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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5232 | 06 de Janeiro de 2022

SECA I: Entidades avaliam impactos da estiagem na agropecuária do Paraná

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e o superintendente Robson Mafioletti participaram, na tarde desta quarta-feira (05/01), de reunião convocada pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Abastecimento e que contou com a presença de representantes da Conab, Embrapa, Ministério da Economia, Banco Central, Seab, superintendência do Mapa no Paraná, Faep, Fetaep entre outras entidades do setor produtivo. O encontro on-line foi coordenado pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Soria Bastos Filho, que frisou a importância de ouvir as demandas das entidades e os principais impactos que a crise hídrica vem ocasionando na produção agropecuária do Paraná e que, segundo levantamentos iniciais da Seab, podem ultrapassar os R$ 24 bilhões, com perdas estimadas até o momento de 37,8% na safra de soja, 42,1% no milho e 18% no feijão.

Mobilização - Segundo Ricken, a preocupação neste momento, mesmo com todas as perdas que já são irreversíveis no campo, é mobilizar as entidades de governo para dar tranquilidade para que os produtores possam renegociar suas dívidas juntos os agentes financeiros. “Queremos envidar esforços para que o produtor possa semear a próxima safra de soja, milho, feijão e, assim, se Deus permitir, recuperar a renda perdida com esta forte estiagem. Precisamos resolver o problema imediato, que é a quebra da safra, questões de seguro e dívidas, mas é necessário disponibilizarmos condições para que a próxima safra possa acontecer.”

Situação grave - Mafioletti frisou que a situação é grave e que é necessário neste momento uma ação conjunta para que possam ser dadas alternativas aos produtores atingidos pela estiagem. “Os impactos maiores estão sendo registrados principalmente nas regiões do Sudoeste e Oeste do Estado. Neste momento, precisamos conversar com as seguradoras e Banco Central para acelerar as vistorias de lavouras e liberá-las para a próxima semeadura. Também, promover reunião com os agentes financeiros visando disponibilizar mais recursos para financiamentos, devido ao aumento nos custos”, destacou.

Visita ao Paraná - O secretário de Política Agrícola informou que, na próxima semana, uma equipe de técnicos do Ministério da Agricultura e Conab irá visitar algumas cidades no Paraná no sentido de avaliar a situação da atual safra de grãos. Paralelamente, serão realizados levantamentos, com apoio da Conab e da Seab e entidades setoriais, sobre as reais estimativas de perdas na atual safra. Ricken enfatizou que seria importante a presença da ministra Teresa Cristina nesta visita ao Paraná.

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SECA II: Com estiagem, agricultura paranaense estima redução nas safras de soja, milho e feijão

graos 06 01 2021A crise hídrica, que já se estende de forma mais severa desde meados de 2019 no Paraná, somada à temperatura ambiente e de solo excessivamente elevada, ampliou a estimativa de perdas para o setor agrícola do Estado. Um levantamento preliminar aponta que o valor nas três principais culturas do período – soja, milho e feijão – está em torno de R$ 24 bilhões, com tendência de aumento.

Dimensão - No final de janeiro, quando o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, consolidar os números será possível dimensionar o prejuízo de forma mais concreta em cada uma das regiões. Além dessas culturas, o novo relatório deve registrar redução também em outras atividades agrícolas, entre elas batata, tabaco e frutas.

Evolução - “As perdas conferidas pelos técnicos no campo estão sendo surpreendentes e em evolução. Refizemos algumas contagens nos últimos dias e os valores são superiores aos que tínhamos verificado e anunciado anteriormente”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “É uma perda muito relevante para nossa economia, certamente uma renda que fará falta.”

Situação de emergência - Para possibilitar tomadas de medidas de forma mais ágil e ajudar agricultores e outras categorias de profissionais afetadas pela estiagem no Estado, o governo decretou situação de emergência. “Permite que os agricultores façam minimamente renegociações com fornecedores e com bancos, e estamos atentos, junto com os municípios, para que possamos enfrentar as dificuldades de abastecimento de água para animais, para humanos, para a produção”, afirmou Ortigara.

Reuniões - O secretário já participou de duas reuniões, que também tiveram representantes de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O objetivo é encontrar solução de forma conjunta para amenizar os prejuízos para os produtores. “Queremos acelerar o processo de avaliação de Proagro, de seguro, para aqueles que têm direito”, disse. O Governo do Paraná já conversa com as seguradoras que atendem o Estado.

Sem cobertura - No entanto, uma grande parte dos produtores ainda não tem cobertura de seguro para suas culturas. “Renovamos mais uma vez a sugestão aos agricultores para que utilizem esse instrumento que garante mais segurança em casos como esse”, sugeriu Ortigara.

Culturas - De forma preliminar, estima-se que, até agora, a soja, principal cultura deste período na safra 2021/22, teve percentual de perdas de 37%. Inicialmente, projetou-se colheita de pouco mais de 21 milhões de toneladas. No entanto, pelo levantamento desta quarta-feira (05), aproximadamente 7,9 milhões não serão mais colhidas, restando uma produção de 13 milhões de toneladas. Somente nessa cultura, a estimativa de prejuízo monetário é de R$ 21,5 bilhões.

Soja - A soja está toda plantada no Paraná. De acordo com o boletim de plantio e colheita, a lavoura está com 13% em desenvolvimento vegetativo, 31% em floração, 49% em frutificação e 7% em maturação. Entre o documento divulgado nesta terça-feira (03) e o anterior, de 20 de dezembro, o percentual de soja em situação ruim aumentou de 13% para 31%, em condição média subiu de 30% para 39%, enquanto a boa caiu de 57% para 30%.

Milo primeira safra - No milho de primeira safra, a previsão ainda parcial é de que haverá quebra de 34%, baixando das 4,2 milhões de toneladas previstas inicialmente para 2,7 milhões de toneladas. Os produtores deixarão de receber R$ 2 bilhões. Do milho que está semeado, a condição de ruim subiu de 10% para 25% da lavoura. Em situação média encontram-se 40%, contra 27% em 20 de dezembro. Enquanto o percentual de boa baixou de 63% para 35%.

Condições - Em campo, 6% estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 53% em frutificação e 13% em maturação. A expectativa dos produtores é que a chamada safrinha de milho, a principal para essa cultura no Paraná, que começou a ser plantada em janeiro e se estende até março, dependendo da região do Estado, se desenvolva em condições normais e alcance o volume esperado de 15 milhões de toneladas.

Feijão primeira safra - Entre as culturas mais importantes deste período, também se destaca o feijão de primeira safra, que tem 100% da área plantada e 38% já colhida. Do que permanece no campo, 9% estão em floração, 43% em frutificação e 48% em maturação. Mas as condições de desenvolvimento da cultura se alteraram bastante. Enquanto 6% estavam em situação ruim; 35% médias e 59% boas, em 20 de dezembro, agora 20% estão ruins; 45%, médias e 35%, boas. A estimativa parcial é de redução de 107,6 mil toneladas (39%) na produção inicial de 275.795 toneladas. Em valores, a perda deve superar R$ 429,2 milhões.

Simepar - De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), há fenômenos climáticos capazes de alterar de forma expressiva a circulação geral do sistema terra-oceano e, por consequência, modificar o regime de chuvas e a temperatura média do ar. Um desses fenômenos é conhecido por El Niño, quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial estão mais quentes que o normal. Ou em sua fase negativa, a La Niña, com águas mais frias e que ocasiona irregularidade nas chuvas sobre o Paraná.

Primeiro semestre de 2019 - Levantamento do Simepar aponta que, no primeiro semestre de 2019, o Pacífico estava na fase quente. A partir do segundo, voltou a valores muito próximos do normal para a região, permanecendo assim até meados de 2020. No entanto, logo depois houve o resfriamento, com atuação do evento La Niña. Isso afetou o clima no Paraná nas estações de primavera 2020, e verão e outono de 2021. A primavera de 2021 também foi muito influenciada pelo La Niña, com pouca chuva no Estado, o que deve se estender pelo verão de 2022.

Influência nas regiões - No relatório, o instituto paranaense de meteorologia analisou a influência dos fenômenos climáticos nas regiões de Ponta Grossa (Campos Gerais), Guarapuava (Centro-Sul), Cascavel (Oeste) e Pato Branco (Sudoeste), que estão entre os principais polos agrícolas do Estado, no período de janeiro de 2019 a 29 de dezembro de 2021. Em Cascavel, houve registro de chuva abaixo da média histórica em 25 meses (69,4%), mas nos três anos observou-se períodos prolongados de anomalia, inclusive na primavera e verão, estações mais chuvosas. O desvio negativo em milimetragem de chuva foi de 27,3%.

Guarapuava - Na região de Guarapuava, dos 36 meses, 24 apresentaram chuva abaixo da média e períodos persistentes de anomalia negativa. Nos três anos, o esperado era 5.315,4 milímetros de chuvas. No entanto, choveu efetivamente 4.302,6 milímetros, desvio de 19,1%. Pato Branco teve comportamento semelhante. Foram 23 meses com anomalias negativas de precipitação, com alguns períodos bastante críticos. O desvio negativo em relação à chuva esperada para os três anos foi de 25,4%.

Ponta Grossa - Em Ponta Grossa, choveu 22,7% a menos nos três anos pesquisados do que aquilo que se projetava para o período, levando em conta o histórico. Dos 36 meses, apenas sete registraram chuva em valores próximos ou acima da média. Além disso, a temperatura média do ar apresentou grandes variações. Durante 12 meses, observaram-se anomalias de temperatura média positiva, em 15 meses foram negativas, e em nove ficaram próximo de zero grau ou dentro da normalidade. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

COCAMAR: Lavouras semeadas mais cedo sofreram danos maiores

Nos mais de 900 mil hectares de lavouras de soja cultivadas nas regiões da Cocamar, que compreendem o norte e o noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, o cenário de perdas é bem variável, conforme explica o gerente executivo técnico da cooperativa, engenheiro agrônomo Renato Watanabe.

La Niña - As informações gerais são atualizadas às segundas-feiras, mas os dados chegam a todo momento, dando conta da situação. “Como as chuvas foram extremamente desuniformes, típicas de anos de La Nina, algumas lavouras ficaram mais de 45 dias sem nenhuma precipitação", pontua.

Momento crítico - Na região de Maringá, sede da Cocamar, onde as primeiras lavouras começam a ser semeadas a partir de 10 de setembro e se encontram agora em início de colheita, o déficit hídrico atingiu as plantas no seu momento mais crítico, de definição de produtividade (enchimento de grãos), depois de um bom começo.

Médias baixíssimas - “As lavouras vinham bem, com estande adequado e um bom desenvolvimento vegetativo, mas 35 dias de estiagem e altas temperaturas num momento importante, reduziram bastante a expectativa de produtividade”, explica o gerente executivo, citando que em municípios como Floresta e Ivatuba, próximos a Maringá, as primeiras colheitas indicam médias ao redor de 20 sacas por hectare, três vezes menos se o clima tivesse sido favorável.

Mais tarde - A soja semeada a partir da primeira quinzena de outubro também está numa situação ruim, mas a redução pode ser menor, desde que haja umidade a partir de agora. A estimativa, segundo os técnicos da cooperativa, é de 30 sacas por hectare.

Quebras menores - Quanto às lavouras implantadas a partir de 15 de outubro, a seca e as altas temperaturas também causaram danos, mas, segundo Watanabe, a projeção é de quebras menos expressivas em comparação às primeiras lavouras, podendo ficar em 25%.

Melhores - Já quem semeou mais tarde, no começo de novembro, está sendo beneficiado por um volume maior de chuvas. “As lavouras não apresentam mais o potencial máximo de produtividade, mas, se o tempo ajudar, a colheita pode chegar a 55 sacas por hectare, em média”, declara o gerente executivo.

Regiões bem prejudicadas - De Maringá em direção ao noroeste paranaense e sul do Mato Grosso do Sul, as estimativas de redução são de pelo menos 35%, em média. No arenito paranaense, entretanto, não é difícil encontrar quem esteja falando em 50% de quebra.  

Norte - Conforme os dados da cooperativa, na região de Londrina, norte do Paraná, as áreas de maior altitude, entre as quais São Sebastião da Amoreira, Assaí, Nova Fátima e outros municípios, a previsão de quebra é de 10%.

Bom potencial - Por fim, nas lavouras do Pontal do Paranapanema e praticamente em todo o oeste paulista, vem chovendo relativamente bem e as lavouras exibem, ainda, um bom potencial. No município de Palmital, por exemplo, que é grande produtor, os danos são considerados mínimos, pois houve precipitações abundantes na fase de enchimento de grãos.

Avaliando - Na última safra de verão (2020/21), a Cocamar registrou o recebimento recorde de 1,7 milhão de toneladas de soja, mas a cooperativa ainda está avaliando a situação das lavouras do ciclo 2021/22, antes de anunciar uma previsão de perdas. As colheitas devem intensificar-se nos meses de fevereiro e março.

Cooperados - A cooperativa conta com mais de 16 mil produtores cooperados, atendidos por 98 unidades nos três estados. O produtor Luiz Alberto Palaro, de Floresta, está começando a colheita das primeiras áreas e, segundo ele, a quebra é considerável.

Safra complicada - Em uma delas, onde Palaro acionou o seguro, o laudo apontou para uma média de produtividade de 14,5 sacas por hectare. Bem abaixo do que costuma colher nessas mesmas terras, onde suas médias, não raro, ultrapassam as 65 sacas por hectare. “Uma safra complicada”, resume Palaro, que costuma investir em tecnologias e se destaca por suas altas médias de produtividade. (Imprensa Cocamar)

AGRÁRIA: História e tradição dão início à celebração dos 70 anos de Entre Rios

Na manhã desta quarta-feira (05/01), aconteceu o pontapé inicial das comemorações dos 70 anos da imigração suábia no distrito de Entre Rios (PR). O dia começou com a inauguração da nova exposição permanente do Museu Histórico.

Espaço repaginado - Fechado durante praticamente um ano para realização de adequações, o Museu repaginou seu espaço com o objetivo de tornar a experiência do visitante mais atrativa, estimulando os sentidos e promovendo uma imersão nos 300 anos de história dos suábios. “Queremos que as pessoas que vêm ao Museu possam, de alguma forma, vivenciar essa história”, declarou Josiane Richter, coordenadora da Fundação Cultural Suábio-Brasileiro.

Cerimônia de abertura - Na sequência, o Centro de Eventos Agrária recebeu o público para a tradicional cerimônia da abertura do primeiro barril de chopp. A missão coube ao prefeito de Guarapuava, Celso Gois. “Entre Rios é muito importante para Guarapuava. É uma alegria estarmos aqui nesta semana, pois recebemos a notícia do Ministério da Agricultura de que nossa cidade está entre os principais municípios do Agronegócio brasileiro. Sabemos que Entre Rios tem uma parcela de contribuição grande nesse sentido”, ressaltou Gois.

Marco especial - Ao dar as boas-vindas ao público presente, o diretor-presidente da Cooperativa Agrária, Jorge Karl, destacou que, mesmo diante das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a festa foi preparada com muito empenho pela comunidade. “Completar 70 anos é um marco especial. Com o passar dos anos, Entre Rios e a Agrária tornaram-se referências em vários aspectos. Por isso, queremos agradecer ao município de Guarapuava, que recebeu tão bem nossos pioneiros que aqui chegaram há sete décadas”, afirmou.

Programação - As comemorações pelos 70 anos de Entre Rios vão até o dia 09 de janeiro, com atividades durante todo o dia. A programação completa está disponível no site 70anosentrerios.com.br. (Imprensa Agrária)

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VENDA EM BALCÃO: Lei define o acesso de pequenos criadores de animais ao milho comercializado pela Conab

venda balcao 06 01 2022Nesta quarta-feira (05/01), o Governo Federal publicou a Lei nº 14.293/2022, que institui o Programa de Venda em Balcão (ProVB), com o objetivo de promover o acesso do pequeno criador de animais aos estoques públicos de milho. De acordo com a norma, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderá comercializar o produto para o criador que tenha a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP-Pronaf) ativa, ou outro documento que venha a substituí-la.

Manutenção - “O programa antes era operacionalizado pela Conab por meio de portarias, que tinham que ser editadas anualmente”, explica o diretor de Operações e Abastecimento da Companhia, José Trabulo Júnior. “Com a promulgação da lei, fica assegurada a manutenção do programa e o desenvolvimento de um dos mais representativos segmentos da economia nacional, que é o de produção de proteína animal.”

Renda e empregos - O presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, também destacou a importância da publicação da lei. “O milho a ser adquirido certamente contribuirá para a manutenção do pequeno criador na sua atividade, assegurando consequentemente renda e empregos”, afirmou.

Aquicultores - A norma instituída também prevê a inclusão dos aquicultores entre o público beneficiado pelo Programa. “Para garantir esse acesso, a Conab também procederá um estudo sobre o consumo per capita para atendimento dos plantéis e o método para fiscalização dessas criações ”, pondera a superintendente de Abastecimento Social da Companhia, Diracy Lacerda.

Aquisição do milho Com a sanção da lei, pelo presidente Jair Bolsonaro, a Conab ganha uma nova ferramenta para adquirir milho com objetivo de abastecer o Programa de Venda em Balcão, além da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A operação de compra será estabelecida anualmente por Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Economia, não podendo exceder 200 mil toneladas. Em situações excepcionais, esse limite poderá ser alterado. A medida visa assegurar o suprimento de insumos de maneira regular a inúmeras propriedades rurais, especialmente após a quebra de safra do milho.

Ferramenta - Vale ressaltar que a PGPM é uma importante ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta de alimentos, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional. De acordo com esta norma, o Governo Federal pode adquirir quaisquer produtos contemplados pela Política, desde que os preços pagos aos produtores estejam abaixo do mínimo estabelecido.

Programa de Venda em Balcão - O ProVB tem como objetivo promover o acesso do pequeno criador de animais ao estoque público de milho. Serão beneficiários do programa os pequenos criadores de animais, inclusive os aquicultores, caracterizados de acordo com a política nacional de agricultura familiar. O volume permitido para a compra por produtor é avaliado de acordo com o tamanho do plantel, não podendo superar o limite máximo de 27 toneladas mensais.

Acesso - Para ter acesso ao Programa, o interessado deverá estar cadastrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas, Associações e demais Agentes (Sican), da Conab, além de estar em situação regular junto ao Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes (Sircoi), da Conab, entre outras exigências. (Mapa)

FOTO: iStock

 

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Porto de Paranaguá prepara corredor Leste para demanda de exportação de grãos e farelos

comercio exterior 06 01 2022O Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá (Corex) está em manutenção. Enquanto a nova safra de soja ainda não foi colhida, a outra ponta da cadeia logística faz os ajustes e melhorias na estrutura e no sistema operacional para atender a demanda de escoamento que deve se intensificar a partir de março.

Empresas - Segundo a Diretoria de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, quatro empresas (contratadas em licitações ainda no ano passado) realizam as manutenções necessárias para garantir eficiência e produtividade.

Evolução - “Iniciamos em novembro de 2020, pelo berço 212, e vamos finalizar agora no final de janeiro. Em dezembro fizemos os ajustes no 213. Atualmente, já estamos no berço 214, o último do Corredor”, afirma o diretor de Engenharia, André Cassanti Neto.

Investimento - São cerca de R$ 15 milhões investidos em manutenção elétrica, de automação e mecânica em todas as seis linhas, shiploaders e subestações, além dos serviços que estão sendo feitos nas moegas, tombadores e silos públicos (vertical – silão - e horizontais – da faixa).

Planejada - A manutenção nesta época é planejada ao longo de todo o ano e envolve contratação de empresas terceirizadas, compra de material e outros fatores que exigem planejamento prévio. “Após um ano de intensa movimentação, é preciso fazer a conservação eletromecânica de todos os equipamentos para começarmos o ano preparados para movimentar toda demanda que vier”, afirma o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Movimento - Apesar da queda registrada nas exportações de grãos e farelo pelos três berços do Corredor Leste, em comparação com o ano de 2020, em 2021 foram mais de 16,7 milhões de toneladas de carga movimentada pelo complexo.

Expectativa boa - André Maragliano, diretor da Associação dos Operadores Portuários do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (Atexp), disse que a expectativa dos operadores do Corredor é de um ano muito bom. “Ainda que o mercado esteja esperando uma nova quebra na produção de soja no Paraná, devido às condições climáticas, principalmente a falta de chuva, devemos movimentar um volume expressivo de carga pelo corredor”, afirma.

Safra de milho - Segundo ele, a expectativa é muito boa principalmente para a próxima safra de milho. “Em geral, para o Brasil, esperamos volumes recordes, mais uma vez. O que falam no mercado é que a demanda será grande para os portos do país e, no Paraná, não será diferente”. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Claudio Neves / Portos do Paraná

 

IMPOSTO: Sancionada regulamentação de ICMS interestadual

imposto 06 01 2022A nova regra para cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações interestaduais foi publicada nesta quarta-feira (05/01). A Lei Complementar 190, de 2022, organiza a cobrança do ICMS sobre vendas e serviços ao consumidor final localizado em estado diferente do fornecedor.

Origem - A lei vem do projeto de lei complementar (PLP) 32/2021, criado pelo Senado. O texto foi aprovado em agosto e remetido à Câmara, que promoveu algumas mudanças (como a que incluiu na regulamentação o transporte interestadual de passageiros). O Senado confirmou todas as alterações em dezembro. O Planalto sancionou a lei integralmente, sem vetos.

Convênio - A cobrança do ICMS em operações interestaduais era regida, até o fim do ano passado, por um convênio firmado no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne todos os secretários estaduais de Fazenda. O Supremo Tribunal Federal (STF), porém, determinou ser necessária a edição de uma lei complementar para disciplinar a questão. A vigência do convênio terminou no ano passado, mas a nova lei só passa a valer dentro de 90 dias, por se tratar de regra tributária.

Transações - Pela lei, nas transações entre empresas e consumidores não contribuintes de ICMS de estados diferentes, caberá ao fornecedor recolher e repassar o diferencial para o estado do consumidor. Caso a mercadoria ou o serviço seja destinado a um estado diferente daquele em que está o consumidor, o diferencial será devido ao estado em que a mercadoria efetivamente entrou ou onde ocorreu o destino final do serviço.

Fornecedores e empresas - Com relação às operações entre fornecedores e empresas contribuintes do ICMS, o Congresso entendeu não serem necessárias novas regras porque o assunto já é regulado pela Lei Kandir (Lei Complementar 87, de 1996).

Portal - Os estados deverão criar um portal para facilitar a emissão de guias de recolhimento da diferença de alíquotas — chamada de Difal. O portal conterá informações sobre a operação específica, como legislação aplicável, alíquotas incidentes, benefícios fiscais e obrigações acessórias. Caberá aos estados definir, em conjunto, critérios técnicos necessários para a integração e a unificação entre os portais de cada unidade da Federação. (Agência Senado)

FOTO: Pixabay

 

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IBGE: Produção industrial varia -0,2% em novembro, sexto resultado negativo seguido

ibge destaque 06 01 2022A produção industrial ficou em -0,2% na passagem de outubro para novembro de 2021, registrando o sexto mês consecutivo de resultados no campo negativo, período em que soma recuo de 4,0%. Apesar de acumular, nos 11 meses de 2021, um avanço de 4,7% frente ao mesmo período do ano anterior, a indústria continua a se afastar cada vez mais do patamar pré-pandemia. É o que aponta a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (06/01) pelo IBGE.

Análise - “Quando olhamos para o ano anterior, os resultados ao longo de 2021 são quase sempre positivos, pois a base de comparação é baixa, já que no início da pandemia a indústria chegou a interromper suas atividades, com o ano de 2020 fechando com um recuo de 4,5%. Porém, analisando mês a mês, observamos que, das 11 informações de 2021, nove foram negativas. Ou seja, o setor industrial ainda sente muitas dificuldades, se encontrando atualmente 4,3% abaixo do patamar de produção em que estava em fevereiro de 2020”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

Efeitos da pandemia - Ele lembra que o setor ainda sofre os efeitos da pandemia mundial, que provocou o desabastecimento de alguns insumos e encareceu o custo da produção. “Além disso, a indústria sofre com os juros em alta e a demanda em baixa, impactada pela inflação elevada e a precarização das condições de emprego, já que com o rendimento mais baixo, o trabalhador consome menos”, avalia Macedo.

Categorias - Apesar do resultado negativo no mês de novembro de 2021 frente a outubro, apenas uma das quatro das grandes categorias econômicas. “A produção de bens de capital assinalou recuo de 3,0% e eliminou o avanço de 1,8% verificado em outubro. Já as categorias de bens semi-duráveis e intermediários registraram estabilidade, e elas respondem por 80% da média da indústria, por isso temos um resultado perto da estabilidade na média geral. Já o setor de bens de consumo duráveis apontou a única taxa positiva, de 0,5%”, pontua Macedo.

Movimento diferente - Esse ressalta, ainda, que os ramos industriais mostraram um movimento diferente do que vinham apresentando na maior parte do ano de 2021. “Pouco menos da metade, doze de 26, dos ramos pesquisados tiveram resultados negativos. O que é algo diferente do que vínhamos observando, ou seja, mais atividades no campo negativo do que positivo”, destaca Macedo.

Influências negativas - Entre as atividades, as principais influências negativas vieram dos produtos de borracha e de material plástico (-4,8%), que perderam toda a expansão acumulada (3,5%) nos meses de setembro e outubro, além da metalurgia (-3,0%), que assinalou a terceira queda consecutiva, acumulando perda de 7,7% no período.

Novembro - Já na comparação com novembro de 2020, a indústria recuou 4,4% em novembro de 2021, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, em 19 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 59,1% dos 805 produtos pesquisados. Sendo que novembro de 2021 teve o mesmo número de dias úteis (20) do que igual mês do ano anterior (20).

Acumulado do ano - No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a expansão de 4,7% na média da indústria foi acompanhada por resultados positivos em todas as grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 65,0% dos 805 produtos pesquisados.

Mais sobre a pesquisa - A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de maio de 2014, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após uma reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes, de forma a integrar-se às necessidades do projeto de implantação da Série de Contas Nacionais - referência 2010; e adotar as novas classificações, de atividades e produtos, usadas pelas demais pesquisas da indústria a partir de 2007, quais sejam: a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0 e a Lista de Produtos da Indústria - PRODLIST-Indústria.

Sidra - Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no banco de dados Sidra. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Marcelo Benedicto / Agência IBGE Notícias

 

ibge 06 01 2022

 

CÂMBIO: Dólar ultrapassa R$ 5,70 após discurso mais duro do Fed

cambio 06 01 2022O endurecimento do Banco Central norte-americano em relação ao aumento de juros nos Estados Unidos provocou uma turbulência no mercado financeiro global. O dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,70, no terceiro dia seguido de alta. A bolsa de valores teve a maior queda diária desde novembro.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (05/01) vendido a R$ 5,712, com alta de R$ 0,022 (+0,39%). A cotação seguiu o padrão dos últimos dias, caindo no começo da tarde, mas ganhando força perto do fim das negociações.

Mínima do dia - Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,64. O Banco Central, mais uma vez, não interveio no mercado. Apenas leiloou contratos de rolagem (renovação) de swaps cambiais, que funcionam como venda de dólares no mercado futuro, sem colocar contratos novos.

Ações - No mercado de ações, o dia também foi marcado pela instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 101.006 pontos, com queda de 2,42%. Esse foi o maior recuo diário desde 26 de novembro. O indicador está no menor nível desde 1º de dezembro, quando estava na faixa dos 100,9 mil pontos.

Fed - Os investidores reagiram à divulgação da ata da reunião mais recente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). No encontro, que ocorreu em 14 e 15 de dezembro, os diretores disseram que o mercado de trabalho norte-americano está pressionado, o que indica que o órgão pode antecipar o aumento de juros, inicialmente previsto para março.

Fuga de recursos - Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil, com os investidores comprando títulos do Tesouro norte-americano, considerados a aplicação mais segura do planeta.

Bolsas norte-americanas - O tom da ata do Fed também influenciou as bolsas norte-americanas. O índice Dow Jones (das empresas industriais) caiu 1,07%. O S&P 500 (das 500 maiores empresas) recuou 1,94%, mas o maior abalo ocorreu no Nasdaq (das empresas de tecnologia), que fechou em queda de 3,34%. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Brasil registrou 22,35 milhões de casos e 619,5 mil óbitos

A quantidade de pessoas contaminadas pelo coronavírus ao longo da pandemia subiu para 22.351.104 no país. Em 24 horas, secretarias de saúde confirmaram 27.267 novos diagnósticos positivos da doença.

Casos acumulados - Na terça-feira (04/01), o sistema de informações do Ministério da Saúde contabilizava 22.323.837 casos acumulados. Ainda há 116.118 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado.

Mortes - Já a soma de pessoas que morreram por complicações relacionadas à covid-19 foi para a 619.513. Entre terça e quarta-feira (04 e 05/01), órgãos de saúde registraram 129 novas mortes. Até terça, o sistema de informação do Ministério marcava 619.384 óbitos em decorrência da covid-19.

Investigação - Ainda há 2.830 óbitos em investigação - dados relativos a ontem. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa da morte demanda exames e procedimentos posteriores.

Recuperadas - Até esta quarta-feira (05/01), 21.815.473 pessoas já se recuperaram da doença, o que equivale a 96,7% do total de contaminados.

Balanço - Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta quarta-feira (05/01). A atualização reúne informações sobre casos e mortes enviadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Números - Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras o nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral, há mais registros diários pelo acúmulo de dados.

Ômicron - O total de infectados com a variante Ômicron chegou a 265. Na terça-feira (04/01), o número estava em 170. Do total registrado nessa quarta-feira (05/01), foram identificados 121 em São Paulo, 40 casos no Ceará e 38 em Goiás e em Santa Catarina. Ainda há 520 potenciais casos em investigação, a maioria no Rio de Janeiro (308) e Minas Gerais (114).

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (155.277), Rio de Janeiro (69.515), Minas Gerais (56.695), Paraná (40.903) e Rio Grande do Sul (36.470). Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.852), Amapá (2.024), Roraima (2.078), Tocantins (3.945) e Sergipe (6.059).

Vacinação - Até esta quarta-feira (05/01), foram aplicados 330,1 milhões de doses, sendo 161,3 milhões com a 1ª dose e 143,9 milhões com a 2ª dose ou dose única. Outros 15,5 milhões já receberam a dose de reforço. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Boletim da Covid-19 confirma mais 3.438 casos e cinco óbitos pela doença

saude II 06 01 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta-feira (05/01) mais 3.438 casos confirmados e cinco mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os casos são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 1.599.466 casos confirmados e 40.679 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados são de janeiro (3.030) de 2022; dezembro (252), novembro (9), outubro (10), setembro (8), agosto (9), julho (5), junho (4), maio (3), abril (4), março (3), fevereiro (4) e janeiro (7) de 2021; e dezembro (25), novembro (45), outubro (11), setembro (4), agosto (3) e julho (2) de 2020. Os óbitos divulgados são de janeiro (1) de 2022; e dezembro (1), maio (2) e março (1) de 2021.

Monitoramento - A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários. O aumento dos casos está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado devido às festividades de fim de ano.

Atraso - Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

Medidas de prevenção - A Secretaria reforça que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem sendo necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

Internados - 41 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados em leitos SUS (17 em UTIs e 24 em leitos clínicos/enfermarias) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 503 pacientes internados, 182 em leitos de UTI e 321 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais cinco pacientes: duas mulheres e três homens, com idades que variam de 42 a 82 anos. Os óbitos ocorreram entre 9 de março de 2021 e 3 de janeiro de 2022. Os pacientes que morreram residiam em Ponta Grossa (2), Irati, Castro e Cascavel.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 6.742 casos de residentes de fora do Estado, 224 pessoas morreram. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando AQUI.

Veja os ajustes e relatório de exclusões.

 

SAÚDE III: Paraná confirma 113 novos casos e mais três óbitos de H3N2

saude III 06 01 2022A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou mais três óbitos e 113 novos casos de H3N2 nesta quarta-feira (05/01). Agora, o Paraná soma 375 casos e quatro mortes pela doença, que é considerada um tipo do vírus Influenza A (H3).

Registros - Os novos óbitos foram registrados nos municípios de Mandaguaçu (1) e Paranaguá (2) – um homem de 64 anos e duas mulheres de 77 e 79 anos, respectivamente. Os pacientes estavam internados, possuíam comorbidades e não tomaram a vacina contra a Influenza no ano passado.

Transmissão comunitária - No Estado, a transmissão da doença já é considerada comunitária – quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, entre indivíduos sem histórico de viagem e sem que seja possível definir a origem da transmissão.

Alerta - O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, alertou sobre as medidas para evitar a contaminação. “Precisamos continuar nos cuidando com o uso de máscaras, álcool em gel e lavagem das mãos. Os casos têm aumentado consideravelmente todos os dias, acendendo um alerta para evitar uma possível epidemia de H3N2 no Paraná”, disse.

Medicamentos - A Sesa, de maneira preventiva e considerando o aumento no número de casos, enviou mais de 380 mil unidades do fosfato de oseltamivir (Tamiflu) para as Regionais de Saúde, reabastecendo o estoque de todos os municípios do Estado.

Efetividade - Em até 48 horas após a infecção pelo vírus da Influenza, o medicamento possui efetividade contra o agravamento do quadro clínico, diminuindo o risco de morte, quando receitado por um médico e em dosagem apropriada.

Tratamento - Desde 2009, quando o mundo viveu uma pandemia da gripe A (H1N1), o tratamento dos pacientes é realizado com o oseltamivir, que ajuda a diminuir a ação do vírus da gripe no organismo. Diferente de outros antigripais, o medicamento é um antiviral e, além de tratar os sintomas, também combate o próprio vírus causador da Influenza.

Aprovação - O Tamiflu foi aprovado para uso pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1999, e faz parte da lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Vacinação - Todos os anos o Ministério da Saúde envia vacinas contra a Influenza para os estados na Campanha Nacional de Imunização Contra a Gripe. Em 2021, o Paraná recebeu e distribuiu 5.165.200 doses do imunizante aos 399 municípios.

Cobertura - Segundo os dados do Localiza SUS, administrado pelo governo federal, 3.959.452 doses foram aplicadas dentro desta campanha, atingindo 76,6% do total de doses enviadas. Considerando a estimativa de população-alvo do Ministério da Saúde (4,4 milhões de paranaenses), que incluiu somente os grupos prioritários, o Estado tem cerca de 70% de cobertura vacinal, com 2,1 milhões de doses aplicadas.

Disponibilidade - “Ainda temos vacina contra a gripe em muitos municípios e eu quero convocar as pessoas que ainda não se imunizaram. Mesmo que seja a vacina do inverno passado, possui uma validade muito importante. Por isso contamos com a população para continuar com nosso combate também contra a Influenza”, afirmou Beto Preto.

Panorama - Os dados divulgados pela Sesa nos últimos dias são extraídos do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), alimentado pelos laboratórios de todo o Estado, tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da iniciativa privada.

Informações - Já as informações do boletim da Influenza e demais vírus respiratórios no Paraná, publicados no site da Secretaria, são levantadas através da Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal (SG) e da Vigilância Universal dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados, e os óbitos por meio do sistema de informação oficial de notificações por SRAG, SIVEP Gripe.

Composição - A Vigilância Sentinela de SG é composta por uma rede de 34 serviços de saúde para atendimento, que estão distribuídos em 22 Regionais de Saúde e 28 municípios no Estado. A Vigilância Universal de SRAG monitora os casos hospitalizados e óbitos. Ambas possuem o objetivo de identificar o comportamento dos vírus respiratórios, orientando os órgãos de saúde na tomada de decisão, frente à ocorrência de casos graves e surtos e auxiliando na escolha dos vírus que vão compor a próxima vacina da gripe a ser utilizada.

Divergentes - Portanto, os dados do Informe podem ser divergentes, uma vez que as informações extraídas do GAL são atualizadas de maneira mais rápida e, consequentemente, encaminhadas para os serviços de saúde para posterior investigação e inclusão das notificações no SIVEP Gripe. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira os dados no Estado.

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

SAÚDE IV: Sesa abastece regionais com 380 mil unidades de Tamiflu e 315 mil vacinas contra a Covid-19

saude IV destaque 06 01 2022A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) descentralizou nesta quarta-feira (05/01) 246.900 unidades do antiviral para o tratamento da síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave, o fosfato de oseltamivir (Tamiflu), para as Regionais de Saúde, fechando um pacote de 380 mil cápsulas do medicamento. Ontem já haviam sido distribuídas 133.100 unidades para a 10ª RS, 20ª RS, 17ª RS e 16ª RS.

Solicitação - “Já solicitamos mais remédios ao Ministério da Saúde, mas medidas não farmacológicas também devem ser respeitadas, pois não valem só para a Covid-19, valem também para a Influenza. Uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel são algumas delas. E em casos de contaminação, o principal é que as pessoas busquem o atendimento nas Unidades de Saúde espalhadas por todo o Estado”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Prescrição - Segundo ele, a prescrição deste medicamento deve ser baseada em julgamento clínico e ser feita preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início da doença, lembrando também da importância de outros cuidados.

Covid-19 - A Sesa também mandou, via terrestre, 315.234 vacinas contra a Covid-19. Os imunizantes são referentes à 75ª remessa do Ministério da Saúde, destinada à dose de reforço (DR) e primeira e segunda doses (D1 e D2) da população a partir de 12 anos.

Pfizer - Do total, 315.054 são vacinas da Pfizer/BioNTech, sendo 59.436 D1 e 49.836 D2 da população em geral acima de 12 anos, além de 205.782 doses de reforço.

Coronavac e AstraZeneca - Outras 150 vacinas Coronavac/Butantan e 30 AstraZeneca foram distribuídas por solicitação dos municípios para completude vacinal com D2 de pessoas de 18 a 59 anos.

Primeira - “Esta é a primeira distribuição de vacinas em 2022. São doses que contemplam a população em geral, incluindo os adolescentes. Muitas pessoas estão em férias, com os filhos em casa, e podem aproveitar para colocar as vacinas em dia. Completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço ajuda a blindar a transmissão do vírus no Paraná”, disse Beto Preto. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Danilo Avanci / Sesa

 

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SAÚDE V: Vacina contra a cepa H3N2 de Influenza chega em março, diz ministério

saude V 06 01 2022As vacinas para a nova cepa do vírus influenza, denominada H3N2, deverão chegar ao país em março. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante coletiva para anunciar a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização contra a covid-19.

Justificativa - “Ainda não temos essas vacinas específicas. Elas só chegam no final do primeiro trimestre. A OMS [Organização Mundial da Saúde] indica a cepa, e a vacina tem que ser produzida”, justificou o titular da pasta.

Acompanhamento - Segundo ele, a equipe do Ministério da Saúde está acompanhando os casos para avaliar o impacto. O mesmo vale para casos de flurona, nome dado à infecção simultânea pelo novo coronavírus e pela cepa H3N2.

Circulação - Em sua conta na rede social Twitter, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou a circulação da variante e confirmou que a pasta tem registrado casos de H3N2 em diversos estados. “Por isso recomendamos que todos os cuidados relacionados à saúde sejam priorizados”, disse Cruz. O uso de máscaras e a higienização das mãos ainda são sumariamente importantes”, completou. (Agência Brasil)

FOTO: Valter Campanato / Agência Brasil

 

 

SAÚDE VI: Planos de assistência médica totalizam 48,7 milhões novos beneficiários em novembro

saude IV destaque 06 01 2022Nesta quarta-feira (05/01) Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou os números de beneficiários de planos de saúde relativos a novembro de 2021. Nesse período, o setor seguiu em crescimento e totalizou 48.687.504 usuários em planos de assistência médica e 28.921.256 em planos exclusivamente odontológicos. Os dados completos estão disponíveis na Sala de Situação, ferramenta de consulta no portal da ANS. Clique e acesse aqui.

Aumento - Nos planos médico-hospitalares, em um ano houve crescimento de 1.310.157 beneficiários - o equivalente a 2,77% de aumento em relação a novembro de 2020. No comparativo de novembro com outubro, o crescimento foi de 104.076 mil usuários. O total de beneficiários é o maior número registrado desde março de 2016, quando o setor atingiu a marca de 48.614.271 beneficiários nessa segmentação. Já nos planos exclusivamente odontológicos, foi registrado aumento de 2.470.610 beneficiários em um ano – o que representa 9,34% de crescimento no período – e de 203.900 em um mês (comparativo com outubro).

Estados - Entre os estados, no comparativo com novembro de 2020, o setor registrou evolução de beneficiários em planos de assistência médica em 24 unidades federativas, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná os que tiveram o maior ganho de beneficiários em números absolutos. Entre os odontológicos, 25 unidades federativas registraram crescimento no comparativo anual, sendo também que São Paulo, Minas Gerais e Paraná, os estados com maior crescimento em números absolutos.

Modificações - A ANS lembra que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas mensalmente pelas operadoras.

Tabelas - Confira nas tabelas abaixo a evolução de beneficiários por tipo de contratação do plano e por UF em diferentes competências. (ANS)

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