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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5290 | 31 de Março de 2022

AGO: Sistema Ocepar reúne cooperativas paranaenses em Assembleia Geral Ordinária nesta sexta-feira

destaque 30 03 2022Nesta sexta-feira (01/04), o Sistema Ocepar reúne as cooperativas vinculadas à entidade em Assembleia Geral Ordinária (AGO), virtualmente, a partir das 14h. O evento tem entre os convidados o vice-governador do Paraná, Darci Piana, e o presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Márcio Lopes de Freitas. Os presidentes das cooperativas vão participar por meio da plataforma Microsoft Teams e necessitam se inscrever antecipadamente pelo formulário eletrônico: https://forms.office.com/r/gukcnSgn1E. O link de acesso para a AGO será enviado por e-mail e é intransferível. O público em geral poderá acompanhar a reunião ao vivo pela TV Paraná Cooperativo, no canal do Sistema Ocepar no Youtube. Clique aqui para acessar.

Pauta - A Assembleia é destinada à prestação de contas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2021, contemplando Balanço Patrimonial e Demonstrações de resultado do exercício, relatório da auditoria independente e parecer do Conselho Fiscal. Também será apresentada a proposta de orçamento de receitas, despesas e imobilizações para 2022 e do plano de trabalho para o exercício de 2022. A AGO contempla as três entidades que formam O Sistema Ocepar: o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) e Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar).

Links - Clique nos links abaixo para conferir na íntegra os editaisde convocação da AGO.

- Ocepar

- Sescoop/PR

- Fecoopar

 

MONITORAMENTO: Cenário consolidado de 2021 mostra crescimento do cooperativismo do Paraná

monitoramento 31 03 2022O ano de 2021 encerrou com as 216 cooperativas vinculadas ao Sistema Ocepar registrando crescimento em vários itens: o faturamento chegou a R$ 153,7 bilhões, montante 32,8% superior ao de 2020. Mais pessoas também aderiram ao cooperativismo, sendo que o número de cooperados aumentou 10,5%, atingindo 2.741.270 no ano passado. O setor ainda abriu mais oportunidades de trabalho – ao todo foram 11.656 novos empregos. Assim, a quantidade de funcionários expandiu 9,9% e o exercício foi finalizado com o quadro social totalizando 129.585 empregados. Essas são algumas das informações que constam no cenário consolidado do cooperativismo paranaense, cujo levantamento foi feito pela coordenação da Monitoramento do Sescoop/PR, com base nos dados do fechamento de 2021.

Ramos - No Paraná, há cooperativas atuando em sete diferentes segmentos, divididas em: 58 do ramo agropecuário; 54 crédito; 36 saúde; 34 transporte, 16 infraestrutura, 14 trabalho, produção de bens e serviços e 4 consumo. O agropecuário se destaca por ter apresentado o maior crescimento de forma relativa, registrando o percentual de 34,7% e, também, é o que detém a maior parcela dentro da composição do faturamento do cooperativismo no estado: 87,75%, seguido do crédito (6,63%) e saúde (4,98%).

Equivalência em dólar - De acordo com o levantamento, o faturamento do setor em dólar alcançou a cifra de US$ 27,6 bilhões, sendo 25,6% maior que o ano anterior. “O crescimento real apresentado, deflacionando-se o impacto do IPCA foi de 24,7%”, destaca o coordenador de Monitoramento do Sescoop/PR, João Gogola. “No comparativo de grandezas, o faturamento do setor relativamente equivale a 26% do tamanho do PIB do Estado”, acrescenta ele.

Resultado - Em relação às sobras, o resultado acumulado em 2021 foi de R$ 8,2 bilhões, sendo 38,2% maior que o de 2020. O ramo agropecuário representou 76,92% deste volume e o crédito 22,51%. Em 2021, o cooperativismo paranaense arrecadou para os cofres públicos R$ 3,9 bilhões, volume de impostos 10,7% maior que o de 2020.

Clique aqui e confira o cenário consolidado do cooperativismo paranaense de 2021 elaborado pela coordenação de Monitoramento do Sescoop/PR

 

FRENCOOP: Evair de Melo apresenta emenda para resguardar cooperados

fencoop 31 03 2022“A cooperativa, em razão da sua natureza, é um modelo societário que não tem por objetivo o lucro. Portanto, é certo dizer que a associação em cooperativas, exceto as de trabalho, não descaracteriza a condição de segurado especial.”  

Emenda - A afirmação do deputado Evair de Melo (ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), foi feita em defesa de sua emenda apresentada à Medida Provisória 1.110/22, que altera a Lei 8.212/91 sobre Seguridade Social e também dispõe sobre o Programa de Simplificação do Microcrédito Digital para Empreendedores, o SIM Digital.    

Resguardar - A medida tem por objetivo resguardar que os todos os cooperados, exceto os de cooperativas de trabalho, que preencham os requisitos de segurado especial não percam essa condição quando estiverem ocupando cargos no quadro do conselho de administração, do conselho fiscal ou de outros órgãos diretivos da cooperativa. Atualmente, a lei estabelece essa condição apenas para os associados em cooperativas agro ou que desenvolvem atividades rurais. 

Atividades e rendas - A legislação previdenciária delimita quais atividades e rendas não são consideradas como outras fontes de rendimentos e criou os chamados segurados especiais. A sugestão apresentada pelo deputado altera às Leis 8.212/91 (Plano de Custeio da Previdência Social) e 8.213/91 (Plano de Benefícios da Previdência Social).  

MP 1.110/2022 - A Medida Provisória, que já está em vigor e pode sofrer alterações após análise do Congresso Nacional, garante, entre outros pontos, que as carteiras comerciais de operações de crédito contratadas pelas instituições financeiras constantes no SIM Digital, poderão dispor de instrumentos de garantia mantidos por fundos de operações de micro finanças.  

Empregados domésticos - Aos empregados domésticos, a medida estabelece que recebam seus salários até o sétimo dia de cada mês e não mais no quinto dia útil. Aos empregadores, o recolhimento de valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deverá efetuado até o vigésimo dia do mês seguinte. (Sistema OCB

FOTO: Pedro França / Agência Senado

 

COOPAVEL: Desequilíbrio entre produção e consumo deve manter preços das commodities em alta, afirma Dilvo

A pandemia e o clima tiveram parcela significativa de influência sobre as safras mais recentes e agora, com a guerra e suas consequências, o cenário das principais commodities seguirá com desequilíbrio entre produção e consumo. Com isso, a previsão é que os preços, principalmente da soja, milho e trigo, sigam valorizados no mercado internacional. A informação é do presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e foi dada nesta quarta-feira a empresários da diretoria da Acic, a Associação Comercial e Industrial de Cascavel.

Soja - A produção de soja no mundo na safra 2021/2022 foi de 366,2 milhões de toneladas e o consumo alcançou 372,5 milhões. O Brasil é o maior produtor da leguminosa, com 122,7 milhões de toneladas. A América do Sul, com 178 milhões de toneladas, é a região de maior produção do grão, o que a torna estratégica no mercado de uma das commodities mais procuradas e transformadas no planeta. Dilvo apresentou números de preços da saca em 2019 e de agora, mostrando a valorização do cereal. O valor saltou de R$ 68 para R$ 176 a saca, valorização de 160% em três anos.

China - O presidente da Coopavel falou da estratégia da China de comprar grãos em vez de farelo e óleo. “A lógica é inteligente, porque ao contrário dos outros dois, o grão não tem prazo de validade”. A China destina 120 milhões de toneladas de soja ao esmagamento, enquanto que os Estados Unidos 60 milhões, o Brasil 55 milhões e a Argentina, 50 milhões de toneladas. Dilvo lembrou que 75% da produção de grãos do País está concentrada em seis estados do Sul e Centro-Oeste – Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás).

Milho - O mundo produziu, na safra 2021/2022, 1,123 bilhão de toneladas de milho contra consumo de 1,195 bilhão de toneladas. Os Estados Unidos são os maiores produtores, com 384 milhões de toneladas, das quais 128 milhões destinadas à produção de etanol – o Brasil destina 6 milhões de toneladas a essa finalidade. O segundo maior produtor é a China, com 275,5 milhões, seguida do Brasil, com 114 milhões, e da União Europeia, com 69,8 milhões. A Ucrânia, que aparece logo após a Argentina (53 milhões), responde por produção de 41,9 milhões de toneladas. Com a guerra, segundo Dilvo Grolli, ocorrerão consequências à produção de milho, já que a Ucrânia, mesmo que o conflito termine hoje, demorará para restabelecer a integridade de sua cadeia produtiva.

Produtividade - Os empresários foram informados também sobre produtividade do milho e da importância de investir em tecnologias avançadas. A média do Brasil é de 5,3 mil quilos por hectare, enquanto que nos Estados Unidos é superior a 12 mil. No Oeste do Paraná, entretanto, ela chega a 11 mil e as produtividades alcançadas no Show Rural Coopavel, que é um campo de testes a novas cultivares e aprimoramentos em manejo, ela chega a alcançar 16,8 mil quilos por hectare. Quanto aos preços da saca, em 2019 era de R$ 28 e agora é de R$ 80, valorização de 176%. Dilvo repassou outra informação importante sobre o agro brasileiro. Em 31 anos, de 1990 a 2021, a produtividade de grãos cresceu 360%, enquanto que a área plantada foi aumentada em 92%.

Trigo - Já no trigo, a produção mundial na safra de 2021/2022 foi de 778 milhões de toneladas contra demanda de 786 milhões. A Rússia é a quarta maior produtora, com 75 milhões de toneladas, mas devido às sanções aos russos o desequilíbrio tende a continuar, mantendo perspectivas de preços elevados nos próximos anos. O consumo brasileiro do cereal é de 12,7 milhões de toneladas e a produção está na casa de 7,7 milhões. Uma das consequências desse cenário é aumento nos derivados de trigo em 20% já sentido no bolso do consumidor brasileiro. Dilvo falou ainda do mercado de carnes e da importância das cooperativas no agronegócio paranaense. O Paraná, apontou ele, destina 28% de seu território à proteção ambiental, enquanto que a lei exige 20%.

Infraestrutura e logística - Dilvo chamou atenção também para mudanças no mapa das exportações brasileiras, principalmente de soja e milho. Em 2010, 77% de tudo que seguia para o exterior era embarcado por portos do Sul e Sudeste, e apenas 23% pelo eixo Norte. Agora, há igualdade de percentuais entre esses canais, demonstrando a priorização de investimentos em infraestrutura e logística em estados do Norte e Nordeste.

Projetos - “São 79 os projetos de novas ferrovias no País e apenas um para o Sul, justamente a Ferroeste”, alertou Dilvo Grolli, destacando que o Brasil emprega, no escoamento de suas riquezas, os modais mais caros – ferroviário e rodoviário, proporcionalmente operando com o dobro e o triplo dos preços praticados pelo transporte por hidrovias. (Imprensa Coopavel)

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COCAMAR: Rally foi conhecer Escola técnica de Assaí (PR) que capacita filhos de produtores

Fundada há sete anos em Assaí, município de 14 mil habitantes da região metropolitana de Londrina, no norte do Paraná, uma escola técnica mostra ser possível, por meio de parcerias público-privadas, preparar os filhos de produtores rurais para que participem da gestão dos negócios familiares e, no futuro, sejam superadas de forma mais natural eventuais dificuldades no processo sucessório. O Rally Cocamar de Produtividade foi conhecer a instituição que é referência no estado.

Carro-chefe - Com cerca de 800 alunos, dos quais 50% ligados à agricultura em oito municípios da região, o Centro Estadual de Educação Profissional Maria Lydia Cescato Bomtempo oferece cinco cursos de ensino médio, sendo o de Agronegócio o carro-chefe, reunindo 350 estudantes em turmas pela manhã e à noite.

Empreender - Sob o lema “empreendedorismo e inovação na educação”, a escola mantém parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e organizações como a Cocamar Cooperativa Agroindustrial, conforme explica o diretor Aquiles Fernandes. “Buscamos despertar o empreendedorismo entre os alunos”, pontua, salientando que, com o Sebrae, a instituição obteve um salto de qualidade, sintonizada à realidade regional, essencialmente agrícola, e apta a atender uma de suas principais demandas: a capacitação.

Disciplinas - Em suma, quem se matricula em Agronegócio tem como objetivo qualificar-se para o mercado de trabalho, chegar a uma universidade ou ajudar a família a desenvolver o seu negócio, o que tem sido bastante comum. Para isso, os estudos contemplam gestão e administração rural, toda a cadeia produtiva vegetal e animal, marketing e outras disciplinas afins. São três anos de duração do curso, pela manhã, com estudantes da faixa entre 14 a 18 anos, e um ano e meio à noite, com alunos de 18 a 65 anos. “Temos vários produtores frequentando as aulas no horário noturno”, observa Fernandes.

Hackatons - Para a instituição, parcerias como a Cocamar não são apenas para que os alunos encontrem, futuramente, oportunidades de trabalho. Com a cooperativa já foram promovidas duas edições de hackatons, maratonas em que grupos de estudantes, utilizando recursos digitais, competiram sob o desafio de apresentar soluções para aprimorar o atendimento aos produtores.

Inovação - Além disso, uma visita em 2019 de professores e alunos à sede da Cocamar em Maringá, acabou resultando na criação de um espaço de inovação dentro da escola, chamado de FabLab. “Nosso interesse é estreitar cada vez mais os laços com a instituição pela sua importância para o desenvolvimento das famílias de produtores da região”, afirma o gerente da unidade local da cooperativa, Gustavo Severiano.

Em destaque - “Queremos ser desafiados, isto nos motiva”, frisa o diretor, lembrando que a escola tem tradição de participar de hackatons durante a ExpoLondrina, uma das principais feiras agropecuárias do país, sempre conquistando premiações. A instituição, a propósito, é uma das realizadoras da Expotec, exposição tecnológica anual de Assaí, já programada para os dias 28 e 29 de outubro, em que são apresentados projetos inovadores desenvolvidos pelos alunos. Há alguns anos, os visitantes da Expotec conheceram, entre várias outras inovações, uma cadeira de rodas movida por voz e uma estufa cujas operações eram acionadas pelo celular.

Na cidade - Com a Prefeitura, a parceria tem rendido muito frutos, cita Fernandes. No período natalino de 2021, por exemplo, os alunos de todos os cursos se empenharam em desenvolver a decoração das vias públicas da cidade a um custo três vezes menor em comparação ao orçamento recebido de uma empresa. A instituição também participa da instalação de uma incubadora com o poder público e um comitê gestor, trabalha na implantação de um viveiro municipal em área e 7 mil metros quadrados e vai ganhar neste ano uma praça inteiramente sustentável, destinada ao lazer dos moradores e também para servir de estudos, em frente ao estabelecimento.

Trabalho social - Entre outras atividades, com sua tecnologia, por contar com uma impressora 3D, a escola se prestou, ainda, a realizar um trabalho social durante os momentos mais críticos da pandemia em 2020 e 2021, em que imprimiu e forneceu a entidades de Londrina, a 45 quilômetros, 700 “máscaras-escudo”.

Modernizar - Duas estudantes do último ano de Agronegócio, Natasha Akemi e Giovana Rodrigues Borges, ambas de 17 anos, residem na propriedade rural com suas famílias, estão se preparando para ingressar na universidade e, ao mesmo tempo, se capacitando para começar a ajudá-las na gestão. “Meu objetivo é apoiar minha família a se desenvolver na atividade, pois são muitos os desafios”, diz Akemi.

Nova linguagem - Um desses desafios é o avanço da digitalização na agricultura, que requer o constante aprimoramento dos produtores para lidar, por exemplo, com os maquinários. Giovana é uma das três filhas do casal Márcio e Josy, produtores de soja, milho e trigo numa área de 85 hectares em Assaí. Márcio diz apostar nos estudos que a filha vem fazendo na escola técnica, para ajudar a ele e a esposa a se manterem atualizados a respeito dessa nova linguagem que se impõe rapidamente no campo, a partir das ferramentas digitais, que os jovens têm mais facilidade em assimilar e utilizar. “O curso técnico nos capacita justamente para isso”, afirma Giovana.  

Ser alguém - “Quando o aluno ingressa em nossa instituição, ele está determinado em ser alguém”, comenta o coordenador do curso de Agronegócio, Fábio Ikeda, frisando que, durante as aulas é trabalhado intensamente junto às turmas a questão do empreendedorismo, como já foi dito. “Os estudantes saem aptos a ajudar seus familiares a modernizarem a gestão do negócio”, destaca.

Cursos - Além de Agronegócio, o Centro Estadual de Educação Profissional Maria Lydia Cescato Bomtempo mantém os cursos de Eletroeletrônica, Edificações, Mecânica Industrial e, mais recentemente, passou a contar também com Desenvolvimento de Sistemas. Para 2023 está previsto o início de Agroecologia.

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

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RODOCOOP: Cooperativa realiza Assembleia Geral Ordinária e elege nova Diretoria

A Rodocoop - Cooperativa de Transportes e Serviços Rodoviários realizou, na última sexta-feira (25/03), com início às 18h40, a 19ª Assembleia Geral Ordinária, na Associação Atlética Cocari, em Mandaguari (PR). Foram apresentados a prestação de contas relativas ao exercício de 2021 e orçamento para o exercício de 2022, bem como o plano de atividades para este ano. Na AGO, foram eleitos os membros da Diretoria para o quadriênio 2022/2025 e do Conselho Fiscal para o mandato de 2022, além de ter sido realizada a definição do valor da Cédula de Presença para os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal. No dia 11 de março, a cooperativa também promoveu AGO em Cristalina, no estado de Goiás.

Eleitos - Confira os membros eleitos para a Diretoria e Conselho de Administração no quadriênio 2022/2025:

Diretoria

Presidente – Marcos Antonio Trintinalha

Vice-presidente – Jozuel Grando

Secretário – Alex José dos Santos

Conselho de Administração

Anderson de Freitas

Celso Machado Lessa

José Carlos dos Santos Pereira

Membros eleitos da Diretoria e do Conselho de Administração

Confira os membros eleitos para o Conselho Fiscal no mandato de 2022:

Coordenador - Valdeci Penteado da Rosa

Secretário - Elídio Donizete Rodrigues

Membro efetivo – Idu Santo Dalbem

Membros suplentes:

Cassio Biz Pinto

Marcelo Fernando Viani

Valdir Bertanhoni

Membros eleitos do Conselho Fiscal - O presidente da Rodocoop, Marcos Antonio Trintinalha, falou sobre o atual cenário de trabalho da cooperativa e a eleição dos novos membros da Diretoria. “Acredito que temos conseguido fazer o melhor pela Rodocoop. Nosso intuito inicial de constituir uma cooperativa de transporte está se consolidando. Aos poucos, a Diretoria está sendo constituída por transportadores e a Rodocoop segue cada vez mais bem estruturada. Os investimentos realizados nos últimos anos referentes a obras e ao desenvolvimento da cooperativa apresentaram o propósito de entregar serviços de melhor qualidade e mais tranquilidade aos associados. Nosso anseio é permitir que o transportador possa deixar seu caminhão em segurança e recebê-lo de volta rapidamente, pronto para poder trabalhar. Estamos iniciando um novo ciclo de administração a fim de oferecer o melhor para a Rodocoop. Colocamos como meta entregar a oficina para pequenos reparos, borracharia e parte elétrica e, posteriormente, entregaremos a estrutura para o escritório administrativo. Do mesmo modo, estamos planejando a estruturação da unidade no Cerrado: um local para deixar os caminhões e onde se possa abastecer com combustível a preço adequado. Destacamos que a intercooperação existente junto à Aurora, Cocari e Colari é um modelo de atuação para o segmento dos transportes e permanecerá em nossas atividades. O Sistema Ocepar quer, inclusive, propagar este modelo em outros lugares. Esse sucesso nos deixa muito satisfeitos e ver que a cooperativa está sendo conduzida por pessoas que buscaram conhecimento, com grande responsabilidade, nos leva a crer que a Rodocoop seguirá crescendo cada vez mais”, disse.

Satisfeito - Gines Ortega, vice-presidente da cooperativa, se diz satisfeito com o processo de migração dos diretores. “Para mim, é um motivo de alegria deixar a Diretoria, pois vejo que foi seguido o planejamento da fase inicial de constituição da cooperativa, para que, neste momento, tivéssemos os motoristas associados capacitados para atuar na Diretoria da Rodocoop. Agradeço aos cooperados, aos novos membros, Conselho Fiscal e ao gerente José Thomé Júnior”, ressaltou.

Mudança - Carlos Roverão Lessa, contador da cooperativa que está se aposentando, trabalha na Rodocoop desde o início das atividades e comentou o momento de mudança na constituição da Diretoria. “É uma trajetória longa de convivência e ficamos muito emocionados ao nos despedir de amigos. Saio de cabeça erguida, pois cumpri meus compromissos em dia. Agradeço aos meus companheiros na cooperativa, principalmente ao Marcos Trintinalha e ao José Thomé Ter a Diretoria à frente realmente facilita nossas condições de trabalho”, destacou.

Números - O gerente da unidade Aurora em Mandaguari (PR), Gilmar Luis Gruber, acompanhou a assembleia e comentou os números apresentados. “Vejo que foram demonstrados resultados significativos, um planejamento muito bem elaborado, com futuros investimentos na Rodocoop e, para nós, da Aurora Coop, que começamos a preparação para aumentar o volume de abate, ter um parceiro do setor de transporte como a Rodocoop faz toda a diferença para garantir a transformação dos produtos recebidos”, enfatizou.

Vídeo - Confira o vídeo da cobertura do evento: https://youtu.be/lzCBwzBBYwE(Imprensa Rodocoop)

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UNIMED LONDRINA I: Cooperados elegem nova Diretoria, Conselho Técnico e Conselho Fiscal

unimed londrina I 31 03 2022Na última semana, 862 cooperados votaram na eleição que definiu a nova Diretoria / Conselho Técnico e Conselho Fiscal da Unimed Londrina. O número de votos é considerado um recorde para a cooperativa. A eleição foi realizada no formato online – via APP Unimed Cooperado PR, das 7h às 21h no dia da Assembleia Geral Ordinária, 24 de março de 2022.

Duas chapas - Havia duas chapas disputando a eleição, e o resultado foi apresentado durante a AGO. Confira os nomes dos novos diretores e conselheiro técnicos, que ficam à frente da Unimed Londrina pelos próximos quatro anos.

Diretoria:

Dr. Celso Fernandes Junior – Diretor Presidente

Dr. Antonio Carlos Valezi – Diretor Administrativo

Dr. Rubens Martins Junior – Diretor de Provimento em Saúde

Dr. Marcos Abel Lopes de Menezes – Diretor de Mercado

Dr. Ricardo Marinho Teixeira – Diretor de Relacionamento com o Cooperado

Conselho Técnico:

Dr. Adriano Lucio Uchôa Brandão

Dr. Edison Henrique Vannuchi

Dra. Flaviane Pereira Martins

Dr. Jorge Mali Junior

Dr. Luiz Carlos Miguita Junior

Crescimento e fortalecimento - Para o novo diretor presidente da Unimed Londrina, Celso Fernandes Junior, o momento é de focar no crescimento e fortalecimento da Unimed. “Temos uma cooperativa sólida e respeitada, vamos continuar trabalhando com foco no cooperado e nos adaptando para lidarmos com os desafios do mercado”, afirma.

Conselheiros fiscais - Confira os nomes dos conselheiros fiscais eleitos, o mandato do grupo tem duração de um ano.

Efetivos:

Dr. Fabio Ferreira Lehmann

Dr. Fernando Takao Cinagava

Dr. Farid Libos Junior

Suplentes:

Dr. Gustavo Galli Reis

Dr. Vanderlei Montemor Bernardo

Dr. Douglas Banhos Rossi

Pauta - Durante a AGO, que pela primeira vez foi realizada no formato híbrido, os cooperados da Unimed Londrina também aprovaram as contas do ano de 2021, a manutenção das verbas de representação/cédulas de presença destinadas à Diretoria, Conselho Técnico e Conselho Fiscal e a divisão das sobras de 2021. (Imprensa Unimed Londrina)

 

UNIMED LONDRINA II: Cooperativa propõe um destino nobre para os livros esquecidos na sua prateleira

As crianças cresceram e você não sabe o que fazer com aquela infinidade de livros infantis que não despertam mais o interesse delas? Que tal doar para uma escola? Esta é a proposta da Unimed Londrina com a Campanha de Arrecadação de Livros. A iniciativa já é realizada há oito anos e neste período já foram doados 4.491 livros e beneficiadas dez escolas municipais. Neste ano quem vai ganhar livros novos são os alunos da E.M. Francisco Aquino Toledo, do distrito de São Luiz, e da E.M. Machado de Assis, do patrimônio Três Bocas.

Participação - Para participar da iniciativa, basta levar seus livros até os pontos de atendimento da Unimed Londrina: Sede Administrativa (Av. Ayrton Senna da Silva, 1065), Clínica Multiprofissional (Av. Ayrton Senna da Silva, 555), Unimed Saúde (Av. Santos Dumont, 860), Clínica de Vacinas (R. Senador Souza Naves, 999) e nos escritórios regionais de Arapongas (R. Eurilemos, 756), Cambé (R. Espanha, 448), Ibiporã (R. Vitoriano Valente, 450) e Rolândia (R. Duque de Caxias, 222). As doações serão recebidas a partir do dia 30 de março até o dia 15 de julho.

Temas - A gerente de Sustentabilidade da Unimed Londrina, Fabianne Piojetti, explica que livros de todas as temáticas são bem-vindos, o material passa por uma seleção e aqueles inadequados são trocados em sebos por literatura infantil. “Além disso, antes de enviarmos para a biblioteca das escolas, a equipe da Secretaria Municipal de Educação faz uma nova conferência. Este cuidado é fundamental para que só cheguem até as crianças os conteúdos adequados para elas”, explica Fabianne.

Expectativa grande - Marcia Aparecida Maziero, é diretora da escola municipal Francisco Aquino Toledo e explica que a expectativa pela chegada da doação é grande. “Somos uma escola rural pequena. Trabalhamos com educação de crianças do 1º ao 5º ano e de jovens e adultos. A nossa biblioteca tem materiais, mas estamos precisando de um reforço para atender os alunos. As doações desta iniciativa da Unimed são muito bem-vindas”, afirma.

2021 - No ano passado, a arrecadação da campanha resultou na doação de quase 900 livros que foram divididos entre o Centro Municipal de Educação Infantil Aparecido Norato Claro (Lerrovile), a Escola Municipal Carlos Kraemer (Jardim Castelo) e a Escola Municipal Roberto Alves de Lima Junior (Gleba do Limoeiro). Para entender melhor a campanha da Unimed Londrina, clique aqui e assista o vídeo!! (Imprensa Unimed Londrina)

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SICREDI: Presidente da Central PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, destaca importância da Agenda ESG em evento da Faciap

sicredi 31 03 2022Durante o IV Fórum de Gestão Pública, realizado em Curitiba, pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, destacou o foco da instituição em iniciativas de educação financeira que possam contribuir com a inclusão e o desenvolvimento econômico e social das comunidades. “Nós criamos o programa de educação financeira com as oficinas do "Cooperação na Ponta do Lápis", além da parceria com a Mauricio de Sousa Produções, que desenvolveu os gibis da Turma da Mônica com conteúdos a partir da cartilha do Banco Central. Durante todo o projeto, recebemos também o apoio extraordinário de voluntários entre nossos colaboradores e lideranças que vão em direção às escolas e entidades para levar informações sobre finanças para mais pessoas”, afirmou o presidente.

Iniciativas - Para Dasenbrock, as iniciativas de educação financeira estão ligadas ao propósito do Sicredi e a atuação comprometida com a pauta Social das práticas ESG (Environmental, Social and Governance), que ainda incluem a Governança, com a formação e capacitação também em relação à diversidade e inclusão, além do Ambiental com práticas sustentáveis. “Temos reforçado o financiamento de energia solar com ações de neutralização de carbono, plantio de árvores, ações de voluntários e estratégias dos nossos Comitês de Sustentabilidade”, destacou o presidente, que também lembrou a conexão do Sicredi com a Agenda BC#, que tem como pilares temas como Inclusão, Competitividade, Educação e Transparência, e foi estruturada pelo Banco Central para ampliar a democratização financeira.

Atuação - A atuação do cooperativismo de crédito para levar conhecimento sobre finanças para as comunidades também foi destacada pelo presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Unicoob, Wilson Geraldo Cavina, pelo conselheiro presidente da Central Cresol Baser, Alzimiro Thomé e pelo diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Maurício Moura. “A educação financeira colabora diretamente para a eficiência do sistema financeiro, além de fomentar a economia real sustentável. No Banco Central, estamos tratando de educação financeira há muitos anos, mas antes disso a gente já trabalhava com inclusão. Primeiro, preciso dar a oportunidade dos brasileiros estarem dentro do sistema financeiro, abrangendo o sistema nacional de cooperativismo de crédito”, contou Moura.

Banco Central destaca crescimento do cooperativismo de crédito - O diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, destacou o crescimento do cooperativismo de crédito no Sistema Financeiro Nacional, especialmente em relação ao apoio oferecido aos micro e pequenos empreendedores. “A gente entende que o cooperativismo onde está situado, leva empreendedorismo para as pessoas e desenvolvimento regional”, afirmou o diretor que ainda destacou que o segmento tem grande capacidade de crescimento reforçada também pela renovação do marco legal do cooperativismo, Lei Complementar 130/2009, através do PL 27, que foi aprovado e segue para o Senado. “Se o cooperativismo olhar para dentro, para os cooperados, vai perceber que há potencial interno para triplicar a carteira”, garantiu.

Panorama econômico - Durante o evento, que também contou com a presença do vice-governador, Darci Piana, do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, demais autoridades e líderes empresariais, o presidente da Faciap, Fernando Moraes, destacou a relevância do encontro para reflexão sobre o setor produtivo e a economia real no atual contexto de inflação crescente e insegurança econômica ainda decorrente da pandemia.

Reflexões - A importância dessas reflexões também foi apontada pelo diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso, como um movimento do Banco Central de conhecer cada vez mais o Brasil e interagir com todos os segmentos sociais e produtivos da economia. “É importante para o nosso trabalho, entender o que a sociedade demanda do sistema financeiro. Muitos avanços foram resultados dessas interações identificando em que a gente poderia melhorar”, comentou o diretor, que ainda trouxe um panorama sobre a inflação no país, impactada pela pandemia e ampliada com o conflito entre Rússia e Ucrânia. O representante do BC ainda destacou a nova legislação cambial e iniciativas da instituição como o Pix, o Open Finance, além da Agenda de Sustentabilidade.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

SICREDI PROGRESSO: Cooperativa inaugura sua décima agência em Toledo

sicredi progresso 31 03 2022Dando continuidade ao seu robusto plano de crescimento local e regional, a Sicredi Progresso PR/SP está em fase de finalização da sua nova agência no Jardim Porto Alegre, em Toledo (PR). A inauguração acontece no dia 04 de abril, em cerimônia restrita devido aos cuidados com a Covid-19. A abertura de mais este ponto de atendimento é também é um importante marco na história da cooperativa, que inaugura a décima agência no seu município sede.

Missão - Essa entrega à comunidade do bairro está ligada à missão do Sicredi, pois a proximidade e a presença são marcantes no Sistema que busca construir relações de confiança, a fim de proporcionar o desenvolvimento econômico e social das pessoas e comunidades. Também é uma forma de permitir que cada vez mais as pessoas conheçam o cooperativismo de crédito e o modelo de gestão do Sicredi que valoriza a participação de seus associados no seu efetivo papel de donos do negócio.

Crescimento - Para o presidente, Cirio Kunzler, a Sicredi Progresso vem crescendo junto com Toledo. “O Sistema Sicredi possui mais de 2,2 mil agências em todo o Brasil, em muitas cidades é a única instituição financeira presente. E quando temos em um único município dez agências, evidenciamos também nosso forte compromisso de estar na comunidade e contribuir com o desenvolvimento econômico e social local. Toledo cresce a cada dia e nós estamos acompanhando isso. No interior e na cidade tem Sicredi”.

Gerência - A gerência da agência será feita pelo colaborador, Vanderlei Hertz, que há mais de 11 anos faz parte da cooperativa. Ele deixa o convite para a comunidade conhecer o espaço e fazer negócios com o Sicredi. “Temos um jeito único de atender nossos associados. A nossa proximidade e a simplicidade de oferecer as melhores soluções financeiras serão norteadoras do nosso trabalho consultivo e profissional. Deixo o convite para que venham tomar um café conosco, conhecer nosso espaço, por sinal muito bonito e aconchegante. Queremos crescer junto com esse bairro tão importante para Toledo”.

Equipe - A agência terá uma equipe de negócios para atendimento de pessoas física e jurídicas. Oferecerá aos associados as mais de 300 soluções financeiras, entre elas, investimentos, seguros, consórcios, cartões, máquinas de cartão e outros.

Espaço moderno - O espaço estará aberto para atendimento ao público a partir do dia 04 de abril, das 10h às 15h. Com uma arquitetura moderna, o ambiente foi inspirado nas características do bairro e por isso prioriza o bem-estar, a segurança e conforto dos associados. Está localizada na Avenida Parigot de Souza, 1261, próximo ao Supermercado Muffato. Conta com estacionamento privativo e oportuniza um local de proximidade e convivência entre os associados.

Progresso - Em 2021 o resultado expressivo da cooperativa foi de R$ 31,8 milhões, o que representa um aumento de 47,2% comparado ao exercício anterior. A Sicredi Progresso conta atualmente com mais de 53 mil associados. Inserida na estratégia de expansão da cooperativa em Toledo, uma agência exclusiva para atendimento dos associados do segmento agro e uma nova sede administrativa estão previstas para breve. Em São Paulo, será a vez do município de Salesópolis receber o Sicredi.

Sobre a Sicredi Progresso PR/SP - Com 40 anos de atuação a Sicredi Progresso PR/SP está presente na vida de mais de 56 mil associados. Nossa história, construída na essência da cooperação, nos permite ter atualmente 21 agências distribuídas na área de ação nos estados do Paraná e São Paulo. Destas, 14 estão no Paraná e outras 7 em São Paulo. Nosso capital humano conta com mais de 370 colaboradores focados nos valores do cooperativismo e na oferta de produtos e serviços financeiros adequados aos associados, de um jeito simples e próximo. A Sicredi Progresso integra o Sistema Sicredi que hoje está em 25 estados e no Distrito Federal. (Imprensa Sicredi Progresso PR/SP)

 

PNAD CONTÍNUA: Desemprego recua para 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro

pnad destaque 31 03 2022A taxa de desocupação recuou para 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro, o que representa variação de 0,4 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (11,6%). É a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2016. Com ela, o país soma 12 milhões de desempregados. Na comparação com o último trimestre, o número de pessoas em busca de trabalho caiu 3,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (31/03) pelo IBGE.

Tendência - Para a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, a retração na taxa de desocupação reflete a tendência de queda observada nos últimos trimestres. “No trimestre encerrado em fevereiro, houve retração da população que buscava trabalho, o que já vinha acontecendo em trimestres anteriores. A diferença é que nesse trimestre não se observou um crescimento significativo da população ocupada”, afirma.

Ocupados - No trimestre encerrado em fevereiro, o número de ocupados foi estimado em 95,2 milhões e ficou estável frente ao trimestre anterior. Com isso, também houve estabilidade no nível da ocupação, percentual de pessoas em idade de trabalhar que estavam efetivamente ocupadas na semana de referência da pesquisa (55,2%).

Estabilidade - De acordo com a pesquisadora, a estabilidade do contingente de ocupados pode estar retomando um padrão anterior à pandemia de Covid-19: nos trimestres encerrados em fevereiro, havia, historicamente, retração dessa população. Uma das possíveis explicações para isso é o desligamento de trabalhadores que, no fim do ano anterior, são contratados de forma temporária. “Se observarmos a série histórica, veremos que, desde o seu início, houve queda no número de pessoas ocupadas nesse período. Agora não tivemos queda, mas essa perda de fôlego neste ano pode indicar a retomada desses padrões sazonais”, diz.

Expansão - Uma das únicas categorias em expansão, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada aumentaram em 1,1% frente ao trimestre anterior, o que representa 371 mil pessoas. Também houve crescimento de 5,2% (ou de 203 mil pessoas) entre os empregadores.

Conta própria - Já no contingente de trabalhadores por conta própria houve declínio de 1,9% na comparação com o trimestre encerrado em novembro. Isso representa uma queda de 488 mil pessoas. “Essa retração foi bem disseminada entre as atividades como, por exemplo, comércio, construção e alojamento e alimentação. Como esse grupo representa uma parte significativa dos trabalhadores informais, houve um reflexo direto na diminuição da informalidade no trimestre”, analisa Beringuy.

Informais - Com esse recuo, os profissionais informais totalizaram 38,3 milhões, enquanto eram 38,6 milhões no trimestre anterior. Acompanhando a queda, a taxa de informalidade passou de 40,6% para 40,2% nesse período. Essa categoria reúne o trabalhador sem carteira assinada, o empregador e trabalhador por conta própria sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar.

Trabalhadores domésticos - Tanto o contingente de trabalhadores domésticos, estimado em 5,7 milhões de pessoas, quanto o de empregados do setor público, que agrupa 11,3 milhões, ficaram estáveis no trimestre encerrado em fevereiro.

Fora da força de trabalho - Por outro lado, o número de pessoas que estavam fora da força de trabalho aumentou 0,7% frente ao último trimestre. Esse crescimento de 481 mil pessoas levou a um contingente de 65,3 milhões. A coordenadora elucida que esse aumento também costumava acontecer nos trimestres encerrados em fevereiro dos anos que antecederam a pandemia e que o resultado pode apontar uma volta desse padrão.

Potencial - Já na força de trabalho potencial, grupo que soma as pessoas que não estavam ocupadas nem buscando trabalho, mas que tinham potencial para conseguir um, houve redução de 510 mil pessoas (-5,6%). Subgrupo da força de trabalho potencial, os desalentados foram estimados em 4,7 milhões, o que representa estabilidade frente ao último trimestre.

Atividades - Entre as atividades pesquisadas, só houve aumento de ocupação em Outros serviços (4,0%, ou mais 189 mil pessoas). “Esse crescimento reflete o aumento de serviços pessoais prestados às famílias, que incluem atividades de serviços na área de estética, e também de atividades recreativas”, afirma. Nos serviços pessoais prestados às famílias estão, por exemplo, cabeleireiros e manicures, enquanto as atividades recreativas abarcam os trabalhos artísticos.

Construção - Já no setor de Construção, o contingente de trabalhadores diminuiu 3,5%, o que significa uma redução de 261 mil pessoas. As outras atividades ficaram estáveis.

Rendimento fica estável - O rendimento médio real foi estimado em R$2.511, apresentando estabilidade frente ao trimestre anterior, mas é o menor já registrado em um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. “Nos trimestres anteriores, o rendimento médio estava em queda. A estabilidade desse trimestre pode estar relacionada à diminuição no número de trabalhadores informais, que têm menores rendimentos, e ao aumento de trabalhadores com carteira assinada no setor privado”, explica.

Estável - A massa de rendimento também ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em novembro. Ela foi estimada em R$234,1 bilhões.

Mais sobre a pesquisa - A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Coleta por telefone - Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

pnad tabela 31 03 2022

 

IPEA I: Instituto projeta recuperação da atividade econômica para fevereiro

ipea 31 03 2022O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quarta-feira (30/03), uma análise sobre o desempenho recente dos indicadores mensais de indústria, comércio e serviços em janeiro e fevereiro de 2022. Após encerrar 2021 com crescimento, todos os três setores produtivos apresentaram acomodação no mês de janeiro, período onde houve aumento temporário no contágio da Covid-19. Já para o mês de fevereiro, a previsão da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea é de recuperação.

Crescimento - A previsão para o Monitor do PIB, proxy mensal medida pela Fundação Getúlio Vargas, é de crescimento de 1% na comparação sem efeitos sazonais (devido a altas esperadas para a indústria, comércio e serviços), o que melhora as perspectivas para o resultado do PIB no primeiro trimestre de 2022.

Setores produtivos - Entre os principais setores produtivos, a indústria segue enfrentando o cenário mais desafiador. Os problemas relacionados às cadeias produtivas globais e os custos elevados dos fretes internacionais seguem sendo importantes entraves ao crescimento da produção. Além disso, enquanto os preços da energia elétrica continuam elevados, a guerra na Ucrânia tem provocado aumento nos preços internacionais do petróleo.

Avanço - Para o mês de fevereiro, a Dimac estima que a produção industrial avançou 1,4% na comparação sem efeitos sazonais. Esse resultado deve contar com uma contribuição positiva das indústrias extrativas, cuja estimativa é de avanço de 7,5% na margem. Já a indústria de transformação deve registrar alta de 0,8% na mesma comparação. Entre os segmentos, os destaques ficariam por conta da produção de outros equipamentos de transporte (10,6%), e de informática e eletrônicos (7,3%).

Melhora - Com a rápida melhora do quadro da pandemia de Covid-19 em fevereiro, as previsões do Ipea indicam alta de 1,3% para o resultado do comércio varejista no mês, na série sem efeitos sazonais. Já as vendas no varejo restrito devem avançar 1,2%, na mesma base de comparação.

Serviços - Os serviços foram o setor que tiveram o melhor desempenho no fim do ano passado e em janeiro deste ano. O setor ficou praticamente estável em janeiro, com recuo de 0,1%, na série livre de efeitos sazonais, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE. O resultado interrompeu duas altas consecutivas, período no qual o indicador acumulou uma expansão de 4,7%. Destaca-se ainda crescimento previsto de 4% sobre janeiro para os serviços prestados de informação e comunicação. Na comparação interanual, é esperada uma alta de 10,3% para este segmento. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Acesse a íntegra do estudo.

 

IPEA II: Estudo comenta o desempenho do mercado de trabalho e avalia a taxa de desemprego de longo prazo

ipea II 31 03 2022Em nota publicada, nesta quarta-feira (30/03), o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Erik Figueiredo, apresentou comentários sobre o desempenho recente do mercado de trabalho brasileiro e a taxa de desemprego de longo prazo (TDLP). O primeiro destaque foi a acelerada recuperação do mercado de trabalho representada pela forte expansão da população ocupada e seus efeitos sobre a redução do desemprego.

Jovens - Figueiredo verificou que a TDLP atinge mais o público de jovens entre 17 e 29 anos (cerca de 50% do total) e de pessoas com baixa escolaridade, sendo que quase 90% com escolaridade possuem, no máximo, o ensino médio completo. Ressalta-se, ainda, que as políticas voltadas para o emprego desse grupo de trabalhadores vêm sendo abordadas desde 2019. Em particular, pela Medida Provisória do Contrato Verde e Amarelo (MP 905/2019) e pela Medida Provisória do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) (MP 1.045/2021). “Em ambas, havia elementos voltados a atenuação do desemprego de jovens e trabalhadores de baixa qualificação. Portanto, as ações visavam atingir justamente o público que hoje povoa a TDLP”, comentou. Para Figueiredo, as soluções precisam voltar ao debate público o mais rápido possível. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Leia a íntegra da nota

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

BRDE: Com R$ 4,1 bilhões movimentados no Sul, banco bate recorde de contratações em 2021

brde 31 03 2022Com R$ 4,1 bilhões em contratações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou recorde histórico de financiamentos em 2021. Só as operações do Paraná somam R$ 1,4 bilhão. No ano em que completou seis décadas de existência, o demonstrativo financeiro da instituição aponta a realização de mais de sete mil operações, o que representa um aumento de 61,4% em comparação ao ano anterior.

Ano significativo - “Foi um ano muito significativo para o BRDE, porque atuamos fortemente na economia dos três estados, injetando recursos que garantiram não só o desenvolvimento de grandes empresas, mas também assegurando a permanência de milhares de empreendimentos que enfrentaram a crise junto com a pandemia”, comemorou o presidente do banco, Wilson Bley Lipski.

Recursos próprios - Se garantir a economia em pleno funcionamento é uma das premissas do banco, em 2021 a instituição lançou mão de recursos próprios para minimizar os impactos da pandemia sobre a atividade econômica, o que representa um total de 10,7% das contratações. Além de suprir o crédito emergencial do ano anterior (2020), no ano passado o BRDE obteve recursos adicionais e intensificou suas operações com instituições financeiras para incrementar o microcrédito.

Essência - De acordo com o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, em 2021 o BRDE manteve sua essência em promover o desenvolvimento em todas as áreas. “Prosseguimos com investimentos no agronegócio, na promoção de projetos sustentáveis e de inovação, no estímulo aos empreendimentos da mulher e do jovem e ainda mantivemos a taxa de inadimplência sob controle (atingindo 0,58% em dezembro) e aumentamos as receitas com a recuperação de créditos”, assegurou.

Lucro líquido - O BRDE fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 266,6 milhões, montante 33,8% superior na comparação ao ano anterior. Trata-se do segundo melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica, que inicia em 2001.

Retomada dos investimentos - “Considerando que vivemos em 2021 um cenário econômico ainda com fortes impactos da pandemia, sem dúvida alcançamos um resulto muito expressivo. Buscamos melhorar nossos processos de gestão, oferecer maior agilidade no atendimento dos clientes. O BRDE, sem dúvida, se preparou para auxiliar os diferentes setores e entender as demandas de cada um para a retomada dos investimentos”, afirmou a diretora de Operações, Leany Lemos.

Patrimônio líquido - Além de manter a taxa de inadimplência em 0,58% sobre a carteira (entre as mais baixas de bancos de fomento do País), o BRDE fechou 2021 com novo recorde em termos de patrimônio líquido: R$ 3,4 bilhões (9,6% maior que o ano anterior). “Com isso, tivemos maior capacidade financeira para apoiar o desenvolvimento econômico e social da região Sul que é a nossa principal missão”, disse Leany Lemos, que presidiu o banco até novembro de 2021, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 60 anos de história da instituição.

Setores - Os setores de comércio e serviço representaram cerca de 32,5% dos contratos firmados no BRDE Paraná, enquanto a agropecuária atingiu em torno de 29,5%; a indústria, 20,7%; e infraestrutura, 17,2%. Nos números gerais dos três estados, comércio e serviços reuniram R$ 1,3 bilhão, seguido pela agropecuária (R$ 904,1 milhões) e infraestrutura (R$ 873,6 milhões). A variação percentual mais expressiva foi observada no agronegócio, com 89,8% na comparação com 2020.

Operações contratadas - Em relação ao número de operações contratadas, 53,1% foram direcionadas aos produtores rurais e 44,3% às pequenas e médias empresas, dados que demonstram o sucesso do esforço do BRDE em apoiar os pequenos empreendedores, principalmente em época de dificuldade econômica.

Fontes - Outro dado relevante para os resultados está na ampliação de fontes de recursos com parcerias de fornecedores de créditos nacionais e internacionais. Do total contratado, 59,5% dos recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seguido por aportes internacionais (15,7%), equivalente a R$ 649 milhões, oriundos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Programas - Confira os programas em destaque:

BRDE Labs - No setor de inovação, foram elevados limites por fundos em empresas inovadoras de 1,8% para 2.5%, além do desenvolvimento do programa de aceleração de startups, o BRDE Labs, com soluções para empresas âncoras. Cerca de quatro mil pessoas foram impactadas com o programa por lives, mentorias e treinamentos. No Paraná, o BRDE Labs teve 177 startups inscritas, em parceria com o hub de startups Hotmilk, da PUC-PR. Dezoito delas passaram pela fase de pré-aceleração e nove, pela de aceleração. Em 2022, o tema trabalhado será ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português).

Banco do Agricultor Paranaense - Instrumento criado pelo Governo do Estado do Paraná para auxiliar produtores rurais, cooperativas, associações de produção, comercialização e reciclagem e as agroindústrias familiares, além de projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia e programas destinados à irrigação. Em 2021, o valor contratado totalizou R$ 43,7 milhões, beneficiando 351 agricultores.

Desenvolvimento sustentável - “São linhas de financiamento destinadas ao desenvolvimento sustentável, inovação e tecnologia, a fim de melhorar a competitividade dos produtos do Paraná, por meio de subsídios. Atuam Fomento Paraná, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, cooperativas de crédito e o BRDE, com a finalidade de ajudar no crescimento de pequenos e médios agricultores”, explicou o diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira.

BRDE Empreendedoras do Sul - Entre as novidades de 2021 esteve o programa BRDE Empreendedoras do Sul. Lançado no mês de março, com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com mínimo de 40% de sócias) e produtoras rurais. Agora sem limite de operação, o programa fechou o ano, nos três estados do Su, com a marca de R$ 96,2 milhões em financiamentos, sendo R$ 32,1 milhões no Paraná.

ODS - Em 2021, o BRDE aportou mais de R$ 1 bilhão em projetos que colaboram com os desafios do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, com a participação significativa de investimentos na infraestrutura de produção de alimentos, incluindo projetos das diversas cooperativas que são tradicionalmente clientes do banco. Também financiou R$ 684 milhões, o que representa 20% das operações diretas em 2021, para projetos que contribuíram para os desafios do ODS 12 (produção e consumo sustentáveis: geração de energia por fonte renovável, saneamento, florestas comerciais, manejo e disposição de resíduos sólidos e uso ou reciclagem de resíduos).

Reestruturação - O diretor de Planejamento, Otomar Vivian, destaca a importância do banco ter implementado, em 2021, uma reestruturação de sua matriz de programas e linhas de crédito, tornando a instituição ainda mais aderente à realidade global, aos critérios ESG e à Agenda 2030. “Ao avançarmos nas parcerias com bancos internacionais, ampliamos o nosso compromisso com a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, o BRDE teve um ano de forte atuação diante das demandas de cada setor neste período de retomada da economia, apoiando as pequenas empresas sem descuidar dos setores mais tradicionais da economia”, disse o diretor. (Agência Estadual de Notícias)

Mais informações no site do BRDE.

FOTO: BRDE

 

INOVAÇÃO: Caravana Embrapa FertBrasil percorrerá 48 polos produtivos a partir de abril

inovacao 31 03 2022Foi anunciada nesta quarta-feira (30/03) a programação da Caravana Embrapa FertBrasil, que percorrerá 48 polos produtivos a partir de abril. As datas serão definidas pela coordenação da Caravana, e seguirão as épocas de plantio de cada polo e a logística de deslocamento dos pesquisadores que farão as palestras para técnicos e lideranças rurais. A apresentação teve a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e do presidente da Embrapa, Celso Moretti.

Participação - A apresentação contou com a participação de mais de 300 pessoas, pelo canal da Embrapa no Youtube.

Roteiro - A Caravana vai percorrer mais de 40 cidades de dez macrorregiões brasileiras, com o objetivo de promover o aumento da eficiência de uso dos fertilizantes e insumos no campo e estimular a adoção de novas tecnologias e de boas práticas de manejo de solo, água e plantas. A expectativa é beneficiar mais de 20 mil produtores e oferecer capacitação digital para mais de 10 mil profissionais, com impacto em mais de 70 milhões de hectares de áreas agrícolas. A ação está dentro das medidas de curto e médio prazo do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado neste mês pelo Governo Federal para reduzir a dependência externa por importação de produtos e tecnologias, situação agravada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.

Observatório da Agricultura - Para a ministra Tereza Cristina, em seu último dia como ocupante do cargo, a importância da Caravana para o enfrentamento do atual cenário mundial reforça a oportunidade de agregar informações ao Observatório da Agricultura. “É a chance para aproveitar tantos profissionais percorrendo o país para que tenhamos mais informações que permitam cruzamentos e projeções relacionadas à safra brasileira, insumos e próximos problemas, para que estejamos sempre à frente do que possa acontecer”, disse. A ministra agradeceu a parceria da Embrapa e seus pesquisadores em 3 anos e 3 meses em que esteve à frente do Ministério e que continuará como parceira do agro, movido a ciência, na Câmara dos Deputados.

Importação de fertilizantes - Segundo o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o momento é de dificuldade relacionado à importação de fertilizantes. “Isso gera uma demanda crescente que já vinha aumentando nos últimos tempos, em função da crise energética da China e do aumento do consumo de fertilizantes no Brasil, da ordem de 10%”, comentou. “A Embrapa, com a supervisão do Mapa, então, definiu uma ação de curtíssimo prazo, que estamos iniciando agora no mês de abril para contribuir com ações estratégicas em benefício do agro”, disse. “Estimamos que o aumento de 10% da eficiência do uso de fertilizantes pode resultar numa economia, segundo nossos cálculos, de até 1 bilhão de dólares na próxima safra, em custos diretos ao produtor rural”, completou.

Grupo de Trabalho - Representando o Grupo de Trabalho que construiu o projeto da Caravana FertBrasil, o pesquisador José Carlos Polidoro, da Embrapa Solos, apresentou informações técnicas sobre a ação. “O cenário é uma tempestade perfeita que vem se formando nos últimos 20 anos no Brasil, em que a demanda aumentou 300% no consumo de fertilizantes – o que é bom -, mas a nossa produção nacional de fertilizantes encolheu 30%, nos levando a importar em 2021, 90% dos fertilizantes usados no país”, explicou.

Antecipação - Ele destacou ainda que as medidas não são reações à pandemia da Covid-19, à crise de abastecimento e ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia. “Nós nos antecipamos a isso”, afirmou. Polidoro lembrou ainda que o Plano Nacional de Fertilizantes tem diretrizes e objetivos, metas e ações em que a Caravana poderá ajudar em, pelo menos, cinco objetivos estratégicos.

Sequência - A Caravana vai começar pelo Mato Grosso Sul e por São Paulo. Em seguida, irá para: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Amazônia, Rio de Janeiro e Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia).

Documento orientador - Sobre o conteúdo técnico da Caravana, Polidoro destacou o recém-lançado documento orientador da aptidão agrícola das terras do Brasil e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, ferramentas de uso contínuo e fundamental que mostram como e onde plantar.

Boas práticas - “O grande ponto dessa iniciativa são as boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes. Vamos levar informações sobre as novas metodologias para suprimento de nutrientes, ou seja, o que funciona e o que não funciona para o agricultor investir”, explicou, acrescentando ainda as soluções digitais refinadas que auxiliam o produtor a aumentar a eficiência no campo e as tecnologias sustentáveis.

Parceiras - As parceiras do projeto são Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), Senar, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Rede ILPF.

Presenças - Participaram da reunião o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos; o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa e presidente do Conselho de Administração da Embrapa (Consad), Fernando Camargo; o diretor executivo de Gestão Institucional da Embrapa, Tiago Toledo Ferreira; o presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, Renato Rodrigues; o diretor de projetos estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), da Presidência da República, Bruno Caligaris.

Cidades por onde a Caravana vai passar

Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Três de Maio (RS) e Passo Fundo (RS)

Chapecó (SC), Campos Novos (SC), Canoinhas (SC) e Itajaí (SC)

Mato Grosso do Sul e São Paulo

Dourados (MS), Chapadão do Sul (MS), Assis (SP) e Ribeirão Preto (SP)

Paraná

Londrina, Ponta Grossa, Cascavel e Guarapuava

Minas Gerais

Uberaba, Patos de Minas, Unaí e Passos

Mato Grosso e Rondônia

Sinop (MT), Campo Novo dos Parecis (MT), Primavera do Leste (MT), Querência (MT) e Vilhena (RO)

Goiás e Distrito Federal

Rio Verde (GO), Uruaçu (GO) e PAD-DF

Matopiba

Luís Eduardo Magalhaes, na Bahia; Palmas, Guaraí ou Pedro Afonso, em Tocantins; Uruçuí e Balsas, no Maranhão; e Bom Jesus, no Piauí

Amazônia

Redenção (PA), Paragominas (PA) e Santarém (PA); Boa Vista (RR); e Macapá (AP)

Sealba

Rio Real, na Bahia; Platô de Neópolis, em Sergipe; e Arapiraca e Coruripe, em Alagoas

Rio de Janeiro e Espírito Santo

Nova Friburgo (RJ), Tanguá (RJ),Campo de Goytacazes (RJ) e Domingos Martins (ES)

Aporte financeiro - A Caravana Embrapa FertBrasil já recebeu um aporte financeiro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED), no valor de R$ 1,6 milhão. A Rede ILPF, uma das patrocinadoras da Caravana, confirmou o aporte de R$ 250 mil para apoiar também a realização dos eventos.

Segunda caravana - Esta será a segunda caravana itinerante realizada pela Embrapa. Entre 2013 e 2015, a empresa percorreu também os principais polos produtivos do país para divulgar soluções tecnológicas para controlar a lagarta Helicoverpa armigera, praga exótica que invadiu o território brasileiro causando fortes prejuízos para as principais culturas agrícolas.

Planejamento estratégico - De acordo com o coordenador da Caravana Embrapa FertBrasil, Paulo Galerani, cada polo escolhido terá uma cidade como referência, mas técnicos das cidades vizinhas serão chamadas para participar.

Exemplo - “Por exemplo, Santa Maria, no Rio Grande do Sul, vai abrigar o encontro que vai atingir Santa Maria, Cachoeira do Sul, São Gabriel, Bagé, Dom Pedrito, Rosário do Sul, Alegrete, Quaraí, Uruguaiana, Tapes, Camaquã, Jaguarão, São Lourenço do Sul, Arroio Grande, Torres, Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Tramandaí, Osório, Caçapava do Sul, Encruzilhada do Sul e Piratini", explica Galerani.

Divulgação - Ele também ressalta que as datas das primeiras caravanas serão divulgadas nos próximos dias, quando todo o planejamento e a logística de deslocamento dos pesquisadores estiverem concluídos. E também frisa que, à medida que novos patrocinadores e apoiadores da ação forem definidos e alocarem mais recursos financeiros, novas localidades poderão ser incluídas no decorrer de toda a Caravana, que será realizada até o final de 2022.

Sensibilização - "Nosso objetivo é sensibilizar as lideranças ligadas às cadeias produtivas da agropecuária, além de técnicos, consultores e multiplicadores, para que o Brasil possa superar a crise dos fertilizantes por meio de capacitação e troca de conhecimentos sistematizados entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo, estabelecendo um diálogo da pesquisa com o agronegócio no Brasil, propondo soluções tecnológicas para cada um desses 48 polos agrícolas", explicou Celso Moretti, presidente da Embrapa.

Questões práticas - Segundo ele, a caravana itinerante vai abordar questões práticas e de impacto imediato, que ao serem adotadas poderão, junto com outras iniciativas do Plano Nacional, promover uma economia de até 20% no uso dos fertilizantes no Brasil, já na safra 2022/23.

Sistematização - As estratégias de manejo de solo e água para o uso racional de fertilizantes serão sistematizadas pela Embrapa em módulos de uma palestra padrão adaptada às diversas condições dos biomas brasileiros, que deverão nivelar e customizar as informações para cada uma das regiões produtoras do país. Ao final das apresentações em cada polo produtivo, será realizado um alinhamento das necessidades de conhecimento tecnológico, seguido de um amplo debate sobre os principais problemas encontrados em cada região. Em algumas regiões, será demonstrada a eficiência de algumas das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa por meio de Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica.

Atividades presenciais - As atividades presenciais serão voltadas para técnicos de extensão rural, técnicos de cooperativas, sindicatos e associações rurais, e produtores líderes, pretendendo atingir cerca de 10 mil profissionais, tornando-os multiplicadores das técnicas e orientações repassadas pela equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa e parceiros que integrarão cada Caravana.

Modulação - Após cada passagem da Caravana em uma macrorregião agrícola, a Embrapa modulará digitalmente o conhecimento sistematizado para alimentar um hotsite e contribuir para construção de uma ampla plataforma digital de conhecimento sobre o tema, que poderá ser ofertado a multiplicadores de referência, tais como CNA/SENAR, EMATERs e cooperativas agroindustriais.

Capacitações presenciais - Essa modelagem da Caravana Embrapa FertBrasil vai envolver capacitações presenciais nas diversas regiões produtoras pelo Brasil, mas serão ofertadas também capacitações virtuais, pós-caravana, a produtores, lideranças rurais e técnicos, utilizando o sistema e-Campo da Embrapa ou outras ferramentas de treinamento disponíveis. A empresa está neste momento buscando patrocinadores junto à iniciativa privada e ao setor produtivo para viabilizar esse segundo momento. Interessados em participar da iniciativa podem procurar depd@embrapa.br. (Mapa, com informações da Embrapa)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Paraná e Canadá confirmam interesse em expandir parcerias na agricultura e educação

relacoes externas 31 03 2022O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quarta-feira (30/03) a embaixadora do Canadá no Brasil, Jennifer May, no Palácio Iguaçu. Eles trataram do estreitamento de relações entre o país norte-americano e o Paraná. É a primeira visita da embaixadora ao Estado, mas a relação entre o Estado e o país vem de longa data, já que são tradicionais parceiros em diversas áreas. Um exemplo são os 18 convênios firmados entre sete universidades estaduais paranaenses e o Canadá, sendo Québec a principal parceira há mais de três décadas.

Momento oportuno - Além disso, o encontro ocorreu em um momento oportuno para o aprofundamento da relação entre o Paraná e o Canadá, principalmente em áreas como agricultura e educação. O governador ainda apresentou à embaixadora o potencial do Paraná na indústria automotiva, no turismo, produção de papel e celulose e proteína animal. Também foram abordados temas como as concessões rodoviárias e a Nova Ferroeste.

Intercâmbio internacional - Uma parceria em andamento é o programa de intercâmbio internacional Ganhando o Mundo, criado pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte para oferecer a estudantes do Ensino Médio uma formação em instituições de ensino estrangeiras que tenham curso equivalente ao Ensino Médio no Brasil. Os jovens foram selecionados com base em um ranking de melhores notas entre as escolas estaduais e partiram rumo ao Canadá em fevereiro deste ano.

Oportunidade - “Estamos muito felizes com a oportunidade que vocês deram aos nossos alunos de conhecerem um país de primeiro mundo. Agradecemos pelas famílias deles. É a realização de um sonho para estes jovens”, afirmou o governador. “São os dois países que estão ganhando o mundo com esse projeto”, completou a embaixadora.

Parceria - “Com o trabalho da Secretaria da Educação, em parceria com o Canadá, conseguimos dar a oportunidade para alunos muito humildes, que talvez sozinhos não conseguiriam fazer um intercâmbio”, disse o secretário estadual da Educação, Renato Feder.

Curso - Ainda nesta área da Educação existe, ainda, uma cooperação em curso entre a Fundação Araucária e a agência de pesquisa canadense MITACS, com objetivo de selecionar acadêmicos para um intercâmbio no país.

Agricultura - Outro assunto levantado foi o desdobramento no comércio internacional do conflito entre Rússia e Ucrânia. Muitos estados brasileiros, incluindo o Paraná, buscam fornecedores alternativos de insumos essenciais para o agronegócio. “O Canadá é um grande produtor de fertilizantes, nós somos grandes produtores de alimentos e temos interesse em fazer negócios com o país. A base econômica do Paraná é o agronegócio. Das 10 maiores cooperativas da América Latina, seis estão no Estado'', disse Ratinho Junior.

Aproveitamento - Mais importante que usar fertilizantes na produção agrícola, disse a embaixadora, é saber a melhor forma de aproveitá-los. “Falamos muito sobre fertilizantes, e não apenas em utilizá-los, mas como utilizá-los melhor e como fazer uma agricultura mais orgânica, usando mais tecnologias. E essa é uma das áreas em que, juntos, temos muitas possibilidades. Temos agricultores muito jovens aqui, inovadores, e acho que isso pode trazer benefício para os dois lados”, afirmou.

Investimento - O Estado investiu US$ 908,4 milhões no ano passado com esse insumo. Até fevereiro de 2022, a Rússia enviou ao Paraná 105,14 mil de toneladas em fertilizantes, com predominância do cloreto de potássio.

Relevante - O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ressaltou a importância do encontro. “Esse aspecto do comércio deve ser um tema de aprofundamento, pois é muito relevante. Temos um interesse muito grande porque nós trabalhamos pra isso, não só pra ter um selo na parede, mas vender alimentos”, disse.

OCDE - Ele se refere a um estudo de caso feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que destacou o Paraná como um exemplo mundial no desenvolvimento sustentável, por ter um grande uso de energia renovável, proteção ambiental e redução de desigualdades.

ODS - A pesquisa analisou de que forma o Paraná aderiu e aplicou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) ao longo dos últimos anos. “Como o Estado é um grande produtor de alimentos, produzimos com qualidade, pensando cada vez mais na sustentabilidade”, ressaltou o governador.

Maior produtor e exportador de proteína animal - O governador ainda destacou que o Paraná é o maior produtor e exportador de proteína animal do País, com liderança em avicultura e piscicultura. Também ocupa o segundo posto em relação à carne suína, e mantém a vice-liderança na produção de leite e ovos. Segundo ele, parcerias com outros países vão ajudar a abrir mercados para a carne paranaense e outros produtos de origem animal.

Reconhecimento - Em 2021, o Estado recebeu da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. A entidade também concedeu ao Estado a certificação de zona livre de peste suína clássica independente. A chancela tem potencial para transformar significativamente o patamar de produção da pecuária paranaense.

Concessões - Outro assunto comentado pelo governador durante o encontro foi o maior pacote de concessões rodoviárias do País, que será levado à Bolsa de Valores ainda neste ano. Serão 3,3 mil quilômetros de estradas estaduais e federais, com a previsão de duplicação de 1,7 mil quilômetros. São R$ 44 bilhões de investimentos em obras e mais R$ 35 bilhões que serão destinados à operação e manutenção das rodovias.

Nova Ferroeste - No encontro também foi apresentado o projeto da Nova Ferroeste, que vai conectar Maracaju a Paranaguá. Um ramal entre Foz do Iguaçu e Cascavel possibilitará a interação do modal ferroviário com o Paraguai e a Argentina, num total de 1.304 quilômetros em toda extensão. A previsão de investimento é de R$ 29 bilhões.

Participação - A embaixadora levantou a possibilidade de participação de empresas canadenses no projeto. Além disso, o Embaixador do Brasil no Canadá, Pedro Bório, é paranaense, e tempos atrás esteve em visita ao governador e se colocou à disposição para fomentar parcerias entre o país e o Estado.

Presenças - Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana, o secretário da Comunicação e da Cultura, João Evaristo Debiasi; a superintendente da Cultura, Luciana Casagrande Pereira; os presidentes da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, e da Invest Paraná, Eduardo Bekin; a cônsul-geral do Canadá em São Paulo, Heather Cameron; a vice-cônsul, Pascale Thivierge; o chefe do Escritório Comercial do Canadá em Porto Alegre, Paulo Orlandi; o chefe interino do Erepar, secretário Paulo Fernando Pinheiro Machado; o diretor de Educação da Secretaria da Educação, Roni Miranda; a chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Silvana Avelar; e a assessora Internacional da Fundação Araucária, Eliane Segati. (Agência Estadual de Notícias)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

INFRAESTRUTURA: Área de 6,6 mil metros quadrados do Porto de Paranaguá é leiloada por R$ 30 milhões

 

infraestrutura 31 03 2022O terminal do Porto de Paranaguá destinado à movimentação e armazenagem de carga geral, especialmente açúcar ensacado, foi leiloado nesta quarta-feira (30/03) em pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A empresa FTS Participações Societárias S/A arrematou a área por R$ 30 milhões.

 

Certame - O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e o governador Carlos Massa Ratinho Junior acompanharam o certame em São Paulo, o segundo conduzido pela Portos do Paraná desde que o Estado passou a ter autonomia para administrar contratos de exploração de áreas portuárias.

 

Obrigação - A nova arrendatária assume a área com a obrigação de investir o valor mínimo de R$ 4,17 milhões ao longo de 10 anos, além de efetuar os pagamentos mensais pela ocupação. A área denominada PAR32 tem aproximadamente 6,6 mil metros quadrados, já com estrutura de armazéns (6A e 6B), e está localizada na área primária (cais) do porto paranaense.

 

Primeiro - Ratinho Junior destacou que este foi o primeiro leilão de 2022 da infraestrutura paranaense, já que o Estado deve levar ainda neste ano à B3 as novas concessões rodoviárias, a Nova Ferroeste e os pátios do Detran, além de outras áreas portuárias. “Com grande apoio do Ministério da Infraestrutura, trabalhamos para transformar o Paraná na Central Logística da América do Sul, com a modernização de todos os modais logísticos”, disse.

 

Surpresa positiva - “Os leilões que participamos aqui na B3, especialmente dos portos, têm sempre surpreendido de forma positiva, com ágios superiores ao programado. Isso é fruto do trabalho de gestão e modernização e demonstra a confiança do setor empresarial na força da economia e paranaense”, afirmou. “A empresa que arrematou esse importante terminal do Porto de Paranaguá terá a oportunidade de investir no porto mais eficiente e sustentável do Brasil, que bate recordes de movimentação de cargas a cada ano e é uma grande referência para o Brasil”.

 

Outras áreas - O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explicou que a empresa prevê ainda o arredamento de outras quatro áreas do Porto de Paranaguá, voltadas principalmente para a armazenagem e movimentação de granéis sólidos. “Este é somente o primeiro leilão do ano, temos ainda outras áreas que serão arrendadas para dar continuidade ao desenvolvimento e modernização dos portos do Paraná”, disse.

 

Pregão - O leilão foi por maior outorga e partiu de um lance mínimo de R$ 1, iniciando com duas propostas aptas: da FTS Participações Societárias S/A, com lance inicial de R$ 21,85 milhões; e da Teapar – Terminais Portuários de Paranaguá, que ofertou R$ 1 milhão.

 

Oferta - No viva voz, a Teapar ofertou R$ 25 milhões pela área, valor coberto pelo lance de R$ 30 milhões da FTS Participações. O grupo já opera em Paranaguá e Antonina, e a nova área vai expandir as atividades de carga no terminal. “Vamos aumentar o portfólio de serviços para os clientes e também nossa competitividade no mercado”, explicou o diretor Institucional do Grupo FTS, Alex Sandro de Ávila.

 

Outros portos - No mesmo pregão, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) promoveu o leilão de áreas dos portos de Santos, em São Paulo, e de Suape, em Pernambuco. Juntos, os três terminais preveem R$ 950 milhões em modernizações.

 

Maior lance - “O Porto de Paranaguá recebeu o maior lance entre os três terminais do leilão. Mesmo com um porto importante como o de Santos, o Paraná foi o mais atrativo para os investidores”, salientou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “A cada batida de martelo representa o avanço dos portos do Paraná e da infraestrutura do Estado”.

 

Autonomia - Em dezembro de 2020, o Paraná foi o primeiro Estado brasileiro a conceder um terminal portuário por decisão própria, depois de receber autonomia para administrar os contratos de exploração de áreas. À época, o terminal PAR12, de 74,1 mil metros quadrados de área e capacidade estática para 4 mil veículos e armazenagem anual de 120 mil veículos, foi leiloado por R$ 25 milhões para a Ascensus Gestão e Participações, representada no certame pela corretora do Itaú.

 

Avanço - A Portos do Paraná avança com o processo de arrendamento de outras quatro áreas no Porto de Paranaguá. Na última quinta-feira (24/03), foi realizada a audiência pública da PAR09. A área de cerca de 24 mil metros quadrados, a Oeste do Porto de Paranaguá, é voltada para movimentação de granéis sólidos vegetais, com investimentos previstos na ordem de R$ 492,6 milhões.

 

Expectativa - Neste ano, a expectativa é licitar outras duas áreas de armazenagem e movimentação de granéis sólidos vegetais. A PAR14, de 61.450 metros quadrados, e PAR15, com 37.431 metros quadrados preveem investimento de cerca de R$ 1,2 bilhão e R$ 656,8 milhões, respectivamente.

 

Estudos - Os estudos já foram elaborados e estão em fase de consulta às autoridades competentes, para serem posteriormente enviados à Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) para a abertura de audiência e consulta pública.

 

Prioridade nacional - Além dos processos já em andamento, uma nova área no Porto de Paranaguá já foi qualificada como prioridade nacional pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal. A PAR03 tem 38 mil metros quadrados e será destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais, principalmente fertilizantes.

 

Espaço - O espaço engloba o pátio (greenfield) cercado, localizado em frente à sede administrativa da Portos do Paraná, e o Terminal Público de Fertilizantes (Tefer), de 6 mil metros quadrados. O levantamento preliminar aponta a necessidade de investimentos mínimos de R$ 233 milhões, valor que pode variar de acordo com os estudos. (Agência Estadual de Notícias)

 

FOTO: Claudio Neves / Portos do Paraná

 

ECONOMIA: Governo Central tem déficit primário de R$ 20,62 bi em fevereiro

economia 31 03 2022Depois do superávit recorde em janeiro, as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) voltaram a ficar negativas em fevereiro. No mês passado, o déficit primário ficou em R$ 20,619 bilhões.

Inferior - O déficit é 3,4% inferior ao de fevereiro do ano passado, quando o resultado tinha ficado negativo em R$ 21,339 bilhões. O resultado veio levemente melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 21,743 bilhões no mês passado.

Diferença - O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do déficit primário em fevereiro, o Governo Central acumula superávit recorde de R$ 55,956 bilhões nos dois primeiros meses do ano. Isso foi garantido pelo resultado positivo de R$ 76,539 bilhões em janeiro.

LDO - A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. Na semana passada, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas reduziu a estimativa de déficit para R$ 66,9 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.

Arrecadação atípica - O resultado de fevereiro deste ano decorreu porque as receitas continuaram a crescer em ritmo maior que as despesas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 22,4% em relação a fevereiro do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou em 10,7% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais cresceram 17,7% em valores nominais e 6,5% acima do IPCA na mesma comparação.

Fatores - No mês passado, três fatores impulsionaram o crescimento das receitas. O primeiro foi a arrecadação recorde registrada em fevereiro, antes do anúncio das desonerações para combustíveis e para produtos industrializados anunciadas pelo governo. Os outros dois fatores não estão relacionados com a arrecadação de tributos. No mês passado, ocorreu o pagamento de R$ 11,35 bilhões em concessões de infraestrutura de leiloadas ao longo de 2021. Além disso, o pagamento de royalties ajudou os cofres federais.

Royalties de petróleo - As receitas com royalties de petróleo cresceram R$ 1,6 bilhão (+38,7%) acima do IPCA em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, por causa da valorização do combustível no mercado internacional. Atualmente, a cotação do barril internacional está no maior nível em 14 anos por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Despesas - Do lado das despesas, aumentaram os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo, que subiram R$ 3,9 bilhões (+28,4%) acima da inflação em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado do ano, o aumento chega a R$ 9,6 bilhões (+39,4%) acima do IPCA. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil.

Funcionalismo federal - Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 8,1% no acumulado do ano descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social recuaram 0,8%, também considerando a inflação, por causa da reforma aprovada em 2019.

Investimentos - Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 3,08 bilhões nos dois primeiros meses do ano, alta de 52,5% em relação ao mesmo período de 2021, descontada a inflação pelo IPCA. A alta ocorre perante uma base fraca de comparação. No ano passado, o Orçamento foi sancionado apenas em abril, e os investimentos no primeiro quadrimestre foram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores). (Agência Brasil)

FOTO: Valter Campanato / Agência Brasil

 

CÂMBIO: Dólar sobe para R$ 4,78 após aumento de ataques russos

 

cambio 31 03 2022O agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia e a proximidade do fim de trimestre provocaram nervosismo no mercado financeiro nesta quarta-feira (30/03). O dólar aproximou-se de R$ 4,80, após iniciar o dia em baixa. A bolsa de valores resistiu ao mercado internacional e fechou em leve alta, com apoio de empresas de commodities (bens primários com cotação internacional).

 

Cotação - O dólar comercial encerrou esta quarta-feira vendido a R$ 4,78, com alta de R$ 0,029 (+0,62%). Após operar em queda durante quase toda a manhã, a cotação disparou à tarde, pressionada pela guerra e pela compra de dólares por grandes empresas que querem fechar o caixa no fim de trimestre.

 

Queda acumulada - Mesmo com a alta desta quarta, a divisa acumula queda de 7,15% em março. Em 2022, o recuo chega a 14,15%.

 

Ações - O mercado de ações resistiu mais às pressões externas. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 120.260 pontos, com alta de 0,2%. Pressionado pela queda nas bolsas norte-americanas, o indicador alternou altas e baixas ao longo do dia, mas encerrou em leve alta apoiado pelas ações da Petrobras, os papéis mais negociados, e de mineradoras.

 

Divisas -  O avanço do preço das commodities decorrente da guerra entre Rússia e Ucrânia tem garantido a entrada de divisas em países latino-americanos, segurando a fuga de capitais em dias de maior tensão, como hoje. Os juros altos, como a taxa Selic a 11,75% ao ano, também ajudam a manter recursos financeiros no Brasil.

 

Ataques - Nesta quarta-feira, a Rússia intensificou os ataques em diversos pontos da Ucrânia, apesar da promessa feita na terça-feira (29/03) de que o país diminuiria as incursões para concentrar-se na defesa de regiões separatistas do leste ucraniano. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Brasil registra 33.937 novos casos e 263 mortes em 24 horas

As autoridades de saúde registraram 33.937 novos casos de covid-19 em 24 horas. No mesmo período, as mortes em decorrência de complicações associadas à doença somaram 263.

Total - Com as novas estatísticas, a quantidade de brasileiros contaminados com o novo coronavírus desde o início da pandemia atingiu 29.916.334.

Casos - O número de casos de covid-19 em acompanhamento está em 577.270. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta e nem resultaram em óbito. O total de pessoas que não resistiram à covid-19 chegou a 659.504.

Investigação - Ainda há 3.071 mortes em investigação. As mortes em investigação ocorrem pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demandar exames e procedimentos posteriores.

Recuperadas - Até esta quarta-feira, 28.679.560 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 95,9% dos infectados desde o início da pandemia.

Balanço diário- Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (30/03). Nele, são consolidadas as informações enviadas por secretarias municipais e estaduais de saúde sobre casos e mortes associados à covid-19.

Números - Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras e nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois de feriados, em geral há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.

Estados - Segundo o balanço do Ministério da Saúde, entre os estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (167.302), Rio de Janeiro (72.792), Minas Gerais (60.803), Paraná (42.923) e Rio Grande do Sul (39.036).

Menos óbitos - Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.992), Amapá (2.124), Roraima (2.145), Tocantins (4.143) e Sergipe (6.315).

Vacinação - Até esta quarta-feira, foram aplicadas 395,1 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo 172,7 milhões com a 1ª dose e 150,5 milhões com a 2ª dose. Outros 4,78 milhões tomaram a dose única. Já 66,9 milhões de brasileiros receberam a dose de reforço e outros 2,78 a dose adicional, também conhecida como 4ª dose. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Secretaria divulga mais 2.203 casos e 18 óbitos pela Covid-19

saude II 31 03 2022A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta-feira (30) mais 2.203 casos confirmados e 18 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.402.205 casos confirmados e 42.690 mortos pela doença.

Meses - Os casos são de março (1.149), fevereiro (618) e janeiro (387) de 2022; dezembro (10), julho (4), junho (4), maio (1), março (3), fevereiro (4) e janeiro (1) de 2021; e dezembro (20), setembro (1) e julho (1) de 2020. Os óbitos são de março (13) e fevereiro (3) de 2022 e novembro (1) e abril (1) de 2021.

Internados - 58 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (26 em UTIs e 32 em leitos clínicos/enfermaria) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 359 pacientes internados, 181 em leitos de UTI e 178 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 18 pacientes. São seis mulheres e 12 homens, com idades que variam entre 12 e 91 anos. Os óbitos ocorreram entre 16 de abril de 2021 e 30 de março de 2022.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (2), Tomazina, Toledo, Rolândia, Ponta Grossa, Pinhais, Maringá, Loanda, Jaguariaíva, Guarapuava, Cornélio Procópio, Catanduvas, Cascavel, Candói, Araucária, Apucarana e Almirante Tamandaré.

Fora do Paraná - O monitoramento da Sesa registra 10.774 casos de residentes de fora do Estado, 233 pessoas foram a óbito. (Agência Estadual de Notícias)

Confira o informe completo clicando AQUI.

Confira o relatório de ajustes e exclusões clicando AQUI.

 

SAÚDE III: OMS estabelece plano para saída de fase emergencial da pandemia

 

oms 31 03 2022A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira (30/03) um plano atualizado para a covid-19, estabelecendo importantes estratégias que, se implementadas em 2022, permitirão que o mundo saia da fase emergencial da pandemia. O plano inclui três cenários possíveis para como o vírus pode evoluir no próximo ano.

 

Mais provável - "De acordo com o que sabemos agora, o cenário mais provável é que o vírus da covid-19 continue evoluindo, mas a gravidade da doença que ele causa irá reduzir com o tempo enquanto a imunidade aumenta por conta da vacinação e das infecções", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante um briefing.

 

Modelo de trabalho - Nesse cenário base, que serve como modelo de trabalho para a OMS, o vírus causa menos surtos graves, com altas periódicas em números de transmissão com a redução da imunidade. As doses de reforço podem ser necessárias para os que estão em maior risco. O vírus pode certamente entrar em um padrão sazonal, com picos nos meses mais frios, assim como a influenza.

 

Melhor cenário - No melhor cenário da OMS, as variantes futuras seriam "significativamente menos graves", e a proteção de doenças graves seria de longa duração, sem a necessidade de doses futuras de reforço ou mudanças significativas nas vacinas atuais.

 

Pior cenário - No pior cenário, o vírus se transforma em uma ameaça nova, altamente transmissível e mortal. Nesse cenário, as vacinas seriam menos eficientes e a imunidade para doenças severas e morte cairia rapidamente, o que exigiria mudanças significativas nas atuais vacinas e uma campanha ampla de doses de imunidade para grupos mais vulneráveis.

 

Vigilância - Para ajudar a sair da fase emergencial, a OMS pediu que países mantenham ou aumentem suas capacidades de vigilância em relação ao vírus, para assim estarem atentos a sinais iniciais sobre mudanças no vírus. A entidade também pediu o melhoramento das habilidades de detecção da covid longa, para rastrear e reduzir consequências de longo prazo após o fim da pandemia. (Reuters / Agência Brasil)

 

SAÚDE IV: Com redução dos casos, Estado declara fim da epidemia de H3N2

A Secretaria de Estado da Saúde suspendeu a situação de epidemia da Influenza A H3N2, declarada no dia 12 de janeiro deste ano, após o aumento no número de casos e óbitos que ocorreu fora do período sazonal. A decisão foi tomada pela diminuição progressiva no número de casos e óbitos da doença no Paraná nesta quarta-feira (30/03).

Aglomerações - Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, houve um grande número de aglomerações no final de 2021 e, com isso, a transmissão do vírus se intensificou. “Foi uma epidemia junto com a pandemia, o alerta foi inevitável para conter a transmissão. Com a diminuição dos casos e a chegada da nova vacina da gripe, que combate o vírus, o cenário tende a melhorar”, disse.

Sazonal - Quando foi decretada a epidemia sazonal, o Estado registrava 832 casos e 12 mortes, número maior do que o habitual para a época do ano, já que era verão. Dos 399 municípios, 144 tinham, pelo menos, um caso da doença.

Óbitos - A Sesa confirmou nesta terça-feira (29/03) mais três óbitos e 11 novos casos de H3N2 (um tipo do vírus Influenza A (H3). Agora, o Paraná soma 2.123 casos e 118 mortes pela doença (veja o boletim).

Mais - Os novos óbitos foram registrados nos municípios de Cascavel, Curitiba e Londrina. Tratam-se de dois homens de 87 e 92 anos e uma mulher de 79 anos, respectivamente. Os pacientes estavam internados, possuíam comorbidades e não tomaram a vacina contra a Influenza no ano passado. Os dados foram coletados por meio do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

Vacina - Na próxima semana vai começar a 24ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza no período de 04 de abril a 03 de junho de 2022, sendo o dia D de mobilização social, 30 de abril. A partir do dia “D”, a vacinação das crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) passará a ser contemplada.

Nova versão - A nova versão da vacina da influenza, que será distribuída, é trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2 (Darwin) e a cepa B, e é produzida pelo Instituto Butantan. A vacina é uma das melhores formas de prevenção da doença, meio para evitar uma nova epidemia pelo vírus Influenza.

Chegada - “As vacinas já estão chegando aos municípios para o início da campanha, na próxima segunda-feira. Idosos e profissionais de saúde serão os primeiros e depois vamos continuar com os grupos prioritários. Queremos nossa população protegida contra esse vírus”, disse o secretário.

Epidemia - A transmissão dos vírus da Influenza ocorre com maior frequência durante os meses mais frios, no outono e inverno, podendo ter circulação em outras épocas do ano, devido às diferenças geográficas e climáticas. De acordo com o Ministério da Saúde, o termo epidemia é utilizado quando ocorre um aumento no número de casos de uma doença em uma larga área geográfica. (Agência Estadual de Notícias)


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