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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5266 | 23 de Fevereiro de 2022

SISTEMA OCEPAR: Diretores aprovam propostas de mais três projetos do PRC200

Foram realizadas simultaneamente, na tarde desta terça-feira (22/02), a 32ª reunião da diretoria da Ocepar e a 11ª reunião da diretoria da Fecoopar, referentes à gestão 2019-2023. Conduzidas pelo presidente José Roberto Ricken, elas ocorreram virtualmente, por meio da plataforma Microsoft Teams. Entre os temas em destaque estiveram três projetos do Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. O PRC200 contempla a implementação de um total de 20 projetos e, à medida em que as ações vão sendo estruturadas, estão sendo submetidas à apreciação dos diretores para, então, começarem a ser executadas. 

Programa de Educação Política - A coordenadora de Relações Parlamentares da Ocepar, Daniely Andressa da Silva, detalhou uma das propostas do Projeto 01 do PRC200, que é voltado ao fortalecimento do trabalho de representação institucional realizado pelo Sistema Ocepar. Ela falou sobre o programa criado pela entidade em 2018, com o propósito de difundir a educação política junto ao público cooperativista do Paraná, contribuindo para promover o voto consciente e valorizar a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. A ideia é ampliar as atividades, visando à composição da Frencoop nas eleições deste ano. Uma série de ações deve ser desenvolvida com foco no núcleo de cooperados, lideranças femininas e de jovens, além do público interno das cooperativas. A expectativa é de que essa iniciativa resulte no repasse de informações mais assertivas para as cooperativas; em maior representatividade do cooperativismo no cenário político; na priorização de pautas de interesse do setor no parlamento e no aumento da articulação com parlamentares federais e estaduais.

Plano de Saúde - Já o diretor de Mercado e Comunicação da Unimed Paraná, Alexandre Gustavo Bley, tratou sobre uma proposta vinculada ao Projeto 07 do PRC200, intitulado Ação entre Ramos Cooperativos e que tem como um dos principais itens a instituição de um plano de saúde complementar para associados e trabalhadores em cooperativas. Bley lembrou que a Federação foi convidada pela Ocepar a elaborar uma sugestão com esse objetivo. De acordo com ele, o novo produto contribui para incentivar a intercooperação entre as cooperativas paranaenses e deverá ser denominado Plano de Saúde Paraná Cooperativo. Bley apresentou um portfólio com diferentes opções de cobertura em assistência médica e hospitalar, além de programas que podem ser ofertados ao público cooperativista, com a finalidade de prevenir diversas doenças e estimular a adoção de hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida.

Alianças estratégicas - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, explicou a proposta elaborada dentro do Projeto 06 do PRC200, que tem como meta promover alianças estratégicas entre as cooperativas. Entre as principais ações a serem executadas estão o resgate dos planos regionais de desenvolvimento, a implantação de novas integrações e de projetos de industrialização, além de apoio à criação de uma plataforma comercial digital de cooperativas que atenda às especificidades do setor.  O objetivo é identificar formas de atuação conjunta entre as cooperativas com áreas de interesse comum e transformá-las em alianças estratégicas de modo a potencializar os resultados.

Cronograma - Os três projetos possuem cronograma próprio, com as datas estabelecidas para cada uma das etapas a serem executadas. Após as explanações, foi aberto espaço para a manifestação dos diretores, que aprovaram as propostas. Assim, na sequência, elas serão apresentadas nas pré-assembleias do Sistema Ocepar, que deverão ocorrer entre os dias 14 e 17 de março, em formato virtual: no dia 14, reunindo os representantes do Núcleo Oeste; no dia 15, as cooperativas do Núcleo Sudoeste; no dia 16, as lideranças do Núcleo Centro-Sul, e no dia 17, os cooperativistas do Núcleo Noroeste/Norte. Depois, serão submetidas à apreciação na Assembleia Geral Ordinária (AGO) do Sistema Ocepar, no dia 1º de abril, juntamente com as demais propostas do PRC200 que estão sendo avaliadas nas reuniões da diretoria desde o ano passado. As datas de realização das pré-assembleias e da AGO também foram deliberadas pelos diretores nesta terça-feira.

Outros temas - Ao final, Ricken fez um relato sobre as mobilizações do setor cooperativista junto ao governo federal para amenizar as perdas provocadas pela estiagem e apoiar cooperativas e produtores rurais. Também informou que as propostas do setor para o Plano Safra 2022/2023 foram enviadas ao Ministério da Agricultura no dia 16 de fevereiro, destacando algumas das principais medidas, e abordou questões ligadas ao Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná (Funrep). Já o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, explicou como será a participação das cooperativas na Mercosuper - 39ª Feira e Convenção Paranaense de Supermercados, que será promovida pela Associação Paranaense de Supermercados (Apras), no Expotrade Convention Center, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, entre os dias 5 e 7 de abril.

Registro de cooperativas - Na reunião da diretoria da Ocepar foi ainda aprovada a concessão de registro provisório para quatro novas cooperativas: a Padrão Beef Cooperativa Agroindustrial de Produtores de Carne, do ramo agropecuário, com sede em Lindoeste; a Cooperativa de Geração de Energias Sustentáveis - Ambicoop, do ramo infraestrutura, sediada em Toledo; a Cooperativa de Transportadores Autônomos de Cargas Capitão Ltda - Cootracape, do ramo transporte, com sede em Capitão Leônidas Marques; e a Cooperativa Universitária das Ciências Agrárias da UFPR - Agrociência, do ramo consumo, sediada em Curitiba. Na oportunidade, os diretores também aprovaram os balanços patrimoniais de 2021 e as propostas orçamentárias para 2022 da Ocepar e Fecoopar.

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AGRONOMIA: Coordenador do Crea-PR visita sede do Sistema Ocepar

O coordenador da Câmara Especializada de Agronomia do Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná), Orley Jair Lopes, visitou a sede do Sistema Ocepar, na manhã de terça-feira (22/02). Ele estava acompanhado do engenheiro agrônomo e diretor da Ceres Eventos, Marcos Roberto Marcon. Os visitantes foram recebidos pelo presidente José Roberto Ricken, e os superintendentes da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar, respectivamente, Robson Mafioletti, Leonardo Boesche e Nelson Costa. Na pauta do encontro, as perspectivas para o ano de 2022 e o estreitamento da parceria entre a Ocepar e o Crea-PR. “Cerca de 2 mil profissionais de engenharia agronômica atuam nas cooperativas paranaenses. A sinergia entre as entidades é importante e tem sido contínua. Há convergência de interesses e estamos receptivos para novas possibilidades de parcerias”, afirmou Mafioletti.

Sobre o Crea - Criado em 11 de junho de 1934, o Crea-PR é uma autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização das empresas e profissionais da área de engenharia, suas ramificações, como tecnólogos. O Conselho promove ações para a melhoria do ambiente de trabalho e garantia dos direitos de mais de 70 mil profissionais registrados. Para isso, o Conselho se faz presente nas principais cidades do estado, por meio das Regionais de Apucarana, Curitiba, Cascavel, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco e Ponta Grossa, e em 35 Inspetorias. A descentralização dos serviços oferecidos é um diferencial do Crea-PR para agilidade e eficiência no atendimento aos profissionais, empresas e à sociedade.

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RAMO CRÉDITO: Arnaldo Jardim quer agilizar aprovação do PLP 27/20 no Senado

ramo credito 23 02 2022O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) vem atuando para que o Projeto de Lei Complementar (PLP 27/2020) seja aprovado pelo Senado rapidamente sem modificações no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. “Nosso objetivo é que a medida seja enviada direto para a sanção presidencial, sem necessidade de passar novamente pelo crivo dos deputados. Como se trata de um texto de consenso, construído a partir de diversas conversas tanto com o setor cooperativista de crédito como com o Banco Central do Brasil, acreditamos que o Senado pode acolhê-lo por completo”, afirmou.

Sensibilização - Coordenador do Ramo Crédito da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e autor da proposta, o deputado pretende articular com outros membros do colegiado para sensibilizar os senadores para a importância do projeto que reformula o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) previsto na Lei Complementar (LC) 130, de 2009. “Em conjunto com a Organização das Cooperativas Brasileiras, a OCB, vamos buscar uma grande mobilização em favor da aprovação do PLP 27 ainda este semestre”, acrescentou.

Ampliação - Segundo o deputado, a reformulação do SNCC é importante porque permite a ampliação do espectro de participação das cooperativas de crédito no mercado, além de conferir regras cada vez mais rigorosas de transparência sem alterar a essência do seu modelo de negócio que é a proximidade com seu público. “As alterações na LC 130 vão democratizar, diminuir o monopólio de grandes instituições e trazer mais concorrência ao mercado. E quando há mais concorrência, aumentam também as oportunidades de promover desenvolvimento com justiça social, um dos pilares do cooperativismo”.

Economia local - Com a reformulação, Jardim prevê um aumento da participação do cooperativismo de crédito dos atuais 9% para 20% nos próximos anos. “Além disso, como a maioria das operações realizadas por essas instituições se concentram no médio e pequeno porte, os recursos realmente chegam na ponta e resultam em uma incidência financeira imediata na economia local”, complementou.

Alteração - Nesse sentido, a proposta aprovada pelos deputados altera a legislação sob três perspectivas: atividades e negócios; organização sistêmica; e gestão e governança do modelo. Entre outros pontos, a medida prevê que as cooperativas de crédito possam disponibilizar novos produtos já existentes no mercado, com mais agilidade e modernidade, bem como atender integralmente a demanda por crédito de micro, pequenas e grandes empresas. (Sistema OCB)

FOTO: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

 

CASTROLANDA: Programa de cooperativas escolares é apresentado em Encontro de Formação de Professores do RS

castrolanda 23 02 2022Incentivar o cooperativismo entre crianças e jovens é um dos pilares da Castrolanda. Na última semana, a cooperativa participou do Encontro de Formação de Professores de Cooperativas Escolas do Rio Grande Sul (RS). Durante o evento, foi apresentado o Programa Crescer e Cooperar, que trabalha os princípios do cooperativismo nas escolas de ensino fundamental I e II e ensino médio nas regiões de atuação da Castrolanda.

Convite - A participação no encontro veio a partir do convite da Marini Coop, empresa que presta consultoria à cooperativa desde a implementação do Crescer e Cooperar. O analista de Cooperativismo, Jhonatan Bonfim, representou a Castrolanda no evento e apresentou o programa em Candelária, Carlos Barbosa, Bom Princípio, Espumoso e Campos Borges.

Troca de experiências- O colaborador conta que as visitas aos municípios proporcionaram uma troca de experiências com outros projetos de cooperativas escolares. “Sem dúvidas, agreguei muito conhecimento durante essa semana e fui recebido de portas abertas para apresentar nossa Cooperativa a eles. Como visamos a expansão do Crescer e Cooperar, essa troca ajuda a esclarecer dúvidas sobre como agir em todas as situações. Por não ser um programa "engessado", a implantação ocorre conforme a realidade de cada escola”, relata Jhonatan.

Sobre o Crescer e Cooperar- A Castrolanda é pioneira no setor do agronegócio brasileiro a implementar as cooperativas escolares nas regiões onde atua. O Programa Crescer e Cooperar teve início em 2015, em uma iniciativa da Comissão Mulher Cooperativista, que identificou em um treinamento de lideranças que não existia nenhum programa da Cooperativa voltado a alunos e crianças. Então, as mulheres buscaram informações, realizaram briefing, viagens de conhecimento e trouxeram a primeira parceira: a Escola Evangélica da Comunidade de Castrolanda. A partir de um projeto piloto, foi fundada a primeira cooperativa escolar em 2018, nomeada CoopEECC.

Atividades - As atividades do Crescer e Cooperar são realizadas em período de contraturno, com a condução de um professor, e precisam atender aos princípios do cooperativismo, iniciando pela livre adesão, ou seja, o programa é para aquele aluno que realmente quer participar. Além da Escola Evangélica, o Colégio Emília Erichsen terá sua cooperativa escolar fundada no mês de março e, no final do ano, está prevista a constituição de mais duas cooperativas escolares: no Colégio Fabiana Pimentel e na Escola Estação do Tronco.

Sobre a Castrolanda- O compromisso com a transformação faz parte do DNA da Castrolanda. Uma cooperativa que transforma vidas, negócios e a comunidade ao redor. Com sete décadas anos de história, a Cooperativa Castrolanda é formada por mais de 1100 cooperados no Estado do Paraná e interior de São Paulo.

Faturamento - Com 4,5 bilhões de reais de faturamento e aproximadamente 3700 colaboradores, possui unidades de negócios divididas em operações agrícola, carnes, leite, batata e administração e industrial - carnes, leite e batata.

Objetivo - O objetivo das áreas de negócio é coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, seguir presente em todos os elos da cadeia produtiva, agregar valor através das indústrias e crescer com sustentabilidade. (Imprensa Castrolanda)

 

COCAMAR: Safratec Digital é estendido até a próxima sexta-feira

cocamar 23 02 2022Quem ainda não acessou a plataforma do Safratec Digital 2022 pode fazê-lo até a próxima sexta-feira (25/02). A realização virtual, que estaria disponível até domingo (20/02), foi estendida até aquela data para que os produtores e demais interessados tenham mais tempo para conferir as novidades, que são muitas.

Conteúdo- O gerente técnico Rodrigo Sakurada, coordenador, explica que o conteúdo das apresentações soma mais de 500 minutos e, a exemplo do que foi feito em 2021, a plataforma possibilita ao internauta a sensação de estar visitando a feira presencialmente.

Estações - São seis estações técnicas – Calagem e Gessagem e Controle de Trapoeraba (a cargo da Universidade Estadual de Maringá-UEM), Manejo de Nematóides (Instituto de Desenvolvimento Rural IDR-PR), Sistema Antecipe e Manejo de Solo (Embrapa) e Classificação de Grãos (Cocamar) – cinco áreas de negócios da Cocamar, com foco em Fertilizantes Viridian, Sementes Cocamar, Cocamar Máquinas, APP Cocamar e Peças e Implementos.

Empresas parceiras - Há, também, 24 estandes de empresas parceiras da cooperativa, que atuam com produtos químicos, sementes de milho, fertilizantes e outros. Os cooperados contam, ainda, com um balcão de negócios, oferecendo muitas oportunidades.

Site - Acesse: www.safratec.com.br. (Imprensa Cocamar)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Assembleia presencial e eleição de núcleo encerram ciclo na Regional Norte

sicredi uniao 23 02 2022Com a realização da assembleia presencial em Londrina (PR), na última sexta-feira (18/02), no espaço CoopConecta, a Sicredi União PR/SP encerrou o ciclo assemblear na Regional Norte. Todas as demais assembleias da regional foram realizadas de forma remota. Devido ao período de pandemia que ainda persiste, a diretoria da cooperativa de crédito optou por realizar apenas uma assembleia presencial por regional.

Formatos - Na avaliação do presidente da cooperativa, Wellington Ferreira, os associados já assimilaram os dois formatos de reuniões e têm importante participação tanto online quanto presencial.

Chave de ouro - “Fechamos com chave de ouro, com uma participação muito boa. A gente agradece por isso,” comentou o presidente. Ele informou que os associados que não puderam participar das assembleias podem conferir os resultados no site da cooperativa (www.sicrediuniao.coop.br).

Comemoração - Ferreira enalteceu os resultados obtidos pela Sicredi União PR/SP. “É fantástico podermos apresentar números tão relevantes, com o crescimento que alcançamos mesmo passando por um ano tão difícil”, disse.

Resultados - Entre os números comemorados estão R$ 100 milhões em resultado operacional, recursos destinados à expansão, reserva legal e Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates), além da distribuição do resultado aos associados. E ainda: só o pagamento de juros ao capital social, que todos têm direito, soma R$ 11,8 milhões. Outros R$ 9,8 milhões serão divididos proporcionalmente à movimentação financeira (aplicações, depósitos à vista e operações de crédito). Isso significa que a cooperativa dividirá mais de R$ 21,6 milhões entre os associados, que são donos do negócio e participam das decisões, inclusive por meio dessas assembleias.

Eleição de núcleo - Na assembleia presencial, também foram eleitos e apresentados os representantes do Núcleo 1 da agência Ayrton Senna: Denilson Schefer, Karina Schnaid e Luiz Gustavo Conte Fadel.

Elogios - Os associados presentes enalteceram a transparência na gestão da cooperativa com a realização das assembleias e apresentação dos resultados. Para a empresária Karina Schnaid, trata-se de um momento de pertencimento e transparência na prestação de contas. “A gente consegue perceber como a cooperativa está se desenvolvendo, que setores estão crescendo e qual precisa ser incrementado para que a cooperativa evolua. Importante também porque conhecemos pessoas, praticamos networking, temos contato com pessoas que estão no associativismo há mais tempo e que acabam sendo inspiração para a gente”, avalia.

Transparência - O empresário Evaldo Medina Fabian, também presente à assembleia, destacou a transparência da gestão e o fato de as reuniões serem itinerantes, o que possibilita a participação de mais associados. “As assembleias são oportunidade para nos reunirmos, trocarmos ideias e oportunidade para que a Sicredi União PR/SP preste conta de tudo que vem fazendo para nós cooperados”, comentou. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Coordenadores de núcleo são eleitos em assembleias

sicredi uniao II 23 02 2022Depois de 15 reuniões de prestação de contas em formato semipresencial, com acompanhamento online e nas agências, a Sicredi União PR/SP está realizando quatro assembleias presenciais para eleição dos coordenadores de núcleo, que são os representantes dos associados. As primeiras aconteceram em Londrina (PR), na semana passada, e na agência Kakogawa, em Maringá (PR), na última segunda-feira (21/02). As próximas serão nesta terça-feira (23/02), em Conchal (SP), e na quarta (23/02), em São Sebastião da Grama (SP).

Oportunidade - As assembleias são uma oportunidade para conhecer os indicadores e assuntos como destinação do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates), ratificação de bens e imóveis não circulantes. Com gestão participativa e transparente, a cooperativa incentiva os associados a participar das decisões por meio da formação de núcleos, que contam com um coordenador e dois suplentes. Dependendo do número de associados, há agências com até quatro núcleos.

Eleitos - Na assembleia de Maringá foram eleitos Leandro de Jesus Rossini (coordenador), Akira Nonose e Jefferson Jorge Camilo (suplentes). Como a agência foi inaugurada há menos de dois anos, durante a pandemia, ainda não contava com coordenadores de núcleo. Camilo conta que pretende participar ativamente da gestão e espera contribuir com sugestões para o desenvolvimento da cooperativa. Sobre os resultados do ano passado, o empresário avalia como positivos e elogia o atendimento personalizado que recebe, tanto que toda a movimentação financeira da empresa dele é feita na Sicredi União PR/SP. Ele utiliza diversos produtos, como seguro, financiamento, cartões e aplicação. “Passei a fazer parte da cooperativa por indicação de um amigo e hoje sou eu quem indica para parentes e amigos”, conta.

Assembleia Geral - O processo de prestação de contas da Sicredi União PR/SP será finalizado em 10 de março com a Assembleia Geral Ordinária, quando haverá a participação e ratificação das decisões pelos 161 coordenadores de núcleo, que são eleitos pelos associados e os representam.

Marca - Com 112 agências no norte e noroeste do Paraná, centro e centro leste paulista, a cooperativa superou a marca de R$ 100 milhões em resultado operacional: os recursos serão utilizados para expansão, reserva legal e Fates, além da distribuição do resultado aos associados. Só o pagamento de juros ao capital social, que todos os associados têm direito, soma R$ 11,8 milhões. Outros R$ 9,8 milhões serão divididos proporcionalmente à movimentação financeira (aplicações, depósitos à vista e operações de crédito), o que totaliza R$ 21,6 milhões para distribuição entre os associados, que são donos do negócio e participam das decisões.

Colaboradores e associados - A Sicredi União PR/SP encerrou o ano passado com 1,3 mil colaboradores e mais de 415 mil associados, poupadores e cotitulares (relacionamentos totais). As operações de crédito superaram R$ 4,44 bilhões, alta de 41% em relação ao ano anterior, e o patrimônio líquido chegou a R$ 675 milhões. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

PREMIAÇÃO: Mapa entrega Selo Mais Integridade 2021/2022 a empresas e cooperativas nesta quarta-feira

premiacao 23 02 2022O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entregou nesta quarta-feira (23/02), às 9h, o Selo Mais Integridade 2021/2022 para empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade com enfoque na responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética. A cerimônia ocorreu no auditório da Apex-Brasil e foi transmitida pelo canal do Mapa no Youtube.

Participantes - Participaram da premiação a ministra Tereza Cristina; o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes; o secretário adjunto de Aquicultura e Pesca do Mapa, Jairo Gund; o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa, Cláudio Torquato; a coordenadora-geral de Integridade do Mapa, Ana Carolina Mazzer; o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário; o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana; a coordenadora anticorrupção do Pacto Global da ONU, Jaqueline Oliveira; a gerente da Rede Brasil da Alliance for Integrity, Beatriz Sannuti; e a gerente executiva do Instituto Ethos, Marina Ferro.

Organizações - Foram premiadas 17 organizações do setor agropecuário, sendo que nove receberão a premiação pela primeira vez, representada pelo Selo Verde, e oito alcançaram a renovação do certificado, representada pelo Selo Amarelo. Durante a cerimônia, também serão reconhecidas as duas “Melhores Boas Práticas” nas categorias “Sustentabilidade Ambiental” e “Responsabilidade Social”.

Novidades - Dentre as novidades anunciadas para a edição deste ano, está o lançamento do “Selo Mais Integridade – Versão Especial” e o reconhecimento de quatro organizações com a entrega do troféu “Associação Parceira do Selo Mais Integridade 2021/2022”. Também ocorrerá a assinatura das portarias que aprovam o Manual de Marcas do Selo Mais Integridade e o regulamento da próxima edição do prêmio. (Mapa)

Premiação do Selo Mais Integridade 2021/2022

Data: 23 de fevereiro (quarta-feira)

Horário: 9h (horário de Brasília)

Loca: Auditório da Apex-Brasil – SAUN Quadra 05, Lote C, Torre B, Centro Empresarial CNC -Asa Norte. Brasília-DF

Link de transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=WqMy-lZ4Gbs

 

IPCA15: Prévia da inflação foi de 0,99% em fevereiro, maior para o mês desde 2016

ipca destaque 23 02 2002O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 0,99% em fevereiro, 0,41 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de janeiro (0,58%). Trata-se da maior variação para um mês de fevereiro desde 2016 (1,42%).

Acumulado do ano - No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,58% e, em 12 meses, de 10,76%, acima dos 10,20% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2021, a taxa foi de 0,48%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23/02) pelo IBGE.

Variações positivas - Houve variações positivas em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. A exceção foi Saúde e cuidados pessoais, cujos preços recuaram 0,02%, após a alta de 0,93% verificada em janeiro. A maior variação (5,64%) e o maior impacto (0,32 p.p.) vieram do grupo Educação. Na sequência, vieram Alimentação e bebidas (1,20% e 0,25 p.p.), que acelerou na comparação com o mês anterior (0,97%), e Transportes, que subiu 0,87% após queda de 0,41% em janeiro e contribuiu com 0,19 p.p. em fevereiro. Os demais grupos ficaram entre o 0,15% de Habitação e o 1,94% de Artigos de residência.

Educação - Com a maior variação (5,64%) entre os grupos, o segmento de Educação teve um impacto de 0,32 p.p. no IPCA-15, dois quais 0,28 p.p. vieram da alta dos cursos regulares (6,69%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações vieram do ensino fundamental (8,03%), da pré-escola (7,55%), do ensino médio (7,46%), da creche (6,47%) e do ensino superior (5,90%). Curso técnico e pós-graduação subiram 4,40% e 2,93%, respectivamente.

Alimentação e bebidas - Outro destaque foi o grupo Alimentação e bebidas, com alta de 1,20% em fevereiro, acelerando em relação ao resultado verificado em janeiro (0,97%). As maiores altas vieram de alguns tubérculos, raízes e legumes, como a cenoura (49,31%) e a batata-inglesa (20,15%). Cabe lembrar que Alimentação e bebidas é o grupo com o segundo maior peso no IPCA-15, com cerca de 21% do total.

Transportes - Com alta de 0,87%, o grupo dos transportes teve como o destaque os veículos próprios (2,01%): automóveis novos (2,64%), motocicletas (2,19%) e automóveis usados (2,10%). Por sua vez, os combustíveis registraram estabilidade em fevereiro (0,00%): enquanto o óleo diesel (3,78%) e a gasolina (0,15%) subiram, etanol (-1,98%) e gás veicular (-0,36%) registraram queda.

Áreas pesquisadas - À exceção de Porto Alegre (-0,11%), todas as áreas pesquisadas tiveram alta em fevereiro. O maior resultado ocorreu na região metropolitana de São Paulo (1,20%), influenciado pelas altas dos cursos regulares (6,39%) e dos automóveis novos (2,24%). Na região metropolitana de Porto Alegre (-0,11%), o resultado foi puxado pela energia elétrica (-7,05%) e pela gasolina (-4,89%).

Mais sobre o IPCA-15 - O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - SNIPC produz contínua e sistematicamente índices de preços ao consumidor. Com divulgação na Internet iniciada em maio de 2000, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 – IPCA-15 difere do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apenas no período de coleta, que abrange, em geral, do dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência, e na abrangência geográfica.

População-objetivo - Atualmente a população-objetivo do IPCA-15 abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes em 11 áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC, as quais são: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Rovena Rosa / Agência Brasil

 

ipca 23 02 2002

 

ECONOMIA: Governo avalia reduzir imposto para estimular indústria, diz ministro

economia 23 02 2022O governo federal estuda reduzir em até 25% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tributo federal que incide sobre os artigos industrializados, nacionais ou importados, à venda no país.

Intenção - Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a intenção é estimular a atividade econômica, diminuindo custos que o setor produtivo acaba por repassar ao consumidor final.

Reindustrialização - “Vamos reindustrializar o país”, afirmou Guedes ao participar, nesta terça-feira (22/02), em São Paulo, de evento promovido pelo banco BTG Pactual. “Estamos preparando um movimento com o apoio do presidente da Câmara [o deputado Arthur Lira (PP-AL)]; do ministro da Casa Civil [Ciro Nogueira] e, principalmente, do presidente da República [Jair Bolsonaro]”, acrescentou o ministro ao voltar a defender a importância de uma redução dos impostos cobrados no Brasil.

Imposto - “Veja que a agricultura está voando porque ela não tem o imposto sobre produto agrícola, o IPA. Agora, a indústria brasileira está sofrendo, nas últimas três, quatro décadas, impostos altos, juros altos e encargos trabalhistas excessivos. Temos que atacar essas três questões, e vamos fazer um primeiro movimento agora, reduzindo 25% do IPI. É um movimento de reindustrialização do Brasil", declarou.

Justificativa - “Já que a arrecadação [com impostos] subiu fortemente, temos esses recursos que íamos investir na Reforma Tributária que empacou no Senado, o [Poder] Executivo pode dizer que o excesso de arrecadação não é para inchar a máquina [pública] de novo e que preferimos transferir este ganho de arrecadação na forma de redução de impostos para milhões de brasileiros, para todo mundo”, justificou o ministro, garantindo que a medida vai ser encaminhada junto com outras propostas do governo.

FGTS - Ainda durante o evento, Guedes voltou a defender a possibilidade de trabalhadores endividados sacarem parte dos seus recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para saldar compromissos. Segundo o ministro, a medida é uma das que o governo pode propor “daqui até o fim do ano para ajudar a economia a crescer”.

Mobilização - “Podemos mobilizar recursos do FGTS porque são fundos privados; pessoas que têm recursos lá e que estão passando dificuldades. Às vezes, o cara está devendo dinheiro no banco e é credor no fundo, mas não pode sacar [o dinheiro] e liquidar sua dívida”, explicou.

Privatizações - O ministro da Economia também defendeu que parte dos recursos financeiros obtidos com a venda de empresas estatais e concessões de serviços públicos passe a ser destinada a mecanismos de combate à desigualdade, como o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Para ele, a medida contribuiria para fortalecer o apoio popular às privatizações, servindo como um “incentivo para a classe política acelerar as privatizações”.

Esclarecimento - “Hoje, a privatização vira redução de dívida, o que é um mecanismo muito indireto. É preciso explicar ao político que [a privatização pode] baratear a rolagem da dívida [pública, fazendo com que] sobre um pouco mais de recursos para a Saúde e a Educação no orçamento do ano seguinte. Isto é muito indireto. Mas, se ao vendermos uma estatal, pegarmos 20% ou 30% da redução de dívida [e destinarmos] ao Fundo de Erradicação da Pobreza, é uma transferência de riqueza”, opinou. "Quem sabe não vai haver o aumento de apoio popular [às privatizações]." (Agência Brasil)

FOTO: Antônio Cruz / Agência Brasil

 

BC: Boletim Regional mostra acomodação da economia no quarto trimestre

bc 23 02 2022A atividade econômica brasileira registrou acomodação no quarto trimestre de 2021, mas com “divergência de resultados” entre os setores. De acordo com o Boletim Regional, divulgado nesta terça-feira (22/02) pelo Banco Central, o setor de comércio registrou nova retração no trimestre, em função da queda na renda real das famílias.

Serviços - O setor de serviços manteve trajetória positiva, enquanto a produção industrial registrou estabilidade. O levantamento indica que a agricultura apresenta perspectiva positiva para 2022, apesar das condições climáticas adversas na Região Sul.

Publicação trimestral - O Boletim Regional é uma publicação trimestral do Banco Central, que apresenta as condições da economia nas cinco regiões do país, enfatizando a evolução de indicadores que repercutem as decisões de política monetária – produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros.

Base - Tendo por base o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), o levantamento avalia que as economias regionais apresentaram “desempenho heterogêneo no quarto trimestre”, em uma comparação entre o período outubro a dezembro de 2021 com julho a setembro do mesmo ano. A Região Norte foi a que apresentou a maior queda (-1%), enquanto a maior alta ficou com o Centro-Oeste (0,9%). Nordeste e Sul tiveram crescimento (0,3%) e Sudeste apresentou queda (-0,4%).

Recuperação - Somente a Região Norte conseguiu recuperar os níveis pré-pandêmicos, no que se refere à massa de rendimento do trabalho. “Os recortes setoriais e por posição na ocupação evidenciam expansão generalizada no Norte, contrastando com Sudeste e Nordeste, onde trabalhadores formais e informais tiveram desempenhos piores”, diz o levantamento ao informar que a recuperação ainda se situa “em patamares deprimidos”.

Região Norte - No caso da Região Norte, o recuo da atividade no quarto trimestre se deve ao arrefecimento da economia durante a segunda metade do ano. “Em 2021, o crescimento refletiu expansões das economias do Pará e do Amazonas, impulsionadas pela recuperação dos setores de comércio e serviços ao longo do ano”, diz o levantamento.

Recuo menor - O boletim, no entanto, lembra que o Norte foi a região cuja atividade menos recuara em 2020, com agricultura e comércio assinalando contribuições “menos intensas do que no ano anterior”. Na indústria, a estabilidade foi apresentada com “reversão nos desempenhos por segmento”: a extrativa passou de alta em 2020 para baixa em 2021, e a de transformação passou de baixa em 2020 para alta em 2021.

Alta - A alta no setor de serviços foi observada principalmente nas atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares. De acordo com o levantamento, a economia da região sofreu os efeitos do agravamento da pandemia e redução do Auxílio Emergencial no primeiro trimestre, situação parcialmente revertida nos dois trimestres seguintes. “No último trimestre do ano, a economia voltou a retrair, repercutindo fracos resultados da indústria (extrativa), comércio e serviços”, complementa o boletim.

Região Nordeste - O Nordeste manteve, no último trimestre de 2021, ritmo de crescimento semelhante ao observado no trimestre anterior, “com expansão na indústria de transformação e retração dos serviços e comércio”. Foi observado que, no caso do mercado de trabalho, o crescimento regional registrado em 2021 foi “insuficiente para retorno da atividade ao nível pré-pandemia”. Ainda assim, o BC avalia que esse mercado “segue evoluindo favoravelmente”, apesar de a ociosidade permanecer “elevada e os rendimentos deprimidos”.

Evolução - A evolução favorável da construção contribuiu para a atividade regional, com geração de 41 mil postos de trabalho no ano. “Por outro lado, comércio e indústria – exceto produção e distribuição de eletricidade, gás e água – registraram arrefecimento ao longo de 2021”.

Auxílio emergencial - O levantamento indica que o Nordeste também foi impactado pela interrupção e posterior retomada do auxílio emergencial às famílias no primeiro semestre. “No primeiro trimestre, o desempenho positivo da agricultura e da construção compensaram o efeito contracionista da interrupção do auxílio emergencial, enquanto no segundo a expressiva queda da produção industrial foi o principal determinante da variação negativa do IBCR”, detalha o boletim.

Região Centro-Oeste - A Região Centro-Oeste avançou no último trimestre, revertendo queda observada em 2020. Segundo o BC, o resultado apresentou “contribuições positivas” da indústria de transformação, da agricultura e de serviços, em especial os prestados às empresas, e da construção, que registrou recuperação, na comparação com os dois anos anteriores, ampliando o emprego em 30 mil vagas no ano.

Áreas - O crescimento registrado no setor de serviços possibilitou, em algumas áreas, retorno aos níveis observados no período anterior à pandemia. Isso, no entanto, não ocorreu em áreas específicas deste setor, como é o caso de alojamento e alimentação; educação e saúde privadas, e serviços domésticos, onde a recuperação foi apenas parcial.

Setores - “A expansão anual no Centro-Oeste decorreu da evolução favorável dos setores secundário e terciário, que mais que compensaram o recuo no setor primário (impactado pelos resultados das lavouras de milho, algodão e cana-de-açúcar), que detém participação significativa na economia regional”, diz o levantamento. A conjuntura favorável ao agronegócio e às exportações é, em particular, decorrente dos elevados preços de commodities produzidas na região, “com transbordamento para outras atividades, como construção, transportes e outros serviços”. O levantamento detalha que a produção de alimentos responde por cerca de 50% do Valor da Transformação Industrial (VTI) da região

Indústria de transformação - No caso da indústria de transformação, sobressaiu o crescimento na fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

Sudeste - A atividade econômica do Sudeste apresentou queda (-0,4%, no IBCR) no quarto trimestre. De acordo com o BC, o baixo dinamismo da indústria e do comércio têm dificultado a recuperação da economia da região. “O crescimento em 2021 [no Sudeste] foi suficiente para recompor as perdas observadas em 2020, exceção feita ao estado do Rio de Janeiro. A atividade regional, em grande medida, resultou da combinação dos desempenhos da indústria (especialmente os segmentos da transformação e da construção) e de serviços”, diz o levantamento.

Registro - O BC acrescenta que no setor de transformação, onde foi registrado “expressivo recuo” em 2020, a fabricação de veículos aumentou "significativamente" em 2021. “Essa mesma trajetória, embora em intensidade menor, repetiu-se em outras atividades, como nos segmentos metalmecânico, vestuário e têxtil e minerais não metálicos”.

Construção - A construção, que já havia iniciado recomposição no segundo semestre de 2020, continuou em recuperação, com aumento de 122 mil vagas de emprego, principalmente no segmento de construção de edifícios e serviços especializados em São Paulo e Minas Gerais.

Agrícola - O setor agrícola acabou por restringir a expansão econômica da região, prejudicado pelas quebras nas safras de cana-de-açúcar, café e milho.

Perda de dinamismo - “No último trimestre do ano, a economia da região perdeu dinamismo, em função dos resultados negativos da indústria e do comércio. Enquanto o varejo repercutiu retração na massa de rendimento, a indústria ainda apresentou dificuldades na cadeia de suprimentos, e sofreu os impactos da elevação dos custos de produção”, conclui o estudo.

Região Sul - Já a Região Sul apresentou “acomodação” do processo de recuperação no quarto trimestre. “As atividades registraram resultados mistos, destacando o avanço da produção industrial e da agricultura, enquanto comércio e serviços, sobretudo os prestados às empresas, arrefeceram na margem. No ano, o crescimento foi condicionado pelo avanço nos três setores, favorecidos pela base deprimida”, resume o BC.

Crescimento - Segundo o levantamento, após a queda da atividade em 2020, a produção agrícola registrou crescimento, com recuperação de safras no Rio Grande do Sul, após quebras no ano anterior, sobretudo na soja.

Retomada industrial - O BC acrescenta que a retomada da produção industrial teve “papel importante” na atividade regional. “Com exceção de alimentos e de produtos do fumo, as demais atividades apresentaram expansão, com destaque para máquinas e equipamentos, inclusive agrícolas”.

Aquecido - A construção seguiu aquecida, em especial graças ao mercado imobiliário, que ampliou em 37 mil o número de vagas de empregos formais na região. O setor de serviços registrou alta, apesar de algumas atividades apresentarem expansão insuficiente para compensar as perdas registradas em 2020. É o caso das áreas de alojamento e alimentação, educação e saúde privadas e serviços domésticos.

Destaque - “No último trimestre, destacou-se o crescimento da produção industrial, sobretudo de outros produtos químicos, onde se insere a fabricação de fertilizantes e defensivos agrícolas”, destaca o boletim.

Crédito e inadimplência - O balanço apresenta também a evolução regional do crédito registrada no quarto trimestre de 2021. De acordo com o levantamento, o saldo de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 5,3% no último trimestre de 2021, mantendo o ritmo de expansão do trimestre anterior.

Percentual - O aumento no segmento empresarial ficou em 4,2%. Já as operações com pessoas físicas registraram alta de 6,1%. “Houve desaceleração na variação trimestral em todas as regiões, exceto Sudeste, onde o saldo de crédito ficou em 2,5%”.

Influência - A expansão no conjunto das regiões foi influenciada pelos aumentos nos financiamentos rurais (R$ 31,8 bilhões) e imobiliários (R$ 27,6 bilhões). O crédito rural às famílias sobressaiu no Norte, Centro-Oeste e Sul. As maiores contribuições ocorreram em Goiás (R$4,7 bilhões), Paraná (R$3,5 bilhões) e Mato Grosso (R$3,3 bilhões). No Sudeste e Nordeste despontaram as operações de cartão de crédito à vista e financiamentos imobiliários.

Inadimplência - A inadimplência apresentou estabilidade no quarto trimestre, em relação ao terceiro. O resultado se deve à elevação de taxas cobradas de pessoas físicas e à redução das referentes a pessoas jurídicas.

Balanças comerciais regionais - A combinação de preços de commodities em alta, continuidade do real em nível depreciado e firme demanda da China resultou na elevação do saldo comercial brasileiro, sobressaindo, regionalmente, os resultados de Sudeste e Norte. As maiores exportações tiveram como base os “desempenhos consideráveis” das vendas de minério de ferro (Sudeste e Norte), soja em grão (Centro-Oeste e Sul) e óleos brutos de petróleo (Sudeste).

Importações - “Por outro lado, destaca-se a diminuição nos saldos comerciais de Centro-Oeste, Sul e Nordeste, condicionada pelo aumento mais acentuado das importações que na média do país, sob impacto tanto de preços quanto de volume, notadamente de bens intermediários”, complementa o boletim. (Agência Brasil)

FOTO: Edar / Pixabay

 

IPEA: Projeção de inflação é revista de 4,9% para 5,6% em 2022

ipea 23 02 2022O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta terça-feira (22/02), a previsão para a inflação brasileira em 2022. A variação prevista para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi revisada de 4,9% para 5,6%, percentual que supera o teto da meta de inflação, estabelecido em 5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A previsão anterior foi divulgada pelo Ipea em dezembro do ano passado, na Visão Geral da Carta de Conjuntura. A revisão foi motivada por fatores que combinam: inflação corrente elevada, pressões persistentes de commodities, cadeias produtivas desreguladas e condições climáticas menos favoráveis para algumas culturas agrícolas neste início de ano.

IPCA - No caso do IPCA, além de uma revisão mais abrangente dos preços dos alimentos no domicílio e dos bens livres, com previsões que avançaram de 4,5% e 3,7% para 6,1% e 5,0%, respectivamente, a alta estimada para os preços monitorados passou de 5,4% para 6,0%. No caso dos serviços livres e da educação, foram mantidas as estimativas de 5,2% e 7,9%, tendo em vista que seguem vigentes as condições utilizadas para a projeção anterior, ou seja, crescimento econômico moderado e recuperação gradual do mercado de trabalho, o que deve impedir uma retomada mais forte da demanda interna.

INPC - A variação projetada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também foi revista pelo Grupo de Conjuntura do Ipea para cima: de 4,6% para 5,5%. A pressão maior dos preços dos alimentos no domicílio e dos bens industriais, com taxas de variação estimadas que avançaram de 4,5% e 3,8% para 6,4% e 4,9%, respectivamente, contribuíram para este aumento. No caso dos preços monitorados, houve alta de 5,4% para 6,1%. As taxas de inflação para os serviços livres e a educação foram mantidas em 4,5% e 6,7%, respectivamente.

Alimentos e bens de consumo - O comportamento dos preços dos alimentos e dos bens de consumo deve se manter nos próximos meses, o que se constitui no principal fator que limita uma desaceleração mais intensa da inflação no ano. Além disso, a nova aceleração dos preços do petróleo e a constatação de um déficit maior nas empresas do setor elétrico sinalizam aumentos mais significativos das tarifas de energia e dos preços dos combustíveis, limitando ainda mais o processo de desinflação em 2022.

Riscos inflacionários - Na análise publicada, os pesquisadores esclarecem que não estão descartados riscos inflacionários adicionais. Na economia mundial, o agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia pode gerar uma alta mais acentuada das commodities, especialmente do petróleo e do gás. Além disso, as incertezas em relação à política fiscal brasileira, que podem se intensificar devido às discussões inerentes ao processo eleitoral, podem ter impacto negativo na taxa de câmbio. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Leia a íntegra do estudo

 

 

CÂMBIO: Dólar cai para R$ 5,05 e fecha no menor valor em quase oito meses

cambio 23 02 2022O agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia não desanimou os investidores nesta terça-feira (22/02). O dólar caiu pela terceira vez seguida e atingiu a menor cotação em quase oito meses. A bolsa de valores subiu e recuperou-se parcialmente da queda dos últimos dias, num dia de ajustes no mercado.

Cotação - O dólar comercial fechou esta terça-feira vendido a R$ 5,052, com recuo de R$ 0,055 (-1,07%). A moeda operou em queda durante toda a sessão, fechando próxima dos níveis mínimos observados no dia.

Menor valor - A cotação está no menor valor desde 2 de julho do ano passado, quando tinha sido vendida a R$ 5,053. A divisa acumula queda de 4,78% em fevereiro e de 9,39% em 2022.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Após três quedas consecutivas, o índice Ibovespa, da B3, subiu 1,04% e fechou aos 112.892 pontos. O indicador acumula alta de 0,67% no mês e de 7,7% no ano.

Impactos - A instabilidade no leste europeu, que nos últimos dias fez tremer os mercados financeiros em todo o planeta, nesta terça beneficiou os países emergentes e exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional). Isso porque os fluxos globais se voltaram para países que vendem produtos agrícolas e minérios, beneficiados com altas recentes de preços. Até o rublo (moeda russa) valorizou-se 1,9% perante o dólar nesta terça. No caso da bolsa de valores, as quedas dos últimos dias tornaram alguns papéis baratos, impulsionando a compra de ações.

Brasil - No Brasil, outro fator contribuiu para a queda do dólar e a alta da bolsa. Os juros altos estão estimulando a entrada de capitais financeiros no país, atraídos pela alta remuneração na comparação com os juros nas economias avançadas. A taxa Selic (juros básicos da economia) atualmente está em 10,75% ao ano, no maior nível desde julho de 2017. Neste ano, o real apresenta o melhor desempenho entre as principais moedas do planeta. Em seguida, vêm o peso chileno, que se valorizou 7,6% em 2022. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

FAZENDA: Governo mostra bom desempenho das receitas no ano, mas aponta riscos para cenário econômico em 2022

fazenda 23 02 2022Relatório de Gestão Fiscal do 3º Quadrimestre de 2021, apresentado nesta terça-feira (22/02) pelo secretário estadual da Fazenda Renê Garcia Júnior, em audiência pública na Assembleia Legislativa, reforçou a importância das ações da pasta que contribuíram na busca do equilíbrio das contas públicas. Segundo o relatório, essas ações geraram recursos para fazer frente às despesas de custeio e aos investimentos necessários ao Plano de Governo Estadual, especialmente em mais um ano de pandemia.

Desafios - Os maiores desafios de 2021 no campo social e econômico foram o avanço da vacinação e a normalização das atividades. Com um cenário atípico para a arrecadação tributária, o Governo apresentou o bom desempenho das receitas e o déficit inicial foi coberto. Em contrapartida, o aumento das despesas em 2021 pressiona o orçamento para este ano.

Equilíbrio - “Tivemos um incremento de receita em função da inflação e estamos fazendo a redução dos gastos públicos. A ideia é manter sempre as contas em dia e o equilíbrio”, disse Renê Garcia Junior.

Receitas - A arrecadação de impostos fez com que a Receita Primária de 2021 crescesse 15% em valores nominais em relação ao período de 2020. O Resultado Primário é calculado a partir das despesas do ano pagas no próprio ano. Já os recursos repassados pelo governo federal exclusivamente para o combate à pandemia caíram mais da metade em 2021 frente a 2020, enquanto as despesas demandadas pela Covid-19 recuaram apenas 14%, aumentando a necessidade de recursos do Estado.

Amortização da Dívida - A Amortização da Dívida, em termos nominais, avançou 336%, devido principalmente à volta do pagamento da dívida junto à União, e os investimentos avançaram 39% no período em relação a 2020. “Todas as despesas empenhadas e não pagas se tornam restos a pagar. No ano passado, o montante de receitas primárias deixado para 2022 atingiu R$ 5,4 bilhões, ou seja, 85% do Resultado Primário já está comprometido com despesas de 2021”, explicou o secretário.

Transferências - As transferências nacionais do Fundeb - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (29,7%) e do Fundo de Participação dos Estados (34,6%) avançaram em comparação a 2020 em termos nominais. Contudo, esse avanço em 2021 não foi suficiente para cobrir os recursos destinados ao Estado pela LC 173/2020 (lei que instituiu os repasses da União para reequilíbrio das contas estaduais pela Covid-19), sendo que eventuais previsões de oscilações de receitas tributárias deverão ser acomodadas pelo próprio Estado.

Alerta - Segundo o secretário, em 2022, ano eleitoral, o cenário econômico vem se mostrando mais desafiador. “Isso porque a pandemia afetou não só a atividade econômica, mas também desorganizou as cadeias produtivas globais, com impacto sobre preços e a oferta de insumos industriais básicos. Reflexo desse movimento foi o avanço da inflação ao longo de 2021”, disse.

Pressão - Vale destacar, lembra o secretário, que haverá uma pressão no orçamento do Estado, principalmente com o pagamento do reajuste de 3% aos servidores públicos, que leva em consideração o cenário econômico pós-pandemia. A perspectiva de mais juros e menos inflação tende a impactar, também negativamente, a receita e ampliar as despesas com o serviço da dívida desses entes, bem como normalização dos serviços públicos e ampliação dos investimentos em ano eleitoral.

Prudência - “É importante que haja prudência na gestão das finanças estaduais, tendo em vista buscar manter as contas equilibradas para fornecer serviços públicos de qualidade e de forma sustentável para a população paranaense”, alertou Garcia Junior.

Riscos fiscais - A previsão de crescimento econômico para 2022 vem sendo revista para baixo recorrentemente ao longo deste ano, chegando a uma projeção de apenas 0,3% no último relatório disponível. De acordo com o relatório, existem ainda importantes pontos em tramitação ou em discussão sobre a sua aplicação imediata que podem representar em sua execução final um risco fiscal e possível redução de receita ao Estado. São eles: os projetos de leis que determinam para contribuintes a incidência do ICMS relativo à diferença de alíquota e que podem ter um impacto na arrecadação de aproximadamente R$ 60 milhões mensais. E o projeto de Lei do ICMS sobre o combustível que está em tramitação no Congresso Nacional e que pode ter um impacto para o Estado com a perda na arrecadação em mais de R$ 100 milhões mensais. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Buniak / AEN

 

INFRAESTRUTURA: Municípios no traçado da Nova Ferroeste têm até 4 de abril para solicitar audiência pública ao Ibama

infraestrutura 23 02 2022As prefeituras dos 49 municípios abrangidos pelo traçado da Nova Ferroeste, entidades civis e o Ministério Público têm até 4 de abril para solicitar, junto ao Ibama, a realização de audiências públicas sobre questões ambientais. Tema será a mitigação e compensação dos impactos ambientais do empreendimento que vai ligar por trilhos Paranaguá a Maracaju (MS).

Edital - O prazo teve início com a publicação do edital do Ibama no Diário Oficial da União na última sexta-feira (18/02). “Isso significa que o Estudo de Impacto Ambiental está aberto para contribuições”, explica Luiz Henrique Fagundes coordenador do Plano Estadual Ferroviário. Os Interessados devem protocolar o pedido no Ibama através deste link.

Locais e datas - É o instituto que, ao fim do prazo de 45 dias da publicação, determinará os locais e datas das audiências. Cópias do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) estão disponíveis nas 49 prefeituras dos municípios incluídos no traçado e outras 11 instituições indicadas pelo Ibama. O conteúdo pode ser acessado ainda na página da Nova Ferroeste.

Relevância - O coordenador-geral do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA), Daniel de Macedo Neto, destaca a relevância dessa etapa de ajustes do empreendimento de acordo com os apontamentos feitos pelos moradores das cidades por onde a estrada de ferro vai passar. “É nesse momento do processo de licenciamento ambiental onde o projeto e seus impactos negativos e positivos podem ser discutidos com a sociedade”, diz Macedo.

Empreendimento - Proposto pelo Governo do Paraná, o projeto da Nova Ferroeste vai ampliar a atual Ferroeste – estrada de ferro com 248 quilômetros entre Cascavel e Guarapuava. O novo traçado vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, além de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu, num total de 1.304 quilômetros.

Ações - Durante o EIA foram feitas diversas análises geológicas, da qualidade do ar, da água, análises dos ruídos, além do levantamento da fauna e flora existentes ao longo do trajeto. Estão contidos ainda, dados sobre questões sociais, que envolvem todos os municípios e o entorno.

Estudo - Também foram objetos de estudo uma comunidade quilombola, no município de Guaíra, e o Território Indígena de Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras. Ambos são localizados na zona de amortecimento da Nova Ferroeste, para os quais estão previstas ações de mitigação e compensação frente aos impactos gerados pela instalação e operação da ferrovia.

Licença Prévia - O licenciamento ambiental da Nova Ferroeste é conduzido pela secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (SEIL). As audiências públicas são uma das etapas finais para a obtenção da Licença Prévia (LP) ambiental. Cabe ao Ibama determinar os locais, dias e horários das audiências.

Palavra final - “Estimamos pelo menos seis municípios no Mato Grosso do Sul e no Paraná, mas a palavra final será do Ibama a depender de quantas solicitações serão feitas até abril”, adianta Luiz Henrique Fagundes. A condução da audiência, bem como a validação é feita pelo Ibama, com participação do Ministério Público do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

Serra do Mar - O projeto da Nova Ferroeste prevê uma nova descida da Serra do Mar, paralela à BR-277, em São José dos Pinhais e Morretes. Por se tratar de uma das maiores áreas remanescentes de Mata Atlântica no Paraná, quase metade do trecho de 55 quilômetros será feito por túneis e viadutos para diminuir ao máximo a supressão da floresta.

Conservação - “Esse é um santuário ecológico que temos a obrigação de conservar. Por isso, seguimos o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Litoral (PDS) de 2019, que indica justamente esse ponto para a construção de um novo acesso ferroviário ao Porto de Paranaguá”, completa Fagundes. “Os trilhos vão acompanhar ao máximo a BR-277. Só afastamos quando a topografia acidentada nos obriga a contornar as montanhas para manter a eficiência operacional e de segurança da ferrovia”.

Corredor - O projeto da Nova Ferrroeste é uma iniciativa do Governo do Paraná. Os estudos apontam que no primeiro ano de operação plena vão circular pelos trilhos cerca de 38 milhões de toneladas de produtos, formando o chamado Corredor Oeste de Exportação. A maior parte será proteína animal e grãos com destino ao Porto de Paranaguá.

Valor - O investimento estimado é de R$ 29,4 bilhões e será feito pelo vencedor do leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), previsto para o segundo trimestre de 2022. Caberá à iniciativa privada executar as obras e explorar a ferrovia por 70 anos. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Nova Ferroeste

 

SAÚDE I: 105,7 mil casos e 816 mortes são registradas em 24 horas

Nas últimas 24 horas, foram registrados 105.776 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Conforme levantamentos de secretarias estaduais e municipais de saúde, foram notificadas também 816 mortes em decorrência de complicações associadas à doença.

Total - Com as novas estatísticas, o total de brasileiros que pegaram covid-19 ao longo da pandemia subiu para 28.351.327. Na segunda-feira (21/02), o painel de informações da pandemia mantido pelo Ministério da Saúde trazia 28.245.551 casos acumulados.

Acompanhamento - A quantidade de casos em acompanhamento de covid-19 está em 2.199.923. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

Vidas perdidas - Com as novas mortes confirmadas, a quantidade de vidas perdidas para a pandemia chegou a 645.420. Na segunda-feira (21/02), o sistema de dados da pandemia totalizava 644.604 óbitos

Investigação - Ainda há 3.116 mortes em investigação. Isso acontece quando há o registro de óbito do paciente, mas ainda não se sabe se a causa foi covid-19 - o que demanda exames e procedimentos posteriores.

Recuperadas - Até esta terça-feira (22/02), 25.505.984 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 90% dos infectados desde o início da pandemia.

Balanço diário - Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (22/02). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Números - Os números, em geral, são menores aos domingos, segundas-feiras e nos dias posteriores a feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral, há mais registros diários pelo acúmulo de dados.

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento está São Paulo, com 163.493 óbitos. Em seguida, vem o Rio de Janeiro (71.347), Minas Gerais (59.139), Paraná (42.105) e Rio Grande do Sul (37.978).

Menos - Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.962), Amapá (2.098), Roraima (2.125), Tocantins (4.093) e Sergipe (6.230).

Vacinação - Até esta terça-feira (22/02), foram aplicados 380,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 171,2 milhões com a 1ª dose e 155,7 milhões com a 2ª dose ou dose única. Outros 48,5 milhões já receberam a dose de reforço. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Sesa confirma mais 11.001 casos e 31 óbitos pela Covid-19

saude II 23 02 2022A Secretaria Estadual da Saúde divulgou, nesta terça-feira (22/02), mais 11.001 casos e 31 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus no Paraná. Os números não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Estado soma 2.277.795 casos de Covid-19 e 41.876 óbitos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta terça-feira são de fevereiro (9.698) e janeiro (1.178) de 2022; dezembro (5), novembro (21), outubro (20), setembro (11), agosto (16), julho (2), junho (1), maio (3), março (1), fevereiro (4) e janeiro (2) de 2021; dezembro (13), novembro (24) e julho (2) de 2020. Os óbitos são de fevereiro (29) e janeiro (2) de 2022.

Internados - O informe relata que 169 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados, todos em leitos SUS (75 em UTI e 94 em enfermaria). Há outras 1.027 pessoas internadas, 412 em leitos UTI e 615 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Elas estão na rede pública e particular e são consideradas casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 31 pacientes. São 14 mulheres e 17 homens, com idades que variam entre 39 e 100 anos. Os óbitos ocorreram entre 16 de janeiro e 21 de fevereiro de 2022.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Cascavel (6), Londrina (4) e Apucarana (2). Também é registrada a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Toledo, São José das Palmeiras, Siqueira Campos, Salgado Filho, Reserva do Iguaçu, Rebouças, Ponta Grossa, Piraquara, Maringá, Marechal Cândido Rondon, Laranjal, Imbituva, Guaíra, Guarapuava, Curitiba, Coronel Domingos Soares, Clevelândia, Chopinzinho e Araucária.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 10.436 casos de não residentes no Estado, sendo que 229 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo

Confira relatórios de exclusão de casos e correção de municípios no site da Sesa.

 

SAÚDE III: PR recebe uma das maiores remessas de vacinas, com mais de 1,4 milhão de doses

saude vacina 23 02 2022O Ministério da Saúde confirmou o envio de mais 1.421.750 vacinas contra a Covid-19 ao Paraná, ainda nesta semana. A remessa é destinada para o público infantil e dose de reforço da população acima de 18 anos.

Informe técnico - De acordo com o  88ª informe técnico do governo federal, são 856.150 vacinas para dose de reforço, sendo 349.150 da Janssen, que serão enviadas por via terrestre nesta quarta-feira (23/02), ainda sem horário de chegada confirmado, e 507.000 vacinas AstraZeneca, divididas em dois lotes previstos para desembarcar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, durante a manhã, às 10h05, e no início da noite, às 18h25.

Uma das maiores remessas - “É uma das maiores remessas que o Paraná recebe e aguardamos todos os lotes chegarem para iniciarmos a distribuição. Estou satisfeito com a quantidade de vacinas que receberemos, pois isso significa mais paranaenses imunizados”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Foi um compromisso que assumimos desde o início da campanha, que não deixaríamos faltar doses”, enfatizou.

Público infantil - Além das vacinas para dose de reforço, são esperadas mais 565.600 doses da CoronaVac para crianças de 6 a 11 anos. A remessa faz parte da 91ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde e deve ser enviada, via terrestre, nesta quinta-feira (24), às 8h, ainda sem horário de chegada confirmado. Segundo o documento, são 14.600 vacinas para a primeira dose e 551.000 para a segunda dose desse público.

Conferência - Todos os imunizantes serão conferidos e armazenados no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, e distribuídos para as 22 Regionais de Saúde nos próximos dias. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Sesa

 

SAÚDE IV: Informe semanal da dengue registra mais 159 casos da doença no Paraná

saude III 23 02 2022O boletim semanal da dengue publicado nesta terça-feira (22/02) pela Secretaria de Estado da Saúde registra 21.066 casos suspeitos, com 1.110 confirmações. São 159 casos a mais que o informe anterior. Os dados são do 26º Informe Epidemiológico, do novo período sazonal da doença, que iniciou no dia 1º de agosto e deve seguir até julho de 2022.

Notificações - Até o momento, 324 municípios registraram notificações de dengue e, destes, 153 confirmaram a doença. Há 112 municípios com casos autóctones, ou seja, a dengue foi contraída no município de residência. São 3.291 casos em investigação e nenhum registro de óbito neste período.

Informe - A Sesa publicou nesta terça-feira (22/02) o 1º informe entomológico de 2022, referente ao período de 03/01/2022 a 10/02/2022.

Principais criadouros - O informe apresenta os principais criadouros do Aedes aegypti no Estado. Estes dados são provenientes do levantamento entomológico realizado pelos municípios e informado à Secretaria. Criadouros como lixo (recipientes plásticos, garrafas, latas), sucatas em pátios e ferros-velhos, entulhos de construção, são os principais depósitos passíveis de remoção e representam 35,7% dos criadouros encontrados.

Outros - O informe também aponta que depósitos móveis como vasos e frascos com água, pratos, pingadeiras, recipientes de geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósito de construção (sanitários estocados, etc.) e objetos religiosos correspondem ao 2º grupo de maior relevância para o ciclo de vida do mosquito.

Cisternas e caixas d’água - Outro depósito importante que corresponde a 17% dos criadouros são os locais de armazenamento de água para consumo humano como as cisternas e caixas d'água.

Ações - Com ações simples de remoção, proteção, limpeza e destinação adequada de resíduos sólidos, é possível evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo AQUI.

FOTO: Pixabay

 


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