Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5283 | 22 de Março de 2022

PRÉ-ASSEMBLEIA: Sistema Ocepar promove edição extra para oportunizar a participação de mais cooperativas no evento

Na próxima quinta-feira (24/03), o Sistema Ocepar promove uma edição extra da pré-assembleia de prestação de contas de 2021. Será das 14h às 17h, pela plataforma Microsoft Teams, tendo a Cooperacom, de Curitiba, como cooperativa anfitriã. A ideia é oferecer uma oportunidade para as cooperativas que não puderam participar das reuniões ocorridas na semana passada, durante os Encontros de Núcleos Cooperativos. “Das nossas 216 cooperativas, foram registradas 175 participações nos eventos. Algumas cooperativas, por alguma razão, não puderam estar presentes. Então, nós estamos promovendo uma nova edição, para que todos possam participar. Além de fazer a prestação de contas, vamos discutir bem o nosso planejamento estratégico, avaliar a situação que vivemos atualmente e, assim, nós podemos nos organizar e fazer um cooperativismo cada vez melhor”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Ele gravou um vídeo convidando os dirigentes para a pré-assembleia. Clique aqui para conferir.

Público - O evento é exclusivo para presidentes das cooperativas ou um representante designado pelo presidente, dos Núcleos Cooperativos Centro-Sul, Oeste, Sudoeste, Norte e Noroeste.

Apresentações - A programação será aberta com a participação do Sistema OCB e terá ainda a apresentação da cooperativa anfitriã. Depois, a pauta contempla a apreciação da prestação de contas de 2021 e do plano de ação para 2022 do Sistema Ocepar, além das ações previstas para este ano relativas ao Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense.

Inscrições e informações - As inscrições podem ser feitas acessando https://forms.office.com/r/JtSChfhJMx. Os links de acesso serão encaminhados aos participantes por e-mail. Mais informações com Neuza Oliveira ou Daniele Luana (secretaria@sistemaocepar.coop.br/ 41 99278-0739 ou 99151-2148).

 

pre assembleia folder 22 03 2022

INFRAESTRUTURA: Cooperativas do ramo registraram crescimento de 19,78% no Paraná

Infraestrutura destaque 22 03 2022No Paraná, o ramo infraestrutura cresceu 19,78% em 2021, com o faturamento alcançando a cifra de R$ 195,7 milhões. Cinquenta e seis por cento desse total foi proveniente da atividade de energia elétrica, 37% do comércio e 7% de serviços, de acordo com o cenário consolidado do segmento, elaborado pela coordenação de Monitoramento do Sescoop/PR, com dados do fechamento do ano passado. Há no Estado 16 cooperativas do ramo infraestrutura: oito atuando com distribuição de energia, cinco com geração compartilhada ou distribuída de energia, duas em construção civil habitacional e uma em água e saneamento.

Resultados - As sobras atingiram os R$ 10 milhões. “O resultado gerado em 2021 foi positivo, porém 22% menor em relação à 2020. O ramo apresenta tendência de redução de resultado desde 2015, fato que implicitamente está ligado à diminuição do ‘desconto’ na aquisição de energia, o que, em algumas cooperativas que operam somente como autorizadas, poderá comprometer a viabilidade da operação”, explica o coordenador de monitoramento, João Gogola Neto.

Estrutura de capital - O levamento sobre as cooperativas paranaenses do ramo infraestrutura mostra ainda que, devido à redução constante dos resultados, a estrutura de capital e, consequentemente, a capacidade de pagamento, seguem a mesma tendência. Já o grau de inadimplência manteve-se estável, em torno de 0,5% da carteira de recebíveis. O quadro social cresceu 10,6%, chegando a 12.788 cooperados, principalmente pela constituição de novas cooperativas com foco na geração distribuída. Já o quadro laboral do segmento é composto por 328 funcionários.

Geração de energia- Em 2021, o ramo adquiriu e repassou algo próximo a 162,9 megawatts de energia. O consumo médio mensal foi de 1.948 KW/h nas 6.967 unidades consumidoras. O consumo foi assim distribuído:  64,81% por associados pessoas físicas e 35,19% por associados pessoas jurídicas, sendo que no ano anterior as pessoas jurídicas representavam 21,24% do consumo.

Clique aqui e confira o cenário consolidado completo do ramo infraestrutura no Paraná, referente ao ano de 2021

 

SEMINÁRIO: Ocepar e Jucepar promovem evento para discutir procedimentos digitais de arquivamento e registro

Cerca de 160 profissionais que atuam em 40 cooperativas do Paraná participaram, na manhã desta terça-feira (22/03), do Seminário online com o tema “Procedimentos para arquivamento de livros e atos na Jucepar”. O evento foi promovido em parceria entre o Sistema Ocepar e a Junta Comercial do Paraná (Jucepar), e teve como objetivo atualizar e repassar informações sobre a utilização do Empresa Fácil, sistema online para abertura, alteração cadastral e encerramento de inscrição de empresas. As palestras do Seminário foram realizadas por Willian Dib e Fernanda Will, que atuam na Jucepar. Também participaram como convidados os profissionais da Junta, Gilson Strechar, Anielle Aufiero e Alexandre Shemberg. Acompanharam o evento os advogados do Sistema Ocepar, Marlon Tecchio Dreher, Rogério dos Santos Croscato e Daniely Andressa da Silva, além do coordenador administrativo e financeiro, Claudiomiro Santos Rodrigues, e o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, Devair Antonio Mem. 

Transição - Destinado a profissionais das cooperativas paranaenses, o webinar foi aberto pelo superintendente da Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Paraná), Nelson Costa, e pelo procurador regional da Junta Comercial do Paraná, Marcus Vinicius Tadeu Pereira. “Importante a realização do Seminário para promover maior atualização prática, em especial neste momento em que muitas cooperativas estão promovendo suas assembleias, com o necessário aprendizado dos procedimentos digitais da Junta”, afirmou Costa. Já o procurador Tadeu Pereira ressaltou a união de forças para a organização do evento, por meio da parceria entre as duas instituições. “A Jucepar, na esteira das novas legislações, atua para facilitar a jornada dos profissionais. Estamos passando por uma fase de transição para as novas modalidades de registro eletrônico e é importante promover a difusão de conhecimento sobre os novos procedimentos”, disse.

{vsig}2022/noticias/03/22/webinar/{/vsig}

COMPLIANCE EXPERIENCE: Terceira temporada será realizada dias 24 e 29 de março

O Sistema Ocepar promove, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), em formato online, a terceira temporada do Compliance Experience, evento cujo objetivo é promover a disseminação das melhores práticas de gestão, por intermédio da aprendizagem organizacional, buscando a eficiência dos programas de Compliance. A programação será dividida em dois episódios, nos dias 24 e 29 de março, das 15h30 às 17h30, com apresentação de cases, palestras e painel de debates.

Primeiro episódio - No dia 24, a coordenadora de auditoria interna da Cooperativa Agrária, de Entre Rios (PR), Elisabeth Sader, vai falar sobre o Programa Nossa Conduta. Depois, haverá a apresentação da palestra com o tema “Como transformar uma crise de Compliance em algo positivo para a imagem da organização”, ministrada por Patrícia Punder.

Segundo episódio - No dia 29, será a vez do gerente de Compliance, Riscos e Auditoria da Integrada, de Londrina (PR), Fernandes de Souza Júnior, apresentar o case de Compliance da cooperativa. A palestra sobre sistema de gestão antissuborno ISO 37001 ficará a cargo de Reynaldo Goto.

Inscrições e informações - As inscrições podem ser efetivadas pelos profissionais das cooperativas do Paraná até um dia antes do episódio. Clique aqui para se inscrever. O evento será transmitido pela plataforma Microsoft Teams e o link de acesso será enviado pelo Sescoop/PR antes de cada episódio. Mais informações com Tiago Fernandes Gomes (tiago.gomes@sistemaocepar.coop.br).

complaince experience folder 22 03 2022

CAPAL: Cooperativa distribui R$ 60,8 milhões de sobras aos associados

capal 22 03 2022A Capal Cooperativa Agroindustrial distribuiu sobras aos associados no total de R$ 60,8 milhões, o maior valor já distribuído pela cooperativa. O montante corresponde a 35% do resultado líquido alcançado no exercício de 2021, que foi de R$ 173,9 milhões, um aumento de 52% no comparativo com o resultado de 2020.

Assembleia - Os números foram apresentados pelo Conselho de Administração da Capal aos cooperados presentes na Assembleia Geral Ordinária, na matriz da cooperativa em Arapoti (PR). A proposta de destinação das sobras foi aprovada por unanimidade.

Gestão firme - De acordo com Adilson Roberto Fuga, presidente executivo, as sobras são reflexo de uma gestão firme e que agrega valor aos negócios. “Esse montante expressivo reforça o compromisso da Capal com seus associados. A distribuição faz jus ao esforço de quem trabalhou pela cooperativa e movimentou o agronegócio em um ano bastante desafiador”, afirma.

Divisão - O montante das sobras é dividido entre as reservas legais e estatutárias, e entre os associados, na proporção dos negócios realizados com a cooperativa.

Diferencial - Para oficializar a distribuição dos valores, os produtores associados receberam cheques simbólicos dos colaboradores da Capal. A distribuição de sobras é um diferencial exclusivo do sistema cooperativista e gera renda para aqueles que mais operam com a cooperativa.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 862 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 161 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos ao ano. (Imprensa Capal)

 

COCAMAR: Programa Cultivar completa 16 anos ajudando a formar florestas

O sugestivo slogan “Produzindo florestas com mãos especiais” resume bem a proposta do programa Cultivar, uma realização da Cocamar Cooperativa Agroindustrial que completa 16 anos de atividade nesta terça-feira (22/03).

Inclusão - Consolidado e reconhecido por importantes premiações conquistadas ao longo dos anos, o Cultivar promove a inclusão de alunos da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no mercado de trabalho.

Produção de mudas - Contratados pela cooperativa Cocamar, eles cumprem expediente diário elaborando mudas de espécies nativas nos viveiros da instituição nas cidades de Maringá e Rolândia, no Paraná.

‘Maestria’ - Jaqueline Almagro Xander, 32 anos, casada, reside no vizinho município de Floresta e desde 2008 participa do programa, em Maringá. Segundo a instrutora de produção de mudas, pedagoga Rose Santos, “a Jaqueline desenvolve suas funções com maestria”.

Alegria - Para a aluna, participar de uma iniciativa assim é motivo de alegria. “Eu gosto muito de estar aqui, mexer com plantas faz bem e a gente ajuda o meio ambiente”, diz ela, que, com seu salário, tem a oportunidade de ajudar nas despesas de casa.

Números - Rose explica que em Maringá são 24 participantes de diferentes faixas etárias e 12 em Rolândia, onde a supervisão é feita por Ingrid Gulzow.

Retorno - Durante os dois primeiros anos da pandemia, em 2020 e 2021, as equipes permaneceram em casa. No entanto, diante da sensível redução dos níveis de contaminação neste ano, as atividades vêm sendo retomadas, embora ainda com bastante cuidado e observando um revezamento do pessoal.

Uma imensa floresta - Segundo Rose, a meta para este ano é produzir cerca de 80 mil mudas nos dois viveiros, destinadas pela cooperativa a produtores cooperados para a recomposição de áreas de preservação permanente. “Em 16 anos, com certeza ajudamos a formar uma imensa floresta”, comenta, lembrando que algumas das espécies cultivadas são jatobá, ipês, paineira, araçá vermelho, goiaba, quina, jacarandá, figueira e outras. (Imprensa Cocamar)

{vsig}2022/noticias/03/22/cocamar/{/vsig} 

SICOOB CREDICAPITAL: Cooperativa reúne mais de 1.300 cooperados em reunião preparatória para a Assembleia Geral

sicoob credicapital 22 03 2022O último sábado (19/03) foi um dia importante para o Sicoob Credicapital. A cooperativa cascavelense reuniu mais de 1.300 cooperados durante a reunião preparatória para a Assembleia Geral Ordinária (AGO). Este foi o primeiro encontro presencial desde o início da pandemia do coronavírus e contou com a presença de conselheiros, diretores e cooperados de Cascavel e de mais 13 municípios do Paraná onde a cooperativa possui pontos de atendimento.

Fortalecimento - Para o presidente do Conselho de Administração, Guido Bresolin Junior, o evento foi uma forma de fortalecer o cooperativismo de crédito e a relação com as pessoas que acreditam e confiam na cooperativa. “Recebemos aqui hoje os nossos associados, delegados, conselheiros, diretoria e colaboradores. Agradeço muito a todos que estiveram presentes, essa é uma forma de fortificar a nossa relação com os nossos cooperados, estou muito feliz”, ressalta.

Realizações e plano de ação - Durante o evento, foram apresentadas as principais realizações de 2021, além do plano de ação para o ano de 2022. Os associados também puderam assistir a uma palestra com o vice-presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Unicoob, Marino Delgado, que falou sobre a relevância do cooperativismo financeiro e o protagonismo do Sicoob.

Cooperação - Para o cooperado Romildo Quiaradia, é através da cooperação e da prestação de contas com transparência, que o Sicoob faz com que as pessoas tenham vontade de permanecer associadas à cooperativa. “A reunião trouxe todas as explicações e informações necessárias para que a gente possa continuar cooperando e crescendo juntos”, complementa.

Interesse pela comunidade - Durante o evento, foi realizada a entrega de uma cadeira de rodas para o Abrigo São Vicente de Paulo, conseguida através da campanha “Doe lacres, doe tampinhas”, promovida pela Unimed Cascavel e apoiada pelo Sicoob Credicapital.

Entrega - A cadeira foi entregue à cooperativa no início de fevereiro e após um sorteio realizado entre as agências localizadas em Cascavel, a agência Barão foi a contemplada e escolheu o abrigo para receber a doação.

Princípios na prática - Para o diretor-superintendente, Valdir Pacini, contribuir com a entidade é colocar em prática dois dos princípios do cooperativismo. “Simboliza o nosso interesse pela comunidade e, além disso, mostra a intercooperação, uma vez que a campanha é realizada pela Unimed e nós somos apoiadores. É gratificante participar disso” comenta.

Abrigo - O Abrigo São Vicente de Paulo é uma instituição social que acolhe pessoas idosas e tem 60% da sua renda custeada por doações. “Hoje o nosso abrigo tem 40 idosos e 18 deles precisam de cadeira de rodas, então receber essa doação é muito importante. Agradecemos muito”, comemora o presidente, Euclides Pizzi.

Feliz - A supervisora do ponto de atendimento, Carolina de Lima, conta que a equipe da agência Barão está feliz em contribuir com a instituição. “Nos sentimos privilegiados em ser a agência sorteada neste ciclo, principalmente em uma campanha que além da preocupação com o meio ambiente, consegue ajudar pessoas e instituições”, explica.

Cooperado premiado - Outro grande momento do evento foi a entrega oficial da Hilux 0 km ao cooperado de Boa Vista da Aparecida (PR), grande ganhador da promoção “Vem comigo pro Sicoob”, que teve duração de um ano e ofereceu mais de R$ 680 mil em prêmios. “Estou muito feliz por ter ganhado esse prêmio, eu realmente não esperava”, conta Pedro Henrique Zanette Silvestro, que vem de uma família de cooperados do Sicoob. “Minha família é cooperada, então não pensei duas vezes em ser um também. Além disso, a equipe da agência realiza um excelente trabalho e sempre nos atendem muito bem”, ressalta.

Satisfação - Para Cleber Teodoro Becker, ser gerente da agência de onde saiu o ganhador do prêmio principal da promoção é uma grande satisfação, ainda mais porque o ponto de atendimento de Boa Vista da Aparecida também teve premiados nos outros três sorteios da campanha. “É uma grande alegria saber que o grande ganhador da campanha faz parte aqui da agência. Principalmente o Pedro, que nos escolheu como sua primeira instituição financeira”, conta ele.

Sicoob Credicapital - O Sicoob Credicapital é uma cooperativa cascavelense com 21 anos de histórias e grandes resultados. Em 2021, ultrapassou a marca de R$1 bilhão de ativos administrados, com um crescimento de 50% em oferta de crédito, 34% em captação e 22% em número de associados, chegando aos 50 mil associados no início deste ano. Atualmente, a cooperativa se faz presente em 19 municípios do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. (Imprensa Sicoob Credicapital)

 

PESQUISA: Primeiras cultivares de soja com tecnologia Xtend serão lançadas pela Embrapa e Meridional

pesquisa 22 03 2022As primeiras cultivares de soja com a tecnologia Xtend® da Embrapa e da Fundação Meridional - BRS 2553XTD e BRS 2558XTD - são opção de refúgio para a tecnologia Intacta 2Xtend® e serão lançadas durante o Dia de Campo On-line, a ser realizado no dia 25 de março, a partir das 8h30, pelo canal da Embrapa Soja no Youtube. Essa tecnologia agrega três proteínas (piramidação das proteínas Cry1A.105 e Cry2Ab2 e Cry1Ac) que atuam para garantir proteção às principais lagartas da cultura da soja. Além disso, as cultivares também possuem tolerância aos herbicidas dicamba e glifosato, flexibilizando o manejo de plantas daninhas. Para participar do lançamento faça inscrição na página do evento: www.embrapa.br/soja/dconline.

Lançamento BRS 2553XTD - A BRS 2553XTD é uma cultivar que poderá ser usada nas áreas de refúgio para cultivares com a tecnologia I2X. Possui alta performance produtiva, associada à precocidade (grupo de maturidade 5.3). “É a cultivar mais precoce do portifólio da Embrapa e como associa precocidade com boa ramificação, é capaz de produzir mais vagens garantindo excelente produtividade. A arquitetura das plantas também é um ponto alto porque favorece a aplicação e penetração de produtos químicos”, diz o pesquisador Carlos Lásaro Pereira de Melo.

Indicação - A BRS 2553XTD é indicada para Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina (REC 102), especialmente as regiões com altitude superior a 700 metros. “Nestas regiões seu potencial produtivo é incrementado, podendo a ser superior aos 5 mil quilos por hectare, o que supera os diferentes padrões com que foi comparada no mercado”, ressalta.

Característica relevante - Outra característica relevante da BRS 2553XTD é a resistência à podridão radicular de Phytophthora, doença causada por fungo do solo que vem trazendo elevados prejuízos econômicos para as lavouras infectadas. É também ao cancro da haste e mancha olho de rã e mosaico comum da soja, moderadamente resistente ao oídio e tolerante ao vírus da necrose da haste.

Lançamento BRS 2558XTD- A BRS 2558XTD é uma cultivar que poderá ser usada nas áreas de refúgio para cultivares com a tecnologia I2X. A cultivar precoce (grupo de maturidade 5.8), indicada para Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo (REC 103). Devido ao ciclo da cultivar, este lançamento é indicado para aqueles que querem fazer antecipação da semeadura, porque pode ser semeada a partir de setembro, logo após o vazio sanitário. “É uma ótima opção de cultivar precoce, por estar adaptada à antecipação de semeadura, permitindo encaixe em sistemas de sucessão/rotação de culturas, como feijão ou milho safrinha”, destaca o pesquisador Carlos Lásaro Pereira de Melo.

Ponto alto - Outro ponto alto da cultivar é o excelente potencial produtivo, associado à boa ramificação das plantas, superando os padrões de rendimento com as cultivares mais produtivas do mercado. “Nos testes de avaliação, a BRS 2558XTD apresentou potencial acima de 5 mil quilos por hectare, o que é bastante relevante quando comparado com outras cultivares”, ressalta o pesquisador.

Boa sanidade - A cultivar destaca-se pela boa sanidade, especialmente a resistência à podridão radicular de Phytophthora. “Essa característica agrega maior estabilidade caso a doença a se manifeste, porque as plantas não são afetadas, ao contrário das cultivares suscetíveis”, afirma Melo. É resistente ainda ao cancro da haste, mosaico comum da soja e moderadamente resistente à mancha olho de rã.

Proteína - A BRS 2558XTD tem teor médio de proteína em torno de 40%, enquanto a média nacional é de 36%, portanto, traz ganho bem expressivo para a agroindústria produtora de ração animal.

Valorizando inovações e tecnologia - Ao longo de nossos 22 anos de parceria com a Embrapa, a Fundação Meridional desenvolveu um grande portfólio de cultivares nas diferentes plataformas do melhoramento genético de soja. “Estamos realmente com uma grande expectativa para estas novas tecnologias”, ressalta Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Fundação Meridional. “As cultivares com tecnologia Xtend®, BRS 2553XTD e BRS 2558XTD, já estão com campos inscritos na safra 21/22 e deveremos ampliar a oferta para a próxima safra, quando também deveremos lançar outras cultivares XTD, bem como as primeiras cultivares com tecnologia Intacta 2 Xtend®”, destaca Dengler.

Proteção ampliada contra lagartas - A soja Intacta 2 Xtend® proporciona proteção contra seis espécies de lagartas que incidem na cultura da soja, Helicoverpa armigera e Spodoptera cosmioides, somada às quatro que já eram alvo da tecnologia Intacta RR2 PRO®, lagarta falsa medideira (Chrysodeixis includens), lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta das maças (Chloridea virescens), broca das axilas (Crocidosema aporema). “A piramidação de duas proteínas, aliadas à Cry1Ac, nesta tecnologia, reduz a probabilidade de quebra da resistência do Bt da primeira geração (Cry1Ac)”, explica o pesquisador Daniel Sosa Gomez, da Embrapa Soja.

Premissas - A Embrapa defende que o manejo de pragas nas lavouras com a tecnologia Intacta 2 Xtend® siga as mesmas premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP), como monitoramento e controle no momento em que as pragas alcançam o nível de ação, dando prioridade aos inseticidas seletivos. “Um aspecto fundamental para evitar a seleção de populações de lagartas resistentes nas lavouras com esta tecnologia é o plantio de áreas de refúgio estruturado”, explica Sosa Gomez.

Recomendação - A recomendação atual de refúgio para a cultura da soja é que no mínimo 20% da área seja com tecnologia diferente da Intacta 2Xtend®. Segundo o pesquisador, esta é uma medida preventiva que consiste no plantio de lavouras com a tecnologia Intacta 2Xtend®, a uma distância máxima de 800 metros de lavouras com a tecnologia Xtend® ou outras opções de soja não-Bt (RR ou convencional exigem maior cuidado na aplicação do dicamba). “Essa distância possibilita o acasalamento aleatório de mariposas oriundas das áreas com a tecnologia Intacta 2 Xtend® e das áreas de refúgio, favorecendo a manutenção de populações suscetíveis e retardando a seleção de populações resistentes”, diz.

Manejo de plantas daninhas e aplicação do herbicida dicamba - As cultivares de soja com tecnologia Intacta 2 Xtend® e tecnologia Xtend® são tolerantes ao herbicida dicamba, cuja molécula apresenta eficiência no manejo de plantas daninhas de folhas largas, como a buva, o caruru, a corda-de-viola, o picão-preto, dentre outras, destaca o pesquisador Dionísio Gazziero, da Embrapa Soja.

Atenção - Na avaliação do pesquisador, o agricultor deve estar atento quanto ao aparecimento ou disseminação de plantas daninhas resistentes. Além disso, lembra que a integração entre práticas de manejo envolve não só o controle químico, mas também a rotação dos mecanismos de ação dos herbicidas, a rotação de culturas - pelo menos na entressafra da soja - o uso de espécies para produzir uma boa palhada, a limpeza de máquinas e implementos agrícolas, o uso sementes livres de infestantes resistentes e o acompanhamento nas mudanças da flora para evitar a reprodução dessas espécies. “A associação do dicamba ao glifosato é mais uma alternativa disponível no mercado para a solução de problemas com as plantas infestantes, porém é preciso usar corretamente os produtos”, ressalta. “O dicamba é um herbicida recomendado para aplicação no pré-plantio da soja. É fundamental que sejam seguidas as informações contidas na bula, pois o uso em desacordo com as orientações técnicas pode ocasionar injúrias em culturas não-alvo da aplicação do herbicida”, conclui Gazziero.

Mais - Mais informações sobre as cultivares e essa nova tecnologia podem ser obtidas aqui www.embrapa.br/soja/cultivares. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

EVENTO

Dia de Campo On-line

Data: 25 de março

Horário: a partir das 8h30

Local: canal da Embrapa Soja no Youtube.

Para participar do lançamento faça inscrição na página do evento: www.embrapa.br/soja/dconline

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Superávit da balança comercial chega a US$ 10,11 bilhões no ano, em alta de 43,9%

comercio exterior 22 03 2022A balança comercial brasileira atingiu superávit de US$ 10,11 bilhões no acumulado do ano, até a terceira semana de março, com alta de 43,9% pela média diária sobre o período de janeiro a março de 2021. Já a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 112,72 bilhões, com crescimento de 25,7%.

Soma - As exportações em 2022 já somam US$ 61,42 bilhões, com aumento de 27%, enquanto as importações subiram 24,1% e totalizam US$ 51,31 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21/03) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Acumulado do mês - No acumulado do mês, as exportações cresceram 36,5% e somaram US$ 18,77 bilhões, enquanto as importações subiram 24,7% e totalizaram US$ 12,59 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 6,18 bilhões, em alta de 68,9%, com corrente de comércio de US$ 31,37 bilhões, subindo 31,5%.

Terceira semana - Apenas na terceira semana de março, as exportações somaram US$ 6,923 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 4,496 bilhões. Assim, a balança comercial teve superávit de US$ 2,427 bilhões na semana, e a corrente de comércio alcançou US$ 11,419 bilhões.

Exportações no mês - Nas exportações, comparadas a média diária até a terceira semana deste mês (US$ 1,444 bilhão) com a de março de 2021 (US$ 1,058 bilhão), houve crescimento de 36,5%, com aumento nas vendas da Indústria Extrativista (+19,7%), da Indústria de Transformação (+44,1%) e da Agropecuária (+41,5%).

Indústria Extrativa - Na Indústria Extrativista, os destaques foram o aumento das exportações de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+69%); minérios de níquel e seus concentrados (+212,3%); outros minerais em bruto (+80,4%); outros minérios e concentrados dos metais de base (+41,6%) e pedra, areia e cascalho (+60,9%).

Indústria de Transformação - Já na Indústria de Transformação, o crescimento foi puxado pelas vendas de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (+231,1%); carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+104,5%); farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (+64,4%); gorduras e óleos vegetais, soft, bruto, refinado ou fracionado (+246,3%) e carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+49,8%).

Produtos agropecuários - Entre os produtos agropecuários, a alta das exportações refletiu, principalmente, o crescimento nas vendas de soja (+35,9%); trigo e centeio, não moídos (+3.196,2%); café não torrado (+62%); algodão em bruto (+27,1%) e especiarias (+48,9%).

Importações no mês - Nas importações, a média diária até a terceira semana de março de 2022 (US$ 968,72 milhões) ficou 24,7% acima da média de março do ano passado (US$ 776,75 milhões). Nesse comparativo, aumentaram principalmente as compras da Indústria de Transformação (+24,3%), de produtos da Indústria Extrativista (+72,5%) e da Agropecuária (+6,7%).

Aumento - Na Indústria de Transformação, o aumento das importações foi puxado pelo crescimento nas compras de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+137,3%); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+83,7%); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+54%); compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (+68%) e motores e máquinas não elétricos, e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (+91,4%).

Alta - Na Indústria Extrativista a alta nas importações se deve, principalmente, à compra de gás natural, liquefeito ou não (+102,3%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+80,7%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+53,8%); outros minérios e concentrados dos metais de base (+130,1%) e outros minerais em bruto (+41,2%).

Compras - Por fim, na Agropecuária, a alta nas importações decorre, principalmente, da compra de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (+102%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+53,8%); produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (+10,7%); tabaco em bruto (+393,7%) e outras sementes oleaginosas de copra ou linhaça (+143,5%). (Ministério da Economia)

Veja os principais resultados da balança

FOTO: Pixabay

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Governo zera imposto de importação de etanol e de seis alimentos

comercio exterior II 22 03 2022Até o fim do ano, o etanol e seis alimentos não pagarão imposto para entrarem no país. A redução a zero das alíquotas foi anunciada nesta segunda-feira (21/03) à noite pelo Ministério da Economia, após reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Alimentos - A medida beneficia os seguintes alimentos: café, margarina, queijo, macarrão, açúcar e óleo de soja. Em relação ao etanol, a alíquota foi zerada tanto para o álcool misturado na gasolina como para o vendido separadamente. O imposto será zerado a partir de quarta-feira (23/03), quando a medida for publicada no Diário Oficial da União.

Inflação - Segundo o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, a medida tem como objetivo segurar a inflação. “Estamos preocupados com o impacto da inflação sobre a população. Estamos definindo redução a zero da tarifa de importação de pouco mais de sete produtos até o final do ano. Isso não resolve a inflação, isso é com política monetária, mas gera um importante incentivo”, declarou.

Gasolina - De acordo com a pasta, a medida fará o preço da gasolina cair até R$ 0,20 para o consumidor. Atualmente, o litro da gasolina tem 25% de álcool anidro. Por causa da alta recente dos combustíveis, o governo espera que a redução da tarifa de importação praticamente zere os efeitos do último aumento.

Estimativa - “Nós temos uma estimativa que isso poderia levar a uma redução do preço da gasolina da ordem de R$ 0,20 na bomba. Isso é uma análise estática. Na prática, essa medida vai acabar arrefecendo a dinâmica de crescimento dos preços na ordem de R$ 0,20”, disse o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

INPC - Em relação aos produtos alimentícios, o Ministério da Economia informou que os produtos beneficiados são o que mais estão pesando na inflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Esse indicador mede o impacto dos preços sobre as famílias de menor renda.

Taxas - Atualmente, o café paga Imposto de Importação de 9%; a margarina, 10,8%; o queijo, 28%; o macarrão, 14,4%; o açúcar, 16%; o óleo de soja, 9% e o etanol, 18%.

Bens de capital - A Camex também aprovou a redução em mais 10%, até o fim do ano, o Imposto de Importação sobre bens de capital (máquinas usadas em indústrias) e sobre bens de informática e de telecomunicações, como computadores, tablets e celulares. A medida pretende facilitar a compra de equipamentos usados pelos produtores industriais e baratear o preço de alguns itens tecnológicos, quase sempre importados.

Telecomunicações - Em março do ano passado, o governo tinha cortado em 10% a tarifa para a importação de bens de capital e de telecomunicações. No total, o corte chega a 20%.

Variação - Até o início do ano passado, as tarifas de importação desses produtos variavam de zero a 16% para as mercadorias que pagam a tarifa externa comum (TEC) do Mercosul. Com a primeira redução, a faixa tinha passado de 0% a 14,4%. Agora, as alíquotas passaram de 0% a 12,8%.

Bens e serviços - Em novembro do ano passado, o governo reduziu em 10% a tarifa de 87% dos bens e serviços importados até o fim deste ano. Na época, o governo alegou a necessidade de aliviar os efeitos da pandemia de covid-19 e que a medida já havia sido acertada com a Argentina.

Arrecadação - Segundo o Ministério da Economia, o governo deverá deixar de arrecadar R$ 1 bilhão com as medidas até o fim do ano. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

CÂMBIO: Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde junho de 2021

cambio 22 03 2022Com a ajuda das commodities (bens primários com cotação internacional) e dos juros altos, o dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde junho do ano passado. A bolsa de valores recuperou-se das perdas recentes e superou os 116 mil pontos - maior nível em seis meses.

Cotação - O dólar comercial fechou esta segunda-feira (21/03) vendido a R$ 4,945, com queda de R$ 0,071 (1,42%). A cotação começou o dia próxima da estabilidade, mas passou a cair assim que o mercado norte-americano abriu as negociações. Na mínima do dia, por volta das 12h20, o dólar chegou a atingir R$ 4,93.

Queda acumulada - Com o desempenho desta segunda, a moeda norte-americana acumula queda de 4,1% em março. Em 2022, o recuo chega a 11,3%.

Ações - No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 116.154 pontos, com alta de 0,73%. O indicador subiu com a ajuda de empresas exportadoras de commodities e de bancos. A bolsa brasileira está no maior nível desde 14 de setembro do ano passado.

Divisas - A valorização das commodities por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia está contribuindo para a entrada de divisas no Brasil. Paralelamente, os investidores ainda estão repercutindo o aumento da taxa Selic (juros básicos da economia) na semana passada. Juros mais altos em economias emergentes atraem capitais externos.

Alta - O agravamento do conflito entre Rússia e Ucrânia fez as commodities voltarem a subir. O barril do petróleo tipo Brent, que havia caído para abaixo de US$ 100 no fim da semana passada, voltou a subir desde a última sexta-feira (18/03) e fechou esta segunda em torno de US$ 116. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

IPEA: Instituto revisa as projeções do PIB agropecuário para 2022

ipea destaque 22 03 2022O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta terça-feira (22/03), a revisão da estimativa para o valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2022 de crescimento de 2,8% para uma alta de 1,0%. O principal motivo para o ajuste foi a nova estimativa do Levantamento Sistemático de Produção Agrícola (LSPA) de queda de 8,8% da produção de soja. A revisão do valor adicionado da produção vegetal passou de um crescimento de 2,6% para uma queda de 0,3%. Já para a produção animal, a estimativa de crescimento, que era de 3,6%, foi revista para 3,0%, conforme o gráfico abaixo.

Previsão de variação do VA do setor agropecuário para 2022 por componente (em %)

ipea quadro 22 03 2022

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: IBGE e Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Elaboração: Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea.

Produção vegetal - O VA para a produção vegetal vem sustentado por um cenário oposto ao encontrado em 2021, tanto para a elevada queda na produção de soja quanto pelas estimativas de crescimento de outras culturas de grande peso, como milho, cana-de-açúcar, café e algodão. No caso da soja, lavoura de maior peso na produção vegetal, os estados do Sul do país, além de São Paulo e Mato Grosso do Sul, sofreram com forte estiagem no início do ano durante o período crítico de desenvolvimento reprodutivo das plantas. A produtividade estimada para a cultura de soja nesses estados foi fortemente reduzida, com destaque para as produções dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, apresentando quedas de 35,8% e 40,7%, respectivamente.

Outras culturas - Por outro lado, outras culturas importantes para a produção vegetal devem compensar essa queda. O IBGE estima crescimento de 23,9% na produção de milho, impulsionada por uma alta de 33,8% na segunda safra, recuperando-se da quebra observada no ano passado. Outra cultura que deve ser destaque é a cana-de-açúcar, que teve estimativa de crescimento de 20,6%. No caso do café, por se tratar do ano positivo de sua bienalidade, a alta de 13,4% não é surpreendente, mas é significativa diante das geadas observadas no ano anterior e que impactaram o desenvolvimento das plantas.

Choque climático - Apesar da forte de alta na produção esperada para essas culturas, o estudo ressalta que um possível choque climático adverso que afete essas culturas de forma significativa pode ser suficiente para levar a estimativa de leve crescimento na produção vegetal para o campo negativo. Por outro lado, o trigo é outro segmento que pode ter uma reversão de sua estimativa atual negativa. Dois dos maiores produtores mundiais de trigo são Rússia e Ucrânia e, por conta do atual conflito entre os países, há a chance de uma redução na oferta mundial desse grão, elevando o preço e incentivando o plantio que, com boa produtividade, poderia contribuir positivamente para o VA.

Produção animal - Já para a produção animal, o Grupo de Conjuntura do Ipea espera uma contribuição positiva dos segmentos de bovinos, suínos e aves. Após dois anos de queda, a expectativa é de que, com uma oferta maior de animais prontos para o abate, a produção de bovinos apresente crescimento de 3,8% no ano. No mesmo sentido, as produções de suínos e aves devem crescer 4,5% e 3,0%, respectivamente. Essas taxas representam uma desaceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando esses segmentos cresceram 9,1% e 6%, respectivamente. Um dos motivos que devem contribuir para essa desaceleração do crescimento entre 2021 e 2022 é a redução da demanda chinesa, com a a normalização de seu rebanho suíno após a ocorrência da Peste Suína Africana (PSA).

Risco - O documento considera que o maior risco para o VA da produção animal é a redução da demanda por proteínas animais por conta do aumento dos preços e da expectativa de uma atividade econômica pouco aquecida em 2022. A alta dos preços dos grãos e do petróleo no mercado internacional tendem a pressionar os custos do produtor que, para manter a rentabilidade, pode repassar esses aumentos ao consumidor final, impactando negativamente a demanda pelos produtos do segmento. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Acesse a íntegra do indicador 

CONAB: Preço de trigo em bolsas reflete atual conjuntura geopolítica

conab 22 03 2022Os preços médios mensais de trigo para os contratos negociados nas bolsas de cereais de Buenos Aires e no Kansas apresentaram uma alta de 4,24% e de em 5,13%, respectivamente quando comparado com janeiro de 2022. A situação reflete o cenário de incertezas causado com a atual situação geopolítica mundial, que acende um alerta sobre uma possível menor oferta global do grão. Apesar de já ter sido contabilizadas altas no mercado internacional em fevereiro, o balanço do mês foi de preços domésticos em estabilidade no Paraná, maior produtor nacional, como mostra a análise mensal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada na última sexta-feira (18/03).

Motivo - O motivo para isso foi a queda do valor médio do dólar no período. Entretanto, para o mês de março, o produto já apresenta alta de 10% em relação aos preços médios de fevereiro. A tendência de preços elevados para o trigo pode estimular um aumento na área cultivada. “Ao se analisar o histórico dos valores de mercado e a área destinada para a cultura, há um indicativo de que os produtores respondem quando os preços estão elevados”, pondera o superintendente de Inteligência e Gestão da Oferta da Companhia, Allan Silveira. “No entanto, os custos de produção em alta podem limitar o aumento esperado” alerta.

Milho - As cotações do milho também seguem em alta acompanhando o movimento no mercado internacional, conforme aponta a análise publicada. A quebra da primeira safra do cereal reduziu a disponibilidade do produto no mercado interno, resultando em uma queda nas exportações em torno de 7% quando comparada com o último ano. Ainda assim, é esperada uma elevação de 67% das exportações em 2022, o que retrata a expectativa de aumento da produção de milho de segunda safra.

Expectativa - A expectativa atual da Companhia para a produção de segunda safra de milho é de 86 milhões de toneladas, um acréscimo de 41,8%. “Os indicativos das condições hídricas de solo em importantes estados sustentam o resultado esperado. Em Mato Grosso, por exemplo, há uma boa reserva de água no plantio, na floração e no enchimento do grão, fases em que a planta exige maior disponibilidade hídrica. Já na maturação e colheita as lavouras devem registrar estiagem, o que também é positivo”, explica o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen. “Em Goiás a situação se difere um pouco no momento de enchimento dos grãos. Mas como há uma boa quantidade de água no solo durante o plantio e a floração a produtividade tende a ser boa, porém não excelente. A maior preocupação está no Paraná. Apesar das chuvas registradas, as estiagens ocorridas deixaram o solo bastante seco, o que pode dificultar a pega da planta bem como o período de floração”, reforça.

Soja - Para a soja, o cenário também é de preços elevados, movidos pela quebra de safra na América do Sul e pela atual situação geopolítica mundial. Além disso, os prêmios de porto no Brasil devem continuar altos mantendo preços internos da oleaginosa elevados. Segundo Silveira, “essa conjuntura continua pressionando os custos de produção dos produtores de carnes, o que acaba, em algum momento, refletindo em pressões de aumento de preços para esses produtos”.

Mais - Saiba mais sobre o panorama de mercado de carnes, e outras importantes culturas na íntegra do AgroConab. (Conab)

 

FINANCIAMENTO: Brasil terá US$ 1,2 bi do BID para projetos de sustentabilidade agrícola

financiamento 22 03 2022O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério da Economia (ME) assinaram nesta segunda-feira (21/03) um Termo de Cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o estabelecimento de uma linha de crédito no valor de US$ 1,2 bilhão. Os recursos serão destinados prioritariamente para projetos de desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas agropecuárias.

Nova linha - A nova linha de crédito poderá ser utilizada por entidades do governo federal e dos governos estaduais, além de instituições financeiras que atuem como intermediárias com o setor privado, seguindo as normas estabelecidas pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex). A Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais (Sain) do ME será responsável pelo acompanhamento do Programa entre os órgãos dos governos federal, estados, Distrito Federal e o BID.

Dez anos - As linhas de crédito ficarão disponíveis por dez anos. Os projetos deverão estar alinhados com as políticas de apoio ao setor agropecuário e ao desenvolvimento rural, definidas como prioritárias pelo Plano Estratégico 2020-2031 do Mapa. Serão atendidas as áreas de defesa e inovação agropecuária – incluindo pesquisa, assistência técnica e extensão rural –, regularização fundiária e ambiental, além de sustentabilidade ambiental e resiliência às mudanças climáticas.

AgroNordeste - O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário no Nordeste (AgroNordeste) será o primeiro beneficiado, com US$ 230 milhões, para o desenvolvimento de oportunidades econômicas em cadeias de valor agropecuárias, na regularização fundiária e ambiental. Os recursos também serão utilizados em projetos do AgroNordeste para ampliação da área livre de moscas-das-frutas, no Rio Grande do Norte e no Ceará, e na consolidação da Área de Proteção Fitossanitária de moscas-das-frutas, na região do Vale do São Francisco.

Pequenos agricultores - Ao assinar o acordo, a ministra Tereza Cristina destacou a importância da assistência técnica para os pequenos produtores. “Isso pode ser uma revolução para a agricultura familiar, porque é tudo o que eles precisam. Eu fiquei muito bem impressionada com os cases de sucesso dos pequenos produtores atendidos pelo programa AgroNordeste. A transformação é impactante, principalmente no Nordeste”, disse a ministra.

Políticas setoriais- “A adoção de financiamentos no âmbito das linhas CCLIP permite replicar políticas setoriais concebidas pelo governo federal aos entes subnacionais, por meio de operações de financiamentos específicas. No âmbito do BID, a adoção desta linha de crédito admite um trâmite simplificado para o processo de análise interna dos projetos, proporcionando agilidade nas aprovações dos respectivos financiamentos”, explicou o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do ME, Roberto Fendt Júnior, que participou da assinatura do Termo de Cooperação na sede do Mapa, em Brasília.

Empolgado - O representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, disse estar empolgado com a parceria. “Entendemos que com esta linha vamos oferecer um pacote integral para os agricultores. É uma oportunidade de trabalharmos juntos neste acompanhamento, principalmente com os pequenos produtores, e fazer a diferença”, destacou. (Mapa)

 

GESTÃO DE RISCOS: Nova versão do Atlas do Seguro Rural facilita acesso a dados e pesquisa sobre apólices

gestao riscos 22 03 2022O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta segunda-feira (21/03), a nova versão do Atlas do Seguro Rural, plataforma que possibilita aos usuários acessar informações e dados das apólices contratadas no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Mais moderna - “A plataforma ficou mais moderna, transparente e amigável. Os usuários podem pesquisar dados do PSR e produzir informações e relatórios relevantes para compreender as contratações de seguro rural no país”, explica o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.

Acesso - No ambiente, é possível acessar os dados históricos desde o ano de 2006, além de facilitar a filtragem de dados e apresentar as informações especializadas com novos mapas disponibilizados para UFs.

Nota metodológica - No intuito de melhorar e facilitar as pesquisas sobre o Programa, foi lançada também a nota metodológica dos dados deste painel. O usuário poderá encontrar todos os conceitos dos campos apresentados, além das fórmulas utilizadas para sua construção, que já pode ser acessada neste link.

Detalhamento - O detalhamento da informação também foi aprimorado. O usuário poderá acessar a guia “Dados Abertos” diretamente no sistema, para baixar todas as informações disponíveis por apólice com atualização diária.

Novo vídeo - Para facilitar a adaptação dos usuários à nova plataforma, foi publicado um novo vídeo da série “Mas como funciona?” em que são apresentadas todas as funcionalidades.

Clique aqui e acesse a nova versão do Atlas do Seguro Rural.

 

COMBUSTÍVEL RENOVÁVEL: Governo lança medidas de incentivo à produção de biometano

combustivel renovavel 22 03 2022O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta segunda-feira (21/03) do lançamento de medidas de incentivo à produção e ao uso sustentável do biometano. O combustível renovável é obtido pela purificação do biogás e pode substituir o gás natural, o diesel e a gasolina.

Trator - Após entrevista no jardim do Palácio da Alvorada, Bolsonaro dirigiu um trator movido a biometano até o Palácio do Planato. Ele levou aproximadmente dez minutos para fazer o trajeto de cerca de quatro quilômetros entre a residência oficial e o Planalto.

Portaria - O ministro de Meio Ambiente, Joaquim Leite, assinou portaria que cria o Programa Nacional de Redução de Emissões de Metano, o Metano Zero, que representará avanços na geração e no aproveitamento de biometano a partir de resíduos urbanos e rurais.

Resíduos - “O programa Metano Zero trata o lixo da cidade, o lixo do campo. São resíduos de aves, suínos, cana de açúcar, laticínios e aterros sanitários. Tudo isso para gerar o biogás, que gera energia, e o biometano, que gera o combustível para veículos pesados. Teremos a oportunidade de andar em caminhões, tratores e ônibus movidos a biometano, reduzindo o custo de combustível”, afirmou Leite.

Investimentos - O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assinou portaria que inclui investimentos em biometano no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura (Reidi). A portaria isentará novos projetos da cobrança de PIS/Cofins para aquisição de máquinas, materiais de construção e equipamentos. Contribuirá, assim, para a construção de novas plantas de produção do biocombustível, ampliando a oferta e causando impacto positivo na sustentabilidade energética e ambiental.

Novo passo- “Estamos dando novo passo para a consolidação de um mercado aberto e competitivo que buscamos, ao proporcionar aos investidores de bioenergia a mesma condição de que já dispunham os produtores de gás natural”, afirmou Albuquerque.

Novas plantas - De acordo com o governo federal, a inserção do biometano vai proporcionar a construção de novas plantas para produção do combustível, aumentando a oferta do produto e a instalação de corredores verdes para abastecimento de veículos pesados, com impacto na redução de emissões de gases de efeito estufa. O total de investimento previsto é superior a R$ 7 bilhões, com geração de pelo menos 6.500 empregos, na construção e operação das novas unidades. A ideia é construir 25 novas plantas em seis estados (SP, RS, SC, GO, MT, MS).

Projeção - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que em pouco tempo o país poderá ter o equivalente a quatro vezes aquilo que recebe da Bolívia em gás, sem impostos. "Se o homem do campo vai fazer algo para gerar energia, não vai pagar PIS, Cofins, tampouco o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Ou seja, é uma energia que, além de própria, não tem esse custo elevado na ponta da linha que temos com impostos”. (Agência Brasil)

FOTO: Antônio Cruz / Agência Brasil

 

CODESUL: Estados que integram o Conselho vão aumentar planejamento integrado de ferrovias e rodovias

codesul 22 03 2022Os quatro estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) planejam projetos conjuntos para melhorar a infraestrutura da região, com destaque para os modais rodoviários e ferroviários. Os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; e de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior; e o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, discutiram o tema nesta segunda-feira (21/03), em Chapecó (SC), na primeira reunião do ano do bloco.

Grupo de Trabalho - Eles assinaram a resolução que cria o Grupo de Trabalho para o Planejamento Integrado de Rodovias e Ferrovias do Codesul, que vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados, que estão entre os principais produtores do agronegócio brasileiro. O projeto de maior envergadura nessa área é a Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado, e tem nos planos um ramal interligando Cascavel e Chapecó, cidades do Oeste paranaense e catarinense.

Avançado - Ratinho Junior destacou que o projeto da nova ferrovia, que terá 1,3 mil quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 30 bilhões, está bastante avançado. A previsão é que as audiências públicas ocorram em abril. A liberação da licença prévia deve sair no final de maio, com a expectativa de que o projeto vá a leilão na Bolsa de Valores ainda neste semestre.

Estudos - “Iniciamos os estudos para a ampliação da ferrovia em 2019, mas a discussão para ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá vem de décadas. O Mato Grosso do Sul depende muito do porto e é também um grande fornecedor de matéria prima para a produção de proteína animal. Paraná e Santa Catarina respondem por 70% da carne de porco e de frango exportada pelo Brasil”, salientou Ratinho Junior.

Capacidade - Segundo o estudo de viabilidade técnica, a Nova Ferroeste terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos já no primeiro ano de operação plena, tornando-se o segundo maior corredor de exportação de grãos e de proteína animal do País, atrás apenas da malha paulista.

Ramal - “Dentro dos estudos que fizemos, se chegou à possibilidade de construção de um ramal até Chapecó. Os produtores de proteína animal são muito dependentes dos grãos produzidos no Mato Grosso do Sul. Essa conexão vai criar um grande corredor de insumos para o Paraná e Santa Catarina e, no caminho inverso, de fertilizantes para o Mato Grosso do Sul”, explicou o governador.

Ampliação - Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o Governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste do Estado e também entre os portos de Itajaí e Araquari. “É uma visão de futuro para Santa Catarina. Com a conexão entre Cascavel e Chapecó, vamos começar a trabalhar com projetos de Chapecó até o Planalto Serrano de Santa Catarina, formando um importante corredor Leste-Oeste”, explicou Carlo Moisés.

Integração - “Ao invés de rejeitar qualquer projeto que venha de outro estado, queremos aproveitar a integração que já temos através do Codesul. Os quatro estados são muito parecidos economicamente, e uma integração logística regional trará ganhos de eficiência, além da redução dos custos de transporte da produção e de insumos, principalmente para o Oeste catarinense. São investimentos coordenados, de médio a longo prazo”, destacou o governador de SC.

Exportador de grãos - Grande exportador de grãos, o Mato Grosso do Sul não tem saída para o mar e conta com a integração logística com os outros estados para o acesso ao mercado internacional. “Temos um posicionamento muito forte em buscar saídas logísticas, exatamente pela dificuldade de acessar os portos”, explicou Jaime Verruck.

Foco - “A competitividade do Mato Grosso do Sul passa necessariamente pela redução dos custos de transporte, e o nosso foco é a ferrovia. A Nova Ferroeste vai adentrar justamente na maior região produtora do Estado, 60% do que produzimos está no eixo da ferrovia”, salientou o secretário do MS.

Cronograma antecipado - “A forma como a malha está sendo concebida, de não adentrar unidades de conservação, áreas indígenas e quilombolas, antecipou muito o cronograma. A ferrovia vai gerar o desenvolvimento integrado de todas as regiões, já que ela também se conecta com a Malha Oeste, promovendo uma integração nacional”, complementou.

Meio ambiente - Durante o encontro, também foi firmado um termo de Cooperação Técnica para elaboração do diagnóstico e mapeamento de áreas desmatadas nos quatro estados-membro, por meio do compartilhamento da ferramenta Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento de Santa Catarina (Simad/SC).

Precisão - A ferramenta detecta, registra e gera alertas precisos de desmatamento após cruzamento de diversos bancos de dados e imagens de satélites. O código-fonte do sistema será compartilhado com os demais estados, para a criação de um banco de dados conjunto para observar onde há a supressão ilegal da vegetação.

Loterias - Foi instituído, ainda, o Grupo de Trabalho de Loterias do Codesul, e aprovado o Relatório Financeiro e de Atividades do exercício de 2021 do bloco.

Codesul - Criado em 1961, o Codesul integrava, primeiramente, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, em 1992, passou a contar também com o Mato Grosso do Sul. O principal objetivo do conselho é buscar alternativas aos desequilíbrios regionais e potencializar questões comuns aos estados-membros, sobretudo em questões essenciais como desenvolvimento econômico e social, além de fomentar a integração dos quatro estados com o Mercosul.

Presenças - Participaram da solenidade, pelo Paraná, os secretários de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, e de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. De Santa Catarina, o secretário da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Augusto Vieira, e o secretário executivo do Meio Ambiente, Leonardo Porto Ferreira; e do Rio Grande do Sul, o secretário extraordinário de apoio à Gestão Administrativa e Política, Agostinho Meirelles. Os secretários executivos do Codesul do Paraná, Wilson Quinteiro; de Santa Catarina, Amauri Cantu e Gustavo Salvador Pereira; do Mato Grosso do Sul, Magda Côrrea dos Santos, e do Rio Grande do Sul, Micheli Petry; o diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Wilson Bley Lipski; o vice-presidente da instituição, Marcelo Dutra; o diretor administrativo do banco, Borges da Silveira; os presidentes da Aurora Alimentos, Neivor Canton; e do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; e o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, também participaram do encontro. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

SAÚDE I: Brasil registra 29,64 milhões de casos e 657.302 mortes

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 657.302 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (21/03) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 29.641.594.

24h - Em 24 horas, foram registrados 11.110 casos. No mesmo período, foram confirmadas 97 mortes de vítimas do vírus.

Número - Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde. Às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados nos fins de semana.

Recuperadas - Segundo o boletim, 28.214.095 pessoas se recuperaram da doença e 770.197 casos estão em acompanhamento.

Estados - São Paulo lidera o número de casos, com 5,1 milhões, seguido por Minas Gerais (3,29 milhões) e Paraná (2,39 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (123,6 mil). Em seguida, aparece Roraima (154,8 mil) e Amapá (160,2 mil).

Mortes - Em relação às mortes, São Paulo tem o maior número de óbitos (166.668), seguido de Rio de Janeiro (72.497) e de Minas Gerais (60.564). O menor número de mortes está no Acre (1.990), no Amapá (2.120) e em Roraima (2.144).

Vacinação - Segundo o Ministério da Saúde, 391,29 milhões de doses de vacina contra covid foram aplicadas, sendo 171,81 milhões de primeira dose; 148,93 milhões de segunda e 4,77 milhões de dose única. As doses de reforço totalizam 63,20 milhões de vacinados e as doses adicionais, 2,57 milhões. (Agência Brasil)

 

whatsapp image 2022-03-21 at 20.20.38

SAÚDE II: Paraná registra 841 novos casos e cinco óbitos pela Covid-19

saude II 22 03 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (21/03) mais 841 casos confirmados e cinco mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os casos não necessariamente representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.387.088 casos confirmados e 42.573 mortos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de março (627), fevereiro (138) e janeiro (72) de 2022; junho (1) e maio (1) de 2021; e dezembro (2) de 2020. Os óbitos divulgados nesta data são de março (4) de 2022 e junho (1) de 2021.

Internados - 70 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados em leitos SUS (35 em UTI e 35 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 468 pacientes internados, 229 em leitos UTI e 239 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Estão em leitos da rede pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais cinco pacientes. São quatro mulheres e um homem, com idades que variam entre 37 e 91 anos. Os óbitos ocorreram entre 13 de junho de 2021 a 19 de março de 2022. Os pacientes que morreram residiam em Curitiba (3).

Uma morte - A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Pinhais, Cascavel.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 10.735 casos de residentes de fora do Estado, 232 pessoas morreram. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando AQUI.

Confira os ajustes e relatório de exclusões na página da Sesa.

 


Versão para impressão


RODAPE