Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5267 | 24 de Fevereiro de 2022

RAMO CRÉDITO: Cenário consolidado de 2021 mostra aumento de mais de 12% no número de cooperados no PR

ramo credito 24 02 2021Presentes em 91,2% do território paranaense, as cooperativas de crédito se destacam por concentrarem o maior número de cooperados no Estado, representando 91% do quadro social total. E, a cada ano, o ramo registra mais associados, atingindo 2.501.211 milhões somente em 2021, o que representa um crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior, quando eram 2.224.547 milhões de cooperados. No Brasil, o cooperativismo de crédito congregava no ano passado 14.276.046 de cooperados, ou seja, um incremento de 1.921.022 de cooperados em relação ao 2020, representando crescimento de 15,5%. O Paraná é o terceiro estado brasileiro com maior quadro social dentro do ramo, atrás de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As informações constam no levantamento feito pela Coordenação de Monitoramento do Sescoop/PR, com os dados consolidados de 2021 do ramo crédito.

Número de cooperativas - O documento mostra ainda que, em âmbito nacional, de dezembro de 2020 para dezembo de 2021, o cooperativismo de crédito passou de 883 cooperativas país, para 853, representando uma redução de 3,4%. O cooperativismo de crédito brasileiro atingiu o montante de R$ 265,8 bilhões em volume de créditos concedidos ao final de 2021, sendo 30,1% maior em comparação a dezembro de 2020. O Estado do Paraná representa 18,3% deste montante e é o segundo estado da federação em relação a esta consolidação.

Depósitos - No país, a carteira de depósitos cresceu 17,54% de dezembro de 2020 para dezembro de 2021 chegando a R$ 257,9 bilhões, dos quais 19,2% têm origem nas cooperativas paranaenses. De forma consolidada, as cooperativas paranaenses representam o segundo maior montante em depósitos entre as unidades da federação.

Composição - No Paraná, o cooperativismo de crédito é composto por:

- 15 cooperativas do Sistema Cresol, sendo14 singulares, mais uma central;

- 14 cooperativas do Sistema Sicoob, sendo 13 singulares, mais uma central;

- 25 cooperativas do sistema Sicredi, sendo 24 singulares, mais uma central;

- 4 cooperativas do Sistema Uniprime, sendo 3 singulares, mais uma central;

- 4 cooperativas independentes rurais e

- 5 cooperativas independentes urbanas.

Mais - O faturamento acumulado do ramo crédito no Paraná, ao final de 2021, chegou a R$ 10,2 bilhões, sendo 30,34% superior ao mesmo período de 2020. Seguindo esta tendência, o ramo tem potencial para fechar o ano de 2022 com faturamento próximo a R$ 11 bilhões. O volume da carteira de crédito das cooperativas de crédito paranaenses, cresceu 36,8% entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021, chegando ao montante de R$ 49,5 bilhões. Já a carteira de depósitos teve incremento de R$ 6,3 bilhões no ano, sendo o crescimento de 16,3%. O montante de depósitos ao final do exercício era de R$ 45,11 bilhões. O total de ativos das cooperativas de crédito do estado chegou a R$ 93,5 bilhões ao final de 2021, sendo 11,7% maior que o mesmo período de 2020.

Clique aqui e confira na íntegra o cenário consolidado do cooperativismo de crédito de 2021

 

TPBS: Portfólio divulga cooperativas do ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços

tbps destaque longo 24 02 2022As cooperativas do ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS) registradas no Sistema Ocepar oferecem serviços ao mercado de trabalho de forma conjunta e solidária, em diversas áreas de atuação. E, para apoiar e divulgar esse segmento, o Sistema Ocepar produziu um portfólio contendo as principais características de cada cooperativa, endereço e contato, para facilitar o acesso e a contratação. Clique aqui e confira a publicação.

As cooperativas - Segundo resultados preliminares de 2021, as 14 cooperativas paranaenses que atuam neste ramo são formadas por mais de 7.500 cooperados, com faturamento aproximado de R$ 270,5 milhões. Entre elas, estão a Academia de Línguas do Paraná, de Curitiba; Biolabore - Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná, de Santa Helena; Coopermais - Cooperativa de Trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural, de Francisco Alves; Cooptur - Cooperativa Paranaense de Turismo, de Carambeí; Pluricoop - Cooperativa de Trabalho de Executivos em Gestão e Treinamento, de Maringá; Ticoop Brasil - Cooperativa dos Profissionais em Tecnologia da Informação, de Colombo; Unicampo - Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Agronomia Ltda, de Maringá; Cooperacom - Cooperativa de Desenvolvimento d Comunicação, de Curitiba; Cooperactiva - Cooperativa de Trabalho dos Consultores Bancários e Ex-bancários de Curitiba e Região, de Curitiba; Cooperadi - Cooperativa de Trabalho de Profissionais em Radiologia do Paraná, de Curitiba; Coopersergem - Cooperativa de Trabalho dos Movimentadores de Cargas de Maringá, de Maringá; Coopport - Cooperativa de Trabalho Portuário do Brasil, de Paranaguá; Intercoop - Cooperativa Interdisciplinar de Serviços Técnicos Ltda, de Curitiba, e a Macuco - Maringá Cultural Cooperativismo, de Maringá.

Características - As cooperativas do ramo TPBS se destinam à prestação de serviços especializados a terceiros ou à produção em comum de bens. Além de transformarem trabalhadores em empreendedores, unem o capital (posse dos bens de produção) à mão de obra. Como organizações cooperativas, não visam ao lucro, mas à melhoria da qualidade do trabalho e da remuneração de todos. O cooperativismo de trabalho, produção de bens e serviços é o caminho para profi­ssionais de perfil empreendedor.

PEC 110/2019 I: Senadores defendem definição do ato cooperativo na reforma tributária

pec 24 02 2022Os senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS), Esperidião Amin (PP-SC), Lasier Martins (Podemos-RS) e Nelsinho Trad (PSD-MS) declararam, nesta quarta-feira (23/02), apoio à inclusão da definição do adequado tratamento tributário do ato cooperativo na Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Tributária (PEC 110/2019). A definição do ato cooperativo busca o reconhecimento das especificidades do modelo de negócios do setor e garante que a fixação da incidência de impostos recaia onde de fato ocorre a riqueza.

Equânime - “É preciso resguardar que a tributação incidente sobre as cooperativas e seus cooperados seja equânime em relação a outras sociedades. Cooperativas não visam lucro e suas sobras retornam aos seus associados. É injusto, portanto, tributar a figura da cooperativa”, afirmou Lasier Martins, líder do partido e membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), acrescentando que o “cooperativismo é um instrumento de promoção do desenvolvimento econômico e social. Não só dos seus membros, mas das comunidades”.

Tratamento diferenciado - O senador destacou ainda que o artigo 146, inciso III, alínea C da Constituição Federal institui o tratamento diferenciado ao ato cooperativo, mas não define sua abrangência. “Em decorrência, existem atualmente diferentes leis e portarias para cada tipo de cooperativa, cada tipo de imposto. Precisamos aproveitar a Reforma Tributária para definir a abrangência do ato cooperativo. Caso contrário, todos esses atos normativos ora em vigor vão acabar caindo e o setor será prejudicado”.

Demanda antiga - Nelsinho Trad, que também é membro da Frencoop, lembrou que a definição do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo é uma demanda antiga do setor e que o Senado tem agora a oportunidade de atender. “Acredito que devemos aproveitar a Reforma Tributária para dar esse reconhecimento aguardado há tanto tempo pelo sistema cooperativo”, ressaltou.

Apoio - Os senadores Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Esperidião Amim (PP-SC) já haviam declarado apoio à inclusão da definição do adequado tratamento tributário do ato cooperativo no texto da Reforma Tributária quando a proposta chegou ao Senado e reiteraram seu posicionamento. “Nosso objetivo é garantir que as especificidades do modelo de negócio cooperativista sejam reconhecidas e respeitadas. O que se busca é um regime justo, democrático e sem diferenciação com as demais categoriais”, explicou Amim, outro integrante da Frencoop.

Neutralidade tributária - Para Heinze, vice-presidente da Frencoop, manter a neutralidade tributária das cooperativas nas cadeias econômicas das quais participam é fundamental para que possam atuar no mercado em harmonia com os demais modelos de negócio existentes. “Não nos parece razoável que a reforma tributária, que busca simplificar a apuração e a arrecadação dos tributos, acabe por acarretar um aumento da carga tributária ou traga uma situação mais gravosa às cooperativas, ferindo o princípio da isonomia, indispensável entre contribuintes”.

Parecer - O parecer do relator da matéria, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), foi lido na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (23/02), mas a discussão e votação da proposta foi adiada por pedido de vista coletiva e deve ser retomada na semana seguinte ao Carnaval.

Pedido de apoio - Em ofício encaminhado aos senadores na terça-feira (22/02), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) solicitou apoio dos parlamentares à inclusão da definição do adequado tratamento tributário do ato cooperativo na Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Tributária (PEC 110/2019). O texto alerta para o perigo de a proposta em análise na (CCJ) permitir mudanças nas atuais conquistas legislativas e judiciais que evitam a dupla tributação, com a incidência de impostos tanto para as cooperativas quanto para os cooperados.

Conceituação exata - “Sem a definição das bases do tratamento tributário ao ato praticado pelas cooperativas, a PEC 110, que traria justiça social, afetará negativamente um dos modelos de negócios que mais democratizam a renda. O adequado tratamento tributário ao ato cooperativo nos foi garantido pelo constituinte, mas sua exata conceituação precisa ser definida, para garantir a competitividade e segurança jurídica, a fim de que as cooperativas possam continuar contribuindo com a democratização da renda e desenvolvimento do país”, afirma o documento encaminhado aos senadores. (Sistema OCB)

FOTO: Marcos Oliveira / Agência Senado

 

PEC 110/2019 II: Relator da reforma tributária apresenta à CCJ novas alterações ao texto

pec II 24 02 2022Nova análise de emendas sugeridas à proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, referente à reforma tributária, levaram o relator da matéria, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), a apresentar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (23/02), sua complementação de voto. Entre as principais alterações ao relatório inicial está a duplicação do período de transição dos atuais tributos para o Imposto de Bens e Serviços (IBS), para estados e municípios, anteriormente prevista em 20 anos e agora fixada em 40.

Vista coletiva - Após a leitura do novo texto pelo relator, foi concedida vista coletiva, com o compromisso do presidente do colegiado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), de colocar a matéria em discussão e deliberação após a semana do Carnaval.

Melhor alternativa - Ao destacar a presença na reunião de secretários estaduais de Fazenda (de ES, GO, MG, MT, PE e CE), além de prefeitos e representantes de entidades interessadas, Roberto Rocha afirmou que “tem estudado incessantemente o assunto, sempre com o firme propósito de oferecer a melhor alternativa possível, que combine a melhor técnica com o atendimento dos anseios dos diversos segmentos da sociedade”.

Convergência - “Há uma convergência dos três níveis de governo, pela primeira vez na história, além dos segmentos produtivos, cuja grande maioria apoia esta proposta” disse o relator, ao destacar as 214 emendas analisadas — e mais três recém-apresentadas —, das quais 41 foram acatadas total ou parcialmente.

Preocupações - Apesar de a matéria não ter sido debatida, alguns senadores já manifestaram preocupações, em especial com relação a compensações para seus estados e regiões.

Atenção especial - A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que a “mãe” de todas as reformas precisa ser enfrentada mesmo depois de duas décadas de atraso. “É uma reforma que requer uma atenção muito especial. Nós estamos mudando, de forma muito radical, o sistema tributário brasileiro, especialmente a forma de tributar e que estado vai ter, dentro do bolo tributário, maior participação nessa receita. Eu preciso ter segurança de que os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão, pelo menos no período de transição, essa proteção, que significa proteger as pessoas que moram nesses estados.”

Incentivos fiscais - O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) questionou o fato de o relator não querer tratar dos incentivos fiscais. “Eu não posso contrariar os interesses superiores do meu estado nem da minha região. Se vamos votar uma reforma tributária, nós temos que definir quais são os incentivos regionais que vão prosseguir ou não.”

Posicionamento - Da mesma forma, o senador Omar Aziz (PSD-AM) se posicionou. “Vários governos, desde Sarney, Collor, outros presidentes tentaram fazer a reforma tributária e não conseguiram. Talvez a gente consiga fazer essa reforma tributária, que é importante para o Brasil. Mas há questões aqui que afetam diretamente a economia do meu estado, e a minha atenção maior é sobre isso.”

Propostas - Propostas do relator da PEC 110/2019, senador Roberto Rocha:

• Modelo do Imposto de Valor Agregado (IVA) Dual: IVA Federal (Contribuição sobre Bens e Serviços — CBS) + IVA Subnacional (Imposto sobre Bens e Serviços — IBS)

• Transição de sete anos para a adoção definitiva do IBS

• Transição de 40 anos para implantação completa do IBS por estados e municípios, com mecanismo de compensação entre os entes federativos

• Fundo de Desenvolvimento Regional financiado exclusivamente por recursos do IBS

• Manutenção e garantia do tratamento favorecido da Zona Franca de Manaus

• Manutenção do tratamento diferenciado para o Simples Nacional

• Regimes diferenciados para setores com modelo peculiar de apuração de tributos (como, por exemplo, combustíveis e fumo)

• Regimes favorecidos devem ser definidos por lei complementar

• Prazo de transição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o Imposto Seletivo (IS) deve ser definido por lei ordinária

Imposto de Bens e Serviços (IBS) - O IBS é um dos dois impostos previstos na instituição de um modelo dual do imposto sobre valor adicionados (IVA). O IBS é resultado da fusão ICMS (estadual) e o ISS (municipal), para estados e municípios, e comporá o IVA Subnacional.

Mais alterações - Em novo texto, a questão do IBS foi a que mais sofreu alterações com relação ao relatório inicial. O relator definiu que a transição do IBS agora se dará em duas etapas: a primeira, referente aos 20 anos iniciais, terá parcela da receita do IBS distribuída de forma que os entes federativos mantenham a atual receita, com correção pela inflação. Nas décadas seguintes, a parcela da receita do IBS que repõe a receita real de cada ente será reduzida progressivamente.

Destinação - Outra alteração foi a destinação de 3% da parcela da receita do IBS distribuído pelo destino para mecanismo de compensação. A eliminação gradual desse mecanismo, a partir do fim da transição, deverá ser disposto por lei complementar.

Implantação - O IBS começará a ser implantado no ano em que for regulamentado pelo conselho federativo se as regras forem publicadas até 30 de junho, ou no ano seguinte, se publicadas depois.

Legislação única - Esse imposto também terá uma legislação única para todo o país, exceto a alíquota, que será fixada por cada ente federativo. Para Roberto Rocha, “é importante que a legislação seja única para evitar o cipoal de regras atualmente existentes”.

Incorporação - “Incorporei a proposta do substitutivo da Comissão Mista da Reforma Tributária de cada ente da federação fixar sua própria alíquota do IBS. Tanto na PEC 110, quanto no parecer e complementação de voto que havia apresentado, a alíquota seria única para estados e municípios. Minha mudança de posicionamento decorre da percepção de que a alíquota única, imposta a todos os entes da federação, além de potencialmente ferir sua autonomia, seria ineficiente.”

Unificação - Já a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) unifica os tributos federais (IPI, Cofins e Cofins-importação, PIS e Cide-combustíveis), arrecadados pela União e formará o IVA Federal. A CBS deverá ser criada também por lei complementar e incidirá sobre todas as operações com bens e de prestação de serviços, e também sobre as importações.

Regimes diferenciados - Segundo Roberto Rocha, os regimes diferenciados não devem estar na Constituição. A lei complementar deverá criar tributação específica para operações com combustíveis, lubrificantes e produtos do fumo, serviços financeiras e operações com bens imóveis, que poderão ser taxadas uma única vez. Isso também será feito com relação à prestação de serviços financeiros. Para o relator, há dificuldade de se tributar pelo regime padrão de débito e crédito operações como o spread bancário (diferença entre o valor pago na captação de dinheiro e o cobrado nas operações de crédito).

Impacto - Para amenizar o impacto da reforma, como o aumento de preços, sobre setores importantes do ponto de vista social, a PEC autoriza que a lei complementar crie regimes diferenciados com isenção ou adoção de alíquotas reduzidas, devolução total ou parcial do imposto ou ainda alteração nas regras para creditar o contribuinte.

Setores beneficiados - Os setores beneficiados pela PEC 110 seriam o agropecuário, agroindustrial, pesqueiro, florestal e educacional; o de saúde e medicamentos; o de transporte público; e as entidades de assistência social. Também haverá regime diferenciado e com imposto menor para as compras governamentais, a Zona Franca de Manaus, as zonas de processamento de exportação (ZPEs) e as empresas optantes do Simples.

Fundo de Desenvolvimento Regional - O relator propõe a criação do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), também por lei complementar, a ser custeado exclusivamente com um percentual das receitas do IBS, que deve variar em função do aumento real da arrecadação, não podendo exceder 5%. Temporariamente, caso o crescimento real da receita do IBS seja muito baixo, o FDR poderá receber 5,8% do imposto.

Aplicação - Os recursos do FDR serão aplicados em projetos de infraestrutura, qualificação de trabalhadores, conservação do meio ambiente, inovação e difusão de tecnologias e estímulo ao setor produtivo com alto potencial de geração de emprego e renda. A lei complementar definirá a distribuição dos recursos, desde que 30% sejam destinados aos municípios e 10% para investimentos em infraestrutura nos estados exportadores de produtos primários.

Prioridade - Em nova alteração, o substitutivo define que, até 2032, os recursos do fundo serão aplicados prioritariamente na manutenção da competitividade das empresas que receberam benefícios fiscais de ICMS.

Recolhimento - A lei complementar, segundo Roberto Rocha, precisará prever que o contribuinte só passará a dever o IBS no momento em que receber o pagamento pela venda do produto ou serviço, e não na concretização da transação, independentemente de pagamento, como ocorre hoje. Esse novo entendimento permitirá o uso de mecanismos automáticos de retenção do imposto e a centralização da arrecadação.

Condição - Outra mudança importante é que a lei complementar poderá condicionar a compensação de créditos tributários ao pagamento do imposto devido, o que, junto com a retenção automática, deve resultar em enorme redução da sonegação e da inadimplência, viabilizando, ainda segundo o relator, a redução das alíquotas do IBS.

Saldo credor - Com o novo sistema, o saldo credor dos contribuintes, depois de usado para pagar os seus débitos, ficará retido no Conselho Federativo do IBS e não será repassado aos governos locais. Esse mecanismo cria uma garantia absoluta de devolução dos créditos acumulados em um prazo bastante curto, que será definido na lei complementar.

Imposto Seletivo - O Imposto Seletivo (IS) substitui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e incidirá sobre a produção, importação e comercialização de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, esta última uma das maiores novidades da reforma. Mas o novo tributo não taxará as exportações desses bens e serviços.

IOF e salário-educação - Já IOF e salário-educação ficam como estão porque Roberto Rocha considerou que a alíquota da CBS teria que ser muito alta para substituir também esses dois tributos.

Regulamentação - O IS será regulado e arrecadado pela União e partilhado com estados, Distrito Federal e municípios, seguindo os critérios atuais do IPI. Suas alíquotas serão definidas por uma lei ordinária, mas poderão ser alteradas pelo Executivo, dentro dos limites dessa lei.

Definições - A lei definirá também o prazo e as condições para a extinção do IPI. Segundo o relator, não há prazo para a extinção do imposto, pois pode ser necessário mantê-lo sobre alguns produtos para uma transição suave nas empresas da Zona Franca de Manaus. A lei complementar definirá participação do estado na arrecadação do IBS decorrente das operações e prestações interestaduais originadas na Zona Franca de Manaus, sem prejuízo do princípio do destino.

Proibição - Mas a PEC proíbe a cobrança de IPI sobre os produtos sujeitos ao IS e também uma arrecadação do IS maior que a redução da receita do IPI, o que manterá a mesma carga tributária, estima Roberto Rocha. (Agência Senado)

FOTO: Edilson Rodrigues / Agência Senado

 

TRANSPORTE: Ramo realiza primeira reunião do Conselho Consultivo em 2022

transporte 24 02 2022O Conselho Consultivo do Ramo Transporte realizou, na terça-feira (22/02), sua primeira reunião do ano. O objetivo principal foi a definição do plano de ação a ser desenvolvido em 2022 e os temas relevantes que devem continuar a serem tratados para garantir o aprimoramento das atividades desenvolvidas pelas cooperativas que atuam no setor.

MBA - Um dos destaques da pauta foi o anúncio do lançamento do MBA em Gestão Estratégica em Sociedades Cooperativas de Transporte para dirigentes, gestores e profissionais do ramo. O curso é uma parceria da PUC Minas, da Faculdade Unimed e da Federação Nacional das Cooperativas de Transportes (Fetranscoop), e, por meio da aprovação do projeto, o Sescoop vai disponibilizar 40 vagas aos interessados.

Ministério - A reunião também contou com a presença de Gabriel Valderrama, coordenador de projeto do Ministério da Infraestrutura, que falou sobre as perspectivas da Pasta para o transporte rodoviário de cargas e o Decreto de Regulamentação da Lei 14.206/2021, que instituiu o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e) para geração e emissão prévias obrigatórias à execução da operação de transporte de carga em território nacional.

Mais participações - Representantes da Secretaria de Fazenda do Mato Grasso e o coordenador nacional na Sefaz também estiveram presentes para construção de ações que visem mitigar problemas de acesso às informações de conclusão dos processos de reconhecimento e registro de faturamento das transportadoras que figuram como subcontratadas, bem como de seus cooperados, no que diz respeito a emissão dos conhecimentos de transporte (CT-e).

Eventos - Em relação aos eventos do ramo, o conselho decidiu, por enquanto, manter o Seminário Nacional do Ramo Transporte, a ser realizado no segundo semestre, no formato on-line. Consta ainda no plano e está em processo de avaliação de viabilidade, no final do ano, uma missão internacional de estudos para os dirigentes de cooperativas do setor aprofundarem conhecimentos, trocarem experiências e descobrirem novas práticas que contribuam para a evolução de suas atuações. A escolha do país de destino da missão será feita nas próximas reuniões do conselho.

20 anos - Ações para celebrar os 20 anos do Ramo Transporte também foram discutidas, bem como um estudo para a criação de um manual para esclarecer dúvidas sobre a contratação de cooperativas de transporte e de um portfólio nacional de serviços prestados pelas cooperativas do setor. A adoção de estratégias de intercooperação com os segmentos Crédito e Saúde para criação de linhas de crédito e planos de saúde para os cooperados encerrou os pontos abordados na reunião. (Sistema OCB)

 

CREDICOAMO: Cooperativa tem ativo total administrado de R$ 4,33 bilhões e sobra líquida de R$ 113,42 milhões

A Credicoamo Crédito Rural Cooperativa realizou, na manhã desta quinta-feira (24/02), a 32ª Assembleia Geral Ordinária (AGO). Pelo segundo ano consecutivo, a AGO foi no formato virtual, transmitida ao vivo da sede administrativa da cooperativa, em Campo Mourão (PR). Os associados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul participaram por meio de uma plataforma digital, onde votaram e aprovaram os números referentes ao exercício de 2021.  

Crescimento - O desempenho financeiro da Credicoamo no exercício de 2021 apresentou um crescimento de 27,54% na receita global, resultado de 11.681 operações de crédito, no montante de R$ 2,25 bilhões. O Ativo Total Administrado e Patrimônio Líquido, atingiu o montante de R$ 4,33 bilhões, representando um crescimento de 12,65%, e o patrimônio líquido de R$ 966,85 milhões, representando uma evolução de 13,10%, em relação ao ano de 2020. A sobra líquida e o lucro líquido gerados pelos produtos e serviços foram de R$ 113,42 milhões.

Desafios - “Tivemos grandes desafios, que exigiram da estrutura da Credicoamo flexibilização e adequações às situações que se apresentavam, seja pela continuidade da pandemia do coronavírus ou pela frustação do milho segunda safra, impactando na economia e nas atividades e operações da Credicoamo”, diz o presidente do Conselho de Administração da Credicoamo, José Aroldo Gallassini. Ele acrescenta que a pandemia colocou restrições de atendimento presencial e a frustação do milho segunda safra, demandou atendimento diferenciado e orientativo aos associados. “Essa situação foi amplamente superada pela percepção e compreensão dos associados sobre o trabalho que a Credicoamo estava realizando”, frisa Gallassini.

Segurança - De acordo com o presidente Executivo da Credicoamo, Alcir José Goldoni, mesmo diante deste cenário, a Credicoamo buscou alinhar inovações, crescimento sustentável, expansão e abertura de novas agências, além de constantes novidades no portfólio de produtos e serviços aos associados. “Nesse contexto, a compreensão e a participação ativa dos associados geraram o alicerce e a segurança para o crescimento que a Credicoamo vem apresentando. Com o sentimento de pertencimento dos associados, que estão, cada vez mais, transformando a sua cooperativa de crédito em seu domicílio financeiro, o ano se apresentou como o melhor ano da Credicoamo.”

Sistema Ocepar - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, prestigiou a 32ª Assembleia Geral Ordinária da Credicoamo. Ricken disse da preocupação do cooperativismo com a situação atual enfrentada pelo setor agropecuário e as reivindicações apresentadas ao governo federal.

Exemplo - Ele elogiou o trabalho da Credicoamo e o resultado do exercício 2021 aprovado pelos associados. “Esse modelo de integração entre o crédito e a agropecuária praticado pela Credicoamo e Coamo é um bom exemplo."

Transformação - O presidente da Ocepar destacou a importância do cooperativismo como instrumento de transformação das pessoas e comunidades. " A vida é a gente que transforma é uma frase que os cooperados conhecem bem e para isso acontecer, a nossa missão é organizar economicamente os cooperados para que tenham renda e as condições de vida melhor, para não depender do governo. Sozinho não conseguiremos isso, mas com cooperação e junto com o cooperativismo. A soma da Credicoamo e a Coamo fazem com que o cooperativismo seja cada vez mais forte."

Fatos relevantes - Entre os fatos relevantes que ocorreram no exercício de 2021, destacam-se: Lançamento da LCA – Letra de Crédito do Agronegócio; credenciamento junto à Secretaria do Tesouro Nacional – Ministério de Estado da Economia, para o financiamento com juros equalizáveis; lançamento da nova identidade visual da marca e do novo slogan; novo site da Credicoamo; abertura de três novas agências no Paraná – Barbosa Ferraz, Cruzmaltina e Iretama; credenciamento junto ao BNDES para operacionalizar seus programas de financiamentos.

Associados e funcionários - A Credicoamo teve em 2021 um total de 2.257 novos associados admitidos, representando um crescimento de 10,79%. O quadro social encerrou o ano com 22.768 associados e 358 funcionários.  

Agradecimentos - “As ações diárias de todos os associados, conselheiros, diretores, funcionários, instituições financeiras, parceiros e da Coamo é que fazem a Credicoamo continuar crescendo. O nosso reconhecimento e agradecimento a todos. A nossa gratidão a Deus por conduzir os caminhos da nossa cooperativa. Contamos com o espírito cooperativista e com a parceria fundamentada no desenvolvimento de todos, para a continuidade do crescimento da Credicoamo”, comente José Aroldo Gallassini. (Imprensa Coamo)

{vsig}2022/noticias/02/24/credicoamo/{/vsig}

SICREDI UNIÃO PR/SP: Alunos do Iles participam de oficina de educação financeira

sicredi uniao 24 02 2022As atividades de alunos do Iles – tradicional escola em Londrina (PR) especializada na educação de surdos e deficientes auditivos – na manhã da última segunda-feira (21/02) teve um gostinho especial. Cerca de 30 estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio participaram da Oficina de Educação Financeira ministrada em libras pelos colaboradores da Sicredi União PR/SP, Bruno Lins, assistente de relacionamento; e Luiz Henrique Gongora, assistente de serviços na área de Conta Corrente.

Planejamento - A oficina veio ao encontro do planejamento da escola, que este ano introduziu a disciplina de Educação Financeira para os alunos do ensino médio da escola. “O deficiente auditivo acaba sendo protegido pelos pais e não têm muitas oportunidades de lidar com dinheiro e esse conhecimento faz falta para que sejam inseridos no mercado de trabalho”, comenta a diretora do Iles, Doralice Dias da Silva.

Estímulo - Para a presidente do instituto, Ivany Vaquero, a atividade oferecida pela Sicredi União PR/SP foi muito importante para estimular os alunos e também como reforço para a disciplina introduzida na grade curricular.

Atendimento - O Iles, criado em 1959, atende crianças de zero ano até o final do ensino médio e hoje conta com 65 alunos. É a única escola bilingue do interior do Paraná, com aulas em português e em libras. “A outra escola bilingue fica em Curitiba”, comenta a presidente Ivany Vaquero, que se orgulha de ter ex-alunos trabalhando em empresas no Brasil e no experior, como na França e na Alemanha. Além de alunos surdos (sem audição), o instituto atende também deficientes auditivos (com perda leve ou moderada da audição) e os que passaram por implante coclear.

Libras - Presente à abertura da oficina, a gerente Regional da Sicredi União PR/SP, Carla Sonoda, destacou que a cooperativa oferece atendimento em libras para associados que necessitam do serviço. Também a gerente da agência Santos Dumont, em Londrina, Vânia Pereira prestigiou a abertura do evento. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

FRÍSIA: A convite da cooperativa, comitiva com autoridades do Tocantins participa do Show Tecnológico de Verão

frisia 24 02 2022Presente no Tocantins desde 2016, a Frísia quer estimular que mais cooperados no Paraná invistam em áreas no Norte do Brasil. Para isso, convidou uma comitiva com cerca de 15 pessoas do Tocantins para expor os benefícios e a estrutura que o Estado disponibiliza para a produção agropecuária. A Frísia conta com um estande exclusivo sobre o assunto no Show Tecnológico Verão da Fundação ABC, que completa 25 anos em 2022.

Abertura - Na abertura oficial do Show Tecnológico, estiveram autoridades convidadas, a diretoria da Fundação ABC e da Frísia, representada pelo presidente Renato Greidanus. O vice-governador do Paraná, Darci Piana, e a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, estiveram no estande da cooperativa no primeiro dia do evento, nesta quarta-feira (23/02).

Convidados - De acordo com o gerente de Estratégia e Inovação da Frísia, Auke Dijkstra, entre os convidados do Tocantins estão o secretário de Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Jaime Café; o secretário de Indústria, Comércio e Serviços (Sics), Carlos Lima; o diretor de sustentabilidade no agronegócio da Seagro, Corombert Leão de Oliveira; o prefeito de Paraíso do Tocantins, Celso Morais; a coordenadora comercial do Entreposto em Paraíso do Tocantins, Erica Lima; entre outros colaboradores da cooperativa.

Primeiro município - O primeiro município que a Frísia se instalou no Tocantins, em 2016, foi Paraíso, que hoje conta com um amplo entreposto de recebimento de grãos e um Campo Demonstrativo e Experimental (CDE) em parceria com a Fundação ABC. Este ano, a cooperativa também inaugura outro entreposto, no município de Dois Irmãos do Tocantins.

Estande exclusivo - “Temos um estande exclusivo para que os participantes da comitiva possam explanar sobre as potencialidades do Estado, os benefícios em investir na região, os serviços que a Frísia fornece e tirar todas as dúvidas. Será possível também agendar visitas no Tocantins e contato com corretores de terras da região”, explica o gerente de Estratégia e Inovação da Frísia.

Benefícios - Tocantins é a mais expressiva fronteira agrícola do Norte do País, com áreas comercializadas a preços competitivos, além do Estado ter condições climáticas bem definidas e entrepostos estratégicos da Frísia para escoamento de safras locais, que são todas voltadas para a exportação.

Nova - “É uma fronteira agrícola nova, com possibilidade de expansão dos negócios dos cooperados, com um custo de terra menor comparado ao Paraná. Também tem a segurança de ter a nossa cooperativa lá, o que garante o recebimento e a comercialização dos grãos, a programação de recebimento de insumos, assistência técnica profissional e atuante, pesquisa e desenvolvimento”, destaca Dijkstra.

Pesquisas - O CDE em Paraíso conta com pesquisas para o aumento da produtividade na região, com identificação das cultivares ideais. Outra vantagem são as parcerias com empresas do segmento para melhorar a competitividade, segurança na comercialização da produção e uma cadeia de gado de corte em desenvolvimento.

Áreas - As áreas indicadas para os cooperados interessados em investir na região seriam em um raio de 100 km dos entrepostos, para garantir competitividade na logística para o escoamento das safras.

Expansão - Em 2016, quando a Frísia se instalou no Tocantins, foi identificada na região a possibilidade de expansão agrícola, o que não era possível no Paraná, e promover um novo movimento para a sucessão familiar. Agora, oferece aos atuais e futuros cooperados uma alternativa para continuar ampliando seus negócios.

Sementes Batavo - Além do estande exclusivo ao Tocantins, a Frísia tem outro voltado à Sementes Batavo, marca da cooperativa para a produção de sementes com alto nível de germinação, arranque, estrutura e qualidade da planta. No estande, estão presentes a equipe de representantes técnicos de vendas da marca e profissionais das áreas de produção de sementes do campo e da indústria. Está sendo apresentado o portfólio completo de sementes de verão para a safra 2022/2023 e as unidades instaladas, também visando a busca por novos parceiros.

O Show - Em 2022, o Show Tecnológico Verão realizado pela Fundação ABC completa 25 anos. A atual edição acontece nesta quarta e quinta-feira (23 e 24/02), no CDE Ponta Grossa, seguindo todos os protocolos de segurança. O uso de máscara será obrigatório.

Inscrição - A inscrição é realizada somente pela internet, no site www.showtecnologicoabc.org, para agilizar a entrada no evento, sem aglomeração.

Empresas - Além das apresentações da Fundação ABC, 55 empresas estão presentes no evento, que acontece das 8h às 17h, com entrada livre para todos os públicos se prepararem para a próxima safra de verão. No mesmo site, pode ser conferido os temas que serão apresentados pelos setores de pesquisa da fundação e as empresas participantes.

SERVIÇO

25º Show Tecnológico Verão

Data: 23 e 24 de fevereiro (quarta e quinta)

Horário: 8h às 17h

Local: Campo Demonstrativo e Experimental da Fundação ABC

             Rodovia PR-151, KM-315

             Ponta Grossa (PR)

             Entrada gratuita

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Em 2025, a Frísia completa um século de história. A cooperativa é a mais antiga do Paraná e segunda do Brasil, e tem como valores Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). Com unidades no Paraná e Tocantins, em 2020 produziu 283 milhões de litros de leite, 832.765 toneladas de grãos e 28.063 toneladas de suínos, resultado do trabalho de 895 cooperados e 1.119 colaboradores. Para promover o crescimento nos próximos cinco anos, a Frísia desenvolveu o planejamento estratégico “Rumo aos 100 Anos”, um conjunto de propostas que visa aumentar a produção agropecuária e os investimentos com outras cooperativas e em unidades próprias. O planejamento da Frísia foi desenhado sob seis perspectivas principais: Sustentabilidade, Gestão, Mercado, Pessoas, Financeiro e Cooperados. Assim, seguirá a missão da cooperativa, que é disponibilizar produtos e serviços para gerar resultado sustentável a cooperados, colaboradores e parceiros. Saiba mais em frisia.coop.br. (Imprensa Frísia)

 

COOPAVEL: Suinocultores destaques de 2021 são premiados

coopavel 24 02 2022O setor de Fomento de Suínos da Coopavel encontrou uma maneira de reconhecer o trabalho e o talento dos cinco melhores criadores integrados de 2021. Cada um deles recebeu um troféu personalizado e eletrodomésticos.

Reconhecimento - O gerente da área de Suínos, Genézio Garbin, diz que esse reconhecimento é importante para a atividade, aos integrados e à cooperativa. “Estamos reconhecendo o esforço de cada um deles de, com o máximo de atenção, seguir todas as recomendações técnicas e cuidados para extrair o melhor de cada lote”.

Estímulo - O objetivo da premiação é colocar em destaque os melhores do ano e estimular os outros criadores a buscar melhorias contínuas em seus resultados, diz o médico veterinário Gustavo Bernart. “Essa é uma forma de agradecer aqueles que se empenham em sempre tornar ainda mais robustos os seus índices e resultados dentro da cooperativa”, acrescenta o veterinário Abraão Barbosa Gonçalves.

Os melhores - Os suinocultores que alcançaram os melhores resultados em 2021, na Coopavel, foram: Adelar Renato Arenhardt, de Santa Tereza do Oeste; Sirlene Polis Leão, de Cascavel; Leonir Luiz Arenhart, de Santa Tereza do Oeste; José Bordignon, de São José das Palmeiras, e Claudinei Zorzi, de Três Barras do Paraná.

Principal fonte - Com mais de dez anos dedicados à atividade, Adelar Arenhardt é dono de uma pequena propriedade rural em Gramadinho, no interior de Santa Tereza do Oeste. A suinocultura é a principal fonte de receitas do agricultor, que possui dois barracões medindo, cada, 130 metros de comprimento por 12 metros de largura. Ele aloja três mil animais por lote.

Bons resultados - A qualidade da ração, o bem-estar animal, a assistência técnica e a genética são fatores imprescindíveis para obter bons resultados na atividade, conforme Adelar. “O atendimento técnico assegurado pela Coopavel é um elo indispensável para a produção de alta performance. A assistência une integradora e integrado, trazendo informações que atualizam conhecimentos do criador em ralação a novas tecnologias e medicamentos”, segundo Adelar. (Imprensa Coopavel)

 

COCAMAR: Boas surpresas na viagem do Rally ao extremo Noroeste

cocamar 24 02 2022Entre as regiões mais quentes do Paraná, o extremo noroeste, com seu solo de predominância arenosa, tem ainda a fama de receber baixos níveis de precipitação. Num período de prolongado déficit hídrico e temperaturas muito elevadas, como a deste ciclo 2021/22, não poderia dar outra: as lavouras de soja refletem as perdas acentuadas que estão sendo comuns em grande parte do estado.

Médias irrisórias - De acordo com a Cocamar, que mantém unidades de atendimento em vários municípios do extremo noroeste, como Nova Londrina, as primeiras colheitas estão registrando uma média ao redor de 15 sacas por alqueire (6 sacas/hectare).

Viável - Isto, no entanto, não é uma regra geral: em diversas propriedades, o avanço de modernas estruturas de irrigação está viabilizando a agricultura, sem dizer que a adoção de práticas agrícolas que conseguem reter umidade no solo, também está fazendo a diferença.

Surpresas - Durante esta semana, o Rally Cocamar de Produtividade passou por Diamante do Norte, vizinho a Nova Londrina, e foi também a Guairaçá, perto de Paranavaí. No caminho, boas surpresas.

Expectativa - A primeira delas em Diamante do Norte, onde o produtor e engenheiro agrônomo Luiz Noboru Ishikawa, que há dez anos cultivou as primeiras lavouras de soja na região, está na expectativa de fazer uma colheita bastante razoável, diante das atuais circunstâncias. Em 240 alqueires (580,8 hectares), semeados no início de novembro, ele projeta uma média entre 100 e 120 sacas (41,6 a 49,5/hectare).

Rotação - Noboru faz a rotação de soja com mandioca, cultivada em 25 alqueires (60,5 hectares). Após o ciclo dessa cultura, que leva dois anos, ele entra com a oleaginosa por seis a oito anos seguidos - seus solos apresentam 30% de teor de argila.

Proteger o solo - “Faço uma calagem profunda e, no inverno, adoto o consórcio milho e braquiária”, afirma, enfatizando ser indispensável proteger o solo das altas temperaturas, o que ajuda também a preservar a umidade.

“Caixa d’´água” - Já as variedades de soja preferidas, são as de ciclo longo. “Se durante uma chuva, a água não escorrer, é porque está sendo absorvida”, comenta o produtor, lembrando que a “caixa d’´água” precisa estar cheia. “Com a rotação, tenho menor custo operacional e maior estabilidade financeira”, resume.

Irrigação - A produtividade esperada por Noboru é a mesma de uma lavoura irrigada situada nas imediações, onde o pivô central está na sua terceira safra. Na primeira, de soja, do ciclo 2020/21, foram 135 sacas de média (55,7/hectare); e, na segunda, de milho, a média chegou a 300 sacas por alqueire (123,9/hectare) onde as geadas não causaram danos.

Vale a pena - “O investimento em irrigação é um grande negócio e, se o clima for favorável, ele se paga em três anos”, afirma o produtor Murilo Tagliatti, acrescentando: em uma lavoura irrigada de soja não é exagero falar em 180 sacas por alqueire (74,3/hectare). Por outro lado, como o milho de inverno é cultivado em consórcio com braquiária, após a colheita do cereal a área ainda vai servir, por algum tempo, de pastagem para o gado.

Orientação - Noboru e Tagliati são assistidos tecnicamente pelo engenheiro agrônomo Wilhian Fogasse, da Cocamar. Segundo Fogasse, só a água não é garantia de boa produtividade: “o produtor precisa fazer um manejo bem feito”.

Uma tendência - Investir em irrigação parece, mesmo, ser uma tendência no extremo noroeste. Os irmãos Flávio e João Penteado, que se dedicam à produção de leite de rebanho Jersey em Guairaçá, perto de Paranavaí, se preparam para cultivar soja em uma fazenda no município de Planaltina do Paraná, onde o proprietário adquiriu dois pivôs centrais para cobrir uma área de 80 alqueires (193,6 hectares).

Planejamento - Com umidade garantida, os irmãos planejam semear soja bem cedo, a partir de 15/9, fazendo a colheita em dezembro e iniciando a semeadura de milho de inverno em consórcio com a braquiária. Assim, eles esperam colher o milho entre abril e maio, antes do frio mais intenso, e explorar a braquiária.

Feno - Reside aí outra surpresa, encontrada pelo Rally: os Penteado são especialistas na produção de feno. Em média, eles colhem 30 fardos de 500 quilos cada, por alqueire (12,3 fardos/hectare), fazendo oito colheitas ao longo do ano. O feno atende a própria demanda, é fornecido para vários clientes e já começa a ser exportado para Dubai.

A cooperativa - “Além do bom atendimento, a Cocamar é bastante competitiva nas cotações”, afirma Flávio, explicando porque tem preferido fazer seus negócios na cooperativa.

Potencial - “O extremo noroeste apresenta grande potencial para se desenvolver, sendo muito propício à implantação de projetos irrigados, pois água é o que não falta”, comenta o gerente da unidade da Cocamar em Nova Londrina, Fábio Assis.

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

 

UNIMED LABORATÓRIO: Megaunidade é reformada, com investimento em inovação

A Megaunidade da Unimed Laboratório (Av. Iguaçu, 1815), no bairro Água Verde, em Curitiba, está passando por uma reformulação e a palavra inovação é o mote de toda a obra que está prevista para ser entregue no primeiro semestre de 2022. Quem já esteve no local deve ter notado a movimentação, porém a reforma acontece enquanto o laboratório continua seus atendimentos normalmente e não interfere na fluidez dos serviços disponibilizados para cooperados, beneficiários e particulares que precisam de análises clínicas.

Atendimento diferenciado - Famosa por já ter um atendimento diferenciado que passa pelo conforto, atendimento humanizado e diferenciado, além do café especial para o desjejum com pão de queijo e outros alimentos inclusivos (glúten free), agora a principal mudança para os pacientes acontecerá na parte principal do laboratório: os boxes de coleta. Atentos ao comportamento de grande parte dos pacientes que, ao realizar seus exames, almeja rapidez no atendimento e está sempre de olho no smartphone, a Unimed Laboratório optou por diminuir o tamanho – e a necessidade – da primeira etapa nas mesas de identificação. Para isso contará com a ajuda valiosa de um novo layout e de ferramentas digitais como site, totem, mesas digitais e aplicativos.

Espaço físico - “O espaço físico será alterado com a mudança no tamanho destinado às salas de coletas. Sendo assim, vamos dobrar os boxes de coleta de 15 para 30. Isso será possível pela possibilidade de, tanto pelo site como pelo aplicativo, agendar previamente e até mesmo já pegar a senha de atendimento. Pensamos em um sistema parecido com o das companhias aéreas, com uma espécie de check-in antecipado. Isso deve agilizar o processo e atender os pacientes para que não percam o que têm de mais valioso: seu tempo, e criar um ambiente que melhore a jornada de atendimento. E, além disso, continuaremos o atendimento no local como acontece hoje, afinal a inclusão digital está em processo e queremos estar ao alcance de todos, sem criar dificuldades para ninguém”, explica Milton Zymberg, superintendente da Unimed Laboratório.

Público especial - Seguindo a experiência da Unimed Curitiba com a Acoolher, clínica para atendimento de crianças com autismo e outras condições neurológicas, a Unimed Laboratório traz para sua Megaunidade uma nova área exclusiva para atendimento desse público tão especial. O objetivo dessa novidade, segundo o superintendente, é proporcionar um espaço com protocolos próprios de cuidado e acolhimento, planejado para atender crianças e pais com estímulos sensoriais e ferramentas adequadas, a fim de tornar a rotina de exames mais tranquila. O projeto reforça o protagonismo e pioneirismo da Unimed Curitiba e tem o apoio do Núcleo de Acolhimento Pediátrico de Terapias Especiais (NATPE) da cooperativa.

Tendências e necessidades - A reforma da Megaunidade atinge apenas o andar térreo e não interfere nas atividades da UniGenne, setor de exames genéticos. Mas serão alterados vestiários, copa e área de descompressão, atendendo as reivindicações da equipe que continua sendo linha de frente enquanto a pandemia da Covid-19 persistir entre nós. Será um ambiente de trabalho ainda mais confortável e que reflete o jeito de cuidar da cooperativa. O espaço da equipe de gestão também deve mudar de lugar, bem como o Atendimento Expresso e o café que atende o público e será ampliado. Cada novidade foi pensada para acompanhar a evolução tecnológica, trazer uma melhor experiência e melhorar a jornada do paciente, alinhando ainda mais a Unimed Laboratório ao que se estabeleceu durante a pandemia.

Reorganização - Milton Zymberg comenta que “o distanciamento social fez com que todo o serviço de saúde tivesse que, continuamente, se reorganizar para oferecer atendimento e respostas mais rápidas à sociedade, bem como atender uma crescente demanda de apoio tanto ao que é novo quanto à manutenção da rotina de exames. O paciente passou a ficar menos tempo na unidade, diminuiu contato físico, e mesmo com certa flexibilização muitas pessoas seguem buscando essa forma de atendimento. É um legado que fica e que nos ensina sobre a importância de se adaptar”.

Tecnologia - Tais medidas são uma inovação no segmento laboratorial, pois colocam a tecnologia como protagonista. A Unimed Laboratório já tem a experiência de um cartão virtual que, comprovadamente, agiliza o processo pois na hora de ser atendido é só mostrá-lo no celular para ter acesso a todos os benefícios. Desde 2017 ela disponibiliza o Cartão Pop e com ele é possível realizar exames laboratoriais em caráter particular com uma tabela de preços especial em todas as unidades da Unimed Laboratório em Curitiba e Região Metropolitana. A solicitação é feita por meio de um cadastro online feito no site www.unimedlab.com.br e, no ato, o cartão é gerado e enviado por e-mail. E, em breve, estará com novo aplicativo para ampliar as experiências digitais. (Imprensa Unimed Laboratório)

{vsig}2022/noticias/02/24/unimed_laboratorio/{/vsig}

PISCICULTURA: Confirmando liderança nacional, Paraná produziu 9,3% a mais de peixes em 2021

piscicultura 24 02 2022A produção de peixes de cultivo, particularmente a tilápia, no Paraná, chegou a 188 mil toneladas em 2021, confirmando ainda mais o Estado na liderança nacional desse segmento, no qual tem participação de 22%. O crescimento foi de 9,3% em relação a 2020. O segundo colocado é o Estado de São Paulo, que encerrou o ano com 81.640 toneladas. O levantamento é da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), que congrega produtores, empresas da cadeia produtiva e entidades de classe, e publica o Anuário PeixeBR.

Cadeia consolidada - “Essa é uma cadeia consolidada no Paraná e com excelentes perspectivas de crescimento”, afirmou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Temos acompanhado e visitado empreendimentos novos, confirmando que esse segmento será ainda mais importante para a economia do Estado e para o aumento de renda de produtores.”

Modelo cooperativista - O bom desempenho do Estado é puxado pelo modelo cooperativista de integração, que garante suporte produtivo, industrial e de comercialização dos pescados. “Além do cooperativismo, que investe fortemente na atividade, o Paraná tem uma legislação ambiental simples e ativa para garantir qualidade e respeito à natureza, um rigoroso controle de sanidade e uma assistência técnica qualificada”, disse Ortigara.

Banco do Agricultor - No ano passado, o governo lançou o programa Banco do Agricultor Paranaense para incentivar a agropecuária do Estado. Uma das linhas contempla projetos de implantação, aquisição de equipamentos, assistência técnica e custeio para a piscicultura com a concessão de subvenção econômica na forma de equalização da taxa de juros. De maio de 2021 a 31 de janeiro deste ano, foram apresentados 13 projetos ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná). Eles somam R$ 1.431.773,00 de investimento.

Tilápia - Em 2021, a piscicultura brasileira produziu 534.005 toneladas de tilápia, com crescimento de 9,8% sobre o ano anterior (486.255 toneladas). A espécie, que está presente em todas as regiões do País, representou 63,5% da produção de peixes de cultivo. Na região Sul, a tilápia equivale a 86% de todos os peixes cultivados e tem participação de 43,4% na produção nacional, com 231.900 toneladas.

Liderança - Da produção de 188 mil toneladas de peixes no Paraná, 182 mil são tilápias, o que garante, também nesse quesito, a liderança do Estado. A segunda colocação é de São Paulo, com 76.140 toneladas. O Paraná também tem registro de cultivo de 3,8 mil toneladas de peixes nativos, além de 2,2 mil toneladas de outras espécies, sobretudo carpas, trutas e pangas.

Renda - Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a piscicultura movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano no Estado. A região Oeste concentra cerca de 70% da produção. “Em 2021, a produção foi prejudicada em consequência da pandemia e da estiagem, que encareceu o custo de produção e reduziu as margens dos produtores e indústria, mas temos boas expectativas de que este ano o crescimento ganhe ritmo mais rápido”, disse o analista do Deral, Edmar Gervásio.

Nacional - A produção nacional de peixes de cultivo, no ano passado, foi de 841.005 toneladas, um crescimento de 4,7% sobre as 802.930 toneladas de 2020. De acordo com a PeixeBR, que divulga o anuário desde 2014, o Brasil mantém uma média de crescimento anual de 5,6%, ainda que o consumo seja baixo, com menos de 5 quilos por pessoa ao ano.

Nativos - Além das 534.005 toneladas de tilápias, o Brasil produziu 262.370 toneladas de peixes nativos (31,2% do total), com recuo de 5,85% em relação a 2020, enquanto carpas, trutas e pangas foram responsáveis por 5,3% da produção total de 2021, atingindo 44.585 toneladas, uma elevação de 17% sobre o resultado do ano anterior.

Produtores e empregos - De acordo com a PeixeBR, a piscicultura envolve mais de 1 milhão de produtores, gera cerca de 1 milhão de empregos diretos e outros 2 milhões indiretos e, em 2021, movimentou R$ 8 bilhões.

Exportação - As exportações da piscicultura brasileira bateram recorde em 2021, com crescimento de 49% em relação ao ano anterior. Enquanto em 2020 foram 6.681 toneladas enviadas ao Exterior, no ano passado o volume alcançou 9.932 toneladas. Em termos monetários, o aumento foi ainda maior, com a entrada de US$ 20,7 milhões, ou 78% superior ao ano anterior.

Congelados - De acordo com o levantamento da PeixeBR, os peixes inteiros congelados apresentaram os maiores volumes, com US$ 8,6 milhões (41% do total) e alta de 390% no comparativo com 2020. Os filés frescos ou refrigerados renderam US$ 5,4 milhões (26% do total), com aumento de 3%. Os filés congelados tiveram aumento de 573% em recursos (US$ 2,2 milhões) e de 406% no volume (381 toneladas).

Volume - As tilápias, com participação de 86%, são a espécie mais exportada. O Paraná é o primeiro colocado quando se trata de volume, com 3.471 toneladas de tilápias inteiras congeladas enviadas ao Exterior, um aumento de 129% em relação a 2020. No entanto, fica em segundo em volume de arrecadação, com US$ 6,2 milhões (34% do total exportado pelo País).

Valores - Mato Grosso do Sul figura como o Estado que mais arrecadou com a exportação de tilápia em 2021, alcançando US$ 6,7 milhões, o que representa 37% do total brasileiro. O Estado tem tradição de exportar filés frescos ou refrigerados. No ano passado, foram enviados ao Exterior 1.899 toneladas.

Destinos - Estados Unidos (64%), Colômbia (9%), China (8%) e Chile (5%) foram os principais importadores da piscicultura brasileira em 2021. As exportações para os EUA apresentaram aumento de 123% em valor, atingindo US$ 13,3 milhões. Os embarques para a Colômbia apresentaram aumento de 204%, e para China o crescimento foi de 88%. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jaelson Lucas / Arquivo AEN

 

FINANCIAMENTOS: Governo reabre operações de custeio do Pronaf

financiamentos 24 02 2022O governo federal abriu orçamento destinado à equalização de encargos financeiros para operações de custeio do Pronaf (agricultura familiar), de modo a possibilitar a retomada de financiamentos num total de cerca de R$ 2,8 bilhões referente ao Plano Safra 2021/2022, ou a serem contratadas até o dia 31 de junho deste ano.

Portaria - A medida foi viabilizada por meio da Portaria nº 1.666, de 2022 da Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento Secretaria de Tesouro (Seto) publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (22/02), e pelo Ofício Circular Sei nº 788/2022/ME, expedido nesta quarta-feira (23/02), às instituições financeiras. Por esse mesmo ofício as demais linhas permanecem fechadas até 31 de março de 2022.

Negociações - De acordo com o Diretor de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, Wilson Vaz de Araújo, "as negociações seguem para viabilizar recursos para a reabertura de todas as linhas de custeio e de investimento”. Os recursos estão suspensos desde o dia 7 deste mês.

Saldo disponível - Do total de R$ 90,8 bilhões de recursos equalizáveis para a Safra 2021/22, o saldo disponível, a contratar, no final de janeiro de 2022 era de R$ 27,5 bilhões (30%) para todas as finalidades. Entretanto, à exceção do Custeio Pronaf, a contratação no âmbito das demais linhas permanece suspensa até 31 de março de 2022. (Mapa)

FOTO: Arquivo Secs

 

SUSTENTABILIDADE: Ministério da Agricultura e BNDES firmam acordo para incentivar redução de emissões na pecuária bovina

sustentabilidade 24 02 2022O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram, nesta quarta-feira (23/02), acordo de cooperação técnica que vai apoiar a realização de estudo para a criação de mecanismos de incentivo à redução de emissões de carbono na produção de carne e leite no Brasil. Realizada de forma virtual, a cerimônia de assinatura contou com a participação do presidente do Banco, Gustavo Montezano, e da ministra Tereza Cristina.

Objetivos principais - O estudo terá dois objetivos principais: elaborar uma calculadora de análise de ciclo de vida (método que avalia toda a cadeia de produção, desde os insumos utilizados na produção até o produto chegar ao consumidor final) que vai auxiliar na mensuração e certificação das emissões de carbono para os diversos modelos de produção da pecuária bovina; e, a partir desse sistema, propor mecanismos que estimulem estratégias e modelos de negócios voltados para investimentos em tecnologias de baixo carbono. A expectativa é de que até abril seja publicado edital de seleção pública para as empresas de consultoria e instituições de pesquisa interessadas em desenvolver o estudo.

Acordo de cooperação - Para a ministra Tereza Cristina, os estudos que serão realizados por meio do acordo de cooperação com o BNDES vão trazer credibilidade para o setor. “O Brasil é o país que tem todas as oportunidades para levar para o mundo toda a mitigação de meio ambiente, nós temos tecnologia, nós temos ciência para isso e nós já fazemos há muito tempo. Mas não adianta dizer que você reduz a emissão, que você mitiga. Você precisa ter alguma coisa baseada em ciência que dê credibilidade para que o Banco possa trazer recursos para esse setor tão importante da nossa economia”, destacou.

Economia verde - “O que estamos fazendo aqui hoje é mais um passo nessa corrida tecnológica do Brasil para a economia verde”, disse o presidente Gustavo Montezano. “E precisamos construir essa informação da quantidade de carbono para os grandes e pequenos produtores rurais, porque estamos convencidos de que isso vai ser uma vantagem competitiva para a pecuária brasileira”.

Utilização dos dados - Montezano afirmou, ainda, que tanto o BNDES quanto os demais bancos, sejam públicos ou privados, poderão usar os dados de emissões para avaliar risco e retorno social em suas análises de crédito. “Então, é uma jornada que chegou para ficar, é inexorável; vemos isso como uma grande oportunidade e que todo pecuarista, todo industrial e todo prestador de serviço que está hoje no Brasil tem que enxergar”, completou.

Técnicas - Já existem técnicas de produção pecuária que permitem neutralizar e até “sequestrar” carbono (quando uma atividade retira mais carbono da atmosfera do que emite), como é o caso da intensificação de pastagens combinada com a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Ainda que, globalmente, a produção agropecuária não seja a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa, a agropecuária brasileira já há anos tem buscado mitigar esses gases e também garantir a segurança alimentar. Nesse contexto, atrelado à vulnerabilidade do setor à mudança do clima, espera-se que o estudo proponha um sistema de incentivos que acelerem a adoção de tecnologias pelos produtores rurais.

Acordo do Metano - O estudo também auxiliará o Brasil no cumprimento do chamado Acordo do Metano, assinado na COP 26 e que estabeleceu o compromisso global de cortar em 30% as emissões do gás até 2030. Com essa parceria entre o BNDES e o Mapa, pretende-se estimular o crescimento de forma sustentável da produção de carne e leite bovinos e seu processamento industrial, ajudando o País a cumprir suas metas de descarbonização. (Mapa)

 

PNAD CONTÍNUA: Desemprego cai para 11,1% no quarto trimestre e taxa média anual é de 13,2%

1pnad 24 02 2022A taxa de desocupação caiu para 11,1% no quarto trimestre, recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (12,6%). Já a taxa média anual foi de 13,2%, o que indica uma tendência de recuperação frente à de 2020 (13,8%), ano em que o mercado de trabalho sentiu os maiores impactos da pandemia causada pelo coronavírus. Embora o cenário tenha melhorado em 2021, o patamar pré-Covid ainda não foi recuperado. Em 2019, a taxa anual de desocupação havia sido de 12,0%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (24/02) pelo IBGE.

Taxa média - A coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, explica que a taxa média de desocupação de 13,2%, a segunda maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, reflete a situação do mercado de trabalho em um momento em que a ocupação voltou a crescer após um ano de perdas intensas.

Pandemia - “Muitas pessoas ao longo dos dois anos perderam suas ocupações e várias delas interromperam a busca por trabalho no início de 2020 por causa da pandemia. Depois houve uma retomada dessa busca, ainda que o panorama econômico estivesse bastante desfavorável, ou seja, não havia uma resposta elevada na geração de ocupação. Em 2021, com o avanço da vacinação e a melhora no cenário, houve crescimento do número de trabalhadores, mas ainda persiste um elevado contingente de pessoas em busca de ocupação”, diz.

Desempregados - Essa taxa média de desocupação equivale a 13,9 milhões de desempregados no país, contingente que ficou estável frente ao ano anterior. Por outro lado, a força de trabalho, soma dos ocupados e desocupados, aumentou 4,3% no mesmo período. Esse crescimento foi impactado pelo aumento de 5,0% na ocupação ou de 4,3 milhões de pessoas. Em 2021, os ocupados foram estimados em 91,3 milhões.

Recuperação - “É um ano de recuperação para alguns indicadores, mas não é o ano de superação das perdas, até porque a pandemia não acabou, e seus impactos, ainda em curso, afetam diversas atividades econômicas e o rendimento do trabalhador. Há um processo de recuperação, mas ainda estamos distantes dos patamares de antes da pandemia”, afirma a pesquisadora.

Atividades - O aumento na ocupação foi disseminado por diversas atividades econômicas. O maior crescimento percentual veio da construção (13,8%), que ocupou 845 mil pessoas a mais. O comércio, setor bastante impactado pela pandemia, teve ganho de 5,4% na comparação com 2020, o que representa um acréscimo de 881 mil pessoas. Mesmo assim, o contingente de trabalhadores desse segmento permaneceu menor que o de 2019, quando havia 18,1 milhões de pessoas ocupadas.

Indústria - A indústria foi outra atividade que não conseguiu recuperar as perdas de 2020. Em um ano, houve aumento de 3,9% ou de 446 mil pessoas trabalhando no setor. Mas na comparação com 2019, o número de trabalhadores caiu 3,1%.

Serviços - O ano de 2021 foi marcado também pelo início de recuperação da ocupação dos setores de serviços, que, assim como o comércio, foram muito prejudicados pela pandemia. Dentre eles, o destaque ficou com os serviços domésticos, que tiveram o maior aumento percentual (6,7% ou 327 mil pessoas). Também houve avanço no segmento de alojamento e alimentação, que cresceu a sua ocupação em 5,4% ou 238 mil pessoas.

Taxa de informalidade avança para 40,1% - De forma geral, com o aumento da ocupação, a informalidade também se expandiu. No ano passado, os trabalhadores informais somavam 36,6 milhões, um aumento de 9,9% frente a 2020. Isso levou a taxa de informalidade a subir de 38,3% para 40,1% nesse período. Representantes desse mercado informal, os empregados sem carteira assinada no setor privado aumentaram em 11,1% e passaram a ser 11,2 milhões de pessoas. “O crescimento da informalidade nos mostra a forma de recuperação da ocupação no país, baseada principalmente no trabalho por conta própria. Tanto no segundo semestre de 2020 quanto no decorrer de 2021, a população informal foi a que mais avançou”, afirma a coordenadora da pesquisa.

Trabalho informal - Mas o trabalho formal também cresceu. Entre os empregados do setor privado com carteira, houve expansão de 2,6%, chegando a 32,9 milhões de pessoas. Em 2020, essa categoria sofreu a maior queda da série histórica (-6,9%).

Fechamento de empresas - “Foi um ano em que muitas empresas fecharam e demitiram seus funcionários e há mais dificuldade em recuperar esse tipo de vínculo de trabalho do que o informal. Mas vale ressaltar que, dentre o trabalho formal, houve crescimento do número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, que atingiu um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2016 para esse indicador”. A soma dos trabalhadores por conta própria (com e sem CNPJ) também atingiu o maior número da série (24,9 milhões).

Ocupação - Acompanhando o crescimento do número de ocupados, o nível da ocupação subiu para 53,2%. Em 2020, essa proporção havia sido de 51,2%, a menor desde 2012, quando a série histórica foi iniciada. O nível da ocupação indica o percentual de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente estavam ocupados no período. “Houve um incremento em relação ao ano anterior, mas é um nível inferior ao de 2019 (56,0%). Isso acontece porque naquele ano tínhamos uma população ocupada de 94,3 milhões e houve um declínio de quase 3 milhões de trabalhadores nesse período (de 2019 para 2021)”, destaca Beringuy.

Força de trabalho - Em 2021, a força de trabalho potencial caiu 13,5% frente ao ano anterior. Nesse grupo estão as pessoas que não estavam ocupadas nem desocupadas, mas que tinham potencial para conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Elas somavam, em 2021, 10 milhões. Dentro desse grupo estão os desalentados, pessoas que estavam disponíveis e gostariam de conseguir um trabalho, mas não o procuraram. Nesse contingente houve queda de 3,1%, totalizando 5,3 milhões. No ano anterior, o número de desalentados foi o maior da série histórica: 5,5 milhões.

Rendimento médio - O rendimento médio recebido pelas pessoas foi estimado em R$2.587, uma retração de 7,0% frente ao de 2020, ou um decréscimo de R$195. A massa de rendimento também sofreu queda (-2,4% ou R$5,6 bilhões) nesse período, sendo estimada em R$230,6 bilhões. “Esse comportamento da massa de rendimento é explicado pela queda de rendimento médio real e pelo avanço do processo inflacionário. Embora a população ocupada tenha crescido, esse aumento não foi acompanhado pelo rendimento, ou seja, as pessoas que estão ocupadas no mercado de trabalho têm remunerações menores, em média”, explica

Taxa de desocupação recua para 11,1% no quarto trimestre - Com o recuo de 1,5 p.p. no quarto trimestre, a taxa de desocupação chegou a 11,1%, o que corresponde a 12 milhões de pessoas em busca de trabalho. Frente ao trimestre encerrado em setembro, esse número caiu 10,7%, ou 1,4 milhão de pessoas desempregadas a menos. Já na comparação com o mesmo período de 2020, a queda foi de 16,7%, uma redução de 2,4 milhões de pessoas.

Expressiva - “Essa queda no quarto trimestre foi bastante expressiva. Nos últimos meses do ano, há uma tendência de redução desse indicador por causa da sazonalidade. Nesse período, costuma haver redução da desocupação devido à maior absorção de trabalhadores em atividades como comércio e alojamento e alimentação. Somado a isso, há um processo de recuperação da ocupação em curso desde agosto do ano passado”, ressalta.

Comparação - Na comparação com o trimestre anterior, o número de pessoas ocupadas cresceu 3,0%, o que representa um acréscimo de 2,8 milhões de pessoas no mercado de trabalho. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 8,5 milhões. Com isso, o nível de ocupação subiu para 55,6%.

Setor privado - Uma parte do aumento da ocupação no quarto trimestre veio do emprego formal no setor privado. Nele, o número de empregados com carteira de trabalho assinada subiu 2,9% em relação ao trimestre anterior, o que significa 987 mil pessoas a mais. Já entre os trabalhadores sem carteira assinada, o aumento foi de 6,4% ou de 753 mil pessoas.

Adição - Entre os trabalhadores por conta própria, houve adição de 483 mil pessoas (1,9%), enquanto os trabalhadores domésticos aumentaram em 341 mil (6,4%).

Segmentos - Houve aumento na ocupação na maioria das atividades, com destaque para o comércio (3,4%, ou acréscimo de 602 mil pessoas), os outros serviços (11,8%, ou mais 521 mil pessoas) e informação e comunicação (3,3%, ou mais 367 mil pessoas). A indústria, um dos segmentos com maior número de ocupados (12,4 milhões), ficou estável no quarto trimestre.

Mais sobre a pesquisa - A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Telefone - Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone desde 17 de março de 2020. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. (Agência IBGE de Notícias)

 

pnad 24 02 2022

 

CÂMBIO: Dólar cai para R$ 5 pela primeira vez em oito meses

cambio 24 02 2022Beneficiado pelos altos juros no Brasil e pela valorização mundial das commodities (bens primários com cotação internacional), o dólar caiu para R$ 5 pela primeira vez desde junho do ano passado. O otimismo no mercado de câmbio não se estendeu à bolsa, que caiu cerca de 1% com o agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia.

Encerramento - O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (23/02) vendido a R$ 5,004, com recuo de R$ 0,048 (0,95%). A cotação operou em baixa durante todo o dia. Perto do fim das negociações, a moeda atingiu várias vezes R$ 4,99.

Menor nível - No menor nível desde 30 de junho do ano passado, o dólar acumula queda de 5,7% em fevereiro. Em 2022, o recuo chega a 10,23%, o que garante ao real o melhor desempenho global no ano entre as principais moedas.

Ações - O mercado de ações não resistiu às tensões externas. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira) fechou o dia aos 111.756 pontos, com queda de 1,01%. O indicador foi pressionado pelas bolsas norte-americanas, que tiveram forte recuo por causa do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Fatores - Dois fatores contribuíram para que a instabilidade no leste europeu não fosse sentida no câmbio. O primeiro foi a migração de fluxos externos para países emergentes por causa da alta de diversas commodities, cujos preços subiram nos últimos dias com a escalada do conflito. O dólar caiu, de forma geral, perante as moedas de países exportadores de minérios e produtos agrícolas.

Juros - O segundo fator foi o alto nível dos juros no Brasil, que torna o país mais rentável para o capital financeiro internacional. Atualmente, a taxa Selic (juros básicos da economia) está em 10,75% ao ano, no maior nível desde julho de 2017. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

LEGISLATIVO I: Projeto cria política de proteção econômica e jurídica aos produtores rurais

legislativo I 24 02 2022O Projeto de Lei 4588/21 cria a Política Nacional de Proteção ao Produtor Rural, com o objetivo de amparar os interesses econômicos e jurídicos de produtores de todos os portes, evitando práticas abusivas e situações gravosas à atividade.

Proposta - A proposta em tramitação na Câmara dos Deputados é do deputado Sergio Souza (MDB-PR). O texto prevê, em seus 43 artigos, os princípios e instrumentos da política e os direitos dos produtores.

Entendimento - Souza afirma que a proposta busca “sedimentar entendimentos doutrinários e jurisprudenciais” relacionados à atividade agropecuária. “O projeto de lei pretende contribuir para melhorar o ambiente de negócios e aprimorar a solução de contenciosos”, disse.

Classificação - O texto classifica o produtor rural em pequeno, médio ou grande porte, conforme a renda bruta anual (até R$ 500 mil, entre R$ 500 mil e R$ 2,4 milhões, e acima de R$ 2,4 milhões, respectivamente).

Atividades - As regras previstas no projeto também se aplicam a quem se dedica às atividades de pesca e aquicultura, extração vegetal e cultivo comercial de florestas.

Direitos - O projeto em análise na Câmara prevê uma série de benefícios para os produtores rurais. Entre eles estão:

  • Disponibilização de assistência técnica e jurídica, integral e gratuita, ao produtor rural hipossuficiente;
  • Readequação das cláusulas contratuais para absorver choques climáticos que afetem a produção, como secas e enchentes;
  • Interpretação de modo mais favorável ao produtor em caso de dúvida em cláusula contratual;
  • Previsão de que os encargos ou penalidades contratuais devam ser bilaterais;
  • Vedação de concessão de crédito bancário condicionada ao fornecimento de outros serviços bancários, como seguros em geral;
  • Garantia ao produtor de que o financiamento, uma vez aprovado, será liberado em prazo razoável, cabendo indenização quando houver mora imotivada;
  • Cronograma de pagamento do crédito rural compatível com o período de obtenção de receita da atividade financiada;
  • Garantia de taxas de crédito rural com recursos controlados mais favoráveis do que as praticadas no mercado ou no crédito não direcionado;
  • Possibilidade de conciliação em ações judiciais, podendo o juiz valer-se do auxílio de terceiros, como mediadores, e suspender o processo caso uma das partes solicite; e
  • Desmembramento da matrícula de média ou grande propriedade rural em caso de penhora, resguardando-se ao produtor área equivalente a quatro módulos fiscais.
  • O projeto permite ainda que o pequeno ou médio produtor solicite a suspensão da inscrição do seu nome em cadastro tipo SPC quando questionar o débito na Justiça.

Tramitação - O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Michel Jesus / Câmara dos Deputados

 

LEGISLATIVO II: Arrecadação de ICMS e fontes para estabilizar preços dos combustíveis dividem senadores

legislacao combustivel 24 02 2022O pedido de adiamento da votação das propostas com medidas para conter o aumento no preço dos combustíveis, nesta quarta-feira (23/02), gerou discussão intensa entre os senadores. Alguns apontaram possíveis prejuízos aos estados, outros manifestaram preocupação com o preço ao consumidor e outros questionaram as consequências econômicas. Enquanto os governistas pediram mais tempo para votar o PL 1.472/2021, senadores que apontaram a possibilidade de queda brusca de arrecadação dos estados pediram o adiamento do PLP 11/2020. Ambos voltarão à pauta do Plenário no dia 8 de março, depois do carnaval.

Texto substitutivo - O relator, senador Jean Paul Prates (PT-RN), apresentou o texto substitutivo ao PLP 11/2020 e respondeu da tribuna às dúvidas dos colegas, afirmando que a proposta contempla o apelo dos consumidores por preços mais baixos sem prejudicar os estados e a União. Ele chegou a acolher uma emenda para possibilitar a votação ainda nesta quarta. E recebeu apoio do vice-líder do governo, senador Carlos Viana (MDB-MG). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que terminou por adiar a votação, salientou que as soluções apresentadas por Jean Paul Prates para o PLP 11/2020 chegaram a obter a concordância do Ministério da Economia. 

Cobrança única - A cobrança única do ICMS sobre combustíveis, que consta do PLP 11/2020, é parte da iniciativa que engloba também o sistema de estabilização dos preços dos combustíveis (PL 1.472/2021), cuja votação ficaria pendente. 

Clareza - “Tenhamos a clareza de que o projeto foi suficientemente discutido nesta tarde de hoje, o parecer já está concebido e apresentado pelo relator. Se há necessidade do tempo para reflexão, nós, então, daremos tempo para reflexão, com o compromisso de que, na próxima sessão do Senado após o Carnaval, o Senado possa se pronunciar em relação tanto ao PLP 11/2020 quanto ao PL 1.472/2021 e que tenhamos, então, uma conclusão”, disse Rodrigo Pacheco.

Adiamento - A discussão se deu com inúmeros pedidos de adiamento por parte do governo, que não queria votar o PL 1.472/2021, e de senadores que pediam uma discussão mais aprofundada do PLP 11/2020, com o temor de perda de arrecadação dos seus estados. O governo, que já colocou a culpa pelo preço dos combustíveis nos estados, é a favor da votação deste último.

Votação - O 1.472/2021 é do senador Rogério Carvalho (PT-SE) e ainda não foi votado em nenhuma das casas legislativas. O segundo, do deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), já foi votado pela Câmara e terá de voltar à Casa de origem após as mudanças a serem feitas pelo Senado.

Solução - Relator dos dois textos, Jean Paul Prates afirmou ter discutido todos os pontos com o governo e feito adaptações para chegar a textos que pudessem ser votados. Ele lembrou que os projetos são interligados e que não votar um deles seria adiar, mais uma vez, a solução de um problema pelo qual o Senado tem sido cobrado. Isso, na visão do relator, gera um desgaste para a Casa.

Argumento - “Eu acho um desgaste desnecessário. Acho que quem está trabalhando com isso tem que estar em dia com as coisas. Não pode estar o tempo todo: 'Ah preciso de tempo para isso, tempo para aquilo', e a gente deixa de fazer o nosso dever de casa na hora que tem que ser feito”, argumentou o relator, ao questionar o que o governo ainda precisava discutir no caso do PL 1.472/2021.

Fonte de recursos - Falando pelo governo, o vice-líder Carlos Viana (PSD-MG) explicou que uma das questões sobre as quais o governo ainda precisava discutir era a fonte de recursos para custear a estabilização dos preços dos combustíveis prevista no PL 1.472. Para ele, é preciso, sim, haver um “colchão” para evitar as oscilações, mas ainda é preciso discutir como abastecer a Conta de Estabilização de Preços de Combustíveis (CEP-Combustíveis).

Relatório - Pelo relatório até então apresentado por Jean Paul Prates, os recursos viriam do imposto sobre a exportação de petróleo bruto, de reservas cambiais do Banco Central, dos dividendos da Petrobras à União, das participações da União nos regimes de concessão e de partilha e do superávit financeiro de fontes de livre aplicação da União. Para chegar a um acordo, Jean Paul chegou a retirar do texto o imposto sobre a exportação de petróleo. 

Preços internacionais - Ao ler seu relatório, Jean Paul Prates lembrou que a população tem sofrido com a escalada de preços dos combustíveis, que prejudica toda a economia, e em especial os mais pobres. O senador destacou que, em agosto de 2021, a gasolina atingiu o maior valor da série histórica que se iniciou em maio de 2004 e, desde então, seu preço continua subindo, com reflexos na inflação e prejuízos especialmente à parcela da população com menor renda.

Ponto central - O ponto central a ser atacado, disse o relator, é a política de preço de paridade de importação (PPI), adotada formalmente pela Petrobras em 2016. Esse sistema, como explicou Jean Paul Prates, acompanha as oscilações internacionais do mercado e do câmbio, ainda que o Brasil produza cerca de 80% dos derivados que consome. Os preços do Texas, exemplificou o senador, vão diretamente para as bombas de combustível dos postos brasileiros.

Riscos - Autor do PL 1.472/2021, o senador Rogério Carvalho alertou para os riscos da PPI. Para ele, o Senado precisa pensar no impacto dessa política de paridade tem causado na macroeconomia. “Nós estamos diante de um pico inflacionário dentro de um período de depressão econômica, o que mostra que essa política interfere diretamente na inflação. Essa inflação aumenta a taxa de juros e a gente já viu a consequência disso”, disse o senador.

Perda de arrecadação - A possibilidade de queda na arrecadação dos estados foi lembrada por senadores que pediam o adiamento do PLP 11/2020. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) disse ter recebido um relatório do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal. O documento, segundo o senador, aponta perdas de R$ 31 bilhões para os estados. Somente o Distrito Federal perderia mais de R$ 700 milhões com o projeto, disse Izalci.

Cuidado - “É preciso ter muito cuidado. Eu não sei como está a situação dos estados. Mas você votar um negócio em que se vai perder R$ 700 milhões no seu estado, sem discutir mais... A gente tem que ter certa reflexão.”

Cálculos - Jean Paul Prates afirmou que os cálculos do Confaz haviam sido feitos antes das mudanças promovidas em seus relatórios e que as perdas apontadas pelo Confaz já não seriam as mesmas.

Complexo - O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou não se sentir seguro para votar o projeto sem fazer os cálculos, já que não houve tempo para analisar a última versão do relatório. Na mesma linha, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que, apesar de todo o esforço do relator, o projeto é complexo e não poderia ser discutido com emendas aceitas na hora da votação, já que tem potencial de gerar grande perda de arrecadação para os estados.

Impactos relevantes - “É bastante simples e se aplica a esse caso, com muita clareza, o adágio popular que diz que para todo problema complexo existe uma solução rápida, elegante e completamente errada. Vejam, é de alta complexidade essa situação. É um projeto bem-intencionado, ninguém discute. Mas ele gera impactos relevantes”, disse Alessandro Vieira, ao pedir mais tempo para a discussão.

Alíquota - Outro ponto questionado pelos senadores foram possíveis prejuízos aos consumidores. Isso porque o projeto determina a utilização de uma alíquota ad rem (valor em reais por litro) em vez do modelo usado atualmente, de alíquota ad valorem (percentual sobre o preço).

Consumidor - Segundo o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), a cobrança de valor fixo sobre o litro é boa quando o preço do petróleo está subindo, mas prejudica o consumidor quando o preço cai, porque aumenta a proporção da carga tributária no litro de combustível consumido. Como a decisão de redução caberia ao Confaz, o senador argumentou que a medida sempre seria a favor da arrecadação dos estados, nunca em benefício do consumidor.

Solução - “A solução não é boa. Há coisas ótimas no seu projeto, mas a alma dele não é boa. Eu e todos os senadores queremos, claro, que o preço do combustível se estabilize, queremos que o preço do combustível seja baixo, entendemos a necessidade de fazer alguma coisa. Mas eu tenho, por uma questão de honestidade, que reconhecer o seguinte: não adianta eu dizer que estou fazendo alguma coisa se essa alguma coisa que eu estou fazendo não vai trazer benefícios ao consumidor”, declarou.

Distorção - Jean Paul Prates esclareceu que essa possível distorção já havia sido objeto de uma emenda do próprio senador Oriovisto, acatada por ele, prevendo que os estados observarão as estimativas de evolução dos preços, para que não haja ampliação do peso proporcional do tributo na formação do preço final ao consumidor. O relator explicou que assim, quando o preço do combustível baixar, o consumidor será necessariamente beneficiado.

Inconstitucionalidade - Oriovisto também apontou uma possível inconstitucionalidade no projeto, que poderia levar a questionamentos junto do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, o PLP 11/2020 quebra a proibição de que sejam criados benefícios em ano eleitoral. Ele se referia a artigos que tratam da ampliação do auxílio-gás. (Agência Senado)

FOTO: Marcos Oliveira / Agência Senado

 

LEGISLATIVO III: Projeto estende a desoneração da folha de pagamento para a Saúde

legislativo II 24 02 2022O Projeto de Lei Complementar (PLP) 205/21 inclui a Saúde entre os setores econômicos beneficiados pela desoneração da folha de pagamento. O texto em análise na Câmara dos Deputados insere o dispositivo na Lei 12.546/11.

Validade - Pela lei, a desoneração da folha valerá até o final de 2023, permitindo a redução da carga tributária. Segundo a legislação em vigor, na contribuição para a Previdência Social, as empresas dos 17 setores atualmente beneficiados pagam uma alíquota que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez dos habituais 20% sobre o total de salários.

Importância - “Todos sabemos da importância econômica e social da Saúde. Apesar de a saúde ser direito fundamental do cidadão e obrigação do Estado, os governos federal, estaduais e municipais optam por tributar excessivamente todas as atividades do setor”, disse a autora da proposta, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC).

Tramitação - O projeto será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Billy Boss / Câmara dos Deputados

 

SAÚDE I: Casos sobem para 24,8 milhões e mortes, para 646,4 mil

O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia subiu para 28.484.890. Em 24 horas, foram confirmados 133.563 diagnósticos positivos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (23/02).

Acompanhamento - A quantidade de casos em acompanhamento de covid-19 está em 2.065.664. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

Óbitos - O total de pessoas que não resistiram à covid-19 foi para 646.419. Entre terça e quarta-feira (22 e 23/02), foram registradas 999 mortes.

Investigação - Ainda há 3.122 óbitos em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.

Recuperadas - Até esta quarta-feira, 25.772.807 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 90,5% dos infectados desde o início da pandemia.

Balanço diário - No balanço diário do Ministério da Saúde são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, estes são os estados com mais mortes por covid-19 registrados até o momento: São Paulo (163.791), Rio de Janeiro (71.419), Minas Gerais (59.307), Paraná (42.160) e Rio Grande do Sul (38.050). Os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.966), Amapá (2.100), Roraima (2.126), Tocantins (4.095) e Sergipe (6.234).

Casos - São Paulo também lidera no número de casos, com 4,97 milhões, seguido de Minas Gerais (3,15 milhões) e Paraná (2,3 milhões). As unidades da Federação com menor número de casos positivos confirmados são Acre (119.090), Roraima (152.146) e Amapá (160.025)

Vacinação - O Ministério da Saúde alterou o painel de informações sobre a vacinação contra a covid-19, dentro do portal LocalizaSUS. Os dados atualizados são menores do que os de dias atrás. Conforme os registros mais recentes, até esta quarta-feira, foram aplicados 365,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 171,2 milhões com a primeira dose e 155,7 milhões com a segunda dose ou dose única. Mais 48,5 milhões receberam a dose de reforço.

Questionamento - A Agência Brasil questionou o Ministério da Saúde sobre as razões para a mudança na atualização dos dados e aguarda retorno. (Agência Brasil)

 

whatsapp image 2022-02-23 at 19.00.22

SAÚDE II: Secretaria Estadual confirma mais 11.156 casos e 58 óbitos pela Covid-19

saude II 24 02 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta-feira (23/02) mais 11.156 casos confirmados e 58 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os casos não necessariamente representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.288.733 casos confirmados e 41.931 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de fevereiro (9.606) e janeiro (1.435) de 2022; novembro (12), outubro (47), setembro (9), julho (7), junho (2), maio (1), abril (1), março (4), fevereiro (3) e janeiro (1) de 2021; dezembro (21), novembro (1), outubro (1), agosto (2), julho (2) e junho (1) de 2020. Os óbitos divulgados nesta data são de fevereiro (23), e fevereiro (21) de 2021.

Internados - 171 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados em leitos SUS (85 em UTI e 86 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 1.033 pacientes internados, 391 em leitos UTI e 642 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 58 pacientes. São 27 mulheres e 31 homens, com idades que variam entre 43 e 96 anos. Os óbitos ocorreram entre 16 de janeiro a 21 de fevereiro de 2022.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Telêmaco Borba (6), Maringá (4), Guarapuava (4), Laranjeiras do Sul (3), São José dos Pinhais (2), Santa Mariana (2), Ponta Grossa (2), Paranavaí (2), Nova Esperança (2), Marechal Cândido Rondon (2), Foz do Iguaçu (2), Formosa do Oeste (2), Cornélio Procópio (2), e Ampére (2).

Uma morte - A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Verê, Turvo, Toledo, Tapira, Sertaneja, Sarandi, Roncador, Ribeirão Claro, Pinhão, Perobal, Paranaguá, Miraselva, Marialva, Jataizinho, Inácio Martins, Imbituva, Francisco Beltrão, Colombo, Cascavel, Araucária, Arapongas.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 10.470 casos de residentes de fora do Estado, 229 pessoas morreram. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando AQUI.

Veja o relatório de correções de municípios no site da Sesa.

 

SAÚDE III: Mais de 500 mil vacinas para dose de reforço chegam ao Paraná

saude vacina 24 02 2022A Secretaria Estadual da Saúde recebeu, nesta quarta-feira (23/02), mais 507.000 vacinas contra a Covid-19 da AstraZeneca. A remessa é para a dose de reforço da população acima de 18 anos e foi dividida em dois lotes. O primeiro chegou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, pela manhã, e o segundo, às 19h20.

Cemepar - Os imunizantes fazem parte do 88ª informe técnico do Ministério da Saúde e já estão armazenados no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba. Integram uma das maiores remessas de vacinas contra a Covid-19 enviadas ao Estado, com mais de 1,4 milhão de doses, destinadas ao reforço (D3) e vacinação infantil.

Mais - Além das que já desembarcaram, outras 349.150 vacinas da Janssen, também para dose de reforço, foram enviadas nesta quarta-feira (23), via terrestre e ainda não têm previsão de horário de chegada. “Estamos com mais de 45% da população com a dose de reforço atrasada, e não é por falta de vacina. Para aqueles que ainda não foram tomar a 3ª dose, reforço o pedido para que não deixem de comparecer nos postos de vacinação”, enfatizou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Infantil - Para o público infantil (6 a 11 anos), o Ministério da Saúde enviará nesta quinta-feira (24), via terrestre, 565.600 doses da CoronaVac. A remessa faz parte do 89ª informe técnico e, de acordo com o documento, são 14.600 vacinas para a primeira dose e 551.000 para a segunda dose. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Danilo Avanci / Sesa

 

SAÚDE IV: Paraná registra mais 26 casos e quatro óbitos pela H3N2

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou mais 26 casos e quatro óbitos em decorrência da H3N2 no Paraná. As informações foram extraídas nesta quarta-feira (23/02) por meio do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

Influenza A - A doença é um tipo do vírus da Gripe Influenza A e desde dezembro do ano passado já registrou 2.063 casos e 102 mortes em 232 municípios. Em janeiro, o Paraná declarou estado de epidemia de H3N2, considerando o rápido contágio, direto ou indireto da doença.

Registros - Os novos óbitos foram registrados em Adrianópolis, Castro, Colombo e Foz do Iguaçu. São três mulheres e um homem, com idades entre 78 e 86 anos. As mortes ocorreram entre os dias 9 de janeiro e 16 de fevereiro.

Diagnóstico - Atualmente os diagnósticos de Influenza são realizados nos serviços de saúde após procura por atendimento e também nas 34 unidades sentinela do Paraná – responsáveis pela detecção de doenças circulantes por meio de amostras aleatórias. Já com relação a nominação da cepa do vírus, a confirmação depende do sequenciamento genômico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. (Agência de Notícias do Paraná)

Dados municípios


Versão para impressão


RODAPE