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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5276 | 11 de Março de 2022

PRÉ-ASSEMBLEIA: Rodada de reuniões online de prestação de contas do Sistema Ocepar inicia na segunda-feira

Têm início, na segunda-feira (14/03), as pré-assembleias de prestação de contas que o Sistema Ocepar irá promover por meio de quatro reuniões online, pela plataforma Microsof Teams, das 14h às 17h, juntamente com os Encontros de Núcleos Cooperativos. Desta vez, os eventos serão exclusivos para presidentes eleitos das 220 cooperativas paranaenses.

Programação - No dia 14, a programação terá a participação dos representantes do Núcleo Oeste, tendo como cooperativa anfitriã a Copagril, de Marechal Cândido Rondon. No dia 15, a Codepa, de Mangueirinha, será a anfitriã da reunião com cooperativistas do Sudoeste. No dia 16, será a vez do Núcleo Centro-Sul e a Witmarsum, de Palmeira, será a anfitriã. A rodada encerra no dia 17, com a presença das lideranças do Norte e Noroeste, tendo a Sicredi União PR/SP, de Maringá, como anfitriã.

Apresentações - As atividades iniciam com a presença do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e apresentação das cooperativas anfitriãs. Depois, a pauta contempla a apreciação da prestação de contas de 2021 e do plano de ação para 2022 do Sistema Ocepar, além das atividades do Plano Paraná Cooperativo (PRC200), o planejamento estratégico de desenvolvimento do cooperativismo paranaense, previstas para serem implementadas a partir deste ano.

Inscrições e informações -  As inscrições podem ser feitas acessando https://forms.office.com/r/hZ4bePGQGS. Os links de acesso serão encaminhados aos participantes por e-mail. Mais informações com Neuza Oliveira ou Daniele Luana (>secretaria@sistemaocepar.coop.br/ 41 99278-0739 ou 99151-2148).

 

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SEMINÁRIO DE MERCADO: Evento tratou de perspectivas do agronegócio mundial e estratégias para as cooperativas aproveitarem as oportunidades

Promovido pelo Sistema Ocepar, o Seminário de Mercado, realizado na tarde desta quinta-feira (10/03), que integra uma das ações propostas pelo Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o planejamento estratégico de desenvolvimento do cooperativismo paranaense, tratou das questões mais recentes dos mercados internacional e nacional e as perspectivas de 2022 para as cooperativas. Em sua palestra sobre “Cenários e tendências de mercado para as cooperativas”, o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (Fea/USP), Marcos Fava Neves, sugeriu caminhos para o fortalecimento do cooperativismo paranaense por meio de estratégias e articulações para superar dificuldades e manter margens de ganho diante do aumento do custo de produção, dificuldades para a aquisição de insumos para a próxima safra, bem como sugestão para ampliação de mercado e de antecipar vendas para garantir bom preço médio na próxima safra.

Ponderações - O presidente da Cooperativa Bom Jesus, conselheiro do Sescoop/PR e coordenador do ramo agro na OCB, Luís Roberto Baggio, ao fazer a abertura do evento, representando o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que estava em viagem, destacou a importância de atualizar a aprofundar conhecimentos, além de estabelecer estratégias, em torno do Projeto 4 do PRC200, visando intensificar o acesso a mais mercados. “As nossas cooperativas têm avançado bem no mercado internacional. E isso é muito bom para nós, pois mostra que somos competitivos”, disse, ao acrescentar que o seminário de mercado contribui para ajudar “a direcionar as nossas ações da melhor maneira possível em meio ao cenário atual de crise de fertilizantes, de combustíveis, de guerra. Isso tem provocado um destempero no mercado, o que nos deixa em estado de alerta”.

Horizonte – Por sua vez, Fava Neves, que também é sócio da Markestrat, lembrou que, em 2021, as exportações do agronegócio brasileiro atingiu US$ 120,58 bilhões, valor liderado pelo complexo soja, com R$ 48 bilhões, seguido pelas carnes, com US$ 19,85 bilhões. O principal destino dos embarques foi a China, com US$ 42 bilhões, com  a União Europeia, em segundo,  com US$ 18 bilhões. Mas com as projeções decorrentes do aumento da demanda das commodities agropecuárias, e as perspectivas favoráveis ao país, de acordo com estimativas do próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), haverá um crescimento imenso tanto em volume como em receita. Por exemplo, em um cenário de normalidade de negócios de 2022 a 2032, as exportações renderiam de US$ 1,1 trilhão a US$ 1,2 trilhão, no cenário que classifica de “obsessão exportadora”, o volume de negócios seria de US$ 2 trilhões. A renda da agropecuária, no mesmo intervalo, no primeiro cenário seria de R$ 10 trilhões a R$ 12 trilhões, enquanto na “obsessão inovadora e sustentável” poderia superar os R$ 15 trilhões. “Há uma perspectiva muito boa para nós. E as cooperativas têm de aproveitar essa oportunidade, dando continuidade ao bom trabalho, reduzindo custos e melhorando a produtividade, enfim, devem continuar produzindo para aumentar a exportação, melhorando margens de ganho e renda a quem produz”, pontuou.

Preocupação - Para o consultor, a safra 2022/23 está cercada de preocupação, a começar pela incógnita do tempo de duração do conflito entre Rússia e Ucrânia, e a permanência da crise dos fertilizantes, cujos insumos são produzidos pelos russos. “Vamos entrar na safra, cujo plantio se inicia em setembro, em meio a turbulências e devemos sair dela, em fevereiro, em meio à calmaria. Então, se colhermos uma boa safrinha e os Estados Unidos, se contarem com insumos e estimulados pelo preço da soja e milho, somando ainda à safra normal brasileira, haverá uma produção muito grande de grãos. Aí acende o alerta: podemos plantar a safra com custo alto e na colheita, lá em fevereiro, termos preços baixos”, ponderou. Por isso, para garantir margem sem ficar ao sabor do mercado, sugeriu a venda antecipada de, pelo menos dois terços da próxima safra e, assim, garantir um bom preço médio. “Vivemos uma época de muitas variáveis, o que recomenda cautela.” Outra recomendação que fez é negociar a importação de fertilizantes direto com a Rússia. Segundo Fava Neves, as cooperativas têm cacife para isso. 

Preparativos - O gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, lembrou que as cooperativas, em safras normais, recebem 30 milhões de toneladas dos 40 milhões a 42 milhões de toneladas e respondem por 45% da produção de proteína animal produzidos no Paraná. E enfatizou que elas primam pela qualidade dos produtos, garantindo rastreabilidade que resultam em agregação de valor à produção. “Com isso, vendem bem e, consequentemente, todos ganham bem.” Segundo ele, elas também têm informações que proporcionam a compra vantajosa de insumos e, consequentemente, bons negócios. “Então, precisamos potencializar esses pontos visando à ampliação de mercado”, disse, ao reforçar a importância da participação dessas cooperativas nos eventos de detalhamento do Projeto de Mercado do PRC200.

Próximos - O evento desta quinta-feira, que contou com 102 participantes, entre presidentes, executivos e técnicos de mais de 30 cooperativas agropecuárias, além de representantes da OCB e com a participação do superintendente Robson Mafioletti e técnicos da Ocepar, foi o segundo encontro de executivos de mercado com esse objetivo. O próximo evento será realizado na primeira quinzena de abril, com a realização do 2º Workshop de Mercado, quando serão apresentados os detalhes dos projetos estratégicos e definidos os participantes das cooperativas. Em seguida haverá encontros voltados para o desenvolvimento dos projetos “Inteligência de Mercado”, “Pessoas e Lideranças”, “Excelência de Produtos” e “Ampliação de  Mercados”.

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GETEC: Confira o boletim semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec coordenacao parlamentar 04 03 2022A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (11/03), o Informe Semanal referente ao período de 7 a 11 de março. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Confira os destaques do boletim desta semana.

Trabalho remoto de gestantes na pandemia - Nesta quinta-feira (10/03), foi publicada a Lei nº 14.311/2022, que disciplina o trabalho de gestantes na pandemia. O texto sancionado autoriza o retorno ao trabalho presencial de gestantes que completarem o ciclo de imunização vacinal, conforme orientações do Ministério da Saúde. Ainda, de acordo com a lei, o retorno ao trabalho presencial também será admitido após o encerramento do estado de emergência em saúde; ou ainda, nos casos em que haja recusa da gestante a se vacinar, mediante assinatura de termo de responsabilidade. A proposta foi objeto de veto parcial que excluiu trechos do PL 2.058/2021, que admitiam o pagamento de auxílio maternidade em casos de afastamento das gestantes até completarem o ciclo vacinal, equiparando sua condição à gravidez de risco.

Mineração em terras indígenas - A Câmara dos Deputados aprovou requerimento apresentado pelo Deputado Federal Ricardo Barros (PP-PR) para a tramitação, em regime de urgência, do PL 191/2020, que regulamenta a mineração em terras indígenas, autorizando o aproveitamento de recursos hídricos, minerais e orgânicos nestas reservas. A proposta admite o uso destes recursos assegurando, dentre outros, consulta prévia e indenização às comunidades afetadas. O Deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, anunciou a constituição de grupo de trabalho para analisar a proposta antes de ser levada à deliberação pelo Plenário.

Plano Nacional de Fertilizantes - Nesta sexta-feira (11/03) ocorre o lançamento do Plano Nacional de Fertilizantes, com o objetivo de aumentar a produção e reduzir a dependência do mercado brasileiro de fertilizantes usados na agricultura. O plano prevê uma redução da dependência brasileira de importações de fertilizantes, de 85% para 55%, até 2050 e foi objeto de debate na audiência pública realizada no dia 10/03 (quinta-feira) pela Comissão de Agricultura do Senado Federal.

ICMS sobre combustíveis - O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (11/03), o PLP 11/2020, que altera a incidência de ICMS sobre combustíveis. O projeto estabelece a incidência monofásica do tributo, ou seja, sua cobrança em uma única fase da cadeia de produção, além de prever uma só alíquota para cada combustível em todo o país. Ainda, a proposta aprovada pelos Senadores zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre diesel, GLP, querosene de aviação e gás de cozinha até 31 de dezembro de 2022, na tentativa de controlar o aumento de preços destes produtos. A proposta segue para deliberação pela Câmara dos Deputados.

Uso de máscaras - A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná recebeu o PL 76/2022, de iniciativa do Governo do Estado, que propõe a autorização para que o Poder Executivo possa fixar regras sobre a obrigatoriedade da utilização de máscaras em ambientes fechados e eventos específicos. A proposta tem como objetivo permitir a celeridade e a maior especificidade na regulamentação do uso desta medida protetiva no enfrentamento da pandemia, através de atos que poderão ser editados de forma pontual, de acordo com o quadro epidemiológico local. O PL segue para análise pela CCJ.

Clique aqui para conferir o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

FORMAÇÃO: Último dia para se inscrever no Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas

 

Os interessados em fazer o Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas têm até sexta-feira (11/03) para efetivar suas inscrições. O curso é ofertado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em parceria com Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). Esta será a nona turma do curso, para a qual estão sendo disponibilizadas 20 vagas aos profissionais de cooperativas registradas no Sistema Ocepar. O Sescoop/PR irá apoiar 65% do valor total do curso.

 

O curso - O Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas foi lançado em 2013 pela PUCPR, com apoio do Sistema Ocepar, que demandou a criação do curso. Nele, o mestrando deve cursar quatro disciplinas obrigatórias e quatro eletivas. Tem como linhas de pesquisa “Gestão Estratégica de Cooperativas” e “Dinâmica Socioeconômica de Cooperativas”, possibilitando ao mestrando desenvolver sua capacidade gerencial empreendedora, prestar consultoria, exercer funções de direção ou gerência, assim como lecionar em escolas e instituições de ensino superior no campo da Gestão e Cooperativismo. O curso tem duração de 24 meses. As inscrições, o edital e demais informações estão disponíveis no site: www.pucpr.br/ppgcoop. Também é possível obter mais detalhes pelo e-mail:  ppgcoop@pucpr.br.

 

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COOPERATIVISMO I: Sistema OCB debate o mercado de fertilizantes

cooperativismo I 11 03 2022O Sistema OCB reuniu, nesta quinta-feira (10/03), lideranças de cooperativas agropecuárias, federações e Unidades Estaduais, para discutir possíveis dificuldades em relação ao mercado de fertilizantes diante do atual cenário geopolítico internacional, com o intuito de subsidiar as ações de representação do Sistema junto ao Governo Federal em relação ao tema.

Gargalos - O debate trouxe à tona os gargalos enfrentados pelas cooperativas na aquisição e comercialização de insumos para adubação, bem como no estoque para os próximos meses. Foram discutidas possíveis suspensões em negociações, dificuldades logísticas e oscilações bruscas de preços dos produtos agropecuários. Também foram analisadas as possibilidades para a resolução e mitigação de tais entraves, como a necessidade de aproximação das indústrias e fornecedores de fertilizantes, visando não somente a relação internacional, mas também as conexões entre as cooperativas e as empresas fornecedoras desses produtos no Brasil.

Possibilidades - Foram ainda indicadas possibilidades para minimização do problema no médio e longo prazo, com destaque para a apresentação do Plano Nacional de Fertilizantes, que será divulgado nesta sexta-feira (11/03) pelo Governo Federal.

Trabalho institucional - Na ocasião, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ressaltou o trabalho institucional que vem sendo realizado pela entidade junto às entidades governamentais e tomadores de decisão. O presidente fez ainda um chamamento às cooperativas para participarem e atuarem junto do Sistema OCB em seus contextos regionais, visando aumentar a difusão e a capilaridade do tema. (Sistema OCB)

 

COOPERATIVISMO II: Sistema OCB e Unimed discutem fortalecimento do ramo saúde

cooperativismo II 11 03 2022Dirigentes do Sistema OCB e do Sistema Unimed se reuniram, na terça-feira (08/03), para falar sobre estratégias e ações que contribuam para impulsionar o Ramo Saúde, além de fortalecer a parceria entre as instituições. O encontro também foi uma oportunidade para o alinhamento de algumas pautas em conjunto.

Missões internacionais - Um dos primeiros pontos apresentados foi a construção conjunta de agendas de missões internacionais em parceria com a Faculdade Unimed. O objetivo é fomentar o conhecimento, enriquecer ainda mais as missões, garantir assertividade e trazer ganhos a todo o sistema cooperativista.

Educação política - Os dirigentes do Sistema Unimed sinalizaram o interesse no programa de educação política para o cooperativismo brasileiro, que será lançado em breve pelo Sistema OCB e tem como propósito a aproximação dos cooperados com as pautas políticas que envolvem o movimento como um todo. Uma nova reunião será agendada para apresentação detalhada do programa e das ferramentas que poderão ser usadas.

Gestão e governança - A inovação e o fortalecimento da gestão e governança das cooperativas também estiveram em pauta. Trazer conselheiros externos para os colegiados das cooperativas, para somar outros olhares aos negócios e impulsionar a profissionalização, foi uma das possibilidades apresentadas.

Convite - Na oportunidade, o presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra, reforçou o convite ao presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, para a cerimônia de inauguração do novo escritório da confederação em Brasília, no dia 5 de abril. O escritório marca uma nova fase da Unimed do Brasil e será uma base importante para o trabalho de todo o Sistema Unimed na capital federal.

Presenças - Além dos presidentes, participaram da reunião Danúbio Oliveira, presidente da Unimed Federação Centro Brasileira; Jeber Juabre, superintendente Jurídico da Unimed do Brasil; Moema Bonelli, assessora Política-Institucional da Unimed do Brasil, Fabíola Motta, gerente-geral da OCB; Clara Maffia, gerente de Relações Institucionais da OCB; e Hugo Andrade, coordenador de Ramos na OCB. (Sistema OCB)

 

PARCERIA: Embrapa apresenta resultados de programa que moderniza pesquisa agropecuária

parceria 11 03 2022O fomento à pesquisa no setor agropecuário tem sido incentivado e apoiado pelo Sistema OCB nos últimos anos. E uma das principais parceiras nesse tema é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que, nesta semana, apresentou os resultados do programa Embrapa Transforma, que visa modernizar e trazer mais eficácia para o trabalho desenvolvido.

Detalhes - O presidente da empresa, Celso Moretti, detalhou ao presidente Márcio Lopes de Freitas os dados que mostram o quanto o programa tem contribuído para uma Embrapa mais inovadora, o que consequentemente impacta o avanço das pesquisas. Segundo ele, o aprimoramento do modelo de organização trouxe mais agilidade, uma operação mais moderna e, entre os resultados já alcançados, a redução de custos.

Fundamental - O presidente Márcio comemorou os resultados e afirmou que, para o agro, que conta com quase 1,2 mil cooperativas, é fundamental que a pesquisa agropecuária seja impulsionada. Ele lembrou que elas injetam mais de 15 bilhões na economia nacional, além do número de cooperados e empregos gerados.

Parceria - O encontro entre os presidentes também foi uma oportunidade para fortalecer a parceria entre o Sistema OCB e a Embrapa, que tem se renovado nos últimos anos. (Sistema OCB)

FOTO: José Cruz / Agência Brasil

 

PANORAMA COOP: Boletim traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

panorama coop 11 03 2022O Sistema OCB publica, semanalmente, o Panorama Coop, um boletim com análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. A newsletter é atualizada todas as quintas-feiras. Veja abaixo os destaques desta semana.

Mulheres - Cada vez mais, as mulheres estão conquistando espaços e assumindo papéis importantes na sociedade. Ao assumir cargos de lideranças, elas têm contribuído para o desenvolvimento de organizações e dos países que representam. E há vários indicadores que revelam isso! Por isso, exploramos esse tema nesta edição especial do Panorama Coop. Confira os impactos econômicos da igualdade de gênero, a realidade e os desafios do Brasil e do mundo e como o coop está se movimentando para se alinhar a este movimento global.

Análise econômica - Nos últimos anos, muitas economias tornaram os direitos das mulheres uma prioridade, eliminando restrições de trabalho, trabalhando para reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres ou alterando a legislação relacionada ao casamento e à paternidade. Ainda assim, muitas leis continuam a inibir a capacidade das mulheres de ingressar no mercado de trabalho ou iniciar um negócio – e até mesmo de viajar para fora de casa da mesma forma que os homens. De acordo com o Banco Mundial, apenas 10 países oferecem proteção legal completa às mulheres, e todos eles estão no Hemisfério Norte. Para elaboração do ranking, a instituição considera indicadores como igualdade de remuneração, direitos legais e mobilidade.

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Reconhecimento e representatividade - Celebrar o dia 8 de março é dar visibilidade e tornar cada vez mais efetiva a busca por direitos iguais. Alcançar a equidade de gênero e empoderar as mulheres é, inclusive, um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). No cooperativismo, impulsionar a representatividade e as oportunidades para que as mulheres possam ocupar cada vez mais cargos de liderança e participar mais ativamente dos processos de tomada de decisão são objetivos frequentes e discutidos com intensidade nas diferentes camadas do movimento.

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Sistema OCB lança guia sobre parcerias público-privadas em saúde As parcerias público-privadas (PPPs) são acordos feitos entre os setores públicos e empresas privadas para executar serviços essenciais em áreas onde os recursos e infraestrutura governamentais são escassos. É um apoio importante para que o Estado garanta um atendimento mais eficaz e melhor para toda a sociedade.

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Ministra da Agricultura detalha ações para minimizar impactos com fertilizantes - Em reunião realizada na quarta-feira (09/03), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, atualizou informações sobre as ações do Governo Federal na busca de alternativas para uma possível escassez de fertilizantes. A reunião foi organizada pelo deputado Evair de Melo (PP-ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), e contou também com a participação do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, além de representantes do agro capixaba.

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OCB participa do lançamento da Expodireto Cotrijal - Tornar o agronegócio cada vez mais inovador é um dos objetivos da 22ª Expodireto Cotrijal, que começou na segunda-feira (07/03) e vai até o dia 11 de março. A feira internacional, que é uma das maiores do setor, traz uma proposta diferenciada, ampliando as experiências de seus visitantes com o auxílio da tecnologia, possibilitando a visitação em modo híbrido.  

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Sistema OCB e Unimed discutem fortalecimento do Ramo Saúde - Dirigentes do Sistema OCB e do Sistema Unimed se reuniram, na terça-feira (08/03), para falar sobre estratégias e ações que contribuam para impulsionar o Ramo Saúde, além de fortalecer a parceria entre as instituições. O encontro também foi uma oportunidade para o alinhamento de algumas pautas em conjunto.

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CRESOL: Cooperativa cresce 30% no último ano

cresol 11 03 2022A Cresol está comemorando um dos melhores anos da sua história e se consolidando como uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil. A instituição financeira fechou o balanço 2021 com um crescimento recorde de 30% em meio à pandemia e um salto em tecnologia, contratações de pessoas, adesão de cooperados e na expansão geográfica.

Plano acelerado - O plano de crescimento foi acelerado durante a pandemia com o investimento em tecnologia e em pessoas. Em 2021, foram abertas 77 agências e a expansão deve seguir em ritmo forte nos próximos anos.

Presença - Hoje, a Cresol está presente em 17 Estados com 682 agências, 680 mil cooperados e um patrimônio de referência de R$ 2,03 bilhões. A cooperativa fechou o ano de 2021 contando com R$ 299 milhões de resultado financeiro e movimentou R$ 16,8 bilhões em ativos; outros R$ 7,2 bilhões em depósitos totais e carteira total de R$ 13,02 bilhões, sendo R$ 6,5 bilhões em repasses de crédito rural/empresarial e R$ 6,52 milhões em crédito comercial. Neste período, foram creditados R$ 43,5 milhões de juros ao capital social dos cooperados.

Divisor de águas - “A pandemia foi o divisor de águas para a Cresol. Tivemos um incremento de 30% nos nossos negócios. O incentivo do plano agrícola e o aumento de recursos para as pessoas físicas foram nossos principais diferenciais. O fato de sermos um sistema cooperativo faz com que uma das nossas grandes expertises, que é o relacionamento, seja uma das peças fundamentais para este crescimento. Mais de 50% do nosso resultado positivo foi por responsabilidade de gerir bem as nossas pessoas, de conhecer nossos clientes, nossos cooperados", avalia Adriano Michelon, diretor superintendente da Cresol.

Temas - Temas como ESG e crédito em um ano de Copa de Mundo, remetem a um ano ainda mais promissor para a cooperativa. Adriano considera que em 2022, a Cresol se consolide como a terceira maior instituição financeira cooperativa do Brasil.

Expectativa - O diretor superintendente Adriano Michelon avalia que a cesta de serviço vai dar uma tracionada nos próximos anos e prevê uma injeção de recursos do governo veiculada à agricultura, o que deve estimular a economia.

Energia renovável - Além disso, o marco regulatório da geração de energia deve impulsionar os negócios relacionados à energia renovável, alavancando centenas de linhas de crédito. Somente em 2021 a Cresol concedeu R$ 119 milhões em mais de 1400 operações para empreendimentos sustentáveis. (Imprensa Cresol)

 

SICOOB: Mais de R$ 14 bilhões em crédito rural liberados em oito meses

sicoob 11 03 2022Nos últimos oito meses, o Sicoob liberou mais de R$ 14,5 bilhões em crédito rural, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior. Isso representa 5 pontos percentuais a mais do que a média do mercado no mesmo recorte de tempo. Esse desempenho coloca o Sicoob como a 3ª maior instituição financeira apoiadora do agronegócio brasileiro. Desse total, 55% foram destinados às atividades de agricultura e 45% para a pecuária.

Evolução - De acordo com a instituição, o número é mais uma indicação de que o setor do agronegócio brasileiro segue em constante evolução, contratando mais crédito para o reforço da sua produção.

Cooperados - A instituição financeira cooperativa recentemente ultrapassou mais de 6 milhões de cooperados -- sendo 404 mil cooperados produtores rurais.

Ticket médio - Segundo o levantamento realizado pelo Sicoob, o ticket médio do cooperado produtor rural é de R$ 197 mil. Entre os públicos atendidos, estão os agricultores familiares, que representam 19% das liberações, via Pronaf; os médios produtores, que são atendidos pelo Pronamp, com 23%; e os demais agricultores, com 58%.

Expectativa - O Sicoob tem a expectativa de encerrar esta safra com a concessão de R$ 25 bilhões em crédito. “Ficamos muito felizes com o volume de crédito liberado e a meta é seguir em constante crescimento. Afinal, acreditamos que todos os nossos cooperados produtores rurais poderão se beneficiar das condições para investir cada vez mais na sua produção”, conclui o diretor Comercial e de Canais do Sicoob, Francisco Reposse Junior.

Sobre o Sicoob - Instituição financeira cooperativa, o Sicoob tem mais de 6 milhões de cooperados e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Oferecendo serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, marketplace, dentre outras soluções financeiras, o Sicoob é a única instituição financeira presente em mais de 300 municípios. É formado por 352 cooperativas singulares, 16 cooperativas centrais e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), composto por uma confederação e um banco cooperativo, além de processadora e bandeira de cartões, administradora de consórcios, entidade de previdência complementar, seguradora e um instituto voltado para o investimento social. Ocupa a segunda colocação entre as instituições financeiras com maior quantidade de agências no Brasil, segundo ranking do Banco Central, com 3.836 pontos de atendimento em mais de 2 mil cidades brasileiras. Acesse o site para mais informações. (Imprensa Sicoob)

FOTO: Mark Nazh / Shutterstock

 

SICOOB CREDICAPITAL: Para celebrar seus 21 anos, cooperativa sorteia Hilux 0 km e cooperado de Boa Vista da Aparecida (PR) é o ganhador

sicoob credicapital 11 03 2022No dia 8 de março, o Sicoob Credicapital completou 21 anos de história. E para celebrar essa data tão especial, na segunda-feira (07/03), a cooperativa realizou o sorteio do grande prêmio da campanha Vem Comigo pro Sicoob, uma camionete Hilux 0km.

Sortudo - O grande sortudo foi Pedro Henrique Zanette Silvestro, cooperado da agência localizada em Boa Vista da Aparecida (PR). “Fiquei muito feliz em com a notícia, não esperava ser o sorteado e ainda estou sem acreditar”, comemora ele, que pela primeira vez foi contemplado em um sorteio.

Campanha - Com duração de um ano, a campanha Vem Comigo pro Sicoob foi lançada em março de 2021, quando a cooperativa comemorou seus 20 anos. Ao todo, nos quatro sorteios realizados, 93 cooperados foram contemplados com mais de R$ 680 mil em prêmios, entre televisores, videogames, motocicletas e a camionete.

Satisfação - Para Cleber Teodoro Becker, ser gerente da agência de onde saiu o ganhador do prêmio principal da promoção é uma grande satisfação, ainda mais porque o ponto de atendimento de Boa Vista da Aparecida também teve premiados nos outros três sorteios da campanha. “É uma grande alegria saber que o grande ganhador da campanha faz parte aqui da agência. Principalmente o Pedro, que nos escolheu como sua primeira instituição financeira. Além disso, é importante destacar que ele faz parte de uma família de cooperados do Sicoob Credicapital. Pai, avô e tio, além de associados, são sócios-fundadores da agência no município”, conta ele.

Família cooperada - “Minha família é cooperada, então não pensei duas vezes em ser um também. Além disso, a equipe da agência realiza um excelente trabalho e sempre nos atendem muito bem”, ressalta. Para o gerente da agência, ter toda a família do cooperado contemplado fazendo parte do Sicoob, reflete o ótimo trabalho que a cooperativa vem fazendo no município desde 2018.

21 anos - O Sicoob Credicapital completou mais de duas décadas de história com excelentes resultados. A cooperativa terminou 2021 com um crescimento de 34% em captação, 50% em oferta de crédito e 22% em número de cooperados, se aproximando dos 50 mil associados.

Energia - O presidente do Conselho de Administração, Guido Bresolin Junior, destaca que cooperativa chega a essa cidade cheia de energia e com muito conhecimento. “Os nossos produtos, a nossa cultura e as oportunidades de mercado demonstram isso. Além disso, já temos estrutura formada para encarar os próximos anos”, destaca.

Orgulho - Já o diretor superintendente e sócio-fundador da cooperativa, Valdir Pacini, comenta que ajudar a construir a cooperativa desde o início traz o sentimento de orgulho e satisfação. “Me sinto ainda mais orgulhoso em perceber o quanto a cooperativa cresceu nessas duas décadas. O Sicoob Credicapital é grandioso”. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Patrocinadora do Liga Futsal Caçadorense

A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP é patrocinadora do Liga Futsal Caçadorense, equipe de futsal do município de Caçador (SC). A parceria foi formalizada recentemente, em uma ação realizada na agência da cooperativa, e contou com a participação de dirigentes e atletas do clube.

Marca - Com a parceria, a marca do Sicredi estará presente em ações promocionais e na camisa da equipe que, na temporada 2022, disputará a Liga Catarinense de Futsal – Primeira Divisão, e a Copa Santa Catarina de Futsal.

Propósito - De acordo com Boris Bortolon, gerente da agência do Sicredi em Caçador (SC), a parceria vem ao encontro do propósito da cooperativa, que é promover o desenvolvimento local, por meio de iniciativas como o apoio ao esporte. “Nos firmamos como parceiros e vamos apresentar nossa marca onde a equipe for disputar seus jogos. Também estaremos presentes na comunidade, nas ações esportivas e sociais realizadas em Caçador e região”, completou o gerente.

Grande apoiador - O presidente da equipe, Cleomar Martins dos Reis, conta que a parceria deverá contribuir para os objetivos e o desempenho da equipe ao longo da temporada. “O Sicredi é um grande apoiador do futsal, e é muito importante poder contar com o apoio de uma marca tão importante”, disse o presidente. Segundo ele, um dos objetivos do Liga Futsal Caçadorense é disputar a Liga Nacional de Futsal, principal competição da modalidade no Brasil, em três ou quatro anos.

Parcerias - Além do time de Caçador (SC), em 2022 a Sicredi Parque também é parceira do Pato Futsal, de Pato Branco (PR), do Mangueirinha Esporte Clube (MEC), de Mangueirinha (PR), do Coronel Futsal (PR), de Coronel Vivida (PR), e do Palmas Esportes, de Palmas (PR), além de apoiar outras iniciativas esportivas em toda sua área de atuação. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

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AGRÁRIA: Núcleo Feminino realiza evento para homenagear mulheres

agraria 11 03 2022A Agrária celebrou o Dia Internacional da Mulher na última terça-feira (08/03), com um evento que reuniu mais de 130 pessoas entre cooperadas, esposas e filhas de cooperados. Essa foi a primeira ação organizada pelo recém-formado Núcleo Feminino da cooperativa. “Enquanto estudávamos sobre cooperativismo já imaginávamos fazer a apresentação do Núcleo no Dia da Mulher. Conseguimos trazer um número bom de pessoas e esperamos que elas sigam participando conosco”, afirmou a coordenadora do grupo, Ivone Zuber Virmond.

Participação no campo - As participantes foram recepcionadas pelo Diretor Vice-Presidente da Agrária, Manfred Majowski, que frisou a importância delas para o desenvolvimento do agronegócio. “Notamos que a mulher tem uma participação cada vez maior nas atividades do campo. Hoje, vocês representam 39% do nosso quadro social”, disse.

Núcleo Feminino - A Gerente Agrícola e Social da Cooperativa, Viviane Schüssler, destacou que a criação do Núcleo Feminino vem sendo trabalhada desde 2020. “Uma das diretrizes do nosso planejamento estratégico é a fidelização dos nossos cooperados e cooperadas. Queremos atuar para que as novas gerações mantenham o legado deixado pelos pioneiros”, ressaltou.

Palestra - Durante o evento, aconteceu uma palestra com a jornalista Aline Castro, sobre o tema Inteligência Emocional e Liderança Feminina no Cooperativismo. Na sequência, houve um curso de drinks com a sommellier e bartender Lívia Maciel. A noite terminou com uma confraternização embalada ao som dos músicos Alex Ferreira e Leandro Küster. “Depois de tanto tempo sem nos reunirmos por causa da pandemia, foi gratificante ver a animação e interação de todas. Avaliamos de forma positiva esse primeiro evento realizado pelo Núcleo”, comentou Ivone Zuber Virmond. (Imprensa Agrária)

 

PNF: Governo Federal lança Plano Nacional de Fertilizantes

Como estratégia para reduzir a dependência do Brasil das importações de fertilizantes, o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes, nesta sexta-feira (11/11), no Palácio do Planalto. A cerimônia contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro; da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; do ministro da Economia, Paulo Guedes; e do Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Flávio Rocha. 

Referência - O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) é uma referência para o planejamento do setor de fertilizantes para os próximos 28 anos (até 2050), promovendo o desenvolvimento do agronegócio nacional e considerando a complexidade do setor, com foco nos principais elos da cadeia: indústria tradicional, produtores rurais, cadeias emergentes, novas tecnologias, uso de insumos minerais, inovação e sustentabilidade ambiental. 

Conselho Nacional- Em um contexto mundial de incertezas, a elaboração do plano foi iniciada em 2021 e formalizado por Decreto, assinado nesta sexta-feira. O documento também institui o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas, órgão consultivo e deliberativo que coordena e acompanha a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes. 

Posição - Atualmente, o Brasil ocupa a 4ª posição mundial com cerca de 8% do consumo global de fertilizantes, sendo o potássio o principal nutriente utilizado pelos produtores nacionais (38%). Na sequência, aparecem o fósforo com 33% do consumo total de fertilizantes, e o nitrogênio, com 29%. Juntos, formam a sigla NPK, tão utilizada no meio rural. Dentre as culturas que mais demandam o uso de fertilizantes estão a soja, o milho e a cana-de-açúcar, somando mais de 73% do consumo nacional. 

Origem - Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos, mais de 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, evidenciando um elevado nível de dependência de importações em um mercado dominado por poucos fornecedores. Essa dependência crescente deixa a economia brasileira, fortemente apoiada no agronegócio, vulnerável às oscilações do mercado internacional de fertilizantes.

 

Maiores consumidores de fertilizantes em 2020

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Dependência menor - A implantação das ações do PNF poderá minimizar a dependência externa desses nutrientes, que chegam ao país principalmente da Rússia, da China, do Canadá, do Marrocos e da Bielorússia. Estados Unidos, Catar, Israel, Egito e Alemanha completam a lista dos dez maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil em 2021, de acordo com dados do Ministério da Economia (Figura 2).

 

Importação de fertilizantes NPK por país de origem no ano de 2021 (COMEXTAT, 2021)

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Equilíbrio - O PNF buscará readequar o equilíbrio entre a produção nacional e a importação ao atender sua crescente demanda por produtos e tecnologias de fertilizantes. Pretende-se diminuir a dependência de importações, em 2050, de 85% para 45%, mesmo que dobre a demanda por fertilizantes. 

Autonomia - A ministra Tereza Cristina explicou que não se trata de o país alcançar a autossuficiência, mas sim de se ter autonomia, com um percentual reduzido de dependência externa para o fornecimento dos fertilizantes ao produtor. Segundo ela, é preciso reforçar a “diplomacia dos fertilizantes”, expandindo as relações de compra desses nutrientes em escala global. 

Desafios - "Não estamos buscando a autossuficiência, mas sim, a capacidade de superar desafios e manter nossa maior riqueza, o agronegócio, pujante e competitivo, que faz a segurança alimentar do brasil e do mundo. Nossa demanda por nutrientes para as plantas é proporcional à grandeza de nossa agricultura. Mas teremos nossa dependência externa bastante reduzida", disse, reforçando que o Plano não é apenas para reagir a uma crise, mas para tratar de um problema estrutural, de longo prazo.   

Canadá - No próximo dia 12, a ministra viaja ao Canadá para tratar do tema, após ter visitado o Irã recentemente, e a Rússia, no ano passado. 

Objetivos do PNF - Além da redução da dependência externa, o PNF ainda apresenta oportunidades em relação a produtos emergentes como os fertilizantes organominerais e orgânicos (adubos orgânicos enriquecidos com minerais, por exemplo) e os subprodutos com potencial de uso agrícola, os bioinsumos e biomoléculas, os remineralizadores (exemplo, pó de rocha), nanomateriais, entre outros.

Plano Nacional de Fertilizantes 2022-2050

fertilizantes3

 

Tecnologias - O desenvolvimento de tecnologias apropriadas ao ambiente tropical de produção brasileiro e a formação de redes de apoio tecnológico ao produtor rural e aos técnicos também compõem o Plano e integram a Caravana Embrapa FertBrasil. 

Visitas técnicas - A ação, realizada pela Embrapa, prevê visitas técnicas aos principais polos agrícolas. Ao abordar questões práticas de como aumentarrelacionadas ao aumento da eficiência dos fertilizantes, a Caravana terá impacto imediato capaz de promover uma economia de até 20% no uso dos fertilizantes no Brasil já na safra 2022/23, o que pode resultar em até um US$ 1 bilhão de economia para o produtor rural brasileiro. 

Diretrizes - As diretrizes do PNF também abordam uma política fiscal favorável ao setor, incremento de linhas de fomento ao produtor, incentivos a ações privadas, expansão da capacidade instalada de produção, melhorias na infraestrutura e logística nacionais. Tudo isso para ampliar a produção competitiva de fertilizantes (abrangendo adubos, corretivos e condicionadores) no Brasil. 

Importância dos fertilizantes - Responsáveis por fornecer um ou mais nutrientes para as plantas, os fertilizantes são insumos essenciais na produção brasileira e associam-se à implementação de novas fontes e tecnologias em nutrição de plantas para permitir melhores padrões de produtividade por hectare cultivado. Considerado celeiro do mundo, o Brasil é o quarto maior produtor mundial de grãos (arroz, cevada, soja, milho e trigo), sendo responsável por 7,8% da produção total mundial. 

Medidas - Por isso, o PNF considera que, para o Brasil atingir as expectativas nacionais e mundiais de produção de alimentos, é preciso melhorar o ambiente de negócios, investir em ciência e tecnologia para o ambiente tropical e garantir investimentos na produção nacional, de forma a reduzir a dependência de insumos importados. 

População mundial - De acordo com previsões do Department of Economic and Social Affairs Population da Organização das Nações Unidas (United Nations, 2019), a população mundial deve alcançar cerca de 9,6 bilhões de indivíduos em 2050, tornando imprescindível a utilização de terras cultiváveis com a maior produtividade possível e de forma agroecológica. 

Complexidade - A cadeia de fertilizantes é de alta complexidade, interagindo com o setor de produção de alimentos, de energia, com as indústrias química, de mineração, de óleo e gás, além do comércio exterior. (Mapa

FOTOGuilherme Martimon / Mapa

*Matéria atualizada às 14h20

pnf destaque 11 03 2022

 

COMÉRCIO INTERNACIONAL: Países árabes podem aumentar oferta de fertilizantes para o Brasil

comercio internacional 11 03 2022A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, se reuniu nesta quinta-feira (10/03) com representantes de países árabes para debater a possibilidade de aumentar a exportação de fertilizantes para o Brasil. Segundo a ministra, com a redução das exportações de Rússia e Bielorrusia, o Brasil precisa trabalhar em uma “diplomacia dos insumos”.

Fornecimento - Juntos, os países árabes fornecem 26% dos fertilizantes importados pelo Brasil, segundo a Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Entre os principais fornecedores do bloco estão Marrocos, Catar, Arábia Saudita, Egito, Omã e Argélia.

Interesse - A ministra disse que o Mapa vai conversar com empresas e cooperativas do setor agrícola sobre o interesse em aumentar a compra desses produtos dos países árabes. “É muito importante mostrar o potencial dos países árabes para esse suprimento, para que as empresas brasileiras conheçam esse potencial. Vivemos um momento importante de crise mas também de oportunidades para os dois lados”, ressaltou Tereza Cristina, em audiência com embaixadores árabes e representantes da Câmara.

Importação - O Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes utilizados na agricultura e no caso do potássio são 95% do seu consumo. O governo também trabalha na logística para a importação de fertilizantes. “Já identificamos muitos gargalos nos portos brasileiros e estamos estudando como resolver no curto prazo”, informou a ministra.

Aproximação - O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Osmar Chohfi, disse que a entidade também irá trabalhar para aproximar ainda mais as empresas árabes de produtores brasileiros. “Os países árabes são fornecedores importantes de diferentes tipos de fertilizantes para o agronegócio brasileiro, e o Brasil é muito importante para os países árabes em matéria de segurança alimentar”, ressaltou.

Diversificação - O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Bastos, ressaltou a importância de o Brasil diversificar as origens de suas importações de fertilizantes. “Estamos em um momento em que o Brasil precisa aumentar o volume de importação para se preparar para a próxima safra”, disse.

Principal exportador - Em conjunto os países árabes são o principal exportador mundial de fertilizantes, seguidos por Rússia, China, Canadá e Estados Unidos. O Brasil é o principal destino das exportações árabes de fertilizantes, seguido principalmente por Índia, Estados Unidos, Tailândia, Turquia e Argentina. (Mapa)

 

PARANÁ: Governo se reúne com setor produtivo para discutir impactos econômicos da guerra na Ucrânia

parana 11 03 2022Representantes do Governo do Paraná, da indústria e do setor produtivo estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira (10/03) para discutir as consequências e impactos diretos à economia do Estado da invasão russa na Ucrânia. A guerra já dura 15 dias e tem impacto direto nas relações comerciais entre os países envolvidos e o Paraná.

Presenças - O chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, convocou uma reunião para alinhar com os setores soluções práticas para o enfrentamento da crise econômica. Participaram do encontro o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Carlos Walter Martins, o superintendente do Sistema Ocepar, Nelson Costa, o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE, Wilson Bley Lipski e o diretor-geral da Casa Civil, Luciano Borges.

Trabalho conjunto - Para Ortega, é essencial que governo e setores trabalhem juntos na busca de recursos que possam mitigar os impactos da guerra no Estado. “A iniciativa do Governo do Paraná para atrair soluções conjuntas aos setores reforça o protagonismo do Estado e a disposição do governador Ratinho Junior na gestão de crises. Estamos diante de um momento histórico, com impactos que ainda não podemos dimensionar em sua totalidade, mas que certamente pedem medidas conjuntas e assertivas, no sentido de encontrar os meios necessários de superação”, afirmou o secretário.

Relações econômicas e comerciais - As relações econômicas e comerciais entre Paraná, Rússia e Ucrânia são extensas e o fechamento de portos do Leste Europeu, assim como as sanções da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), atingem os principais indicadores econômicos que interferem diretamente nos preços do barril do petróleo, nas commodities, nos insumos agrícolas e outros setores.

Atividades - As atividades econômicas devem sofrer impactos em diversas frentes, como o aumento na taxa de juros, a falta de insumos e a desvalorização do câmbio.

Agricultura - À frente da pasta da Agricultura, Norberto Ortigara apresentou o cenário do agronegócio no Estado, que já vem enfrentado a crise da estiagem desde de 2019. Um relatório atualizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, estima prejuízo prévio de R$ 25,6 bilhões na safra de grãos do Paraná em 2021/22 em razão da crise hídrica que atinge o Estado de forma severa.

Falta de insumos - “A falta de insumos agrícolas, principalmente do setor de fertilizantes, tende a agravar a situação do agronegócio. É fundamental que neste momento estejamos alinhados em buscas das alternativas práticas e viáveis para socorrer o setor”, explicou.

Empresários - Os reflexos da crise também preocupam os empresários paranaenses. O setor industrial deve sentir diretamente o aumento nos preços do ferro, alumínio e cobre. Os fretes devem sofrer uma alta impulsionada pela recente disparada do preço do barril de petróleo. No campo, a preocupação é com os insumos e as exportações agrícolas.

Soluções - “Tenho certeza que encontraremos soluções. Vamos olhar para todos os setores envolvidos em busca de alternativas imediatas que devem se estender a toda a população paranaense”, arrematou Ortega. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gustavo Pontes / Casa Civil

 

CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Preço do trigo para o produtor se recupera, mas concorrência com milho ainda é forte

conjuntura agropecuaria 11 03 2022Os preços do trigo para o produtor paranaense reagiram após o Carnaval e alcançaram patamares acima de R$ 100,00 a saca de 60 quilos. É um estímulo para o plantio no Estado, mas a cultura ainda enfrenta forte concorrência com o milho de segunda safra, que apresenta melhor retorno financeiro.

Boletim - Esse é um dos temas do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 04 a 10 de fevereiro. O documento, preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, traz ainda informações sobre o desenvolvimento das principais lavouras paranaenses neste período do ano.

Curso variável - O relatório do Deral referente a fevereiro aponta custo variável de produção de R$ 93,00 para uma saca de 60 quilos de trigo. Esse valor é 64% superior ao praticado em fevereiro de 2021, quando estava em R$ 57,11. Um dos principais fatores da elevação é o preço dos fertilizantes, que corresponde a mais de 40% do custo e praticamente dobrou neste último ano, onerando em R$ 20,00 o custo para produzir cada saca.

Reação - Nesse contexto, o custo variável de produção superava o preço da saca de trigo que, até o Carnaval, girava em torno de R$ 90,00 no Paraná. Esse valor era praticado desde dezembro de 2021. Nas duas últimas semanas, houve uma reação do preço interno à alta de mais de 70% nas cotações internacionais e a saca se fixou acima dos R$ 100,00.

Estímulo - Se esse valor persistir, os agricultores terão um estímulo a mais para o plantio dessa cultura. No entanto, pode enfrentar a concorrência com o milho de segunda safra, que tem previsão de ocupar 2,6 milhões de hectares e está com 69% da área plantada. O milho vem se mostrando mais rentável e deve predominar nas regiões mais quentes do Estado, mas o quadrante Sudeste pode ter um avanço em área de trigo.

Milho e pecuária - O preço do milho continua em escalada internacionalmente e tem como uma das principais razões o conflito entre Ucrânia e Rússia. Internamente, a variação também se refletiu servindo de estímulo aos produtores. Em uma semana a saca de 60 quilos paga ao produtor subiu de R$ 90,00 para R$ 95,00.

Carne bovina - O boletim registra também que o preço da carne bovina pode sofrer as consequências da guerra, a depender da duração e dos desdobramentos. O custo de produção do rebanho já se elevou. A Rússia é um dos principais importadores de carne bovina brasileira e pode sofrer interrupção ou redução no fluxo, o que reflete nas cotações ou no mercado doméstico brasileiro.

Soja e feijão - Sobre a soja, há o registro da colheita de 54% da área dos 5,43 milhões de hectares plantados. Há um bom avanço em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o percentual estava em 36%. A previsão é que neste ciclo sejam colhidas 11,63 milhões de toneladas.

Colheita - A colheita do feijão da safra 2021/22 já está encerrada no Paraná. A previsão inicial era de se colher 276 mil toneladas, mas as condições climáticas foram determinantes para uma redução de 33%, ficando em 185 mil toneladas.

Outros produtos - O documento preparado pelo Deral também faz uma análise sobre a produção de banana no Paraná, destacando as principais regiões da cultura. Da mandioca, o registro é sobre a dificuldade que as indústrias de fécula de farinha ainda enfrentam na obtenção de matéria-prima, pois a falta de chuvas regulares atrapalhou a colheita.

Piracema - O boletim também destaca o final da piracema e a liberação para pesca de peixes nativos a partir de 1.º de março. Há ainda informações sobre o custo de produção do frango que teve alta de R$ 0,30 o quilo em janeiro, comparativamente com o mês anterior. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

RECEITA ESTADUAL: Aplicativo vai facilitar emissão de notas fiscais eletrônicas por produtores rurais

receita estadual 11 03 2022A Receita Estadual do Paraná apresentou oficialmente nesta semana para entidades de classes do setor agrícola mais uma ferramenta para facilitar a vida dos contribuintes paranaenses que produzem e comercializam produtos primários. É o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) que poderá ser utilizado por produtores rurais, pessoas físicas, que comercializam produtos hortifrutícolas em operações dentro do Estado do Paraná.

Emissão simplificada - A ferramenta permite a emissão simplificada da nota fiscal eletrônica pelo produtor rural, mesmo em regiões que não possuam sinal de internet. A maioria dos campos da nota fiscal é preenchida automaticamente, graças ao cadastramento prévio de vários dados pela Receita Estadual. Em média, são emitidas diariamente cerca de 1,7 mil notas fiscais eletrônicas dos produtores rurais.

Medida - “Essa é mais uma medida de simplificação tributária adotada pelo Paraná, em conjunto com outros estados, com o intuito de tornar o ambiente de negócios cada vez mais atrativo e menos oneroso para os contribuintes”, disse o chefe do setor de Documentação Fiscal Eletrônica da Receita Estadual, Lhugo Tanaka Junior.

Operação - Desde abril de 2021, o aplicativo já possibilitava aos Transportadores Autônomos de Carga (TAC) a prestação de serviço de transporte no Paraná, para a emissão do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). Agora a ferramenta chega às operações internas de Frutas, Verduras e Legumes para emitentes Pessoa Física com Inscrição Estadual.

Como baixar - Disponível para dispositivos móveis, o aplicativo já está atualizado nas lojas da Google e da Apple.

Cadastro - Para utilizar a NFF, os produtores rurais só precisam ser cadastrados no portal "gov.br", do Governo Federal, etapa necessária para fazer a autenticação do usuário sem a necessidade de certificado digital. O sistema de emissão da Nota Fiscal está centralizado no Portal da NFF. Por meio dele serão realizadas a manutenção, a alteração e a inclusão de dados.

Idealizado - O aplicativo NFF foi idealizado pelo Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários (Encat) - que reúne as administrações tributárias dos 26 estados e do Distrito Federal, em parceria com a Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul e Procergs (Companhia de Tecnologia da Informação do RS). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Sefa

 

IPCA: Inflação é de 1,01% em fevereiro, maior para o mês desde 2015

ipca destaque 11 03 2022A inflação registrou alta de 1,01% em fevereiro de 2022, sendo essa a maior variação para um mês de fevereiro desde 2015 (1,22%). O índice ficou 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,54%) e, no ano, acumula alta de 1,56%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (11/03), pelo IBGE. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 10,54%.

Principais impactos - Em fevereiro, os principais impactos vieram da Educação (5,61%) e da Alimentação e Bebidas (1,28%).

Reajustes - “Em fevereiro, são incorporados no IPCA os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. Portanto esse foi o item que teve o maior impacto no mês, com peso de 0,31 ponto percentual. O outro grupo que pesou bastante no mês foi o de Alimentação e bebidas, que acelerou para 1,28% e contribuiu com 0,27 ponto percentual. Juntos, os dois grupos representaram cerca de 57% do IPCA de fevereiro”, ressalta o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Educação - No grupo Educação (5,61%), o maior impacto (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,67%), com destaque para o ensino fundamental (8,06%), a pré-escola (7,67%) e o ensino médio (7,53%). Os preços dos cursos de ensino superior e de pós-graduação subiram 5,82% e 2,79%, respectivamente. Os cursos diversos, por sua vez, tiveram alta de 3,91%, sendo que a maior variação dentro do item veio dos cursos de idioma (7,29%).

Alimentação e bebidas - Já o grupo de Alimentação e Bebidas registra sucessivas altas desde o início da atual série, em janeiro de 2020, sendo a única exceção o mês de novembro de 2021, quando teve variação de -0,04%. Em 12 meses, esse segmento acumula alta de 9,12%.

Clima - “Em fevereiro, o grupo de Alimentação sofreu impactos dos excessos de chuvas e também de estiagens que prejudicaram a produção em diversas regiões de cultivo no Brasil. Destacam-se, em particular, os aumentos nos preços da batata-inglesa (23,49%) e da cenoura (55,41%). No caso da cenoura, as variações foram desde 39,26% em São Paulo até 88,15% em Vitória. Além disso, as frutas subiram 3,55%”, assinala Kislanov.

Quedas - Por outro lado, foram registradas quedas nos preços do frango inteiro (-2,29%) e do frango em pedaços (-1,35%), que também tiveram recuos em janeiro, de -0,85% e -0,71%, respectivamente.

Combustíveis - Já nos últimos 12 meses, o que mais pesou na alta da inflação, de modo geral, foram os combustíveis, que acumulam avanço de 33,33%. Mas, em fevereiro, esse item do grupo Transportes (0,46%), teve queda de 0,92%.

Variações - “O preço da gasolina recuou 0,47%, contribuindo com -0,03 ponto percentual no IPCA de fevereiro. Por outro lado, foram verificadas altas nos preços do óleo diesel (1,65%). Em 12 meses, a gasolina acumula avanço de 32,62% e o diesel, de 40,54%. No mês, o etanol teve a queda mais acentuada, com -5,04% de variação e -0,05 ponto percentual de impacto. Já o gás veicular subiu 2,77%”, pontua Kislanov.

Transportes - Ainda no grupo dos Transportes (0,46%), a maior contribuição (0,05 p.p.) veio dos automóveis novos (1,68%), cujos preços subiram pelo 18º mês consecutivo. Além disso, os preços dos automóveis usados (1,51%) e das motocicletas (1,72%) também seguem em alta. Outros destaques foram o seguro voluntário de veículo (3,24%), o conserto de automóvel (0,92%) e o ônibus urbano (0,45%), este último por conta dos reajustes nas passagens aplicados em várias regiões de abrangência do índice.

INPC varia 1,00% em fevereiro - Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 1,00% em fevereiro, ficando acima do percentual de 0,67% registrado no mês de janeiro. Essa também é a maior variação para um mês de fevereiro desde 2015, quando o índice foi de 1,16%. No ano, o INPC acumula alta de 1,68% e, nos últimos 12 meses, de 10,80%, acima dos 10,60% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2021, a taxa foi de 0,82%.

Menos peso - “O grupo Educação tem menos peso no INPC, na comparação com o IPCA. Com isso, as altas nesse grupo acabam impactando menos o resultado final (0,22 p.p. no INPC contra 0,31 p.p. no IPCA). No INPC, os produtos alimentícios passaram de 1,08% em janeiro para 1,25% em fevereiro. Os não alimentícios também tiveram alta superior em fevereiro (0,92%) na comparação com o mês de janeiro (0,54%)”, pontua Kislanov.

Todos os locais pesquisados tiveram alta de preços - No que diz respeito aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta de preços em fevereiro. O menor resultado foi observado na região metropolitana de Porto Alegre (0,40%), em função da queda nos preços da gasolina (-4,33%). A maior variação, por sua vez, ficou com o município de São Luís (1,35%), principalmente por conta das altas dos cursos regulares (7,67%) e dos itens de higiene pessoal (2,27%).

Sobre o IPCA - O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) produz contínua e sistematicamente o IPCA, que tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias.

População-objetivo - Atualmente, a população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto a do INPC abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados completos no Sidra. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Lucas Fermin / Seed / AEN-PR

 

ipca grafico 11 03 2022

 

CAGED: Paraná criou 18 mil empregos formais em janeiro, terceiro melhor resultado do País

caged 11 03 2022O Paraná fechou janeiro com a abertura de 18.351 vagas de emprego com carteira assinada, terceiro melhor resultado do País para o mês. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (10/03) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. No acumulado de 12 meses, o Estado tem saldo de 167.433 vagas abertas entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2022.

Diferença - O saldo positivo em janeiro se refere à diferença entre 140.945 admissões e dos 122.594 desligamentos no mês. O número representa quase 12% do total de vagas criadas no País no primeiro mês do ano, que chegou ao saldo de 155.178 postos de trabalho formais. O Paraná ficou atrás apenas de São Paulo (48.355) e de Santa Catarina (23.358) em números absolutos de vagas.

Continuidade - “Já começamos 2022 com o pé direito, como um dos estados brasileiros que mais criaram emprego em janeiro. O resultado dá continuidade ao bom momento que vive o Paraná na geração de empregos. No ano passado, tivemos o maior número de vagas abertas na história”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É uma demonstração da força da nossa economia e da estratégia do Governo do Estado na atração de investimentos”.

Acesso - “E temos não apenas mães e pais de família tendo acesso ao mercado de trabalho, como um grande número de jovens que conseguem seu primeiro emprego, também resultado de políticas públicas do nosso governo, como o programa Cartão Futuro”, ressaltou Ratinho Junior.

Unidades da Federação - Das 27 Unidades da Federação, 19 fecharam o mês com saldo positivo. Com resultados positivos nos três estados, a região Sul liderou a abertura de postos formais em janeiro, com 58.773 vagas, 11,6% a mais que o Sudeste, que teve saldo de 52.651 empregos. As cinco regiões brasileiras tiveram saldo positivo no mês.

Municípios - Dos 399 municípios paranaenses, 233 (58%) tiveram saldo positivo no período. Em 11 deles, o número de contratações e demissões foi o mesmo, e nos outros 155 o saldo de vagas foi negativo, com mais desligamentos do que admissões.

Mais vagas - Curitiba foi a cidade com o maior número de vagas abertas, com saldo de 7.288 postos de trabalho no período. No Interior, a geração de empregos é puxada por Maringá, que teve saldo de 1.045 vagas no período. Na sequência estão Cascavel (808), Londrina (658), Colombo (629), Toledo (439), São José dos Pinhais (431), Araucária (425), Palmas (401) e Fazenda Rio Grande (392).

Estoque - Com o resultado positivo, o estoque de empregos formais no Estado, que contava com 2.813.032 paranaenses trabalhando com carteira assinada, passa para 2.831.384 pessoas, na tabela com ajustes. É o maior estoque na região Sul: são 2.577.895 no Rio Grande do Sul e 2.285.971 em Santa Catarina. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jonathan Campos

 

INFRAESTRUTURA: Com investimento de R$ 36 milhões, Noroeste terá 600 km de rodovias recuperadas

infraestrutura 11 03 2022O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou esta semana a classificação final da licitação para conservar 592,36 quilômetros de rodovias na região Noroeste do Estado, dividida em dois lotes. O edital vai atender a população de 27 municípios próximos à divisa com São Paulo e da região de Paranavaí.

Consórcio - O Consórcio Asphalt Compasa, formado pelas empresas Compasa do Brasil Distribuidora de Derivados de Petróleo Ltda. e Asphalt Pavimentação Asfáltica Ltda., foi declarado vencedor de ambos os lotes, por ter apresentado as propostas de preços mais vantajosas e ter seus documentos de habilitação aprovados, em ambos os casos. O investimento ao todo será de R$ 36.204.484,67, com prazo de execução de um ano.

Processo - A publicação da classificação final, tanto em Diário Oficial como no portal Compras Paraná, dá início a prazo de cinco dias úteis para recursos das outras participantes quanto ao resultado, até o dia 14 de março. Caso algum recurso seja interposto, será realizado igual período para contrarrazões das empresas objeto de recurso. Todos os documentos serão analisados pelo DER/PR, que pode alterar ou não o resultado com base nos argumentos apresentados.

Homologação - Encerrada essa fase, o resultado será homologado e tem início os trâmites internos para assinatura dos contratos.

Obras previstas - O edital prevê a execução de serviços rotineiros de conservação, como remendos profundos e superficiais, selagem de trinca, melhorias no sistema de drenagem e tapa buracos emergencial. Ao todo serão beneficiados 271.151 habitantes, além de todos os condutores que trafegam pela região.

Lote A – 263,09 km – R$ 15.676.261,15

Municípios: Diamante do Norte, Guairaçá, Inajá, Itaguajé, Itaúna do Sul, Jardim Olinda, Marilena, Nova Londrina, Paranapoema, Paranavaí, Santo Antônio do Caiuá, São João do Caiuá e Terra Rica

Rodovias: PRC-158, PR-180, PR-182, PR-340, PR-464, PR-494, PR-556, PR-557, PR-569 e PR-577

Duplicação da PR-323 até o Rio Ivaí leva desenvolvimento a cidades do Noroeste do Paraná

Lote B – 329,27 km – R$ 20.528.223,52

Municípios: Alto Paraná, Amaporã, Loanda, Mirador, Nova Aliança do Ivaí, Paraíso do Norte, Paranavaí, Planaltina do Paraná, Porto Rico, Querência do Norte, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí, Santa Mônica, São Pedro do Paraná e Tamboara

Rodovias: PRC-158, PR-182, PR-218, PR-478, PR-492, PR-559, PR-561, PR-576, PR-691 e PR-930

(Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: DER

 

IPEA: Estudo compara sistemas tributários de países da OCDE com o brasileiro

ipea 11 03 2022Com o objetivo de descrever os sistemas tributários dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e analisar as recomendações da entidade sobre o tema, no contexto do debate sobre a reforma tributária no Brasil, foi publicada, nesta quinta-feira (10/03), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a nota técnica ‘O sistema tributário dos países da OCDE e as principais recomendações da entidade: fornecendo parâmetros para a reforma tributária no Brasil’. O estudo informa que a carga tributária média de 17 países de economias avançadas da OCDE (35%) é superior as de cinco países latino-americanos (24%), mas similar a carga tributária brasileira (33%), e observa que isso denota preocupação com a composição da carga tributária do Brasil e não com o seu valor em si.

Comparativo - De autoria do pesquisador do Ipea, Pedro Carvalho, o trabalho, dividido em oito seções temáticas, compara dados entre 12 e 14 países da OCDE, com três a cinco países latino-americanos (tanto os já membros da OCDE como Chile, México, Costa Rica e Colômbia, quanto os ainda candidatos, como Argentina e Brasil). “Este estudo não é um guia de tributação da OCDE a ser copiado pelo Brasil, mas fornece ferramentas para promover melhor o debate para uma reforma tributária eficiente economicamente e inclusiva socialmente. Ele procura aprimorar o debate da reforma tributária, mostrando os indicadores e tendências internacionais atuais e até onde as propostas de reforma tributária poderiam chegar, considerando-se bechmarkings internacionais”, explicou Carvalho.

Imposto de renda - Na primeira seção, o estudo considera que a maior alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física aplicada no Brasil, de 27,5%, está em baixo nível, e também é aplicada a um nível de renda muito mais baixo que a média dos países apresentados (R$ 4,7 mil no Brasil e R$ 44 mil na OCDE, em paridade de poder de compra). Com base nas análises, a pesquisa apresenta recomendações, como acabar com as deduções ilimitadas em saúde e conceder créditos tributários fixos de maneira igualitária para todos os contribuintes, para qualquer tipo de gasto em saúde, inclusive para compra de medicamentos, podendo até mesmo gerar um imposto de renda negativo para os mais pobres.

Limite de isenção - A pesquisa ainda sugere aumentar o limite de isenção do imposto de renda em cerca de 50%, de R$ 1.903,98 para valores entre R$ 2,8 mil e R$ 3 mil, além de aumentar a alíquota máxima para percentuais entre 40% e 45%, de modo a criar mais uma ou duas faixas na tabela, e eliminar a alíquota de 7,5%. O estudo propõe também aplicar a maior alíquota, de 40-45%, para rendimentos superiores a R$ 44 mil mensais, o que representaria um aumento de quase dez vezes da atual faixa máxima (alíquota de 27,5%).

Dividendos - Sobre a tributação de dividendos, o estudo considera que, para atingir a média das economias avançadas da OCDE com uma tributação marginal global do lucro de 48,5%, o Brasil poderia instituir uma tributação sobre dividendos de 20%, mantendo a atual alíquota do Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica em 34% ou reduzi-lo para 25% (média da OCDE), e tributar dividendos em uma tabela progressiva com uma alíquota máxima de 30%.

Ganhos de capital - No caso da tributação sobre ganhos de capital, o Brasil poderia aumentar a ligeiramente a alíquota padrão de 15% para 20%, mas o principal destaque do texto ocorre na proposta da OCDE para combater o aumento da concentração de riqueza no pós-pandemia. Ela consiste em tributar anualmente os ganhos de capital do mercado financeiro não realizados, ou seja, a tributação da mera valorização dos ativos em estoque sem que tenha ocorrido a venda. Esse modelo é conhecido como Mark-to-Market Capital Gains.

Contribuição previdenciária - Ao analisar a contribuição previdenciária do trabalhador formal, o estudo demostra que o valor do teto brasileiro é equivalente a 30% da média da OCDE (em dólares). Sendo assim, para se chegar ao nível dos países da OCDE, o Brasil teria que aumentar o teto previdenciário de R$ 6.433,57 para cerca de R$ 20 mil, considerando dados de 2021.

Empregador - Sobre a contribuição do empregador, a pesquisa avalia que o modelo brasileiro é parecido com o dos países da OCDE, mas que alíquotas regressivas poderiam ser utilizadas nos fundos de previdência para altos salários do funcionalismo público. Por exemplo, altos proventos poderiam ter contribuição da entidade pública de, por exemplo, 8,5%, enquanto baixos salários poderiam ter uma contribuição de 15%.

Impostos sobre consumo - Ao avaliar informações sobre o tema, o estudo propõe agregar ICMS, ISS, PIS e Cofins, em um Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) nacional unificado, baseado no destino para bens e serviços, a alíquota de 20%, com legislação e administração tributária unificada e arrecadação compartilhada entre União, estados e municípios. Em relação ao IPI, este poderia ser transformado em um “imposto específico sobre consumo” (excise tax) para determinados bens, como bebidas, combustível, eletricidade e cigarro.

Impostos sobre propriedade - Sobre o tema, o estudo considera que, para se chegar a patamares semelhantes aos dos países da OCDE, o Brasil deveria dobrar a arrecadação do IPTU e do ITR, ao melhorar a administração tributária, por meio de avaliações imobiliárias realistas e de cadastros atualizados. Nesse sentido, poderia ainda modificar a lei do ITR, que não possui viés arrecadatório, ou transferir aos municípios a competência para criarem legislações próprias do ITR. O trabalho ainda propõe aumentar em pelo menos 50% a arrecadação do imposto sobre heranças, ao unificar a legislação, aumentar alíquotas e tributar heranças no exterior.

Transferência de capital - A pesquisa considera ainda adequado manter ou reduzir o peso dos impostos sobre transferência de capital, como o ITBI e o IOF, devido ao potencial de causar distorções econômicas, ao informar que a arrecadação brasileira destes impostos já está acima da média dos países de economias avançadas da OCDE e da América Latina. Por último, propõe abolir o IPVA por ser extremamente regressivo, mas prever uma forma de compensar a redução de receitas dos estados e municípios. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Leia a nota técnica.

 

 

COMBUSTÍVEL: Petrobras reajusta preços da gasolina e diesel para as distribuidoras

combustivel 11 03 2022A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (10/03), no Rio de Janeiro, reajustes de preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (11/03) após 57 dias sem aumento. O preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro.

Parcela - “Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,44 por litro”, informou o comunicado da empresa.

Diesel - Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras subirá de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. “Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro”, diz a nota.

Gás -Para o GLP [gás liquefeito de petróleo], de acordo com a empresa, o último ajuste de preços vigorou a partir de 9 de outubro do ano passado. A partir de amanhã, o preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras, subirá de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.

Movimento - “Esse movimento da Petrobras vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda”, afirmou a companhia.

Decisão - Apesar da disparada dos preços do petróleo e seus derivados em todo o mundo, nas últimas semanas, como decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Petrobras informou que decidiu não repassar a volatilidade do mercado de imediato, fazendo monitoramento diário dos preços de petróleo.

Ajustes - “Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, disse o comunicado. (Agência Brasil)

 

LEGISLATIVO I: Senado aprova regras para estabilização de preço de combustíveis

legislativo 11 03 2022O Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (10/03), o projeto de lei que cria regras para estabilização dos preços de combustíveis (PL 1472/2021). O projeto cria um sistema de bandas de preços, que limitará a variação, e uma conta federal para financiar essa ferramenta. Além disso, estabelece um auxílio de até R$ 300 mensais para motoristas autônomos de baixa renda. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.

Solução “possível” - Durante a votação do texto, os senadores afirmaram que o sistema proposto é a solução “possível” neste momento para a crise do petróleo, mas defenderam que o Brasil busque a autossuficiência na produção de combustíveis para não depender de importações.

Ferramentas - O senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator do projeto e autor do substitutivo final, afirmou que o Brasil sempre teve ferramentas para amortecer a variação do preço internacional do barril - como a Parcela de Preço Específica (PPE), extinta em 2002, pela qual o Tesouro Nacional compensava a Petrobras. Segundo o senador, a situação em vigor desde 2017, quando a Petrobras estabeleceu a paridade absoluta, corresponde a uma privatização da empresa.

Oscilação - “O mercado brasileiro está sujeito a toda e qualquer oscilação, praticamente em tempo real, do preço internacional, como se a Petrobras fosse integralmente privada ou como se todas essas refinarias fossem privadas, concorrendo com produto importado. O que nós estamos hoje vivendo, com [a paridade], é uma simulação de mercado brasileiro como se nós não produzíssemos nada no Brasil e não refinássemos nada no Brasil”, criticou.

Sistema de bandas - Jean Paul também destacou que o sistema de bandas de preço é mais eficiente e confiável para estabilizar os preços do que cortar impostos ou criar subsídios para o setor de petróleo. “Nós estamos aqui diante da principal ferramenta. Tudo o mais é acessório a essa conta de estabilização, porque a conta de estabilização mexe no preço principal. Isentar ou desonerar impostos pode ser consumido numa simples alta de preço ou numa guerra como esta, em que o preço dá um salto de 10 dólares num dia só ou mais. Consome tudo isso”, afirmou.

Contas públicas - Os parlamentares que se opuseram ao projeto disseram que ele poderá prejudicar as contas públicas. O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) apontou para a possibilidade de desequilíbrio orçamentário. Segundo ele, as fontes indicadas pelo projeto para abastecimento da conta de estabilização são necessárias hoje para financiar outras despesas.

Argumento - “Os dividendos da Petrobras existem, mas são ridículos. O governo usou esse dinheiro para pagar a dívida interna. Se nós desviarmos esse dinheiro para o fundo de estabilização, o governo terá que emitir título da dívida. Superávit financeiro de fonte livre: o governo usou esse dinheiro para pagar benefícios do INSS. Se nós tirarmos esse dinheiro, podemos comprometer a própria previdência pública. Nenhuma dessas fontes citadas tem dinheiro que não esteja sendo usado. Você vai sempre desfalcar outra fonte”, argumentou.

Contra - O senador Carlos Viana (MDB-MG), vice-líder do governo, cumprimentou o senador Jean Paul Prates por ter conduzido “habilmente” as negociações, mas se disse contrário a instalação do mecanismo de controle dos preços de combustíveis.

Erro - “Um dos grandes erros que o Brasil cometeu ao longo da sua história foi a ideia de que seria autossuficiente e que seríamos capazes de resolver sozinhos os nossos problemas. Isso virou política estatizante, fechamento da economia. [O projeto] tem defeitos gravíssimos da história passada brasileira: intervenção, tabelamento, a criação de um fundo cuja renda, num primeiro momento, pode ser suficiente, mas depois não é”, afirmou.

Paridade de preços - Alguns senadores defenderam o fim da política de paridade de preços. Foi o caso de Rogério Carvalho (PT-SE), autor da versão original do PL 1472. Para ele, a mudança dessa política seria a “alternativa dos sonhos” e deverá ser objetivo do próximo governo.

Base - “Nós não estamos tratando de uma commodity qualquer. [O petróleo] é responsável pela geração de energia, pela logística do país, é base na indústria para diversos setores. Estamos falando de um produto cujo aumento e paridade com o dólar, com o preço de importação, é um fator gravíssimo para a nossa economia”, argumentou.

ACB - O projeto também cria o Auxílio Combustível Brasileiro (ACB), valor mensal a ser pago pelo governo federal para taxistas, motoristas de aplicativo, motociclistas e condutores de pequenas embarcações. A iniciativa veio de emendas dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Eduardo Braga (MDB-AM). Alessandro lembrou que a legislação veda a concessão de benefícios em ano de eleições, como é o caso de 2022, mas ponderou que o ACB se justifica porque é uma compensação para o consumidor de baixa renda.

Interpretação - “A interpretação do Tribunal Superior Eleitoral é de que tudo isso deve representar uma vantagem especial para que possa ser vedado. No caso, o que nós estamos fazendo é a concessão de um valor para tentar trazer para uma situação de normalidade. Não estamos concedendo uma vantagem para o consumidor. Estamos tentando reduzir o dano causado por situações externas, totalmente estranhas ao controle dos brasileiros. Tranquilizo aqueles que têm uma preocupação exagerada com este tema. Não se trata de medida eleitoreira, trata-se de tentar garantir um mínimo de normalidade para aquele cidadão que mais precisa.”

Proatividade - Os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Carlos Portinho (PL-RJ) comemoraram a aprovação do projeto como um ato de proatividade do Senado, e avaliaram que o sistema de estabilização de preços não representa uma interferência estatal na economia de mercado. (Agência Senado)

FOTO: Geraldo Magela / Agência Senado

 

LEGISLATIVO II: Câmara aprova mudanças em regras do ICMS sobre combustíveis

legislativo II 11 03 2022A Câmara dos Deputados aprovou nesta sexta-feira (11/03) o projeto de lei que prevê a incidência por uma única vez do ICMS sobre combustíveis, inclusive importados, com base em uma alíquota fixa por volume comercializado e única em todo o País. O texto aprovado também concede isenção do PIS/Pasep e da Cofins em 2022 sobre os combustíveis. A proposta será enviada à sanção presidencial.

Substitutivo - Os deputados aprovaram o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 11/20, apresentado originalmente pelo deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT). De acordo com o substitutivo, as novas regras alcançam gasolina e álcool combustível, diesel e biodiesel, e gás liquefeito de petróleo, inclusive o derivado do gás natural.

Unidade de medidas - Em vez de uma incidência percentual sobre o preço, as alíquotas incidirão sobre a unidade de medida (litros, por exemplo) e serão definidas por meio de decisão unânime do Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda (Confaz), levando-se em conta as estimativas de evolução do preço dos combustíveis de modo que não haja ampliação do peso proporcional do tributo na formação do preço final ao consumidor.

Alíquotas diferentes - Atualmente, as alíquotas são diferentes nos estados e no Distrito Federal. Na média das regiões metropolitanas, são de 14% para o diesel e 29% para a gasolina, por exemplo.

Relator - Na Câmara, o texto foi relatado pelo deputado Dr. Jaziel (PL-CE). “O projeto é uma resposta ao clamor da população sobre esse tema”, declarou.

Amortecimento - O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), afirmou que o povo brasileiro hoje está sofrendo com o preço nas bombas de gasolina no País inteiro. “A aprovação do projeto não é a solução definitiva, mas é um amortecimento, e todos nós reconhecemos isso, inclusive os que deram o voto crítico porém favorável ao mérito da matéria”, disse Ramos.

Querosene de aviação - Na votação dos destaques, o Plenário rejeitou, por insuficiência de votos, dispositivo que previa a vigência das novas regras também para o querosene de aviação.

Apoio - A manutenção do trecho obteve o apoio de 250 deputados, mas eram necessários 257 votos (maioria absoluta) por se tratar de um projeto de lei complementar. Com isso, foi aprovado o destaque do Republicanos que retirou o querosene das regras do projeto.

Diesel - Embora estabeleça regras para fixar a alíquota do ICMS por m³ comercializado, a proposta prevê, exclusivamente para o diesel, que, enquanto isso não ocorrer, a base de cálculo da alíquota atual será a média móvel dos preços médios praticados ao consumidor final nos 60 meses anteriores à sua fixação. Essa regra transitória valerá até 31 de dezembro de 2022 em cada estado e no Distrito Federal.

Média móvel - A média móvel sofre atualização constante porque é calculada a cada momento, descartando dados mais antigos e acrescentando os mais recentes.

Isenção de tributos - Durante o ano de 2022, serão reduzidas a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a produção ou importação de diesel, biodiesel, gás liquefeito de petróleo e querosene de aviação. Adicionalmente, os contribuintes de toda a cadeia, inclusive o comprador final, poderão manter os créditos vinculados.

Pis/Pasep - O mesmo valerá para o Pis/Pasep-Importação e a Cofins-Importação incidentes sobre a importação de óleo diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo ou derivado de gás natural.

Dispensa - Em razão dessa renúncia de receita, o projeto dispensa medidas de compensação por meio de aumento de outras receitas ou corte de despesas, conforme exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00) e pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 (Lei 14.194/21).

Aplicação - Mas isso se aplica apenas às operações envolvendo biodiesel, óleo diesel e gás realizadas nesse exercício.

Forma de cálculo - Ao seguir o parecer do relator, o Plenário rejeitou trechos do substitutivo do Senado que permitiriam aos estados, por meio do Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda (Confaz), realizarem reajustes extraordinários dos combustíveis antes do prazo mínimo estipulado como regra geral pelo projeto. Esse prazo será de um ano até a primeira revisão após a fixação inicial das alíquotas, e de seis meses para as revisões sucessivas.

Noventena - Todos os reajustes deverão observar o período de noventena previsto na Constituição para sua vigência.

Compensações - A proposta permite ao Confaz criar mecanismos de compensação entre os entes federados, tais como câmara de compensação, para distribuir o imposto recolhido em operações interestaduais, por exemplo.

Substituição tributária - O Confaz poderá ainda manter a substituição tributária, que ocorre quando um contribuinte recolhe o tributo em nome de outro e repassa aos preços.

Incentivos fiscais - Já os incentivos fiscais deverão ser concedidos pela unanimidade do conselho, obedecidas regras de transição fixadas em lei para as isenções vigentes.

Estado recebedor - Para os combustíveis derivados de petróleo, o ICMS ficará com o estado onde ocorrer o consumo.

Operações interestaduais - O imposto passará a incidir também nas operações interestaduais porque a Constituição prevê que, a partir da incidência do ICMS uma única vez, ele será devido nesse tipo de operação, atualmente isenta.

Repartição - Quando se tratar de operações interestaduais entre contribuintes envolvendo combustíveis não derivados do petróleo, como álcool e biodiesel, o imposto será repartido entre os estados de origem e de destino, segundo as regras aplicáveis às demais mercadorias.

Estado de origem - Nas operações interestaduais com esses combustíveis não fósseis, quando destinadas a não contribuinte do ICMS, o imposto caberá ao estado de origem. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

 

SAÚDE I: Brasil soma 588 mortes em 24 horas

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 29.249.903 casos confirmados de covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (10/03) pelo Ministério da Saúde. O número total de mortes pela doença é de 654.086.

Casos - Em 24 horas, foram registrados 56.635 casos. No mesmo período, foram confirmadas 588 mortes de vítimas do vírus.

Recuperadas - Segundo o mesmo boletim, 27.556.598 pessoas se recuperaram da doença e 1.039.219 casos estão em acompanhamento.

Estados - São Paulo é o estado que tem mais casos, com 5,1 milhões, seguido por Minas Gerais (3,25 milhões) e Paraná (2,37 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (123,1 mil). Em seguida, aparece Roraima (154,4 mil) e Amapá (160,1 mil).

Mortes - Em relação às mortes, São Paulo tem o maior número de óbitos (165.878), seguido de Rio de Janeiro (72.093) e Minas Gerais (60.153). O menor número de mortes está no Acre (1.987), Amapá (2.116) e Roraima (2.137).

Vacinação - Até esta quinta-feira (10/03), foram aplicadas 382,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 170,4 milhões com a primeira dose e 146,7 milhões com a segunda dose. A dose única foi aplicada em 4,7 milhões de pessoas. Outras 58,3 milhões já receberam a dose de reforço. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Paraná registra mais 4.857 casos e 46 óbitos pela Covid-19

saude II 11 03 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (10/03) mais 4.857 casos confirmados e 46 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.363.439 casos confirmados e 42.401 mortos pela doença.

Meses - Os casos são de março (2.986), fevereiro (946) e janeiro (802) de 2022; dezembro (26), novembro (4), outubro (8), setembro (3), agosto (28), julho (14), junho (20), maio (9), abril (1) e fevereiro (1) de 2021; e dezembro (2), novembro (1), outubro (3), agosto (2) e julho (1) de 2020. Os óbitos são de março (31), fevereiro (11) e janeiro (2) de 2022; junho (1) de 2021 e agosto (1) de 2020.

Internados - 112 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (46 em UTIs e 66 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 619 pacientes internados, 260 em leitos de UTI e 359 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 46 pacientes. São 24 mulheres e 22 homens, com idades que variam entre 0 e 99 anos. Os óbitos ocorreram entre 5 de agosto de 2020 e 10 de março de 2022.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (4), Cascavel (4), Ponta Grossa (3), Londrina (3), Arapongas (3), São José dos Pinhais (2), Maringá (2), Laranjeiras do Sul (2), Jardim Alegre (2), Ibiporã (2), Verê, Vera Cruz do Oeste, Tapira, Santa Terezinha de Itaipu, Rolândia, Rio Bonito do Iguaçu, Pérola d'Oeste, Pinhais, Paranaguá, Marumbi, Marmeleiro, Mariluz, Mandaguaçu, Ivaiporã, Cornélio Procópio, Centenário do Sul, Cambé, Astorga e Altônia.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 10.669 casos de residentes de fora do Estado – 231 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo AQUI.

Confira o relatório de ajustes e exclusões AQUI.

 

ARTIGO: A menopausa e os seus impactos na vida da mulher

artigo 11 03 2022*Lilian Lang

A última menstruação – que geralmente acontece entre 45 e 55 anos – recebe o nome de menopausa e marca o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. Isso significa que ela esgotou seu estoque de óvulos que foram liberados desde a puberdade, mês a mês, ao longo de 30, 35 anos. O período que se segue após a cessação da menstruação é chamado de climatério, uma fase de transição na qual a mulher passa da fase reprodutiva para a fase não-reprodutiva. Há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo.

Em alguns casos, a fase da menopausa e do climatério são assintomáticas. No entanto, a maioria das mulheres começa a apresentar sintomas de intensidade variável, já no início, devido à diminuição progressiva das concentrações dos hormônios femininos. Os sintomas mais comuns são: as temidas ondas de calor (fogachos), ciclos menstruais irregulares, incontinência urinária, diminuição da libido, irritabilidade, depressão, melancolia, unhas e cabelos mais frágeis, perda de massa óssea, aumento do peso e aumento de doenças cardiovasculares.

O diagnóstico da menopausa só pode ser feito depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Já o diagnóstico do climatério leva em conta os sintomas, o exame clínico e exames laboratoriais de sangue. A mamografia, o papanicolau, o ultrassom transvaginal e a densitometria óssea são exames que se completam e devem ser repetidos regularmente.

A terapia de reposição hormonal tem a vantagem de aliviar os sintomas físicos como, por exemplo, o fogacho, sintomas psíquicos como depressão e/ou irritabilidade, e ainda os que estão relacionados com os órgãos genitais como a incontinência urinária e a secura vaginal. Além disso, as reposições hormonais funcionam como proteção contra a osteoporose e asseguram uma melhor qualidade de vida para a mulher.

Ou seja, manter uma alimentação saudável, atividade física regular, não fumar e evitar o consumo de álcool, bem como cuidados com a saúde bucal, são algumas das medidas simples, mas que incorporadas aos hábitos diários de vida se tornam passos importantes para ajudar a aliviar os sintomas negativos.

Por fim, podemos concluir que esse período é marcado por muitos desafios, mas que podem ser superados e amenizados quando unimos profissionais capacitados da área como ginecologistas, endocrinologistas e psicólogos para tratar os sintomas da menopausa. É importante contar com a compreensão e apoio de todos aqueles que estão presentes na vida da mulher durante esse período.

* Lilian Lang é médica formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especializada em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da UFPR. Trabalha em consultório desde 1988, é auditora médica da Unimed Federação do Paraná desde 1997, e coordenadora médica da Auditoria retrospectiva da Unimed Curitiba desde 2014

 


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