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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5281 | 18 de Março de 2022

PRÉ-ASSEMBLEIA: Reunião com 55 lideranças dos Núcleos Norte e Noroeste encerra rodada de prestação de contas do Sistema Ocepar

Com a presença de 55 lideranças cooperativistas dos Núcleos Norte e Noroeste do Paraná, entre as quais 34 presidentes de cooperativas de seis ramos – agropecuário, crédito, infraestrutura, saúde, trabalho e transporte – o Sistema Ocepar encerrou, na tarde desta quinta-feira (17/04), a primeira rodada dos Encontros de Núcleos Cooperativos de 2022, realizada juntamente com as pré-assembleias de prestação de contas. Ao longo da semana, a entidade promoveu quatro reuniões em formato online, exclusivamente para presidentes das cooperativas paranaenses, totalizando 175 participantes, entre eles, 111 presidentes de cooperativas dos sete ramos do cooperativismo.

Evento extra - “Nós nunca tivemos uma participação tão grande de presidentes das cooperativas de todos os ramos nas nossas pré-assembleias. Assim, iremos promover um evento extra para as cooperativas que não puderam acompanhar os encontros desta semana, para chegarmos muito próximos à totalidade de cooperativas do Paraná, que hoje somam 216, e, assim, dar mais uma chance para que todas possam participar desse debate sobre assuntos de interesse do cooperativismo paranaense”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Estratégia perfeita - De acordo com o dirigente, este é o 30º ano que o Sistema Ocepar reúne as cooperativas paranaenses duas vezes anualmente, por meio dos Encontros de Núcleos Cooperativos. “E eu posso garantir a todos que o melhor que nós conseguimos fazer ao longo desse período, política e tecnicamente, iniciou aqui nos Núcleos. Para nós, do Sistema Ocepar, esta é a estratégia perfeita para dar sequência aos trabalhos que realizamos, em sintonia com as necessidades das nossas cooperativas. Isso é fundamental”, frisou na abertura do evento.

Pré-assembleias - Ricken lembrou ainda que anteriormente os Encontros de Núcleos eram promovidos nos meses de maio e outubro. “Agora, nós estamos fazendo a primeira rodada em março para que, de fato, seja uma pré-assembleia. Além disso, ao invés de reunirmos um grande número de lideranças, nós realizamos desta vez os eventos exclusivamente para presidentes e representantes dos presidentes das cooperativas do Paraná inteiro”, acrescentou.

Preocupações - Ele comentou sobre o cenário atual, tanto em âmbito nacional como mundial, citando inicialmente questões ligadas à economia brasileira, como a inflação e os juros altos. Os impactos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia foi outro ponto abordado pelo presidente do Sistema Ocepar. “O conflito internacional nos preocupa bastante pois isso terá, com certeza, reflexos no abastecimento e fornecimento de insumos, particularmente fertilizantes. Em relação ao potássio, nós dependemos 94% de importação e 44% desse suprimento vem da Rússia e da Bielorússia, dois países hoje com restrições. Então, vamos ter que encontrar outros meios de fornecimento desse tipo de produto. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está trabalhando nisso”, afirmou.

Incertezas - O coordenador do Núcleo Norte, presidente da Cooperativa Integrada, Jorge Hashimoto, também salientou as incertezas causadas pela guerra no leste europeu. “Nesse momento de grande turbulência, nós temos realmente muitos assuntos para discutir e refletir. Essa guerra vem provocando consequências muito pesadas para todo mundo e nós temos que estar bastante atentos, apoiando os nossos cooperados. Nesse momento de dificuldade, eles sentem maior necessidade de aproximação com a cooperativa, que apoia a atividade de cada um o ano todo, não só na hora da colheita e da venda da sua produção. E é diante desse cenário de grandes incertezas que os valores do cooperativismo, como ética, respeito e, principalmente, cooperação, se tornam cada vez mais do que importantes”, complementou.

Superação - O coordenador do Núcleo Noroeste e presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Cocamar, Luiz Lourenço, frisou a necessidade de buscar saídas para enfrentar os problemas das mais diversas origens. “Estamos vivenciando muitas dificuldades, mas a vida continua e nós temos que procurar as melhores alternativas para superar esses obstáculos. Nós estamos reunidos aqui com esse objetivo, ou seja, discutir o que podemos fazer para amenizar todo esse quadro que estamos vivendo e, basicamente, trabalhar no sentido de intensificar a questão de um cooperativismo solidário entre nós, que é uma questão importante”, disse.

Ato cooperativo - O presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Márcio Lopes de Freitas, prestigiou as quatro pré-assembleias de prestação de contas organizadas pelo Sistema Ocepar. Um dos assuntos que ele destacou em seu pronunciamento, nesta quinta-feira (17/03), foi a emenda 235, propondo a inclusão da definição do ato cooperativo no texto da Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Tributária (PEC 110/2019), apresentada na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na quarta-feira (16/03), pelo senador Luiz Carlos Heinz. Em seu entendimento, o debate sobre o tema ocorrido na sessão demonstrou a importância da articulação política para avançar nas demandas do cooperativismo brasileiro.

Defesa - “Dos nove senadores que se pronunciaram na apresentação do relatório do senador Roberto Rocha, sete defenderam o ato cooperativo e a nossa emenda. Ninguém foi contra”, frisou. “Foi uma demonstração de organização e força que nos deixou um pouco mais confortáveis em relação à discussão da matéria no Senado”, comentou. Ele também agradeceu às Unidades Estaduais e às cooperativas que atenderam ao chamamento do Sistema OCB e também se mobilizaram em suas bases nos dias que antecederam a reunião ocorrida na CCJ, reforçando que o setor continua empenhado em manter a emenda sobre o adequado tratamento ao ato cooperativo na PEC 110/2019. A votação do parecer foi adiada para a semana que vem, dia 23 de março. “Já que algumas medidas que estão acontecendo no mundo e mesmo na política nacional não nos dão tranquilidade, e não vão dar, nós temos que fazer o que cabe a nós e o que está ao nosso alcance”, acrescentou.

Programa de Educação Política - Nesse sentido, Freitas ressaltou a importância do Programa de Educação Política do Cooperativismo Paranaense, uma iniciativa do Sistema Ocepar, desenvolvida em parceria com o Sistema OCB e cooperativas do Paraná, que tem como um dos objetivos fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional, e que também foi tema de debate na pré-assembleia. “Não se trata de financiar campanha, pois isso nem é permitido. A ideia é criar um modelo de apoiamento de pessoas que nos represente, que nos defenda. Nós precisamos mostrar nossa força de articulação”, afirmou.

Cooperativa anfitriã - Na sequência, Wellington Ferreira, presidente da Sicredi União PR/SP cooperativa anfitriã do evento, fez uma apresentação, enfatizando os resultados obtidos em 2021. “Diante de todas essas dificuldades que temos passado, aumenta a responsabilidade das cooperativas. Apesar de tudo isso, elas crescem, justamente pela característica de estarem sempre buscando soluções e correndo atrás daquilo que é importante para o associado, para o desenvolvimento regional e para o agronegócio”, disse. Com sede em Maringá, Noroeste do Paraná, a Sicredi União PR/SP é uma das maiores de crédito do país, com mais de 415 mil relacionamentos contabilizados no ano passado. Ela ultrapassou a marca de 110 agências espalhadas pelos estados do Paraná e São Paulo, distribuídas entre 109 municípios. Em 2021, registrou mais de R$ 7,8 bilhões em volume de negócios, mais de R$ 6,2 bilhões em captação de investimentos, além das operações de crédito superiores a R$ 4,4 bilhões. Já a carteira de consórcio e seguros teve mais de R$ 230 milhões de incremento e o patrimônio líquido passou de R$ 560 milhões para R$ 675 milhões. A cooperativa possui uma equipe de mais de 1.500 colaboradores.

Prestação de contas 2021 e plano de ação 2022 - Na pré-assembleia, os superintendentes da Ocepar, Robson Mafioletti, da Fecoopar, Nelson Costa, e do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, apresentaram os resultados de 2021 e os planos de ação para 2022 de cada uma das entidades que formam o Sistema Ocepar. Houve ainda o debate sobre três propostas relacionadas a projetos do Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o planejamento estratégico de desenvolvimento sustentável do cooperativismo paranaense. A coordenadora de Relações Parlamentares da Ocepar, Danielly Andressa da Silva, discorreu sobre o Programa de Educação Política do Cooperativismo Paranaense. O diretor de Mercado e Comunicação da Federação Unimed Paraná, Alexandre Gustavo Bley, fez uma explanação a respeito da criação de um plano de assistência médica para atender o público cooperativista do Estado. Por fim, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, explicou como a entidade pretende trabalhar para estimular as alianças estratégicas entre as cooperativas paranaenses. Após cada apresentação, foi aberto espaço para que os participantes pudessem se manifestar e contribuir com aprimoramentos às propostas que, na sequência, serão levadas à deliberação na Assembleia Geral Ordinária do Sistema Ocepar, no dia 1º de abril.

 

59º ENCONTRO DE NÚCLEOS COOPERATIVISTAS E PRÉ-ASSEMBLEIAS / MARÇO DE 2022

DATA

NÚCLEO

ANFITRIÃ

PARTICIPAÇÕES

COOPERATIVAS

RAMOS

14/03/22

OESTE

COPAGRIL

42

31

7

15/03/22

SUDOESTE

CODEPA

39

21

4

16/03/22

CENTRO-SUL

WITMARSUM

39

25

6

17/03/22

NORTE/NOROESTE

SICREDI UNIÃO

55

34

6

TOTAL

   

175

111

7

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GETEC: Confira o boletim semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

getec coordenacao parlamentar 11 03 2022A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) e sob a responsabilidade da advogada Daniely Andressa da Silva, publicou, nesta sexta-feira (18/03), o Informe Semanal referente ao período de 14 a 18 de março. O setor foi criado neste ano com o propósito de fazer o acompanhamento das matérias de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná, das leis publicadas no âmbito do executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Confira os destaques do boletim desta semana.

Crédito Rural - Confirmando as expectativas, após intensa agenda de negociações da OCB e da Ocepar, o Poder Executivo formalizou o pedido de alterações no PLN 01/22, para permitir novo aporte para subvenções ao crédito rural na ordem de R$ 868 milhões. A medida busca destravar as linhas de crédito do atual Plano Safra e que haviam sido suspensas. Por solicitação do Sistema OCB, o relator do PLN 01/2022, senador Carlos Fávaro (MT), afirmou que incluirá a proposta do governo em seu parecer. Em razão da proposta de novo aporte, a sessão da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional desta quinta-feira (17/03) foi suspensa, com a previsão de apreciação do PLN 01/22 na próxima semana (22/03). A Ocepar, em conjunto com a OCB, também tem atuado na mobilização do governo federal e dos parlamentares para garantir recursos orçamentários necessários para o lançamento do Plano Safra 2022/2023, além de recursos extraordinários para atender agricultores afetados pela estiagem.

Marco Legal da Securitização e FGS - O Presidente da República editou a Medida Provisória nº 1.103/2022, que estabelece o marco legal da securitização, além de criar a Letra de Risco de Seguro (LRS), como alternativa para a captação de recursos destinados ao financiamento de riscos de operações de seguro. Também foi publicada a Medida Provisória n. 1.104/2022, que altera a Lei do Agro, permitindo o uso dos Fundos Garantidores Solidários (FGS) em qualquer operação financeira vinculada à atividade empresarial rural. De acordo com o governo federal, a medida busca simplificar a constituição de fundos, incentivando fontes alternativas de recursos para financiar as atividades rurais.

PEC 110/2019- Nesta quarta-feira (16/03), a PEC 110/2019 foi tema da pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal (CCJC). Após intensa mobilização de parlamentares, o ato cooperativo foi o tema mais citado nos discursos dos Senadores que participaram da sessão, dentre eles o Senador Oriovisto Guimarães. A PEC 110/2019 institui um Imposto Único, chamado Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), nos moldes de um imposto único adotado em outros países (IVA), com o objetivo de simplificar o sistema tributário, reduzir custos para atender a legislação e gerar maior segurança jurídica, fatores que contribuem para o crescimento econômico. Além de apoiar esta simplificação, a OCEPAR, em conjunto com a OCB, tem mobilizado os parlamentares em defesa da manutenção do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, previsto no Artigo 146, III, “c” da Constituição Federal. A votação da matéria foi adiada para a próxima semana.

Capacitação de aplicadores de defensivos - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou a Portaria Mapa nº 410, de 16 de março de 2022, que estabelece o conteúdo programático para os cursos de capacitação para a aprovação do registro de aplicação de agrotóxicos. A medida visa garantir maior segurança à saúde dos trabalhadores rurais e defesa ao meio ambiente através da correta utilização destes produtos, atendendo à previsão dada pelo Decreto nº 10.833/2021, que simplifica e agiliza o processo de análise e registro de defensivos.

Uso de máscaras no Paraná - Confirmando a expectativa noticiada na última semana, a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná aprovou o PL 76/2022, de iniciativa do Governo do Estado, autorizando que o Poder Executivo fixe as regras sobre a obrigatoriedade da utilização de máscaras. Com a aprovação, o Governo do Estado sancionou a lei n. 20.971/2022 e, na sequência, editou o Decreto n. 10.530/2022, que flexibiliza o uso de máscaras em espaços ao ar livre. Em locais fechados como comércio, prédios, transporte público, dentre outros, o uso das máscaras continua obrigatório.

Clique aqui para conferir o Informe Semanal da Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar

 

DESENVOLVIMENTO HUMANO: Presidente do Biopark ministra palestra para agentes de cooperativas do Paraná

Cerca de 100 profissionais de cooperativas paranaenses que atuam nas áreas de desenvolvimento e recursos humanos acompanharam, na manhã desta sexta-feira (18/03), a palestra do presidente do Biopark, Luiz Donaduzzi. O evento virtual faz parte da programação de Lives do Sistema Ocepar, e tem como foco a atualização, o estudo de casos e o repasse de informações aos colaboradores do cooperativismo, em seus diversos segmentos de trabalho. Donaduzzi ministrou a palestra “Os desafios da gestão de pessoas na atualidade”. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, fez a abertura do evento, que foi acompanhado pelos superintendentes do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e da Ocepar, Robson Mafioletti.

Gestão de pessoas - Donaduzzi, que também é fundador da Prati-Donaduzzi, indústria do setor farmacêutico, discorreu sobre os problemas e custos de gestão de pessoas e as formas de reduzi-los. “Existem os custos com a dispensa de um colaborador e a contratação e treinamento de um novo profissional. Mas há uma despesa muitas vezes intangível, que é decorrência da perda de produtividade. O novo contratado, precisa de tempo para alcançar o mesmo nível de produção do profissional experiente”, explicou. “Para reduzir estes custos, é fundamental diminuir o turnover (rotatividade de funcionários). E isso se faz mapeando o clima organizacional e oferecendo oportunidades, com a formação e o desenvolvimento dos profissionais”, afirmou.

Inovação - Luiz Donaduzzi é graduado em Farmácia e Bioquímica pela UEM, realizou Mestrado e Doutorado em Biotecnologia pelo INPL em Nancy, França. Atualmente ocupa o cargo de presidente do Conselho Administrativo da Prati-Donaduzzi e de presidente do Biopark. Em 2016, lançou o Biopark, com foco em contribuir com a Região Oeste do Paraná por meio da atração de novos negócios, inovação, educação de alto nível e geração de empregos. O Biopark se desenvolve como uma cidade tecnológica, em um ambiente para viver, crescer e inovar. “O desenvolvimento de pessoas é o coração de um empreendimento, e tanto pode ser um problema como uma solução. A maioria das pessoas quer trabalhar e se desenvolver e, como gestores, precisamos ajudá-las no aprimoramento e crescimento profissional”, concluiu.

 

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PR COMPETITIVO: Estado libera R$ 250 milhões em créditos de ICMS para expansão de energias renováveis para cooperativas do PR

cooperativismo 18 03 2022Cooperativas paranaenses com investimentos enquadrados no Programa Paraná Competitivo, da Secretaria da Fazenda, poderão utilizar em 2022 até R$ 250 milhões em transferência de créditos acumulados do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para construção de usinas de biomassa e fotovoltaicas.

Transferência - Os créditos acumulados na ‘Conta Investimento’ da Fazenda poderão ser transferidos aos contribuintes credenciados no Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred) mediante contrapartida de promover o incremento de fontes de energia limpa e sustentável, fomentar a destinação correta de resíduos sólidos, bem como a geração de novos empregos, por meio da construção de usinas e das suas operacionalizações.

Operações - Os créditos de ICMS passíveis de transferência via Siscred são aqueles acumulados em decorrência de operações destinadas ao Exterior, com saídas abrangidas pelo diferimento ou suspensão do imposto, ou nas demais hipóteses previstas na Lei Kandir e no Art. 47 do Regulamento do ICMS.

Resolução - Segundo o secretário da Fazenda do Paraná, Renê Garcia Junior, a Resolução nº 39, expedida pela Sefa em fevereiro deste 2022, determina que o montante global de recursos será de R$ 250 milhões por ano. "É uma contrapartida para que as cooperativas efetivem seus investimentos para o aumento da atividade econômica com a produção dessa energia limpa e sustentável”, disse.

Participação proporcional - Caso a somatória dos valores dos pedidos ultrapasse o recurso disponibilizado no ano, será destinada a cada interessado uma parcela que considerará sua participação proporcional no volume de créditos já habilitados na ‘Conta Investimento’, relativamente às cooperativas participantes.

Operacionalização - A Invest Paraná organizará e analisará os pleitos e os encaminhará à Assessoria de Assuntos Econômico-Tributários (AAET) da Secretaria de Estado da Fazenda, que determinará quantas usinas serão atribuídas a cada investidor.

Abatimento - O contribuinte que receber créditos acumulados habilitados pelo Siscred, recebido para construção de usinas de energia renováveis, poderá utilizá-los para abater até 100% do saldo devedor próprio no período de apuração; ou para liquidação integral de débito de ICMS inscrito em dívida ativa ou objeto de lançamento de ofício.

Não reconhecimento - O Estado do Paraná não reconhece créditos oriundos de benefícios fiscais concedidos por convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Siscred - O Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados foi instituído para realização do credenciamento dos contribuintes, habilitação dos créditos acumulados, controle da transferência e utilização de crédito do ICMS.

Credenciamento - Para obtenção do credenciamento o contribuinte deve protocolizar na Agência da Receita Estadual do seu domicílio tributário o Requerimento de Credencial perante o sistema, na condição de Transferente ou Destinatário do Crédito.

Lei Kandir - Em 2020, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria um mecanismo de compensação pela perda de receita provocada pela Lei Kandir. O governo federal criou um fundo para compensar estados e municípios pela perda de arrecadação. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

PANORAMA COOP: Boletim traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

panorama coop 18 03 2022O Sistema OCB publica, semanalmente, o Panorama Coop, um boletim com análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. A newsletter é atualizada todas as quintas-feiras. Veja abaixo os destaques desta semana.

Guerra - Nesta edição, estão em foco os impactos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Apresentamos para você o contexto histórico desse conflito, que existe desde 1949. Explicamos também como todos os modelos de negócios são afetados por essa crise global, que resultou na inflação nos setores de energia e de commodities, com destaque para os fertilizantes, o que impacta diretamente as coops agro. Fique por dentro!

Análise econômica - No dia 24 de fevereiro, despertamos com a notícia de que a Rússia havia invadido a Ucrânia. A guerra entre os dois países vem repercutindo, tanto por questões de interesse internacional e humanitário, como por seu impacto econômico, especialmente por conta do isolamento financeiro que a Rússia vem sofrendo. Esse acontecimento tem gerado consequências que impactam todos os modelos de negócio, inclusive o cooperativismo. E foi pensando nisso que o Sistema OCB elaborou, em parceria com a especialista em comércio internacional Marina Egydio, esta análise econômica especial na qual apresentamos os impactos da Guerra para o cooperativismo, com base na pauta exportadora das cooperativas, divulgada na análise “As Exportações e o Cooperativismo”.

Acesse a Análise Econômica

Acesse as análises anteriores

Definição do ato cooperativo domina discussões sobre Reforma Tributária no Senado - A inclusão da definição do ato cooperativo no texto da Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Tributária (PEC 110/2019) foi o principal ponto de discussão da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (16/03). Dos dez senadores que se inscreveram para debater a matéria, sete defenderam que as particularidades do modelo de negócios cooperativista precisam ser respeitadas e ter um tratamento tributário adequado à sua realidade. A votação do parecer foi adiada para a próxima quarta-feira, dia 23 de março.

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Plano Nacional de Fertilizantes prevê maior estímulo à produção nacional - O governo federal lançou nesta sexta-feira (11) o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) 2022-2050, que tem o objetivo de ampliar a produção nacional e reduzir as importações dos insumos necessários para a agricultura brasileira. Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a iniciativa prevê redução da dependência externa de 85% para 55% no período. “Não estamos apenas reagindo a uma crise, mas tratando de um problema estrutural, de longo prazo”, afirmou.

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Sistema OCB e ANM debatem cooperativismo mineral - O fortalecimento da relação entre a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Sistema OCB foi o ponto central da reunião realizada na segunda-feira (14/03). O diretor da ANM, Victor Hugo Bicca, e o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, debateram a importância do cooperativismo para a implementação de métodos cada vez mais sustentáveis para fomentar a pequena mineração no Brasil.

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Clique aqui e confira o Panorama Coop em versão digital

 

EVENTO: Sistema OCB participa de lançamento do Prêmio ABDE-BID 2022

evento 18 03 2022Na quarta-feira (16/03), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) lançou, durante o Fórum de Desenvolvimento ABDE 2022, o edital do Prêmio ABDE-BID 2022 e o livro com o compilado dos artigos premiados em 2021.

Apoio - A premiação tem apoio do Sistema OCB e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de contar com uma categoria para destacar a importância do cooperativismo de crédito para a democratização financeira do país.

Parceria - Desde 2017, as organizações são parceiras na realização do prêmio, que já contemplou 21 pesquisadores na categoria Sistema OCB: Desenvolvimento e Cooperativismo de Crédito. Os temas dos artigos vencedores nos últimos cinco anos abordaram desde a relação entre o cooperativismo de crédito e o desenvolvimento econômico sustentável e inclusivo, até estratégias de colaboração financeira para o desenvolvimento regional, bem como de estratégias colaborativas e novos instrumentos de Fintech.

Propagação - Para Thiago Borba, coordenador do Ramo Crédito no Sistema OCB, as parcerias estabelecidas são fundamentais para propagar ainda mais o cooperativismo de crédito na sociedade. “É muito valioso para o setor contar com essa importante rede de parceiros no fomento do cooperativismo financeiro como ferramenta de desenvolvimento social e econômico, por meio da inclusão financeira”, destacou.

Reformulação - Para 2022, o Sistema OCB tem como proposta a reformulação da categoria para se alinhar ao Plano ABDE 2030, cujo objetivo é apresentar propostas concretas de políticas públicas que contribuam para um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo e inovador. Dessa forma, a orientação é que o tema aborde questões relacionadas ao desenvolvimento econômico sustentável e sua aplicabilidade no dia a dia das cooperativas.

Mais - Para saber mais sobre o Prêmio ABDE-BID 2022, acesse o site: https://abde.org.br/. (Sistema OCB)

 

SICREDI: Reforçando os pilares do cooperativismo de crédito, Central PR/SP/RJ elege novo Conselho

Fortalecendo os diferenciais do cooperativismo de crédito com os pilares da gestão participativa e da transparência, a Central Sicredi PR/SP/RJ realizou, na última quarta-feira (16/03), a Assembleia Geral Ordinária (AGO) para a prestação de contas do exercício de 2021 e eleição dos membros dos Conselhos de Administração e Fiscal para a gestão 2022/2026. Além da diretoria da Central Sicredi PR/SP/RJ e atuais membros das cadeiras, participaram da reunião o presidente da SicrediPar, Fernando Dall’Agnese, o diretor-executivo do Centro Administrativo Sicredi, João Tavares, e o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Reeleito - Durante a assembleia, o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, foi reeleito para a função. “Um ciclo se encerra e outro está por vir, e, em todo esse processo, tivemos aprendizados importantes com pessoas ajudando pessoas em prol do nosso propósito que é construir juntos uma sociedade mais próspera. Nosso trabalho é baseado no legado dos pioneiros do cooperativismo como o padre Theodor Amstad e Ignácio Aloysio Donel, que sonharam com uma sociedade mais colaborativa, inclusiva e agregadora. Seguiremos inspirados nesse trabalho com olhar voltado para o futuro, para os nossos associados e as comunidades”, destaca Dasenbrock.

Novo ciclo - Para esse novo ciclo de gestão da Central Sicredi PR/SP/RJ ainda foram eleitos o presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, como 1.º vice-presidente, e o presidente da Sicredi Centro Oeste Paulista, João Alberto Salvi, como 2.º vice-presidente. Também foram eleitos como conselheiros: Popke Ferdinand van der Vinne (Sicredi Campos Gerais PR/SP); Luiz Roberto Baggio (Sicredi Integração PR/SC); José Cesar Wunsch (Sicredi Fronteiras PR/SC/SP); Aldo Dagostim (Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ); Adolfo Rudolfo Freitag (Sicredi Aliança PR/SP); Jorge Bezerra Guedes (Sicredi Rio Paraná PR/SP); Claudio Marcos Orsini (Sicredi Paranapanema PR/SP) e Americo Stuhr Pechy (Sicredi Alta Noroeste SP).

Conselho Fiscal - O novo Conselho Fiscal também foi definido durante a assembleia. Como conselheiros efetivos foram eleitos: Orlando Muffato (Sicredi Grandes Lagos PR/SP); Cirio Kunzler (Sicredi Progresso PR/SP); Evaldo Kosters (Sicredi Empreendedores PR); Maura Carrara (Sicredi Nossa Terra PR/SP), além dos conselheiros suplentes, Paulo José Buso Júnior (Sicredi Norte Sul PR/SP) e Leopoldo Carvalho de Oliveira Neto (Sicredi Centro Norte SP).

Visão regional - Para Dasenbrock, a possibilidade de contar com a visão regional trazida pelos conselheiros é fundamental para que o Sicredi continue aprimorando cada vez mais seu relacionamento com os associados e a comunidade oferecendo produtos, serviços e iniciativas que atendam às demandas locais. “Esse é um dos grandes diferenciais do cooperativismo de crédito, a gestão participativa e colaborativa em prol do coletivo, e que sintetiza muito bem a forma de atuação do Sicredi: Presença nacional com atuação regional”, enfatiza.

Resultado recorde - Durante a reunião, o diretor-executivo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Tohmé, destacou o resultado recorde atingido pela instituição financeira cooperativa nos três estados a partir da atuação das cooperativas filiadas, membros dos conselhos e colaboradores. “Alcançamos a marca de R$ 1 bilhão em resultados, que não são o lucro, mas sim, a maior capacidade de atendimento ao nosso associado, incremento de patrimônio, capacidade de abertura de novas agências e de geração de empregos. Foi tudo isso que geramos tanto na área econômica quanto na social, com avanços na parte de inclusão e diversidade, de educação financeira e de ações sociais que impactam positivamente milhares de pessoas”, finaliza Tohmé.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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CRESOL: Cooperativas do Sistema iniciam processos assembleares

Os processos assembleares se caracterizam como importantes momentos para o cooperativismo e para o Sistema Cresol porque os cooperados participam diretamente do processo de tomada de decisões. Na oportunidade é deliberado sobre a prestação de contas do Conselho de Administração referente ao exercício anterior; sobre a destinação dos resultados; eleição e remuneração de novos conselheiros de administração e fiscal; bem como alterações estatutárias, entre outros pontos. A primeira Assembleia Geral do Sistema foi a da Central Cresol Baser, realizada no dia 8 de março na sua sede.

Dois momentos - O processo é dividido em dois momentos, sendo que o primeiro iniciou no mês de fevereiro, através das Assembleias Gerais de Relacionamento (AGR), onde é apresentado aos cooperados a evolução econômico-financeira da cooperativa, bem como suas vantagens em termos de produtos, serviços financeiros e projetos, os quais impactam socialmente os cooperados as comunidades onde vivem. Já o segundo momento é a Assembleia Geral, que é quando são apresentadas e aprovadas as demandas e pautas sistêmicas. No entanto, para as cooperativas que possuem representação por delegados, as AGRs equivalem às Assembleias Gerais de Núcleos (AGN), onde as demandas, dúvidas e vontades dos associados são levadas para apreciação da Assembleia Geral de Delegados, que equivale a Assembleia Geral quando há esse tipo de representação de cooperados.

Prestação de contas - Na assembleia da Central foi deliberado sobre a prestação de contas do exercício 2021, além da autorização da tomada de empréstimos junto às instituições financeiras parceiras e assuntos gerais de interesse da sociedade.

Transparência - O presidente da Central Cresol Baser, Alzimiro Thomé, lembrou sobre a importância do momento que demonstra a transparência e a proximidade com os cooperados. “Os atos assembleares destacam os projetos e ações que desenvolvemos no exercício anterior, além de prestar contas ao nosso quadro social. Por isso, é muito importante a presença do nosso cooperado que, além de comemorar as conquistas da sua cooperativa, fica por dentro das novidades implementadas pelo sistema”, disse.

Abril - As AGOs das cooperativas da Cresol Baser seguem até meados do mês de abril. (Imprensa Cresol)

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FRIMESA: Líderes do cooperativismo do Oeste reúnem-se com representante do Itamaraty

A Diretoria da Frimesa recebeu, na quarta-feira (16/03), o ministro diplomata do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro. O encontro, na sede da cooperativa, em Medianeira (PR), se deu em dois momentos: uma apresentação da Central e do sistema cooperativista do Paraná, a fim de estabelecer relações institucionais, e após almoço, ocorreu uma reunião com líderes do cooperativismo do Oeste sobre o agronegócio Brasileiro e as exportações.

Participantes - Participaram do encontro, o diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, o diretor executivo, Elias José Zydek, o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla , o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, o diretor-presidente da C.Vale, Alfredo Lang, o diretor-presidente da Primato, Anderson Sabadin, o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e o presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Danilo Vendrusculo.

Assuntos - Entre os assuntos de interesse estavam o entendimento sobre o sucesso do cooperativismo do oeste do Paraná, como o objetivo de levar a outros estados como o Mato Grosso do Sul. Além disso, outros alguns temas foram debatidos, como conhecimento sobre produção em escala, projetos de intercooperação – entre Brasil e países vizinhos, a Guerra da Rússia e os impactos aos negócios no Brasil, e estudos de viabilidade econômica para exportações de grãos brasileiro pelo corredor bioceânico.

Sobre a Frimesa - A Frimesa Cooperativa Central é 1ª empresa colocada no Paraná em abate de suínos, a 4ª maior do Brasil nesse segmento, é a 3ª maior indústria do estado de lácteos e está entre as 12 maiores do país. A Frimesa é a 154ª maior empresa do Brasil, e a 23ª maior do agronegócio brasileiro, está colocada como a 11ª maior cooperativa paranaense conforme dados da Revista Exame, em estudo fundamentado em informações de 2020. Presente no mercado brasileiro de alimentos há 44 anos, a Frimesa Cooperativa Central do oeste paranaense industrializa carne suína e derivados de leite, com foco na produção de alimentos de valor agregado. São mais de 9.000 colaboradores, seis unidades industriais, e mais de 20.000 pessoas envolvidas na cadeia produtiva. (Imprensa Frimesa)

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COCAMAR I: Programa de renovação de canaviais é caminho para quem quer crescer

Aos 36 anos, o cooperado Douglas Chiconato, de Cambé (PR), onde ele e o pai José Carlos cultivam grãos em cerca de 200 hectares, dos quais 10% próprios, é exemplo de produtor que cresce aproveitando as oportunidades oferecidas pela Cocamar. Suas lavouras naquele município e na vizinha Rolândia são conduzidas sob a orientação técnica da cooperativa e apresentam boas médias de produtividade.

A aposta - O grande salto de crescimento do produtor, entretanto, se deu a partir de 2019, quando Douglas foi convidado pela Cocamar a participar do projeto piloto do programa de renovação de canaviais mantido em parceria com a usina Cocal no Pontal do Paranapanema, oeste paulista. Ele fez parte de um grupo de 21 cooperados que aceitou encarar o desafio de produzir soja numa área de 5,1 mil hectares arrendada pela cooperativa junto àquela companhia. Na quarta-feira (16), Douglas recebeu em Nantes (SP) a equipe do Rally Cocamar de Produtividade.

Experiência - “Eu já tinha alguma experiência em lidar com solos arenosos e fui em frente”, diz. Por isso, ele não deu ouvidos a alguns produtores que, na época, tentaram desestimulá-lo, sob o argumento de que no abafado oeste de São Paulo a cultura da soja seria inviável.

Sucesso - Três anos depois, na atual safra de soja 2021/22, ora em colheita, Douglas fala da própria trajetória na região para demonstrar o sucesso do programa conduzido pela Cocamar e também para ressaltar que o oeste paulista é, sim, um lugar para quem quer crescer.

Expansão - Nesse curto período, o produtor conseguiu ampliar de forma considerável as áreas que ele e o pai plantam com soja: além dos cerca de 200 hectares em Cambé e Rolândia, há aproximadamente outros 400 no município de Nantes (SP) – quase na divisa entre os dois estados e distante apenas 130 quilômetros de Cambé.

Melhor que no PR - “Para mim, é um sonho que estamos conseguindo realizar”, afirma Douglas, referindo-se ao crescimento, salientando que neste ano, por causa dos problemas climáticos ocorridos no Paraná, a rentabilidade está sendo maior nas áreas do programa.

Produtividade - Enquanto em Cambé e Rolândia a expectativa é de uma produtividade de 45 sacas de soja por hectare, em Nantes a média esperada é maior, por volta de 50 sacas. Mas como nas áreas do programa o custo com arrendamento é bem menor em comparação ao praticado no Paraná, o resultado final acaba sendo superior.

Crescer - “Sempre tivemos rentabilidade com a participação no programa”, comenta o cooperado, que a cada ano tem aumentado suas áreas em pelo menos 30%, “e nosso objetivo é continuar expandindo”.

Estratégia - O produtor conta que, por enquanto, está reinvestindo tudo o que fatura na modernização do parque de maquinários, visando a ter estrutura para manter o seu ritmo de crescimento. E que, como estratégia para produzir bem, o mais indicado é realizar o plantio um pouco mais tarde, entre o final de outubro e início de novembro, a exemplo do que fez neste ciclo.

Foco - Para o engenheiro agrônomo César Nardi, da Cocamar, que assiste tecnicamente o cooperado Douglas Chiconato, o sucesso dos produtores no programa está diretamente relacionado à forma como eles conduzem suas lavouras. “É preciso que o foco e a atenção sejam os mesmos dados às suas terras, fazendo as aplicações, por exemplo, nos momentos certos.”

Área cultivada - O gerente de negócios da Cocamar, Marco Antônio de Paula, que idealizou e responde desde o início pela coordenação do programa de renovação de áreas de canaviais, informa que foram cultivados 28,8 mil hectares com soja no Pontal do Paranapanema, em parceria com três usinas.

Média - Do total da área, ao menos 30% de lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, com previsão de produtividade de 50 sacas por hectare ou acima desse patamar. Nos 70% restantes, as médias devem ficar um pouco abaixo, como reflexo dos períodos de estiagem, causados pelo fenômeno La Niña, que castigaram várias regiões brasileiras.

Produção - De qualquer forma, o programa deve resultar na produção de 55 mil toneladas de soja, montante que, somado à comercialização de insumos, gera uma movimentação financeira superior a 230 milhões de reais.

Suporte - A Cocamar coordena o arrendamento com as usinas, presta orientação técnica aos produtores, fornece os insumos e recebe as safras em suas unidades de Mirante do Paranapanema, Iepê e Cruzália.

A salvação - “Neste ano, o programa representou a salvação para muitos produtores que não conseguiram boas médias no Paraná”, observa de Paula, mencionando ainda que a realização se reflete positivamente na economia de diversos municípios paulistas.

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

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COCAMAR II: Conectadas teve como temas Inovação e tecnologias

Tendo em vista que a presença da mulher nas atividades do agronegócio é cada vez maior e mais importante, a Cocamar Máquinas Concessionária John Deere promoveu durante a semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher (8/3), palestras em três municípios com o objetivo de levar informações a esse público.

Inovação e tecnologias - Nos eventos denominados Conectadas, que reuniram dezenas de participantes em Maringá, Cambé e Cornélio Procópio, especialistas discorreram sobre inovação, as tendências tecnológicas do setor e os avançados recursos embarcados nas máquinas e equipamentos John Deere que, em síntese, auxiliam no aumento da produtividade e da redução de custos.

Palestrantes - Os temas foram conduzidos por Heliotérico de Moraes, gerente corporativo de serviços, e André Payão, supervisor do Centro de Soluções Conectadas (CSC), ambos da Cocamar Máquinas. As apresentações contaram com a participação de Lucy Pereira, coordenadora do Suporte Conectado John Deere Brasil, e do superintendente da Concessionária, Arquimedes Alexandrino.

Sucesso - A operação com máquinas modernas é algo que vem se tornando rotineiro entre as produtoras, muitas das quais, compartilhando a gestão do negócio com suas famílias, fazem questão de aprimorarem-se acerca das tecnologias disponibilizadas pelos maquinários. Por isso, segundo a Concessionária, a realização do Conectadas, em sua primeira edição, foi um sucesso.

Participação - Na Cocamar, as mulheres representam cerca de 20% do quadro associativo, formado por mais de 16 mil integrantes distribuídos pelos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Esse percentual em crescimento nos últimos anos é uma demonstração do talento das produtoras na atividade rural. (Imprensa Cocamar)

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CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Ajudados pelo clima, produtores de mandioca retomam colheita no Paraná

conjuntura agropecuaria 18 03 2022Os produtores de mandioca do Paraná finalmente dispõem de condições climáticas favoráveis para retomar as colheitas. Com isso, a oferta de matéria-prima paranaense para as indústrias cresce, e elas podem reduzir a dependência de outros estados. Esse é um dos temas do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 17 de março. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Primeiras estimativas - As primeiras estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam uma área de 1.240.000 hectares e produção de 18 milhões de toneladas de mandioca no Brasil. No Paraná, segundo produtor da raiz, atrás apenas do Pará, estima-se que a safra 2021/22 terá 131 mil hectares, com produção de 2.850.000 toneladas.

Fécula - Ainda que seja o segundo em produção, o Paraná é o primeiro produtor de fécula, com várias indústrias instaladas no território. A busca de mandioca em regiões mais distantes já faz parte do planejamento do parque industrial nos últimos anos, o que se reduz agora com a retomada da colheita. Mas a previsão é de safra menor e as indústrias devem novamente se socorrer em estados vizinhos.

Preços em alta - Os preços continuam em alta. Na última semana, a mandioca na indústria custava, em média, R$ 650,00 a tonelada. A fécula foi comercializada por R$ 99,00 a saca de 25 quilos, o que representou aumento de 3% em relação à semana imediatamente anterior. A farinha crua teve reajuste de 1% e foi negociada por R$ 142,00 a saca de 50 quilos.

Banana e feijão - O boletim destaca, ainda, a comercialização de banana nas unidades da Ceasa/PR em 2021. A fruta foi a primeira em quantidades negociadas e a segunda em valores. As 77,9 mil toneladas movimentaram R$ 179,9 milhões, com preço médio de R$ 2,31. No total, a Ceasa transacionou 584,4 mil toneladas de frutas, com giro financeiro de R$ 1,7 bilhão.

Colheita - A colheita da primeira safra de feijão 2021/22 já se encerrou. O Paraná cultivou 141 mil hectares e produziu 185 mil toneladas, volume 33% inferior ao previsto inicialmente em razão da estiagem. Para a segunda safra, a estimativa é de 272 mil hectares e produção de 537 mil toneladas.

Soja, milho e trigo - O documento do Deral destaca o avanço considerável na colheita de soja, que atingiu 68% da área plantada neste ciclo, ou 3,8 milhões de hectares. Isso representa 10 pontos percentuais acima do que estava colhido na mesma época na safra anterior.

Condições climáticas - O milho também foi favorecido pelas condições climáticas e o plantio atingiu 87% da área estimada de 2,6 milhões de hectares para a segunda safra 2021/22, a maior da história. Já a colheita do grão de primeira safra alcançou 75%, com ritmo mais lento exatamente por estar no final.

Valor - Sobre o trigo, o registro fica nos preços praticados. Na última semana, atingiu no Paraná, em média, o valor de R$ 1.955 pago pelos moinhos, com valorização de 14% em relação ao que era praticado em fevereiro. Na ponta da venda, os moinhos recebem R$ 152,72, em média, pelo saco de 50 quilos de farinha especial, aumento de 4% em relação ao mês passado.

Suíno, bovino e aves - Ao tratar dessas três proteínas animais, os analistas do Deral recorrem à pesquisa divulgada pelo IBGE nesta semana sobre o volume de abates feitos no Brasil em 2021. Em relação aos suínos, o aumento brasileiro e o paranaense ficou em 9%, refletindo maior exportação e maior consumo interno.

Abates - Na avicultura também houve aumento de abates e o Paraná se consolidou como principal produtor dessa proteína no País. O aumento foi de 3,4% em abates e de 8,1% em toneladas de carnes produzidas no Estado. Dessa forma, o Paraná foi responsável por 33,4% do total de carne de frango do País.

Redução - Na bovinocultura, ao contrário, houve redução de 16% no abate no Paraná em relação a 2020. Com isso, a produção de carne bovina caiu 14% no Estado. Foram produzidas 308,7 mil toneladas em 2021, com participação de 4% no volume nacional. No Brasil, a produção alcançou 7,4 milhões de toneladas. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

APLICADOR LEGAL: Em parceria com instituições, governo lança programa nacional de habilitação de aplicadores de agrotóxicos

aplicador legal 18 03 2022Intitulado como Aplicador Legal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Croplife Brasil, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), lançaram nesta quinta-feira (17/03), o Programa Nacional de Habilitação de Aplicadores de Agrotóxicos e Afins.

Registros - A medida é prevista no Decreto Nº 10.833/2021, que determinou a criação de registros de aplicadores, com a obrigatoriedade de treinamento para os profissionais aplicadores em campo. A capacitação é importante para aumentar a conscientização sobre riscos, bem como orientar a aplicação adequada visando à proteção do meio ambiente, à segurança alimentar e às melhores práticas para a saúde humana. Até 2026, estima-se a capacitação e registro de 2 milhões de agricultores.

Uso errado - "Os problemas que identificamos no Brasil sobre os defensivos agrícolas estão relacionados ao uso errado ou desvio de uso. A capacitação de todos que, de alguma forma, estão envolvidos na aplicação de insumos é o caminho para reduzir consideravelmente esses problemas", destaca a ministra Tereza Cristina

Desinformação - Ela acrescentou que a capacitação irá combater a desinformação sobre o uso desses insumos na produção agrícola. "É necessária uma grande mobilização nacional para atingirmos nosso objetivo e mostrar que, sim, os defensivos são fundamentais para garantirmos a segurança alimentar em todo o mundo, mas que é a segurança para o aplicador, para o meio ambiente e para o consumidor final que são fundamentais".

Protocolo de Intenções - Durante o evento de lançamento do programa foi assinado um Protocolo de Intenções entre a Secretaria de Defesa Agropecuária, a CropLife Brasil, o Sindiveg e o Senar, visando a elaboração de um Plano de Trabalho para a consecução de cursos de capacitação destinados à aprovação do registro de aplicador de agrotóxicos e afins.

União de esforços - “O programa é a união dos esforços do governo e da iniciativa privada para fazer um grande programa de capacitação, que tem como desafio de em cinco anos alcançar todos os produtores e trabalhadores rurais que manuseiam defensivos agrícolas. A criação do cadastro de aplicadores é uma evolução da legislação em benefícios dos agricultores para que possamos melhorar a qualidade de vida no campo”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal. A estimativa é capacitar cerca de 2 milhões de trabalhadores e produtores rurais no período.

Objetivos - Entre os objetivos do grupo, está o de treinar profissionais do ramo da agricultura para a capacitação de aplicadores de agrotóxicos e afins quanto ao uso correto e seguro dessas substâncias; aumentar a segurança no transporte dos agrotóxicos e afins, desde a revenda até a propriedade rural; aumentar a segurança no armazenamento de agrotóxicos na propriedade rural; reduzir impactos ao meio ambiente advindos do mal uso das substâncias; aumentar a eficiência da aplicação de agrotóxicos; diminuir os riscos de intoxicações dos aplicadores; e produzir alimentos conformes, quanto aos limites máximos de resíduos permitidos.

Foco - O presidente da CropLife Brasil, Christian Lohbauer, disse que um dos focos é treinar "pequenos produtores, os mais vulneráveis, que lidam com hortaliças, por exemplo" para que os insumos sejam melhor aproveitados com eficiência e segurança.

Cadastramento e habilitação - Por meio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Croplife Brasil e Sindiveg, foi desenvolvida uma plataforma com interface web que irá cadastrar e habilitar agricultores e aplicadores de agrotóxicos e afins, bem como instituições e profissionais que realizarão esse treinamento.

Aplicativo - Também será disponibilizado um aplicativo para celular que será utilizado para emissão da carteira digital de habilitação dos aplicadores que obtiverem o certificado de conclusão dos cursos de capacitação junto às entidades credenciadas pelo Mapa nos Estados e no Distrito Federal. "O agricultor aprovado no curso receberá uma carteirinha digital de aplicador de agrotóxico, semelhante à CNH digital disponibilizada hoje”, explica o secretário de Defesa Agropecuária.

Capacitação - Aproveitando a experiência de mais de 20 anos do Senar, do Sindiveg e da CropLife Brasil nesse tipo de treinamento, as capacitações serão ofertadas em cursos presenciais, semipresenciais e ensino à distância (EAD). O cadastro dos aplicadores de agrotóxicos e afins deverá ser solicitado junto aos órgãos de agricultura da Unidade da Federação onde residem.

Plataforma on line - O vice-presidente do Conselho Executivo do Sindiveg, João Sereno Lammel, destacou que os treinamentos já estão ocorrendo por meio de uma plataforma on line e gratuita do Sindiveg. "Os módulos [cinco] foram desenvolvidos por especialistas, com base em pesquisa e tecnologias".

Conteúdo mínimo - O conteúdo mínimo do curso que capacitará os aplicadores de agrotóxicos para a obtenção do registro, contemplando as exigências da Anvisa e do Ibama, foi estabelecido na Portaria nº 410, publicada nesta quinta-feira (17/03). Conteúdos adicionais poderão ser ofertados para atender peculiaridades locais ou regionais, mas não constituirão impedimento ao registro de aplicador de agrotóxicos e afins previsto no Decreto nº 4.074, de 4 de janeiro de 2002. "Já fizemos várias capacitações. Agora, temos um conteúdo mínimo e obrigatório", ressaltou o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara.

Segurança na aplicação - Para atender os interesses da Anvisa e do Ibama, destaca-se que serão abordados conteúdos referentes à segurança na aplicação como o uso correto do EPI, intervalo de segurança, período de carência, interpretação do rótulo e da bula, o transporte e armazenamento dos agrotóxicos em propriedades rurais, cuidados para evitar a deriva, regulagem, calibração e manutenção do pulverizador, cuidados com a limpeza dos equipamentos (lavagem e descontaminação) e o destino final de embalagens vazias ou com sobras pós-consumo.

Saúde - O diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, reiterou o compromisso da agência em continuar na missão de promover a saúde dos cidadãos.

Participação - A Anvisa e o Ibama participaram da elaboração dos conteúdos mínimos dos cursos. (Mapa)

FOTO: Guilherme Martimon / Mapa

 

PNAD CONTÍNUA: Desemprego cai para 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, menor taxa para o período desde 2016

ibge destaque 18 03 2022A taxa de desocupação caiu para 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, recuo de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, encerrado em outubro. É a menor taxa para o período desde 2016, quando registrou 9,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (18/02) pelo IBGE.

População desocupada - Já população desocupada foi de 12 milhões de pessoas, queda de 6,6% na mesma comparação, o que representa uma redução de 858 mil pessoas. No confronto com o mesmo período do ano anterior, a queda no percentual de desocupados é de 18,3%, o que representa 2,7 milhões de pessoas a menos em busca de trabalho.

Ocupadas - A pesquisa também mostra que aproximadamente 95,4 milhões de pessoas estavam ocupadas, uma alta de 1,6%. Já o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 55,3%, mais 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior.

Comércio - De acordo com a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, o setor de comércio influenciou positivamente o resultado. “A expansão do comércio indica a manutenção da tendência de crescimento dessa atividade, principalmente, a partir do 2º semestre de 2021. No trimestre atual, a população ocupada no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (18,4 milhões de pessoas) já supera a registrada no período pré-pandemia (trimestre móvel de dez-jan-fev de 2020)”, afirma.

Trimestre - Com exceção dos segmentos de transporte, correio e armazenagem e do setor dos serviços domésticos, as atividades de serviços também registraram crescimento no trimestre, influenciando o resultado da pesquisa.

Carteira assinada - O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) foi de 34,6 milhões de pessoas, uma alta de 2% contra o trimestre anterior, o que representa mais 681 mil pessoas com emprego que garante os direitos trabalhistas.

Tendência - Segundo Beringuy, janeiro manteve a tendência de retomada dos empregos de carteira assinada apresentado nos últimos meses. “O resultado neste índice é relevante e demonstra a repetição do movimento de expansão verificado no segundo semestre do ano passado”, afirma, destacando que, no trimestre encerrado em outubro, a alta foi de 4,1%, enquanto a taxa de julho mostrou alta de 3,1%. Entre as atividades, destacou-se o crescimento da carteira de trabalho no trimestre atual no comercio e na indústria.

Comparação com 2021 - Na comparação com 2021, o crescimento é de 9,3% (ou mais 2,9 milhões de ocupados com carteira), com influência do comércio, da indústria e do setor de alojamento e alimentação.

Informalidade cai frente ao trimestre anterior e renda média também - No que diz respeito à informalidade, janeiro registrou 38,5 milhões de trabalhadores informais (40,4% da população ocupada), taxa menor que a do trimestre anterior (40,7%) e maior que o mesmo período do ano passado (39,2%).

Rendimento real habitual - Já o rendimento real habitual voltou a cair: menos 1,1% em relação ao último tri e uma queda ainda maior, de 9,7%, frente ao mesmo trimestre de 2021, ficando em R$ 2.489 de média. Nenhuma categoria apresentou alta no rendimento. Na indústria, houve queda de 4,1%, ou menos R$ 102), mesmo com alta na ocupação com empregos com carteira. “A retração dos rendimentos, que costuma ser associada ao trabalhador informal, esteve disseminada para outras formas de inserção e não apenas às relacionadas à informalidade”, explica Beringuy.

Diminuição - “Embora haja expansão da ocupação e mais pessoas trabalhando, isso não está se revertendo em crescimento do rendimento dos trabalhadores em geral”, conclui. Também houve diminuição no setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: queda de 2,1%, ou menos R$ 76

Número de trabalhadores sem carteira cresce - A PNAD com os resultados do trimestre novembro-dezembro-janeiro também mostra alta no número de empregados sem carteira assinada no setor privado. Ao todo, foram 12,4 milhões de pessoas, um aumento de 3,6% ou 427 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a alta é de 19,8% ou mais 2 milhões de pessoas.

Por conta própria- Já o número de trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas subiu 10,3% no ano e chegou a 25,6 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores domésticos foi de 5,6 milhões de pessoas – estável no confronto entre períodos, mas 19,9% maior que no período do ano anterior.

Empregados - O número de empregadores foi de 4 milhões de pessoas e o número de empregados no setor público foi 11,4 milhões de pessoas.

Mais sobre a pesquisa - A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE. Veja os dados no Sidra.

Coleta - Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone desde 17 de março de 2020. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Tomaz Silva / Agência Brasil

 

ibge quadro 18 03 2022

 

BC: Economia recua quase 1% em janeiro

bc 18 03 2022O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu quase 1% em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado. De acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (17/03) pelo Banco Central (BC), a queda foi de 0,99%, considerando o percentual já dessazonalizado para compensar eventuais diferenças entre os períodos, como o número maior de feriados ou fins de semana. Com a variação, o indicador fechou o mês em 138,48 pontos.

Setores - O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Janeiro de 2021 - Segundo o BC, na comparação com janeiro de 2021, o IBC-Br registrou variação positiva de 0,01%. Na comparação com os três meses anteriores, o IBC-Br ficou em 0,19% e no acumulado em 12 meses avançou 4,73%.

Prévia - O índice, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros (Selic), definida ontem (16) pelo banco em 11,75% ao ano.

Previsão do PIB é revista - Nesta quinta-feira, o Ministério da Economia diminuiu a previsão de crescimento do PIB brasileiro para este ano. Com a redução, a estimativa de crescimento passou de 2,1% para 1,5%. Para o próximo ano, foi mantida a projeção de crescimento de 2,5%.

Inflação - Além da redução do PIB, o governo aumentou a previsão da inflação para este ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de 4,7% para 6,55%. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

INFRAESTRUTURA: Novo 0800 para usuários das rodovias do Paraná já soma 1.150 atendimentos

infraestrutura 18 03 2022O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) disponibilizou o número 0800-400-0404 para o atendimento de usuários das rodovias federais e estaduais do antigo Anel de Integração em casos de acidentes, pane, quedas de carga, animais na pista, materiais na pista, buraco no pavimento, entre outros. Desde a última segunda-feira (14/03), quando o número foi divulgado oficialmente, já são 1.150 atendimentos. O tempo médio para atendimento é de 36 minutos.

Todas as regiões - O 0800-400-0404 é válido para todas as regiões do Estado e completamente gratuito para o usuário. As chamadas são recebidas pelo Centro de Operações Integradas (COI) do DER/PR, que conta com uma equipe treinada que se reveza para prestar o apoio necessário, 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive em feriados.

Alcance - O alcance do 0800 é “basicamente onde havia pedágio”, resume o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti. “O mesmo atendimento que era prestado pelas concessionárias de pedágio é prestado pelo Governo do Estado de forma gratuita”, destacou.

Atendimento - Com 36 minutos, em média, os usuários estão sendo atendidos com mais agilidade do que o esperado. O edital previa que, no caso de guinchos leves, 80% dos atendimentos devia ser realizado em até 40 minutos, e 100% dos atendimentos em no máximo 60 minutos. E, no caso de guincho pesado e outros incidentes, 80% dos atendimentos em até 80 minutos, e 100% dos atendimentos em no máximo 120 minutos.

Suficiente - “O tempo é considerado suficiente para atender toda a malha rodoviária. Muitas vezes o primeiro atendimento com o veículo de inspeção vai chegar antes, para dar o suporte inicial ao usuário, mas para a chegada do guincho leve para que retire o veículo da pista temos esta previsão de 40 minutos. Ele retira o veículo da pista e leva para o ponto mais seguro para o motorista”, explicou Furiatti.

Mais procurados - Entre os 1.150 atendimentos, os mais procurados são: pane mecânica (216), materiais diversos fora da pista (60), acidentes sem vítima (57), ressolagem de pneus na pista (54), obstáculos na pista (49), pneu furado/danificado (48), buraco no pavimento (45), acidente com vítima (33), pane elétrica (29), sinalização danificada (28) e pane seca (20). As rodovias são inspecionadas constantemente por veículos que fazem a varredura para retirada de objetos ou obstáculos, como restos de pneu.

Trechos - A maioria dos atendimentos foram realizados em rodovias federais: BR-277 (702), BR-376 (182) e BR-369 (159), sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Suporte - “Estamos dando um suporte ao governo federal nestas rodovias federais, que têm um alto fluxo de veículos. As ligações que caem no 0800 e são relativas aos trechos federais serão redirecionadas para a Polícia Rodoviária Federal e o DNIT, quando necessário. Mas a manutenção delas é responsabilidade do DNIT”, acrescentou Furiatti.

Disponível - Neste momento o serviço está disponível nas rodovias dos antigos lote 2 (Viapar), lote 3 (EcoCataratas), lote 5 (Rodonorte) e lote 6 (Ecovia). No caso dos lotes 1 e 4, as concessionárias de pedágio permanecem realizando os atendimentos com suas próprias centrais, graças a acordos judiciais firmados com o DER/PR.

Redirecionamento - Conforme o DER/PR, independente do lote em que esteja trafegando, o usuário pode ligar para o 0800-400-0404, pois será redirecionado para o número da concessionária ou para o atendimento mais indicado. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Rodrigo Felix Leal / Seil

 

SAÚDE I: Brasil registra 29,52 milhões de casos e 656.425 mortes

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 656.425 mortes por de covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (17/03) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 29.527.640.

24h - Em 24 horas, foram registrados 49.601 casos. No mesmo período, foram confirmadas 485 mortes por covid-19.

Acompanhamento - Ainda segundo o boletim, 28.126.647 pessoas se recuperaram da doença e 744.568 casos estão em acompanhamento.

Estados - São Paulo lidera o número de casos, com 5,1 milhões, seguido por Minas Gerais (3,28 milhões) e Paraná (2,39 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (123,5 mil). Em seguida, aparece Roraima (154,7 mil) e Amapá (160,2 mil).

Mortes - Em relação às mortes, São Paulo tem o maior número de óbitos (166.446), seguido de Rio de Janeiro (72.360) e Minas Gerais (60.449). O menor número de mortes está no Acre (1.990), no Amapá (2.119) e em Roraima (2.143). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 18 03 2022

SAÚDE II: Sesa divulga mais 3.106 casos de Covid-19 e 21 óbitos no Paraná

saude II 18 03 2022A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quinta-feira (17/03) mais 3.106 casos e 21 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os números não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.381.665 casos e 42.531 óbitos pela doença.

Meses - Os casos são de março (2.008), fevereiro (695) e janeiro (358) de 2022; novembro (4) setembro (3), julho (9), junho (9), maio (3), fevereiro (1) e janeiro (4) de 2021; e dezembro (8), novembro (2) e julho (2) de 2020. Os óbitos são de março (18), fevereiro (1) e janeiro (1) de 2022, e junho (1) de 2021.

Internados - 84 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados, todos em leitos SUS (41 em UTIs e 43 em leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 552 pacientes internados, 235 em leitos de UTI e 317 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 21 pacientes. São 6 mulheres e 15 homens, com idades que variam entre 42 e 98 anos. Os óbitos ocorreram entre 13 de junho de 2021 e 17 de março de 2022.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Londrina (3), Curitiba (3), São José dos Pinhais (2), Maringá (2), Ponta Grossa, Pinhais, Morretes, Irati, Francisco Beltrão, Cianorte, Castro, Campo Mourão, Cambé, Bandeirantes e Araruna.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde contabiliza 10.721 casos de não residentes no Estado – 232 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

Veja os ajustes (exclusões de casos e correções de municípios) no site da Sesa.

 

SAÚDE III: Confira perguntas e respostas sobre o novo decreto do uso de máscaras no Paraná

saude III 18 03 2022O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou na quarta-feira (16/03) a lei que derrubou a obrigatoriedade do uso de máscaras no Paraná. Logo após a sanção, o Governo do Estado publicou um decreto com detalhes sobre os locais onde o uso pode ser flexibilizado e as situações em que ainda é necessário utilizar o equipamento de proteção. Segundo o texto, o uso em espaços ao ar livre será opcional, enquanto em locais fechados (eventos, transporte público, trabalho ou comércio) será obrigatório.

Crianças - A liberação também vale para crianças menores de 12 anos, a critério dos pais, em espaços abertos ou fechados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não impõe a obrigação nessa faixa de idade, mas recomenda o uso. A Secretaria de Estado da Saúde vai emitir algumas resoluções para regulamentar as regras de uso em alguns espaços públicos.

Perguntas e respostas - Para esclarecer alguns tópicos, a Agência Estadual de Notícias preparou um guia com perguntas e respostas.

Havia uma lei que obrigava o uso de máscaras no Paraná?

O uso de máscaras era obrigatório no Estado desde 28 de abril de 2020. Na ocasião, o Paraná registrava 1.186 casos confirmados e 75 óbitos por Covid-19. O texto, proposto por deputados estaduais, determinava que a população usasse máscaras em espaços abertos ao público ou de uso coletivo, como ruas, parques e praças, estabelecimentos comerciais, industriais e bancários, repartições públicas, assim como no transporte público de passageiros (ônibus, trens, aviões, taxis e aplicativos de transporte) e onde houvesse aglomeração de pessoas.

O que mudou agora?

A lei que instituía a obrigatoriedade perdeu a validade. A partir de agora, as decisões acerca do uso de máscaras serão do Poder Executivo, sob orientação da Secretaria de Estado da Saúde, o que torna as regras mais dinâmicas, de acordo com os cenários que se apresentarem.

Por que mudou?

Dois anos após o início da pandemia o cenário é outro. No Paraná, quase 80% da população está com a cobertura vacinal completa e mais de 3,7 milhões de pessoas receberam a dose de reforço. Mais de 50% das crianças de 5 a 11 anos também já receberam a primeira dose. Houve, ainda, redução no número de mortes e de casos mais graves da doença após o pico da Ômicron, no começo do ano. A média móvel de casos caiu 58% em relação há duas semanas e a média de mortes diminuiu 51% no mesmo período. A ocupação nas UTIs está em 36% e a taxa de transmissão é de 0,92, abaixo de 1, com tendência de queda. A decisão também acompanha a determinação de outros estados e países.

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O que diz esse novo decreto?

O uso de máscaras em espaços ao ar livre é opcional, enquanto em locais fechados (eventos, transporte público, trabalho ou comércio) o uso será obrigatório. Essa decisão é própria de cada indivíduo.

A liberação também vale para crianças menores de 12 anos, a critério dos pais ou responsáveis, em espaços abertos ou fechados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não impõe a obrigação nessa faixa de idade, mas recomenda o uso.

Haverá outras regras?

Sim. Segundo o Decreto, a Secretaria de Estado da Saúde emitirá uma Resolução ainda nesta semana para embasar o comportamento sobre o uso de máscaras em locais fechados, além de disposições gerais sobre o novo cenário da pandemia.

A ideia é especificar detalhadamente como deve ser tratada a circulação de pessoas em espaços fechados, como comércios, escolas, unidades de saúde e templos religiosos.

O texto vai deixar mais claro o que é ambiente interno ou externo; abordará o regramento para unidades de saúde; e recomendará o uso de máscaras em espaços abertos com muitas pessoas, como shows e jogos de futebol, e para imunossuprimidos (incluídos os idosos) – nesse caso, a opção também será individual.

Como essa regra será aplicada nas cidades diante de outros decretos e leis municipais?

O Decreto do Estado tem validade em todo o território do Paraná, é a nova "norma geral". No entanto, se algum município tiver lei que impõe o uso de máscaras, essa é a orientação que deve ser seguida naquele local. Os municípios também podem ter decretos mais restritivos que o do Governo do Estado, com algumas alterações, e eles devem ser respeitados pela população daquela cidade. Desde o começo da pandemia, a orientação geral é que deve ser seguida a norma mais restritiva, enquadradas as realidades locais.

Por que as máscaras são importantes?

As máscaras são importantes porque a Covid-19, doença causada pelo coronavírus SARS-Cov-2, é transmitida por meio do contato com pequenas gotículas que contêm o vírus e são expelidas por pessoas infectadas. Elas entram em contato com as vias aéreas. Portanto, o uso de máscaras é importante como medida de proteção individual e da comunidade. Elas funcionam como uma barreira física.

Além do uso de máscaras, algumas recomendações não perderam a validade: higienização constante das mãos, distanciamento social (quando possível), acompanhar o calendário de vacinação (inclusive com a dose de reforço) e manter os espaços internos arejados. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ARTIGO: BC eleva Selic a 11,75%, como isso afeta seus investimentos?

artigo 18 03 2022*Felipe Braga Jorge

Conforme já previsto pelo mercado, a taxa básica de juros (Selic) foi elevada em 1,0 ponto percentual após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), finalizada em 16 de março, chegando a 11,75% ao ano. Os números refletem um aumento inferior ao ritmo de 1,5 p.p. que prevaleceu nas três últimas reuniões. Esta é a nona alta consecutiva da taxa Selic, que é o principal instrumento para o Banco Central buscar conter a inflação.

Devido ao conflito no leste europeu, entre Rússia e Ucrânia, houve um forte avanço no preço das commodities, sejam metálicas, energéticas e alimentícias, como por exemplo, o preço do barril de petróleo, que já passou da casa dos US$110,00. Isso faz com que a inflação se mantenha em níveis elevados.

De maneira geral, os títulos atrelados à taxa Selic e a inflação têm se beneficiado do aumento das taxas de juros, por outro lado, investimentos como moedas, fundos de investimentos e ações têm operado com mais volatilidade.

Mas como isso afeta os seus investimentos?

Vamos começar pelos investimentos de Renda Fixa Pós fixados, que incluem ativos como Títulos públicos atrelados à taxa de juros, Títulos públicos atrelados à inflação, CDBs, RDC, LCA, LCI, poupança e as debentures. Normalmente, estes títulos acompanham o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), principal referência de rentabilidade das aplicações em renda fixa e que variam de acordo com as oscilações da taxa de juros. É difícil saber exatamente a rentabilidade final dessas aplicações, pois isso vai depender de questões de mercado, como aumentos e diminuições na taxa de juros e inflação no período.

O risco é de que a taxa de juros ou a inflação caiam, o que ocasionaria diminuição na rentabilidade dos títulos, assim como caso elas subam, retornaria uma rentabilidade mais alta para os investimentos. São os investimentos de menor risco visto que acompanham uma referência de mercado.

Partindo para os Pré fixados, classe que incluem os ativos como os Títulos Públicos Pré Fixados, CDBs, RDC, LCA, LCI e as debêntures, sabemos exatamente quanto vamos receber ao final do período investido.

Com a taxa Selic em 11,75% a.a., e com viés de alta, esses investimentos podem oferecer boas taxas para quem deseja levá-los até o vencimento. Contudo, eles podem representar um maior risco caso deseje se desfazer do título antes disso.

O risco que pode incorrer é de a taxa de juros seguir subindo e o investidor deixar de ganhar com taxas mais altas. Porém, caso a taxa de juros caia, o investidor estará garantido com uma rentabilidade mais alta.

Já os investimentos de Renda Variável, como os Fundos de Investimentos Multimercado ou de

Ações são indicados para diversificação, visto que são ativos de risco médio/alto, contam com expertise de um gestor profissional.

Como estes mercados encontram-se com alta volatilidade, a depender da estratégia do gestor a performance de curto prazo pode ser impactada, sendo melhor ou pior, por isso é importante ter visão de longo prazo para ativos de maior risco.

No mercado de ações à vista, a volatilidade é predominante, é indicado para investimentos mais de longo prazo. Com os aumentos na taxa de juros, a tendência é de migração da renda variável (ativos de mais risco) para renda fixa (ativos de menos risco), o que acaba gerando oportunidade de investimentos em ótimas empresas e que estejam com uma precificação baixa, seja para lucrar com as ações ou com dividendos ao longo do tempo.

Por fim, é importante o investidor ter conhecimento se o seu perfil é conservador, moderado ou arrojado, e sempre procurar instituições sólidas, seguras e que possam auxiliar nas decisões de investimentos.

*Felipe Braga Jorge é analista de Negócios de Investimentos no Sicredi

 


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