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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5239 | 17 de Janeiro de 2022

DATA PROTECTION: No Dia Internacional da Proteção de Dados, 28 de janeiro, Sistema Ocepar promove debate sobre a importância do tema

No Dia Internacional da Proteção de Dados, 28 de janeiro, o Sistema Ocepar promove a primeira edição do Data Protection + Coop, das 10h às 12h, pela plataforma Microsof Teams. A ideia é discutir o tema justamente na data criada para reforçar a importância da proteção de direitos fundamentais de liberdade e privacidade relacionados ao uso de dados pessoais. No Brasil, este é o segundo ano que o Dia Internacional pode ser comemorado com plena vigência da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Programação - O evento contará com a participação de Luciano Benetti Timm e Matheus Noronha Sturari, que vão debater a “Análise transversal sobre o processo de fiscalização e processo administrativo sancionador no âmbito da ANPD”. Haverá ainda relatos do diretor-presidente da Unimed Norte Pioneiro, Antônio Vendramin Filho, e da encarregada de Dados e Responsável pelo Programa de Integridade na Frísia Cooperativa Agroindustrial, Marta Auer, sobre o processo de implantação e adequação das cooperativas à LGPD.

Público - O Data Protection + Coop é destinado a diretores, gestores e demais profissionais das cooperativas do Paraná ligados às atividades de governança de dados e segurança da informação, como compliance, jurídico, auditoria interna, tecnologia da informação, entre outras áreas afins. As inscrições devem ser efetivadas até o dia 27 de janeiro. Clique aqui para se inscrever. O link de acesso ao evento será enviado por e-mail.

Sobre os palestrantes - Luciano Benetti Timm é professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), sócio da Carvalho, Machado e Timm Advogados. Possui pós-doutorado pelo Departamento de Direito, Economia e Negócios da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), doutorado em Direito dos Negócios e da Integração Regional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), especialização em Direito Econômico Internacional pela Universidade de Warvick, do Reino Unido e mestrado em Direito Privado também pela UFRGS.

Sturari - Já Matheus Noronha Sturari é certificado pela International Association of Privacy Professionals (IAPP) e reconhecido como Fellow of Information Privacy (FIP). É coordenador de Proteção de Dados e Privacidade do CMT Advogados, possui cursos de extensão do Data Privacy Brasil e da FGV-SP e especializações em Contratos, pela EPD, e em Análises Econômica do Direito, pela Unicamp.

 

data folder 17 01 2022 

 

 

C.VALE: Cooperativa faz reivindicações à ministra da Agricultura

cvale 17 01 2022O vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron, entregou à ministra da Agricultura documento em que agradece ao empenho de Tereza Cristina em destacar equipe para conhecer as dificuldades causadas pela estiagem e solicita a adoção de medidas de auxílio aos produtores rurais que tiveram lavouras prejudicadas pela seca. Ele encontrou a ministra em Cascavel, durante passagem dela pelo oeste do Paraná, dia 13 de janeiro, onde foi conferir os efeitos da crise hídrica.

Sugestões - No documento entregue por Pedron constam sugestões apresentadas pela C.Vale, no dia 11 de janeiro, a uma equipe liderada pelo diretor do Departamento de Gestão de Risco do ministério, Pedro Loyola. Na ocasião, também participaram da reunião representantes do Sindicato Patronal Rural de Palotina, Prefeitura Municipal, Sociedade Rural e do escritório do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná

Medidas de apoio - O documento aponta sete medidas de apoio ao setor, entre as quais estão a prorrogação das parcelas de custeio e investimento para os produtores que tiveram a capacidade de pagamento prejudicada pela quebra de safra e a liberação de crédito para as cooperativas poderem prorrogar as contas dos associados. Pedron também pediu a agilização das vistorias e da emissão de laudos periciais para liberação das áreas para colheita e novos plantios, e o aumento da subvenção e do valor do seguro agrícola por CPF. (Imprensa C.Vale)

 

COOPAVEL I: Perdas com a soja e o milho na área da cooperativa chegam a R$ 6 bilhões

coopavel I 17 01 2022Produtores rurais dos 23 municípios da área de abrangência da Coopavel, no Oeste e Sudoeste do Estado, atualizam os dados constantemente e os prejuízos com a seca não param de aumentar. A informação mais recente dá conta que a quebra das culturas de soja e milho chega aos 60% e as perdas financeiras alcançam os R$ 6 bilhões.

Danos severos - Os danos são severos e já somam a R$ 5 bilhões na soja e a R$ 1 bilhão no milho. Em vez de 65 sacas por hectare, os sojicultores estão alcançando média de 25 e no milho previa-se colher 180, mas a média está na casa de 80 sacas. A falta de chuva, principalmente em dezembro, é a maior responsável pelo cenário de quebra no campo, que além do Oeste atinge outras regiões do Paraná, bem como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Comercialização - Os prejuízos na área de atuação da Coopavel, na casa dos R$ 6 bilhões, são referentes somente à comercialização, sem calcular a qualidade do grão e os impactos em toda a cadeia produtiva. Os valores obtidos pelos produtores rurais mal cobrirão os custos dos insumos. “O cenário é de dificuldades, mas a expectativa agora é que, além do retorno das chuvas, o governo federal encontre, em parceria com entidades e produtores rurais, caminhos para amenizar a situação”, observa o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

3% - Em dezembro de 2020, o volume de chuvas registrado em Cascavel, onde está a sede da Coopavel, foi de 235 milímetros, e em dezembro passado a precipitação foi de apenas 3%. E esse quadro foi semelhante em todo Oeste e Sudoeste do Estado. A pouca quantidade de água ainda veio associada à falta de uniformidade, temperaturas excessivas e sol escaldante. Em muitos dias do mês de dezembro, as temperaturas bateram os 30 graus com sensação térmica na casa dos 40.

Volta das chuvas - A volta das chuvas é determinante para, pelo menos, estabilizar as perdas do que ainda está no campo, e criar condições para o próximo plantio. A expectativa é que o Paraná consiga uma boa segunda safra de milho, fazendo com que o Estado colha o suficiente para suprir as suas necessidades e para que possa atender as atividades pecuárias das cadeias das proteínas de frango e suínos, destaca Dilvo Grolli. (Imprensa Coopavel)

 

COOPAVEL II: Aplicativo cria comodidades e amplia medidas contra aglomeração

coopavel II 17 01 2022A Associação Atlética Coopavel, responsável por três lanchonetes e 16 pontos de venda de lanches no Show Rural, encontrou um jeito criativo de se integrar à era da inovação e de contribuir para reduzir a aglomeração de pessoas no restaurante da feira. A agremiação firmou parceria com um aplicativo de gastronomia, o Appetit, para receber pedidos on-line e entregá-los nos mais de 400 estandes montados para a 34ª edição.

Acesso - Para acessar a novidade basta baixar o aplicativo, procurar a área específica do Show Rural e então, por meio de um cardápio virtual, fazer o pedido e respectivo pagamento. “Essa associação com um aplicativo que já é da área foi a melhor forma que encontramos de também contribuir na ampliação das medidas protetivas a todos os visitantes do evento”, diz o presidente da Associação Atlética Coopavel (que integra os funcionários da cooperativa), Eurípedes Mariano, o Lipa.

Equipe - Para fazer frente aos números de pedidos que o aplicativo deve receber, a Associação conta com uma equipe ampla de colaboradores. “Da solicitação à entrega, no estande, estimamos tempo de aproximadamente 15 minutos”, afirma Lipa. Os entregadores ganharão em agilidade ao usar patinetes elétricos para se locomover no interior do parque, que tem 72 hectares. “É mais uma novidade interessante e que comprova o compromisso da Coopavel e do Show Rural com a inovação e a sustentabilidade”, destaca o presidente Dilvo Grolli.

Variedade - Os consumidores terão à disposição, no cardápio virtual, cinco tipos de lanche (que podem ser vendidos individualmente ou em combo), batata frita, refrigerante, sucos naturais e água. O preparo dos pedidos acontecerá na lanchonete principal, nas proximidades do mirante. O atendimento pelo aplicativo, durante os cinco dias de Show Rural Coopavel, será das 8h às 17h. (Imprensa Coopavel)

 

CASTROLANDA: Organização lança ExpoCastrolanda aos produtores na Cidade do Leite

castrolanda 17 01 2022Um encontro com a presença de produtores de gado leiteiro, diretores da Castrolanda e membros do comitê organizador do Agroleite marcou o lançamento oficial da primeira edição da ExpoCastrolanda. A feira, que abre o calendário de eventos do Agroleite em 2022 e passa a integrar as atividades anuais da cooperativa, acontece entre os dias 9 e 12 de março, na Cidade do Leite, em Castro, na região paranaense dos Campos Gerais.

Satisfação - Vice-presidente da Castrolanda, Armando Carvalho Filho, ressalta a satisfação em lançar a feira após um longo período sem eventos presenciais de grande porte. “Os produtores de gado leiteiro sentem falta de eventos como esse, principalmente para trocar informações com outras partes da cadeia do leite. A retomada de eventos como a ExpoCastrolanda é um grande momento para aqueles que vivem neste meio”, destaca.

Reformulação - A feira é uma reformulação da Expojovem, antigo evento da Castrolanda voltado para o gado leiteiro nas primeiras etapas de criação. A ExpoCastrolanda permitirá a exposição de matrizes e reprodutores das raças Holandesa e Jersey, com o objetivo de divulgar e estimular o melhoramento da produtividade leiteira e do plantel nacional.

Qualidade - Produtor de gado leiteiro e membro do comitê de bovinocultores, Reynold Groenwold, reforçou o compromisso em fazer uma feira de qualidade e bastante competitiva. Estão liberados para participação na feira os animais dos estados do Paraná e Santa Catarina, que fazem parte da zona livre de aftosa.

Novas tecnologias - A ExpoCastrolanda ainda permite a divulgação de novas tecnologias do setor leiteiro que visem o aprimoramento produtivo, além de proporcionar o entrosamento entre produtores rurais, industriais e técnicos do setor e propiciar a compra e venda das raças de bovino leiteiro, por meio de leilões realizados ao longo do evento.

Inscrições - As inscrições para a competição podem ser realizadas até o dia 18 de fevereiro de 2022 no site http://agroleitecastrolanda.com.br/expocastrolanda. O regulamento e a programação também já estão disponíveis.

Sobre a Castrolanda - O compromisso com a transformação faz parte do DNA da Castrolanda. Uma cooperativa que transforma vidas, negócios e a comunidade ao redor. Com sete décadas anos de história, a Cooperativa Castrolanda é formada por mais de 1100 cooperados no Estado do Paraná e interior de São Paulo.

Unidades - Com 4,5 bilhões de reais de faturamento e aproximadamente 3700 colaboradores, possui unidades de negócios divididas em operações agrícola, carnes, leite, batata e administração e industrial - carnes, leite e batata.

Objetivo - O objetivo das áreas de negócio é coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, seguir presente em todos os elos da cadeia produtiva, agregar valor através das indústrias e crescer com sustentabilidade. (Imprensa Castrolanda)

 

COCARI: Cooperativa passa a oferecer sistema de energia fotovoltaica

cocari 17 01 2022Com a Cocari energia sustentável, você pode instalar o sistema de energia fotovoltaica com condições facilitadas de aquisição por meio de financiamento. São painéis que captam a energia solar e a transformam em energia elétrica limpa a ser utilizada em sua residência, empresa ou propriedade.

Economia - O equipamento proporciona grande economia: a redução com gastos de energia elétrica pode chegar até 95%. Outra vantagem é a garantia das placas, de até 25 anos, além da valorização do seu imóvel. Trata-se de mais um negócio que reforça o direcionamento sustentável das ações da cooperativa.

Simulação - Vá até a unidade Cocari mais próxima com sua fatura de energia elétrica em mãos e faça uma simulação do seu projeto. Os serviços estão disponíveis para produtores rurais, indústrias e público em geral. (Imprensa Cocari)

 

SICREDI PROGRESSO PR/SP: Prêmio de R$ 50 mil é entregue para associado

sicredi progresso 17 01 2022Quem começou o ano de 2022 com o pé direito foi o associado da Sicredi Progresso PR/SP, Valdecir Stein. Isso porque ele foi contemplado no sorteio do Seguro de Vida que possui com a cooperativa e ganhou R$ 50 mil. A entrega do cheque simbólico aconteceu na manhã de sexta-feira (14/01), na Agência Coopagro, em Toledo (PR), e contou com a presença dos colaboradores, da Diretora de Negócios, Carina Vargas, da Assessora de Negócios, Kelly Firmino, e também do Assessor Comercial da Icatu Seguros, Carlos Eduardo Pereira.

Boa hora - Valdecir Stein é associado do Sicredi há mais de 16 anos e reside no distrito de Novo Sobradinho. Ele divide seu tempo entre os afazeres da sua propriedade com plantações agrícolas e no pesque pague – Tilápias Stein. “Estou feliz pelo prêmio, sem dúvidas veio em uma boa hora para mim e minha família. Tenho meu Seguro de Vida aqui com a cooperativa e por meio dele agora ganhei R$ 50 mil”, conta.

Compromisso - A Diretora de Negócios, Carina Vargas, reforça que as conquistas dos associados evidenciam o compromisso do Sicredi em oferecer produtos e serviços que fazem a diferença na vida das pessoas. “Nosso Seguro de Vida contempla coberturas e assistências diferenciadas. O associado, Valdecir, acreditou nisso e agora foi sorteado. Ver a alegria dele se torna a nossa também em poder entregar um valor que auxiliará sua vida financeira”.

Seguro de Vida - Inserido nos mais de 300 produtos e serviços que o Sicredi oferece aos seus associados, o Seguro de Vida é sinônimo de segurança, proteção e tranquilidade para o associado e sua família caso imprevistos aconteçam. Os Seguros de Vida são oferecidos pelo Sicredi em parceria com a Icatu e Mapfre Seguros, que realizam sorteios mensais – pela Loteria Federal - entre os associados que contratam os serviços. Além disso, o Seguro de Vida conta com coberturas e serviços que se adaptam ao estilo de vida de cada associado. A Sicredi Progresso já teve diversos associados contemplados nessa modalidade.

Sobre a Sicredi Progresso PR/SP - Com 40 anos de atuação a Sicredi Progresso PR/SP está presente na vida de mais de 50 mil associados. Nossa história, construída na essência da cooperação, nos permite ter atualmente 20 agências distribuídas na área de ação nos estados do Paraná e São Paulo. Destas, 13 estão no Paraná e outras 7 em São Paulo. Nosso capital humano conta com mais de 350 colaboradores focados nos valores do cooperativismo e na oferta de produtos e serviços financeiros adequados aos associados, de um jeito simples e próximo. A Sicredi Progresso integra o Sistema Sicredi que hoje está em 25 estados e no Distrito Federal. (Imprensa Sicredi Progresso PR/SP)

*O valor sorteado sofrerá dedução de impostos e tributos, conforme legislação vigente na época do sorteio.

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Exportações do agronegócio batem recorde em dezembro e no ano de 2021

comercio exterior 17 01 2022As exportações do agronegócio alcançaram valores recordes para o mês de dezembro passado e também para o ano de 2021. Foram US$ 9,88 bilhões, valor recorde para os meses de dezembro: 36,5% superior aos US$ 7,24 bilhões de 2020. Em 2021, o total exportado com o agronegócio resultou em US$ 120,59 bilhões, alta de 19,7%, em relação ao ano anterior, conforme dados divulgados na quinta-feira (13/01) pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Embarques em dezembro/2021 - O mês de dezembro de 2021 teve desempenho favorável devido ao forte aumento dos preços dos produtos exportados (22,5%) e, também, da expansão do volume destas exportações (11,4%).

Volume - Além dos preços elevados, houve recorde no volume exportado pelo Brasil no agronegócio (15,62 milhões de toneladas). De acordo com os analistas da SCRI, os destaques foram para soja em grãos (2,71 milhões de toneladas; +889,5%); farelo de soja (1,72 milhão de toneladas; +82%); celulose (1,64 milhão de toneladas; +28,8%); e carnes (667 mil toneladas; +3,3%).

Participação - Com este cenário, preços elevados e aumento do volume exportado, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras voltou a crescer. Em dezembro de 2020, as exportações do agro foram responsáveis por 39,2% do valor total vendido ao exterior, e, em dezembro de 2021, a participação alcançou 40,6%.

Exportações em 2021 - As exportações do agronegócio brasileiro somaram valor recorde em 2021: US$ 120,59 bilhões (+19,7%). Somente os meses de janeiro e fevereiro deste ano não registraram recordes, explicados pela forte queda da quantidade exportada de soja em grão nesses meses, em virtude do baixo estoque de passagem em 2020, e do atraso no plantio da safra 2020/2021 (seca), com posterior atraso nas áreas de colheita em decorrência das chuvas.

Soja em grãos - A partir de março, a soja em grãos é exportada influenciando no resultado total observado. O crescimento das exportações brasileiras do agronegócio ocorreu em função do aumento do índice de preços dos produtos (+21,2%), enquanto o volume embarcado se reduziu (-1,2%), conforme nota publicada pela secretaria.

Inferior - Apesar do recorde nas exportações, as vendas externas de produtos do agronegócio representaram 43% das exportações brasileiras em 2021, participação 5,1 pontos percentuais inferior à verificada em 2020. (Mapa)

>> Nota à imprensa - dezembro 2021

>> Balança Comercial do Agronegócio resumida - dezembro 2021

>> AGROSTAT - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro

FOTO: Cláudio Neves / Appa

 

IBGE: Com alta de 10% até novembro, indústria paranaense foi a quarta que mais cresceu em 2021

ibge 17 01 2022A indústria paranaense está entre as que mais cresceram no País no período de retomada econômica da vacinação contra a Covid-19, com avanço de 10% entre janeiro e novembro do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2020. O Estado ocupa a quarta posição entre as 15 localidades avaliadas pela Pesquisa Industrial Mensal, divulgada na sexta-feira (14/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A média nacional de crescimento no período foi de 4,7%, com resultados positivos em nove locais.

Acumulado 12 meses - No acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, o Paraná tem também o quarto melhor resultado do Brasil na produção industrial, com avanço de 10,6% ante os 12 meses anteriores. Os mesmos estados lideram nos dois recortes, com o Paraná atrás apenas de Santa Catarina, que teve alta de 12,4% até novembro e de 12,8% em 12 meses; do Rio Grande do Sul (11,2% e 11,8%, respectivamente); e Minas Gerais (10,9% e 11,4%).

Força - “Os resultados do IBGE mostram mais uma vez a força da indústria paranaense, que supera todos desafios do último ano”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Com todos os anúncios que tivemos no ano passado de novos empreendimentos se instalando no Paraná, não tenho dúvidas que a produção de 2021 foi um marco. Também indica boa expectativa para 2022”.

Alta - Os números se mantiveram em alta mesmo com uma pequena redução na produção paranaense em novembro, que de 0,7% com relação ao mês anterior e de 1,9% na comparação com novembro de 2020.

Queda - A queda no final do ano foi observada em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, com variação negativa da indústria nacional de 0,2% com relação a outubro, e está ligada aos efeitos da pandemia mundial, que provocou o desabastecimento de alguns insumos, encareceu o custo da produção, além dos juros em alta e da demanda em baixa, impactada pela inflação.

Setores - No acumulado de 2021, o destaque foi para a fabricação de máquinas e equipamentos, que avançou 54,6% ante os 11 primeiros meses do ano anterior. Boa recuperação também na indústria automotiva, que cresceu 30,4% no período, e na fabricação de produtos de madeira, que subiu 26%.

Mais - Na sequência, tiveram variação positiva os setores de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (19,6%); produtos minerais não metálicos (14,1%); outros produtos químicos (8,6%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,7%); bebidas (5,3%); produtos de borracha e de material plástico (3,9%); móveis (1,2%) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,7%). Apenas dois setores apresentaram variações negativas no período: fabricação de produtos alimentícios (-5,5%); e celulose, papel e produtos de papel (-1,7%).

Destaque - No acumulado de 12 meses, destaque para as indústrias de fabricação de máquinas e equipamentos (56,5%); de veículos automotores, reboques e carrocerias (29,4%); produtos de madeira (25,9%); de metal, exceto máquinas e equipamentos (22,9%); produtos minerais não metálicos (15,9%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,1%); outros produtos químicos (7,5%); produtos de borracha e de material plástico (5,2%); bebidas (4,7%); móveis (2,6%) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,5%). Novamente, apenas a fabricação de produtos alimentícios (-4,6%) e de celulose, papel e produtos de papel (-1,9%) tiveram resultado negativo.

Nacional - A indústria nacional acumulou, nos 11 meses de 2021, alta de 4,7% frente ao mesmo período do ano anterior, mas ainda está distante do patamar pré-pandemia. A produção brasileira caiu 0,2% na passagem de outubro para novembro de 2021. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Arquivo AEN

 

FGV: Inflação medida pelo IGP-10 sobe 1,79% em janeiro

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 1,79% em janeiro deste ano, depois de cair 0,14% em dezembro, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (17/01), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Coleta - Os preços para compor o indicador são coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência, servindo de base para o reajuste de tarifas públicas e contratos antigos de aluguel e planos de saúde. O IGP reúne os indicadores de preços ao produtor, ao consumidor e o custo da construção civil.

Acumulado - Com esse resultado, o índice acumula alta de 17,82% em 12 meses. Na comparação anual, em janeiro de 2021 o IGP-10 subiu 1,33%, com acumulado de 12 meses de 24,49%. De acordo com o coordenador dos Índices de Preços do instituto, André Braz, o indicador foi influenciado pelo aumento no preço de commodities e pela baixa na gasolina.

Produtos - “As acelerações observadas nos preços do minério de ferro, que passaram de -19,28% em dezembro para 24,56% em janeiro, e da soja, indo de -3,41% para 2,92%, itens de maior peso no índice ao produtor, orientaram o avanço da taxa do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com maior influência sobre o IGP-10. Já a inflação ao consumidor e na construção civil apresentou desaceleração em função da queda do preço da gasolina, que foi de 5,50% para -1,51%, e dos preços de vergalhões e arames de aço, que passaram de -0,40% para -1,61%”.

Preços - Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,27%, após a queda de 0,51% em dezembro. Por estágios de processamento, Bens Finais variaram de 0,42% para 0,75%, puxados pelo subgrupo alimentos in natura, que passaram de -2,84% para 3,14%. O índice dos Bens Finais, que exclui os alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,87% em janeiro, após variar 0,46% em dezembro.

Bens intermediários - Já o grupo Bens Intermediários teve a taxa desacelerando de 1,98% em dezembro para 0,55% em janeiro. A principal contribuição veio do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de 4,28% para -1,31%. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui da análise esse subgrupo, variou 0,86% em janeiro, após alta de 1,60%.

Matérias-Primas Brutas - No grupo Matérias-Primas Brutas, o índice acelerou de -3,78% em dezembro para 5,43% em janeiro. As principais contribuições partiram do minério de ferro, da soja em grão e do milho em grão, que passaram de -4,71% para 2,86%. As principais desacelerações ocorreram nos itens bovinos (11,28% para 2,73%), café em grão (10,83% para 4,24%) e cana-de-açúcar (3,08% para 1,53%).

Preços ao consumidor - De acordo com o FGV Ibre, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,40% em janeiro, desacelerando em relação ao aumento de 1,08% de dezembro. Entre as oito classes de despesa componentes do índice, cinco tiveram queda nas taxas. São elas os Transportes (2,49% para -0,26%); Educação, Leitura e Recreação (2,61% para 0,38%); Comunicação (0,08% para 0,00%); Despesas Diversas (0,16% para 0,10%); e Habitação (0,77% para 0,74%).

Principais contribuições - As principais contribuições ocorreram nos combustíveis e lubrificantes (5,60% para -1,61%); passagem aérea (17,18% para -4,37%); combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,16% para 0,04%); alimentos para animais domésticos (0,78% para 0,45%); e tarifa de eletricidade residencial (1,86% para 1,63%).

Aceleração - Registraram aceleração nas taxas os grupos Alimentação (0,59% para 0,88%); Vestuário (0,19% para 1,31%); e Saúde e Cuidados Pessoais (0,12% para 0,15%). As maiores influências foram nas frutas (2,52% para 10,35%), roupas (0,24% para 1,51%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,06% para 0,38%).

INCC - O último componente do IGP-10, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,50% em janeiro, após a alta de 0,54% em dezembro. Materiais e Equipamentos passaram de 0,81% para 0,91%, Serviços foram de 0,61% para 0,97%; e Mão de Obra foi de 0,28% em dezembro para 0,05% em janeiro. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

ECONOMIA: Estados decidem encerrar congelamento de ICMS de combustíveis

economia 17 01 2022Por maioria de votos, os governos estaduais decidiram encerrar o congelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis que vigorava desde novembro. A medida foi decidida na sexta-feira (14/01) em reunião do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz).

Fim de janeiro - Os governadores decidiram não renovar o congelamento, que acabará no fim de janeiro. Na reunião no fim de outubro, o Comsefaz tinha decidido manter o ICMS enquanto a União, a Petrobras, o Congresso Nacional e os estados negociavam uma solução definitiva para amortecer parte do impacto dos reajustes nas refinarias para o consumidor.

Decisão - Segundo o Comsefaz, o descongelamento do ICMS foi decidido após a Petrobras elevar o preço dos combustíveis nas refinarias nesta semana. No primeiro reajuste em 77 dias, a gasolina subiu 4,85%, e o diesel aumentou 8,08%.

Aumento - Por diversas vezes ao longo do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu aos estados parte da culpa pelos aumentos dos combustíveis. O governo federal quer que o ICMS seja cobrado como um preço fixo por litro, como ocorre com os tributos federais.

Cálculo - Atualmente, o ICMS é calculado como um percentual do preço final. Isso faz com que o imposto flutue conforme os preços nas bombas, subindo quando a Petrobras reajusta os preços nas refinarias e baixando quando ocorre o contrário.

Fundo - Os governadores consideram o projeto paliativo e defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços dos combustíveis, que evitaria repasses ao consumidor e, ao mesmo tempo, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

SAÚDE I: Brasil registra 23 milhões de casos e 621 mil mortes

O número de mortes por covid-19 no Brasil subiu para 621.045. Em 24 horas, foram registradas 74 mortes.

Novos casos - Já o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 23.000.657. Em 24 horas, foram confirmados pelas autoridades sanitárias 24.934 novos casos.

Atualização - Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite deste domingo (16/01). O balanço é produzido a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Casos ativos - Há, ao todo, 710.670 pessoas com casos ativos da doença em acompanhamento por profissionais de saúde e 21.668.942 pacientes já se recuperaram.

Estados - Na lista de estados com mais mortes estão São Paulo (155.729), Rio de Janeiro (69.585), Minas Gerais (56.810) e Paraná (40.933). As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.854), Amapá (2.030), Roraima (2.078) e Tocantins (3.967).

Casos - Em número de casos, São Paulo também lidera (4.500.516), seguido por Minas Gerais (2.349.381), Paraná (1.699.378) e Rio Grande do Sul (1.581.887). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 17 01 2022

SAÚDE II: Sesa confirma mais 5.528 casos e duas mortes em decorrência da Covid-19

saude II 17 01 2022A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou neste domingo (16/01) mais 5.528 casos e duas mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 1.691.324 casos confirmados e 40.709 óbitos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (5.498) de 2022; dezembro (3), novembro (1), julho (3), junho (3), maio (2), abril (1) e janeiro (5) de 2021; e dezembro (2), novembro (1), outubro (1), setembro (2), agosto (3) e julho (3) de 2020. Os óbitos confirmados nesta data são de janeiro (2) de 2022.

Monitoramento - A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários. Neste momento, o aumento está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado, devido às festividades de fim de ano.

Atraso - Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

Medidas de prevenção - A secretaria reforça que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

Internados - 61 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados, todos em leitos SUS (29 em UTI e 32 em leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 840 pacientes internados, 280 em leitos UTI e 560 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais dois pacientes. Trata-se de dois homens de 29 e 71 anos, residentes em Jacarezinho e Foz do Iguaçu, respectivamente. As mortes ocorreram nos dias 16 e 15 de janeiro de 2022.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 8.054 casos de não residentes no Estado – 224 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

Veja os ajustes (exclusões e correções de municípios).

 

SAÚDE III: Brasil recebe segunda remessa de vacina pediátrica da Pfizer

saude pediatrica 17 01 2022O Ministério da Saúde confirmou que uma segunda remessa de vacinas pediátricas contra covid-19 chegou neste domingo (16/01) ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Desta vez, foram recebidas 1,2 milhão de doses da Pfizer, a única autorizada até agora pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação em crianças entre 5 e 11 anos.

Antecipada - De acordo com o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, a remessa mais recente estava prevista para chegar ao país apenas em 20 de janeiro, mas foi antecipada. No próximo dia 27, está prevista a chegada de mais 1,8 milhão de doses.

Primeira - A primeira remessa de doses da vacina foi descarregada na madrugada da última quinta-feira (13/01), também em Viracopos. No dia seguinte, o estado de São Paulo aplicou a primeira vacina pediátrica contra covid-19 da Pfizer em uma criança.

Pais - “Para a imunização desse público [entre 5 e 11 anos] será necessária a autorização dos pais. No caso da presença dos responsáveis no ato da vacinação, haverá dispensa do termo por escrito. A orientação da pasta é que os pais ou responsáveis procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização”, disse o Ministério da Saúde. (Agência Brasil)

FOTO: Alex Sandro / TV Brasil

 

SAÚDE IV: Em um ano de vacinação, quase 70% dos brasileiros já tomaram 2 doses

vacina IV 17 01 2022Um ano depois de começar a vacinação contra a covid-19, o Brasil se aproxima do patamar de 70% da população com as duas doses, enquanto 15% já receberam a dose de reforço e cerca de 75% receberam ao menos a primeira dose, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A campanha coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) já tinha atingido 68% dos brasileiros com as duas doses até a última sexta-feira (14/01) e dá agora os primeiros passos para proteger crianças de 5 a 11 anos.

Primeira dose - A vacinação contra a doença teve sua primeira dose administrada em 17 de janeiro de 2021, na enfermeira Mônica Calazans, em São Paulo. A profissional de saúde recebeu a vacina CoronaVac, produzida no Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac. Desde então, três em cada quatro brasileiros receberam ao menos a primeira aplicação de um dos quatro imunizantes adquiridos pelo PNI: AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer.

Resultado - Pesquisadores da Fiocruz e da Sociedade Brasileira de Imunizações ouvidos pela Agência Brasil indicam que o resultado da vacinação foi uma queda drástica na mortalidade e nas internações causadas pela pandemia, mesmo diante de mutações mais transmissíveis do coronavírus, como a Delta e a Ômicron.

Mudança epidemiológica - Quando o Brasil aplicou a primeira vacina contra covid-19, no início do ano passado, a média móvel de vítimas da doença passava das 900 por dia, e 23 estados tinham mais de 60% dos leitos de pacientes graves da doença ocupados no Sistema Único de Saúde (SUS). Com doses limitadas, a campanha começou focando grupos mais expostos, como os profissionais de saúde, e mais vulneráveis, como os idosos.

Um quarto - Levou até junho para que um quarto dos brasileiros recebesse ao menos a primeira dose, e o país viveu o período mais letal da pandemia no primeiro semestre do ano passado, quando a variante Gama (P.1) lotou centros de terapia intensiva e chegou a provocar picos de mais de 3 mil vítimas por dia. Nos grupos já vacinados, porém, as mortes começaram a cair conforme os esquemas vacinais eram completos, e os pesquisadores chegaram a indicar que a pandemia havia rejuvenescido, já que os idosos imunizados passaram a representar um percentual menor das vítimas.

Casos graves e mortes - A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, reforça que as vacinas reduziram a ocorrência de casos graves e mortes na pandemia, mesmo que a ascensão de variantes mais transmissíveis tenha provocado novas ondas de disseminação do coronavírus. "Não conseguimos ganhar do aparecimento de variantes, principalmente porque não houve uma vacinação em massa no mundo inteiro simultaneamente. Então, em lugares em que havia condições de alta transmissibilidade, surgiram variantes", afirma ela, que acrescenta: "Mas as vacinas se mostraram eficazes contra formas graves e mortes mesmo nesse contexto de variantes. Neste momento, com a Ômicron, a explosão do número de casos não foi acompanhada nem pelos casos de internação nem pela mortalidade. E isso se deve à vacinação. As vacinas cumpriram o papel principal e mais importante: salvar vidas".

Alerta - Pesquisador da Fiocruz Bahia, o epidemiologista Maurício Barreto concorda e avalia que a velocidade de transmissão da Ômicron trará mais um alerta para quem ainda não tomou a primeira dose ou não concluiu o esquema vacinal.

Crescimento - "Esse pico que estamos começando da Ômicron vai crescer nas próximas semanas e pode atingir número grande de pessoas. Pode haver casos severos entre os vacinados, porque a efetividade da vacina não é de 100%, mas será em uma proporção muito maior entre os não vacinados", prevê o epidemiologista, que vê risco para os sistemas de saúde com demanda grande por internação de não vacinados. "Havendo número razoável de não vacinados, isso pode gerar enorme quantidade de casos severos. A Ômicron está expondo a fragilidade dos não vacinados".

Espaço - Barreto vê como positivo o número de 68% da população com duas doses, mas acredita que há espaço para aumentar esse percentual, porque o Brasil tem tradição de ser um país com alto grau de aceitação das vacinas. Além disso, destaca que há diferença grande entre os vacinados com a primeira dose (75%) e com a segunda dose (68%), o que dá margem para avançar entre quem já se dispôs a receber a primeira aplicação.

Mais - "De modo geral, é positivo [o percentual de vacinados]. Reflete, de um lado, o desejo da população de ser vacinada, e, do outro, o desenvolvimento de vacinas com efetividade capaz de proteger principalmente contra casos severos da doença", afirma ele, que pondera: "Poderia ser um pouco mais. O Brasil poderia chegar um pouco além".

Estados e municípios - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, na última semana, que o sucesso do enfrentamento da pandemia depende da colaboração de estados e municípios, principalmente com relação ao avanço nas aplicações da segunda dose e da dose de reforço. Queiroga chamou a atenção para a situação de alguns estados, principalmente da Região Norte, onde os níveis de aplicação da vacina estão baixos.

Pressão - Ele comentou que assiste-se ao aumento do número de casos, mas ressaltou que ainda não há pressão sobre os estados. "Estamos ampliando os testes. Em janeiro, vamos distribuir 28 milhões de testes rápidos". Segundo ele, em fevereiro, devem ser distribuídos 7,8 milhões de testes.

Vacinação no mundo - O percentual de vacinados com a segunda dose no Brasil posiciona o país à frente da maioria dos vizinhos sul-americanos, segundo a plataforma Our World in Data, vinculada à Universidade de Oxford. Apesar disso, Chile (86%), Uruguai (76%), Argentina (73%) e Equador (72%) conseguiram cobertura maior no continente.

Países mais populosos - Quando são analisados os 30 países mais populosos do mundo, o Brasil fica na nona colocação entre os que conseguiram a maior cobertura com duas doses, lista que é liderada pela Coreia do Sul (84,5%), China (84,2%) e Japão (78,9%). Em seguida, o ranking tem Itália (74,9%), França (74,8%), Alemanha (71,8%), Reino Unido (70%) e Vietnam (69,7%). Os países onde a população teve menos acesso às vacinas foram Quênia, Nigéria, Tanzânia, Etiópia e República Democrática do Congo, onde o percentual não chegou a 10%.

Maior média - A América do Sul é o continente com a maior média de vacinação no cálculo da platafoma Our World in Data, com 65% da população com as duas doses. A lista indica grandes desigualdades regionais, com Europa (62%), Asia (58%), Oceania (58%), América do Norte (54%) e América do Sul acima da média mundial de 50% de vacinados, e a África com apenas 9,9% da população com duas doses.

Antivacina - Mônica Levi vê o percentual de vacinados no Brasil como alto em relação a países que lidam com movimentos antivacina mais fortes, como Estados Unidos (62%) e Israel (64%). "Eles não conseguem avançar, porque sobraram aqueles que têm resistência enorme à vacinação. A gente vê no Brasil facilidade muito maior, e estamos em situação melhor. Alguns países estão melhores que a gente, mas a resistência à vacinação aqui ainda não é tão grande, mas pode se tornar", diz ela, que vê com preocupação a hesitação à vacinação de crianças. "É uma tristeza para nós, da área médica, ver que questões políticas estejam influenciando as decisões de pais sobre a saúde dos próprios filhos, que possa existir pais que se importem mais em seguir orientações políticas do que as bases da ciência e as conclusões de pessoas que são qualificadas para a tomada de decisões na saúde".

Eventos adversos - A médica afirma que o público está sob bombardeio de informações confusas, que supervalorizam eventos adversos raros previstos na vacinação e ignoram os benefícios que as vacinas já trouxeram desde o início da pandemia.

Raros - "Eventos adversos aconteceram, alguns graves, mas foram extremamente raros e muito menos frequentes que a ocorrência desses mesmos quadros sendo causados pela própria covid-19. A ponderação do risco-benefício é extremamente favorável à vacinação. A gente não está negando a existência de eventos adversos graves. Eles existem, mas são extremamente raros. Só que a gente tem que considerar as vidas salvas e os benefícios que a vacinação traz frente ao risco que é incomparavelmente menor".

Uso - O epidemiologista da Fiocruz concorda e afirma que as vacinas contra covid-19 usadas no Brasil estão em uso em muitos outros países, o que faz com que diferentes órgãos regulatórios e pesquisadores avaliem os resultados e sua segurança.

Bilhões de doses - "Internacionalmente, já são bilhões de doses. Não são vacinas dadas só no Brasil, mas no mundo inteiro. Então, há muita clareza de que há efeitos adversos, mas que são em uma proporção tão ínfima, que os benefícios os superam e muito. E, sobre isso, há uma concordância dos órgãos regulatórios, sejam brasileiros, americanos, europeus, japoneses, australianos. Milhares de instituições estão monitorando os efeitos dessas vacinas, então, há uma tranquilidade imensa de que a gente tem vacinas seguras".

Avanço - Para avançar na vacinação, Barreto acredita que é preciso entender por que algumas pessoas não completaram o esquema vacinal e identificar localmente possíveis problemas que podem ter criado dificuldades para que as pessoas retornassem aos postos. O objetivo, reforça ele, deve ser facilitar ao máximo a ida aos locais de vacinação.

Queda - Mônica Levi lembra que, em outras vacinas que preveem mais de uma dose, é frequente que a cobertura caia na segunda e terceira aplicação. " A gente já vê isso na vacina da Hepatite B, por exemplo, que também tem três doses. Esse é um comportamento normal que a gente já via, uma dificuldade de fazer vacinas de várias doses e manter a adesão ao esquema completo", diz ela, que ainda acha difícil prever se a vacinação contra covid-19 vai ser encerrada na primeira dose de reforço. "Mais para frente, se vamos ter novas variantes que vão obrigar a fazer vacinas diferentes, ou se a imunidade vai cair mais uma vez depois do reforço, só o tempo vai dizer". (Agência Brasil)

FOTO: Antônio Cruz / Agência Brasil

 

SAÚDE V: Síndrome de Burnout é reconhecida como fenômeno ocupacional pela OMS

saude burnout 17 01 2022A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).

Definição - A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

Primeiros sintomas - A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

Relações de trabalho - A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Brasil - Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

Análise profissional - Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.

Perícia - Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

Busca - Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

Atualização - À Agência Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.

Afastamento temporário - Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho.

Ambiente de trabalho - A advogada Lívia Vilela teve a síndrome diagnosticada em 2019. Ela trabalhava em uma empresa pública desde 2011. Segundo Lívia, ocorreu um processo de sucateamento da companhia e o ambiente de trabalho não era bom.

Situação - Lívia conta que após assumir o cargo encontrou um espaço desestruturado, com alta carga de trabalho e grande responsabilidade, sem apoio dentro da direção da empresa. Essa situação gerou muito desgaste a ela. Além disso, havia uma disparidade salarial expressiva entre os trabalhadores da área que ela integrava.

Síndrome - “O burnout veio em 2018. Eu percebi que não estava bem. Comecei a ter problemas para dirigir, pois associava ao ambiente do trabalho. Fiquei desmotivada e não queria estar lá. Comecei a ter fortes crises de depressão e de ansiedade, insônia”, relata.

Desdobramentos - A advogada foi levada ao médico e foi afastada do trabalho. Em seguida, passou a atuar de forma remota, o que seguiu em razão da pandemia. Com a privatização da empresa pública, ela decidiu largar a carreira. (Agência Brasil)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

ARTIGO: Impactos da dermatite na qualidade de vida

artigo 17 01 2022*Paula Schiavon

Ter cuidados com a pele é imprescindível em qualquer época do ano. Chamamos a atenção para as dermatites, que são doenças inflamatórias da pele, cujos sintomas são vermelhidão, feridas e coceira, que podem piorar no verão. Além disso, o aumento da exposição ao sol, o contato com o cloro da piscina e a água do mar contribuem para o ressecamento da pele, assim como o uso de ventiladores e ar-condicionado que aumentam o contato com poluentes.

Segundo a Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA), pesquisas indicam que a dermatite atópica atinge entre 10% e 25% da população geral. De acordo com um estudo feito pelo Instituto Ipsos, pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os pacientes com dermatite atópica sofrem com sintomas por 90 dias ao ano, em média, sendo que 24% dos respondentes sofrem crises mensais. Além disso, 35% declararam que já sofreram preconceito e 70% buscaram apoio psicológico.

No Brasil, a prevalência e a incidência da dermatite atópica aumentaram nas últimas décadas, sendo 25% entre crianças e até 10% entre adultos. É a 15ª doença não fatal mais comum, segundo dados da Health Tech PEBMED. Os distúrbios de pele também estão ligados ao contato com produtos de limpeza doméstica e poluição do ar. Existem vários tipos de dermatites, como a de contato, atópica, seborreica, herpetiforme, ocre e perioral. Veja as causas e sintomas de cada uma delas:

Dermatite de contato

Causa: exposição a um agente externo que causa irritação ou alergia ao entrar em contato com a pele.

Sintomas: Erupção cutânea, coceira, vermelhidão e descamação.

Dermatite atópica

Causa: fatores imunológicos, ambientais e genéticos.

Sintomas: erupções que coçam e crostas, sendo seu surgimento mais comum nas dobras dos braços e na parte de trás dos joelhos. Ela também pode vir acompanhada da asma ou rinite alérgica.

Dermatite seborreica

Causas: componentes imunológicos e alterações nas glândulas sebáceas em regiões como o couro cabeludo.

Sintomas: vermelhidão, aparecimentos de manchas e descamação.

Dermatite herpetiforme

Causa: intolerância ao glúten.

Sintomas: bolhas que coçam muito e provocam uma intensa queimação na região. As lesões podem aparecer em qualquer local da pele, sendo mais frequentes nos joelhos, coxas e nádegas.

Dermatite ocre

Causas: acúmulo de sangue nas pernas e tornozelos devido ao mau funcionamento das veias, obesidade, sedentarismo, trombose venosa em membros inferiores.

Sintomas: manchas amarronzadas ou arroxeadas.

Dermatite perioral

Causas: disfunções da barreira epidérmica, alterações da microflora cutânea e ao sistema imune da pele. A maioria das pessoas com dermatite perioral apresenta algum grau de comprometimento das vias aéreas superiores ou má oclusão oral.  

Sintomas: manchas redondas e vermelhas na face, principalmente na região do nariz e boca.

O tratamento das dermatites deve ser feito por um médico dermatologista que irá identificar o problema, as causas e indicar os medicamentos adequados e medidas comportamentais para evitar o contato com fatores que podem agravar ou desencadear as doenças. Para prevenir, a estratégia mais importante é cuidar da pele. Veja algumas orientações:

- Evite banhos quentes e demorados.

- Use produtos de limpeza e de higiene neutros.

- Use toalhas de banho macias e seque suavemente o corpo.

- Use e abuse do hidratante corporal, pois ele irá criar uma barreira protetora contra agentes externos, evitando o ressecamento e deixando a pele mais saudável.

Se quiser replicar as informações, a Unimed Curitiba disponibiliza para download gratuito uma cartilha sobre dermatite recém-elaborada, confira aqui: https://www.unimedcuritiba.com.br/wps/portal/internet/institucional/programas-e-cartilhas/informativo/dermatite-e-alergias-na-pele

(*) Paula Xavier da Silva Schiavon é médica cooperada da Unimed Curitiba especializada em Dermatologia. É formada pela Universidade Federal do Paraná e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica

 


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