo do curso são alguns bons exemplos do que me impactou positivamente”, explicou o estudante Giovani Gramsci de Mendonça Martelli, 26, que veio do Recife (PE) para vivenciar seus últimos onze meses no distrito guarapuavano. “Foi uma excelente experiência. O povo é muito acolhedor e a cidade, encantadora. A única dificuldade, especialmente para quem saiu do calor de Recife, foi arranjar casacos suficientes para aguentar o frio no inverno”, acrescentou, bem-humorado.

Certificação - E não é para menos. A aprovação no curso garantiu aos 19 estudantes a certificação como técnicos em cervejaria. “Já os alunos que tiveram sucesso na banca (da semana passada) receberam certificado de mestres cervejeiros”, destacou a coordenadora pedagógica do CTC, Deise Feltrin. “Por meio da banca, os alunos também puderam apresentar a estes 22 profissionais todo o seu conhecimento, favorecendo seu ingresso no mercado de trabalho”.

Traços - Oferecer à indústria cervejeira profissionais cada vez mais qualificados, capazes de apresentar soluções com assertividade e autonomia é um dos traços do Curso Técnico em Cervejaria do Colégio Imperatriz, na opinião de Nerci Kunrath, gerente de operações industriais do Grupo Petrópolis. “Pudemos perceber a profundidade com que os cursos foram ministrados ao longo do ano e o nível de absorção dos alunos. Sentia-se falta de um curso técnico deste porte, que traz vários efeitos positivos, como a reunião de profissionais, o compartilhamento de conhecimento, soluções conjuntas e o conceito cervejeiro disseminado aos estudantes”, frisou.

Imersão - Além da densa interdisciplinaridade, muitos estudantes valorizaram a imersão na cultura dos Suábia do Danúbio, cuja origem é alemã. “Esse fator cultural é enriquecedor e muito importante, sendo um conhecimento extracurricular”, salientou o estudante Eduardo Augusto dos Santos Gonçalves do Valle. “Vai além das qualidades das colônias de Entre Rios, como um local organizado e limpo; as colônias têm história e uma raiz familiar muito forte, centralizadas no trabalho e no sistema cooperativo. Esse aprendizado só se obtém durante o convívio”, acrescentou.

Benefícios - Para Alexandre Esber, da Academia da Cerveja da Ambev, a capacitação de jovens potenciais traz benefícios aos aspirantes a cervejeiros, ao mercado e à instituição de ensino, gerando credibilidade em todas as frentes. “Esses alunos se concentraram em seu sonho e dispuseram de uma estrutura excelente. Dá gosto de ver o grau de conhecimento adquirido de quem se dedicou a esse desafio”, salientou.

Banca final e formatura - A banca final para os alunos do Curso Técnico em Cervejaria foi realizada na quinta-feira, dia 16, nas instalações do Colégio Imperatriz. “É um diferencial proporcionado pelo Colégio Imperatriz para a obtenção da certificação de Mestre Cervejeiro, visto que o diploma de Técnico em Cervejaria é obtido com a conclusão exitosa do curso”, explicou Deise.

Avaliadores - Durante a banca, os alunos foram submetidos a arguições dos avaliadores externos, de grande expertise no mercado. “Quem souber fazer bom proveito dessa bagagem técnica e teórica para se fortalecer para o mercado, vai ter um grande diferencial no futuro”, observou o avaliador Reinaldo Franco, gerente de tecnologia cervejeira da Heineken.

Confraternização - Após a banca, os alunos, avaliadores e professores do curso confraternizaram, ao som de música e de um jantar tipicamente alemães. Para marcar o início da confraternização e a banca da primeira turma de Mestres Cervejeiros do Colégio Imperatriz, não poderia faltar a abertura do primeiro barril de chope, com a exclamação típica: “O'zapft is!” (“Es ist angezapft!”), após se romper o barril de cerveja com um golpe de martelo de madeira, dando início às festividades.

Convidados - Para a execução da ação, foram convidados o mestre cervejeiro Gerhard Beutling, com mais de cinco décadas dedicadas ao mundo cervejeiro, e o aluno Marcos José Parente Miranda Filho, que recebeu conceito máximo em todas as bancas. (Imprensa Agrária)

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COCAMAR: Adversidades fazem uma “seleção natural” de produtores

Região de solo arenoso e clima quente, o noroeste do Paraná não é lugar para quem se aventura a plantar soja sem um assessoramento técnico especializado.

Tecnologias apropriadas - Se em períodos de clima normal o cultivo, por ser desafiador, requer a aplicação de tecnologias apropriadas e orientação técnica, o que dirá em meio a uma severa estiagem como a que vem assolando o estado nesta safra de verão 2021/22?

Expansão - Em busca dessa resposta, o Rally Cocamar de Produtividade visitou, na segunda-feira (20/12), os municípios de Umuarama, Maria Helena e Tuneiras do Oeste, onde a soja avançou nos últimos anos, impulsionada em parte por arrendatários de outras regiões. A equipe foi acompanhada pelo engenheiro agrônomo Rodrigo Sakurada, gerente técnico da Cocamar.

Cenários - “Nós temos os mais variados cenários”, já vai avisando o engenheiro agrônomo Tiago Nascimento, da unidade local da cooperativa em Umuarama. O mesmo cenário se percebe nos outros dois municípios.

Recorrente - A primeira lavoura que se avista às margens de uma estrada rural, entre Umuarama e Perobal, é exemplo claro de um erro recorrente no manejo do sistema. O proprietário gradeou o solo e antes de as sementes germinarem, o local recebeu chuvas que “selaram” a camada superficial do solo além de gerar um aprofundamento da semente. O resultado é que a soja apresenta muitas falhas e, com a estiagem, não se desenvolveu. Além disso, foi recomendado ao produtor o manejo de ervas daninhas na fase pré-semeadura, o que ele deixou de fazer.

Buva - Em Tuneiras do Oeste, a equipe encontrou lavouras de soja perdidas no meio de grandes populações de buva, uma erva de difícil controle.

Perdas - Foi comum também, no geral, ver lavouras morrendo por escaldadura, ou seja, como não há nenhum tipo de proteção do solo, elas não resistem às altas temperaturas do solo, provocadas pela exposição ao sol. “Se a estiagem se prolongar por um período mais longo, muitos produtores não terão praticamente nada a colher”, disse o agrônomo Tiago Nascimento. As lavouras cresceram pouco e estão perdendo as folhas do “baixeiro” – que definem a produtividade. O momento é crítico, de floração e já em início de enchimento de grãos, período em que a umidade não pode faltar.

Sem palhada, inviável - Em resumo, verificou-se que princípios básicos para cultivar o arenito foram deixados de lado nas regiões percorridas pelo Rally: nesse solo altamente vulnerável é muito arriscado, de acordo com os técnicos, semear uma cultura sem a devida camada de palha, que vai proteger da erosão, da elevada temperatura da superfície do solo e preservar a umidade por mais tempo após a chuva.

Diferenças - “A perda de potencial produtivo está bem visível em algumas áreas”, avalia o gerente técnico Rodrigo Sakurada. Segundo ele, anos como este acabam promovendo uma “seleção natural” dos produtores, pois em muitos casos, práticas conservacionistas sustentáveis tendem a tolerar melhor as adversidades impostas pelo tempo. E, como foi possível verificar, na região do arenito estas diferenças são mais aparentes. Da mesma forma, arrendatários que fizeram concorrência por terras e inflacionaram o mercado, podem não ter, agora, como honrar seus compromissos.

Normal - Eventualmente, durante a viagem, a equipe se deparou com lavouras em condição praticamente normal de desenvolvimento, como em Tuneiras do Oeste. “São áreas beneficiadas recentemente por chuvas isoladas”, completou Sakurada.

Se chover, ainda é possível - O uso de tecnologias e das melhores práticas podem ajudar as lavouras a resistirem por mais tempo. Foi o que se viu na propriedade do cooperado Gérson Bortoli, em Umuarama. Como neste ano a braquiária semeada no outono não se desenvolveu – devido, também, à falta de umidade – Bortoli cultivou aveia para ter cobertura destinada ao plantio direto da soja. O produtor fez também o manejo de ervas e o que se vê é uma lavoura limpa, ainda com potencial para recuperar-se, caso volte a chover. “Houve perda de produtividade, mas esta lavoura está ainda num estágio bastante satisfatório, quando comparada à região”, comentou o agrônomo Tiago Nascimento.

Engalhadas - O mesmo se pode constatar na propriedade de César Formighieri, em Maria Helena, também reconhecido pelo investimento que faz em tecnologias e, a exemplo de Gerson, um histórico de altas produtividades, com presença frequente nos concursos realizados pela Cocamar. “As plantas estão bem engalhadas e emitindo muitas vagens”, notou o gerente técnico Rodrigo Sakurada, completando: “Se a chuva voltar nos próximos dias, ele ainda vai ter uma boa colheita, pois a soja tem a capacidade de retomar seu desenvolvimento e não ter o potencial produtivo tão comprometido”.

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

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UNIMED CURITIBA: Protocolos de saúde continuam indispensáveis para as festas de fim de ano, mesmo com alta taxa de vacinação

O marco deste Natal e da virada de ano para 2022 será, certamente, a possibilidade de poder encontrar presencialmente familiares e amigos, algo que só é possível devido à vacina contra a Covid-19. Porém, mesmo com o avanço da imunização em Curitiba e no Paraná, a prevenção, o cuidado e a cautela não devem ser deixados de lado. O médico cooperado Moacir Pires Ramos, especialista em infectologia e epidemiologista integrante do Centro de Pesquisa e Inovação da Unimed Curitiba, defende que a manutenção das medidas sanitárias neste período de festas é essencial para a contenção do vírus. “Nós precisamos continuar com o uso de máscara, principalmente em ambientes fechados, bem como manter a higienização das mãos com álcool gel, sempre que possível, e evitar aglomerações. E se o ambiente externo tiver com muitas pessoas presentes, por exemplo, mesmo ao ar livre também coloque a máscara”.

Cobertura - Em Curitiba, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, a cobertura vacinal já ultrapassou 70% da população, ou seja, esse é o total de pessoas imunizadas com as duas doses ou com a dose única. Não chega ao ideal de 80% defendido pela maioria dos especialistas e pelas sociedades de infectologistas, mas sem dúvida vivemos um quadro favorável. Justamente para mantermos a situação dessa maneira outro especialista faz coro, o médico infectologista Jaime Rocha que é diretor de Prevenção e Promoção à Saúde da Unimed Curitiba e responsável pela Unimed Laboratório. “É bom lembrar que a prevenção contra a Covid-19 também vale para a gripe e todos os outros vírus de transmissão respiratória. Ou seja, as medidas preventivas não são exclusivas da pandemia e ajudam a baixar a circulação de outros vírus também. Ter boa cobertura vacinal para um, mas não ter para outro faz com que volte o comportamento de antes, daqueles vírus não cobertos que voltam a aparecer”, explica.

Orientações - Isso significa que aquela conversa de um ano atrás, quando falávamos de uma suposta “etiqueta” ao encontrar poucos familiares, continua válida para 2021. Para Rocha, o ideal ainda é manter reuniões em grupos pequenos. “Vemos mais festas e circulações de pessoas esse ano, possíveis aglomerações – apesar das recomendações – com mais encontros de amigos e familiares. Então, em relação às festas, a sugestão é estar com as vacinas em dia. Estar imunizado com todas as opções disponíveis – de acordo com o calendário vacinal adequado para cada idade”, aconselha. Ele reforça a importância do entendimento de que as vacinas são uma ferramenta preciosa, elas ajudaram a extinguir doenças do planeta, e é preciso parar com informações falsas absurdas e teorias da conspiração.

Sintomas - “Outra coisa é ter em mente que não é porque tem uma festa que você deve ir a todo custo. Se estiver com sintomas respiratórios não vá! Melhor investigar, testar e se isolar para depois tomar uma decisão. Ir pode significar colocar as outras pessoas em risco”, orienta o infectologista. E estando junto com outras pessoas, segundo ele, tente manter a melhor postura possível, aquelas mesmas do ano passado. “Todos queremos nos encontrar, nos abraçar, temos que verificar se é possível fazer isso com a segurança adequada. Estamos flexibilizando sim, queremos retomar o convívio sim, mas há grandes dúvidas científicas que não vão ser respondidas tão rapidamente para podermos dizer que é 100% seguro. Estamos vendo que ainda não é, infelizmente, e nossos exemplos são a pandemia que ainda persiste e esse surto de influenza agora”, ressalta. O discurso parece até repetido, mas ambos os especialistas trazem essa etiqueta à tona para prevenirmos e consolidarmos a caminhada a fim de tentar chegar no fim disso tudo. A maior arma contra a pandemia, já se sabe faz tempo, é a vacina. Por isso, não dá para deixar de tomar as duas doses do imunizante.

Entrada e saída do Brasil - Esse é outro ponto que os dois infectologistas destacam. A queda dos números de incidência somada a este momento de flexibilização tem feito com que os cuidados sejam deixados de lado no dia a dia e na entrada ou saída de pessoas do país. E isso facilita, segundo Moacir Pires Ramos, a circulação do coronavírus e a entrada de novas variantes. “Se o país não impuser medidas de controle sanitário como a exigência de carteira de vacina, ou teste negativo para entrar no país, por exemplo, vamos ter a reintrodução de casos e também uma circulação maior de mutações”, afirma.

Menos risco - Jaime Rocha concorda que o “passaporte sanitário é uma necessidade, temos que ter uma regulamentação internacional. Porém, independentemente de regulamentação, essa é a única forma de assegurar um fluxo de pessoas que trazem menos risco para população. Ter pessoas circulando sem proteção aumenta muito a chance de disseminação de vários vírus respiratórios. A variante Ômicron não vai ser a última, já tivemos a Delta, a P1, porque é da natureza desses vírus fazerem variações com frequência. Provavelmente outras podem vir a surgir, só que surgirão menos variações se tivermos um número maior de pessoas vacinadas, pois mais pessoas imunes fazem ser menor a circulação viral. Isso é da comunidade global e não só da nossa casa, bairro ou prédio. Por isso que, nesse momento, o Brasil está de parabéns por ter uma cobertura vacinal maior do que muitos países considerados de primeiro mundo”, conclui ele, defendendo ainda que, paralelamente, é preciso trabalhar para que a cobertura global traga proteção a todos. (Imprensa Unimed Curitiba)

FOTOS: Freepik

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UNIPRIME PIONEIRA: Campanha Natal Solidário beneficia instituições

A solidariedade se fez presente em mais uma ação da Uniprime Pioneira. A cooperativa realizou a Campanha Natal Solidário 2021, que permitiu presentear mais de 1.200 pessoas, entre crianças, adultos e idosos.

Doações - Ao todo, cooperados de 11 agências fizeram doações que foram revertidas para as instituições escolhidas. Uma parceria que tem acontecido em todas as edições e faz com que a campanha seja um sucesso. “O Natal Solidário se baseia, sem dúvida, na solidariedade do nosso cooperado. Ele que contribuiu para que tivéssemos um resultado como esse: 186 quilos de alimentos doados; 20 cestas básicas; dois brinquedos didáticos; 1.200 jogos didáticos, R$ 3 mil reais em produtos de higiene e limpeza; além de calçados, roupas e muitos brinquedos. Sem eles nós não conseguiríamos ter esse sucesso”, destaca o presidente da Uniprime Pioneira, Orley Campagnolo.

Projeto fundamental - Campagnolo ainda ressalta que o Natal Solidário é um projeto fundamental para a cooperativa, que faz questão de realizar a ação todos os anos. “Natal Solidário é uma campanha com muitas etapas; há mais de 10 anos nós fazemos essa ação e nos dá muita satisfação de ajudar as entidades que abrigam crianças carentes. Isso nos enche de alegria, de ver um sorriso maravilhoso no rosto dessas crianças. Não é simplesmente o ato de ser bondoso no Natal, mas de tocar também o coração das pessoas para enxergar as dificuldades dos outros e abrir uma porta para a solidariedade”, complementa.

Toledo - Em Toledo (PR), a instituição beneficiada foi o CMEI Professora Otília Stédile, onde foram contempladas cerca de 70 crianças e realizada a doação de uma cama elástica e piscina de bolinhas à entidade. “Atendemos a uma demanda do CMEI e com a ajuda dos nossos cooperados - a quem eu agradeço muito o envolvimento e doações - conseguimos realizar a compra desses presentes. Já acompanhar a entrega foi emocionante. Esse foi o sexto Natal Solidário que participei e ainda me emociono como se fosse o primeiro”, frisa o gerente da agência de Toledo, Emerson Bortoleti. (Imprensa Uniprime Pioneira)

 

uniprime pioneira tabela 22 12 2021

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INPEV: Sistema Campo Limpo inaugura primeiro museu sobre logística reversa de embalagens de defensivos no Brasil

A convite do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, inaugurou, na última sexta-feira (17/12), o Museu do Sistema Campo Limpo. Localizado em Guariba (SP), região de Ribeirão Preto, é o primeiro no Brasil dedicado à história da logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas.

Operações - A cerimônia celebrou também o início das operações da nova central de recebimento do país, que funcionará no mesmo local, e a marca histórica de 650 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas corretamente durante duas décadas, o que equivale a 94% das embalagens primárias comercializadas no Brasil.

Números - Os números provam a bem-sucedida trajetória do inpEV, gestor do Sistema Campo Limpo, um programa que integra fabricantes, importadores, registrantes, agricultores, distribuidores e o poder público e que se tornou líder mundial e referência para outras indústrias.

Modelo - João Cesar Rando, diretor-presidente do inpEV, destaca que o Sistema serviu de modelo para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, marco regulatório fundamental para o setor, que entrou em vigor dez anos depois da fundação do inpEV. “No país, o programa foi um dos primeiros a colocar em prática o conceito que hoje é conhecido como economia circular”.

Êxito - O projeto do Museu é resultado do êxito do Sistema Campo Limpo, que hoje é exemplo para todas as indústrias ao redor do mundo quando se fala em logística reversa e sustentabilidade. “Iniciativas reconhecidas internacionalmente devem ser compartilhadas. Por isso, os visitantes poderão conhecer a história do Sistema, o funcionamento da operação e todo o ciclo da embalagem até a transformação em novos artefatos”, destaca Rando.

História - Com o Museu, os visitantes terão a oportunidade de mergulhar no processo da logística reversa, com acesso a toda a história que levou à concretização do Sistema, começando pela implantação do projeto-piloto em Guariba (1994), sob a gestão da Coplana – Cooperativa Agroindustrial.

Processo - Será possível conhecer, de forma lúdica e interativa, as etapas da operação, benefícios e os resultados obtidos ao longo dessas duas décadas, incluindo as primeiras campanhas de divulgação e conscientização. Painéis, infográficos e artefatos produzidos pelas recicladoras do Sistema serão usados para apresentar a trajetória do programa e o caminho percorrido pelas embalagens pós-consumo. O espaço vai valorizar ainda as equipes que tornaram todo esse trabalho possível, incluindo depoimentos de vários representantes dos elos da cadeia agrícola.

Visitas - A expectativa é que escolas e universidades da região realizem visitas rotineiras ao museu para que entendam a concretização do conceito de ESG (sigla em inglês para boas práticas ambientais, sociais e de governança) e de economia circular, modelo perseguido pelas grandes corporações do século 21.

Apoio - O Museu só pode ser viabilizado graças ao apoio da Coplana, parceira do inpEV desde sua fundação, e ao patrocínio de cinco recicladoras do Sistema: Campo Limpo Reciclagem e Transformação de Plásticos, Cimflex, Dinoplast, Plastibrás e Vasitex.

Valorização e compreensão - Segundo o vice-presidente da Coplana, José Antonio de Souza Rossato Jr, conhecer a história da logística reversa é uma oportunidade de valorização e de compreensão do presente para construção do futuro da produção agrícola moderna e sustentável em nosso país. “Acredito que a iniciativa representa a preservação do legado da logística reversa no Brasil”, diz.

Central em Guariba - Agora sob a gestão do próprio inpEV, a central de Guariba mudou de endereço e tem quase 1,2 mil m2 de área construída, aumentando a capacidade de destinação de 500 toneladas para 700 toneladas por ano.

Layout - Além de ter layout adequado às melhorias de processos desenvolvidas ao longo dos anos, a central foi planejada de acordo com conceito de sustentabilidade. “A unidade terá uma miniusina fotovoltaica, que produzirá energia limpa para abastecer a central de Guariba e mais as unidades paulistas de Araçatuba, Araraquara, Ituverava e São José do Rio Preto. Com uma potência instalada de 38 mil kwh/ano, vai permitir grande redução de custo”, explica Weider Santana, coordenador regional de Operações do inpEV. Ele destaca que haverá esquema de captação de água da chuva para uso em sanitários e aquecimento solar para chuveiros dos vestiários. O inpEV também ficará responsável pela conservação de uma área verde municipal anexa à central, com mais de 3,5 mil m2.

Modernizada - Modernizada, a central de Guariba acompanhou todas as fases do Sistema Campo Limpo, e representa o permanente investimento em inovação que resulta em mais eficiência para o programa de logística reversa. Um exemplo é a implantação do Projeto de Rastreabilidade, que adota padrão global de automação para acompanhar todo o percurso das embalagens, levando a aumento de produtividade e ausência de erros. Este projeto foi escolhido o melhor na categoria Sustentabilidade no Prêmio de Automação 2021 da GS1.

Museu - Informações

• Localização: avenida Antonio Ribeiro Netto, 21, Distrito Empresarial Governador Mario Covas, Guariba, SP.

• Para visitação, preencher formulário no site: https://www.inpev.org.br/inpev20anos/

Evento de inauguração - Além do ministro do Meio Ambiente, estiveram presentes autoridades e representantes do setor agrícola, entre eles: Marcos Montes, Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, representando a Ministra da Agricultura Tereza Cristina, Francisco Matturro - Secretário-Executivo de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Arnaldo Jardim - Deputado Federal, Celso Antônio Romano – Prefeito de Guariba; José Carlos Caporusso – Vice-prefeito de Guariba, e Mônika Bergamaschi – Presidente do Conselho da Associação Brasileira do Agronegócio – RP.

Sistema Campo Limpo e inpEV - O Sistema Campo Limpo é o programa brasileiro de logística reversa de embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas, que tem como base o princípio das responsabilidades compartilhadas entre todos os elos da cadeia produtiva (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) para realizar a devolução dos materiais. Fazem parte do Sistema mais de 260 associações de revendas e cooperativas. No total, são atendidas mais de 1,8 milhão (de acordo com o censo agrícola de 2017).

Responsabilidade - Desde 2002 o inpEV, Instituto Nacional de Embalagens Vazias, é responsável pela gestão das atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Instituição sem fins lucrativos, é formado por mais de 100 fabricantes, importadoras e registrantes e nove entidades representativas da indústria, distribuidores e agricultores. Além da logística reversa, exerce um importante papel na sociedade ao promover ações de conscientização e educação ambiental. (Assessoria de Imprensa do inpEV)

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MAPA: Nova ferramenta vai facilitar regularização ambiental de propriedades rurais

mapa 22 12 2021O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Serviço Florestal Brasileiro, lançou nesta terça-feira (21/12), o Módulo de Regularização Ambiental do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). A tecnologia possibilitará ao produtor rural que tiver o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado elaborar uma minuta de proposta de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e acessar os benefícios estipulados pelo Código Florestal Brasileiro.

Ferramenta decisiva - Na live de lançamento do Módulo, a ministra Tereza Cristina destacou que o MRA é uma ferramenta decisiva para que o país avance na agenda da regularização ambiental das propriedades e posses rurais, garantindo a efetiva implementação do Código Florestal brasileiro.

Benefícios do PRA - “Com o lançamento do Módulo MRA, contribuiremos de forma decisiva para que os produtores rurais tenham acesso aos benefícios do PRA, um programa que foi amplamente discutido em 2012 pelo Congresso Nacional e que neste momento contribuímos para sua efetiva concretização. Nos encontramos em um momento decisivo da implementação desta lei e precisaremos de união entre todos os elos para seguir um caminho de bom senso e de equilíbrio garantindo que os desafios sociais, econômicos e ambientais sejam abordados de forma integrada, assim como a legislação prevê”, destacou a ministra.

Declaração - Com o novo sistema, o produtor rural irá declarar de que forma cumprirá os dispositivos estabelecidos pela lei, que poderá ser feito por três principais dispositivos: a recomposição da vegetação nativa na propriedade rural, a compensação ambiental das reservas legais ou a conversão de sanções administrativas emitidas até 2008. O resultado final da adesão ao MRA é uma proposta de regularização ambiental que deverá ser apresentada ao órgão ambiental competente para a assinatura dos Termos de Compromissos e início da efetiva adequação dos produtores rurais ao Código Florestal.

Monitoramento - Desenvolvido no âmbito do Sicar, o MRA é uma ferramenta digital que permitirá o monitoramento das declarações com a utilização de sensoriamento remoto. O MRA será integrado à ferramenta do WebAmbiente da Embrapa,uma plataforma com informações técnicas para auxiliar os produtores rurais na regularização, seja na escolha de variedades arbóreas, ou de melhores técnicas e estratégias para sua adesão ao PRA.

Regularização - O Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite, também participou do lançamento do MRA. "É uma ferramenta importante para darmos mais um passo na direção de mostrar que o produtor rural está sim preocupado com a sua regularização e compensação de áreas e faz isso de forma muito eficiente", disse.

Código Florestal - O Código Florestal Brasileiro foi aprovado em 2012. A primeira etapa para o cumprimento da legislação foi a adesão dos produtores rurais ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que atualmente congrega mais de 7,7 milhões de imóveis rurais cadastrados.

Interesse - O diretor de Regularização Ambiental do Serviço Florestal, João Adrien, disse que 58% dos produtores que aderiram ao Cadastro Ambiental Rural manifestaram interesse em aderir ao PRA. "Isso é um indício de que o produtor rural está interessado na sua efetiva regularização ambiental e hoje estamos avançando para garantir esse direito previsto no Código Florestal", avalia.

Benefícios - Segundo ele, o Programa de Regularização Ambiental traz benefícios aos produtores rurais e ao meio ambiente. "É através do PRA que o Brasil vai promover uma das maiores recuperações florestais da história, recuperando nascentes, beiras de rios e outras áreas tão importantes para o equilíbrio entre produção e preservação", disse Adrien.

Análise Dinamizada - Em maio deste ano, o Serviço Florestal lançou a ferramenta da Análise Dinamizada do CAR, para que os estados possam analisar e qualificar a base de Cadastros a nível estadual de forma mais rápida e segura. o Analisa CAR permite que a análise dos cadastros inscritos na base do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) seja feita por lotes, o que dá celeridade e eficiência para a tarefa que até então estava sendo realizada de forma individualizada pelas equipes dos órgãos ambientais estaduais. (Mapa)

Confira a apresentação sobre o Módulo de Regularização Ambiental

 

SANIDADE ANIMAL: Certificação de livre de brucelose e tuberculose animal garante mais lucratividade no ramo leiteiro

sanidade 22 12 2021O Vale do Alecrim, propriedade rural no município de Pinhão, na região Centro-Sul do Paraná, recebeu o certificado de livre da brucelose e tuberculose, duas doenças que atingem bovinos e que provocam grandes perdas, sobretudo, em produtividade leiteira. O primeiro certificado da Unidade Regional de Sanidade Animal de Guarapuava (URS) foi entregue na sexta-feira (17/12) à produtora Angelita Aparecida Freski Surkamp.

Orientações fundamentais - Em 13 hectares, a família Surkamp mantém 52 cabeças de vacas, das quais 33 lactantes, com o objetivo de produção de leite e manutenção da agroindústria de queijos. Segundo Angelita, as orientações técnicas dos servidores do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) foram fundamentais tanto para a melhoria na produção quanto para a conquista da certificação.

Documento - O documento foi entregue pela supervisora regional da URS, médica veterinária Marcia Zago. Na propriedade, além de Angelita, trabalham seu marido e uma das filhas do casal. As outras duas estudam Engenharia Florestal e Agronomia na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A produção é de 550/600 litros por dia. Aproximadamente 180 litros vão para a queijaria da família e o restante é entregue ao laticínio.

Valor agregado - Os produtos têm o registro no Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e são vendidos na cidade, mas Angelita quer ir mais longe. Assim que o processo de adesão do município de Pinhão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf) for encerrado, ela pretende ser uma das primeiras a se engajar e poder vender em todo o Paraná. “Os produtos são muito procurados até por outros Estados, têm boa aceitação”, disse a proprietária.

Exigências - Uma das exigências para ter o selo é estar livre da brucelose e da tuberculose animal. “Estamos há muitos anos na atividade leiteira sempre com muita dedicação, muita responsabilidade, seguindo e colocando em prática todas as orientações e exigências que a lei sanitária do Estado e do município impõem tanto na vacinação, quanto nos exames dos animais e nos cuidados com a propriedade”, afirmou.

Fomento - Segundo ela, a certificação e o futuro selo do Susaf agregam valor aos produtos e devem fomentar ainda mais o negócio e aumentar a renda, inclusive na venda de animais com matrizes e novilhas. “É uma recompensa por 20 anos que nos dedicamos a esse serviço. Espero que o certificado seja um incentivo para que mais produtores façam a adesão para estar livres dessas doenças”, convocou.

Adicional - A brucelose e a tuberculose são doenças de grande importância em saúde pública, pois são zoonoses e trazem riscos a pessoas e animais. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apontam perdas econômicas em torno de 25% na produção de leite nos animais acometidos com Brucella abortus, além da necessidade de maior reposição de animais pelo produtor. Quanto à tuberculose, os prejuízos giram em torno de 15% em leite, além da expressiva perda na comercialização de animais.

Certificadas - O Paraná tem atualmente 93 propriedades certificadas como livres das duas enfermidades e 17 em processo de certificação. As que conquistam o título, além de comprovarem seriedade e comprometimento com a sanidade do rebanho, podem obter vantagens diretas. Uma delas é na comercialização do leite, pois há laticínios que pagam adicional no preço do produto. Há, ainda, maior facilidade para o trânsito dos animais e vantagem na hora de comercialização, visto que o comprador não precisa realizar imediatamente a testagem contra brucelose e tuberculose.

Adesão - O produtor que quiser aderir ao processo de certificação de propriedade livre das doenças deve contatar uma Unidade Local da Adapar e manifestar a intenção. Deve ainda estar com todos os animais identificados, ter médico veterinário responsável, estar em dia com a vacinação contra brucelose e se comprometer a cumprir uma série de regras estabelecidas no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT) e no Plano Estadual (PECEBT).

Exames - Após isso, são realizados exames diagnósticos em todos os animais da propriedade. Os testes são repetidos até se obter dois resultados negativos consecutivos, com intervalo de seis a doze meses. A manutenção da certificação depende do cumprimento de todas as regras e normas sanitárias estabelecidas e é renovada a cada ano, mediante a realização de testes nos animais.

Medidas obrigatórias e voluntárias - Os programas foram implantados no início dos anos 2000 e possuem medidas obrigatórias e voluntárias. Entre as obrigatórias constam a vacinação contra brucelose e controle de trânsito. Já a certificação de propriedades livres é de adesão voluntária e tem como objetivo o controle das enfermidades, dentro dos princípios técnicos sugeridos pelo Código Zoosanitário Internacional.

Exames - Segundo a coordenadora do programa paranaense, médica veterinária Elenice Amorim, este ano foram realizados 545 mil exames para diagnóstico de brucelose em animais e 645 mil para tuberculose. Há 975 médicos veterinários habilitados a trabalhar em parceria com o Estado.

Saúde - “Consideramos importante que as propriedades busquem essa certificação para valorização do rebanho bovino e bubalino e redução nas perdas econômicas causadas por estas duas doenças”, afirmou Amorim. “As ações para a erradicação são fundamentais, pois asseguram a saúde de quem produz e de quem consome produtos e derivados da carne e do leite bovino.” (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Seab

 

ECONOMIA I: Arrecadação federal cresce 1,41% e bate recorde em novembro

economia II 22 12 2021Impulsionada pela recuperação da economia e por receitas extras de impostos ligados ao lucro das empresas, a arrecadação federal bateu recorde para meses de novembro. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (21/12) pela Receita Federal, o governo arrecadou R$ 157,34 bilhões no mês passado, com aumento de 1,41% acima da inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Maior da história - O valor é o maior da história para meses de novembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. De janeiro a novembro, a arrecadação federal soma R$ 1,685 trilhão, com alta de 18,13% acima da inflação pelo IPCA, também recorde para o período.

Acima das previsões - A arrecadação superou as previsões das instituições financeiras. No relatório Prisma Fiscal, pesquisa divulgada pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado estimavam que o valor arrecadado ficaria em R$ 151,513 bilhões em novembro, pelo critério da mediana (valor central em torno do qual um dado oscila).

Retomada - A retomada da economia, que neste ano deve fechar com crescimento em torno de 4,5%, está impulsionando a arrecadação, com reforço de R$ 3,69 bilhões em novembro na comparação com novembro do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. No entanto, fatores atípicos e mudanças na legislação também contribuíram para a alta.

Recolhimentos atípicos - A arrecadação de novembro também foi impulsionada pelo recolhimento atípico (que não se repetirá em outros anos) de cerca de R$ 3 bilhões em novembro em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por grandes empresas. De janeiro a novembro, os recolhimentos atípicos somam R$ 39 bilhões, contra apenas R$ 6,5 bilhões no mesmo período de 2020.

Impulso - Ao longo de 2021, esses recolhimentos fora de época têm impulsionado a arrecadação por causa de empresas que registraram lucros maiores que o previsto e tiveram de pagar a diferença. Por causa do sigilo fiscal, a Receita não pode informar o nome e a atividade dessas grandes companhias. As compensações tributárias, quando um contribuinte pede abatimento ou desconto em tributos a pagar, caíram R$ 5,33 bilhões em novembro, impulsionando a arrecadação.

IOF - O aumento do IOF, que entrou em vigor no fim de novembro para financiar o Auxílio Brasil, também ajudou a melhorar a arrecadação. A base fraca de comparação nas receitas do IOF em 2020 também ajudou.

Zerado - De abril a dezembro do ano passado, o IOF sobre operações de crédito foi zerado para baratear as linhas de crédito emergenciais concedidas durante a pandemia. Juntos, os dois efeitos – aumento do IOF e base fraca de comparação no ano passado – elevaram a arrecadação em R$ 710 milhões no mês passado em relação a novembro de 2020

Tributos Na divisão por tributos, as maiores altas em novembro – em relação ao mesmo mês de 2020 – foram registradas na arrecadação do IOF, alta de R$ 3,75 bilhões (+322,65%) acima da inflação pelo IPCA. Em seguida, vêm o IRPJ e a CSLL, com crescimento de R$ 2,73 bilhões (+12,12%) acima da inflação, impulsionados pelo recolhimento atípico de grandes empresas e pelo aumento do lucro das empresas.

Imposto de Renda - Em terceiro lugar, estão as receitas do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre operações de capital, com alta de R$ 1,06 bilhão (+34,52%) acima da inflação. No entanto, outros indicadores que estavam crescendo ao longo de 2021 começaram a registrar queda no trimestre final do ano.

Previdência Social - A arrecadação da Previdência Social, que reflete o emprego formal, caiu 6,42% descontada a inflação pelo IPCA em novembro na comparação com o mesmo mês de 2020. Influenciada pela desaceleração das vendas e do setor de serviços, a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), caiu 11,10%, também descontada a inflação. Por incidirem sobre o faturamento, o PIS e a Cofins estão atrelados ao consumo. (Agência Brasil)

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ECONOMIA II: Ipea revisa para 4,5% a previsão de crescimento do PIB em 2021

ipea 21 12 2021O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (22/12), a Visão Geral da Conjuntura, análise trimestral da economia brasileira em que revisou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2021, a projeção atualizada é de crescimento da economia brasileira de 4,5%, menor do que a previsão anterior (4,8%), divulgada em setembro. A redução da previsão para este ano levou em conta os indicadores de atividade econômica do IBGE do terceiro trimestre e de outubro, que vieram abaixo do esperado.

Novembro - Para novembro, a nota de conjuntura sobre os indicadores mensais de atividade, divulgada conjuntamente com a Visão Geral, apresenta estimativas de crescimento que devem atenuar o impacto dos indicadores negativos de outubro. Espera-se que, em novembro, a produção industrial cresça 0,6%, o faturamento real dos serviços 0,4% e as vendas do comércio varejista (no conceito restrito) tenha alta de 0,3%. Apenas as vendas do comércio no conceito ampliado (que inclui veículos e materiais de construção), deve ter queda, de 0,7% no mês.

Produção - Pela ótica da produção, a revisão foi feita para os três principais setores da economia. Para os setores da indústria e dos serviços, a previsão é fechar o ano com crescimento de 4,9% e 4,5%, respectivamente. Para a agropecuária, houve revisão e se projeta agora uma queda de 1,2% em 2021, ante uma previsão anterior de crescimento de 1,2%. Essa alteração se justifica devido aos problemas climáticos que afetaram a safra deste ano, à piora do desempenho na produção de bovinos e à forte revisão do crescimento do setor em 2020 nos dados das Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

2022 - Para 2022, a projeção para o crescimento do PIB também foi revista, de 1,8% para 1,1%. Pesou para essa alteração o impacto negativo da elevação da inflação sobre o poder de compra das famílias. O aperto na política monetária, por sua vez, tem sido maior do que o esperado devido à alta da inflação e a alta dos juros no mercado de crédito deverá acarretar consequências negativas para a atividade econômica no próximo ano. Por outro lado, o Auxílio Brasil e o aumento da população ocupada podem influenciar positivamente a demanda, que também poderá ser estimulada pelo esperado aumento dos investimentos em infraestrutura.

Recuperação do agro - Segundo o estudo do Ipea, o crescimento do PIB em 2022 deverá ser influenciado pela recuperação da agropecuária, com previsão de crescimento de 2,8% e dos serviços, com alta prevista de 1,3%. Contudo, há fatores que serão condicionantes para que esse resultado, principalmente da indústria e dos serviços, se verifique. “Prevemos que a economia vai crescer no ano que vem, porém, o grau de incerteza aumentou significativamente em função de fatores como a rápida disseminação mundial da nova variante da Covid-19 e as possíveis mudanças de política monetária nos países desenvolvidos”, considerou o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior. O texto observa que a elevação e a persistência da inflação têm caracterizado a economia mundial, com fortes aumentos nos preços de commodities, com reflexos relevantes nos preços ao consumidor de diversos países.

Inflação - As previsões para a inflação no Brasil também foram revistas em relação às últimas projeções, divulgadas em novembro. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a variação prevista em 2021 passou de 9,8% para 10,0%, enquanto que, para o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), a taxa projetada mudou de 10,1% para 10,2%. Os aumentos nas projeções de 2021 decorreram da dinâmica da inflação em novembro.

Mantidas - Para 2022, as projeções para o IPCA e o INPC foram mantidas em 4,9% e 4,6%, conforme a última análise feita pelo Ipea, divulgada em novembro. A manutenção das taxas é baseada na estimativa de acomodação dos preços do petróleo e das demais commodities, combinada à menor probabilidade de efeitos climáticos intensos e à projeção de um aumento da safra brasileira, que devem resultar em pressão menor sobre combustíveis, energia elétrica e alimentos. De certa forma, a descompressão inflacionária já é percebida em algumas categorias no final de 2021, como o anúncio feito pela Petrobras de redução no preço das refinarias. Porém, há riscos que seguem associados, externamente, à possibilidade de novos aumentos de preços de commodities e, internamente, à percepção de fragilidades na política fiscal, além do processo eleitoral, com efeitos que podem desencadear maior volatilidade no mercado cambial. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Acesse a Visão Geral da Carta de Conjuntura

 

ECONOMIA III: PIB do Paraná cresce 4,8% nos três primeiros trimestres de 2021

economia I 22 12 2021Nos nove três primeiros trimestres de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Com altas nos setores de indústria e serviços, o resultado mostra a trajetória de recuperação da economia paranaense pós-pandemia, apresentando um sólido crescimento ao longo de todo o ano. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21/12) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Indústria - A performance da indústria no período foi a que mais contribuiu para o desempenho do Estado: o crescimento do setor foi de 10,9%. O resultado é consequência da expansão da indústria de transformação, com destaque aos segmentos de madeira e celulose e indústria metal-mecânica. Além disso, o ramo de serviços também apresentou expansão, com 3,26% no acumulado dos três trimestres. O destaque na área foi para as atividades de alojamento, alimentação e transportes.

Fatores - O diretor-presidente do Ipardes, Daniel Nojima, atribui o resultado a uma recuperação do mercado doméstico do Paraná, associado a um retorno gradativo das atividades econômicas. “Esse resultado para o terceiro trimestre é importante porque, em primeiro lugar, confirma uma recuperação em linha com a economia brasileira. Aos poucos, ambas vêm recuperando seus níveis de produção com relação aos piores momentos da pandemia”, explica.

Queda - O único setor em queda no acumulado foi a agropecuária, com uma contração de -5,45%. O resultado é consequência direta das quebras nas safras de soja, milho e cana-de-açúcar e do clima.

Trimestre - Apenas no terceiro trimestre, o crescimento do PIB paranaense foi de 3,86% com relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados apresentam retração de -8,94% na agropecuária e expansão de 4,59% na indústria e de 3,83% nos serviços. No trimestre, o PIB totalizou R$ 140,97 bilhões, sendo R$ 122,94 bilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 18,03 bilhões aos impostos.

Recuperação - Para Nojima, esse resultado também confirma a recuperação econômica, mesmo com as adversidades vistas na agropecuária. “A economia paranaense foi desfavorecida ao longo deste ano por conta do clima, que impactou fortemente a produção agrícola - em particular no terceiro trimestre - e desfavoreceu bastante a produção de milho. Mesmo com isso, houve avanço da indústria e dos serviços, dada a melhora do ambiente relacionado à Covid-19, o que permitiu que a economia voltasse a respirar razoavelmente bem”, analisa.

Produção - No período, o crescimento da indústria foi capitaneado pela fabricação de caminhões, ônibus, carrocerias e reboques, além de madeira e equipamentos agrícolas. Já o aumento dos serviços segue a tendência da retomada das atividades nos segmentos de transportes, alojamento e alimentação.

Trimestre anterior - O Paraná também apresentou desempenho positivo no índice que compara o resultado com o trimestre imediatamente anterior. O PIB registrou aumento de 0,93% com relação ao segundo trimestre deste ano, impulsionado por variações positivas de serviços (0,71%) e indústria (0,68%).

Comparativo - Em comparação com os índices nacionais, o Paraná desponta como uma economia fortalecida. O índice nacional aponta que o Brasil apresentou recessão de 0,09% no terceiro trimestre, sendo que já no segundo trimestre havia apresentado queda de -0,35% – o que caracteriza uma recessão técnica.

Superior - No Paraná, o índice de 0,93% se soma a um resultado positivo anterior, de 0,57%. “Comparativamente, estamos com indicadores dessazonalizados bem superiores do que o Brasil. Os números apontam para uma tendência de recuperação melhor se comparado à média brasileira, que foi no sentido contrário”, acrescenta o diretor do Ipardes.

Expectativa - Segundo a análise do instituto, a expectativa para o quarto trimestre e para o início de 2022 é positiva: com a continuidade da trajetória de recuperação, o Paraná deverá superar os 4% de crescimento em 2021.

Quarto trimestre - Nojima aponta que o quarto trimestre é permeado por características sazonais, como a retração da indústria de um lado e uma maior força do comércio e serviços de outro. Mas, mesmo com essas particularidades, a tendência paranaense é de crescimento geral, inclusive para o próximo ano.

2022 - “Podemos entrar em 2022 com uma perspectiva melhor, em que pesem todas as questões que permanecem na economia brasileira — inflação ainda elevada no primeiro semestre, contexto de aumento de taxa de juros —, e apesar de tudo isso os indicadores dessazonalizados apontam para uma tendência que não pode ser desprezada em termos positivos”, complementa Nojima. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o relatório de divulgação do PIB do terceiro trimestre AQUI.

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

CÂMBIO: Dólar tem pequena queda em dia de intervenção do Banco Central

cambio 22 12 2021Um dia depois de atingir o maior valor desde março, o dólar fechou com pequena queda, influenciado pelo baixo volume de negociações e pela intervenção do Banco Central (BC) no câmbio. A bolsa de valores subiu após dois dias de perdas, mas não conseguiu acompanhar a recuperação dos mercados no exterior.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta terça-feira (21/12) vendido a R$ 5,739, com leve recuo de 0,07%. A cotação chegou a R$ 5,76 na máxima do dia, por volta das 14h30, mas desacelerou perto do fim das negociações, até fechar próxima da estabilidade.

Venda - De manhã, o BC vendeu US$ 500 milhões das reservas internacionais. Nos últimos dias, a autoridade monetária tem feito intervenções no mercado para suprir a demanda de dólares por empresas que remetem lucros ao exterior perto do fim do ano. A divisa acumula alta de 1,82% em dezembro e de 10,6% em 2021.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 105.500 pontos, com alta de 0,46%. O indicador aproximou-se dos 106 mil pontos no início das negociações, mas perdeu força durante o dia.

Mineradoras - A bolsa de valores foi beneficiada por ações de mineradoras, que subiram com a alta do preço do minério de ferro no mercado internacional. Também contribuiu para a valorização do Ibovespa o fechamento de um acordo de fusão de uma subsidiária da produtora de aviões Embraer com uma companhia no exterior. Os papéis da empresa aeronáutica dispararam 16% após o anúncio. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

INFRAESTRUTURA I: Começam os serviços de conservação das rodovias estaduais do Anel de Integração

infraestrutura I 22 12 2021Os novos contratos de conservação das rodovias estaduais após o fim dos pedágios do Anel de Integração já estão dando resultados. Eles foram licitados e contratados pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), representando um investimento de R$ 93.491.447,26 para atender 964,52 quilômetros durante dois anos.

Serviços - Os serviços atualmente estão concentrados na faixa de domínio das rodovias, e incluem roçada para controle da vegetação próxima ao pavimento, limpeza e recomposição de elementos de drenagem, e limpeza e recomposição da sinalização e de dispositivos de segurança viária.

Levantamentos - No pavimento estão sendo realizados levantamentos e marcados todos os segmentos que necessitem de intervenção, até o momento pontuais. As empresas receberam as notas de serviço e devem iniciar os trabalhos nos próximos dias, com execução de remendos, reperfilagem e microrrevestimento.

Condições - De acordo com levantamento da condição do pavimento das rodovias estaduais concedidas, cerca de 87% apresentavam condições boas, e o restante condições regulares. Isso garante que a realização rotineira de serviços descontínuos localizados preserve as pistas.

Contratos - São cinco contratos, conforme as superintendências regionais do DER/PR: Lote 1 – Região Metropolitana de Curitiba e Litoral: 153,75 quilômetros; Lote 2 – Campos Gerais: 306,48 quilômetros; Lote 3 – Norte: 230,29 quilômetros; Lote 4 – Noroeste: 200,99 quilômetros; e Lote 5 – Oeste: 73,01 quilômetros. Confira a tabela com todos os trechos AQUI.

Iniciados - Por enquanto já começaram os serviços nos lotes 1, 2, 3 e 5, com o lote 4 finalizando o plano de trabalho que vai ser avaliado pelo DER/PR.

Novo programa - Como há perspectiva de lançamento do novo programa de concessões rodoviárias do governo federal no ano que vem, o valor executado pode ficar abaixo do total de R$ 93,4 milhões, devido à supressão dos serviços. Para estes casos, está prevista a possibilidade de rescisão contratual, sem penalidades para as partes envolvidas.

Guinchos - O DER/PR realizou na quinta-feira passada (16/12) a fase de lances da licitação para contratar os serviços de guincho mecânico nas rodovias estaduais e federais do Anel de Integração após o término dos pedágios.

Leis lotes - Foram seis lotes, proporcionais aos lotes do Anel de Integração, contemplando todas as rodovias estaduais e federais que antes eram pedagiadas. As empresas interessadas disputaram oferecendo lances cada vez menores, por meio da ferramenta de pregão eletrônico do portal Licitações-e, do Banco do Brasil. O valor total foi de R$ 88.145.000,00.

Análise - Atualmente o DER/PR está analisando os documentos e propostas de preços das arrematantes, devendo publicar um resultado esta semana, abrindo o período de cinco dias para interposição das demais participantes.

Federais - Com o término das concessões rodoviárias nos dias 26 e 27 de novembro de 2021, a responsabilidade das rodovias federais retornou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a das rodovias estaduais ao DER/PR, cabendo a cada departamento contratar a manutenção e conservação das rodovias de sua alçada.

Auditoria - Quanto ao estado de conservação dos pavimentos entregues pelas concessionárias, todas as situações serão apuradas e contabilizadas pelo DER/PR, com eventuais descumprimentos contratuais sendo convertidos em indenizações junto ao poder público. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: DER/PR

 

INFRAESTRUTURA II: PRC-280 ganha 1° quilômetro de concreto; obras avançam em ritmo rápido no Sudoeste

infraestrutura II 22 12 2021Quem passa pela PRC-280, no trecho que vai de Palmas ao Trevo Novo Horizonte, já consegue ver o progresso da pavimentação em concreto que vai restaurar os 59,55 quilômetros mais degradados da rodovia. A obra, uma das mais aguardadas na região Sudoeste, também será um marco na engenharia rodoviária estadual, já que a PRC-280 será a primeira a receber restauração em concreto com a técnica conhecida como whitetopping.

Colocação - A colocação do concreto começou há menos de uma semana e está em ritmo acelerado, alcançando quase um quilômetro por dia. Mas as obras iniciaram bem antes, com a preparação da pista e dos acostamentos existentes para receber as placas de concreto de 22 centímetros de espessura.

Fresagem e nivelamento - Foi feita a fresagem na pista de rolamento e o nivelamento dos acostamentos, que foram preenchidos com brita. O concreto, que também será usado nos acostamentos, vai restaurar completamente o pavimento. A obra prevê, ainda, a adequação dos dispositivos de drenagem, da sinalização horizontal e vertical e de elementos de segurança.

Seis quilômetros - Até o final do ano, devem ficar prontos pelo menos seis quilômetros de meia pista. No final da segunda-feira (20/12), haviam sido implantadas placas de concreto em 1,3 quilômetros e 19 quilômetros já estavam preparados para o whitetopping.

Solução - “O whitetopping é uma solução utilizada nos países de primeiro mundo. Enquanto o recapeamento com asfalto comum dura em média cinco anos, com esta técnica o tempo de vida útil do pavimento é de no mínimo 20 anos e pode chegar a 30 anos”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Promessa - “Restaurar a PRC-280 era uma promessa que estamos cumprindo e a decisão pelo concreto vai garantir a qualidade e durabilidade da rodovia, que é o principal corredor de escoamento do Sudoeste”, acrescenta. Ratinho Junior destaca outra vantagem na aplicação do concreto: a rapidez.

Avanço - O governo tem pressa para entregar a obra. “A previsão é concluir tudo em julho de 2022”, afirma o chefe da Casa Civil, Guto Silva. “A restauração da PRC-280 foi prometida por vários governos, mas nunca aconteceu e a rodovia era mantida apenas com tapa-buracos, que não resolviam o problema. O concreto é a uma solução definitiva para este trecho por onde passam diariamente quase 2 mil veículos pesados”, completa.

Investimento - O investimento na restauração do trecho é de R$ 107,4 milhões e faz parte do Avança Paraná, programa do Governo do Estado que utiliza recursos financiados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

Outras obras - Guto Silva também lembra que, além da pavimentação em concreto, outras obras estão em andamento na PRC-280. “Estão sendo implantadas cerca de 13 quilômetros de terceiras faixas em outro trecho da rodovia, um investimento de R$ 26,8 milhões”, diz.

Segmentos - São 18 segmentos de Palmas a Marmeleiro. Em 13 já foi realizada a etapa de drenagem. E em União da Vitória, um outro trecho da via em terceira faixa está quase pronto, o que totaliza 19 melhorias ao longo da PRC-280.

Meia pista - O engenheiro do DER-PR, Paulo Melani, explica que até julho, por conta das obras, o trecho de Palmas ao Trevo Novo Horizonte, no entroncamento com a BR-153, que dá acesso à Santa Catarina, terá bloqueio de tráfego. Ele recomenda que os motoristas evitem utilizar a rodovia.

Meia pista - “Nos próximos meses, o tráfego de veículos do quilômetro 70,8 ao 130,35 ficará em meia pista no sistema de bandeira Pare-e-Siga 24 horas por dia. Pedimos paciência a todos para aguardar o tempo necessário ou então utilizar um desvio”, afirma.

Orientação - Para quem segue para Curitiba e Paranaguá, Melani orienta ir por Guarapuava, e quem vai para Santa Catarina sugere que já desça em Abelardo Luz, evitando a barreira atual de 20 quilômetros, em que pode haver até 2 horas de parada, dependendo o movimento. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

LEGISLATIVO: Congresso Nacional aprova o Orçamento para 2022

legislativo 22 12 2021O Congresso Nacional aprovou, nesta terça-feira (21/12), o Orçamento da União para 2022. Agora, o PLN 19/2021 segue para sanção presidencial com as modificações aprovadas por deputados federais e senadores. O salário mínimo previsto para vigorar a partir de 1º de janeiro de 2022 é de R$ 1.210. O programa Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família, terá R$ 89 bilhões. O fundo eleitoral vai repartir R$ 4,9 bilhões. A área da Saúde terá mais de R$ 147 bilhões e a Educação, mais de R$ 113 bilhões. Os deputados aprovaram a matéria com 358 votos contra 97; os senadores, com 51 votos contra 20.

Cenário macroeconômico - O texto aprovado, o substitutivo do relator-geral, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), considera mudanças no cenário macroeconômico para 2022, com redução na estimativa de crescimento da economia (de 2,5% do PIB, para 2,1%) em relação ao projeto original do governo. Já a inflação do ano que vem medida pelo IPCA, segundo projeções oficiais, deve ficar em 4,7%, acima da estimativa de 3,5% usada na elaboração do projeto da Lei Orçamentária.

INPC - A aceleração inflacionária também impactou o INPC, índice utilizado para a correção do salário mínimo e dos valores dos benefícios previdenciários e assistenciais, acumulando alta em 12 meses encerrados em novembro de 9,36%.

Projeção - No substitutivo do relator, foi adotada projeção do INPC de 10,18% para 2021, por considerar que o índice deverá se situar em patamar próximo do IPCA esperado pelo mercado, conforme Relatório Focus do Banco Central publicado em 6 de dezembro. A previsão para 2022 é que o índice fique em 4,25%.

Salário mínimo - Em face da alta da inflação, o salário mínimo deve subir dos atuais R$ 1.100 para R$ 1.210 no próximo ano. No texto original do Poder Executivo, o salário mínimo seria de R$ 1.169.

Selic - A meta para a taxa básica de juros Selic foi ininterruptamente elevada desde março de 2021, quando estava no patamar mínimo histórico de 2%, até atingir 9,25% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano de 2021.

Estimativa - O PLOA 2022 amparou-se em estimativa da Selic de 6,4% em 2021 e de 6,65% ao fim de 2022. Atualmente os parâmetros oficiais apontam para 9,15% em 2021 e 10,90% ao fim de 2022.

Câmbio - Houve revisão também das expectativas sobre o comportamento do câmbio desde o encaminhamento do PLOA 2022. Naquele momento, era esperada taxa de câmbio de R$ 5,20 ao fim de 2022, que foi revisada para R$ 5,50.

Auxílio Brasil e precatórios - Com a aprovação da PEC dos Precatórios, que alterou as regras para pagamento das dívidas do governo reconhecidas pela Justiça, o governo conseguiu uma margem extra total de R$ 131 bilhões nas suas contas, dos quais R$ 110 bilhões ficarão com o Executivo. Desmembradas nas Emendas Constitucionais 113 e 114, promulgadas este mês, as mudanças viabilizam a ampliação do Auxílio Brasil, programa que substitui o Bolsa Família.

Valor médio - Segundo o Ministério da Economia, o valor médio do benefício deve ser R$ 415. A previsão inicial era atender 14,7 milhões de famílias, número ampliado para 17,9 milhões pelo relatório final.

Parcela - Dos R$ 110 bilhões extras conseguidos com a PEC dos Precatórios, R$ 54,39 bilhões ficarão com o Auxílio Brasil. O programa terá ao todo R$ 89 bilhões reservados no Orçamento do ano que vem, dos quais R$ 34,67 bilhões já estavam previstos no PLOA.

Inflação acumulada - A promulgação da Emenda 113, com a mudança no critério de atualização do teto de gastos, que passou a considerar a inflação acumulada nos últimos 12 meses de janeiro a dezembro (e não até junho), permitiu uma margem extra ao governo de R$ 69,6 bilhões, sendo R$ 66,5 bilhões apenas para o Poder Executivo, considerando-se projeção do IPCA de 10,18%, segundo o Relatório Focus de 6 de dezembro.

Teto de gastos - O teto de gastos da União aplicável ao exercício financeiro de 2022 passa de R$ 1.610 bilhão para R$ 1.679,5 bilhão.

Precatórios - Já a Emenda 114 fixou um novo limite para o pagamento de precatórios, reduzindo a autorização prevista no projeto de Lei Orçamentária para 2022. Dos R$ 89,1 bilhões iniciais, serão pagos ano que vem, sujeitos ao teto de gastos, R$ 45,6 bilhões. A diferença gerou um extra de R$ 43,5 bilhões no teto de gastos.

Saúde - O substitutivo prevê a aplicação mínima de R$ 147,7 bilhões em ações e serviços públicos de saúde, um acréscimo de R$ 13,2 bilhões em relação ao PLOA. O relator geral não acatou, porém, pedidos para aumentar a verba para compra de vacinas e manteve o valor em R$ 3,9 bilhões.

Royalties - Esse montante de R$ 147,7 bilhões não inclui os R$ 900 milhões referentes à parcela de royalties e participação especial oriundos da exploração de petróleo e gás natural, que destina recursos adicionais a serem aplicados em saúde, como prevê a Lei no 12.858, de 2013.

Gastos - Neste ano até agora foram gastos R$ 178 bilhões (R$ 130,9 bilhões previstos no Orçamento 2021 e R$ 47,1 bilhões de créditos extraordinários), informa estudo das consultorias do Congresso.

Educação - O Executivo promete ainda aplicar R$ 113,4 bilhões na manutenção e no desenvolvimento do ensino em 2022. A complementação da União ao Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb) será de R$ 30,1 bilhões, o que representa um acréscimo de 15% sobre as contribuições de estados e municípios, conforme determina a Constituição.

Retomada - O senador Wellington Fagundes (PL-MT), que foi relator setorial da área de educação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), disse que o Orçamento do ano que vem vai ajudar na retomada econômica e proporcionar “o retorno com segurança às salas de aula”, além da conclusão de obras inacabadas, como creches.

Presidente - A presidente da CMO foi a senadora Rose de Freitas (MDB-ES). “Quando nos unimos para falar da educação, nós não estávamos fazendo nada de novo; apenas estávamos caminhando na direção de recompor um gesto justo para os brasileiros, dando-lhes melhores condições. Quero dizer que, de 2019 até 2021, a educação decresceu, perdeu investimentos. E mudamos essa realidade quando nos demos as mãos”, disse Rose de Freitas.

Ciência e tecnologia - O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) comemorou que o texto aprovado reserva R$ 13 bilhões para a área de ciência e tecnologia, montante que não poderá sofrer contingenciamento.

Vale-gás - No documento, o relator geral aceitou uma sugestão do Ministério da Economia e incluiu na peça orçamentária R$ 1,9 bilhão para o vale-gás em 2022. O vale bancará metade do preço do gás de cozinha a famílias de baixa renda por cinco anos. A expectativa do governo é atender 5,5 milhões de famílias ainda em 2021. O benefício será concedido a cada dois meses e corresponde a uma parcela de no mínimo 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 quilos do gás de cozinha.

Assistência social - O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia, que pagam um salário mínimo aos idosos e às pessoas com deficiência pobres, consumirão R$ 77,47 bilhões, um aumento de R$ 4,5 bilhões em relação à proposta original do governo. Não está previsto o pagamento de auxílio emergencial em 2022. O texto final ainda prevê aumento de R$ 27,5 bilhões para os recursos de benefícios previdenciários.

Fundos eleitoral e partidário - O substitutivo aprovado prevê despesa com o financiamento público para as eleições de 2022 de R$ 4,9 bilhões. O valor ficou abaixo do teto de R$ 5,7 bilhões estipulado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para esse tipo de gasto. Diversos parlamentares tentaram diminuir o valor do ‘fundão’, mas não obtiveram sucesso.

Vetos - Na sexta-feira (17/12), o Congresso derrubou vetos presidenciais, entre eles, um à LDO, mantendo o limite para o fundão em 2022.

Destinação - Já para o fundo partidário, foi destinado R$ 1,1 bilhão, o que corresponde aos R$ 984 milhões de 2021 corrigidos pelo IPCA, mais um acréscimo de R$ 45,85 milhões.

Emendas parlamentares - Para as emendas de relator, o substitutivo destinou R$ 16,5 bilhões para atender demandas de senadores e deputados. Entre elas, estão previstos R$ 4,68 bilhões para a atenção primária à saúde; R$ 1,25 bilhão para o Sistema Único de Assistência Social; R$ 880 milhões para a educação básica; R$ 60 milhões para esgotamento sanitário.

Dentro do limite - O valor das emendas de relator ficou dentro do limite aprovado em projeto de resolução pelo Congresso no fim de novembro. Pela nova regra, o teto deve se limitar ao total das emendas de bancada e individuais impositivas. Para 2022, o Orçamento libera R$ 10,93 bilhões para emendas individuais e R$ 7,54 bilhões para as emendas de bancada estadual.

Total - Os parlamentares apresentaram 6.689 emendas individuais e coletivas, sendo 5.231 de deputados, 866 de senadores, 415 de bancada estadual e 177 de comissão. Ao todo, foram destinados R$ 21,12 bilhões para atender a essas emendas.

Censo 2022 - Outra despesa prevista para 2022 é a realização do censo demográfico, no valor de R$ 2,29 bilhões. Um crédito adicional de R$ 82,3 milhões já foi destinado ao pagamento das despesas de preparação a serem realizadas este ano e outro de R$ 35,7 milhões aguarda aprovação pelo Congresso.

Reprogramação - O pequeno valor autorizado em 2021 (R$ 135,5 milhões) levou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a reprogramar a realização do censo para 2022. Em abril deste ano, no entanto, o então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello concedeu liminar para obrigar a execução do censo ainda em 2021. Mas o Supremo decidiu que, por conta da pandemia de covid-19, o censo poderia ser feito em 2022, com os trabalhos de preparação começando ainda neste ano.

Contas públicas - O substitutivo do relator prevê um déficit de R$ 79,3 bilhões nas finanças do governo federal. Trata-se de valor inferior à meta prevista na LDO 2022, que era de déficit de R$ 170,5 bilhões. Mas superior aos R$ 49,6 bilhões previstos no texto original do projeto de Lei Orçamentária.

Valor - O valor total da despesa constante do substitutivo é de R$ 4.823,2 bilhões, dos quais R$ 1.884,8 bilhão refere-se ao refinanciamento da dívida pública. No PLOA 2022, a despesa total prevista era de R$ 4.716 bilhões, sendo igual o valor da dívida pública.

Policiais e agentes de saúde - O texto aprovado trata também da recomposição de recursos para irrigação na região Centro Oeste, para o Ministério da Educação, CNPq e para a Embrapa, além de ajustes orçamentários para aumentar recursos para a justiça eleitoral, seguro-rural e reestruturação de carreiras, entre outros.

Mais - A complementação de voto que amplia os recursos para Educação; concede quase R$ 2 bilhões para reajuste de policiais federais (rodoviários e penais, inclusive); destina R$ 800 milhões para o reajuste de agentes comunitários de saúde e de combate a endemias; e fixa o Fundo Eleitoral em R$ 4,934 bilhões. Para os demais servidores públicos federais não há previsão de reajuste.

Obras bloqueadas - O relatório aprovado também lista três obras com indícios de irregularidades graves que não poderão receber recursos, a menos que os problemas sejam resolvidos: a construção da BR-040 (RJ), a ampliação de capacidade da BR-290 (RS) e a Ferrovia Transnordestina (aplicação de recursos federais de várias origens).

Nova PEC - O relator-geral, Hugo Leal, incluiu no relatório final uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para que o teto de gastos seja redefinido a cada quatro anos.

Índice - Na PEC dos Precatórios (PEC 23/2021), que se desmembrou e deu origem às Emendas 113 e 114, houve uma mudança no índice usado para a correção do teto, que passou a ser o fechado do ano. Pela proposta do relator, a redefinição do teto de gastos poderia ser feita por meio de lei complementar, a cada quatro anos, no primeiro ano do mandato presidencial.

Desvinculação - O relator geral ainda sugere desvincular a margem fiscal aberta pela aprovação da PEC dos Precatórios, "com vistas a flexibilizar a alocação de recursos nos orçamentos da União". Na aprovação da PEC dos Precatórios, o Senado vinculou a abertura do espaço fiscal ao pagamento do Auxílio Brasil, programa social que substituiu o Bolsa Família, e a despesas da seguridade social.

Margem fiscal - Além disso, a PEC proposta pelo relator-geral possibilita que o Executivo use a margem fiscal de órgãos que estão sob o comando de outros Poderes. (Agência Senado)

FOTO: Jefferson Rudy / Agência Senado

 

SAÚDE I: Número de casos de Covid-19 passa de 22,2 milhões no país

O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 22.219.477. Em 24 horas, autoridades de saúde registraram 3.621 diagnósticos positivos da doença. Na segunda-feira (20/12), o painel de informações da pandemia totalizava 22.215.856 casos acumulados. Ainda há 95.650 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado.

Ômicron - Já a soma de casos da variante Ômicron no país subiu para 32, e há 16 que ainda estão em investigação. Entre as unidades federativas com mais pessoas infectadas pela variante aparecem São Paulo (20), Goiás (4), Minas Gerais (3) e Distrito Federal (2).

Mortes - O total de mortes causadas pela covid-19 chegou a 617.948. Entre segunda e terça-feira (20 e 21/12), secretarias estaduais e municipais de Saúde confirmaram mais 75 óbitos. Até segunda-feira (20/12), o sistema de informação do Ministério da Saúde marcava 617.873 óbitos em decorrência da covid-19.

Investigação - Ainda há 2.726 falecimentos em investigação, dados relativos a segunda-feira. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação da causa demanda exames e procedimentos posteriores.

Recuperadas - Até esta terça-feira (21/12), 21.505.879 pessoas já haviam se recuperado da doença.

Atualização - As informações estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta terça-feira (21/12). O balanço consolida informações sobre casos e mortes enviadas pelas secretarias estaduais de Saúde, mas os totais são parciais, uma vez que diversos estados não atualizaram os dados nesta terça, como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso do Sul. Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras e nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral, há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o estado com mais mortes por covid-19, até o momento, é São Paulo, com 155.00 registros (dados relativos à segunda-feira). Em seguida, vêm Rio de Janeiro (69.347), com dados também referentes à segunda, Minas Gerais (56.568), Paraná (40.858) e Rio Grande do Sul (36.377).

Menos- Os estados com menos óbitos pela doença são Acre (1.850), Amapá (2.010), Roraima (2.070), Tocantins (3.927) e Sergipe (6.056). Nesses cinco estados, os dados são relativos à segunda-feira (20/12).

Vacinação - Os dados sobre vacinação continuam indisponíveis desde o início do mês, quando o ministério informou que sua base de dados tinha ter sido alvo de um ataque. A pasta chegou a dizer que o problema seria resolvido até o fim da semana passada, mas, até o momento, a situação não foi normalizada. (Agência Brasil)

 

covid 21dez

SAÚDE II: Sesa confirma mais 602 casos e sete óbitos pela Covid-19 no Paraná

saude II 22 12 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (21/12) mais 602 casos e sete mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.587.441 casos e 40.635 óbitos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de dezembro (212), novembro (20), outubro (25), setembro (16), agosto (10), julho (23), junho (36), maio (15), abril (19), março (88), fevereiro (19) e janeiro (18) de 2021 e dezembro (18), novembro (16), outubro (17), setembro (10), agosto (11), julho (18), junho (6), maio (3) e abril (2) de 2020. Os óbitos são de dezembro (5), abril (1) e março (1) de 2021.

Internados - 72 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados, todos em leitos SUS (38 em UTIs e 34 em leitos clínicos/enfermarias).

Exames - Há outros 369 pacientes internados, 176 em leitos de UTI e 193 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais sete pacientes. São três mulheres e quatro homens, com idades que variam de 43 a 90 anos. Os óbitos ocorreram entre 10 de março e 19 de dezembro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (3), Prudentópolis (2), Umuarama (1) e Pato Branco (1).

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 6.306 casos de não residentes no Estado – 223 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

Veja os ajustes (exclusões e correções de municípios).

 

SAÚDE III: Paraná recebe mais 138 mil vacinas contra a Covid-19 na quarta-feira

saude III 22 12 2021O Ministério da Saúde confirmou o envio de mais 138.060 vacinas contra a Covid-19 ao Paraná nesta quarta-feira (22), quase véspera de Natal. O voo LA-4777 deve pousar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, às 9h15.

Informe técnico - A nova remessa ainda aguarda a divulgação do informe técnico do governo federal. O documento definirá o público-alvo.

Cemepar - As doses serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, para conferência e armazenamento.

Distribuição - A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) descentralizou nesta terça-feira (21/12), por via terrestre, 262.421 vacinas contra a Covid-19 para as suas Regionais no Paraná. Os imunizantes são referentes à 73ª pauta do Ministério da Saúde e destinados à dose de reforço (DR), primeira dose (D1) de adolescentes e segunda dose (D2) da população a partir de 12 anos. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Sesa

 

SAÚDE IV: Boletim da ANS reforça queda de leitos destinados para tratamento da Covid-19

saude IV 22 12 2021A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou, nesta terça-feira (21/12), a edição de dezembro do Boletim Covid-19, com dados sobre o comportamento do setor de planos de saúde durante a pandemia de Covid-19. 

Crescimento contínuo - A última edição de 2021 mostra o crescimento contínuo do setor ao longo do ano, o que confirma o interesse dos brasileiros no acesso à saúde suplementar. A quantidade de leitos destinados para atendimento aos casos de Covid-19 segue em queda. As informações econômico-financeiras apresentam a sinistralidade no período e a inadimplência. Quanto às demandas dos consumidores, observa-se redução de reclamações relacionadas à Covid-19. Em novembro, a ANS registrou o menor número de queixas desde março de 2020 por meio da ferramenta de Notificação de Intermediação Preliminar (NIP).

Monitoramento - O objetivo do Boletim Covid-19 é monitorar a evolução de indicadores relevantes do setor de planos de saúde nesse período, subsidiando análise qualificada da agência reguladora e prestando mais informações à sociedade.

Clique aqui para acessar a edição de dezembro do Boletim Covid-19 – Saúde Suplementar.

Evolução de beneficiários - O número preliminar de beneficiários em planos de assistência médica relativo a novembro segue a tendência de crescimento observada desde julho de 2020. O total de 48.687.504 beneficiários representa aumento de 0,21% em relação a outubro. A taxa de adesão (entradas), considerando todos os tipos de contratações, é superior à taxa de cancelamento (saídas) nos planos médicos hospitalares. O tipo de contratação responsável por esta superioridade é o coletivo empresarial que se mantém, desde julho de 2020, com mais entradas do que saídas de beneficiários.

Tipo de contratação - Considerando o tipo de contratação do plano e a faixa etária do beneficiário, observa-se que a variação foi positiva para os beneficiários acima de 59 anos em todos os tipos de contratação ao longo dos meses de março de 2020 até outubro deste ano.

Informações assistenciais - A proporção de leitos destinados para atendimento à Covid-19 nos hospitais da amostra de operadoras segue a tendência de queda que vem se observando desde abril de 2021, atingindo 9%. A taxa mensal geral de ocupação de leitos, que engloba tanto atendimento à Covid-19 como demais procedimentos, ficou em 73% em novembro, atingindo o mesmo patamar observado em novembro de 2019 (pré-pandemia). A ocupação de leitos comuns e de UTI para casos de Covid-19 sofreu queda significativa de junho a outubro de 2021, tendo sofrido leve aumento em novembro de 2021, passando de 40% para 42%. Essa variação, no entanto, reflete a redução no número de leitos alocados exclusivamente para pacientes com Covid-19.

Ocupação de leitos - A ocupação de leitos para atendimento a demais procedimentos mantém tendência de estabilidade que vem sendo observada desde fevereiro de 2021, tendo ficado em 76% no mês de novembro. 

Exames e terapias - A busca por exames e terapias ficou 11,9% acima do patamar verificado em novembro de 2019. Tal acréscimo pode estar refletindo o aumento da procura por exames de diagnóstico relacionados à alta de casos de síndrome gripal em algumas regiões do País, além de refletir o retorno da busca por atendimentos eletivos não realizados ao longo da pandemia de Covid-19.

Exames - Dos dados sobre realização de exames de detecção de Covid-19, destaca-se que o número de exames RT-PCR realizados em agosto de 2021 sofreu redução de 9,5% em relação ao mês anterior. No caso dos exames de pesquisa de anticorpos, a queda foi ainda maior, com redução de 37,2% entre julho e agosto de 2021.

Informações econômico-financeiras - A prévia da sinistralidade do 4º trimestre de 2021 apresenta três pontos percentuais de elevação em relação ao mesmo trimestre de 2019. Porém, é composta apenas pelos meses de outubro e novembro de 2021. Em dezembro, historicamente, a sinistralidade é inferior devido à sazonalidade.

Sinistralidade - Além disso, a taxa de sinistralidade anual em 2021 (prévia do acumulado até novembro) mantém-se inferior à de 2019 (79% x 81%). A ANS permanecerá monitorando a evolução desses dados no setor. 

Fluxo de caixa - Vale destacar que os dados de fluxo de caixa das operadoras não devem ser confundidos com o índice de sinistralidade contábil (divulgado na publicação Prisma Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar da ANS), mensurado por competência e que segue metodologia própria, usado para o cálculo do reajuste de planos individuais/familiares fixado pela ANS. As informações de fluxo de caixa, por sua agilidade de coleta, são as adequadas para o célere monitoramento dos efeitos da pandemia.

Novembro - Em novembro de 2021, observa-se queda no percentual de inadimplência de planos com preço preestabelecido se comparado com o mês anterior, assim como nos percentuais de inadimplência para planos individuais/familiares e para coletivos. Todos esses valores, porém, mantiveram-se próximos aos seus patamares históricos.

Demandas dos consumidores - Os dados de novembro de 2021 mostram uma estabilidade em comparação ao mês anterior, e um aumento de 37,9% em comparação a novembro de 2020, no total de reclamações que foram passíveis de intermediação pelo instrumento da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP). Quanto às demandas relacionadas à Covid-19, houve redução significativa. Em novembro de 2021, a ANS registrou 325 reclamações sobre o tema, o menor número de queixas desde março de 2020. Do total de queixas relacionadas ao coronavírus, 42% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento para a doença. A intermediação de conflitos feita pela ANS, entre consumidores e operadoras, tem resolvido mais de 90% dessas reclamações.

Portal - No portal da reguladora, é possível acessar o monitoramento diário das demandas sobre Covid-19. Consulte o monitoramento diário das demandas sobre Covid-19

Sobre os dados - Para a análise dos indicadores assistenciais, a ANS considerou informações coletadas em uma amostra de 50 operadoras que possuem rede própria hospitalar. Para os índices econômico-financeiros, foram analisados dados de 105 operadoras para o estudo de fluxo de caixa e análise de inadimplência. Juntas, as operadoras respondentes para esses grupos de informação compreendem 74% dos beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares. Adicionalmente, na construção do boletim, foram utilizados dados do Documento de Informações Periódicas (DIOPS), do Sistema de Informações de Fiscalização (SIF) e o Sistema de Informação de Beneficiários (SIB). (ANS)

Confira as outras edições do Boletim Covid-19

 

SAÚDE V: Informe da dengue registra mais 21 casos da doença no Paraná

saude V 22 12 2021O boletim semanal da dengue publicado nesta terça-feira (21/12) pela Secretaria de Estado da Saúde registra 21 novos casos, chegando a 513 confirmados. Os dados são do 18º Informe Epidemiológico, do novo período sazonal da doença, que iniciou no dia 1º de agosto e deve seguir até julho de 2022.

Registros - Até o momento, 95 municípios registraram casos da doença, sendo que 71 confirmaram casos autóctones (a dengue foi contraída no município de residência).

Investigação - Há ainda, 1.964 casos em investigação e 285 municípios registraram notificações de dengue, que passaram de 11.503 para 12.189. O Estado não registrou nenhum óbito neste período.

Verão - “O verão, que se inicia na data de hoje é a estação mais propícia para a proliferação do mosquito da dengue em função da possibilidade de maior quantidade de chuvas nas diferentes regiões do Estado. O Aedes aegypti se reproduz em água parada, por isso é importante repetirmos sempre que a principal medida preventiva para a dengue é o engajamento da população para evitar acúmulo de água em qualquer local ou recipiente tanto em áreas internas ou externas nas residências”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo AQUI

FOTO: Arquivo AEN

 


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