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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5271 | 04 de Março de 2022

SISTEMA OCEPAR: Gerente de Relações Institucionais da OCB, Clara Pedroso Maffia, conhece o Programa de Educação Política do Paraná

reuniao comite 04 03 2022Em ano de eleição, a missão do Sistema OCB, em âmbito nacional, e do Sistema Ocepar, no Paraná, é fortalecer a representação institucional do cooperativismo no Congresso Nacional. “Temos que reconhecer o trabalho de quem nos apoia e abrir novas frentes, não apenas para o ramo agropecuário, mas para o crédito, saúde, infraestrutura, enfim, para todos os ramos de atuação do cooperativismo”, disse o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ao abrir, na manhã desta sexta-feira (04/03), a reunião do Comitê Estratégico da organização, grupo constituído pelos superintendentes da Ocepar, Fecoopar e Sescoop/PR e por gerentes e coordenadores das três entidades.

Representação nacional - A reunião desta sexta-feira contou com a presença da gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Pedroso Maffia, que, na ocasião, falou sobre os trabalhos da organização nacional para fortalecer a base de apoio do cooperativismo. Ela também conheceu as ações desenvolvidas no Paraná. “Retomamos o Programa de Educação Política, que deu um resultado bastante positivo nas eleições de 2018”, explicou Ricken.

PRC200 - Segundo ele, formar uma base de apoio parlamentar é fundamental para que o cooperativismo possa apresentar e defender questões elementares para o seu desenvolvimento. “Há o reconhecimento, por parte das lideranças cooperativistas, em relação à importância de uma representação institucional forte, motivo pelo qual o Programa de Educação Política foi retomado e tornou-se o projeto número 1 do Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o atual planejamento estratégico do cooperativismo paranaense”, comentou.

Detalhamento - Também a coordenadora de Relações Parlamentares da Ocepar, Daniely Andressa da Silva, falou sobre as propostas do Projeto 01 do PRC200 e de seu objetivo, que é difundir a educação política junto ao público cooperativista do Paraná, contribuindo para promover o voto consciente e fortalecer a Frencoop no Congresso Nacional. “A ideia é ampliar as atividades, visando à composição da Frencoop nas eleições deste ano. Uma série de ações deve ser desenvolvida com foco no núcleo de cooperados, lideranças femininas e de jovens, além do público interno das cooperativas. A expectativa é de que essa iniciativa resulte numa comunicação assertiva, que repasse de informações sobre o trabalho dos parlamentares e a importância da representatividade do cooperativismo no cenário político; na priorização de pautas de interesse do setor no parlamento e no aumento da articulação com parlamentares federais e estaduais”, disse Daniely.

Parceria - Ao comentar o plano de trabalho do Sistema OCB no Congresso Nacional, Clara Pedroso Maffia disse que, de fato, a recomposição da Frencoop é o foco principal neste ano. “E vamos abrir as discussões por ramo e por região. Esta diversificação é importante para que tenhamos representantes alinhados com os mais diferentes ramos do cooperativismo, além de estabelecer o diálogo do setor com parlamentes buscando maior identificação com a base e afinidade com temas de interesse”, frisou.

Representação da OCB - Clara explicou que atualmente a OCB tem desenvolvido um trabalho importante na representação dos interesses e defesa do setor cooperativista junto aos Três Poderes. “Por meio da gerência de Relações Institucionais e com o apoio das áreas jurídica e técnicas, a OCB tem atuado na construção de políticas públicas importantes para todos os ramos do cooperativismo”, afirmou. Ela destacou ainda que avanços importantes nos últimos anos têm resultado do trabalho de relacionamento da OCB com atores governamentais estratégicos, como o Banco Central e agências reguladoras específicas, a exemplo da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Parceria - gerente comentou também sobre os estudos divulgados pela OCB, material que compõe as estratégias de comunicação do setor. “São estudos semanais abrangendo a análise econômica e política e que permitem uma visão geral sobre o ambiente político para as eleições de 2022”, disse. “A finalidade é levar informação para os cooperados e para os parlamentares para eles possam desenvolver melhor a representação do cooperativismo. Nestas eleições, o aspecto econômico será o foco maior dos debates, até mesmo por conta dos conflitos e dos impactos da pandemia, então, temos que trabalhar muito a informação e estreitar as relações com os parlamentares, buscando caminhos que nos levem a ser mais efetivos. Por isso, é importante estarmos alinhados com as unidades estaduais, e o Sistema Ocepar tem sido um grande parceiro nesse sentido”, disse.

Oficina de Multiplicadores - Por fim, a gerente contou sobre o projeto piloto desenvolvido pela OCB, em conjunto com a Ocepar, denominado Oficina de Multiplicadores e que tem como objetivo fomentar o repasse de informações e o senso político e consciente do público cooperativista. “Inicialmente serão realizadas duas turmas pilotos e a ideia é incentivar as unidades estaduais e as cooperativas a engajarem seu público em relação a importância da participação política das cooperativas”, comentou. “O programa não tem como propósito direcionar votos a nenhum candidato, não há nenhum viés ideológico, político ou partidário. Trata-se de uma iniciativa que busca estimular o voto consciente, levar informações confiáveis sobre ações parlamentares, divulgando, com transparência, ações importantes na defesa do setor, além de identificar candidatos compromissados com a causa cooperativista e fortalecer a atuação da Frencoop”, concluiu.

 

GETEC: Confira o boletim semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec coordenacao parlamentar 04 03 2022A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (04/03), o Informe Semanal referente ao período de 28 de fevereiro a 4 de março. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Confira os destaques do boletim desta semana.

Proteção jurídica e econômica - Na quarta-feira (02/03), o PL 4588/2021, de autoria do Deputado Federal Sergio Souza, foi encaminhado à Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (Capadr) para deliberação. A proposta cria a Política Nacional de Proteção ao Produtor Rural, com o objetivo de amparar os interesses econômicos e jurídicos de produtores rurais, reconhecendo, dentre outros, a necessidade de políticas públicas de facilitação de acesso ao crédito e seguro rurais, além de medidas alternativas de solução de conflitos, visando a melhoria do ambiente de negócios.

Calendário eleitoral - De acordo com o calendário eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), iniciou nesta quinta-feira (03/03) a chamada janela partidária, período em que os Deputados Federais e Estaduais poderão mudar de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária. As mudanças poderão ocorrer até 1º de abril. Segundo precedentes da Justiça Eleitoral, o mandato obtido nas eleições proporcionais pertence ao partido, e não aos candidatos, razão pela qual, a mudança de partido fora do período sinalizado, sem justa causa, poderá ensejar a perda do mandato, conforme previsão dada pela Lei nº 13.165/2015.

Funrep - O Decreto nº 9810/2021, que regulamentou a cobrança dos depósitos para o Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal do Paraná (Funrep), com vigência prevista para 1º de abril, foi novamente citado durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Na quarta-feira (02/03) o deputado estadual Luiz Fernando Guerra apresentou requerimento de envio de expediente ao governador do Estado e ao secretário de Estado da Fazenda solicitando providências para a revogação do referido ato normativo. Na última semana, durante Audiência Pública, o deputado estadual Antônio Anibelli Neto também questionou o Secretário da Fazenda sobre esta cobrança. A Ocepar, em conjunto com as demais entidades do G7, tem atuado junto ao Governo Estadual para a revogação desta medida tendo em vista os impactos para importantes setores da economia.

Clique aqui para conferir o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

PERDA: Sistema Ocepar lamenta o falecimento do cooperativista Eliseu de Paula

perda 04 03 2022

O Sistema Ocepar lamenta o falecimento do ex-presidente da Corol Cooperativa Agropecuária, Eliseu de Paula, ocorrido na madrugada desta sexta-feira (04/03), em Londrina (PR), onde estava internado para tratamento de uma enfermidade. “Foi com muito pesar que recebemos a notícia da perda de Eliseu de Paula, um cooperativista que, por um bom período, esteve no comando da Corol. Expressamos nossos sentimentos à família e amigos nesse momento”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Nascido em 14 de junho de 1946, Eliseu tinha 75 anos e deixa esposa e filhas. Agricultor, assumiu a presidência da Corol, sediada em Rolândia, no Norte do Paraná, entre os anos de 1979 e 2013. Fundada no começo dos anos 1960, a cooperativa entrou em dificuldades na década de 2000, quando deixou de operar. O velório será realizado nesta sexta-feira, no Centro de Pastoral João de Deus, das 14h às 17h, em Rolândia. O sepultamento ocorrerá às 18h, no Cemitério Central da cidade. 

 

 

PANORAMA COOP: Boletim traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

panorama coop 04 03 2022O Sistema OCB publica, semanalmente, o Panorama Coop, um boletim com análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. A newsletter é atualizada todas as quintas-feiras. 

Série especial - Nesta edição, o boletim finaliza a série especial com a terceira análise política. Os estudos e análises foram desenvolvidos em parceria com a BMJ Consultores Associados, consultoria especializada em relações governamentais e comércio exterior. São destacadas as principais chances de avanços de políticas públicas, legislações e regulamentações de interesse do cooperativismo brasileiro. Confira.

Terceira e última parte - Esta é a terceira e última parte do nosso Boletim Especial do Cenário Político para o Cooperativismo Brasileiro, construído em conjunto com a BMJ Consultores Associados. Desta vez, focaremos nos principais temas estruturantes e marcos setoriais em discussão no âmbito do Congresso Nacional. Além disso, trataremos das proposições prioritárias para o setor cooperativista em 2022 e como o Sistema OCB está atuando para acelerar sua tramitação.

Mudanças - O cenário de mudanças nas presidências das comissões, das indicações das lideranças partidárias e a representação política da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) também são debatidas nesta edição. Caso ainda não tenha tido a oportunidade de ler as partes anteriores do nosso boletim, compartilhamos aqui os links da Parte 1 e da Parte 2.

Tendências - Assim, finalizamos nossa análise sobre as principais tendências do cenário político e institucional para este ano. No horizonte, um cenário com desafios externos bastante complexos e uma janela de decisões reduzida e muito movimentada. Tendo este cenário como perspectiva, a missão do Sistema OCB será de aproveitar ao máximo as oportunidades para o avanço do marco regulatório do cooperativismo e para o fortalecimento da representação política do setor.

Acesse o Boletim Especial - Parte 3

Acesse as análises anteriores

Sistema OCB lança campanha de divulgação do Dia C para unidades estaduais - Comemorado desde 2009, o Dia C materializa o compromisso das cooperativas com a sociedade. Por isso, a mobilização em torno da campanha, que ocorre ao longo de todo o ano, exige sempre muito foco e determinação. Para garantir que tudo aconteça com o máximo de organização e eficiência, o Sistema OCB lançou nesta quarta-feira (23/03) a campanha de divulgação do Dia C para as unidades estaduais. Em reunião virtual, foram apresentadas as estratégias pensadas para integrar as cooperativas e incentivar ainda mais a prática do voluntariado.

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COCAMAR: Braquiária solteira cuida do solo e aumenta a produtividade da soja

Como a braquiária solteira, cultivada nos meses de outono e inverno, pode contribuir para o aumento da produtividade da soja no verão? Em busca dessa resposta, a equipe do Rally Cocamar da Produtividade esteve segunda-feira (28/02) na Embrapa Soja, em Londrina (PR), onde foi recebida por três pesquisadores: Júlio Franchini, Alvadi Balbinot e o chefe adjunto Adilson Oliveira Júnior.

Fazer rotação - Por questões econômicas, nem todos os produtores admitem cultivar braquiária solteira no inverno, em detrimento de uma cultura comercial. Por isso, a orientação de Franchini é que isso seja feito em sistema de rotação, destinando a cada ano apenas uma parte das terras para essa finalidade.

Potencial - Numa parcela mantida na Embrapa Soja, onde no outono/inverno se fez o cultivo de braquiária solteira, o potencial de produtividade da soja, segundo o pesquisador, é de 180 sacas por alqueire (74,3 sacas/hectare), com incremento de 10% a 12% em relação a uma lavoura onde isto não foi feito.

Mais raízes e palhada - Franchini se baseia em um levantamento que leva em conta os resultados de seis safras. “Uma das principais vantagens da braquiária solteira é a maior produção de raízes e palhada”, afirmou, salientando que, na média por hectare, o cultivo resulta em 10 toneladas de matéria seca na superfície e 4 toneladas de raízes. Só para comparar, a cultura da soja deixa 4 toneladas de palha seca na superfície e 1,5 tonelada de raízes; o milho, 6 toneladas de palhada e 1,5 tonelada de raízes. “A diferença e o impacto são muito grandes”, disse.

Insuficiente - Como a palhada do milho deixa grande parte do solo desprotegido, o mesmo vai ficar exposto à radiação direta, havendo aumento considerável da temperatura da superfície (de 30ºC, em média, para mais de 60ºC) e maior incidência de ervas de difícil controle.  

Planejar - Franchini comenta que como esse cenário de dificuldade climática veio para ficar, o produtor precisa adotar um planejamento, colocando a braquiária solteira em 20, 25 ou 30% da área, criando assim um ambiente muito melhor para a soja e com menos riscos de perda. “No longo prazo, há aumento de produtividade e rentabilidade quando se trabalha no sistema mais diversificado, caso da braquiária solteira.”

Nematoides - O pesquisador lembrou, ainda, que alguns produtores costumam criar barreiras à adoção dessa prática, incluindo o consórcio milho e braquiária, argumentando que o capim favoreceria a infestação de nematoides. “O que a gente vê é justamente o contrário. Com o aumento da diversidade de espécies vegetais, aumenta a diversidade de microrganismos no solo, o que ajuda a controlar as populações de nematoide, de maneira a não causar danos à soja. Em resumo: as populações de nematoide são menores onde a braquiária está presente”, observou.

Plantio direto - Quanto a conservação do solo, o pesquisador lamentou estar havendo perda de qualidade no plantio direto, uma vez que parte dos produtores valoriza muito a parte operacional, em detrimento das curvas de nível, que são retiradas total ou parcialmente.

Infiltração - “A curva de nível tem um papel muito importante, que é reter a água que não infiltra no solo”, explicou, acrescentando: em sistemas padrão soja-milho, comuns na região norte do estado, a infiltração é de 30 milímetros por hora. “Quando você diversifica com a braquiária, ou planta ela solteira, a infiltração aumenta, tranquilamente, para 60 milímetros por hora, reduzindo assim a perda de água por escoamento, que vai ficar armazenada no solo.”

Erosão - A curva de nível é indispensável, também, para proteger de chuvas muito volumosas, lembrando que em outubro do ano passado as precipitações passaram de 400 milímetros, muito acima da média, e observou-se que inúmeras propriedades tiveram sérios problemas com erosão.

Retrocesso - “A erosão causa um grande prejuízo, o produtor perde a camada mais fértil do solo e os danos são muito maiores que o ganho operacional”, disse Franchini, que completou: “Não podemos desvincular uma coisa da outra, temos que ter plantio direto com curva de nível e palhada para a qualidade física do solo. Não podemos retroceder”.  

Fonseca - Ainda no distrito da Warta, município de Londrina, o Rally visitou a propriedade da família Fonseca, que mantém tradição na pecuária leiteira e de corte, onde o cooperado Sérgio Fonseca conduz os negócios ao lado dos filhos Diogo e Maicon. Para diversificar as atividades com o objetivo, também, de aumentar a rentabilidade, eles investiram pela primeira vez no plantio de soja, em 24 alqueires (52,8 hectares), sob a orientação do agrônomo Silvio Munhon, da unidade local da Cocamar.

Segurança - Com a colheita recém finalizada, os Fonseca registraram a média de 145 sacas por alqueire (60 sacas/hectare), bem acima do que a grande maioria dos produtores vem obtendo este ano no Paraná. Num talhão de 6 alqueires, inclusive, a média foi de 173 sacas por alqueire (71,4/hectare). “Aqui praticamente não sentimos a falta de chuvas”, disse Diogo, salientando que embora sem experiência na cultura, eles se sentiram seguros com o apoio técnico prestado pela cooperativa.

Média - O gerente das unidades de Londrina e Warta, Ricardo Mendes, comenta que as primeiras colheitas na região apresentaram média de 112 sacas por alqueire (46,2/hectare), número que deve subir com o decorrer dos trabalhos, pois as lavouras semeadas mais tardiamente se encontram bem melhores.

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

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BALANÇA COMERCIAL: Superávit de fevereiro é o maior desde 2017 e comércio exterior bate novos recordes

comercio exterior 04 03 2022A balança comercial brasileira fechou o mês de fevereiro com superávit de US$ 4,05 bilhões, em alta de 108,9% sobre o mesmo mês do ano passado, pela média diária. Foi o melhor saldo desde fevereiro de 2017, quando atingiu US$ 4,2 bilhões, e o segundo maior da série histórica, iniciada em 1989. O desempenho foi impulsionado por recordes de exportações, importações e corrente de comércio (soma das exportações e importações), tanto no mês quanto no primeiro bimestre de 2022, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME) nesta quinta-feira (03/03).

Valor - O valor das exportações foi recorde para o mês em fevereiro, com US$ 22,91 bilhões, em alta de 32,6% sobre fevereiro de 2021. O último recorde para este mês era de 2012, com US$ 17,9 bilhões. As importações também bateram recorde no mês, com US$ 18,9 bilhões, em alta de 22,9%, superando o recorde de US$ 18,2 bilhões de fevereiro de 2014. Assim, a corrente de comércio também foi histórica para o mês, alcançando US$ 41,78 bilhões, em alta de 28%. O recorde anterior foi registrado em 2012, no valor de US$ 34,4 bilhões.

Primeiro bimestre - No acumulado do primeiro bimestre, a balança teve superávit de US$ 3,84 bilhões, com crescimento de 125,4%. A Secex também registrou recordes de exportação no período, com US$ 42,55 bilhões, em alta de 29%; de importação, com aumento de 23,8%, totalizando US$ 38,71 bilhões; e na corrente de comércio, que subiu 26,5%, atingindo US$ 81,3 bilhões.

Resultado - O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, explicou que o superávit alto em fevereiro é fruto de exportação e importação recordes, com crescimento de volume superior ao de preços nas vendas externas. “A trajetória para a média diária de fevereiro mantém a tendência de janeiro, com grande crescimento, chegando a US$ 1,2 bilhão por dia útil, motivado por um aumento de volume embarcado e de preços”, comentou.

Demanda - Segundo ele, houve demanda por bens, com crescimento da exportação brasileira de commodities e outros itens relevantes, tais como automóveis. Entre os destaques, além da alta dos preços, o ano começou com “embarques mais robustos do volume de soja”, principalmente devido ao fato de a safra ter sido plantada e colhida mais cedo em relação à de 2021.

Importação - Do lado da importação, o que motivou o crescimento do valor foi o aumento de preços, que subiu em média 30,9%, enquanto o volume caiu 2,5% em relação a fevereiro de 2021. “Desde novembro do ano passado, observamos esse fenômeno de aumento dos preços dos bens importados, por conta da demanda mundial elevada. Até hoje as cadeias de produção estão se recuperando da crise da Covid-19, e os fluxos de comércio vêm se alterando por conta dessa retomada das cadeias de produção”, disse Brandão.

Exportações no mês - Os bens agropecuários tiveram o maior crescimento das exportações no mês, com 114,2%. A Indústria Extrativa teve alta de 3,7% e a Indústria de Transformação, de 29%.

Volume - Nos bens agropecuários, o volume foi 61,2% maior do que de fevereiro de 2021, puxado pelo maior embarque de soja, e com preços mais aquecidos. Na Indústria Extrativa, houve redução de 24% no volume exportado, mas o petróleo teve aumento de 32,6% na quantidade vendida. A Secex registrou uma redução das vendas de minério de ferro, mas os embarques do produto devem crescer nos próximos meses.

Destinos - As exportações aumentaram para todos os principais destinos em fevereiro, com destaque para a alta de 11,5% nas vendas para a China; de 76,3% para os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean); de 30% para a Argentina; de 50% para a União Europeia; e de 34,4% para os Estados Unidos.

Importações em fevereiro - Nas importações, por outro lado, houve redução de 2,7% nas compras de produtos agropecuários, enquanto a Indústria Extrativa aumentou em 142,3% as aquisições do exterior e a Indústria de Transformação comprou 19,3% a mais do que no mesmo mês de 2021. No entanto, aumentaram os preços na Indústria de Transformação e na Agropecuária, enquanto na Indústria Extrativa subiram tanto as quantidades quanto os preços. “Os principais produtos da Indústria Extrativa são commodities energéticas, como gás natural e petróleo”, citou o subsecretário.

Categorias econômicas - Houve aumento nas compras de todas as categorias econômicas. A importação de bens de capital subiu 9,7%; de bens intermediários cresceu 22,2%; de bens de consumo aumentou 5,3%; e em combustíveis e lubrificantes a alta foi de 62,6%.

Aumento das compras - Entre as origens, a Secex observou aumento das compras do Estados Unidos (+44,4%), que é grande fornecedor de gás natural; de produtos chineses, principalmente eletroeletrônicos, compostos orgânicos e inorgânicos e insumos agrícolas (+27,3%); e da União Europeia (+15,3%). No entanto, caíram as compras da Argentina (-16,7%), principalmente em energia elétrica. “Praticamente não importamos energia elétrica nesse mês. A produção interna tem-se recuperado e houve menor necessidade de compra dessa origem em fevereiro”, frisou Brandão.

Destaques do bimestre - Em relação às categorias, nos dois primeiros meses houve crescimento de 106,4% nas exportações da Agropecuária, com US$ 8,27 bilhões; queda de 7,1% na Indústria Extrativa, que chegou a US$ 9,56 bilhões; e crescimento de 32,4% na Indústria de Transformação, que alcançou US$ 24,51 bilhões. “No bimestre, a soja respondeu por 8,7 milhões de toneladas nos embarques, o que impulsiona a receita de produtos agropecuários”, explicou o subsecretário, salientando que os preços subiram em praticamente todos os principais produtos das três categorias.

China - Nos destinos do bimestre, Brandão destacou a recuperação dos embarques para a China, que voltaram a aumentar mesmo com a queda de janeiro. A soja e a carne bovina – que vem se recuperando depois do embargo dos últimos meses do ano passado – foram os itens mais comprados pelos chineses.

Setores - Na importação dos dois primeiros meses, recuaram em 9,4% as compras da Agropecuária, que somou US$ 76 bilhões, mas as da Indústria Extrativa subiram 220%, chegando a US$ 4,34 bilhões, e as da Indústria de Transformação alcançaram US$ 33,08 bilhões, subindo 17%.

Conflito na Ucrânia - Os dados de fevereiro não refletiram os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia, que começou no dia 24 de fevereiro, porque só houve um dia útil desde então, de acordo com a Secex. Como o registro das importações é feito pelo desembaraço aduaneiro, abrange mercadorias que saíram daquela região há 20 dias. Já nas exportações, o registro é feito pelo embarque e os produtos também podem chegar ao destino em 20 dias.

Cedo - Herlon Brandão salientou que é cedo para fazer estimativas sobre os impactos da guerra no comércio exterior brasileiro, pois “a incerteza é muito grande”. Para o subsecretário, qualquer análise feita no atual momento tende a ser muito superficial e preliminar. (Ministério da Economia)

FOTO: Pixabay

Veja os principais resultados da balança comercial.

 

 

CÂMBIO: Dólar fecha a R$ 5,02 com procura por commodities

cambio 04 03 2022Beneficiado pelo aumento da procura por matérias-primas, o dólar caiu pelo segundo dia consecutivo, e praticamente zerou a alta iniciada após o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A bolsa de valores, B3, subiu na maior parte do dia, mas perdeu força durante a tarde e encerrou próxima da estabilidade.

Cotação - O dólar comercial fechou esta quinta-feira (03/03) vendido a R$ 5,028, com recuo de R$ 0,049 (1,55%). A cotação abriu estável, mas operou em baixa no restante da sessão. A moeda teve o maior recuo diário desde 31 de janeiro. A cotação está no menor nível desde quarta-feira da semana passada (23/02), quando tinha encerrado a R$ 5, na véspera da invasão de territórios ucranianos por forças russas.

Ações - No mercado de ações, o dia foi menos positivo. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 115.165 pontos, com recuo de apenas 0,01%. O indicador acompanhou as perdas das bolsas norte-americanas, em meio ao agravamento das tensões entre a Rússia e países do ocidente. Ações que se valorizaram nos últimos dias, como petroleiras e varejistas, caíram hoje. A queda só não foi maior porque os papéis de bancos, mineradoras e siderúrgicas subiram.

Entrada de dólares - A valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) e a procura por matérias-primas têm mantido a entrada de fluxos de dólares no Brasil. O dólar caiu ainda mais após a divulgação de que a balança comercial registrou, em fevereiro, o segundo maior superávit da história para o mês, de US$ 4,049 bilhões.

Câmbio contratado - Além dos resultados comerciais, o Banco Central divulgou que, no mês passado, o Brasil recebeu cerca de US$ 6 bilhões em câmbio contratado (operações que incluem a entrada de recursos e os adiantamentos de contratos de câmbio). A entrada de recursos foi a mais alta em três anos.

Mercado externo - No mercado externo, os investidores ainda refletem as afirmações do presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), Jerome Powell. Na quarta-feira (02/03), ele declarou que pretende pedir aos diretores do órgão que elevem em apenas 0,25 ponto percentual os juros básicos nos Estados Unidos na reunião deste mês. Um ajuste monetário gradual dos Estados Unidos beneficia países emergentes, como o Brasil. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

AGRICULTURA: Plano Nacional de Fertilizantes será lançado este mês, diz ministra

agricultura 04 03 2022Em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia, que ameaça a oferta de grande parte dos fertilizantes importados pelo Brasil, o governo federal vai lançar este mês um plano nacional para ampliar a produção do insumo no país. A informação é da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Uso - Os fertilizantes, especialmente nitrogênio, fósforo e potássio, são largamente utilizados pelo setor agrícola brasileiro, mas 80% deles são importados, e a Rússia e a Bielorússia são dois dos principais fornecedores do produto ao Brasil. No momento, no entanto, em decorrência das sanções econômicas aplicadas contra russos e bielorrussos, por causa da invasão à Ucrânia, o Brasil não tem conseguido trazer os fertilizantes destes países.

Dependência externa - "O Brasil, no passado, não fez um programa nacional para a produção própria de fertilizantes. Fizemos uma opção errada, lá atrás, de ficarmos importando nitrogênio, fósforo e potássio", afirmou a ministra durante a live semanal do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. No caso do fósforo, considerado um dos fertilizantes mais importantes, a dependência externa chega a 93%.

Cerimônia - Segundo a ministra, uma cerimônia de entrega do plano será realizada no final de março, no Palácio do Planalto. Apesar de coincidir com uma crise de abastecimento do produto, o plano vinha sendo pensado há mais tempo.

Pronto - "Esse plano está pronto, não foi por causa desta crise. Isso nós pensamos lá atrás, no seu governo, de que o Brasil, uma potência agro, não poderia ficar nessa dependência, do resto do mundo, de mais de 80% nos três produtos, de vários países”, disse a ministra durante a live com Bolsonaro.

Grupo de trabalho - Um grupo de trabalho chegou a ser formado há quase um ano e envolveu representantes de nove ministérios.

Diagnóstico - Segundo Teresa Cristina, o plano trará um diagnóstico sobre a oferta de fertilizantes no Brasil e poderá ter como resultado, por exemplo, propostas legislativas para facilitar a produção de fertilizantes no país, como regras de licenciamento ambiental para exploração de jazidas e até permissão para extração dos minerais em terras indígenas.

Estoque - Na quarta-feira (02/03), durante coletiva de imprensa, a ministra da Agricultura afirmou que o estoque de fertilizantes para o agronegócio no Brasil está garantido até outubro. Ela garantiu que não há problemas com a safra neste momento, porém, a safra de verão, no final de setembro e outubro, ainda gera preocupação. (Agência Brasil)

FOTO: Reprodução Youtube

 

IBGE: PIB cresce 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia

ibge 04 03 2022 O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia. Já o PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, um avanço de 3,9% em relação ao ano anterior (-4,6%).

Oscilação - O PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, está 0,5% acima do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas continua 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado nesta sexta-feira (04/03), pelo IBGE.

Setores - O crescimento da economia foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária recuou 0,2% no ano passado.

Crescimento - “Todas as atividades que compõem os serviços cresceram em 2021, com destaque para transporte, armazenagem e correio (11,4%). O transporte de passageiros subiu bastante, principalmente, no fim do ano, com o retorno das pessoas às viagens. A atividade de informação e comunicação (12,3%) também avançou puxada por internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade já vinha crescendo antes da pandemia, mas com o isolamento social e todas as mudanças provocadas pela pandemia, esse processo se intensificou, fazendo a atividade crescer ainda mais”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Outras atividades - Outras atividades de serviços (7,6%) também tiveram alta no período. “São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço”, acrescenta Palis. Cresceram ainda o comércio (5,5%), atividades imobiliárias (2,2%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%).

Indústria - Na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da construção que, após cair 6,3% em 2020, subiu 9,7% em 2021. Tal expansão foi corroborada pelo aumento da ocupação na atividade.

Transformação - As indústrias de transformação (4,5%), com maior peso no setor, também cresceram, influenciadas, principalmente, pela alta nas atividades de fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; fabricação de produtos minerais não-metálicos; e indústria automotiva. As indústrias extrativas avançaram 3,0% devido à alta na extração de minério de ferro.

Não cresceu - A única atividade que não cresceu foi eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que teve variação negativa de 0,1%, o que indica estabilidade. “A crise hídrica afetou negativamente o desempenho da atividade em 2021”, explica Rebeca Palis.

Estiagem e geadas prejudicaram o resultado da agropecuária - Já a agropecuária, que havia crescido em 2020, recuou 0,2% em 2021, em decorrência da estiagem prolongada e de geadas. “Apesar do crescimento anual da produção de soja (11,0%), culturas importantes da lavoura registraram queda na estimativa de produção e perda de produtividade em 2021, como a cana-de-açúcar (-10,1%), o milho (-15,0%) e o café (-21,1%). O baixo desempenho da pecuária é explicado, principalmente, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite”, detalha Palis.

Todos os componentes da demanda interna cresceram em 2021 - Ao contrário do que aconteceu em 2020, todos os componentes da demanda avançaram em 2021, contribuindo positivamente para o crescimento do PIB. O consumo das famílias avançou 3,6% e o do governo subiu 2,0%. No ano anterior, esses componentes haviam recuado 5,4% e 4,5%, respectivamente.

Recuperação - “Houve uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, afirma Palis

Investimentos - Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 17,2%, favorecidos pela construção, que no ano anterior teve uma queda, e pela produção interna de bens de capital. A taxa de investimento subiu de 16,6% para 19,2% em um ano.

Alta - A balança de bens e serviços registrou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações. Em 2020, tinham recuado 9,8% e 1,8%, respectivamente. “Como a economia aqueceu, o país importou mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. Isso puxou o PIB um pouco para baixo, contribuindo negativamente para o desempenho da economia”, explica Rebeca Palis.

Destaques - Entre os produtos da pauta de exportações, os destaques foram extração de petróleo e gás natural; metalurgia; veículos automotores; e produtos de metal. No caso dos serviços, as viagens subiram mais. Já entre as importações, os destaques positivos foram produtos químicos; máquinas e aparelhos elétricos; indústria automotiva e produtos de metal.

PIB cresce 0,5% no quarto trimestre - No quarto trimestre de 2021, o PIB cresceu 0,5% na comparação com o terceiro trimestre do ano (-0,1%), registrando resultado positivo nessa comparação, depois da alta de 1,4% no primeiro trimestre e do recuo de 0,3% no segundo trimestre. Em valores correntes, isso corresponde a R$ 2,2 trilhões. Quando comparado ao quarto trimestre de 2020, o PIB teve alta de 1,6%.

Fator determinante - “A agropecuária cresceu 5,8%, mas o fator determinante para o crescimento do PIB no quarto trimestre foram os serviços (0,5%), que têm peso maior na economia. Nos serviços, os destaques foram as mesmas atividades que cresceram no ano: informação e comunicação (3,4%), transporte, armazenagem e correio (2,6%), outras atividades de serviços (2,1%)”, destaca Rebeca Palis.

Avanços - Também avançaram administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,0%). Por outro lado, houve queda no comércio (-2,0%), seguida pela variação negativa nas atividades imobiliárias (-0,4%) e estabilidade nas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,0%).

Recuo - Já a indústria recuou com a queda nas indústrias de transformação (-2,5%), principalmente na atividade de bens de consumo duráveis. As indústrias extrativas (-2,4%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,2%) também recuaram. O único resultado positivo foi na construção (1,5%).

Café e milho - A agropecuária cresceu porque acabou a safra do café e do milho, cujas estimativas eram negativas. Isso acabou puxando o resultado do trimestre para cima em relação ao anterior.

Despesa - Pela ótica da despesa, houve crescimento no consumo das famílias (0,7%) e no consumo do governo (0,8%). Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 0,4% no período. No que se refere ao setor externo, as exportações caíram 2,4%, enquanto as importações avançaram 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2021.

Sobre o Sistema de Contas Nacionais - O Sistema de Contas Nacionais apresenta os valores correntes e os índices de volume trimestralmente para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, Formação Bruta de Capital Fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. No IBGE, a pesquisa foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Gabriela Garcia Cera / Fapesc

 

PIB-Preos-de-mercado-2

PIB-Setores-2

PIB-Demandas-2

 

ECONOMIA: Receita libera serviços do Imposto de Renda para Portal Gov.br

economia 04 03 2022Desde esta quinta-feira (03/04), contribuintes com nível prata ou ouro no Portal Gov.br ganharam acesso a mais serviços e funcionalidades dentro do Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal (e-CAC). Eles terão direito a serviços até agora restritos a quem tinha certificado digital, tipo de assinatura eletrônica vendida no mercado.

Liberados - Os serviços liberados são os seguintes:

•   Preenchimento e retificação da declaração do Imposto de Renda no ambiente e-CAC;

•   Cópia da declaração e do recibo de entrega;

•   Cópia dos arquivos transmitidos;

•   Visualização do número do recibo;

•   Visualização de pendências de malha fina;

•   Entrega de documentos para regularizar a situação no Fisco;

•   Consulta a débitos do Imposto de Renda Pessoa Física;

•   Emissão de Documento de Arrecadação Fiscal (Darf)

Declaração pré-preenchida - A partir de 15 de março, os contribuintes com conta nível prata ou ouro também terão acesso à declaração pré-preenchida do Imposto de Renda no e-CAC. Nessa modalidade, a Receita fornece um formulário com dados apurados em declarações enviadas por empresas, instituições financeiras, imobiliárias e médicos, cabendo ao contribuinte confirmar as informações ou fazer ajustes antes de enviar a declaração do Imposto de Renda.

Busca - De acordo com a Receita Federal, os novos serviços reduzirão a necessidade de o cidadão ir a um posto da Receita para buscar dados de declarações de anos anteriores. Na semana passada, o Fisco tinha elevado o nível de segurança para o acesso ao e-CAC, justamente para permitir que os serviços disponíveis aos contribuintes com certificado digital sejam fornecidos a mais pessoas.

Prazo - O prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2022 começa às 8h de segunda-feira (07/03) e vai até as 23h59min59s de 29 de abril. Neste ano, a Receita Federal espera receber 34,1 milhões de documentos. Quem enviar a declaração fora do prazo determinado deverá pagar multa de R$ 165,74 ou de 20% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

Níveis de segurança - Identificação segura para acessar serviços públicos digitais, a conta Gov.br está disponível a todos os cidadãos brasileiros. O login tem três níveis de segurança: bronze, para serviços menos sensíveis; prata, que permite o acesso a muitos serviços digitais; e ouro, que permite o acesso a todos os serviços digitais.

Bronze - As contas cadastradas exclusivamente com informações do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são consideradas nível bronze. Também tem esse nível o cadastro feito presencialmente nas unidades do INSS ou do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Validação - As contas nível prata têm validação de uma dessas três fontes: biometria facial da carteira de motorista, cadastro Sigepe (no caso de servidores públicos) ou dados bancários de um dos sete bancos conveniados ao Portal Gov.br (Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob).

Ouro - Por fim, as contas validadas com biometria facial da Justiça Eleitoral ou por certificado digital compatível com ICP-Brasil passam a ter nível ouro de segurança.

Elevação de nível - Os contribuintes com contas nível bronze podem elevar o nível de segurança do login, ao fazer as validações que conferem níveis superiores. (Agência Brasil)

Clique aqui para obter mais informações sobre o procedimento.

 

INFRAESTRUTURA: Governo do Estado garante conservação da PR-151 após fim do pedágio

infraestrutura 04 03 2022O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) está realizando serviços de remendos superficiais no pavimento, roçada, limpeza da faixa de domínio e da sinalização vertical na PR-151, entre Ponta Grossa e Sengés, na região dos Campos Gerais. O trecho de 227,45 quilômetros passa também pelos municípios de Carambeí, Castro, Piraí do Sul e Jaguariaíva, tendo voltado a ser administrado pelo DER/PR após o fim dos pedágios do Anel de Integração em novembro passado.

Ordem de serviço - “Em dezembro já havíamos assinado a ordem de serviço deste novo contrato de conservação, autorizando as empresas a se organizarem e a entrarem nos trechos para verificar todos os serviços que seriam necessários imediatamente. Agora já temos múltiplas frentes de trabalho atuando, garantindo a segurança e conforto dos nossos condutores e pedestres”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

Outros trechos - Estão sendo atendidos, no mesmo contrato, trecho da PR-427 entre Porto Amazonas e a BR-277, e trecho da PR-438 entre Teixeira Soares e a BR-277, passando também por Fernandes Pinheiro. O investimento é de R$ 29.968.363,94, contemplando ao todo 306,48 quilômetros de rodovias estaduais da superintendência regional dos Campos Gerais do DER/PR pelo período de dois anos.

Conservação - Os serviços de conservação do pavimento incluem remendos superficiais e profundos, reperfilagem e microrrevestimento. Já nos serviços de conservação da faixa de domínio, será realizado o controle da vegetação próxima ao pavimento, limpeza e recomposição de elementos de drenagem, e limpeza e recomposição da sinalização e de dispositivos de segurança viária.

Condições - “Estes trechos foram entregues em condições boas a regulares, mas no caso da PR-151, o principal corredor logístico da malha estadual nos Campos Gerais, o desgaste do pavimento é inevitável pela grande presença de veículos, principalmente do tráfego de longa distância”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti. “Também é muito importante manter a faixa de domínio em boas condições, com serviços rotineiros como a roçada, sem a qual ficam prejudicadas a sinalização vertical e a própria visibilidade da pista”.

Atendimento - O contrato vai atender ainda trechos da PRC-373 em Ponta Grossa, PR-090 em Piraí do Sul, e da PR-239 em Sengés.

Anel - O DER/PR licitou e contratou no final do ano passado a conservação de todas as rodovias estaduais antes contempladas no anel de integração, um investimento de R$ 93.491.447,26 dividido em cinco lotes, de acordo com as suas superintendências regionais.

Novo programa - Como há perspectiva de lançamento do novo programa de concessões rodoviárias do governo federal este ano, o valor executado pode ficar abaixo do total, devido à supressão dos serviços. Para estes casos, está prevista inclusive a possibilidade de rescisão contratual, sem penalidades para as partes envolvidas.

Contempladas - Estão contemplados 964,52 quilômetros de rodovias, incluindo pistas simples e duplicadas:

Lote 1 – Região Metropolitana de Curitiba e Litoral: 153,75 quilômetros

Lote 2 – Campos Gerais: 306,48 quilômetros

Lote 3 – Norte: 230,29 quilômetros

Lote 4 – Noroeste: 200,99 quilômetros

Lote 5 – Oeste: 73,01 quilômetros

Federais - Com o término das concessões rodoviárias em de novembro de 2021, a responsabilidade das rodovias federais (BRs) retornou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) cabendo ao mesmo a manutenção e conservação destas rodovias e suas faixas de domínio. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: DER-Paraná

 

EXECUTIVO FEDERAL: Sancionada lei com novas regras para cobertura dos planos de saúde

executivo 04 03 2022O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.307/22, que define regras para a incorporação de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde, a exemplo dos relacionados ao combate ao câncer. O texto foi publicado nesta sexta-feira (04/03), sem vetos.

ANS - Pela lei, o prazo para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) concluir a análise do processo de inclusão de procedimentos e medicamentos na lista dos obrigatórios será de 180 dias, prorrogáveis por mais 90 dias.

Origem - A norma sancionada tem origem na Medida Provisória 1067/21, aprovada na Câmara dos Deputados com base em parecer da deputada Silvia Cristina (PDT-RO).

Quimioterapia oral - A nova lei viabiliza a inclusão da cobertura de tratamento oral e domiciliar contra câncer no rol de procedimentos dos planos de saúde e determina que essa cobertura será obrigatória, caso as medicações já tenham aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Prazo - Entretanto, essa inclusão na lista deve seguir o prazo estipulado para a conclusão dos processos sobre os medicamentos (120 dias, prorrogáveis por 60 dias corridos). O texto garante a obrigatoriedade automática dos medicamentos e tratamentos até a decisão final, caso o prazo não seja cumprido.

Continuidade - Será garantida ainda a continuidade do tratamento em análise mesmo se essa decisão for desfavorável.

Aplicação - Todas as regras se aplicam aos processos de análise em curso e a ANS terá agora 180 dias para regulamentar o tema.

Assessoria - A Lei 14.307/22 também cria uma comissão técnica de apoio para assessorar a ANS na tomada de decisões sobre novas tecnologias e medicamentos, inclusive transplantes e procedimentos de alta complexidade.

Definição - A Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar terá sua composição e funcionamento definidos em regulamento, mas o texto garante representatividade de diversos setores, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), entidade representativa de consumidores de planos de saúde e entidade representativa dos planos.

Veto anterior - A nova lei faz parte de um acordo político para manter o veto total do presidente Bolsonaro ao Projeto de Lei 6330/19, do Senado, que obrigava os planos de saúde a cobrirem os gastos de clientes com medicamentos de uso domiciliar e oral contra o câncer. Na época, o veto presidencial foi criticado por congressistas e por integrantes da classe médica.

MP - Para contornar a situação, Bolsonaro editou a MP 1067/21 em troca da manutenção do veto. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Depositphotos

 

SAÚDE I: Brasil passa das 650 mil mortes

O Brasil ultrapassou a marca das 650 mil mortes causadas por complicações associadas à covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registrados 578 óbitos. Com isso, o total de vidas perdidas para a pandemia chega a 650.578.

Investigação - Ainda há 3.138 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.

Infectadas - Já a soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 28.904.030. De quarta para quinta-feira (02 e 03/03), foram confirmados 61.870 diagnósticos positivos para a covid-19.

Acompanhamento - A quantidade de casos em acompanhamento está em 1.443.166. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta nem evoluíram para morte.

Recuperadas - Até esta quinta-feira (03/03), 26.810.286 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 90,5% dos infectados desde o início da pandemia.

Balanço diário - Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (03/03). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de Saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Números - Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (164.835), Rio de Janeiro (71.837), Minas Gerais (59.722), Paraná (42.381) e Rio Grande do Sul (38.384).

Menos - Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.976), Amapá (2.102), Roraima (2.134), Tocantins (4.110) e Sergipe (6.261).

Vacinação - Até esta quinta-feira ()3/03), foram aplicadas 378,6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 169,7 milhões com a primeira dose e 145,7 milhões com a segunda dose ou dose única. Outras 56 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 04 03 2022

SAÚDE II: Paraná registra mais 6.482 casos e 43 óbitos por Covid-19

saude II 04 03 2022A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quinta-feira (03/03) mais 6.482 casos confirmados e 43 mortes — não necessariamente representam a notificação das últimas 24 horas — em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Há ajustes ao final do texto.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.333.211 casos confirmados e 42.151 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de março (4.091), fevereiro (1.621) e janeiro (716) de 2022; outubro (2), setembro (1), agosto (3), julho (3), junho (3), maio (3), abril (9), março (23) e fevereiro (3) de 2021; dezembro (1), novembro (1), outubro (1) e julho (1) de 2020. Os óbitos divulgados nesta data são de março (17), fevereiro (23) e janeiro (2) de 2022 e junho (1) de 2021.

Internados - 136 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (56 em UTI e 80 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 753 pacientes internados, 325 em leitos UTI e 428 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 43 pacientes. São 18 mulheres e 25 homens, com idades que variam entre 29 e 105 anos. Os óbitos ocorreram entre 13 de junho de 2021 a 3 de março de 2022.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em: Curitiba (5), Maringá (4), Pinhais (3), Palmas (2), Ibiporã (2), Cianorte (2), Arapoti (2) e Arapongas (2).

Uma morte - A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: União da Vitória, Tapira, Santa Terezinha de Itaipu, Santa Cruz de Monte Castelo, Rolândia, Rio Branco do Sul, Realeza, Ponta Grossa, Pato Branco, Nova Londrina, Matelândia, Mamborê, Juranda, Jandaia do Sul, Itaperuçu, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Chopinzinho, Cascavel, Cambé e Barbosa Ferraz.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 10.588 casos de residentes de fora do Estado, 230 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo AQUI.

Veja os ajustes (exclusões e correções de municípios) na página da Sesa.

 

SAÚDE III: Mais 61 mil vacinas contra a Covid-19 para crianças chegaram ao Estado nesta quinta-feira

saude III 04 03 2022A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu nesta quinta-feira (03/03) mais 61.100 vacinas pediátricas da Pfizer/BioNTech para a prevenção da Covid-19. As doses chegaram no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 13h50, no voo LA-3293 e já estão no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), de onde serão descentralizadas na próxima terça-feira (08/03).

Estimativa - A estimativa do Governo Federal é que o Paraná tenha 1.075.294 crianças de 5 a 11 anos. De acordo com último levantamento preliminar da Sesa, mais de 53% desse público recebeu a primeira dose.

Força-tarefa - “A força-tarefa do Governo do Estado continua garantindo a integridade em receber e distribuir as vacinas para que todas elas cheguem rapidamente às equipes municipais de saúde. A agilidade nesse processo nos posiciona como um dos estados que mais vacina no Brasil”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Distribuição - Serão descentralizadas durante o período da tarde 24.648 vacinas da Pfizer. Desse total, 15.528 vacinas são para a primeira dose de adolescentes, 8.640 para segunda dose das pessoas que já iniciaram o esquema vacinal, e 480 doses de reforço para a população acima de 12 anos. Os lotes estão sendo enviados, por via terrestre, às Regionais de Saúde. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Danilo Avanci / Sesa

 

saude III tabela 04 03 2022

 

METEOROLOGIA: Chuva fica abaixo da média em fevereiro no Paraná, aponta o Simepar

Fevereiro fechou com chuva abaixo da média histórica na maior parte das cidades paranaenses. A precipitação diária foi volumosa em alguns pontos do Estado, porém de forma isolada e rápida, típica de verão. Considerando o cenário de estiagem dos últimos dois anos, os números, no entanto, até que dão um fôlego aos reservatórios. Os dados são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Curitiba - A Capital teve o fevereiro mais chuvoso em três anos, apesar de um déficit de mais de 30% da sua climatologia. Foram 101,2,6 mm de chuvas registrados em Curitiba neste mês de fevereiro, contra 72,2 mm em fevereiro de 2021 e 79,2 mm no mesmo mês em 2020. O Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba aponta que o nível geral dos reservatórios está em 84,81%.

Instabilidades - Com poucas frentes frias, as instabilidades ocorreram de forma isolada. O déficit de chuva foi mais expressivo em parte do Norte e no Litoral do Estado, além de cidades como União da Vitória, Apucarana e Cerro Azul.

Outros municípios - Foz do Iguaçu, Guaíra, São Miguel do Iguaçu, Palotina, Toledo, Cascavel, Assis Chateaubriand, Salto Caxias, Cianorte, Umuarama, Francisco Beltrão, Pato Branco, Cianorte, Campo Mourão, Maringá, Palmas, Guarapuava, Entre Rios (Guarapuava), Cândido de Abreu, Londrina, Telêmaco Borba, Fernandes Pinheiro, Ponta Grossa, Cambará, Pinhais, Antonina, Guaraqueçaba, Paranaguá e Guaratuba, onde há estações do Simepar, também registraram menos chuvas do que o esperado.

Déficit - “Houve destaque na falta de chuvas na região litorânea e parte do Norte e Noroeste, com déficit acima de 100 milímetros de chuva”, explicou Samuel Braun, meteorologista do Simepar. Guaratuba, por exemplo, registrou "falta" de 188 mm. Em Cianorte, choveu perto de 50 milímetros, enquanto a média esperada era de 150 mm.

Mais que a média - Em apenas dois pontos a chuva ultrapassou a média histórica para fevereiro. Em Jaguariaíva choveu 307,4 mm, quase 170 mm acima da média climatológica. Santa Helena também registrou boas precipitações. A chuva forte, porém, foi concentrada em poucos dias, como ocorreu em Umuarama, no dia 22, e em Pinhão, no dia 25, causando transtornos à população.

Março - Para março, a tendência é que a chuva seja mais expressiva. "Principalmente em função da primeira quinzena deste mês, com várias frentes frias avançando pelo Estado e proporcionando a ocorrência de chuva um pouco mais expressiva”, destacou Braun.

Paranavaí - Em Paranavaí, o dia 1º de março já registrou a maior chuva diária: 66,8 mm, um número expressivo se levar em conta que a média histórica para o mês é de 115 mm. Em fevereiro, o acumulado foi de 67 mm. “Se esquecermos a divisão dos meses, considerando que fevereiro tem 28 dias, podíamos dizer que em Paranavaí até choveu dentro da normalidade, com mais de 130 milímetros nos últimos 30 dias”, citou o meteorologista Fernando Mendonça Mendes, também do Simepar.

Cianorte - Em Cianorte, que teve déficit de chuvas acentuado em fevereiro, o primeiro dia de março também começou chuvoso, com precipitação acumulada de 56,6 mm – o esperado para março fica entre 110 e 120 mm. Em Curitiba, março deve ficar com chuvas próximas da média: 123 mm. “O indicativo é que o regime de chuvas continue dentro da média. Não cobre o déficit dos anos anteriores, mas, pelo menos, não vai haver interrupção nas precipitações”, concluiu Mendes.

Temperaturas - As temperaturas ficaram acima das médias históricas em boa parte do interior do Estado. Para este mês de março, a expectativa é de dias mais amenos, como o início do outono. Os dias foram mais quentes que a média para fevereiro no Estado, entre 1° C e 2° C, conforme o mapa divulgado pelo Simepar. Destaque para as temperaturas máximas médias, que ficaram até 3°C acima das médias em pontos das regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste. A menor temperatura do mês ocorreu em General Carneiro, com 5,7°C, no dia 08. Em Capanema foi registrado maior valor, com 40,4°C, no dia 24. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

{vsig}2022/noticias/03/04/meteorologia/{/vsig}


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