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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5233 | 07 de Janeiro de 2022

UNITI I: Inovação e pioneirismo marcam a criação da Cooperativa Central de Tecnologia da Informação

Desde 2015, quando surgiu a primeira proposta para integrar as cooperativas paranaenses num grande projeto de Tecnologia da Informação, até a data histórica de 8 de dezembro de 2021, quando foi realizada, virtualmente, a Assembleia Geral de constituição da UniTI - Cooperativa Central de Tecnologia de Informação, foram muitas reuniões presenciais e on-line com as cooperativas interessadas. Nos dois últimos anos e com destaque para 2021, durante a pandemia da Covid-19, todos os encontros foram realizados de forma virtual, sempre com suporte de profissionais do Sistema Ocepar, para que as lideranças pudessem analisar o estatuto e as proposições acerca de regras e atribuições operacionais e de governança de uma central cooperativa.

PRC100 - O superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, que presidiu a AGO de fundação como presidente ad hoc, destacou que a ideia nasceu durante Encontro de Núcleos Cooperativos, realizada em Campo Mourão em 2015, através de uma intervenção do diretor administrativo e financeiro da Coamo, Antonio Sérgio Gabriel, que ressaltou sobre a necessidade de compartilhamento da estrutura de TI entre as cooperativas num processo de intercooperação. Proposta a qual foi incorporada na época ao planejamento estratégico do PRC100. “Tudo evoluiu ao ponto de dar origem à cooperativa central, constituindo-se em um marco histórico do cooperativismo paranaense com a participação de 21 delegados de cooperativas parceiras. Para isso, contou com a participação de técnicos da área de TI tanto das cooperativas como do Sistema Ocepar”, frisou. Boesche lembrou que a UniTI é um dos 20 projetos do Plano Paraná Cooperativo, PRC200, de número 10, Compartilhamento de T.I.

Intercooperação - Antonio Sérgio Gabriel, que participou da Assembleia de fundação da UniTI, fez questão de dar seu depoimento: “é a concretização de um sonho que se insere no trabalho do Sistema Ocepar em fomentar a intercooperação entre os vários ramos do cooperativismo paranaense e, no caso, em uma área que demanda muitos e constantes investimentos das cooperativas, diante da evolução da TI”. Segundo ele, as cooperativas que integram a central vão poder compartilhar investimentos tanto na parte de infraestrutura como de sistemas.

Estudos - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, reforçou ainda que, com a assessoria da consultoria Falconi, a proposta demandou dois anos de estudos e elaboração até chegar à sua constituição, embasada nos critérios que norteiam a criação de organização dessa natureza. “Realmente esse 8 de dezembro vai ficar na história do cooperativismo pela criação da UniTI, cuja finalidade é compartilhar ações na área de TI. É um fato muito expressivo no cooperativismo do Paraná.”  O gerente de projetos da Falconi, Danilo Ronaldo René Oliveira Filho, acompanhou a asssembleia de constituição da central.

Diretoria - Alair Aparecido Zago, superintendente Administrativo e Financeiro da Cocamar foi eleito presidente. O Conselho de Administração da UniTI ficou assim constituído: Airton Galinari (Coamo); James Fernando de Morais (Copacol); Nevair de Mattos (Frísia); Haroldo Jose Polizel (Integrada); João Carlos Obici (Cocari); Irineo da Costa Rodrigues (Lar); Gilson Hollerweger Fernandes (Cooperante) e Jonis Everton Centenaro (C.Vale).

Conselho Fiscal - Para o Conselho Fiscal foram eleitos como titulares Marcelo Luís Kosinski (Bom Jesus), Claudemir Pereira de Carvalho (Coagru) e Edmund Gumpl (Agrária) e, para suplentes, Anderson Léo Sabadin (Primato), Paulo Pinto de Oliveira Filho (Coprossel) e Luciano Ferreira (Unicampo).

UniTI - A Cooperativa Central de Tecnologia da Informação (UniTI) é integrada pelas cooperativas Coamo, Cocamar, Copacol, Frísia, Integrada, Castrolanda, Frimesa, Agrária, Cocari, Capal, Bom Jesus, Copagril, Coagru, Camisc, Cooperante, Coopertradição, Primato, Coprossel, Unicampo, Lar e C.Vale.

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UNITI II: Intercooperação na prática

uniti II 07 01 2022Um dos pilares do PRC200, planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, é a busca por alianças e novos mercados, com a ampliação de projetos de intercooperação. Trata-se da materialização do sexto princípio do cooperativismo – a cooperação entre cooperativas – que ganha status de ação prioritária para os próximos anos dentro do sistema. Durante os Encontros de Núcleos, realizado em novembro de 2021, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, frisou: “vamos eleger o ano 2022 como o ano das alianças estratégicas entre as cooperativas. Isso é viável, é possível. Há regiões em que podemos assumir uma responsabilidade maior, ou seja, ganhar mais espaço. E se estivermos bem integrados, podemos somar e multiplicar os resultados, mantendo a individualidade de cada cooperativa, mas somando em outras questões. Quem mais ganha com isso é o cooperado, que é a razão do nosso trabalho”, disse.

União - Seguindo o sexto princípio, o da intercooperação, 21 cooperativas paranaenses decidiram constituir de forma pioneira, no dia 8 de dezembro de 2021, a primeira Cooperativa Central de Tecnologia de Informação, a UniTI, que significa união das coops no compartilhamento de T.I.. Durante a assembleia de constituição, realizada de forma virtual pelo Teams, o presidente eleito Alair Aparecido Zago, destacou que, “juntos vamos conseguir colocar em prática esse grande trabalho desenvolvido até aqui, com o apoio do Sistema Ocepar e toda a equipe envolvida no projeto. É um desafio a ser enfrentado por todos para, assim, colocarmos realmente em ritmo a nossa UniTI”, enfatizou.

Compartilhar - Zago fez questão de ressaltar que na posição de presidente, será apenas um condutor das demandas que virão das cooperativas filiadas para o setor. “Decidimos pela criação da central porque temos um objetivo comum, ou seja, compartilhar neste primeiro momento, nossos conhecimentos na área e fazermos negócios. Para isso, pretendo contar não só com o apoio dos conselhos de administração e fiscal, mas também das cooperativas filiadas e do Sistema Ocepar”. Alair lembrou dos primeiros encontros realizados para discutir sobre qual seria o melhor caminho para um processo de compartilhamento de T.I. “Na época não tínhamos ideia de que tipo de solução seria encontrada, mas ali, já lançávamos as primeiras sementes, que agora se tornou realidade e que com certeza irá gerar muitos frutos”. Entre as possíveis áreas de atuação da UniTi, num primeiro momento, gestão de contratos de tecnologia e compras conjuntas e posteriormente segurança da informação, conectividade no campo, entre outras.

 

UNITI III: Dirigentes ressaltam momento histórico

uniti III 07 01 2022Durante a assembleia de constituição da UniTi, no dia 8 de dezembro de 2021, vários dirigentes destacaram a iniciativa pioneira liderada pelo Sistema Ocepar, e manifestaram total apoio ao presidente eleito, Alair Aparecido Zago, superintendente Administrativo e Financeiro da Cocamar, e aos Conselhos de Administração e Fiscal. Os presentes na AGO fizeram questão de destacar que a criação da central é um importante case de intercooperação, o qual, deverá servir de exemplo para outros estados. Frisaram ainda, que mesmo durante um período de pandemia, com reuniões apenas virtuais, foi possível avançar nas discussões e de forma consensual aprovaram pela constituição da central. Tudo graças a liderança e a credibilidade do sistema de aglutinar pessoas em torno de um mesmo interesse e fazer as coisas acontecerem na prática.

Adesão - Das 21 cooperativas, quatro delas acabaram optando em participar da central apenas na “reta final” das discussões, Coopertradição, Unicampo, Coprossel e Primato. Luciano Fiel, diretor Administrativo da Coopertradição frisou que foi uma decisão mais do que acertada em participar da UniTI, “um projeto de grande importância e que todas as cooperativas só têm a ganhar, pois a cooperativa será um ponto de referência para os profissionais de T.I. que atuam nas cooperativas na tomada de decisões”. José Willami da Silva, Gerente Geral da Unicampo, fez questão de agradecer as demais cooperativas, na sua maioria do ramo agro, em acatar a participação de uma cooperativa de ramo diferente na central. “Ficamos extremamente felizes pelo fato de a Unicampo também integrar esta nova cooperativa e estamos aqui para contribuir com aquilo que pudermos”, frisou.

Frísia - O presidente da cooperativa Frísia, Renato Greidanus, enalteceu a liderança do presidente do Sistema Ocepar neste processo e toda a equipe de profissionais. “Muito mais que constituirmos uma central, estamos aqui hoje buscando novas formas de nos tornarmos mais competitivos. O setor da tecnologia da informação não para. Cada dia são necessários novos investimentos para que não fiquemos à margem das outras empresas em termos de avanço tecnológico e nada melhor do que realizarmos isso em conjunto. Discutirmos junto a UniTI e buscarmos as melhores soluções que possam agilizar o processo. Tenho certeza de que será uma grande responsabilidade entrarmos numa área que não dominamos, mas com o apoio dos profissionais de cada uma das 21 cooperativas, vamos avançar muito”, disse.

Cooperante - Gilson Hollerwerger Fernandes, superintendente executivo da Cooperante, disse que foi um trabalho árduo chegar até a data de fundação da central. “Mas afirmo que chegamos aonde nós queríamos desde o início, transformar a ideia numa cooperativa”. Ele também fez questão de agradecer ao fato da Cooperante, segundo ele, “a menor de todas que integram a UniTI, fazer parte deste processo. Para nós é um orgulho imenso integrar este grupo e ajudar a realizar este sonho”.

Coagru - “Um sinal de maturidade do sistema cooperativista paranaense, que mais uma vez saiu na frente e provou ser viável, realizar intercooperação numa área que jamais imaginávamos ser possível”, destacou o vice-presidente da Coagru, Cavalini Carvalho. “Além de desejar sucesso a diretoria eleita, quero colocar a cooperativa a disposição para contribuir na busca de alternativas viáveis”, frisou.

Integrada - Haroldo Polizel, superintendente geral da Integrada fez questão de ressaltar que a escolha do Alair Zago para ser o primeiro presidente foi acertada: “sabemos de todo o seu conhecimento na área de tecnologia de informação e de sua capacidade para poder presidir a central neste primeiro momento de criação”. Polizel também destacou o papel importante realizado pelo Sistema Ocepar em liderar todo o processo. “Lembro que lá atrás, durante as discussões de formatação do PRC100, quando a ideia de criar uma cooperativa de T.I. surgiu, achava que este dia não seria possível. Mas todos aqui provaram o contrário, demos um grande passo, com toda certeza é um momento histórico. Temos muitos temas para discutir aqui, entre os quais a transformação digital no sistema cooperativista”, lembrou.

Copacol - O diretor vice-presidente da Copacol, James Fernando de Morais, frisou sobre a satisfação em poder compartilhar da constituição da central cooperativa de T.I. “Podemos ir mais longe se agirmos em conjunto, buscando soluções para os mais diferentes problemas. Estou muito otimista, vamos transformar a UniTI numa ferramenta de sustentação a todas as atividades das cooperativas filiadas, vamos em frente!”, frisou.

Capal - “Em nome de toda diretoria da Capal, quero agradecer a oportunidade de participarmos da central e parabenizar a diretoria eleita para que tenha total êxito na missão de conduzir a UniTI. Como os demais já mencionaram, temos plena certeza de que estamos no caminho certo”, finalizou o diretor financeiro da Capa, Marcos Rumen.

 

GETEC: Confira o boletim semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec coordenacao parlamentar 07 01 2022A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (07/01), o Informe Semanal referente ao período de 3 a 7 de janeiro. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Confira abaixo os destaques do boletim.

Principais leis - Como o Congresso Nacional está em recesso no período de 23 de dezembro de 2021 a 1º de fevereiro de 2022, o informe desta semana destaca as principais leis aprovadas em 2021, com impacto para o setor e que contaram com a atuação da Ocepar, em conjunto com a OCB, na mobilização de parlamentares que integram a Frencoop, bem como de parlamentares estaduais.

ATOS NORMATIVOS FEDERAIS

Lei nº 14.167/2021 – Aprovou ajustes no Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, em favor dos Ministérios da Economia e da Cidadania, de Encargos Financeiros da União e de Operações Oficiais de Crédito, conferindo crédito suplementar no valor de R$ 19.767.619.840,00 para reforço de dotações constantes da Lei Orçamentária vigente, dos quais R$ 3,73 bilhões foram destinados para equalização dos juros do plano safra, destravando os projetos de financiamento rurais;

Lei nº 14.195/2021 - Dispõe sobre a facilitação para abertura de empresas, incluindo a autorização do uso de livros ou fichas contábeis em formato digital;

Lei nº 14.206/2021 – Reconhece a categoria de cooperativa de transporte de carga (CTC) e institui o documento eletrônico de transporte (DT-e);

Lei n. 14.246/2021 – Suplementou o orçamento da União em R$ 77 milhões de reais para subsídio ao prêmio seguro rural (PSR);

Lei nº 14.273/2021 – Institui o Marco Legal das Ferrovias, prevendo a possibilidade de construção de ferrovias por modelos de autorizações simplificadas, visando diminuir a burocracia e estimular investimentos privados para este modal de transporte;

Lei nº 14.287/2021 – Prorroga para 31 de dezembro de 2026 a isenção do IPI para a aquisição de automóveis por cooperativas de taxis, pessoas com deficiência e motoristas profissionais, tais como taxistas e motoristas de aplicativos;

Lei nº 14.288/2021 – Prorroga para 31 de dezembro de 2023 a desoneração da folha de pagamento. Os impactos em caso de não prorrogação somavam cerca de R$ 1 bilhão apenas na indústria de abate e processamento de proteína animal, ultrapassando os R$ 100 milhões de reais considerando as cooperativas paranaenses deste segmento, situação que afetaria milhares de postos de emprego e a competitividade dos produtos brasileiros;

PL 4.199/2020 – Denominada BR do Mar, autoriza a locação de navios para uso na navegação de cabotagem, além de incentivar investimentos para o desenvolvimento do transporte marítimo e a redução de custos logísticos;

PL 5.829/2019 – Institui o marco regulatório da minigeração e microgeração de energia distribuída.

ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS

Emenda Constitucional 49/2021 – Flexibiliza o processo de concessão de serviços públicos para subsidiar a modernização de modais de transporte, como a Ferroeste;

Decreto 9.207/2021 – Prorroga até 31 de dezembro de 2024 a manutenção dos créditos presumidos do ICMS para produtos produzidos por cooperativas;

Decreto 9.713/2021 – Amplia os programas RenovaPR e Paraná Competitivo, para incentivar o uso de energias renováveis e reduzir custos das atividades rurais, autorização a utilização de créditos acumulados do ICMS;

Lei nº 20.668/2021 – Autoriza a delegação de rodovias estaduais para a União, viabilizando um novo modelo de contratos de pedágio;

Lei nº 20.743/2021 – Institui o programa de recuperação de ativos, créditos e direitos oriundos da liquidação do Badep;

Lei nº 20.861/2021 - Dispõe sobre a taxa de fiscalização e serviço da Adapar, visando a sustentabilidade e manutenção das operações de controle e fiscalização sanitários por esta Agência;

Lei nº. 20.948/2021 – Atualizou o valor de referências de custas judiciais, limitado ao IPCA;

Lei nº 20.895/2021 - Autoriza o Poder Executivo a conceder auxílio ao Município de Laranjeiras do Sul para aquisição de área destinada à implantação de granja de produção de leitões desmamados;

Projeto de Lei Complementar 15/2021 - Autoriza a contratação de pessoal, em caráter temporário, para atender atividades relacionadas à defesa agropecuária e ambiental, no âmbito da Secretaria de Estado do Agricultura e da Sedest.

Clique aqui e confira na íntegra o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

COOPERALIANÇA: Frigorífico de R$ 83 milhões é inaugurado em Guarapuava, com apoio do Estado

Principal produtor de proteína animal do País, com destaque para as carnes de frango, porco, peixes, leite e ovos, o Paraná avança também no abate de cordeiro e gado de corte. Com apoio das linhas de crédito e programas fiscais do Governo do Estado, o novo projeto da CooperAliança Carnes Nobres, iniciado oficialmente nesta quinta-feira (06/01), prevê abater, entre os diferentes animais, 345 cabeças/dia. O investimento total é de R$ 83 milhões, com a geração 219 empregos diretos.

Secretário - O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, participou da inauguração da nova unidade industrial, em Guarapuava, na Região Central do Paraná – a cerimônia integra as celebrações do aniversário de 70 anos do distrito de Entre Rios, onde está localizado o frigorífico.

Qualidade - “O Paraná nunca teve grande escala na produção da carne de gado, mas sempre teve muita qualidade. E foi isso que norteou esse investimento estratégico da CooperAliança que vai, sem dúvidas, ajudar o Estado a ganhar qualidade e também volume”, afirmou.

Bom momento - O secretário destacou o bom momento do agronegócio paranaense. Lembrou que o Paraná bateu recorde na produção de carne de porco no terceiro trimestre de 2021, com o maior número de animais abatidos desde 1997, início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo maior produtor nacional, abateu 2,8 milhões de suínos entre julho e setembro, com a produção de 269,5 mil toneladas de carne.

Liderança - O Estado também manteve a liderança no abate de frango, sendo responsável por um terço da produção avícola do País. No terceiro trimestre, foram abatidas 518,3 milhões de aves e produzidas 1,2 milhão de toneladas de carne.

Gado de corte - Já o abate de gado de corte no terceiro trimestre do ano passado, uma das especialidades da CooperAliança, foi maior que nos primeiros três meses de 2021. Foram abatidas, entre junho e setembro, 299.848 cabeças. A produção estadual de carne bovina no período foi de 77,2 mil toneladas, confirmando o Paraná entre os dez maiores produtores nacionais da proteína.

Investimento estratégico - “Por isso reforço a importância deste investimento estratégico, que gera emprego e renda a uma importante região do Paraná”, disse Ortigara.

Valor da Produção - Dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) referentes ao período entre 2019/2020 indicam que o rebanho paranaense conta com 8 milhões de cabeça de gado. A produção de carne de boi movimentou 404 mil toneladas e R$ 5 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP).

Comércio exterior - Parte dessa arrecadação veio do comércio exterior. O Paraná exportou para 43 países no período – Israel (32%), Hong Kong (29%), Uruguai (11%), Chile (8%) e Rússia (8%) foram os principais destinos.

Próximos anos - Números que devem avançar significativamente nos próximos anos. Ortigara reforçou que a conquista do selo de área livre de febre aftosa sem vacinação, em maio do ano passado, vai permitir aos produtores paranaenses negociarem a carne com mercados mais exigentes. “Temos qualidade e a garantia de um produto com reconhecimento sanitário. Isso vai ampliar horizontes”, afirmou o secretário.

Frigorífico - A construção da sede própria e da planta industrial da CooperAliança Carnes Nobres em Guarapuava começou em 2014, com o objetivo de ganhar mercado internamente, mas também de olho na exportação para outros países, especialmente após a conquista pelo Paraná da chancela internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação.

Mercados mais exigentes - “Nosso produto tem qualidade e procedência, habilitada pelo serviço de inspeção federal. Já estamos em tratativas com o Japão e pensamos sim em entrar nesses mercados mais exigentes”, destacou o presidente da CooperAliança, Edio Sander.

Escritório de projetos - Além do frigorífico, o complexo inaugurado nesta quinta-feira (06/01) abrigará também os escritórios dos projetos bovinos e ovinos, além do departamento administrativo.

Apoio - O investimento de R$ 83 milhões da cooperativa contou com o apoio das linhas de crédito do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e de incentivos fiscais do Governo do Estado.

Estrutura - O frigorífico tem 75 mil metros quadrados e capacidade para abater 345 animais/dia entre bovinos e ovinos. São 219 empregos diretos e outros 373 indiretos, nas propriedades dos cooperados.

A cooperativa - A CooperAliança Carnes Nobres começou suas atividades em 1998. Atualmente são 147 cooperados em 61 municípios do Paraná. “Nós temos o desafio de estar entre aqueles que produzem a carne de melhor qualidade do mundo. Para isso, esse projeto é essencial. Uma data histórica para todos os cooperados”, comentou Sander.

Diferenciada - “A CooperAliança é uma empresa diferenciada, moderna e tecnológica, que com essa ampliação vai ajudar muito Guarapuava. Investimento que gera renda para a população e tributos para a cidade, algo essencial nesse momento de abalo em razão da pandemia”, afirmou o prefeito da cidade, Celso Góes.

Agrária - Também nesta quinta, a Cooperativa Agrária, de Entre Rios, inaugurou uma das mais modernas unidades de multigrãos do País. “A unidade nasceu para atender aquilo que o cliente quer. A Agrária e seus cooperados perceberam as oportunidades e estão atendendo a isso”, disse Ortigara. “Mostra a fé inabalável em nosso futuro, apesar das adversidades, e mostra a confiança na capacidade de o Brasil ser o celeiro do mundo”.

Resposta - Segundo o presidente da Agrária, Jorge Karl, a unidade é uma resposta aos pedidos dos cooperados e às exigências do mercado. “Produzimos sob demanda dos clientes”, afirmou.

Investimento - A Unidade Multigrãos teve investimentos de R$ 32 milhões. Ali será feita recepção de até 200 toneladas por hora de produtos, particularmente feijão e cereais. Os equipamentos possibilitarão beneficiamento de 20 toneladas por hora. A edificação reserva 2 mil metros quadrados para armazenamento dos produtos.

Sicredi - Também como parte das comemorações do aniversário do distrito, a cooperativa de crédito Sicredi inaugurou sua nova sede. “Vai facilitar a vida para sobrar mais tempo para desenhar negócios para investimento, trazer desenvolvimento e gerar oportunidades”, disse Ortigara.

Presenças - Participaram dos eventos o secretário de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; o presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Natalino Avance de Souza; o deputado federal Stephanes Junior; a deputada estadual Cristina Silvestri; o vice-prefeito de Guarapuava, Samuel Ribas de Abreu; o presidente da Câmara Municipal de Guarapuava, João Carlos Gonçalves; o ex-prefeito de Guarapuava, César Silvestri Filho; a vice-presidente CooperAliança, Adriana Araújo de Azevedo; o presidente da Cooperativa Agrária, Jorge Karl; o superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti; a presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava, Elaine Meirelles; o presidente da Sociedade Rural de Guarapuava, Cláudio Marques de Azevedo; além de demais lideranças políticas e empresariais da região. (Com informações da Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson abreu / AEN

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AGRÁRIA: BRDE celebra parceria com a cooperativa em comemoração aos 70 anos de Entre Rios

agraria 07 01 2022Os 70 anos do distrito de Entre Rios, em Guarapuava, no Centro-Sul do Estado, estão sendo celebrados com a inauguração do Centro de Eventos Agrária, cooperativa parceira do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) há quase 30 anos. Na última década, o banco financiou projetos na ordem de R$ 220 milhões para investimentos da Agrária, e há estimativas de outros negócios em 2022.

Produções relevantes - Para o diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, a Agrária representa “o fomento em produções relevantes para o Paraná, especialmente no setor de maltaria, com financiamentos do banco em região próspera, como seus fundadores de etnia e cultura germânica”.

Retrospectiva - O vice-presidente da Cooperativa, Manfred Majowski, fez uma retrospectiva da parceria com o BRDE e dos 70 anos de Entre Rios, que se mistura com a cooperativa. “Começamos as comemorações na quarta-feira (05/01) com homenagem aos nossos pioneiros, pois graças à persistência deles o que temos hoje se tornou possível”, disse. “A importância dos parceiros foi fundamental, a exemplo do BRDE, um dos apoiadores da cooperativa Agrária, com investimentos em projetos fundiários, sempre presente, acreditando na cooperativa e na comunidade”.

Estrutura - Segundo ele, com o novo Centro de Eventos da Cooperativa Agrária, “oferecemos mais estrutura para atender clientes, fornecedores e clientes, que podem usufruir desse local, mudando o padrão da Agrária para um local mais adequado”.

Investimento - O investimento do novo centro de eventos foi de R$ 50 milhões, cuja metade do valor foi custeado pelos cooperados e os outros 50% pela cooperativa. A obra de 12 mil metros quadrados está às margens da PR-540, no trecho que liga as colônias Jordãozinho e Vitória.

Fundação - A Cooperativa Agrária foi fundada em 1951 no município de Guarapuava, no Centro-Sul do Estado, por suábios imigrantes da região do Danúbio, povo de etnia e cultura germânicas. A cooperativa conta com aproximadamente 1.500 colaboradores e 640 cooperados. Vale destacar sua produção de malte cervejeiro, com três maltarias em Entre Rios. Há projetos para a quarta fábrica em Ponta Grossa, com a participação das cooperativas Castrolanda, Frísia, Capal, Bom Jesus e Coopagrícola, com financiamento do BRDE.

Programação - A programação começou nessa quarta-feira (05/01) e encerra no domingo (09/01). Mais informações estão no site de Entre Rios. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COOPAVEL: Montagem de estandes avança rápido em área do Show Rural

coopavel 07 01 2022Mesmo a um mês do início da 34ª edição do Show Rural Coopavel, já é grande a movimentação na área que, de 7 a 11 de fevereiro, vai receber um dos três maiores eventos mundiais em transmissão de novos conhecimentos para a pecuária e a agricultura. As montadoras estão autorizadas, desde a manhã do dia 3, a iniciar a montagem dos estandes e alguns já dão formato às primeiras estruturas.

Auge - No auge dos trabalhos, de 15 a 30 de janeiro, mais de 80 montadoras de todo o Brasil estarão em Cascavel (PR) para a preparação dos ambientes dos expositores. São empresas ligadas aos mais diferentes setores do agronegócio brasileiro e mundial que mostrarão, a agricultores e a pecuaristas de várias regiões, o melhor em tecnologias que aliam otimização de custos e resultados, pontua o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

Abertura - A abertura do evento será no domingo, 6 de fevereiro, às 11h, com uma missa. “Esse dia é especialmente dedicado às famílias de Cascavel e cidades vizinhas que podem visitar o parque e participar da celebração eucarística. Tudo observando medidas sanitárias orientadas pelos órgãos de saúde”, segundo Dilvo Grolli. A visitação aos estandes terá início na segunda-feira, às 8h.

O evento - Criado em 1989, o Show Rural Coopavel tem por missão levar novos conhecimentos aos produtores rurais para que possam produzir mais, melhor e com menos custos. “O evento acelerou o processo entre o desenvolvimento da pesquisa e o repasse das novidades aos agricultores, fazendo com que os resultados no campo apareçam mais rapidamente”, diz o agrônomo Rogério Rizzardi, coordenador-geral do Show Rural. “No passado, uma novidade demorava tempo considerável para chegar e ser aplicada, agora, com mostras de tecnologia com essa, tudo ocorre com muita agilidade”.

Empresas - A 34ª edição do Show Rural Coopavel contará com a participação de 400 empresas. O acesso ao parque e o uso do estacionamento, com 12 mil vagas, são gratuitos. O trabalho das montadoras deverá estar concluído até o fim da tarde do dia 2 de fevereiro. “A pandemia traz novos desafios para eventos como esse. Mas superação e aprendizado contínuo são duas das nossas principais características”, observa Dilvo Grolli. (Imprensa Coopavel)

 

UNIMED LABORATÓRIO: Procura por testes de Covid-19 aumenta cinco vezes

unimed laboratorio 07 01 2022Os casos de transmissão de uma mutação do vírus Influenza e da nova variante Ômicron da Covid-19 estão, infelizmente, crescendo em todo o mundo novamente. Se até a metade de dezembro o Brasil estava indo bem nos números, agora já são muitas as regiões também sentindo esse crescimento, especialmente após as festas de fim de ano. No Paraná e em Curitiba nota-se procura maior por atendimento nas Unidades de Saúde e por testes de Covid-19. Infelizmente vale o mesmo para diagnósticos positivos.

Alta - De acordo com o médico endocrinologista Mauro Scharf, diretor técnico da Unimed Laboratório que atua em Curitiba e Região Metropolitana com 20 unidades, em novembro e no início de dezembro o laboratório realizava, em média, 100 a 150 exames de Covid por dia. No final de 2021 esse número começou a subir e hoje são realizados cerca de 600 exames diários. Também a taxa de positividade saltou de 2,2% no dia 24 de dezembro para 38% em 2 de janeiro de 2022.

Confirmação - Essa realidade é confirmada pelo superintendente da Unimed Laboratório, Milton Zymberg. Segundo ele o número de agendamentos por dia aumentou aproximadamente 5 vezes. “Hoje temos capacidade de realizar 800 coletas de RT PCR Covid por dia, todas as coletas realizadas mediante agendamento e efetivadas em sistema drive thru. Hoje conseguimos ainda agendar esse exame de Covid de um dia para o outro. O nível de positividade média móvel de hoje está em 30,23% no nosso universo de exames”, conta.

Influenza - Já com relação ao exame para influenza PCR o superintendente afirma que a Unimed Laboratório consegue atender até 30 pessoas por dia e, por enquanto, a procura está abaixo desta quantidade. “Quanto ao exame para influenza, optamos por fazer apenas pelo método de PCR, não fazemos testes rápidos. Mas temos capacidade para atender pacientes que necessitam deste exame por esta técnica”, esclarece.

Atendimento médico - O reforço de ambos os especialistas do laboratório é que, ao ter sintomas respiratórios, as pessoas busquem o atendimento médico. Afinal, no caso de gripe há tratamento imediato disponível e no caso de Covid é preciso isolar-se de imediato e avisar aqueles com quem teve contato. Por serem ambos vírus respiratórios é somente com exames que os médicos podem diagnosticar cada caso, o que é essencial para o correto tratamento e evitar a propagação. “Esses dados recentes revelam a importância das vacinas e de não relaxarmos nas medidas preventivas ainda. Manter distanciamento, uso do álcool em gel e da máscara facial são cuidados que valem para ambos os casos. Somados com a carteira vacinal em dia, resultam no cenário que buscamos: o de evitar mais pessoas infectadas, correndo risco de vida e precisando de cuidados em hospitais. Vamos ter paciência, já avançamos tanto, não vamos descuidar agora”, reforça Zymberg. (Imprensa Unimed Laboratório)

FOTO: Freepik

 

LEVANTAMENTO: Quatro municípios paranaenses estão entre os mais ricos do agronegócio brasileiro

levantamento 07 01 2022Com destaque na produção de grãos, como soja, cevada e trigo, e figurando entre os líderes nacionais no abate de porco e frango, os municípios de Guarapuava, Cascavel, Tibagi e Toledo estão entre as cidades mais ricas do agronegócio brasileiro. A informação foi divulgada nesta semana pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base na Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Classificações - A publicação leva em conta duas classificações: o Valor Bruto da Produção (VBP) das lavouras permanentes e temporárias, referente ao ano de 2020, e o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios em 2019. O VBP dessas quatro cidades somou quase R$ 27,2 bilhões, um quinto da produção agropecuária estadual, que registrou um VBP de R$ 128,3 bilhões em 2020, de acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Vocação - “A vocação do Paraná é produzir alimentos. Somos o segundo maior produtor de grãos, líder na produção de proteína animal e contamos com uma variedade enorme de produtos cultivados na nossa terra”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Por isso é uma alegria imensa ver o quanto o trabalho dos nossos agricultores e pecuaristas se destacam, com essas quatro cidades incluídas como as mais ricas do agronegócio nacional”.

Competitividade - O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ressalta que o agronegócio paranaense tem grande competitividade, inclusive internacional, figurando entre os maiores exportadores de alimentos do País. “Também temos sanidade e qualidade, e podemos abordar de forma qualificada o mercado mundial com a nossa grande capacidade de produzir o ano todo”, diz.

Municípios - Maior produtor nacional de cevada, com destaque também no cultivo de soja, batata e trigo, Guarapuava está na 49ª posição entre os municípios com a maior produção do País. De acordo com o levantamento, teve um VBP de R$ 1,16 bilhão em 2020 e o PIB de R$ 7,5 bilhões no ano anterior.

Cascavel - Cascavel é a segunda cidade paranaense no ranking, no 58º lugar, e atingiu uma produção de R$ 1,1 bilhão e o PIB de R$ 12,6 bilhões. O forte do município da região Oeste são os grãos, ocupando a liderança estadual na soja e com forte plantio também de milho e trigo, além da criação de frango para reprodução e de ovinos e caprinos – dois segmentos em que Guarapuava também está presente. Cascavel puxa ainda o cultivo, no Estado, de flores e plantas ornamentais.

Tibagi - Na sequência está Tibagi, nos Campos Gerais, que ocupa a marca de número 70 no levantamento do Ministério da Agricultura. Em 2020, o VBP de Tibagi chegou a R$ 932,9 milhões, com um PIB de R$ 842,1 milhões em 2019. É a capital nacional do trigo, além de estar entre os principais do Paraná no plantio de madeiras de reflorestamento, de feijão e soja.

Toledo - Toledo, também no Oeste, se destaca na pecuária, sendo um dos polos produtores de suínos e de frango de corte no Estado. Está na 79ª posição no ranking nacional, com o VBP de R$ 825,5 milhões e um PIB de R$ 6,2 bilhões. É também o segundo maior produtor de pescados do Paraná.

Maiores do país - O Paraná é o estado da Região Sul com o maior número de cidades entre as 100 mais ricas do agronegócio brasileiro. A lista do Ministério da Agricultura coloca Sorriso (MT) na liderança nacional. Os 100 municípios rankeados (confira AQUI) geraram, em 2020, um valor da produção de R$ 151,2 bilhões – 32% do total do País, estimado em R$ 470,5 bilhões.

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Produtores devem comprovam uso de termos de IGs europeias para manter o direito a partir do Acordo Mercosul-UE

comercio exterior 07 01 2021Os queijos Fontina, Gorgonzola, Grana, Gruyère/Gruyere, Parmesão e as bebidas tipo Genebra e Steinhaeger/Steinhäger, mesmo que produzidos no Brasil, utilizam como registro o nome de regiões europeias, configurando Indicações Geográficas do antigo continente. A partir do Acordo do Mercosul com a União Europeia, no entanto, para continuar utilizando esses nomes de referência, os produtores deverão apresentar documentação comprobatória até o dia 6 de março de 2022.

Comprovação - Conforme os requisitos do texto provisório do acordo, as pessoas físicas ou jurídicas devem comprovar a anterioridade de uso comercial dos termos associados às IGs referidas. As empresas que somente usam os termos, como restaurantes, pizzarias, distribuidores e importadores, não serão afetadas pela determinação, já que não se encaixam como produtores.

Negociação - O coordenador de Regulação e Propriedade Intelectual da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, João Neto, explica que houve uma negociação com os europeus das regiões das IGs para que o Brasil e demais países do Mercosul pudessem realizar a consulta.

Direito - “Tivemos a concordância das IGs originárias e vamos garantir o direito dos usuários brasileiros. Isso vai ter um impacto muito grande para a valorização do produto, pois permitirá que eles continuem utilizando os termos de referência, o que gera um ativo intangível e representa grande diferenciação de mercado”, destacou Neto.

Manifestações - Até o fim do período de consulta, que se estende por 60 dias, a expectativa é que o setor responsável do Ministério receba cerca de 400 manifestações. Os demais países do Mercosul também vão realizar a consulta.

Lista - Os produtores que não estiverem na lista de usuários prévios não poderão usar os termos no território nacional após a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia.

Como participar? - Para comprovar a continuidade de uso de termos protegidos associados às IGs, será necessário apresentar pelo menos uma das comprovações abaixo:

I - cópia de rótulo datado ou com data verificável ou foto de produto com data impressa cuja classe é identificada pelo termo protegido associado à IG; ou

II - cópia de catálogo promocional/publicitário datado com o produto específico cuja classe é identificada pelo termo protegido associado à IG e data; ou

III - endereço de sítio eletrônico com endereço virtual (URL) com produto cuja classe é identificada pelo termo protegido associado à IG, desde que a data de sua publicação seja verificável ou inclua evidência de período de comercialização de fato; ou

IV - cópia de nota fiscal datada que contenha o termo protegido associado à IG, mesmo que abreviado.

>> Saiba aqui como comprovar uso do termo

Documentos - Para fins da comprovação de anterioridade serão considerados apenas os documentos mencionados, emitidos ou publicados, antes de 25 de outubro de 2017, para Parmesão, Gorgonzola, Steinhaeger/Steinhäger e Genebra. Já para Fontina, Grana e Gruyere/Gruyère, a documentação deve ter sido emitida ou publicada antes de 25 de outubro de 2012.

Continuidade - Ainda será preciso comprovar a continuidade de uso comercial de termos protegidos associados às IGs, enviando documento emitido ou publicado entre 28 de junho de 2018 e 28 de dezembro de 2019.

Encaminhamento - Os documentos e informações de comprovação deverão ser encaminhados, obrigatoriamente, por correio eletrônico ao endereço cgsr@agricultura.gov.br .

>> Confira todas as informações aqui

IGs - As Indicações Geográficas são aqueles produtos ou serviços que tenham uma origem geográfica específica. Seu registro reconhece reputação, qualidades e características que estão vinculadas a determinado local. Comunicam, assim, ao mundo de que certa região se especializou e tem capacidade de produzir um artigo, ou de prestar um serviço diferenciado e de excelência.

Qualidade e tradição - Ao longo dos anos, cidades ou regiões ganham fama por causa de seus produtos ou serviços. Quando qualidade e tradição se encontram num espaço físico, a Indicação Geográfica surge como fator decisivo para garantir a diferenciação do produto.

Acordo Mercosul-União Europeia - O Acordo Mercosul-União Europeia (EU) é uma negociação de associação birregional, em que as partes chegaram a consenso polítiico sobre o pilar comercial. Em 18 de junho de 2020, as partes concluíram as negociações dos pilares político e de cooperação do Acordo.

Mercado - Sua vertente comercial constitui uma das maiores áreas de livre comércio do mundo ao integrar um mercado de 780 milhões de habitantes e aproximadamente um quarto do PIB global.

Mais amplo - Pela abrangência de suas disciplinas, é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul. Além disso, o acordo prevê maior abertura, transparência e segurança jurídica nos mercados de serviços, investimentos e compras governamentais, assim como a redução de barreiras não tarifárias e a consolidação de agenda de boas práticas regulatórias. Estabelece, ainda, disciplinas modernas na área de facilitação de comércio e propriedade intelectual, entre outros temas. (Mapa)

FOTO: iStock

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Portos do Paraná fecham 2021 com 57,5 mil toneladas de cargas movimentadas, maior volume da história

comercio exterior II 07 01 2022Os Portos de Paranaguá e Antonina fecharam 2021 com movimentação de 57.520.122 toneladas de cargas - o maior volume de produtos importados e exportados já registrado pelos terminais paranaenses na história. Em relação às 57.338.001 toneladas registradas em 2020, o aumento foi de 0,3%.

Ainda maior - Não fosse a queda registrada no embarque dos granéis sólidos de exportação, principalmente do milho, produto que sofreu quebra significativa em decorrência da estiagem durante o desenvolvimento da lavoura, o volume movimentado no ano passado poderia ter sido ainda maior, segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Produtividade - “Trabalhamos intensamente, durante todo o ano de 2021, com alta produtividade e performance e superamos o nosso próprio recorde. O segmento dos granéis sólidos de exportação registrou queda, porém todos os demais alcançaram aumento na movimentação”, disse.

Sólidos - Os granéis sólidos, tanto de importação quanto exportação, representam quase 62,2% da movimentação total dos portos do Paraná. Em 2021, foram 35.806.105 toneladas de cargas movimentadas – 4% a menos que em 2020, com 37.288.965 toneladas. Considerando apenas os granéis sólidos de exportação – soja, milho, farelo de soja e açúcar – em 2021, foram 23.027.094 toneladas de cargas; 13% a menos que as 26.531.964 toneladas exportadas em 2020.

Açúcar - No segmento, no último ano, apenas o embarque de açúcar registrou alta. Foram exportadas 4.080.802 toneladas do produto – 4% a mais que as 3.935.096 toneladas embarcadas no ano anterior.

Granéis sólidos - Já os granéis sólidos de importação – fertilizantes, malte/cevada, trigo, sal e, em 2021, em especial, o milho – registraram aumento de 18%. Em 2021 foram 12.881.261 toneladas ante 10.911.752 toneladas no ano anterior.

Carga geral - O segmento que engloba a movimentação de produtos em sacas (como o açúcar e o fubá), contêineres, fardos (como madeira, papel e celulose) e unidades (como os veículos e partes de projetos) é chamado de carga geral e representa quase 24% do total movimentado pelos portos de Paranaguá e Antonina no ano passado.

Total - Em 2021, a carga geral somou 13.765.178 toneladas movimentadas – 11% a mais que as 12.440.192 toneladas embarcadas e desembarcadas em 2020. O destaque principal foi a quantidade de contêineres movimentados no ano passado – com registro de nova marca histórica e aumento de 12% na movimentação total.

TEUs - Em 2021, 1.100.885 TEUs (unidade específica equivalente a um contêiner de 20 pés) foram importados e exportados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, administrado pela TCP. Em 2020, foram 981.116 TEUs.

Líquidos - Produtos líquidos – granéis de importação e exportação - somam 13,8% do total movimentado em 2021 pelos portos paranaenses. Nos 12 meses do ano, o segmento movimentou 7.948.839 toneladas de cargas, 4% a mais que as 7.608.843 toneladas registradas em 2020.

Destaque - Entre os líquidos, destaca-se a movimentação do óleo de soja que registrou aumento nos volumes tanto de importação quanto de exportação. Embarcadas, no ano passado, foram 1.179.760 toneladas do óleo vegetal (50% a mais que as 788.262 toneladas exportadas em 2020). Em contrapartida, foram desembarcadas 361.416 toneladas (57% a mais que as 230.433 toneladas importadas em 2020).

Portos - Das 57.520.122 toneladas de cargas movimentadas pelos portos do Paraná, em 2021, 1.479.581 toneladas foram pelo Porto de Antonina (Porto Ponta do Félix). O restante, 56.040.541 toneladas, pelos terminais do Porto de Paranaguá.

Confira AQUI os números completos da série histórica.

Dezembro - Em 2021 foi registrado o melhor mês de dezembro em movimentação de cargas da história dos portos do Paraná. Nos 31 dias, foram 4.491.255 toneladas de cargas importadas e exportadas. O volume foi 19% maior que as 3.777.259 toneladas registradas no mesmo mês em 2020.

Maior aumento - Considerando a última movimentação mensal fechada, além de maior volume, as exportações registram o maior aumento. Nesse sentido do comércio exterior foram 2.349.837 toneladas movimentadas – 25% a mais que as 1.873.758 toneladas exportadas em dezembro de 2020.

Importação - Em produtos de importação, foram 2.141.418 toneladas em dezembro do ano passado. O volume foi 12,5% maior que as 1.903.501 toneladas registradas nos mesmos 31 dias finais de 2020.

Movimento mensal - Considerando o movimento mensal, entre as exportações, os produtos com maiores altas foram os óleos vegetais (790%, principalmente o óleo de soja); os derivados de petróleo (94%); o farelo de soja (15%); e a celulose (6%).

Alta - Entre as importações, os destaques foram os volumes de milho (em 2020 não teve importação do produto); fertilizantes (16%); sal; carga geral (26%) e metanol (12%). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

ECONOMIA: Poupança tem retirada líquida de R$ 35,5 bi em 2021

economia 07 01 2022Pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros, a caderneta de poupança registrou, em 2021, a terceira maior retirada líquida da história. No ano passado, os investidores sacaram R$ 35,5 bilhões a mais do que depositaram, informou nesta quinta-feira (06/01) o Banco Central (BC).

2015 e 2016 - A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,57 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

2020 - Em 2020, a caderneta tinha registrado capitação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – recorde de R$ 166,31 bilhões. No ano retrasado, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, depositado em contas poupança digitais, inflou o saldo da poupança. A instabilidade no mercado financeiro no início da pandemia de covid-19 também aumentou temporariamente as aplicações na caderneta.

Depósitos - Apesar do resultado negativo no ano, em dezembro, os brasileiros depositaram R$ 7,66 bilhões a mais do que sacaram da poupança. O valor é 62,8% menor que a captação líquida de R$ 20,6 bilhões registrada em dezembro de 2020. Tradicionalmente, os brasileiros depositam mais na caderneta em dezembro, por causa do pagamento da segunda metade do décimo terceiro salário.

Vermelho - A aplicação começou 2021 no vermelho. De janeiro a março, os brasileiros retiraram R$ 27,54 bilhões a mais do que depositaram, influenciado pelo fim do auxílio emergencial. Com o pagamento da segunda rodada do benefício, a situação mudou. Os depósitos superaram os saques de abril a julho.

Agosto - A partir de agosto, a caderneta voltou a registrar mais retiradas que depósitos. Mesmo com a continuidade do pagamento do auxílio emergencial até outubro, os brasileiros continuaram a sacar. O rendimento abaixo da inflação acarretou a migração para outras aplicações. Ao mesmo tempo, a alta do endividamento das famílias levou a saques para compensar despesas urgentes.

Rendimento - Até o início de dezembro, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). No mês passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 9,25% ao ano.

Insuficiente - O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Em 2021, a aplicação rendeu 2,99%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,42%. O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (11/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Agência Brasil)

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CÂMBIO: Dólar cai para R$ 5,68 com mercado externo mais tranquilo

cambio 07 01 2022Após vários dias seguidos de tensão, o mercado financeiro teve uma sessão marcada pela trégua. O dólar caiu para abaixo de R$ 5,70, apesar de registrar volatilidade no início do dia. A bolsa de valores teve a primeira alta do ano.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (06/01) vendido a R$ 5,68, com recuo de R$ 0,032 (0,56%). A cotação alternou altas e baixas durante a manhã, chegando a R$ 5,72 na máxima do dia, por volta das 12h, mas firmou tendência de queda ao longo da tarde.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 101.561 pontos, com alta de 0,55%. A alta foi puxada por empresas de mineração, beneficiadas pela valorização do minério de ferro no mercado externo.

Reação - O indicador também reagiu ao desempenho das bolsas norte-americanas. Um dia depois do tombo, os indicadores dos Estados Unidos pararam de cair e fecharam próximo da estabilidade.

Turbulência - O mercado financeiro global começou a primeira semana de 2022 com turbulência internacional provocada pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Banco Central norte-americano). No encontro, realizado em 14 e 15 de dezembro, vários diretores do órgão indicaram que podem antecipar o aumento dos juros básicos nos Estados Unidos, que estão no menor nível da história desde o início da pandemia da covid-19.

Fuga de recursos - Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil. Os investidores aplicam o dinheiro em títulos do Tesouro norte-americano, considerados a aplicação mais segura do planeta, pressionando a cotação do dólar e a bolsa de valores em países em desenvolvimento. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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SAÚDE I: Ministério registra 619,6 mil mortes e 22,38 milhões de casos de Covid

O Ministério da Saúde registrou, desde o início da pandemia, 619.641 mortes em decorrência da covid-19 no país. Nas últimas 24 horas, foram confirmadas 128 novas mortes. Na quarta-feira (06/01), o painel de informações do ministério registrava 619.513 óbitos.

Investigação - Ainda há 2.830 mortes em investigação, dados que não vêm sendo atualizados nos últimos dias. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demanda exames e procedimentos posteriores.

Casos - As secretarias de Saúde contabilizaram até o momento 22.386.930 pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia. Entre quarta e quinta-feira (05 e 06/01), os órgãos de saúde confirmaram 35.826 diagnósticos positivos da doença.

Total - Na quarta, o total de casos acumulados estava em 22.351.104. Ainda há 140.453 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado. Na quarta o número de pessoas infectadas com casos ativos estava em 116.118.

Recuperados - Até esta quinta-feira (06/01), 21.626.836 pessoas já se recuperaram da doença.

Atualização - Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta quinta-feira (06/01). A atualização reúne informações sobre casos e mortes enviadas pelas secretarias estaduais de Saúde. Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras o nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (155.311), Rio de Janeiro (69.520), Minas Gerais (56.712), Paraná (40.906) e Rio Grande do Sul (36.473).

Menos - Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.852), Amapá (2.024), Roraima (2.078), Tocantins (3.947) e Sergipe (6.060). Entre ontem e hoje não houve novas mortes no acre, Amapá e Roraima.

Vacinação - Até esta quinta-feira, foram aplicados 331 milhões de doses, sendo 161,5 milhões com a primeira dose e 143,9 milhões com a segunda dose ou dose única. Outros 15,5 milhões já receberam a dose de reforço. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Sesa divulga mais 5.492 casos e quatro mortes por Covid-19

saude II 07 01 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (06/01) mais 5.492 casos confirmados e quatro mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. É uma atualização das últimas 24 horas (4.253 casos e nenhum óbito) e de períodos anteriores.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.604.853 casos confirmados e 40.682 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados são de janeiro (5.196) de 2022; dezembro (140), novembro (8), outubro (16), setembro (15), agosto (9), julho (5), junho (2), maio (4), abril (2), março (6), fevereiro (2) e janeiro (12) de 2021; e dezembro (27), novembro (31), outubro (12), setembro (2), agosto (2) e julho (1) de 2020. Os óbitos são de dezembro (2), março (1) e fevereiro (1) de 2021.

Monitoramento - A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários divulgados pela pasta. Neste momento, o aumento está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado, devido as festividades de fim de ano.

Atraso - Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

Medidas - A Secretaria reforça que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem sendo necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

Internados - 45 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (17 em UTIs e 28 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 519 pacientes internados, 174 em leitos de UTI e 345 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais quatro pacientes: uma mulher e três homens, com idades que variam de 61 e 90 anos. Os óbitos ocorreram entre 16 de fevereiro de 2021 e 30 de dezembro de 2021. Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (2), Sarandi e Maringá.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 6.864 casos de residentes de fora do Estado – 224 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe completo AQUI.

Confira o relatório de ajustes e exclusões AQUI.

 

SAÚDE III: Paraná estima vacinar 1,07 milhão de crianças de 5 a 11 anos contra Covid-19

saude III 07 01 2022No Paraná, 1.075.294 crianças com idade entre 5 e 11 anos devem ser vacinadas contra a Covid-19. O número está previsto na Nota Técnica nº 2/2022, publicada na quarta-feira (05/01) pelo Ministério da Saúde, e é baseado nas estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

PNI - Com a publicação da Nota Técnica, a população dessa faixa etária foi incluída no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Recebimento - O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, explicou que o Estado aguarda o recebimento dos imunizantes para dar início à vacinação do público infantil. A previsão do Ministério da Saúde é receber 3,7 milhões de doses do imunizante ainda em janeiro, parte de um montante de 20 milhões que serão adquiridos neste semestre para a vacinação pediátrica. O envio das doses aos estados será proporcional à população dessa faixa etária.

Doses - “O Paraná deve receber cerca de 185 mil doses nessa primeira remessa e vamos fazer a vacinação acontecer, da mesma forma que fizemos ao longo do ano passado”, afirmou o secretário. “Mais uma vez o Paraná fará uma grande campanha de vacinação. É importante que as pessoas deixem de lado as informações falsas que circulam e vacinem seus filhos”.

Diretrizes - Segundo a Nota Técnica, a vacinação das crianças vai atender diretrizes semelhantes às dos adultos. Será iniciada por crianças com comorbidades e deficiência permanente, seguidas de indígenas e quilombolas, as que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 e, então, em ordem decrescente de idade: iniciando pelos 11 anos até chegar aos 5 anos.

Exigência descartada - O Ministério também descartou a exigência de receita médica para a vacinação das crianças, acatando o que foi definido na Audiência Pública sobre o tema. Os pais ou responsáveis devem estar presentes e concordarem com a aplicação. Em caso de ausência, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de assentimento por escrito.

Postura - “Já tínhamos essa postura de não exigir a prescrição médica. Vamos proceder a vacinação contra a Covid-19 nas crianças da mesma forma que fizemos com os adolescentes, com a autorização dos pais”, destacou Beto Preto. “É importante esclarecer que a vacina da Pfizer, que foi autorizada pela Anvisa, é segura e nós precisamos vacinar os paranaenses de 5 a 11 anos de idade, principalmente com a chegada variante Ômicron. Apesar de não termos registros oficiais, há probabilidade de que ela esteja circulando”. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE IV: Testes mostram que atual vacina da gripe protege contra H3N2 Darwin

saude IV 07 01 2022O Instituto Butantan, fabricante da vacina contra a gripe utilizada no Programa Nacional de Imunização (PNI) no país, informou nesta quinta-feira (06/01) que testes de laboratório realizados pelo instituto mostraram que o imunizante é capaz de conferir proteção contra infecção pelo vírus influenza H3N2 (Darwin), mesmo sem ter a cepa na sua composição. A variante H3N2 Darwin é responsável pelo surto de gripe que atinge várias partes do país.

Forma cruzada - Segundo o diretor de produção do Instituto Butantan, Ricardo Oliveira, a vacina atual, trivalente, feita contra os vírus da influenza H1N1, H3N2 e B, protege contra a H3N2 Darwin de forma cruzada, ou seja, neutraliza essa variante em razão de ter em sua composição a proteção contra a cepa H3N2 original, “parecida” com a Darwin.

Parentes - “Você tem um grau muito próximo de parentesco com a sua mãe, mas você é diferente dela. As cepas da influenza são parentes, têm mudanças na estrutura viral, nos aminoácidos, mas têm partes do vírus que são as mesmas e ela confere essa proteção mesmo com a atualização do vírus”, disse.

Proteção menor - Oliveira ressalvou, no entanto, que a atual vacina produz uma proteção menor do que um imunizante fabricado especificamente contra a cepa H3N2 Darwin. “A vacina que temos hoje traz uma proteção cruzada contra a Darwin, menor do que a vacina específica, mas confere. Vimos isso nos reagentes que usamos no controle de qualidade, nas reações in vitro”.

Nova vacina - A nova versão da vacina da influenza, que será distribuída em 2022 pelo PNI do Ministério da Saúde, é trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2 (Darwin) e a cepa B, e já está sendo produzida pelo Butantan em suas fábricas. O envase está previsto para a primeira semana de fevereiro.

Produção - O Instituto Butantan produz atualmente 80 milhões de doses da vacina contra influenza anualmente oferecidas na campanha nacional de vacinação contra a gripe. O imunizante é modificado a cada ano baseado nos três subtipos do vírus influenza que mais circularam no ano anterior no hemisfério Norte, monitorados e indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). (Agência Brasil)

FOTO: Gilberto Marques / Arquivo Governo do Estado de São Paulo

 

SAÚDE V: ANS divulga resultados do desempenho das operadoras no ano-base 2020

saude ans 07 01 2022O resultado do Índice de Desempenho das operadoras (IDSS) 2021, ano-base 2020, está disponível para consulta no portal da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).  A nota média do setor para o ano-base 2020, que considera a média ponderada do desempenho das operadoras, foi de 0,7989, sendo 1,00 a nota máxima de desempenho e zero a nota mínima.

Acesse aqui o sistema para conferir o desempenho de sua operadora ano-base 2020

Inferior - Com o resultado deste ano, constata-se que o IDSS apurado é cerca de 1,2% inferior ao índice do ano-base 2019, que foi de 0,8011. Por outro lado, o IDSS deste ano é quase equivalente ao do ano-base de 2018 (0,7691) e ao de 2017 (0,7295). Cesar Serra, diretor de Desenvolvimento Setorial Substituto da ANS, explica que a redução do desempenho do setor em alguns indicadores, em 2020, se deve à necessidade de ajustes frente à pandemia, o que não implica, necessariamente, queda de qualidade dos serviços prestados por operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço de saúde.  

Decisão - A ANS optou por não alterar a metodologia ou suspender o programa, para manter a série histórica do IDSS e garantir a transparência dos resultados para a sociedade.  “Acreditamos ser importante demonstrar o desempenho do setor em 2020 de forma transparente, para que toda a sociedade entenda os possíveis impactos da COVID-19 nos resultados. Era esperado que a pandemia pudesse trazer impacto sobre alguns indicadores e consequentemente sobre o resultado geral, entretanto, tal efeito foi pequeno e não comprometeu a lógica do IDSS”, comentou o diretor.  

Fatores - A gerente de Estímulo e Inovação à Qualidade Setorial (GEEIQ), Ana Paula Cavalcante, explica que, entre 2017 e 2019, alguns fatores elevaram o índice, tais como o acerto das bases de dados pelas operadoras, em atuação conjunta com os prestadores, para o envio dos dados do TISS; e o acirramento da concorrência, o que incentivou as operadoras a buscarem a melhoria do seu IDSS, se diferenciando, em termos de qualidade, no mercado.

Sobre o IDSS - O Programa de Qualificação de Operadoras de planos de saúde privados (PQO), iniciado em 2004 e reformulado em 2017, com a publicação da RN 423/2017, que alterou a RN 386/2015, introduzindo o uso dos dados do padrão TISS para o cálculo dos indicadores, reflete o desempenho das operadoras por meio de um índice composto por 32 indicadores definidos pela ANS, distribuídos em quatro dimensões, cujo resultado varia de zero a 1, mais um indicador bônus para as operadoras que possuem certificado de acreditação.  

Comparação - Ana Paula Cavalcante destaca que o IDSS, também denominado “nota das operadoras”, permite a comparação entre as operadoras de planos de saúde privados, atuantes no mercado. “O objetivo da divulgação dos resultados do Programa é reduzir a assimetria de informação existente entre o beneficiário, que quer comprar um plano de saúde, e a operadora, que quer vender seus produtos no mercado. Dessa forma, a divulgação do IDSS aumenta o poder de escolha do consumidor que tem mais informação qualificada ao contratar um plano de saúde”.

Repercussão da pandemia - Antes da divulgação dos resultados do IDSS ano-base 2020, a ANS avaliou a repercussão da pandemia de Covid-19 em 19 indicadores que avaliam atenção à saúde e satisfação dos beneficiários, com maior potencial de sofrer impactos. A análise apontou repercussão pequena em cinco indicadores; discreta em quatro e nenhuma repercussão em dez.

Sem redução significativa - Apesar da pandemia de Covid-19, os resultados do Programa demonstram que não houve redução significativa em relação aos anos anteriores. A justificativa para a manutenção do IDSS ano-base 2020 foi apresentada na 106ª reunião da Câmara de Saúde Suplementar (CAMSS), ocorrida em 18/08/2021. 
Leia mais.

Confira a repercussão da pandemia nos indicadores.

Confira a análise dos resultados dos indicadores - Relatório do IDSS 2021 - Ano-base 2020

Metodologia - O IDSS é calculado a partir de 33 indicadores definidos pela ANS, incluindo um indicador bônus para as operadoras que possuem certificado de acreditação.  Para o cálculo do IDSS, são utilizados dados extraídos dos sistemas de informações gerenciais da Agência, ou coletados nos sistemas nacionais de informação em saúde, gerando uma nota para cada operadora.

Requisitos - Nesse sentido, embora tenham sido avaliadas 920, apenas 868 operadoras atenderam aos requisitos normativos para divulgação de suas notas finais à sociedade, 
disponibilizadas no portal da ANS .

Divulgação - Os resultados também devem ser divulgados pela própria operadora em seu sítio eletrônico, conforme determina o artigo nº 21-A da Resolução Normativa (RN) nº 386/2015 – sendo 05/02/2022 o prazo limite para a divulgação do atual resultado. Caso discordem dos resultados finais do IDSS 2021 (ano-base 2020), as operadoras terão até 21/01/2022 para apresentar recurso via e-protocolo.

Pesquisa de Satisfação dos Beneficiários - Para o ano-base 2020, 261 operadoras de planos de saúde realizaram voluntariamente a pesquisa com seus beneficiários, destas, 246 operadoras (responsáveis por 65,11% dos beneficiários do setor) foram consideradas aptas a receber a pontuação bônus. No ano- base 2020 a ANS registrou um aumento de cerca de 11,5% de operadoras participantes em relação ao ano-base 2019, quando 234 realizaram a pesquisa.    

Confira a lista de operadoras que tiveram o IDSS publicado e realizaram a pesquisa.

Resposta - Os resultados apontam que cerca de 85% dos beneficiários das operadoras que realizaram a pesquisa responderam “Bom” e “Muito bom” para o quesito: “Como você avalia seu plano de saúde?”. E cerca de 81% dos beneficiários recomendariam o plano de saúde para amigos ou familiares.

Incentivo - A ANS tem incentivado as operadoras de planos de saúde a realizarem pesquisas de satisfação junto aos beneficiários, tendo publicado em 2020 um novo documento técnico para a realização da pesquisa, com metodologia padronizada, que garanta representatividade e validade estatística. O incentivo à realização da pesquisa busca aumentar a participação do beneficiário na avaliação da qualidade dos serviços oferecidos, e seus resultados trazem insumos para aprimorar as ações de melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados pelas operadoras. 

Acreditação de operadoras - As operadoras que obtiveram o selo de acreditação, cumprindo os requisitos de boas práticas estabelecidos pela ANS, recebem uma pontuação bônus no IDSS. Em 2020, observou-se aumento do número de operadoras acreditadas (de 38 em 2017 para 75 em 2020), representando 26,30% dos beneficiários de planos médico-hospitalares.

Competência técnica - Os resultados do IDSS evidenciam a competência técnica das operadoras que receberam o selo de acreditação, processo voluntário de adoção de melhores práticas em gestão organizacional e em saúde: das 75 operadoras com certificado de acreditação, no ano-base 2020, todas ficaram na faixa 1 do IDSS (a melhor faixa, com desempenho de 0,80 a 1,00), o que reforça a validade da metodologia do IDSS e a sinergia entre os Programas de Qualificação e de Acreditação de Operadoras da ANS. (ANS)

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