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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5238 | 14 de Janeiro de 2022

SECA I: Sistema Ocepar solicita medidas para produtores e cooperativas afetados pela estiagem; propostas foram entregues à ministra

Preocupado com a situação climática no Paraná, que deve resultar em uma quebra significativa da produção da atual safra, o Sistema Ocepar está solicitando ao Ministério da Agricultura a tomada de medidas, de forma ágil, para ajudar especialmente as cooperativas e os produtores cooperados afetados pela estiagem no Estado. O documento com as propostas foi entregue nesta quinta-feira (13/01), em Cascavel (PR), à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, pelo presidente da Cooperativa Coopavel, Dilvo Grolli, que é diretor da Ocepar e, na oportunidade, representou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Grolli falou da importância das cooperativas paranaenses, que movimentam mais de R$ 100 bilhões por ano, e por onde passam mais de 65% dos grãos colhidos no Estado.

Propostas - Entre as medidas apresentadas pela organização estão: a agilização das vistorias e liberação dos laudos periciais, tanto pelas seguradoras, como pelo Banco Central (neste caso, em relação aos processos ligados ao Proagro - Programa de Garantia Da Atividade Agropecuária), a fim de liberação das colheitas e, consequentemente, das áreas para novo plantio. Também, a liberação de novos recursos de custeio para plantio, principalmente de milho segunda safra. O Sistema Ocepar está ainda solicitando a prorrogação das parcelas de custeio e investimento para os produtores que não tiverem capacidade de pagamento em função de não terem produção. Além disso, a possibilidade de prorrogação de débitos das cooperativas de crédito, no caso de recursos repassado por outro agente financeiro.

Cenário - O documento entregue à ministra, assinado pelo presidente do Sistema Ocepar, ressalta que o Paraná enfrenta uma crise hídrica e irregularidades no regime de chuvas desde 2019. “No entanto, na atual safra de verão, a esse cenário somaram-se as temperaturas do ambiente e do solo excessivamente elevadas, que têm ocasionado grandes perdas nas culturas de soja, milho e feijão. A estimativa inicial da Secretaria Estadual da Agricultura para a safra de verão 2021/2022 era de 24 milhões de toneladas. Porém, deve haver redução significativa nesta produção, em função de perdas na cultura da soja, acima de 8 milhões de toneladas (redução de 37%), e na cultura do milho, superior a 1,5 milhão de toneladas. O impacto econômico previsto está em R$ 25,6 bilhões, com tendência de aumento”, frisa Ricken.

Visitas - Nesta quarta e quinta-feira (12 e 13/01), a ministra Tereza Cristina esteve em municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul para conferir como a seca está impactando a produção agropecuária e viabilizar suporte aos produtores rurais atingidos pela estiagem. Nesta semana, técnicos do Mapa e da Conab também estão cumprindo agenda no Estado, fazendo visitas a propriedades rurais e reuniões com representantes do setor, inclusive com cooperativas, para avaliar os prejuízos e levantar as demandas.

Ouvir - “Estou aqui para ouvir e, de forma conjunta, pensarmos maneiras de amenizar essa situação. São várias boas ideias que passamos a estudar e que poderão vir a ser implementadas, a exemplo de um fundo garantidor para minimizar os impactos das perdas. O período é difícil, mas vamos superá-lo e sair dele mais fortes”, afirmou Tereza Cristina. O agro é uma das molas propulsoras da economia do País e o governo federal fará tudo o que puder para amenizar as consequências desse momento crítico e contribuir para o contínuo fortalecimento dessa cadeia, disse a ministra da Agricultura. (Com informações e fotos da Assessoria de Imprensa da Cooperativa Coopavel)

Clique aqui e confira na íntegra o documento do Sistema Ocepar entregue à ministra Tereza Cristina

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SECA II: Após visitar lavouras afetadas no PR e MS, ministra diz que ação imediata é garantir plantio da safrinha

A equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), liderada pela ministra Tereza Cristina, esteve no Paraná e em Mato Grosso do Sul e se reuniu com produtores afetados pela estiagem, nesta quinta-feira (13/01). A viagem é continuação da agenda iniciada no Rio Grande do Sul e que passou por Santa Catarina, na quarta-feira (12/01).

Foco - Em Cascavel (PR) e em Ponta Porã (MS), a ministra destacou que o foco no momento é garantir que os produtores, atingidos pela seca, tenham condições de plantar a safrinha, principalmente de milho. “Temos custeio e nossa preocupação é agilidade nessas ações para que a gente possa plantar com segurança. Para que o agricultor possa saber o que vai acontecer na segunda safra, que é a safrinha, que é muito importante, pois é quando se tem a maior parte do plantio de milho nesses estados”, destacou, em entrevista em Ponta Porã.

Equipe - Para fazer o diagnóstico da situação das lavouras nos estados afetados (RS, SC, PR e MS), a equipe do Mapa conta com apoio da Conab, Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia.

Perdas - Em Cascavel, o produtor Vanderlei Campos contou que havia replantado, em novembro, a lavoura de milho. “Veio a seca e castigou. A lavoura perdeu a floração”, disse, estimando perdas na ordem de 60% a 70%. Os agricultores da região também pedem a prorrogação de pagamentos das dívidas para que tenham condições de plantar as próximas safras, diante dos prejuízos com a atual safra.

Sobrevoo - A ministra sobrevoou a região de Ponta Porã e Naviraí, em Mato Grosso do Sul, onde estão as lavouras mais castigadas pela seca no estado. Ela estava acompanhada do secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos; do subsecretário de Política Agrícola do Ministério da Economia, Rogério Boueri; do chefe do Departamento de Crédito Rural e Proagro do Banco Central, Cláudio Filgueiras; e do diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Antônio Carlos Wagner Chiarello.

Naviraí - Em Naviraí (MS), a ministra e secretários se reuniram com produtores da região, que enfrentam perda da lavoura com a estiagem, para ouvir as dificuldades enfrentadas neste momento. "Estamos aqui para ouvir vocês. Não dá para ter uma medida geral. Temos municípios que tiveram perda total e outros não. É muito importante levarmos dados. Isso nos dá condições de sentar com o Banco Central, com o Ministério da Economia, com Banco do Brasil e outros bancos, para definir as medidas", disse.

Apoio ao produtor - Para possibilitar tomadas de medidas de forma mais ágil e ajudar agricultores e outras categorias de profissionais afetadas pela estiagem no estado, o governo do Paraná decretou situação de emergência. Da mesma forma, foi decretada situação de emergência em todos os municípios do estado do Mato Grosso do Sul. A região também teve perdas registradas nas atividades pecuárias devido à falta de água para os animais.

Crédito rural- Em relação ao crédito rural, o Mapa estuda o apoio de crédito adicional aos produtores dos municípios em que o estado de emergência foi reconhecido pelo Governo Federal. Já há possibilidade de apoio sem necessidade de autorização do Banco Central, inclusive em relação às dívidas referentes a operações de crédito de investimento contratadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no Manual de Crédito Rural (MCR).

Avaliação - Desde o fim do ano passado, quando foram identificados os primeiros impactos do período de seca nas regiões, equipe técnica do Mapa está em campo para avaliar a situação das lavouras. A ministra reforçou que as visitas da Conab foram antecipadas em uma semana para um levantamento atualizado, de forma a dar mais celeridade ao processo de liberação do pagamento do seguro rural.

Cobertura do Seguro Rural - Levantamento preliminar da Secretaria de Política Agrícola do Mapa junto às principais instituições financeiras do crédito rural aponta cobertura significativa de mitigadores de risco para médios e pequenos produtores de soja e milho, com Proagro e Seguro Rural nos estados afetados pela seca.

Soja - Segundo maior produtor de soja do país, o Paraná está com 44,6% da área de cultura de soja segurada enquanto a cultura de milho tem seguro em 34,3% de sua área. Em Mato Grosso do Sul, o panorama é de 27% de cobertura para a soja e de 16,1% para o milho.

Ajustes - Esses dados ainda podem sofrer ajustes em suas próximas edições, devido à entrada de cancelamento de apólices e operações do Proagro.

Contratação - Além disso, de forma geral, os produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) têm financiamento de custeio, por obrigatoriedade legal, com 100% de contratação de Proagro ou Seguro Rural. Já os médios produtores do Pronamp tiveram de 79% a 95% das operações de crédito rural com cobertura de seguro ou Proagro, dependendo da cultura, estado e instituição financeira.

Redução - Esse índice reduz para 40% a 60% no caso dos demais produtores (grandes operações e produtores). Nas operações de custeio de produtores, que não sejam do Pronaf e com valor de até R$ 335 mil, é obrigatória a contratação de garantia via Proagro ou, em substituição, seguro rural.

Recorde - Em 2021, a cobertura de seguro rural disponibilizada pelo Mapa foi recorde. O Mapa aplicou R$ 1,181 bilhão. Desde 2018, o investimento e a área segurada no país triplicaram. (Mapa)

FOTO: Guilherme Martimon / Mapa

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SECA III: Ministério da Agricultura e Estado avaliam efeitos da estiagem e apoiam produtores do Paraná

Um relatório atualizado do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, estima prejuízo prévio de R$ 25,6 bilhões na safra de grãos do Paraná em 2021/22, em razão da estiagem que atinge o Estado de forma severa desde 2019. O novo levantamento foi entregue nesta quinta-feira (13/01) à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que visitou o Oeste paranaense para acompanhar a situação dos produtores afetados pela crise hídrica.

Propriedade - Acompanhada do vice-governador Darci Piana e do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ela esteve na Fazenda Concórdia, em Lindoeste, e na sequência se reuniu com agricultores no Sindicato Rural de Cascavel. A propriedade tem mil hectares plantados de grãos e deve perder toda a primeira safra do milho e 70% da soja.

Visitas - Durante a semana, a ministra também esteve em Santo Ângelo (RS) e Chapecó (SC), e deve ir ainda ao Mato Grosso do Sul. Os quatro estados são os que mais sofrem com a estiagem. “Viemos para conversar com os estados, com os produtores rurais, para ter uma avaliação mais precisa, para saber as ações que podemos tomar no governo federal para dar resposta a essas perdas”, afirmou Tereza Cristina.

Situações - “Temos as mais variadas situações, com problemas de abastecimento humano em alguns locais e de irrigação em outros nessa faixa que vai do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso do Sul”, disse. “Ainda não temos uma estimativa fechada das perdas nesses estados e como ela vai se refletir na safra do País. O Paraná é o mais impactado, porque a estiagem chega a regiões que nunca sofreram com isso antes. O Estado tinha perdas mais pontuais e o que vemos agora é uma situação mais generalizada”.

Avaliação - Com o diagnóstico mais preciso dos estados, o Ministério da Agricultura vai avaliar as medidas que devem ser tomadas junto aos produtores rurais. A primeira delas seria agilizar a liberação das áreas para o plantio da safrinha, que poderia mitigar as perdas dessa primeira etapa.

Outras iniciativas - Outras iniciativas seriam a liberação de crédito para custear as novas lavouras e dar mais celeridade para o pagamento do seguro rural. “Estão comigo não só o time do Ministério da Agricultura, como também a Conab, a Embrapa, o Banco Central e o Banco do Brasil. Trouxemos os técnicos para fazer essa avaliação, chegar em Brasília e encaminhar as ações que podem ser tomadas. Não há um modelo pronto do que o governo federal possa fazer, mas temos que dar agilidade para as medidas que já são previstas para a área”, afirmou a ministra.

Agilidade - O vice-governador ressaltou que é necessário agilidade para não deixar os agricultores na mão. O Estado já decretou situação de emergência hídrica, o que permite que os agricultores negociem com os fornecedores, seguradoras e instituições financeiras. No final do ano passado, o Estado também entregou caminhões-pipa aos municípios para ajudar no fornecimento de água e irrigação das lavouras, além de contar com programas para a proteção de nascentes e microbacias.

Outros setores - “A perda na agricultura reflete em outros setores, no comércio, na indústria, no transporte. Por isso é fundamental que o governo federal tome conhecimento daquilo que está acontecendo no Estado, para poder tomar medidas de forma rápida e de forma conjunta”, disse Piana. “O plantio da próxima safra está aí e é preciso regularizar a questão do seguro e dos financiamentos para dar continuidade à atividade agrícola”.

Quebra de safra - A região Oeste é a mais atingida pela quebra de safra no Paraná, com redução prevista de 71% na colheita de soja, de 65% na de milho e de 60% na primeira safra de feijão, podendo somar R$ 8,1 bilhões de prejuízo. A queda, porém, abrange todas as regiões (veja AQUI), com perda média estimada de 39% na lavoura de soja, 36% no milho e 30% no feijão.

Soja - A cultura de soja, que tem a maior área plantada do Estado, é a que deve amargar os maiores prejuízos. Com produção inicial prevista em cerca de 21 milhões de toneladas, os números parciais do Deral mostram que a colheita não deve passar de 12,8 milhões de toneladas. São quase 8,2 milhões de toneladas a menos, fazendo com que os produtores deixem de receber R$ 23 bilhões.

Milho - Na produção de milho, das 4,3 milhões de toneladas inicialmente previstas, aproximadamente 2,7 milhões de toneladas devem ser colhidas – redução de 1,5 milhão de toneladas e prejuízo de R$ 2,2 bilhões. Já a lavoura de feijão, cuja estimativa inicial era de 275,8 mil toneladas, deve ter redução de 83,9 mil toneladas e passar para 191,9 mil de toneladas, perdendo R$ 361,8 milhões.

Mais pessimista - Este novo relatório do Deral é ainda mais pessimista que o divulgado na semana passada, que previa prejuízo de R$ 24 bilhões na safra estadual. Se a tendência prosseguir, as perdas podem ser ainda maiores, avalia Ortigara.

Desenvolvimento - “Plantas que ainda poderiam crescer, florescer, segurar carga e não abortar flor dependem muito da chuva, o que ainda não está acontecendo, somente de forma muito esparsa”, disse o secretário. “O quadro continua piorando em várias frentes, mesmo porque as plantas têm um ciclo natural e sem água a situação pode piorar. O quadro de hoje é grave, podendo evoluir para uma situação de piora”.

Diagnóstico - Técnicos da Secretaria e do Ministério da Agricultura percorrem o Estado para levantar o diagnóstico da produção. A previsão é que a falta de chuvas prejudique não apenas a produção de grãos, mas deve atingir também outras culturas, entre elas o tabaco, laranja, pastagem, cana-de-açúcar e hortaliças.

Estimativa nacional - A estiagem na região Sul do País e no Mato Grosso do Sul derrubou ainda a estimativa nacional da safra 2021/22. Relatório divulgado na terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 284,39 milhões de toneladas a colheita de grãos e fibras no País. No levantamento anterior, divulgado em dezembro, a expectativa era colher 291,07 milhões de toneladas.

Expectativa - O presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, explicou que os técnicos estão a campo para fazer essa avaliação e já há uma expectativa de redução da safra para o próximo levantamento, que deve ser divulgado em fevereiro. “Vivemos uma realidade distinta no País, com muita chuva no Norte e Nordeste e escassez violenta de água no Sul e Centro-Oeste. A expectativa é que safrinha venha melhor para compensar essas perdas”, disse.

Núcleos Regionais - Com impacto maior no Oeste, a estiagem reduziu a expectativa de colheita em todas as regiões paranaenses. No Sudoeste, segunda mais atingida, os prejuízos das três lavouras somadas podem chegar a R$ 3,6 bilhões. As perdas na produção de soja devem ser de 1,1 milhão de toneladas (queda de 48%), de 218 mil toneladas no milho (-43%) e de 7 mil toneladas no feijão (-42%)

Maiores perdas - Os Núcleos Regionais da Secretaria da Agricultura com a maior porcentagem de perda na produção de soja são: Toledo (-77%), Cascavel (-65%), Paranavaí (-59%), Francisco Beltrão e Dois Vizinhos (-57%), Maringá (-47%) e Ivaiporã (-47%).

Milho - Na lavoura de milho, a estimativa de maiores perdas é em: Toledo (-85%), Paranavaí (-65%), Cascavel (-63%), Francisco Beltrão e Dois Vizinhos (-60%), Campo Mourão (-57%) e Laranjeiras do Sul (-56%).

Feijão - Já na cultura do feijão os mais afetados devem ser: Campo Mourão (-82%), Apucarana (-65%), União da Vitória (-47%), Francisco Beltrão e Dois Vizinho (-42%), Pato Branco (-42%), Ponta Grossa (-40%) e Pitanga (-40%).

Presenças - Também acompanharam a visita da ministra o secretário estadual da Administração e Previdência, Marcel Micheletto; os presidentes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette; da Embrapa, Celso Moretti; da Fetaep, Marcos Brambilla; do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso; da Ceasa/PR, Eder Bublitz; da Adapar, Otamir Martins; do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza; da Coopavel, Dilvo Grolli, e da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Jesuítas Júnior Weiller; o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa; os deputados federais Sérgio Souza, Aline Sleutjes e Ricardo Barros; o deputado estadual Adelino Ribeiro; e prefeitos e outras lideranças da região. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

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SECA IV: Perdas no agronegócio já atingem a marca de R$ 47 bilhões

seca IV 14 01 2022Segundo levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura dos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, as perdas no agronegócio brasileiro, devido à forte estiagem que atinge as regiões produtoras, já somam R$ 47 bilhões. A falta de chuvas que atinge a região Sul e o Centro-Oeste obrigam muitos produtores a passar roçadeiras nas lavouras e preparar o solo para o próximo cultivo. Na região Oeste do Paraná, onde uma missão do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), liderada pela ministra Tereza Cristina esteve nesta quarta-feira (13/01), esteve algumas áreas o prejuízo passa dos 80% na atual safra, o que acaba inviabilizando a colheita.

Paraná - Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, a estimativa é que os produtores de soja, milho e feijão já acumulam um prejuízo de R$ 25,6 bilhões, com tendência de aumento pela continuidade falta de chuvas suficientes ainda. Consequentemente essas perdas também irão impactar outras cadeias, como de carnes, batata, tabaco e hortifrutigranjeiros.

Rio Grande do Sul - Já no estado do Rio Grande do Sul, de acordo com projeções realizadas por entidades do setor produtivo, a perda já atinge R$ 19,9 bilhões, sendo que deste total, R$ 14,5 bilhões são valores que os produtores de soja deixarão de vender e outros R$ 5,4 bilhões somente na produção do milho.

Santa Catarina - Para a Secretaria de Agricultura de Santa Catarina, o prejuízo no estado já atinge a marca de R$ 1,5 bilhão.

Mato Grosso do Sul - Na região do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, setores ligados a agricultura afirmam que as perdas por lá já chegam em R$ 1,6 bilhão e com possibilidade de aumento.

FOTO: Samuel Milléo Filho / Sistema Ocepar 

FALECIMENTO: Sistema Ocepar lamenta a morte de Celso Claro de Oliveira

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, lamentou profundamente o falecimento de Celso Claro de Oliveira, ocorrido nesta quarta-feira (13/01), em Brasília. Natural de Jacarezinho, interior do Paraná, Celso Claro era Mestre em Sociologia e nos anos 1970 atuou como superintendente da Associação de Orientação das Cooperativas do Estado do Paraná (Assocep). “Era um ferrenho defensor da causa do cooperativismo, com larga experiência internacional, conhecia profundamente o setor no Brasil e no mundo. Com sua forma tranquila de atuar, contribuiu para que nossas cooperativas pudessem se desenvolver e conhecer outras realidades. Tanto Celso como seus irmãos, Vera e Carlos Claro, aos quais expressamos nossos sentimentos, são bons amigos do cooperativismo paranaense. Com certeza, perdemos um grande ser humano”, lembrou Ricken.

Trajetória - Com vasto conhecimento no cooperativismo internacional, especialmente europeu, ele coordenou várias missões do sistema cooperativista. Este conhecimento levou a publicar alguns livros, entre os quais Cooperativism and Environment. Foi secretário de cooperativismo do Ministério da Agricultura na gestão do ex-ministro Roberto Rodrigues e presidiu a Green Cross Brasil e a ACDI/VOCA Brasil. Defensor das causas humanitárias e ambientais, se tornou amigo do expedicionário Jacques Coustou e de seu filho Jean-Michel Coustou.

Velório - O velório de Celso Claro ocorre nesta sexta-feira (15/01), em Brasília, das 10h às 12h. Neste sábado (15/01), seu corpo será cremado e as cinzas levadas para sua cidade natal, Jacarezinho. Segundo sua irmã Vera era um desejo dele.{vsig}2022/noticias/01/14/falecimento/{/vsig}

 

GETEC: Confira o boletim semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec coordenacao parlamentar 14 01 2022A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (14/01), o Informe Semanal referente ao período de 10 a 14 de janeiro. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Confira abaixo os destaques do boletim.

Agenda prioritária - Em 2022, o cenário parlamentar dividirá suas atenções entre a disputa eleitoral e pautas legislativas relevantes para o desenvolvimento do cooperativismo e que, por isso, serão monitoradas pela Ocepar, tanto em âmbito federal, em conjunto com a OCB, quanto em âmbito estadual, em conjunto com as entidades do G7. Neste sentido, a seguir, apresentamos alguns dos projetos de lei que constam na agenda prioritária de acompanhamento do cooperativismo paranaense:

REFORMA TRIBUTÁRIA (PEC 45/2019, 110/2019, PL 2.337/2021, PL 3.887/2021)

PEC 45/2019 e 110/2019: institui o imposto único sobre operações com bens e serviços (IBS);

PL 2.337/2021: altera regras do Imposto de Renda (o projeto não altera a incidência de imposto sobre o ato cooperativo);

PL 3.887/2020: cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com a unificação de PIS e Cofins.

A Ocepar e a OCB atuam em defesa do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, evitando dupla tributação e a imposição de incidências prejudiciais às cooperativas em comparação a outros modelos societários. Além disso, as entidades apoiam a simplificação do sistema tributário visando segurança jurídica e redução de custos.

TRIBUTAÇÃO SOBRE APLICAÇÕES FINANCEIRAS (PL 3.351/2019)

O projeto garante que a base de cálculo do IRPJ e da CSLL nas aplicações financeiras realizadas por cooperativas siga o modelo aplicado às sociedades empresárias, com incidência restrita apenas ao resultado financeiro, e não ao total das receitas. A proposta também consolida o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconhece as aplicações financeiras realizadas por cooperativas de crédito como ato cooperativo.

LEI DO ALIMENTO MAIS SEGURO – DEFENSIVOS (PL 6.299/2002)

Moderniza e garante celeridade e transparência ao processo de registro dos defensivos, possibilitando maior produtividade e segurança alimentar. Propõe a redução do prazo de registro de novos produtos de 8 para 2 anos, sendo que os registros de produtos genéricos devem acontecer no prazo de 01 ano. O projeto consta entre as prioridades da OCB e Ocepar, que apoiam a aprovação do substitutivo da Comissão Especial pelo Plenário da Câmara.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL (PL 2.159/2021)

O projeto atualiza as regras gerais para o processo de licenciamento ambiental, promovendo agilidade, redução de custos, maior segurança jurídica em conjunto com a adequada proteção e conservação do meio ambiente.

AUTOCONTROLE (PL 1.293/2021)

Estabelece um novo modelo de fiscalização e defesa sanitária, baseado em mecanismos de autocontrole, com o intuito de conferir maior agilidade e menores custos ao setor produtivo, resguardando, contudo, o controle e a fiscalização agropecuária.

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA (PL 2.633/2020 e PL 510/2021)

Trata da regularização fundiária das ocupações em terras da União ou do Incra. A medida objetiva trazer maior segurança jurídica aos proprietários de terras, assim como celeridade e desburocratização ao processo de regularização.

RAT – EXPOSIÇÃO A RUÍDO (PL 1.363/2021)

Dispensa o recolhimento de Contribuição Social para custeio de aposentadoria especial de empregados expostos a condições de trabalho prejudiciais à saúde ou à integridade física quando adotadas medidas de proteção que neutralizarem ou reduzirem o grau de exposição do trabalhador a níveis legais de tolerância (adicionais de 6%, 9% 12% Lei n. 8.213/91).

MODERNIZAÇÃO DA LC N. 130 (PLP 27/2020)

Atualiza o marco legal do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) para permitir que as cooperativas de crédito possam disponibilizar novos produtos já existentes no mercado, com mais agilidade e modernidade, atendendo integralmente à demanda por crédito.

CRÉDITO RURAL (PL 10.499/2018)

Dispõe sobre o crédito rural, cédula de crédito rural e nota promissória rural, estabelecendo instrumentos de simplificação para formalização do crédito rural. OCB e Ocepar apoiam a aprovação de um substitutivo que, em consonância com a autorização dada por outros dispositivos legais, permita as cooperativas a operem com cédulas rurais para subsidiarem suas atividades, facilitando a captação de recursos com esta finalidade.

TELEMEDICINA (PL 1.998/2020)

Propõe a manutenção da prática da telemedicina no período pós-pandemia, como medida de otimização e ampliação de acesso ao atendimento médico, bem como redução de custos. Este projeto de lei consta nas prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo da OCB e da Ocepar, que acompanham sua tramitação contribuindo para que a regulamentação traga segurança a pacientes e profissionais da saúde, e que possa ser estendida a atendimentos remotos realizados por outras áreas da saúde.

PLANOS DE SAÚDE (PL 7.419/2006)

Este projeto de lei altera aspectos de cobertura, procedimento e contratos dos planos e seguros de saúde com modificações na Lei n. 9.656/1998, que regulamenta as operadoras de planos de saúde. A OCB e a Ocepar têm atuado na defesa das especificidades das sociedades cooperativas, da sustentabilidade de suas operações e da adoção de medidas que visem segurança aos beneficiários e cooperados.

ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS

PL 559/2021 - Implantação das tecnologias de conectividade móvel (5G) no Estado do Paraná;

PL 624/2021 - Dispõe sobre o fornecimento, por escrito, das recusas de cobertura de procedimentos médicos;

PL 626/2021 - Dispõe sobre a limitação de consultas e sessões específicas para tratamento do autismo e outras síndromes;

PL 683/2021 e 684/2021 - Atualização do regime de custas judiciais e extrajudiciais no Estado do Paraná. Acompanhamento conjunto com as demais entidades do G7 e a OAB/PR.

Clique aqui para conferir o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

COOPAVEL: Ministra Tereza Cristina confirma presença no Show Rural

coopavel 14 01 2022A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Dias, confirmou no fim da manhã desta quinta-feira (13/01), que estará em Cascavel no início de fevereiro para prestigiar a 34ª edição do Show Rural Coopavel. O convite à ministra foi feito pelo presidente Dilvo Grolli e oficializado durante evento, na presença de inúmeros líderes do agronegócio, que tratou sobre perdas das safras de verão no Oeste e no Paraná.

Monumento - Tereza Cristina considera o Show Rural como um monumento ao agronegócio. “É um exemplo de organização, de inovação e de prosperidade, três dos termos que melhor definem a pujança e a essência da agricultura e da pecuária brasileira”. Há três anos, a ministra esteve em Cascavel para conhecer o Show Rural. Ela ficou um dia inteiro no parque e, ao lado de Dilvo e de outras autoridades, pôde conhecer com detalhes o que é a importância do evento.

Felizes - “Ficamos muito felizes com a confirmação, porque a ministra Tereza Cristina é uma profunda conhecedora do agronegócio mundial e sabe da importância das novas tecnologias para produzir mais, melhor e com menos custos”, destaca o presidente da Coopavel. A ministra não informou o dia que estará em Cascavel, mas garantiu que desde já reserva espaço em sua agenda para vir à região e ver de perto as novidades. O evento será de 7 a 11 de fevereiro e acontecerá em uma área de 720 mil metros quadrados. Neste ano, serão 400 expositores.

Prejuízos - No encontro organizado pelo Sindicato Rural em parceria com a Ocepar e Faep, a ministra ouviu relatos detalhados sobre as perdas de cerca de 60% nas safras de soja e milho no Oeste – atingem também Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O presidente Dilvo Grolli falou da importância das cooperativas paranaenses, que movimentam mais de R$ 100 bilhões por ano, e por onde passam mais de 65% dos grãos colhidos no Estado.

Consequências - O secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, e o vice-governador Darci Piana, também falaram das consequências desse momento difícil e afirmaram que, ao lado do governo federal e do Ministério da Agricultura, o Paraná coloca-se à disposição para ajudar a enfrentar a crise que atingirá os mais diferentes setores. “Os prejuízos estarão presentes, além das propriedades rurais, na indústria e também no comércio”, pontuou Piana.

Ouvir - “Estou aqui para ouvir e, de forma conjunta, pensarmos maneiras de amenizar essa situação. São várias boas ideias que passamos a estudar e que poderão vir a ser implementadas, a exemplo de um fundo garantidor para minimizar os impactos das perdas. O período é difícil, mas vamos superá-lo e sair dele mais fortes”, afirmou Tereza Cristina. O agro é uma das molas propulsoras da economia do País e o governo federal fará tudo o que puder para amenizar as consequências desse momento crítico e contribuir para o contínuo fortalecimento dessa cadeia, disse a ministra da Agricultura. (Imprensa Coopavel)

 

LAR: Cooperativa apresenta sua nova área de negócios, a Lar Máquinas

Visando entregar aos seus associados e clientes a cada dia mais soluções para suas operações no campo, a Cooperativa Lar ,que neste ano completa 58 anos de história, lança uma área de negócios voltada à comercialização de máquinas e implementos agrícolas, prestação de serviços e atendimento especializado.

Lançamento - No dia 11 de janeiro, foi realizado o evento oficial de lançamento da Lar Máquinas, que contou com a presença da Diretoria Executiva, superintendência e equipe técnica do Paraná e Mato Grosso do Sul, além de representantes dos principais parceiros da Lar no novo empreendimento.

Interação - A nova área de negócios propõe uma interação entre os ambientes físico e online. A Lar Máquinas em si, oferece de forma física a venda de máquinas, implementos, peças agrícolas bem como, realiza o pós venda com técnicos e mecânicos especializados.

E-commerce - Já o mercado E-commerce é realizado através da Supercampo, uma plataforma oriunda no ambiente cooperativo, em que as cooperativas geram opções e benefícios para os agricultores navegarem nesse ambiente digital, adquirindo peças agrícolas, produtos pecuários, pneus, borrachas e mangueiras, ferramentas e equipamentos além de combustíveis e lubrificantes.

Área de atuação - A Lar Máquinas passa a representar a marca Mahindra em quatro concessionárias no ano de 2022 e mais uma em 2023. São quatro no Paraná e uma no Mato Grosso do Sul. Além disso, as operações serão realizadas nas Unidades Lar já existentes, ofertando para o associado todo o portfólio de máquinas e implementos agrícolas com assistência técnica e pós vendas.

Quadro de profissionais - Neste momento está sendo formado todo o quadro de profissionais para atendimento e suporte na área.

Parceiros - Na oportunidade, foram apresentados os principais parceiros da Lar Máquinas, com destaque para Mahindra, Planti Center, PVT e Markal, exclusivas na área de atuação da Lar e que tiveram a oportunidade de apresentar um pouco da história e dos produtos que serão colocados à disposição dos associados e clientes.

Presenças - Também estiveram presentes representantes dos parceiros São José Industrial, TKA, TVH, Shell, Baldan, Pro Solus, Bonkoski, Marispan, Teejet e Supercampo. (Imprensa Lar)

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CASTROLANDA: Fábrica de Rações registra maior produção da história, em Castro

castrolanda 14 01 2022Em 2021, a Fábrica de Rações (UFR) de Castro, na região paranaense dos Campos Gerais, fechou com a maior produção anual da sua história, ultrapassando a barreira das 390.000 toneladas de produção, sendo 350.000 t o melhor resultado até então, alcançado em 2020.

Acréscimo - “Neste ano, tivemos um acréscimo de cerca de 19% no volume de produção. Isso é muito em função do crescimento da suinocultura na região, da Unidade Industrial de Carnes - Alegra, de alguns produtores que aumentaram plantel e das parcerias com produtores independentes. Tudo isso acabou trazendo um resultado muito significativo para a fábrica em termos de produtividade e faturamento”, explica o Coordenador de Produção, Tasso Roquete.

Maior produção - Na comparação mês a mês, a UFR-Castro ultrapassou em dezembro 34.800 t produzidas, a maior produção em um único mês. “Esses dois números foram bem representativos para nós. Esse volume de produção atinge recorde, acabamos juntando as duas pontas importantes, produtividade e qualidade. Temos muito o que comemorar”, completou o Coordenador.

Investimento - No fim de 2020, com a crescente no mercado de proteína animal, a fábrica recebeu investimento na sua linha de produção. O que agrega ainda mais nos novos resultados. Para Tasso, este foi um fator determinante para os recordes, além do trabalho de manutenção preventiva.

Resultados satisfatórios - O Gerente Executivo do Negócios Carnes, Mauro Cezar de Faria fala que as áreas do setor tiveram resultados muito satisfatórios. “Estamos aproveitamos todas as oportunidades que o mercado tem nos dado. Temos que agradecer também a todos os colaboradores que participaram e aos cooperados que deram essa condição”.

Objetivos constantes - Com uma diferença de mais de 40.000 t na comparação de 2020 para 2021, Tasso explica que o principal motivo para estes resultados é o trabalho em equipe. “Isso realmente traz resultados. Desde o operacional, gestão, diretoria, equipes de campo da suinocultura e bovinocultura, além da Alegra. Percebemos uma sinergia muito maior do que tínhamos em anos anteriores”, completa Tasso.

Produção - Atualmente, a produção para suínos representa 60% do total, entre clientes internos e externos. Para o próximo ano, o objetivo principal é manter estes volumes, trabalhando na qualidade e satisfação dos clientes.

Eficiência operacional - Recentemente, foram implantados novos projetos de eficiência operacional. A ideia era alcançar 92% de efetividade das entregas de rações dentro dos prazos estipulados. Até o momento, o resultado era de 95%. Tasso comenta que uma das metas de 2022 é consolidar estes números. (Imprensa Castrolanda)

 

COCAMAR I: Na região Norte, chuvas podem ser a salvação da lavoura

Percorrendo na quarta-feira (12/01) os municípios de Primeiro de Maio, Sertanópolis, Rancho Alegre e Uraí, na região Norte do Paraná, o Rally Cocamar de Produtividade constatou os estragos causados pela estiagem nas lavouras de soja e, também, que grande parte delas ainda apresenta bom potencial produtivo. Considerando que as chuvas vêm ocorrendo na fase em que a cultura mais necessita de água, a de enchimento de grãos, o ano pode não estar perdido para muitos produtores.

Variações - Em Primeiro de Maio, a 68km de Londrina, o engenheiro agrônomo Eduardo Fernandes, da unidade local da Cocamar, comentou que a região apresenta lavouras em diferentes situações.

Média - “Temos de 5 a 10% de áreas muito boas, que receberam maior volume de chuvas, mas metade das lavouras do município e região deve ter uma produtividade de 80 a 100 sacas por alqueire” (36 a 41 sacas/hectare), disse Fernandes, lembrando que em anos de clima favorável, a média geralmente fica em 120 a 130 sacas por alqueire (45,5 a 53,7/hectare). Uma parte da soja, no entanto, já bastante prejudicada, vai produzir menos ainda.

Expectativa - Em uma das propriedades visitadas, o Rally observou uma lavoura bem formada, em fase de enchimento de grãos e, segundo Fernandes, a expectativa é de uma boa produtividade, acima de 130 sacas por alqueire (53,7/hectare).

Mais chuvas- O gerente técnico Rafael Furlanetto, que acompanhou o Rally na viagem, observou: as plantas apresentam um bom número de vagens, mas precisam de mais chuvas neste momento. “Com este porte e essa quantidade de vagens, o potencial produtivo é bom. Continuando assim, vai dar uma boa colheita”, disse.

Animado - José Bruno Lingnau, produtor de Rancho Alegre, distante 55km de Londrina, comentou estar animado: “A chuva chegou numa boa hora e salvou um pouco”, explicando que sua lavoura foi semeada em 6 de outubro e espera ter uma colheita entre 110 e 120 sacas por alqueire (45,5 a 49,5/hectare). “Só se acontecer alguma coisa daqui para a frente, mas se continuar assim, está bom”, comentou.

Má-distribuição - Para Fábio Eliezer Faversani, da vizinha Uraí, a má-distribuição de chuvas, algo comum nesta safra, tem atrapalhado os planos de muitos produtores. “Eu tenho área onde choveu 100ml a mais que outra, não muito longe”, assinalou, afirmando que em sua região há áreas de safra praticamente normal e outras com padrão abaixo dos anos anteriores.

Não pode reclamar - “No geral, a região vai produzir menos que no ano passado”, frisando que quem colher 100 sacas por alqueire (45,5/hectare) não pode reclamar, ante as dificuldades enfrentadas. “Precisa chover mais, ainda, para granar bem a soja”, acrescentou Faversani, citando ter semeado uma parte das lavouras no começo de outubro e outra no início de novembro.

Menos perdas - Fazendo uma avaliação geral, o gerente técnico Rafael Furlanetto disse haver lavouras nesses municípios com grandes variações de produtividade, mas com índices de perdas bem inferiores ao de outras regiões.  

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

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COCAMAR II: Safratec digital acontece de 14 a 20 de fevereiro

cocamar II 14 01 2022Com o cancelamento da edição presencial do Safratec 2022, oficializado pela Cocamar na manhã de quarta-feira (12/01), a cooperativa começa a fazer a divulgação do evento em seu formato digital, cuja plataforma estará disponível no período de 14 a 20 de fevereiro.

Riscos - No modelo tradicional, cuja realização estava agendada para os dias 20 e 21 deste mês na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) em Floresta, região de Maringá, o Safratec deixa de ser promovido pelo segundo ano seguido em função dos riscos de contaminação que estão sendo causados por esse novo momento da pandemia.

Segurança - “Achamos melhor cancelar o evento presencial, mantendo apenas o digital, para garantir a segurança de nossos cooperados, colaboradores e parceiros”, afirma o gerente técnico Rodrigo Sakurada, que responde pela coordenação.

Conteúdo - A versão digital vai trazer tudo o que estava previsto na presencial, como a apresentação de novas tecnologias para as culturas de verão, orientações quanto ao manejo de solo, plantas daninhas e herbicidas, correção do solo, plantas de cobertura e a demonstração do Sistema Antecipe de semeadura intercalar de culturas, no mesmo formato adotado desde 2020.

Estações - São seis as estações técnicas com trabalhos desenvolvidos em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM), Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR) e Embrapa, apresentação de demonstrações de aplicações localizadas com pulverizadores e drones e várias outras atrações.

Balcão de negócios - A exemplo do que aconteceria no Safratec presencial, todas as marcas da Cocamar, além de empresas parceiras, estarão presentes ao evento, com oportunidades aos produtores de adquirirem produtos no balcão de negócios.

Mais - As informações estarão disponíveis, oportunamente, na plataforma da feira. (Imprensa Cocamar)

 

UNIMED COSTA OESTE: Cooperativa é avaliada pela ANS como uma das melhores operadoras de planos de saúde do Brasil

unimed costa oeste 14 01 2022O compromisso com a excelência no atendimento aos cooperados, beneficiários, rede prestadora e colaboradores fez com que a Unimed Costa Oeste fosse reconhecida novamente como uma das melhores operadoras de planos de saúde do Brasil pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ela não só cumpriu os exigentes critérios de avaliação como atingiu a nota máxima do Índice de Desempenho de Saúde Suplementar (IDSS), posicionando-a no ranking das 10 melhores operadoras médico-hospitalares do país.

Pesquisa - A pesquisa, referente ao ano-base 2020, abrangeu 920 operadoras, porém, 868 atenderam aos requisitos normativos para divulgação de suas notas finais à sociedade. Deste universo, a Unimed Costa Oeste se destacou como a 6ª operadora médico-hospitalar mais bem avaliada no cenário nacional.

Conquista - “Celebramos essa conquista com o compromisso de continuar mantendo a busca diária pela melhoria dos nossos processos, atendimentos e serviços com foco em nossos beneficiários”, exaltou o diretor presidente da Unimed Costa Oeste, Hiroshi Nishitani.

Divulgação - A ANS divulgou o resultado do desempenho das operadoras no ano-base 2020 na primeira semana deste ano.

Mais que um índice - O IDSS é um índice composto por um conjunto de indicadores agrupados em quatro dimensões: Qualidade em Atenção à Saúde, Garantia de Acesso, Sustentabilidade no Mercado, e Gestão de Processo e Regulação. Ele é calculado com base nos dados extraídos dos sistemas de informação da Agência ou coletados nos sistemas nacionais de informação em saúde.

Comparação - Por isso, o IDSS permite a comparação entre operadoras, estimulando a disseminação de informações de forma transparente e a redução da assimetria de informação, falha de mercado que compromete a capacidade do consumidor de fazer suas escolhas no momento da contratação ou troca de um plano de saúde.

Resiliência - “Estamos muito felizes com esse resultado, especialmente por ter vindo referente ao primeiro ano de enfrentamento à pandemia, demonstrando nossa resiliência, resultado e profissionalismo”, concluiu o diretor-presidente.

Resultados completos - Os resultados completos da avaliação do IDSS da Unimed Costa Oeste e demais operadoras estão disponíveis em: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/informacoes-e-avaliacoes-de-operadoras/qualificacao-ans. (Imprensa Unimed Costa Oeste)

 

UNIMED: Central Nacional anuncia apoio ao Programa BNDES Garagem

unimed 14 01 2022A Central Nacional Unimed anuncia uma parceria inédita com o BNDES Garagem - Negócios de Impacto, um programa de aceleração para startups. A iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social tem a missão de desenvolver e fomentar o empreendedorismo no Brasil, por meio do apoio a empreendedores(as) e startups. A CNU tem contribuído de forma estratégica com mentorias de executivos experientes do grupo a 14 dos 45 projetos selecionados, de forma a colaborar com o desenvolvimento dos negócios e de soluções criativas.

Inovação - O presidente da Central Nacional Unimed, Luiz Paulo Tostes Coimbra, destaca que a inovação tem sido uma pauta constante na companhia por meio de parcerias robustas e da reorganização de processos internos, que trazem eficiência para beneficiários e clientes. “Apoiar iniciativas como o Programa BNDES Garagem é uma forma assertiva, ágil e eficiente de melhorar o nosso País, de abrir horizontes para o empreendedorismo e para a geração de tecnologia, negócios, empregos e renda. São mais de 50 anos de cooperativismo Unimed espalhado por todo o País e não há dúvidas de que temos muito a contribuir na criação de soluções positivas para a sociedade e aprender sempre, com esses novos modelos de negócios”, complementa o presidente.

Segunda edição - O programa está em sua segunda edição e é totalmente gratuito aos grupos selecionados. Com início no primeiro semestre de 2021, a iniciativa destaca o objetivo de impulsionar negócios de impacto que queiram colaborar para a resolução de desafios sociais ou ambientais do Brasil. Participam dessa ação empreendedores com soluções inovadoras - já lançadas no mercado ou ainda em desenvolvimento. Por isso, o programa é dividido em dois estágios: o da criação, para os que ainda estão começando a empreender e precisam de apoio para dar os primeiros passos, e o da tração, para aqueles que já têm um negócio de impacto e querem auxílio para crescer. Os selecionados no BNDES Garagem têm acesso a workshops, conteúdos, acompanhamento individual, mentorias, eventos de conexão, além de entrada à rede de parceiros. A metodologia de aceleração do programa conta com a parceria das organizações Artemisia, Wayra e Liga Ventures.

Conexão - “De um lado, conectamos diretamente as startups do programa com mentores especialistas da CNU para ajudar os empreendedores com base na experiência adquirida ao longo de suas carreiras a identificarem desafios, oportunidades, gerar conexões e networking, maximizar o potencial do negócio e trocar experiências. De outro, proporcionamos à CNU o contato com uma cultura empreendedora, de inovação e agilidade. É uma parceria ganha-ganha”, explicou Danielle Leonel, Gestora de Relacionamentos Institucionais da Liga Ventures.

Compartilhamento - Para Dante Lopes, head de inovação na Central Nacional Unimed, a atuação da maior cooperativa do Sistema Unimed no projeto do BNDES representa a possibilidade de compartilhar uma visão estratégica dos negócios e trazer novos insights para projetos da marca, uma vez que as startups selecionadas oferecem soluções para áreas além da saúde. “Será uma via de mão dupla: tanto levaremos conhecimentos e experiências, quanto nos aproximaremos da inovação e da criatividade destes novos talentos empresariais. Estaremos mais perto daqueles que estão começando e dos que visam crescimento”, explica o Lopes. Os ciclos de mentoria envolvem encontros mensais com os grupos de startups, que tiveram início em 01 de dezembro e irão até fevereiro de 2022. Para mais informações sobre o programa, é só acessar: https://garagem.bndes.gov.br/.

Sobre o BNDES - Fundado em 1952 e atualmente vinculado ao Ministério da Economia, o BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para promover investimentos de longo prazo na economia brasileira. Suas ações têm foco no impacto socioambiental e econômico no Brasil. O Banco oferece condições especiais para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas de investimentos sociais, direcionadas para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano. Em situações de crise, o Banco atua de forma anticíclica e auxilia na formulação das soluções para a retomada do crescimento da economia

Sobre a Central Nacional Unimed - A Central Nacional Unimed é a operadora nacional dos planos de saúde empresariais da marca Unimed e responsável por produtos PME e foco regional nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Ilhéus, na Bahia; Luziânia (GO); São Luís (MA); Brasília (DF); São Paulo e ABC (SP). É a sexta maior do País em número de beneficiários com 2 milhões de clientes, a maioria de grandes corporações nacionais e multinacionais. Faz parte do Sistema Unimed, composto por 341 cooperativas médicas presentes em 84% do território nacional, que compartilham os valores do cooperativismo e o trabalho para valorização dos médicos e da medicina. Com o propósito de viabilizar a intercooperação, estabelecendo ações conjuntas com a Unimed do Brasil, Unimed Participações, Seguros Unimed e Fundação Unimed, visa fortalecer a governança sistêmica e presença institucional da marca, gerar trabalho e renda para cooperados, cuidar com excelência dos clientes Unimed e complementar o portfólio das singulares sócias, em linha com as macropolíticas comerciais definidas para o Sistema Unimed. (Imprensa Central Nacional Unimed)

 

 

SICREDI: Completando 37 anos de história, Central PR/SP/RJ destaca legado de Ignácio Aloysio Donel para o cooperativismo

O legado de Ignácio Aloysio Donel, falecido na última segunda-feira (10/01), segue inspirando cooperativistas que acreditam na promoção do modelo de negócio para a construção de uma sociedade mais justa e próspera. Na sede da Central Sicredi PR/SP/RJ, em Curitiba (PR), o Espaço de Educação Padre Theodor Amstad, voltado à formação e desenvolvimento de colaboradores, conta com a Sala Ignácio Donel, em homenagem ao homem que dedicou sua vida ao cooperativismo. O espaço também tem salas que homenageiam Friedrich Wilhelm Raiffeisen, fundador do movimento cooperativista, Mario Kruel Guimarães, pioneiro que retomou o movimento no Rio Grande do Sul e lançou as bases para a atuação em sistema, Guntolf Van Kaick, ex-presidente do Sistema Ocepar, e Pioneiros de Rochdale, precursores do movimento cooperativista na Europa. Iniciativas que ajudam milhares de pessoas que frequentam os cursos de formação e qualificação, a relembrar a história dos fundadores e a liderança de Donel no cooperativismo, que seguirá inspirando as novas gerações.

Legado para o Sicredi e o cooperativismo - Formada por 31 cooperativas com atuação em 570 municípios nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e parte de Santa Catarina, a Central Sicredi PR/SP/RJ reúne mais de 1,6 milhão de associados que já descobriram como a colaboração e a ajuda mútua são capazes de fomentar o desenvolvimento de comunidades. Uma história de cooperação que começou em 29 de janeiro de 1985, quando foi constituída a Cooperativa Central de Crédito Rural do Paraná (Cocecrer-PR) e que contou com o olhar visionário de Ignácio Donel, responsável por organizar as cooperativas de crédito em sistema, entendendo que a união fortaleceria o modelo de negócio.

Papel importante- “Ignácio Donel realmente teve um papel importante como líder, dizendo sim para os ideais dos fundadores do cooperativismo, para a ampliação, constituição e também para a possibilidade de crescimento e independência das cooperativas. A grande preocupação dele era sempre com a organização regional e o exercício da transparência, que é algo virtuoso para o cooperativismo, pois fortalece a solidariedade com a construção de fundos e reservas. Ao mostrar os dados das cooperativas, todas tinham acesso a informações necessárias para ajudar e cuidar uma das outras”, comenta o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock”.

Olhar visionário - Com a história ligada ao cooperativismo, Ignácio Donel foi diretor e presidente da Comasil/Cotrefal/Lar, além de presidente da Credifronteiras, atual Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ, da Ocepar e da Cocecrer-PR, organizando o cooperativismo de crédito e liderando a Sicredi Paraná. Nesse período, Donel teve a ideia de criar um Banco Cooperativo, que a partir da união de forças entre os estados do Rio Grande do Sul e do Paraná possibilitou a formação do Sistema Sicredi, passando as cooperativas do Paraná a integrá-lo com participação acionária no Banco Cooperativo Sicredi S.A, o primeiro banco cooperativo no Brasil.

Influência - “Se considerarmos as cooperativas que atuam no Paraná em diversos segmentos, praticamente todas elas tiveram inspiração ou influência da atuação de Donel. Ele foi um peregrino incansável nesse contexto de organização e constituição das cooperativas. No período de inflação alta, as cooperativas organizaram um excedente de caixa do dia a dia, e com a centralização financeira ganhavam um pouco mais a partir da aplicação feita durante a noite, chamada overnight. Uma iniciativa que tem o mérito do olhar apurado e da capacidade de convencimento de Donel”, destaca Dasenbrock.

Dedicação - A dedicação de Donel ao cooperativismo foi demonstrada no livro “A construção da confiança”, escrito por Domingos Pellegrini em celebração aos 30 anos da Central Sicredi PR/SP/RJ. “Estimulei os companheiros a ter confiança no cooperativismo, a fazer as coisas certas e a prestigiar a cooperativa mesmo quando parecesse desvantajoso no momento. O cooperativismo não deve ser medido por momentos, mas por horizontes, basta olhar de onde partimos e onde chegamos”, afirmou o líder cooperativista na obra.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI PARANAPANEMA: Com expansão no estado de São Paulo, agência é inaugurada em Maracaí (SP)

Consolidando a estratégia de expansão da rede de atendimento no estado de São Paulo, o Sicredi, que completa 120 anos de história neste ano, chega ao município paulista de Maracaí com sua nova agência, inaugurada na quarta-feira (12/01).

Arquitetura moderna - Com mais de 410 metros quadrados para atendimento personalizado, a agência possui arquitetura moderna e foi projetada para proporcionar mais conforto e um relacionamento próximo com os associados. “A integração cria um ambiente favorável para o contato entre todos os envolvidos na agência, prezando em proporcionar uma excelente experiência financeira a todos. Essa atmosfera proporciona aos associados – que são os verdadeiros ‘donos do negócio’ – maior familiarização com a agência, com os colaboradores e mais domínio sobre seus processos financeiros”, explica o presidente da Sicredi Paranapanema PR/SP, Cláudio Marcos Orsini.

Propósito - De acordo com o presidente, a ampliação da rede física, aliada ao desenvolvimento de tecnologias e inovação nos canais de atendimento, está alinhada ao propósito do Sicredi de gerar mais prosperidade. “Os investimentos atendem às demandas dos associados e contribuem para o desenvolvimento regional com o fomento ao crédito e o apoio aos negócios locais, além de uma atuação voltada para ações sociais, de educação financeira e cidadania", relata Orsini.

Localização - A agência Sicredi de Maracaí está localizada no endereço Av. José Bonifácio, 580 – Centro e conta com atendimento próximo e personalizado para todos os moradores do município.

Grandes reconhecimentos - Em dezembro de 2021, o Sicredi foi reconhecido pelo prestigiado Valor Grandes Grupos como um dos maiores grupos empresariais do Brasil, ficando em 68.º no ranking geral do anuário, que busca analisar as 200 principais empresas em atividade no país.

Mais - Além do ranking geral, a instituição conquistou também a 12.ª posição entre as 20 maiores companhias da área de finanças, a 9.ª entre as 20 maiores em Lucro Líquido, a 12.ª em Rentabilidade Patrimonial e esteve entre as 20 melhores em Patrimônio Líquido. (Imprensa Sicredi Paranapanema PR/SP)

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AILOS: Cooperativas têm mais de 200 vagas de emprego em aberto

ailos 14 01 2022As cooperativas que fazem parte do Sistema Ailos e da Central Ailos estão com mais de 200 vagas abertas em Santa Catarina, no Paraná e Rio Grande do Sul. Há vagas remotas e presenciais nas mais diversas áreas, como: negócios, tecnologia, administrativo, financeiro, controladoria, jurídico, entre outras.

Diferença - “Aqui no Ailos estamos sempre buscando fazer a diferença com simplicidade, respeito às pessoas, adaptação e transformação. Quem se identifica com essas características será muito bem-vindo em nosso time”, diz a gerente de Gestão de Pessoas do Sistema Ailos, Renata Pereira da Costa Basílio.

Oportunidades - Só na Central Ailos, que tem sede em Blumenau (SC), são 67 vagas disponíveis. As oportunidades por cooperativa são atualizadas constantemente e podem ser encontradas no site www.ailos.coop.br/faca-parte/trabalhe-conosco. O processo de candidatura é 100% on-line. (Informativo Fecoagro, com BC Notícias)

 

VBP: Valor da Produção Agropecuária de 2021 atinge R$ 1,129 trilhão

vbp 14 01 2022Em 2021, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atingiu R$ 1,129 trilhão, 10,1% acima do valor alcançado em 2020 (R$ 1,025 trilhão). De acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, as lavouras somaram R$ 768,4 bilhões, o equivalente a 68% do VBP e crescimento de 12,7% na comparação com 2020; e a pecuária, R$ 360,8 bilhões (32% do VBP) e alta de 4,9%.

Bom desempenho - A nota técnica informa que o bom desempenho do agro ocorreu mesmo diante da falta de chuvas, seca e geadas em regiões produtoras.

Melhores resultados - Os produtos com melhores resultados no VBP foram: soja, R$ 366 bilhões; milho, R$ 125,2 bilhões; algodão, R$ 27,6 bilhões; arroz, R$ 20,2 bilhões; cacau, R$ 4,2 bilhões; café, R$ 42,6 bilhões; trigo, R$ 12,5 bilhões; carne bovina, R$ 150,9 bilhões; carne de frango, R$ 108,9 bilhões; e leite, R$ 51,8 bilhões. Juntos, responderam por 76% do VBP do ano passado.

Fatores - “Três fatores podem ser citados como impulsionadores desse crescimento - preços favoráveis, quantidades produzidas e o mercado internacional que em geral tem sido favorável para vários desses produtos. O mercado internacional e os preços foram os mais relevantes desses fatores”, destaca a nota técnica.

VBP 2022 - Para este ano, as perspectivas de produção do agro permanecem positivas, com valor estimado de R$ 1,162 trilhão, 2,9% acima do obtido em 2021. “Continuam boas as chances para algodão, café, milho, soja, trigo e produtos da pecuária, especialmente carnes bovina e de frango. Também não devemos ter problemas de abastecimento interno e externo, pois como mencionado as previsões são de safra elevada de grãos e oferta satisfatória de carnes”, avaliam os técnicos.

O que é o VBP - O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais. O valor real da produção é obtido, descontada da inflação, pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês. (Mapa)

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FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

 

vbp tabela 14 01 2022

 

CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Colheita de uva já começou no Paraná, sexto maior produtor da fruta no Brasil

conjuntura agropecuaria 14 01 2022Os produtores de uva do Paraná já trabalham na colheita da fruta, cuja atividade se estende de janeiro a março, dependendo da região e da cultivar. O Estado é o sexto maior produtor nacional dessa que é a quinta fruta mais produzida no mundo. Esse é um dos temas abordados no primeiro Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária de 2022. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Participação - De acordo com a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), das Nações Unidas, as uvas participaram com 8% das 968,9 milhões de toneladas de frutas colhidas em 2019. Elas cobriram 6,9 milhões de hectares distribuídos em 91 países e renderam 77,1 milhões de toneladas. Na liderança aparece a China, com 10,8% da safra mundial, seguida da Itália (10,2%) e Estados Unidos (8,1%).

Brasil - Na 15ª posição, o Brasil foi responsável por 1,4 milhão de toneladas, o que corresponde a 1,9% da produção mundial, colhidas em 73,7 mil hectares, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2020, o Rio Grande do Sul liderou a produção nacional que se estendeu por 19 unidades da Federação, com 51,2% do volume. É seguido por Pernambuco (24,4%) e São Paulo (10,4%).

Paraná - Na sexta posição, o Paraná colheu 53,2 mil toneladas de uvas em 3,6 mil hectares em 2020, o que representa 3,8% da produção brasileira. Entre 2011 e o ano passado, influenciado pelo reposicionamento da viticultura de mesa no País, o Paraná observou redução de 41,5% na área plantada e de 49,3% em volumes colhidos.

Rústicas - Mas as uvas rústicas, destinadas à transformação agroindustrial, que representavam um quinto da produção no período citado, foram responsáveis por 39,9% do volume em 2021, o que aponta para novo posicionamento no Estado.

Ceasa - As Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) tiveram 14,4 mil toneladas de uvas vendidas no ano passado, com preço médio de R$ 6,63 o quilo, alavancando movimentação financeira de R$ 95,4 milhões. Já os produtores paranaenses de uva fina de mesa receberam, na média anual, R$ 5,89 pelo quilo. Do volume comercializado, 33,5% são do Paraná e 30,2%, de São Paulo.

Mandioca e milho - O documento do Deral registra, ainda, a previsão de colheita de mais de 2,9 milhões de toneladas de mandioca em 131 mil hectares do território paranaense. Isso representa queda de 3% em relação ao que foi colhido no ano passado.

Situação crítica - Há análise sobre o comportamento da cultura do milho de primeira safra que, de modo geral, está em situação crítica devido à estiagem. As condições climáticas não favoráveis atrapalham igualmente o início do plantio da segunda safra, que está bastante tímido.

Soja e trigo - Os produtores de soja do Paraná começaram a colheita da safra 2021/22 nesta semana. Com 2% da área já colhida, as condições gerais de campo mostram piora significativa, o que vai refletir em menor produtividade.

Incerteza - O boletim agropecuário aponta que a extensão a ser ocupada pelo trigo ainda é incerta no Estado. Entre as razões está um possível aumento de área do milho safrinha, devido ao preço mais atraente ou antecipação na colheita da soja, cujo espaço pode ser preenchido por esse cereal, em detrimento do trigo.

Apicultura e avicultura - De janeiro a novembro de 2021, as agroindústrias da apicultura brasileira exportaram 45.508 toneladas de mel in natura, de acordo com o Agrostat Brasil. O volume é 6,6% maior que o obtido em igual período de 2020. O Paraná está na terceira posição, com 9.456 toneladas de mel enviadas ao Exterior, atrás de Piauí e Santa Catarina.

Frango - O documento do Deral mostra, ainda, recuo de 1,34% no custo de produção do frango no Paraná em novembro de 2021, com redução de R$ 5,21 o quilo para R$ 5,14. A análise se estende também para as exportações de ovos em 2021, que apresentou crescimento em volume de 81,5% e, em receita, de 80%, e para as perspectivas que se apresentam para esse segmento. (Agência de Notícias do Paraná)

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TRABALHO: De R$ 1.617,00 a R$ 1.870,00; Paraná terá maior salário mínimo do País em 2022

trabalho 14 01 2022O Paraná continuará com o maior salário mínimo regional do País em 2022. Os valores foram definidos pelo Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (Ceter). Com reajuste de 10,06% (o que equivale a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC), o piso vai variar entre R$ 1.617,00 e R$ 1.870,00, conforme a categoria profissional.

Referência - O salário mínimo regional é uma referência para a negociação das categorias sindicalizadas e uma garantia para aquelas que não têm sindicato ou acordos e convenções coletivas de trabalho. A medida vale exclusivamente para os empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Atividade profissional - O piso salarial será reajustado por atividade profissional. Na categoria 1 (trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca), o valor sobe dos atuais R$ 1.467,00 para R$ 1.617,00; na seguinte, de trabalhadores de serviços administrativos, vendedores do comércio e reparação e manutenção, de R$ 1.524,00 para R$ 1.680,00; na outra (trabalhadores da produção de bens e serviços industriais), de R$ 1.577,00 para R$ 1.738,00; e na última (técnicos de nível médio), de R$ 1.696,00 para R$ 1.870,00.

Nova base - A nova base salarial foi definida em consenso pelo Ceter, que é formado por representantes do Executivo, de seis federações do setor patronal e das seis principais centrais sindicais (representando os trabalhadores), e acompanha o cenário de retomada econômica no Paraná. No final do ano passado, a lei 20.877/2021, aprovada pelos deputados estaduais, possibilitou o aumento do piso salarial de acordo com a aplicação integral do INPC de 2021.

Compromisso - “O reajuste do piso é um compromisso do nosso governo em valorizar os trabalhadores e é feito de forma muito democrática”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Essa valorização vai aumentar o poder aquisitivo dos trabalhadores, se refletindo na retomada da economia. O salário mínimo do Paraná é um exemplo nacional".

Consenso - “Trabalhamos muito e conseguimos construir um consenso entre os trabalhadores, os empresários e o Governo do Estado”, acrescentou o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

Tripartite - Segundo a chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo de Renda da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, Suelen Glinski, a política de valorização do piso é definida de forma tripartite. "Reunimos os interesses dos representantes das centrais sindicais e federações patronais, com a mediação do Governo do Estado. Hoje o Paraná possui o maior piso regional do País e, com a nova regra definida, a previsão é a de que se mantenha como líder no ranking nacional”, disse

Trâmite - Agora, a minuta do decreto que institui a mudança segue para a Procuradoria-Geral do Estado e a Casa Civil, e em seguida o termo será assinado pelo governador Ratinho Junior. Os valores devem ser pagos retroativos ao dia 1º de janeiro.

Valorização - Desde 2006, ano da criação, o salário mínimo regional do Paraná sempre foi estabelecido em patamares superiores aos do salário mínimo nacional (R$ 1.212,00). O reajuste no Estado utiliza o mesmo índice aplicado nacionalmente, baseado na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Quatro faixas - São quatro faixas salariais, que beneficiam técnicos de nível médio; trabalhadores de serviços administrativos do setor de serviços e vendedores do comércio em lojas e mercados; trabalhadores agropecuários, florestais, da caça e pesca; da produção de bens e serviços industriais; e de manutenção e reparo. (Agência de Notícias do Paraná)

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IBGE: Volume de serviços aumentou 2,1% no Paraná em novembro; no turismo, evolução foi de 6,3%

ibge 14 01 2022O setor de serviços cresceu 2,1% no Paraná em novembro de 2021 frente a outubro do mesmo ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (13/01).

Atividades - Esse é o setor que engloba restaurantes, turismo, academias de ginástica, escolas e transporte, e que teve as atividades plenamente retomadas no ano passado com o avanço da vacinação contra a Covid-19.

Oitavo mês - Foi o oitavo mês de 2021 com crescimento no volume de serviços, além de fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto. Novembro apontou recuperação depois de duas pequenas baixas em setembro (-0,2%) e outubro (-2,5%).

Novembro de 2020 - Em relação a novembro de 2020, ainda duramente impactado pela pandemia, o crescimento foi superior, de 10,7%, nono consecutivo no recorte mensal. O resultado positivo nesse quadro mais amplo aconteceu em quatro das cinco atividades pesquisadas e mostra a diferença entre os cenários sem vacina de 2020 e com vacina e retomada econômica de 2021.

Evolução - Segundo o levantamento, tiveram evolução o setor de transporte (trens turísticos, transporte de cargas, transporte aéreo, táxi e fretamento), de 20,3%; serviços prestados às famílias (hotéis, restaurantes, parques temáticos, lavanderias, ensino, cabeleireiros e produção de eventos), de 9,7%; serviços profissionais (atividades jurídicas, fotografia, arquitetura, locações não imobiliárias e mão de obra em geral, de limpeza e segurança), de 4,6%; e serviços de informação (operadoras de TV, portais, edição de livros e atividades de rádios), de 2%.

Variação acumulada - Na variação acumulada do ano (janeiro a novembro de 2021, frente ao mesmo período de 2020), o crescimento foi de 8,5%, mais um indicador que aponta a recuperação do setor. Nesse caso também houve aumento em quatro dos cinco recortes: transportes (12,5%), serviços para as famílias (8,4%), serviços profissionais (7,2%) e serviços de comunicação (4,4%).

Turismo - O volume de atividades turísticas cresceu 6,3% na variação do mês (frente a outubro de 2021) e 19% na variação mensal (comparativo com o mesmo mês de 2020). No acumulado do ano, o crescimento foi de 12,7%.

Vacinação - Com o avanço da vacinação, o Estado voltou a receber turistas estrangeiros em maior escala e os atrativos reabriram com 100% de capacidade e novos atrativos.

Receita - No indicador de receita, que mede o faturamento das atividades turísticas, o crescimento foi de 5,5% na variação do mês, 28,9% no indicador mensal e 16,4% no acumulado do ano.

Nacional - Em novembro de 2021, o volume de serviços no Brasil cresceu 2,4% frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Frente a novembro de 2020, o volume de serviços avançou 10,0%, nona taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o volume de serviços avançou 10,9% frente a igual período do ano anterior. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

INDÚSTRIA: Produção cai em oito dos 15 locais pesquisados em novembro

industria destaque 14 01 2022A produção industrial caiu em oito dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), na passagem de outubro para novembro, quando o índice nacional variou -0,2%. Os principais recuos foram em Amazonas (-3,5%), Ceará (-2,5%) e Rio de Janeiro (-2,2%), enquanto Mato Grosso (14,6%), Santa Catarina (5,0%) e Pará (3,5%) apresentaram as maiores altas.

Rio de Janeiro - A queda do Rio de Janeiro exerceu a maior influência negativa no resultado, após três meses de resultados positivos, período em que acumulou um ganho de 1,5%. “Essa queda é atribuída ao impacto negativo dos setores de derivados do petróleo, principalmente, de metalurgia e da indústria farmacêutica. O Amazonas é a segunda maior influência negativa, em função da queda do setor de bebidas, principalmente”, diz o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Bahia - A Bahia, com queda de 1,7%, teve o terceiro maior peso, devido ao baixo desempenho do setor de celulose e de outros produtos químicos. A indústria baiana atinge essa queda depois de dois meses de resultados positivos, quando acumulou ganho de 5,4%”.

São Paulo - No campo positivo, na passagem de outubro para novembro, São Paulo lidera como principal influência positiva sobre o resultado nacional, com expansão de 1,0%. O resultado de São Paulo, que responde por cerca de 34% da produção industrial do país, deve-se ao bom desempenho do setor de veículos, que tem peso de 16,1% dentro da indústria paulista.

Crescimento - “Vale destacar que esse crescimento ocorre depois de cinco meses de resultados negativos em que São Paulo acumulou uma perda de 7,9%. O estado está 3,6% abaixo do patamar pré-pandemia e 25,1% abaixo do seu patamar mais elevado, atingido em março de 2011”, acrescenta Almeida.

Santa Catarina - Santa Catarina é a segunda maior influência positiva no resultado nacional com 5,0% de crescimento, baseado no impacto positivo dos setores de vestuário (bastante relevante na indústria catarinense) e de máquinas e equipamentos. A alta ocorre após dois meses de resultados negativos com perda acumulada de 6,3% no período. Com isso, o estado quase elimina as perdas de resultados anteriores.

Mato Grosso - Já Mato Grosso, com crescimento de dois dígitos, 14,6%, foi afetado positivamente pelo bom desempenho do setor de alimentos. Bernardo explica que algumas unidades produtivas importantes do setor de alimentos da indústria mato-grossense que estavam paralisadas voltaram a produzir, o que causou a variação elevada nos resultados do estado. Além disso, houve uma melhora nas exportações das carnes frente ao embargo chinês.

Acima do patamar pré-pandemia - “Vale destacar ainda os cinco estados que já estão acima do patamar pré-pandemia. Minas Gerais está 5,2% acima do patamar de fevereiro de 2020; Rio Grande do Sul está 3,9%; Mato Grosso e Santa Catarina, ambos com 3,3% acima; e Paraná com 1,8%”, destaca o gerente da pesquisa.

Acumulado do ano - No acumulado do ano, houve alta em nove dos 15 locais, com destaque para Santa Catarina (12,4%), Rio Grande do Sul (11,2%), Minas Gerais (10,9%) e Paraná (10,0%). Já o acumulado dos últimos 12 meses avançou em dez dos 15 locais pesquisados.

Em relação a novembro de 2020, dez locais tiveram queda - Na comparação com novembro do ano passado, dez dos 15 locais pesquisados apontando taxas negativas. As quedas mais intensas   na   Bahia (-15,7%), Amazonas (-13,0%), Ceará (-11,1%) e Região Nordeste (-10,5%).

Impacto - Bahia foi afetada pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias, metalurgia e celulose, papel e produtos de papel. Amazonas foi pressionado pelas atividades de bebidas, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; Ceará, pela queda na produção de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados e confecção de artigos do vestuário e acessórios; e a Região Nordeste, pelo recuo de veículos automotores, reboques e carrocerias e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados.

Taxas negativas - São Paulo (-6,9%) e Pernambuco (-5,9%) também registraram taxas negativas mais intensas que a média nacional (-4,4%), enquanto Goiás (-3,9%), Santa Catarina (-2,6%), Paraná (-1,9%) e Minas Gerais (-0,6%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Mais sobre a pesquisa - A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.Os resultados podem ser consultados no Sidra. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Cesar Duarte / Agência Petrobras

 

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VAREJO: Vendas sobem 0,6% em novembro com efeito menor da Black Friday

varejo destaque 14 01 2022O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 0,6% em novembro, na comparação com o mês anterior (0,2%). Mesmo com o avanço, mais da metade das atividades tiveram resultado negativo no período. No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e nos últimos doze meses, também crescimento de 1,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (14/01) pelo IBGE.

Taxas negativas - Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas em novembro. Mesmo assim o varejo avançou puxado, principalmente, pelo crescimento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). Também avançaram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%).

Volume - Já o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos recuou 2,3%, assim como tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), combustíveis e lubrificantes (-1,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,4%). Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação variou -0,1%, o que indica estabilidade.

Menos intensa - “O que vimos foi uma Black Friday muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a de 2020, quando esse período de promoções foi melhor, sobretudo para as maiores cadeias do varejo”, analisa o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenômeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a Black Friday para algumas cadeias”.

Ampliado - No comércio varejista ampliado, o crescimento de 0,5% no volume de vendas, em novembro, foi influenciado pelas taxas positivas de veículos, motos, partes e peças (0,7%) e material de construção (0,8%), depois dos resultados negativos do mês anterior, -0,4% e -0,8%, respectivamente.

Sete das oito atividades tiveram taxas negativas na comparação interanual O comércio varejista recuou 4,2% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2020. Sete das oito atividades investigadas tiveram taxas negativas, com destaque para móveis e eletrodomésticos (-21,5%), combustíveis e lubrificantes (-7,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,6%) e tecidos, vestuário e calçados (-4,4%).

Outros segmentos - Os outros segmentos que tiveram queda na comparação com novembro de 2020 foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,6%), e livros, jornais, revistas e papelaria (-14,4%).

Crescimento - A única atividade que cresceu em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2020, foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+2,5%).

Alta - No comércio varejista ampliado, o setor de veículos, motos, partes e peças teve alta de 1,7% em relação a novembro de 2020, enquanto material de construção registrou queda 4,1% no período.

Vendas recuam em 14 unidades da federaçãoDe outubro a novembro de 2021, o comércio varejista teve resultados negativos em 14 das 27 unidades da federação, com destaque para Paraíba (-3,1%), Piauí (-3,0%) e Bahia (-2,8%). Por outro lado, no campo positivo, estão 13 UFs, sendo as principais Roraima (3,7%), Rio de Janeiro (2,8%) e Distrito Federal (2,7%).

Taxas negativas - No comércio varejista ampliado, também 14 UFs tiveram taxas negativas. As mais intensas foram na Paraíba (-6,8%), Tocantins (-6,1%) e Alagoas (-5,1%). Já pressionando positivamente, figuram 12 unidades da federação, com destaque para Rio de Janeiro (2,1%), Amazonas (1,9%) e Rondônia (1,7%). O Amapá ficou estável (0,0%).

Mais sobre a pesquisa A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Resultados mensais - Iniciada em 1995, a pesquisa traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, com dados para o Brasil e as unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Rovena Rosa / Agência Brasil

 

varejo tabela 14 01 2022

 

ECONOMIA: Decreto amortiza impacto financeiro da seca no setor elétrico

economia 14 01 2022O decreto presidencial que regulamenta mecanismos para enfrentar os impactos financeiros causados pela escassez hídrica no setor elétrico foi publicado na edição desta sexta-feira (14/01) do Diário Oficial da União. Esses mecanismos foram criados pela Medida Provisória nº 1.078, publicada em dezembro do ano passado.

MP - A MP previa o uso de recursos que seriam arrecadados por meio de encargo tarifário, para lidar com os gastos a mais do setor elétrico. Por meio desses recursos buscou-se amortizar os impactos financeiros no setor.

Conta - Já o decreto publicado nesta sexta-feira (14/01) cria a Conta Escassez Hídrica, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Ela receberá os recursos necessários para cobrir, “total ou parcialmente, os custos adicionais decorrentes da situação de escassez hídrica para as concessionárias e permissionárias de serviço público de distribuição de energia elétrica”.

Estruturação - Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República, a MP possibilitou a estruturação de operações financeiras garantidas pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), de forma a mitigar os efeitos do aumento de custos de geração de energia elétrica sobre as distribuidoras e os consumidores de energia elétrica.

Migração - E para evitar que os consumidores que migrassem para o Ambiente de Contratação Livre se furtassem de arcar com os custos adicionais suportados pelas distribuidoras, a MP previu instituir encargo tarifário para os casos de migração.

Encargo - “Dada a natureza sistêmica dos referidos custos adicionais, o encargo será suportado por todos os consumidores atendidos pelas distribuidoras impactadas, exceto na parcela dos diferimentos, os quais recairão sobre os consumidores de cada distribuidora que obtiver financiamento para esse componente”, justificou a Secretaria.

Expectativa - A expectativa é de que, com o novo decreto, se garanta a “higidez de todo o sistema elétrico, de forma a permitir a célere injeção de recursos nas distribuidoras”. Ao mesmo tempo, acrescenta, busca-se possibilitar que o repasse aos consumidores dos custos adicionais observados na geração de energia elétrica se faça “de forma suave e diluída no tempo”. (Agência Brasil)

FOTO: ABR

 

CÂMBIO: Dólar tem leve queda e continua no menor valor em dois meses

cambio 14 01 2022Em mais um dia de trégua no mercado financeiro, o dólar teve pequena queda e continuou no menor valor desde novembro. A bolsa de valores, que na quarta-feira (12/01) tinha zerado as perdas do ano, caiu após dois dias seguidos de alta.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (13/01) vendido a R$ 5,53, com queda de 0,1%. A cotação chegou a cair para R$ 5,50 na mínima do dia, por volta das 12h, mas operou perto da estabilidade durante a tarde, à medida que o otimismo no mercado internacional arrefecia.

Recuo - Este foi o terceiro dia de recuo na moeda norte-americana. A divisa acumula queda de 0,83% nos primeiros dias deste ano.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela volatilidade. O índice Ibovespa fechou aos 105.529 pontos, com queda de 0,15%. O indicador alternou altas e baixas ao longo do dia, mas fechou com perdas, puxado por ações de mineradoras e siderúrgicas, afetadas pela queda no preço internacional do minério de ferro após notícias da China.

Evergrande - Nesta quinta, a incorporadora chinesa Evergrande conseguiu adiar em seis meses o pagamento de títulos em moeda local. Apesar do fechamento do acordo com os credores, predominaram os temores de que outras incorporadoras imobiliárias chinesas, também em dificuldades financeiras, não consigam renegociar as dívidas.

China - A China é o principal comprador de commodities (bens primários com cotação internacional) do Brasil. A crise no mercado imobiliário tem provocado a desaceleração da economia do país, o que se reflete em quedas na cotação do minério de ferro.

EUA - Em relação aos Estados Unidos, o mercado financeiro internacional reagiu bem à divulgação de que a inflação ao produtor da maior economia do planeta caiu de 1% em novembro para 0,2% em dezembro. Os números estão em linha com as expectativas do mercado, reduzindo as pressões para que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) antecipe o aumento de juros ou o fim da compra de títulos em vigor desde o início da pandemia de covid-19.

Queda generalizada - No entanto, as ações de empresas de tecnologia nos Estados Unidos tiveram queda generalizada durante a tarde, reduzindo o clima de tranquilidade no mercado internacional e pressionando o dólar e a bolsa no Brasil. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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SAÚDE I: Brasil registra 22,8 milhões de casos e 620,5 mil óbitos

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (13/01), novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem, desde o início da pandemia, 22,8 milhões de casos confirmados da doença e 620,5 mil mortes registradas. Os casos de recuperados somam 21,7 milhões (95,2% dos casos).

24h - Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 97,9 mil casos e 174 mortes.

Estados - O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 4,4 milhões de casos e 155,5 mil óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (2,3 milhões de casos e 56,7 mil óbitos); Paraná (1,6 milhão casos e 40,9 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (1,5 milhão de casos e 36,5 mil óbitos).

Menos - Os menores números de casos e óbitos estão no Acre (89.244 e 1.844, respectivamente), Amapá (128.212 e 2.028) e Roraima (131.529 e 2.078)

Ômicron - A pasta também informou que foram registrados 503 casos de pessoas infectadas pela variante Ômicron, com incidência confirmada em 16 unidades da Federação, com Rio de Janeiro (133) e São Paulo (121) registrando o maior número de casos. Também foram registradas duas mortes, uma em Alagoas e outra em Goiás. Há 796 casos e duas mortes pela nova variante em investigação. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Paraná registra 12.559 novos casos e 8 óbitos pela Covid-19

saude II 14 01 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (13/01) mais 12.559 casos confirmados e oito mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os casos são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas (9.638 casos e zero óbitos).

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.661.136 casos confirmados e 40.706 mortos pela doença.

Meses - Os casos são de janeiro (12.470) de 2022; dezembro (18), novembro (6), outubro (1), setembro (4), agosto (3), julho (2), junho (6), maio (4), abril (3), março (6) e janeiro (13) de 2021; e dezembro (1), novembro (3), outubro (3), setembro (2), agosto (3) julho (5), junho (4), maio (1) e abril (1) de 2020. Os óbitos são de janeiro (6) de 2022; e março (1) e janeiro (1) de 2021.

Monitoramento - A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários. O aumento está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado devido às festividades de fim de ano.

Atraso - Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

Medidas de prevenção - A Secretaria lembra que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem sendo necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

Internados - 67 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (27 em UTIs e 40 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 734 pacientes internados, 243 em leitos de UTI e 491 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais oito pacientes: quatro mulheres e quatro homens, com idades que variam entre 42 e 85 anos. Os óbitos ocorreram entre 2 de janeiro de 2021 e 11 de janeiro de 2022.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Curitiba (4), Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Apucarana.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 7.734 casos de residentes de fora do Estado – 224 pessoas morreram. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira AQUI o informe completo.

 

Veja os ajustes e relatório de exclusões.

 


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