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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5264 | 21 de Fevereiro de 2022

GETEC: Informe nº 9 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 21 02 2022A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (21/02), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2022, 2023 e 2024.

Clique aqui para conferir na íntegra o Informe Expectativas de Mercado da Getec

 

FRIMESA: Central tem números aprovados em Assembleia

2021 foi um ano desafiador para a Frimesa Cooperativa Central. Com determinação, foi possível manter a cadeia produtiva junto às filiadas - Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato e ampliar a marca. A Frimesa apresentou os dados do exercício de 2021 no dia 18 de fevereiro, em Assembleia Geral Ordinária, realizada no centro de eventos da Associação Esportiva e Recreativa Frimesa (Assercoop), em Medianeira, Oeste do Paraná. O evento foi presencial e a diretoria apresentou os números que foram aprovados: um faturamento de 5,039 bilhões, sendo um crescimento de 17% comparado com 2020, e 115 milhões em sobras, menos que o esperado de 150 milhões. Com desafios atribuídos pela pandemia de Covid-19, a Frimesa continuou a investir nos seus projetos e no novo frigorífico de Assis Chateaubriand.

Presenças - Presidida pelo diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, o evento contou com a presença do diretor-executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o prefeito de Medianeira Antônio França, o presidente da câmara de vereadores de Medianeira, Marcos Berta, Auditoria Externa, Conselho Fiscal e delegados das cooperativas filiadas. Ao todo, foram mais de 76 pessoas que acompanharam o evento. Na oportunidade, o conselho fiscal para o ano de 2022, também foi eleito.

Resultados - Os resultados alcançados pela Frimesa são fruto do sistema cooperativista. “Num período complicado que foi 2021, com a pandemia, problemas climáticos, e mercado internacional, nós conseguimos nos superar no faturamento. Nas sobras não chegamos naquilo que gostaríamos, mas isso tem um lado bom, por causa do nosso compromisso de viabilizar a cadeia. A gente se preocupa com nosso produtor, e por isso, repassamos valores acima do que seria o normal do mercado”, explica Vanzella.

Ganho - “O importante é que toda a cadeia produtiva ganhou com os nossos números, ganhou o produtor, ganhou a filiada e ganhou a Frimesa”, esclarece Zydek. “Nosso desafio é crescer em torno de 20% e passar o faturamento para 6 bilhões, o que é um desafio bastante grande. Teremos investimentos próximos a 500 milhões, estamos investindo em torno de 350 milhões no novo Frigorífico de Assis Chateaubriand”.

Carne e leite - Foram produzidas 442 mil toneladas de alimento, sendo 283 mil toneladas em carnes, e 159 mil toneladas em produtos lácteos. Esses resultados começam nas propriedades rurais: com o trabalho de 918 produtores de suínos e 1726 produtores de leite. A matéria-prima entregue por eles permitiu que as indústrias trabalhassem em 95% da capacidade. A área de carnes representa, 71,8% nos negócios da Frimesa com um mix de 306 produtos nas linhas de cortes, linguiças frescais e defumadas, presuntos, defumados, curados, hambúrgueres, salsichas, entre outros. Quanto ao volume de produção, foram 2.244.836 cabeças abatidas para industrialização nos seus dois frigoríficos, um localizado em Medianeira e outro em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, uma média de 8300 suínos/dia. As exportações representaram 25,9% do faturamento no segmento de carne suína, totalizando R$ 913 milhões.

Dificuldades - O segmento de leite enfrentou mais dificuldades com o baixo consumo da população por conta da renda reduzida, e por isso, o volume médio de operação ficou em 822 mil litros/dia representando uma variação de -2,75% no leite recebido se comparado a 2020. Entre os produtos lácteos estão leite longa vida, iogurtes, leite condensado, natas e manteigas, queijos e doce de leite. Com este cenário, o maior desafio da Frimesa foi manter toda a cadeia de suprimento do leite, foi remunerado a matéria prima ao produtor com um preço médio ano de R$ 2,0852 por litro.

Colaboradores - Em 2021, o corpo funcional contou com 9.396 colaboradores, 12,4% a mais do que o ano anterior. A Frimesa também conquistou o selo de melhor empresa para trabalhar através da Great Place to Work (GPTW), consultoria que apoia organizações a obter melhores resultados.

Conselho Fiscal - Foram eleitos para o Conselho Fiscal para exercício de 2022:

Adriano José Finger – conselho fiscal efetivo - Lar

Vilson Fulber - conselho fiscal efetivo - Copagril

João Teles Morilha – conselho fiscal efetivo – C.Vale

Cezar Célio Cerneck - conselho fiscal suplente - Copacol

Jakson Demetrio Lamin – conselho fiscal suplente - Lar

Alisson Petermann – conselho fiscal suplente - Primato

Sobre a Frimesa - A Frimesa Cooperativa Central é 1ª colocada no Paraná em abate de suínos, a 4ª maior do Brasil nesse segmento, e a 3ª maior indústria do estado de lácteos e está entre as 12 maiores do país. A Frimesa é a 154ª maior empresa do Brasil, e a 23ª maior do agronegócio brasileiro, está colocada como a 11ª maior cooperativa paranaense conforme dados da Revista Exame, em estudo fundamentado em informações de 2020. Presente no mercado brasileiro de alimentos há 44 anos, a Frimesa Cooperativa Central do oeste paranaense industrializa carne suína e derivados de leite, com foco na produção de alimentos de valor agregado. São mais de 9.000 colaboradores, seis unidades industriais, e mais de 20.000 pessoas envolvidas na cadeia produtiva. (Imprensa Frimesa)

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CASTROLANDA: Proposta de distribuição de sobras de R$ 46,5 milhões é aprovada em Assembleia

Cooperados da Castrolanda se reuniram, na última quinta-feira (17/02), para a realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO) referente ao ano de 2021. O evento faz parte das ações de transparência da cooperativa e serve para prestação e aprovação das contas referentes ao ano de 2021.

Aprovação - No encontro, cooperados aprovaram a proposta de distribuição das sobras do ano anterior de R$ 46,5 milhões. Assim como em todos os anos, o valor retorna ao associado de acordo com a participação nas áreas de negócios ao longo de 2021.

Apresentação - O balanço patrimonial e a demonstração de sobras e perdas foram apresentados pelo Gerente de Contabilidade da Castrolanda, Junior Zub. Na assembleia, Zub esteve à disposição dos cooperados para tirar dúvidas referentes às finanças do ano. Na sequência, a auditoria externa apresentou seu parecer positivo às demonstrações financeiras.

Trâmite - Os trâmites de aprovação do balanço seguiram com o parecer do Conselho Fiscal – apresentado pelo Coordenador do Conselho, João Galvão Prestes – até ser aprovado pelos associados. Em seguida, o Controller da Castrolanda, Pedro Dekkers, apresentou detalhadamente a proposta de destinação das sobras e perdas apuradas em 31 de dezembro de 2021, também aprovada pelos presentes.

Plano Anual de Atividades - A segunda etapa da Assembleia destacou as perspectivas da Cooperativa para 2022. Diretor Executivo da Castrolanda, Seung Lee apresentou o Plano Anual de Atividades aos cooperados, com destaque para ações de fortalecimento da Castrolanda em meio às inconsistências do mercado atual.

Novo modelo de gestão - Os cooperados também conheceram o novo Modelo de Gestão Castrolanda (MGC), que deve auxiliar a Cooperativa no processo de eficiência operacional e, no primeiro semestre do ano, funcionará em formato piloto em algumas áreas específicas.

Eleição do Conselho Fiscal - A Castrolanda ainda elegeu os novos membros do Conselho Fiscal da Cooperativa. A votação foi conduzida pelo Coordenador da Comissão eleitoral, Frederik de Jager. Presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman aproveitou o momento para agradecer os conselheiros da gestão anterior e também os representantes dos comitês setoriais.

Novos integrantes - Após o processo, os associados elegeram Eduardo Medeiros Gomes, João Galvão Prestes, Sandro Aurélio Hey, Charles Hendrik Salomons, Pablo Bruno Borg e Carlos Shigueo Arie como novos integrantes do Conselho Fiscal.

Código de Conduta - Ainda durante a AGO, a Castrolanda apresentou aos cooperados o novo Código de Conduta. O documento serve como embasamento dos valores e conceitos éticos da Cooperativa e foi elaborado pelo setor de Compliance. A reformulação traz um texto mais didático e resumido, com o objetivo de servir como um guia rápido, com informações básicas e opções de complemento, caso o associado, colaborador ou parceiro da Castrolanda queira aprofundar mais os conhecimentos sobre um determinado assunto.

Sobre a Castrolanda - O compromisso com a transformação faz parte do DNA da Castrolanda. Uma cooperativa que transforma vidas, negócios e a comunidade ao redor. Com sete décadas anos de história, a Cooperativa Castrolanda é formada por mais de 1100 cooperados no Estado do Paraná e interior de São Paulo.

Unidades de negócios - Com 4,5 bilhões de reais de faturamento e aproximadamente 3700 colaboradores, possui unidades de negócios divididas em operações agrícola, carnes, leite, batata e administração e industrial - carnes, leite e batata.

Objetivo - O objetivo das áreas de negócio é coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, seguir presente em todos os elos da cadeia produtiva, agregar valor através das indústrias e crescer com sustentabilidade. (Imprensa Castrolanda)

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COPACOL: Produtos da cooperativa são apresentados em mais uma edição da Gulfood

copacol 21 02 2022Com exposição dos produtos aos consumidores do mercado externo, a Copacol participou de mais uma edição da Gulfood Dubai 2022, maior feira mundial voltada para o mercado de alimentos halal. O Oriente Médio representa o terceiro maior destino de produtos da cooperativa, que comercializa os produtos para 76 países. “Possuímos uma forte atuação neste mercado, inclusive com um escritório permanente em Dubai, o que possibilita uma forte relação com nossos clientes. Com mais uma edição da feira, conquistarmos consumidores de todo o mundo e demonstramos a qualidade dos nossos produtos. É um momento extremamente importante, de retomada da economia, por isso, fazemos questão de estarmos presentes e estabelecermos acordos com parceiros no mercado externo”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

Exportações - O volume total de exportações no último ano chegou a 476,2 milhões de dólares: crescimento de 16% em comparação a 2021, graças a presença da marca em eventos nacionais e internacionais, reforçando a relação com os clientes. Outro fator relevante para os bons negócios com os clientes do Oriente Médio é a implantação do escritório de vendas da cooperativa em Dubai, desde 2018. A unidade atende toda a região, além do norte da África – expressivos importadores de nossos produtos. O mercado árabe corresponde a 20% do volume total exportado pela Copacol.

Degustação - Além de encontros de negócios, a feira contou com degustação especial, com ingredientes brasileiros em omeletes e em pratos típicos da culinária árabe – como o shawarma. A Gulfood é uma vitrine para as agroindústrias brasileiras, que estreitam a relação com os clientes e demonstram as novidades do setor alimentício. A participação do Brasil ocorre graças à parceria da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). “É gratificante ver que chegamos longe: nossos produtos atravessam o mundo e chegam até consumidores que fazem questão de escolher a nossa marca. Com essa relação, reforçamos a presença da Copacol no mercado externo, geramos bons negócios e fortalecemos as atividades dos nossos cooperados”, afirma Pitol. (Imprensa Copacol)

 

CAPAL: Estudantes plantam 500 mudas nativas em Arapoti (PR), com apoio da cooperativa e UPL

A Capal Cooperativa Agroindustrial foi um dos apoiadores do plantio de 500 mudas nativas em Arapoti (PR), realizado pelo projeto ambiental do Colégio Colônia Holandesa (CCH). Na semana passada, alunos do 8º ano do Ensino Fundamental ao 2º ano do Ensino Médio plantaram as árvores em terreno pertencente à Igreja Evangélica Reformada.

Acompanhamento - O setor ambiental da cooperativa acompanhou as atividades. “Com o plantio das mudas, iniciamos a recuperação da área, que sofreu uma queimada no ano passado durante o período de seca. Também estamos acompanhando a qualidade dos recursos hídricos disponíveis no terreno”, conta a analista ambiental Ana Carla Rosgoski. “Este projeto é de extrema importância para o meio ambiente e para a educação ambiental, tanto dos alunos quanto da sociedade”, complementa.

Arborização - A diretoria do CCH reforça que o projeto começou pela arborização para amenizar os danos sofridos pelo terreno, mas compreende a conscientização como um todo. “A educação ambiental não deve ser tratada como algo distante do cotidiano dos alunos, mas como parte de suas vidas. Uma das nossas missões, quando se trata de meio ambiente, é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, comprometidos com a vida e aptos a atuar na realidade socioambiental”, aponta a diretora Ana Luísa Klas Blanski.

Mudas - As mudas foram doadas pela empresa UPL, por intermédio da Capal. Reginaldo Dias, consultor técnico comercial da UPL, comenta a relevância da inciativa: “entendemos a importância dessa ação, pois sustentabilidade e preservação do meio ambiente são alguns de nossos pilares. Agradecemos à cooperativa e ao colégio pela parceria”.

Envolvimento - O projeto multidisciplinar envolve diferentes áreas do conhecimento. O nome que o local recebeu ilustra bem essa distinção: “Bosque Felicis” foi inspirado no Arcadismo, movimento literário do século XVIII. A partir de agora, em conjunto com a Igreja e auxílio da Capal, os estudantes continuam as atividades do projeto com a manutenção da área.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 750 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 153 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 31 mil toneladas de suínos vivos. (Imprensa Capal)

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COAMO: Farinhas estão com novo design

As atualizações das embalagens da Coamo seguindo a nova marca continuam. Neste mês, as farinhas de trigo, comercializadas em embalagens de 1kg e 5kg, ganharam um novo design e estão de cara nova. Dentre as mudanças gerais estão o destaque da logomarca, a utilização de um elemento abaixo da logo para referenciar o design dos produtos, possibilitando uma gama de produtos com mais unidade visual. Além disso, permanece o Selo Produto de Cooperativa, que enaltece a origem e qualidade do produto.

Mudanças - A Coamo conta com diversos tipos de farinhas de trigo e todas passaram por mudanças. “Há a utilização do fundo igual para as farinhas, para formação de bloco de gôndola e gerando mais destaque entre as marcas de farinhas. Em toda a imagem simula uma window (janela) com o produto. A Farinha de Trigo tem como cor predominante o vermelho, e passa a ter uma área branca para ressaltar o protagonismo da marca na nova embalagem. A Farinha de Trigo Coamo Integral segue com tons terrosos e amarelo, remetendo à textura natural. Já para a farinha de Trigo Coamo Super Premium, foi escolhido um grafismo delicado de trigo que traduz o requinte do produto. Ela tem a referência visual da embalagem anterior, seguindo as cores vinho, bege e branco, para familiarização do cliente”, explica do chefe do Departamento de Marketing e Trade Marketing da Coamo, Edson Watanabe.

Específicas - Com relação às farinhas específicas também houve mudanças, conforme destaca Edson Watanabe. “Para as farinhas de Trigo de Pizza, Salgados, Massa Fresca e Pastel, se mantém a ideia de padronização do mesmo fundo para formação de bloco de gôndolas. O que muda na embalagem de uma para a outra é a cor e a imagem central, que remete ao produto transformado”, revela.

Tradicional - Outra marca da Coamo é a Anniela que conta uma farinha de trigo tradicional. Essa embalagem também passou por mudanças. “O elemento gráfico de onda ficou mais suave e localizado somente na parte superior, assinando graficamente o produto como Coamo. O nome do produto subiu para ter mais destaque. A marca continua na parte superior, agora com mais contraste no fundo vermelho. Mudamos o estilo de imagem para mostrar algo que remeta ao produto. Composição farinha, trigos e sementes flutuando para ampliar a sensação de leveza e pureza do produto”, revela Watanabe.

Qualidade - Todos os produtos passam por mudanças, mas mantêm a qualidade já reconhecida por clientes e consumidores. “São alimentos com origem no campo, desde a escolha da semente. Isso garante rastreabilidade. Quem compra qualquer um dos produtos da Coamo pode ter certeza de o processo de qualidade está em todas as etapas da produção. Contamos com Boas Práticas de Produção, inovação tecnológica e qualidade de processos industriais. Nossa marca é reconhecida e muito bem aceita no mercado”, ressalta o gerente Comercial de Alimentos da Coamo, Wagner Schneider. (Imprensa Coamo)

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COCAMAR I: Unidade de Mirante (SP) é inaugurada com a presença de autoridades

A cidade de Mirante do Paranapanema (SP) acaba de ganhar uma moderna estrutura operacional construída pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial, que foi inaugurada no final da manhã de sexta-feira (18/02) pelo vice-governador Rodrigo Garcia, que estava acompanhado, entre outras autoridades, do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Itamar Borges.

A estrutura - Situada no quilômetro 38 da BR-272, a unidade recebeu investimentos de R$ 30,7 milhões e tem 6,5 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 72 mil metros quadrados, com ampla loja, armazém de insumos e silos para 24 mil toneladas, sendo a operação de recebimento de grãos inteiramente automatizada.

Fazer a diferença - Em sua saudação ao vice-governador, autoridades e cerca de 150 produtores da região, o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, disse que a previsão é receber cerca de 50 mil toneladas de grãos na safra cuja colheita está iniciando. “Viemos para fazer a diferença”, afirmou o dirigente, explicando que a cooperativa – eleita em 2021 a melhor do segmento agropecuário do país – “é forte em gestão e muito sólida financeiramente”, assumindo o compromisso de ajudar a desenvolver o Pontal do Paranapanema.

Renovação e ILPF - Lourenço lembrou que desde 2019 é realizado em mais de 30 mil hectares em Mirante do Paranapanema e vários outros municípios, um programa de renovação de áreas de canaviais em parceria com três usinas, no qual a cooperativa arrenda as terras e cumpre a função social de distribuí-las entre seus cooperados, para que ampliem as áreas de plantio. Outra bandeira é o programa de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, na qual a Cocamar é uma das protagonistas no país. Esse sistema, segundo Lourenço, “pode ajudar a promover uma grande transformação regional ao incorporar pastos degradados ao moderno sistema produtivo”.  

Desenvolvimento - No seu discurso, o secretário Itamar Borges enfatizou que o governo do estado está criando as bases para, até 2030, oferecer mais renda, emprego e desenvolvimento à região do Pontal.

Qualidade de vida - “A chegada da Cocamar está beneficiando inicialmente 1.150 famílias de produtores que se dedicam ao cultivo de soja, mas os benefícios vão ser sentidos por inúmeros outros”, comentou Borges, acrescentando que uma atividade agropecuária forte é sinônimo de qualidade de vida para os municípios.

Avançar - Borges citou o exemplo da vizinha Narandiba: a partir de 2006, com o início de operação de uma usina da Cocal, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do município apresentou sensível elevação. “Temos que caminhar no sentido de avançar a integração lavoura-pecuária e fazer da região um celeiro de oportunidades”, destacou.

Agradecimento - O prefeito de Mirante do Paranapanema, Átila Ramiro Menezes Dourado, agradeceu a Cocamar pelo investimento realizado em seu município e disse estar confiante de que “é este um passo importante para transformar a economia regional”.

Protagonismo - Ao pronunciar-se, o vice-governador Rodrigo Garcia lembrou sua origem rural em Rio Preto (SP) e também ter sido secretário executivo de Agricultura. “Quem conhece o setor, sabia que esse dia chegaria” – referindo-se ao protagonismo desempenhado pela agropecuária na economia do país.

Colhendo os frutos - Garcia destacou a presença da Cocamar nessa e em outras regiões do estado de São Paulo, “fazendo o que faz com maestria”, contribuindo para fortalecer a agropecuária do Pontal. “Estamos colhendo os frutos de ter ficado do lado certo da história”, asseverou ele, citando ser este “o Brasil que dá certo”. “De nossa parte, vamos continuar trabalhando muito para oferecer todas as condições, inclusive segurança jurídica, resolvendo problemas antigos e também novos”, destacou.

Destaques - Entre as autoridades que compareceram ao evento estava o deputado estadual Mauro Bragatto, e prefeitos de vários municípios. O chefe de gabinete da Seab e presidente da Agrishow, Francisco Maturro, também estava presente. O superintendente de Relação com o Cooperado da Cocamar, Leandro Cezar Teixeira, gerentes e colaboradores, participaram da solenidade.

Contentes - A satisfação dos produtores pela construção da unidade era visível. Os irmãos Ottom e Edwards, de Floraí (PR), onde cultivam 60 alqueires, estão começando sua história em Mirante: plantaram soja pela primeira vez na safra 2021/22, em 230 alqueires.

Confiança - Eles participam do programa de renovação de canaviais implementado pela Cocamar com usinas e mesmo sob um clima adverso, que afetou a produtividade de suas lavouras, não falam em desistir. “Esperamos colher umas 80 sacas por alqueire, dá para pagar os custos, temos certeza de que nos próximos anos será melhor”, afirmou Ottom, dizendo também que a presença da estrutura da Cocamar, a 40 quilômetros de distância de onde produzem, “é um sonho que está sendo realizado”.

Seguros e apoiados - Ademir Sardette, cuja família possui propriedades em vários municípios da região, também foi à inauguração e disse que “os produtores estão contentes, pois vão se sentir mais seguros e apoiados”.

Ficou mais fácil - Pequenos produtores, como João Laércio Oliveira e Jair Uchoa, que produzem leite em assentamentos, disseram que agora não vão precisar mais buscar rações, medicamentos e insumos em Presidente Prudente. “Ficou bem mais fácil pra nós”, comentou João Laércio. (Imprensa Cocamar)

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COCAMAR II: Dia de Campo sobre ILPF em Presidente Bernardes

cocamar II 21 02 2022No dia anterior à inauguração da unidade da Cocamar em Mirante do Paranapanema, foi promovido um dia de campo sobre Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) na propriedade da família Neves Baptista em Presidente Bernardes – município vizinho a Presidente Prudente – com a participação do secretário de Agricultura e do Abastecimento do Estado de São Paulo, Itamar Borges.

Rede ILPF - Além do presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, e de Itamar Júnior, diretor-executivo da Soesp Sementes – que integram a Associação Rede ILPF, organizadora do evento – participaram técnicos e especialistas, produtores e também o diretor da Seab, Francisco Maturro, que acompanhou o secretário.

Desde 2016 - A Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é praticada desde 2016 sob a orientação do engenheiro agrônomo André Longen no conjunto de quatro propriedades com 2.058 hectares de área total. Em cinco anos de produção de soja, nessa fase de introdução do programa, o investimento foi de R$ 2,304 milhões, para uma receita de R$ 2,617 milhões, resultando em um saldo positivo de R$ 312 mil. Já a pecuária, com a melhoria do solo, a média de ocupação de 2,8 cabeças por hectare em 2015, saltou para 4,3 cabeças por hectare em 2018, um salto de 54%.

Veio para ficar - De acordo com o produtor Rômulo Neves Baptista, a integração “é um processo que veio para ficar e estamos dando um passo de cada vez, pois tudo é novo”. Segundo ele, a tendência é ampliar gradualmente as áreas de reforma de pastagens.

Potencial - Para o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, a integração se encaixa como uma luva na região oeste paulista, pelo seu potencial e por apresentar topografia plana, avançando sobre pastagens degradadas e de baixa produtividade. “É a transformação da agropecuária regional para um modelo moderno e altamente produtivo”, disse Lourenço. A produção de arrobas de carne, por exemplo, que fica na faixa de 3 por hectare, pode subir para mais de 20 em sistemas integrados, sem deixar de lado o viés ambiental, com a fixação de carbono no solo.

Em sintonia - Depois de assistir à apresentação, o secretário Itamar Borges disse ter se impressionado com o que encontrou na região, frisando que uma agropecuária desenvolvida e forte é sinônimo de mais qualidade de vida para as cidades. “A integração está em plena sintonia com o plano de desenvolvimento que o governo de São Paulo traçou para esta região e que prevê, entre outros aspectos, a maior geração de riquezas no campo”, completou. (Imprensa Cocamar)

 

CRESOL: Mais de R$ 160 milhões são movimentados no Show Rural Coopavel

cresol 21 02 2022Sendo uma das expositoras da 38ª edição do Show Rural Coopavel, que ocorreu de 7 a 11 de fevereiro, em Cascavel (PR), a Cresol encerrou sua participação de forma positiva e com grandes negócios. Só em propostas protocoladas de intenções de financiamentos, a cooperativa somou mais de R$ 160 milhões, durante os cinco dias de evento. Além disso, a ocasião permitiu que temas importantes para a comunidade agrícola fossem debatidos e novas parcerias foram firmadas que deverão trazer benefícios a longo prazo.

Visita - Durante a feira, a Cresol recebeu a visita de representantes do BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social em seu stand. O presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, e o vice-presidente Adriano Michelon, recepcionaram o gerente de relacionamento do BNDES, Claudio Rabelo e o administrador Rodrigo Cruz, evidenciando a parceria de longa data que a cooperativa tem com o banco.

Demandas - Na ocasião, além do alinhamento para o atual Plano Safra, também falou-se sobre as demandas de recursos para o próximo ano agrícola, que inicia em 1º de julho. Também estiveram presentes no encontro dirigentes e representantes de outras unidades da Cresol.

Comemoração - Satisfeito com mais um encontro produtivo com o BNDES, o presidente Cledir Magri comemorou. “Temos acesso à linha de crédito Custeio BNDES com recursos próprios, onde a Cresol é uma das operadoras e propositoras. Também buscamos sempre qualificar e ampliar essa parceria, mantendo uma relação de proximidade, pois o BNDES sempre tem nos atendido de maneira muito qualificada frente às nossas demandas. Foi mais um momento de mostrarmos esse bom relacionamento entre as instituições que têm como foco o atendimento dos nossos cooperados”.

Histórico - Claudio Rabelo, gerente de relacionamento do BNDES, também destacou a parceria de mais de 20 anos com a cooperativa. “A Cresol é um parceiro histórico do BNDES. Além de ser o maior repassador de programas do Plano Safra e o terceiro maior no repasse de todas as linhas do BNDES, também sempre foi importante na implementação de novas soluções. Com o Crédito Rural Custeio não foi diferente, foi a primeira instituição financeira a operar a linha que oferece recursos para custeio quando os programas do Plano Safra não estão disponíveis”.

Parcerias firmadas - Entre os exemplos de retornos positivos para a comunidade agrícola que o evento proporcionou está a assinatura de convênio com o BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. O cooperado da Cresol de Cascavel, Anélio Casagrande, foi um dos beneficiados. O produtor irá usar um montante de aproximadamente R$50 mil para a construção de um sistema de captação de água, que irá lhe garantir a qualidade e fornecimento constante para a horticultura.

Papel das cooperativas - Vale ressaltar que além da assinatura, Wilson Lipski, presidente do BRDE, fez questão de destacar o papel das cooperativas de crédito e agradecer a Cresol e as demais instituições, com a entrega de um troféu como forma de reconhecimento.

PTI - O Show Rural também deixou em evidência a parceria entre a Cresol e o PTI - Parque Tecnológico Itaipu, que teve início há dois anos e continua rendendo bons frutos. O objetivo inicial era desenvolver o monitoramento das propriedades agrícolas via satélite, um projeto que já avançou e atualmente encontra-se em uma fase dois. Em paralelo, a Cresol também foi pioneira no projeto chamado “Impulso”, onde o papel do PTI é identificar ideias de uma determinada instituição, entendê-la e estruturá-la da melhor forma e, após ter o projeto definido, buscar a parceria de startups do mercado que tenham sinergia para ajudar a executá-lo.

Objetivo - “O grande objetivo do Parque Tecnológico é fazer conexões e fomentar a tecnologia aberta, deixá-la acessível ao público. Eles nos ajudam a estruturar projetos que vem somar com o dia a dia da cooperativa levando agilidade, simplicidade e automação para o agro. E com base no que identificamos eles acham as startups para desenvolver e nós colocamos para rodar na comunidade. Nossa meta é na próxima edição da feira, em 2023, apresentarmos tudo que construímos ao longo de 2022. E a cereja do bolo, um benefício bônus que ganhamos com essa parceria, é que também temos uma sala exclusiva para Cresol dentro do Show Rural, na área de tecnologia, que nós podemos usar durante o ano inteiro até a próxima feira”, avalia o vice-presidente da Cresol, Adriano Michelon.

Sobre a Cresol - Com mais de 26 anos de história, 680 mil cooperados e 682 agências de relacionamento em 17 estados, a Cresol é uma instituição financeira que está se consolidando entre as principais cooperativas de crédito do país. Com foco no atendimento personalizado, a Cresol fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.

2021 - Em 2021, a cooperativa encerrou o ano com R$ 16,8 bilhões em ativos e destacou sua solidez entre as instituições financeiras cooperativas. (Imprensa Cresol)

 

FERTILIZANTES: Irã poderá triplicar exportação de ureia para o Brasil

fertilizantes 21 02 2022A National Petrochemical Company (NPC), empresa responsável pelo desenvolvimento e funcionamento do setor petroquímico iraniano, afirmou que o Irã poderá triplicar as exportações de ureia para o Brasil. Em reunião com a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), na sexta-feira (18/02), o presidente da empresa, Morteza Shah-Mirzaei, disse que as exportações de ureia para o Brasil poderão chegar a 2 milhões de toneladas ao ano. Atualmente, o montante exportado é de 600 mil toneladas/ano.

Qualidade - A ministra disse que o Brasil tem interesse em aumentar a compra de ureia iraniana e destacou a qualidade do fertilizante produzido no Irã.

Garantia - “Essa garantia de que teremos um volume maior para importar do Irã será muito bom para a agricultura brasileira. A agricultura brasileira precisa cada vez mais de fertilizantes. Em parceria com o Irã, asseguraremos a compra estratégica desses insumos para continuar produzindo mais alimentos, com maior eficiência”, disse a ministra. A ureia é o fertilizante mais utilizado na agricultura mundial para fornecer nitrogênio para as plantas.

Produtos - O presidente da NPC destacou que a empresa tem mais de 140 produtos petroquímicos, incluindo a ureia, que podem ser comercializados. A NPC é uma filial do Ministério do Petróleo Iraniano, responsável pelo desenvolvimento e funcionamento do setor petroquímico iraniano. Atualmente, é o segundo maior produtor e exportador de produtos petroquímicos do Oriente Médio.

Visita - Na quinta-feira (17/02), a ministra também visitou a Shiraz Petrochemical Company, uma das maiores produtoras de ureia do país. A produção anual de ureia do Irã é de cerca de 5 milhões de toneladas. Cerca de metade é vendida no mercado interno e o excedente é exportado.

Comércio - Em almoço do Fórum Empresarial Brasil-Irã, a ministra destacou que o Irã tornou-se o principal cliente da agricultura brasileira no Oriente Médio, com a importação de soja, milho e carnes. Mas ainda há interesse do Brasil em exportar produtos como algodão, arroz, açúcar.

Aquisições - Por outro lado, o Brasil pode aumentar a aquisição de produtos que já importa do Irã, como nozes, castanhas e frutas secas, além de adquirir outros gêneros como o açafrão e o trigo produzido no Irã. “Estou segura de que encontraremos o caminho certo para superar quaisquer adversidades e intensificar nosso comércio bilateral em benefício mútuo”, disse.

Comércio compensado - Tereza Cristina lembrou que o comércio compensado, o chamado barter trade, é um caminho passível de ser mais bem explorado para levar grãos ou outras commodities para o Irã e, nas mesmas embarcações, trazer ureia e outros petroquímicos ao Brasil. “Há tradings brasileiras que já conhecem esse caminho e podem trabalhar para ampliar esse tipo de intercâmbio e oferecer produtos do nosso agro a preço mais atraente”. disse Tereza Cristina.

Interesse - Ela também destacou o interesse do Irã em tecnologias de manejo do solo e da água e em sistemas de irrigação. Nesse contexto, a cooperação entre instituições como a Embrapa e a Agricultural Research, Education and Extension Organization (AREEO) pode tratar desses temas.

Agenda - A agenda de sexta-feira também incluiu um jantar oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Irã. No sábado, a ministra deverá se encontrar com o ministro da Agricultura do Irã, Seyed Javad Sadati Nejadi, e empresas públicas importadoras de alimentos. (Mapa)

FOTO: Divulgação NPC

 

CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Tempo bom acelera colheitas da soja e do milho nas primeiras semanas do ano

conjuntura agropecuaria 21 02 2022As condições climáticas têm auxiliado os produtores nestas primeiras semanas de 2022 e as colheitas de soja e milho, dois dos principais grãos produzidos no Paraná, avançam em velocidade superior à registrada no mesmo período do ano passado.

Boletim - Essa evolução é abordada pelo Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 17 de fevereiro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Soja - Os produtores de soja já retiraram os grãos de 1,1 milhão de hectares até agora. Isso representa 21% do total de 5,6 milhões de hectares. No mesmo período do ciclo anterior, a área colhida era de aproximadamente 173 mil hectares, o que representava 3% do total estimado.

Preços - Os preços da oleaginosa continuam atrativos para o produtor. Na semana passada, a cotação estava em R$ 183,72 a saca de 60 quilos, valor 4,4% superior ao registrado na semana imediatamente anterior. Se a comparação for feita com o mesmo período de 2021, a valorização é superior a 12%. Há um ano, a saca era comercializada por R$ 155,39.

Milho - O milho de primeira safra paranaense segue o mesmo padrão observado na soja. A colheita chegou a 26% da área estimada de 437 mil hectares e, no campo, a maior parte do restante já está praticamente pronta para ser colhida. Neste mesmo período do ano passado, os produtores tinham retirado o milho de 21% da área plantada.

Ritmo acelerado - Da mesma forma, a segunda safra segue em ritmo acelerado de plantio. Dos 2,57 milhões de hectares previstos, 29% já estão semeados. O preço também é atrativo para o cereal, situando-se acima de R$ 90 a saca de 60 quilos. O custo médio variável para produzir essa mesma saca, em novembro de 2021, ficou em torno de R$ 42,00.

Frutas e trigo - O boletim analisa também os números apresentados pelo Ministério da Agricultura em relação à balança comercial brasileira das frutas. Entre 2012 e 2021, a variação foi positiva em 33,3% na movimentação de recursos, passando de US$ 909,6 milhões para US$ 1,2 bilhão. Já os volumes cresceram 62,7%, saindo de 765,3 mil toneladas e chegando, em 2021, a 1,2 milhão de toneladas.

Comparação - Quanto ao trigo, o documento compara os preços entre a produção argentina e a americana. Historicamente, os argentinos têm cotação 6% menor, mas em janeiro chegou a 20%. Pela proximidade, o preço argentino costuma ter reflexo mais direto nas cotações paranaenses que, em uma conversão simples, tinham valores médios de US$ 310 no atacado.

Ovino e suíno - As cotações da carne ovina para os produtores estão melhores este ano. No caso da costela, por exemplo, a alta entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022 foi de 18%, com os ovinocultores recebendo R$ 43,98 o quilo agora, contra R$ 37,28% no último mês do ano passado.

Exportações - O boletim preparado pelo Deral mostra ainda que, em janeiro, o Paraná exportou 9,4 mil toneladas de carne suína, representando aumento de 12,2% comparado ao mesmo período de 2021. A receita financeira alcançou US$ 20,2 milhões.

Mandioca e aves - O boletim fala também da preocupação que afeta as indústrias de fécula e farinha instaladas no Estado em razão do avanço de soja e milho em áreas de mandioca, que têm o valor de arrendamento elevado. Com isso, há produtores do Noroeste do Estado se transferindo para Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Custo de produção - No caso da avicultura, o registro é sobre o aumento no custo de produção do frango que, em dezembro, no Paraná, subiu 1,35% sobre o mês anterior. Com isso, os produtores gastaram R$ 0,07 a mais para cada quilo do frango de corte vivo produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

CONAB: Custos de produção de frango de corte são inseridos no Portal de Informações Agropecuárias

conab 21 02 2022As informações sobre os custos de produção do frango de corte já podem ser acessadas no Portal de Informações Agropecuárias. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) passou a disponibilizar os dados a partir da semana passada. Agora é possível consultar e comparar os dispêndios realizados na atividade por diferentes unidades da federação, além de acompanhar a evolução bimestral entre os dados apresentados.

Dados isolados - O portal permite ainda o acesso a dados isolados, a partir dos itens componentes dos custos, como: ração, produtos veterinários, mão de obra, transporte etc. Trata-se de um ambiente dinâmico e intuitivo que facilitará a geração de informações de forma a auxiliar nas tomadas de decisões pelos produtores rurais e na formulação de estratégias pelo setor público e privado.

Políticas públicas - Realizado pela Conab desde o ano de 1976, os custos de produção ajudam na elaboração das políticas públicas voltadas aos segmentos ligados direta ou indiretamente ao processo produtivo. Além disso, são fonte de informação essencial para a tomada de decisões administrativas, econômicas, financeiras e operacionais.

Abrangência - Os estudos de custos de produção acompanhados pela Companhia abrangem: culturas de inverno (aveia, canola, cevada, trigo e triticale); culturas de 1ª safra, culturas de 2ª safra, permanentes, semi-perenes, regionais, frango de corte, caprinocultura/ovinocultura de corte, bovinocultura de leite e suínos, em empreendimentos empresariais, familiares e da sociobiodiversidade. (Conab)

Clique aqui para acessar o sistema.

FOTO: José Gomercindo / Secs

 

IDENTIDADE E QUALIDADE: Mapa abre consulta pública para revisão do padrão oficial de classificação da soja

identidade 21 02 2022O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na sexta-feira (18/02), a Portaria 532, que submete a consulta pública, pelo prazo de 90 dias, a proposta de revisão do padrão oficial de classificação da soja e de seus subprodutos, considerando seus requisitos de identidade e qualidade, a amostragem, o modo de apresentação e a marcação ou rotulagem.

Brasil - O Brasil é o segundo país na produção e processamento mundial de soja, sendo também o segundo maior exportador de grão, óleo e farelo de soja. Além da sua importância na exportação, a cadeia da soja também reúne grande número de produtores e gera no país milhões de empregos.

Regulamentação atual - Atualmente, o padrão oficial de classificação da soja é regulamentado pela Instrução Normativa Mapa nº 11/2007. “A revisão do regulamento técnico visa a adequação e melhoria da norma utilizada até o momento”, destaca a coordenadora de Regulamentação da Qualidade Vegetal, Karina Coelho.

Objetividade - A proposta traz como novidade uma maior objetividade na classificação da soja, maior clareza nos conceitos e procedimentos previstos, a manutenção da qualidade da soja em "Tipos" superiores, a previsão de um Grupo específico para soja com alto teor de proteína e de óleo, alinhando-se ao padrão da China, assim como um maior escalonamento de "Tipos", fazendo ainda distinção no tratamento de sementes tratadas, sementes tóxicas e sementes de outras espécies.

Participação - “Dada a importância da soja para a agricultura brasileira e a posição de relevância do país no cenário internacional, aguardamos uma ampla participação do setor interessado nesta consulta pública”, enfatiza o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.

Sugestões - As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/. (Mapa)

FOTO: iStock

 

INFRAESTRUTURA I: Lideranças do Oeste apostam na Nova Ferroeste para incrementar o desenvolvimento da região

A Nova Ferroeste, linha férrea que será implantada pelo Governo do Paraná e que vai ligar Maracajú, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, vai transformar Cascavel e as cidades vizinhas em um grande centro logístico. Com o empreendimento, a região receberá cargas do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraguai e Argentina, com destino ao porto paranaense.

Grupo de trabalho - Na quinta-feira passada (17/02), o grupo de trabalho do Plano Estadual Ferroviário apresentou aos empresários da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic) o resultado do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), ambos já finalizados.

Vocação natural - Para Genésio Pegoraro, presidente da ACIC, os estudos mostram a vocação natural do município como uma rota importante para a circulação de mercadorias vindas de outras regiões, além do volume produzido pelas indústrias do Oeste. “Estamos muito satisfeitos com o avanço do projeto, tínhamos uma previsão de ver a conclusão em quatro anos e em menos de dois os estudos estão finalizados e o projeto praticamente pronto”, disse ele.

Beneficiada - Cascavel será uma das cidades mais beneficiadas entre as 49 abrangidas pelo traçado da Nova Ferroeste. É no município que está instalado o pátio da Ferroeste, linha já existente, de 248 quilômetros de trilhos entre Guarapuava e Cascavel.

Ponto de convergência - O coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, destaca que este será o ponto de convergência das cargas vindas de Santa Catarina, do Mato Grosso do Sul, da Argentina e do Paraguai. “A cidade fica numa posição estratégica. Esta região vai ser o hub logístico não só do Paraná, mas dos estados vizinhos, porque todas as cargas de grãos e de proteína animal vão circular ou embarcar por aqui”, explica.

Desempenho - Os empresários da Acic destacaram a importância da estrutura logística para o bom desempenho da agroindústria regional. “Nossos índices crescem ano a ano. Essa é uma obra do Paraná, e Cascavel vai ser extremamente beneficiada. A Nova Ferroeste é uma bandeira da Acic”, enfatizou Genésio Pegoraro.

Ampliação - A Nova Ferroeste prevê a ampliação e modernização do atual traçado. Além da ligação entre Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá, também será construído um ramal de Foz do Iguaçu a Cascavel para captar carga do Paraguai e da Argentina. Outro ramal entre Cascavel e Chapecó, em Santa Catarina, foi autorizado recentemente pelo Ministério da Infraestrutura e ainda aguarda a realização de estudo.

Celeridade - O presidente da Copavel, Dilvo Grolli, disse que atualmente um contêiner que parte de Cascavel com destino ao porto leva cinco dias para percorrer o trajeto. Com a Nova Ferroeste, este tempo será reduzido para 20 horas. “Não temos outra saída no Estado ou na região Sul. Cabe-nos apoiar o governo na realização desse projeto”, disse ele.

Competividade - A nova ligação com o porto, com um traçado capaz de superar a Serra do Mar, vai promover um aumento da competitividade, segundo Alci Rotta Júnior, presidente do Codesc (Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel). “Com essa ferrovia poderemos aproveitar o retorno das composições, trazendo fertilizantes, calcário, e isso vai ajudar a reduzir o custo logístico”.

A cidade - Cascavel, com 336 mil habitantes, tem 45 mil empresas, a maioria de pequeno porte (95%). O município está no trajeto de três rodovias federais: BR-277, BR-369 e BR-367. Com o avanço do projeto da Nova Ferroeste, a prefeitura faz planos para organizar a cidade e gerenciar a instalação de negócios atraídos pela renovação e ampliação da malha ferroviária.

Economia - “Nossa economia é baseada no agronegócio, por isso, o município precisa se preparar para receber esse empreendimento. Vamos concentrar toda a produção que vai circular pela Nova Ferroeste”, disse o prefeito Leonaldo Paranhos.

Estudo - Segundo ele, a prefeitura prevê a contratar um estudo para dimensionar e direcionar o crescimento a partir do desenvolvimento impulsionado pela estrada de ferro. “Pela complexidade que esse assunto requer, vamos encomendar um estudo indicando onde vão passar os ramais, como é o entorno, quais as áreas públicas que podemos destinar para futuros pátios e quais os investimentos necessários”, concluiu.

Próximas etapas - O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vai abrir o prazo de 45 dias para os municípios abrangidos pelo traçado pedirem a realização das audiências sobre a Nova Ferroeste. Depois disso o Ibama definirá os locais e as datas em que ocorrerão. Em seguida, serão feitas as visitas técnicas a pontos chave do projeto antes da emissão da Licença Prévia Ambiental.

Leilão - O projeto da Nova Ferroeste vai a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no segundo trimestre desse ano. O vencedor vai executar a obra e explorar a estrada de ferro por 70 anos. O investimento estimado é de R$ 29,4 bilhões.

C.Vale - O Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário se reuniu, também nesta quinta-feira, com a diretoria da cooperativa C.Vale, em Palotina. A cooperativa, fundada em 1963, tem 24 mil associados e 179 unidades no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraguai. Com 12.500 funcionários, se destaca na produção de frango, peixe, suíno, soja, milho, mandioca e leite.

Avanço - O presidente da C. Vale, Alfredo Lang disse que considera o avanço do projeto da Nova Ferroeste a realização de um sonho. “Teremos um salto no ganho logístico. Soja, milho e proteína animal sairão daqui e os volumes que pretendemos destinar para o modal ferroviário são bastante expressivos”, explicou Lang.

Clientes - O mercado chinês e europeu são os principais clientes da empresa no Exterior. No ano passado a C.Vale enviou 22 mil toneladas de carne de frango processado para o Reino Unido.

Contrato - Na semana anterior, no Show Rural, em Cascavel, a C.Vale assinou com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) um contrato de financiamento para implantação de uma nova unidade esmagadora de soja, com capacidade para processamento de 2.500 toneladas opor dia e gerar 600 empregos diretos. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTOS: Acic

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INFRAESTRUTURA II: DER/PR lança edital para duplicação da Rodovia das Cataratas, em Foz do Iguaçu

infraestrutura II 21 02 2021O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou na sexta-feira (18/02) o edital da duplicação da BR-469, a Rodovia das Cataratas, em Foz do Iguaçu, na região Oeste. Será um investimento de R$ 186.952.163,41 para duplicar o trecho de 8,70 quilômetros, implantar vias marginais, passeios, ciclovias, quatro viadutos e uma ponte, passa-faunas, iluminação central da rodovia e ao longo dos passeios.

Convênio - “Celebramos um convênio com a Itaipu no final de 2020 para tirar essa obra do papel, mas o projeto era muito antigo, de 2014. Foi necessária uma atualização para atender as necessidades de Foz do Iguaçu, refletir o crescimento do município e região e o seu grande potencial de desenvolvimento”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex. “Com isso vamos ter marginais mais longas, mais um viaduto, mais dispositivos de segurança e postes com luminárias de LED. Obviamente isso acarreta em um custo adicional. Para garantir celeridade ao processo, o valor foi disponibilizado orçamentariamente pelo próprio Governo do Paraná, o que nos permitiu publicar o edital imediatamente”, explica.

Prazos - As empresas e consórcios interessados devem protocolar suas propostas de preços e documentação até o dia 23 de março, na sede do DER/PR em Curitiba. No dia seguinte, 24, às 14 horas, será realizada a sessão de abertura de envelopes com os preços propostos pelas participantes.

Concorrência pública - A licitação acontece na modalidade concorrência pública, em que é declarada vencedora a empresa que apresentar a proposta mais vantajosa para a administração pública e cujos documentos de habilitação sejam todos aprovados.

Disponível - O edital está disponível no site da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência, na página Compras Paraná - Identificação do Processo: 8/2022. Órgão: DER - Departamento de Estradas de Rodagem. Modalidade: Concorrência Pública

Hotelaria - A obra tem início logo após o trevo Carimã (acesso para a Ponte Tancredo Neves) e segue até o portal de entrada do Parque Nacional Iguaçu. A BR-469 será duplicada em ambos os lados, com vias marginais de sentido único também nos dois lados da rodovia. Além da construção de um viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, uma nova ponte será executada sobre o Rio Tamanduá, próximo ao trevo. O prazo para a entrega dos serviços, uma vez concluída a licitação e assinado o contrato, é de 18 meses.

Demanda - “Com essa obra vamos atender a demanda do setor de turismo e eventos, que tem na BR-469 o seu principal corredor turístico regional, e igualmente proporcionar segurança e conforto aos moradores que utilizam a via”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti. “E além da duplicação, vias marginais, viadutos e demais dispositivos, o edital também prevê a restauração do pavimento e sua conservação enquanto durarem os trabalhos, sendo essa a contrapartida do Estado.”

Acesso - A BR-469 é a única via de acesso ao aeroporto internacional e às Cataratas do Iguaçu, além de concentrar a presença de empreendimentos de grande porte do setor de hotelaria e de eventos.

Parceria - A obra é resultado de um convênio entre Governo do Paraná, governo federal e a Itaipu Binacional. O valor inicial para sua execução, tendo como base o projeto executivo elaborado em 2014, era estimado em cerca de R$ 124 milhões, recursos que serão pagos pela hidrelétrica. Com a atualização do projeto, foi necessário garantir no orçamento do Estado um aporte de quase R$ 60 milhões para a execução da obra.

Mais - A parceria com a Itaipu Binacional inclui ainda a nova Ponte da Integração Brasil – Paraguai, a duplicação da BR-277 e do Contorno Oeste de Cascavel, a pavimentação da Estrada Boiadeira entre Umuarama e Icaraíma, a pavimentação entre Ramilândia e Santa Helena e a nova iluminação viária da BR-277 em municípios da região Oeste. Além disso, está em processo de licitação a restauração da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra, e em tratativas para licitar a implantação do contorno no mesmo município. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: DER-Paraná

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Valor das exportações cresce 31,4% em janeiro, diz FGV

comercio exterior 21 02 2022O valor das exportações brasileiras cresceu 31,4% em janeiro e foi liderado pelas commodities, cujo volume subiu 17,4%, contra 6,8% das não commodities informou na sexta-feira (18/02) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), ao divulgar o Indicador de Comércio Exterior (Icomex).

Participação - As commodities tiveram participação de 63% no valor total exportado pelo país, enquanto as não commodities participaram com 90% das importações. No caso dos preços, as commodities exportadas tiveram aumento de 13,6%, inferior aos 18% registrados pelas não commodities.

Atividade - Por setor de atividade, houve aumento no volume exportado da agropecuária (91,3%), seguido da indústria de transformação (16,3%), enquanto a indústria extrativa mostrou queda de 13,4%. Os preços das exportações tiveram aumento de 30,1% na agropecuária e de 20,1% na indústria de transformação, com redução de 2% na indústria extrativa.

Déficit - A balança comercial de janeiro fechou com déficit de US$ 214,4 milhões, segundo anúncio do Ministério da Economia. Desde 2009, quando as commodities passaram a explicar mais de 50% das exportações nacionais e a China ocupou o posto de principal mercado comprador, o saldo só foi superavitário quatro vezes em janeiro. No ano passado, o saldo mostrou déficit de US$ 219,8 milhões. No último mês de janeiro, a China perdeu pontos para os Estados Unidos. Commodities são produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional.

China - A China continuou liderando os principais mercados de exportação do Brasil, com 21,5% de participação, seguida dos Estados Unidos, com 11,6%. Em janeiro de 2021, entretanto, esses percentuais eram de 27,7% para a China e 9,5% para os Estados Unidos. O Ibre explica o resultado da China como decorrente da baixa taxa de crescimento das exportações (1,9%) para esse mercado, entre os meses de janeiro de 2021 e de 2022, em comparação com os Estados Unidos, cuja alta no mesmo período atingiu 59,4%. A Argentina permaneceu como terceiro principal destino de exportação, com participação de 4,8% e crescimento de 24,2%.

Retração - A queda do valor exportado para a China está associada à retração de 6,3% das exportações em volume para aquele país, entre janeiro de 2021 e de 2022. Já a variação dos preços para esse mercado foi positiva (7,8%). Para todos os outros mercados, os volumes exportados aumentaram, assim como os valores. As exportações brasileiras cresceram 53,2% para a União Europeia, 33,4% para a América do Sul (exceto Argentina) e 35,9% para a Ásia, excluindo China e Oriente Médio.

Principal produto - O principal produto exportado pelo Brasil, em janeiro, foi o petróleo, com variação de 27,4%, em valor. A China foi responsável por 41,9% das compras do produto, mas registrou queda de 17,7%, em relação a janeiro de 2021. Os Estados Unidos, com participação de 12,6%, aumentaram as suas compras em 192%.

Minério de ferro - O segundo principal produto exportado foi o minério de ferro que registrou queda nas vendas totais (33,7%) e para a China (44,1%).

Soja - As exportações de soja, terceiro principal produto nacional, aumentaram em 5.224%. Para a China, cuja participação no total foi de 80%, a variação foi de 13.990%. Esse era um resultado esperado, explicou o Ibre, “pois excepcionalmente no ano passado os embarques de soja atrasaram”.

Carne bovina - Além do aumento das compras de petróleo, os Estados Unidos elevaram em 1.052% as compras de carne bovina, que tinham restrições em janeiro de 2021, em 33% as de café e em 340%, as de semimanufaturas de ferro e aço, diz o relatório do Icomex.

Importações - As importações brasileiras em janeiro deste ano subiram 30,9% em valor. Em termos de preços, houve expansão de 32,4% e recuo do volume de 1,4%, explicados pelo comportamento das não commodities. O índice de volume desse agregado recuou 4,2% e os preços aumentaram 30,8%. As não commodities explicaram 90% das importações para o Brasil em janeiro.

Importações- Por setor de atividade nas importações, o destaque é a indústria extrativa em termos de volume (86,1%) e preços (110,3%). Entre os principais mercados vendedores para o Brasil, somente a China e os Estados Unidos aumentaram o volume importado, da ordem de 13,7% e 3,5%, respectivamente. Na análise por valor, a variação foi positiva em todos os mercados, mas inferior a 10%, enquanto que para a China foi de 47% e para os Estados Unidos de 61,5%. A diferença é explicada pela variação nos preços de importações (29,1% para a China e 55% para os Estados Unidos).

Preço - Nas importações, o Ibre destacou o aumento do preço de 66% do óleo combustível, principal produto da pauta, seguido do gás natural liquefeito (GNL), que evoluiu 531%. Nos dois casos, os Estados Unidos são o principal fornecedor, explicando 61,4% das compras de combustíveis pelo Brasil e 81,4% do GNL, com crescimento de 809%.

Revisões - Os pesquisadores do Ibre lembram que o cenário de eleição presidencial no Brasil, associado à tensão existente entre Estados Unidos, Rússia e China, além da valorização do dólar frente ao real podem provocar revisões da balança comercial ao longo do ano. A única certeza possível para eles é que, com as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) do Brasil abaixo de 1%, o volume importado não deve recuar e o valor dependerá dos preços na economia mundial. “Isto, na hipótese que novos efeitos da pandemia (da Covid-19) não se façam presentes”, advertiram. (Agência Brasil)

FOTO: Elchinator / Pixabay

 

FOCUS: Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 5,56% em 2022

focus 21 02 2022O mercado financeiro aumentou pela sexta vez consecutiva a previsão de inflação para 2022. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (21/02) pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 5,56%.

Anteriores - Há uma semana a projeção do mercado era de que a inflação terminasse o ano em 5,5%. Há quatro semanas a previsão era de 5,15%.

2023 - Para 2023, o mercado manteve a expectativa da semana passada em relação à evolução do IPCA. A projeção desta semana aponta uma inflação de 3,5%. Há quatro semanas, a projeção era de inflação de 3,4% no próximo ano.

2024 - Já para 2024, o mercado elevou a projeção de inflação para 3,09%, ante os 3,04% projetados na semana passada.

Mercado - Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção dessa semana, o Focus também manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) registrada há sete dias. A nova projeção é de alta no PIB de 0,3%, em 2022. Há quatro semanas o mercado previa um crescimento da economia brasileira de 0,29%.

Mesma expectativa - Para 2023, o Focus também registrou a mesma expectativa de PIB da semana passada, de 1,5%. Há quatro semanas a previsão era de que o PIB crescesse 1,69%, em 2023. Para 2024, a projeção se manteve estável, ficando em 2%.

Selic - O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na projeção divulgada nesta segunda-feira, a Selic deve encerrar o ano em 12,25%. Há quatro semanas, a projeção era de que os juros ficassem em 11,75%.

Aumento - No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, o Copom indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo.

Queda - Para o fim de 2023, a estimativa do mercado é de que a taxa básica caia para 8% ao ano. E para 2024, a previsão é de Selic em 7,38% ao ano, ante os 7,25% da projeção da semana anterior.

Câmbio - A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 caiu novamente, ficando em R$ 5,50, ante os R$ 5,58 projetados na semana passada. Para o próximo ano, a previsão do mercado também diminuiu, passando de R$ 5,45 para R$ 5,36.

Redução - Para 2024, a estimativa para a cotação da moeda americana diminuiu ligeiramente pela terceira semana seguida, passando dos R$ 5,32 projetados na semana passada, para R$ 5,30. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

LEGISLATIVO: Roberto Rocha garante que PEC da reforma tributária será lida na CCJ na quarta, 23

legislativo 21 02 2022O parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição da reforma tributária (PEC 110/2019) será lido na Comissão de Comissão e Justiça (CCJ) na quarta-feira (23/02), garantiu o relator da matéria, senador Roberto Rocha (PSDB-MA). Após reunião ocorrida na quinta-feira (17/02) com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e representantes do setor varejista, o parlamentar concedeu entrevista coletiva em que salientou a necessidade da modernização do sistema tributário diante do avanço tecnológico

Mundo digital - “No novo momento que o mundo vive, que é o mundo digital, temos, num processo acelerado, vários produtos e serviços sendo desmaterializados. O desafio é como tributar isso, ou seja, temos um mundo digital e o sistema tributário analógico”, afirmou.

IVA - Roberto Rocha explicou que a proposta sob sua relatoria prevê o estabelecimento do imposto sobre valor agregado (IVA) dual com sistema eletrônico de cobrança, que, conforme ressaltou, não deve ser confundido com a extinta CPMF. O senador lembrou que o mecanismo do IVA já é adotado em 170 países e que o objetivo da reforma é tributar não o dinheiro, mas produtos e serviços.

Bancarização - Para o relator da PEC, a cobrança eletrônica de tributos se tornará mais fácil graças à qualidade tecnológica do sistema bancário no Brasil, que foi evidenciada com a pandemia de covid-19. Roberto Rocha lembrou que em 2020 e em 2021 o auxílio emergencial foi depositado eletronicamente, evitando filas e aglomerações, e aumentando a inclusão bancária da população.

Invisíveis - “Essas pessoas [beneficiárias do auxílio emergencial] eram invisíveis, não estavam bancarizadas, não tinham conta no banco. A partir de agora, temos quase 70 milhões de brasileiros com conta bancária. Podemos, sim, fazer um sistema tributário eletrônico moderno, onde vamos aumentar muito a base de arrecadação de contribuintes, diminuindo aos poucos a carga tributária.”

Votação - O senador espera fazer a leitura de seu relatório em 23 de fevereiro, para votação na CCJ no mesmo dia, salvo em caso de pedido de vista. Uma vez aprovado na CCJ, o texto seguirá para votação em plenário no mesmo dia, conforme compromisso firmado com Rodrigo Pacheco.

Injustiça tributária - Também presente à reunião, o empresário Luciano Hang disse que as rápidas mudanças tecnológicas não acompanhadas pela legislação geram injustiça tributária.

Importante - “Acho importante a reforma administrativa, bem como a reforma tributária, e precisamos modernizar a forma de cobrar impostos no país. Nós temos a certeza de que precisamos acelerar a reforma, ser realmente uma reforma digital”, afirmou. (Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto / Agência Senado

 

SAÚDE I: Covid-19 causa 406 novos óbitos em 24 horas

O Brasil alcançou neste domingo (20/02) a marca de 644.286 mortes causadas em decorrência de complicações associadas à covid-19. Em 24 horas foram 406 novos registros.

Infectadas - Já o total de pessoas infectadas com o novo coronavírus desde o início da pandemia subiu para 28.208.212. Foram 40.625 novos diagnósticos positivos em 24 horas.

Acompanhamento - A quantidade de casos em acompanhamento está em 2.515.854. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

Investigação - Ainda há 3.105 mortes em investigação. Os óbitos em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.

Recuperadas - Até este domingo, 25.048.072 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 88,8% dos infectados desde o início da pandemia.

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (163.160), Rio de Janeiro (71.316), Minas Gerais (59.107), Paraná (42.049) e Rio Grande do Sul (37.908).

Menos - Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.956), Amapá (2.097), Roraima (2.125), Tocantins (4.086, segundo última estimativa divulgada) e Sergipe (6.217).

Vacinação - Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que foram aplicadas 379,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 170,8 milhões com a primeira dose e 155,4 milhões com a segunda dose ou dose única. Outros 47,8 milhões já receberam a dose de reforço. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Mais 4.734 casos de Covid-19 e 10 mortes em decorrência da doença são confirmadas

saude II 21 02 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste domingo (20/02) mais 4.734 casos confirmados de Covid-19 e 10 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Esses números não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.262.656 casos confirmados e 41.820 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de julho (1) e setembro (1) de 2020; janeiro (1), maio (1), junho (5), julho (3), setembro (4), outubro (1), dezembro (3) de 2021; janeiro (675) e fevereiro (4.039) de 2022. Os óbitos divulgados nesta data são de setembro de 2020 (1) e fevereiro (9) de 2022.

Internados - 182 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (76 em UTI e 106 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 1.103 pacientes internados, 440 em leitos UTI e 663 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 10 pacientes. São três mulheres e sete homens, com idades que variam entre 39 e 90 anos. Um óbito ocorreu dia 6 de setembro de 2020 e os demais entre 4 e 19 de fevereiro de 2022.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em: Curitiba (2) e Altônia (2). A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Sapopema, Pato Branco, Palotina, Palmas, Medianeira e Guarapuava.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 10.399 casos de residentes de fora do Estado, 229 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

Relatório de Exclusões.

 


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