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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5375 | 02 de Agosto de 2022

WITMARSUM: Cooperativa e Colônia celebram sete décadas de história

No final de semana foram realizadas as festividades em comemoração aos 71 anos da Colônia Witmarsum e 70 anos da cooperativa, em Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais. A abertura oficial ocorreu no sábado (30/07) pela manhã e contou com as presenças do presidente da cooperativa Artur Sawatzky, do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, do presidente da Agepar, Reinhold Stephanes, do presidente da Codapar, Otamir Martins, que representou o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, do deputado estadual Élio Rusch, do prefeito de Palmeira, Sérgio Belich, demais autoridades e convidados.

Colônia - Fundada em 07 de junho de 1951, a Colônia Witmarsum tem seus alicerces em três palavras fé, força e determinação. O local tornou-se lar de imigrantes alemães-russos, após a compra da sede da antiga Fazenda Cancela, casa de madeira em estilo polonês que hoje abriga o Museu. A comunidade prosperou pela vivência em cooperativa e por conta da união de seus membros, que remigraram da cidade de Witmarsum, mo Estado de Santa Catarina. Os menonitas da Colônia Witmarsum pertencem ao grupo dos alemães-russos, que tem sua origem na Frísia, no norte da atual Holanda e Alemanha. A colônia completou 70 anos no ano passado. Mas, por conta da pandemia, a comunidade não conseguiu festejar a data como desejava. Por isso, a festa representou um momento de agradecimento pela trajetória de sucesso. Foi também uma oportunidade de celebrar o que em 1951 era apenas o sonho de algumas famílias e hoje é a realização de toda uma comunidade, que tem orgulho de sua história.

Cooperativa - Já a Cooperativa Agroindustrial Witmarsum foi fundada no dia 28 de outubro de 1952. Hoje se destaca entre as mais importantes bacias leiteiras do Paraná. Com reconhecimento nacional e estadual e premiações, como a Expolac e o Prêmio Bom Gourmet. Hoje, a cooperativa comercializa mensalmente 150 mil litros de leite envasado e outros 400 mil litros que se transformam em cerca de 30 toneladas de queijo, divididos em 11 tipos diferentes e com receitas de origem europeia, tais como Brie, Camembert, Emmental e Raclette. Seus queijos foram os primeiros no país a receber o selo de indicação geográfica. Possui 592 cooperados e 178 funcionários. Também recebe de seus cooperados grãos, como soja, trigo e canola, os quais são armazenados, secados e prontos para comercialização. São vendidos para diversas empresas do setor agrícola, nacionais e multinacionais, seja para beneficiamento e transformação em inúmeros produtos ou para exportação. Já o milho produzido é destinado para a fábrica de rações.

Intercooperação - As lideranças da cooperativa sempre tiveram como foco de crescimento a intercooperação. Ao longo de suas sete décadas de história, foram várias as parcerias realizadas com cooperativas paranaenses. Segundo Artur Sawatzky, “foram nos momentos de maiores dificuldades da Witmarsum que outras cooperativas estenderam a mão e nos ajudaram a sair da crise. Destaco a Frimesa, Castrolanda, Frísia e Agrária que, através da intercooperação, fizeram toda a diferença”, lembrou.

Cooperante - “Atualmente somos conhecidos e reconhecidos pela alta qualidade de nossos produtos, derivados do leite, especialmente os queijos finos aqui industrializados. Hoje estamos lançando aqui dois novos queijos no nosso portfólio de produtos, atendendo às demandas dos consumidores.Também estamos iniciando uma nova e importante intercooperação com a cooperativa de Campo do Tenente, a Cooperante, na produção do suco de uva integral Witmarsum, com todo apoio do Sistema Ocepar. Abrindo assim, mais uma alternativa de diversificação nas propriedades com a produção de uva de mesa”, destacou Sawatzky.

DiversificaçãoNa opinião do presidente da Cooperante, Guilherme Grein, a parceria com a Witmarsum no suco de uva tem boas perspectivas no varejo, o que ajuda a impulsionar o Programa de Viticultura da cooperativa. “Nosso objetivo essencial é manter os produtores na propriedade, gerando mais renda e alternativas de diversificação, pois muitos atuam em pequenas áreas, de cinco a dez hectares. Algumas das famílias que fazem parte do Programa, estão produzindo fumo, e a uva passou a ser uma boa e saudável alternativa para que eles realizem uma migração gradual de culturas”, explica.

AliançasSegundo Grein, a aproximação com a Witmarsum foi iniciada através de um estudo acadêmico por colaboradores do Sistema Ocepar, em 2018, que buscou incentivar alianças estratégicas de intercooperação entre oito cooperativas da região Centro-Sul do Paraná. “Passamos a trabalhar de forma unilateral com a Witmarsum, cooperativa reconhecida por sua seriedade e credibilidade. E trabalhamos em atributos relacionados à marca e presença no varejo”, relata. “Naquele momento, nosso Programa de Viticultura estava em andamento e um dos grandes desafios que antevíamos era colocar um produto no varejo, já que o suco que projetávamos fazer seria de alta qualidade. Como então colocá-lo no mercado sem ter uma marca tradicional e reconhecida pelos consumidores? A resposta veio por meio da intercooperação entre as cooperativas e que hoje se torna realidade”, ressalta.

Cooperativismo - Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a trajetória da cooperativa Witmarsum, nesses 70 anos de história é muito bem representada pelas três palavras do seu slogan aqui: fé, força e determinação. “Se não houvesse essas três características, os problemas que foram tantos nessas sete décadas, poderiam fazer com eles desistissem e provavelmente não estaríamos aqui comemorando 70 anos de história. Se o cooperativismo paranaense é hoje referência, isso se deve em boa parte aos imigrantes que para cá vieram e fundaram colônias e cooperativas pujantes. Trouxeram na bagagem, lá da Europa, a filosofia, os princípios do cooperativismo que atualmente praticamos. Portanto, somos muito gratos a todos vocês que ajudaram a construir esta colônia e esta cooperativa e desejamos vida longa”, destacou.

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DIREITO COOPERATIVO: Seminário da Região Sul vai debater os 10 anos do Código Florestal, LGPD, entre outros temas, dias 25 e 26 de agosto

As Organizações Estaduais das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Santa Catarina (Ocesc) e Rio Grande do Sul (Ocergs) promovem, nos dias 25 e 26 de agosto, em Florianópolis (SC), o Seminário de Direito Cooperativo da Região Sul. Desta vez, o Sistema Ocesc será o anfitrião do evento. O primeiro dia será dedicado a debater os 10 anos do Código Florestal Brasileiro, enfocando a corresponsabilidade entre cooperativas e cooperados nas áreas ambiental, fiscal e trabalhista, com Leonardo Papp, e “Liquidação e recuperação de cooperativas”, com Gustavo Diniz.

Segundo dia - A programação do dia seguinte inicia com a participação de Cristian Groff, que irá falar sobre o tema “Sistema OCB: LGPD e a função do DPO na cooperativa”. Na sequência, Ana Paula Andrade dos Santos apresentará o site institucional da LGPD. Já Fabiano Jantalia discorrerá a respeito da “Utilização do Fates, critérios e segurança jurídica” e Rodrigo Forcenette tratará de “LC 160/2017 – Classificação dos benefícios de ICMS como subvenção para investimento e posicionamento da Receita Federal do Brasil.”

Sobre os palestrantes - Leonardo Papp é advogado, com atuação nas áreas de meio ambiente, negócios imobiliários e patrimônio. Também é doutor em Direito Econômico e Socioambiental pela PUCPR, e professor de Direito Ambiental e de Direito Imobiliário (CatólicaSC). Gustavo Diniz é professor associado de Direito Comercial da USP-FDRP, doutor e livre docente em Direito Comercial pela USP. Possui mestrado pela Unesp, é parecerista, árbitro e advogado. Cristhian Groff é advogado com ampla experiência em consultivo e contencioso judicial na área de Direito Cível Empresarial e Direito Digital. Ana Paula Andrade Ramos é assessora jurídica da Organização das Cooperativa Brasileiras (OCB). Fabiano Jantalia é doutor e mestre em Direito pela UnB; possui MBA em Finanças pela FGV, é especialista em Direito do Estado pela UERJ e bacharel em Direito pela UERJ. Rodrigo Forcenette é mestre em Direito Tributário pela PUC/SP, coordenador adjunto do Curso de Direito da Unip, professor de pós-graduação, autor de livros e artigos.

Inscrições - Clique aqui para obter mais detalhes sobre a programação do evento e efetivar as inscrições. Os organizadores orientam os participantes das outras regiões a se cadastrarem como Sescoop/SC no momento de se inscrever.

 

direito cooperativo folder 26 07 2022

GETEC: Informe nº 21 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 02 08 2022A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (01/08), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2022, 2023 e 2024.

Clique aqui para conferir na íntegra o Informe Expectativas de Mercado da Getec

 

FRENCOOP I: Aprovada urgência para projeto que cria política de incentivo à pecuária leiteira

legislativo 02 08 2022A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (01/08) requerimento de urgência para o Projeto de Lei 207/22, da deputada Aline Sleutjes (Pros-PR), que cria a Política Nacional de Apoio e Incentivo à Pecuária Leiteira. Com isso, a proposta poderá ser votada diretamente pelo Plenário sem precisar passar antes pelas comissões permanentes.

Objetivo - O objetivo da política de incentivo é aumentar a produtividade, ampliar o mercado e elevar o padrão de qualidade do leite brasileiro. O estímulo envolve não apenas a produção, como também o transporte, a industrialização e a comercialização do produto.

Proibição - A proposta proíbe a empresa de beneficiamento e comércio de laticínios de pagar a produtores de leite menos do que o preço médio praticado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O prazo máximo para pagamento ao fornecedor não poderá exceder 15 dias contados do fechamento do mês, com pena de pagamento de multa de 2% por dia excedente.

Obrigatório - As empresas também serão obrigadas a firmar contrato com os produtores para fornecimento e aquisição de leite. Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato deverá avisar a outra com a antecedência mínima de 60 dias.

Isenção - Entre as diretrizes da política está a isenção de PIS/Cofins do milho e da soja usados na produção de ração para bovinos. A proposta também prevê a oferta de linhas de crédito e financiamento, ações de proteção fitossanitária, fomento à pesquisa e ao desenvolvimento genético, entre outras iniciativas.

Prioridade - Agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais, envolvidos na cadeia produtiva do leite e cooperativas terão prioridade de acesso ao crédito e financiamento. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Elaine Menke / Câmara do Deputados

 

FRENCOOP II: País reduzirá dependência de insumos internacionais, diz Tereza Cristina

frencoop 02 08 2022A falta de insumos para o plantio da safra é um anseio que permeia os produtores rurais cooperados. A guerra entre Rússia e Ucrânia trouxe a percepção sobre a necessidade de se incentivar a produção nacional de fertilizantes e de defensivos agrícolas. Os bioinsumos, por sua vez, são fontes inesgotáveis de sustentabilidade e inovação. Segundo o coordenador nacional do Ramo Agro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Luiz Roberto Baggio, há condições naturais para que o país seja independente na produção nacional de fertilizantes.

Condições - “Temos condições de produzir aqui no Brasil a maior parte destes insumos e em um maior volume. Então, precisamos nos atentar para isso e compor políticas públicas no que diz respeito aos nossos suprimentos agrícolas. Eu não diria 100%, mas pelo menos uma parte importante, em torno de 40% a 60%, para dar nivelamento de preço com o mercado internacional. A agricultura brasileira hoje é dependente e ela precisa ter essa condição de trazer solução dentro do mercado interno para produção nacional de fertilizantes. Assim não ficaremos reféns de grandes grupos multinacionais que dominam esse mercado”, alerta Baggio.

Lançamento - Durante sua gestão à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a deputada Tereza Cristina (MS) lançou, entre outras ações, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), previsto no Decreto 10.991/22. A intenção do plano é tornar o Brasil autossuficiente na produção de insumos e, segundo a parlamentar, servirá como um guia para que o país siga buscando alternativas renováveis e explorando sua capacidade sustentável.

Quarto consumidor - “Somos o quarto consumidor global de fertilizantes. Cerca de 80% do que é utilizado em nossa produção vem de fora e, desse total, 25% é de origem russa. Diante desta guerra, pensamos em inserir uma política moderna de inovação tecnológica que garantirá economia de bilhões e ao mesmo tempo fortalecer a eficiência e a sustentabilidade de nossa agropecuária. Devemos ainda, aumentar o intercâmbio de informações com os mercados agrícolas internacionais para sermos cada vez mais competitivos”, afirma.

O Plano - Com objetivos estratégicos de curto, médio e longo prazo, o Plano Nacional de Fertilizantes pretende, até 2050, trazer a independência e melhorar o desenvolvimento do agronegócio. Entre a diretrizes para a efetivação do plano estão: a modernização, ampliação e reativação dos projetos de fertilizantes que já existem no país; a melhoria do ambiente de negócios com objetivo de atrair investimentos para o setor; a promoção de vantagens competitivas para o país dentro da cadeia de produção mundial de fertilizantes; a ampliação de investimentos em atividades de pesquisas, desenvolvimento e inovação; a melhoria no processo de distribuição dos fertilizantes e insumos; e a adequação da infraestrutura para integrar os polos logísticos e viabilizar novos empreendimentos. (Sistema OCB)

FOTO: Reila Maria / Agência Câmara de Notícias

 

FRENCOOP III: Lei do Licenciamento Ambiental promete destravar obras no país

frencoop II 02 08 2022Após duas décadas de discussão no Congresso Nacional, o Projeto de Lei do Marco Legal do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021) aguarda votação no Senado Federal. A matéria tramita na Comissão de Agricultura (CRA) e na Comissão de Meio Ambiente (CMA) da Casa.

Pronto para votação - Diretor da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o deputado Zé Vitor (MG) destaca que o projeto de lei está maduro e pronto para votação. Segundo ele, a proposta foi muito bem conduzida na Câmara dos Deputados. “O licenciamento não permite que cada um faça o que quiser e como quiser. Enfrentamos o debate com a verdade porque queremos um Brasil que dê certo, menos burocrático”, afirma.

Marco legal - Entre outras medidas, a proposta cria um marco legal que unifica as diversas normas sobre o licenciamento e estabelece uma plataforma comum a todos os entes da Federação (estados e municípios) para ordenar o processo, garantir segurança jurídica e evitar excessos e ineficiência. Hoje, no Brasil, não há legislação federal que regulamente o assunto. O tema é tratado por leis estaduais, municipais e resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Muitas vezes, essas normas são consideradas confusas, contraditórias e desatualizadas.

Amplo - Zé Vitor lembra que o projeto é amplo e afeta todas as áreas em atividade no país. “Não é só para o setor agropecuário. Embora a gente tenha promovido um grande e intenso debate nesse sentido, a legislação é abrangente e cobre todos os aspectos e setores produtivos”.

Legislação a favor - Para ele, o resultado é uma legislação a favor, tanto de quem quer empreender quanto do meio ambiente. “São mais de R$ 130 bilhões em empreendimentos que dependem de licenciamento, que será célere, mas continuará criterioso. Vai ajudar no saneamento, na reciclagem do lixo, nos aterros sanitários, na agricultura e, inclusive, desenvolvimento do setor cooperativista do país que é um grande gerador de empregos e renda”, destaca.

Racionalização - Segundo o parlamentar, a proposta racionaliza o processo de licenciamento sem flexibilizar as questões de preservação. “Não há um ponto sequer que permita ou estimule o desmatamento ilegal, por exemplo. O que se busca é permitir que o Brasil avance, que a legislação ambiental seja aprimorada. O projeto interessa a cada brasileiro”, complementa.

Análise de risco - O projeto prevê a necessidade de análise de risco, que obriga à autoridade licenciadora a avaliação da exposição de pessoas e do meio ambiente aos cenários identificados, além de analisar a capacidade de resposta aos cenários delimitados no plano de gestão de risco.

Lei - Consultor ambiental do Sistema OCB, Leonardo Papp ressalta que o texto está de acordo com a Lei Complementar vigente (LC 140/2011) e é tão importante quanto o Código Florestal ao dizer o que pode ou não pode ser feito dentro de uma propriedade rural, por exemplo. “O Licenciamento Ambiental é um dos principais instrumentos da política de proteção do meio ambiente no Brasil, mas ainda não possui uma regulamentação nacional”.

Uniformidade - Segundo Papp, falta uniformidade das regras para gerar segurança jurídica tanto para quem produz alimento quanto para quem está no poder público. “Com o passar do tempo, cada estado foi regulamentando o licenciamento de acordo suas próprias particularidades. O projeto de lei traz avanço ao padronizar as regras no país inteiro e ao mesmo tempo oferecer a flexibilidade necessária para tratar de maneira diferente atividades e empreendimentos de acordo com suas particularidades”, explica. (Sistema OCB)

FOTO: Gustavo Sales / Agência Câmara de Notícias

 

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Cooperativa realiza primeiro Summit de Governança

A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP promoveu, no último sábado (30/07), a primeira edição do Summit de Governança. O evento aconteceu na sede da Sociedade Rural, em Pato Branco (PR), e reuniu coordenadores de núcleo de municípios de toda a área de atuação da cooperativa, assim como os diretores, os gerentes regionais, o vice-presidente, Orlei Roncaglio, e o presidente Clemente Renosto.

Alinhamento e formação - O objetivo do summit foi promover ações de alinhamento e formação para os coordenadores, assim como realizar a prestação de contas das ações do primeiro semestre de 2022. Os coordenadores de núcleo são os representantes dos associados junto à cooperativa.

Apresentação - Além da prestação de contas, a programação contou com uma apresentação sobre o sistema Sicredi e a cooperativa, sobre o projeto de desenvolvimento Jornada Pelo Propósito, os projetos de responsabilidade social mantidos pela cooperativa, entre outras ações.

Potenciais - Os coordenadores participaram ainda de atividades de integração, enquetes, e de mesas de trabalho onde puderam analisar os potenciais da cooperativa, sugerir melhorias e propor projetos.

Cenário econômico - Pela manhã, o grupo acompanhou uma palestra com a consultora financeira Myrian Lund, que apresentou um panorama sobre os cenários econômicos nacional e internacional. À tarde, o grupo acompanhou a apresentação de Marco Zanquetta, palestrante que utiliza truques de mágica como recurso lúdico para transmitir suas mensagens motivacionais.

Integração - Para o presidente da Sicredi Parque, Clemente Renosto, o Summit de Governança foi uma oportunidade de integrar coordenadores das diferentes regiões de atuação da cooperativa. “Os coordenadores são integrantes fundamentais da governança da cooperativa”, disse Renosto, na fala de abertura do evento.

Encontro presencial - Fabio Vedelago Burille, diretor executivo da cooperativa, salientou a importância deste encontro presencial, após dois anos de atividades online por conta da pandemia de covid-19. Segundo ele, o summit foi uma oportunidade de reforçar os princípios do cooperativismo entre os coordenadores de núcleo, sobretudo aos que estão assumindo a função pela primeira vez. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP)

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Produtor rural de Ubiratã (PR) recebe prêmio de campanha

Desenvolvidas com o objetivo de despertar e incentivar a educação financeira, as campanhas Poupança Premiada e Capital Premiado reforçam a importância do planejamento para a realização dos sonhos pessoais ou familiares. As promoções trazem a parceria com os cantores Leonardo e Zé Felipe, pai e filho, que destacam como é importante a cooperação para prosperar e vencer, e são realizadas pelo Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Contemplado - O sortudo da vez foi Ivo Andrade de Melo, de Ubiratã (PR), com o prêmio de R$ 10 mil. Associado da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP há 20 anos, o produtor de soja e milho destaca a parceria que tem com a cooperativa. “Já passei por muitas coisas e eles sempre estiveram ao meu lado. São muitos os benefícios de trabalhar com a cooperativa e sei que tenho com quem contar. Entendo a importância de investir em capital social, confiei e fui contemplado. Vou deixar esse dinheiro aplicado para render”.

Irmão - Assim como aconteceu com Ivo, o irmão Paulo também foi premiado em uma campanha do Sicredi, com o valor de R$ 50 mil no seguro de vida da Icatu. “Essa é a primeira vez que recebo um prêmio. No mês retrasado, meu irmão ganhou e agora eu também. Fiquei emocionado”, frisa Ivo.

Capital social - A gerente da agência de Ubiratã (PR), Eliane Lima Salvador Sanches, reforça sobre a importância do capital social para a comunidade local. “Quanto mais os associados acumulam patrimônio na conta capital, mais eles guardam recursos para o futuro e mais a cooperativa cresce, podendo aumentar o volume de crédito emprestado a cada associado. Assim, ao integralizar recursos na conta capital, todos ganham”.

Promoção Capital PremiadoAntes do Ivo, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP já havia premiado a empresa R de Matos Brasil Veículos, da agência na Avenida Brasil, de Umuarama (PR); e Marco Antônio Wasicki, de Terra Roxa (PR), com R$ 10 mil cada.

Participação - Para participar, a cada R$ 100,00 integralizados na conta capital o associado recebe um número da sorte. A cada R$ 100,00 integralizados na modalidade capital social programado, o associado recebe números da sorte em dobro. Ao longo do ano, estão sendo realizados dez sorteios mensais de R$ 10 mil cada, totalizando R$ 100 mil por mês e R$ 1 milhão durante a campanha. A data limite de participação para os depósitos serem processados e gerarem números da sorte é dia 9 de dezembro.

Números da sorte - Para verificar os números da sorte, nomes dos ganhadores, regulamento completo e outras informações, basta acessar o site da campanha (www.sicredi.com.br/promocao/capitalsocialpremiado/).

Promoção Poupança Premiada - Pela Promoção Campanha Premiada, a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP já premiou sete associados: Aloysio Ludwig, de Ubiratã (PR); Lenir de Oliveira Gasparelli, de Boa Esperança (PR); Orlando Mitsuo Sumi, da agência na Rua São José, em Campo Mourão (PR); Leivas Roberto Estevão, de Anahy (PR); Simoni Soares Conrado Cardoso, da agência na Avenida Londrina, em Umuarama (PR); Geraldo Caio de Carvalho Júnior, de Esperança Nova (PR), e José Alves de Souza, de Roncador (PR), com R$ 5 mil cada.

Conta - Para participar, basta o associado ter uma conta poupança, uma conta no Woop Sicredi ou no Sicredi X (contas digitais). A cada R$ 100,00 poupados, o associado recebe um número da sorte. Já a cada R$ 100,00 aplicados na modalidade poupança programada, o associado recebe números da sorte em dobro. Ao longo do ano, estão sendo realizados sorteios semanais de R$ 5 mil, além de um sorteio especial em outubro de R$ 500 mil e um grande sorteio final em dezembro de R$ 1 milhão, sempre pela Loteria Federal. A data limite de participação para os depósitos serem processados e gerarem números da sorte é dia 12 de dezembro.

Site - Para verificar os números da sorte, nomes dos ganhadores, regulamento completo e outras informações, basta acessar o site da campanha (www.sicredi.com.br/promocao/poupancapremiada/).

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 108 cooperativas do Sicredi, conta com 33 anos de história, mais de 190 mil associados e 96 espaços de atendimento. A área de atuação da cooperativa abrange 43 localidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades do grande ABCD (www.sicredi.com.br/coop/vale-piquiri/).

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de seis milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.200 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

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SICREDI IGUAÇU: Cooperativismo de crédito cresce na Região Metropolitana de Campinas

Presente em várias cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), a Sicredi Iguaçu PR/SC/SP inaugurou, na última semana, sua terceira agência na cidade. Localizada na Rua Quatá, número 20, no bairro Jardim do Trevo, a nova unidade faz parte do processo de expansão da instituição no estado de São Paulo e comprova o crescimento dessa modalidade de negócio em todo o Brasil. Atualmente, o Sicredi tem mais de 6 milhões de associados e mais de 2,2 mil agências espalhadas pelo país.

Anuário - De acordo com dados divulgados no Anuário Coop 2022, o cooperativismo de crédito somou 763 cooperativas em 2021, juntas essas instituições englobam mais de 13,9 milhões de cooperados e geram 89 mil empregos diretos. Além disso, a importância do cooperativismo também pode ser vista nos indicadores financeiros do setor. Em 2021, as cooperativas somaram R$ 518 bilhões em ativos totais.

Contramão - Esses números mostram que as instituições financeiras cooperativas estão indo na contramão dos bancos tradicionais, que vêm diminuindo a rede física de atendimento. De acordo com levantamento do Banco Central do Brasil, a carteira de crédito das cooperativas registrou um crescimento de 35% em 2021 - correspondendo a 6,1% do Sistema Financeiro Nacional.

Diferenças - Basicamente, as instituições financeiras cooperativas funcionam como um banco, oferecendo todos os serviços, mas com importantes diferenças. Primeiro, porque são sociedades de pessoas e não de capital - como nas instituições financeiras tradicionais. E isso pode ser comprovado com a participação ativa dos associados (que nos bancos seriam os correntistas) na gestão do negócio, por meio das assembleias, e, também, nas sobras (que nos bancos seria o lucro).

Proximidade - Outros benefícios são a proximidade no relacionamento, já que a pessoa se torna associada e não apenas um mero cliente, e as taxas mais justas, já que as cooperativas de crédito não visam lucro. “O Sicredi trabalha de uma forma muito democrática. Todos os associados, independentemente do capital investido, têm direito a participar de assembleias e votar em estratégias que definem o futuro da cooperativa”, destaca Wellington Marsula, gerente da agência da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP, que atua na região de Campinas e também no interior do Paraná e de Santa Catarina. Ela é uma das mais de 110 cooperativas que integram o sistema Sicredi em todo Brasil.

Estratégia - Outra característica que faz parte da estratégia do negócio, que surgiu em 1902, é o impacto positivo gerado pelo Sicredi nas economias regionais. Isso acontece porque o dinheiro investido permanece na região em que aquela na cooperativa de crédito, gerando o chamado ciclo virtuoso. "Ou seja, o recurso permanece em Campinas possibilitando a abertura de novos negócios e fortalecendo a economia local", argumenta Marsula.

Inauguração - Desde que chegou à RMC, em 2017, a Sicredi Iguaçu PR/SC/SP inaugurou oito agências e possui também uma sede administrativa em Campinas para apoiar as agências do Estado. Entre 2020 e 2022 a cooperativa teve um aumento de 75% na quantidade de associados. Esse número é três vezes maior se comparado a 2019. Os recursos administrados e o patrimônio também vêm crescendo na mesma proporção.

Aniversário - “No mês em que Campinas completa 248 anos, temos a honra de abrir nossa terceira agência na cidade para seguirmos crescendo e ajudando no fortalecimento da região. Com uma área de mais de 300m², a nova unidade oferece todas as soluções financeiras de um banco tradicional, além de espaços exclusivos para uso do associado”, explica o diretor-executivo da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP, Eleutério Benin.

Compromisso social e incentivo ao esporte - O Sicredi também é referência em apoiar diversas modalidades para incentivar o esporte nas comunidades onde atua. Em Campinas, por exemplo, a Sicredi Iguaçu PR/SC/SP já patrocinou entre 2020 e 2021 o time feminino do Vera Cruz Basquete. Em 2021, patrocinou também os dois times campineiros: Guarani e Ponte Preta. Além disso, a marca Sicredi é o naming rights do Paulistão há três anos.

Compromisso social - A instituição também tem compromisso social e ajuda no desenvolvimento de inúmeros projetos. Num deles, a Sicredi Iguaçu PR/SC/SP criou em 2022 o Fundo Social, uma iniciativa que destina parte dos resultados da Cooperativa para projetos nas áreas de cultura, esporte, educação, meio ambiente, saúde e segurança. Neste ano, mais de 40 mil pessoas serão beneficiadas com a iniciativa.

Recursos - O Fundo é constituído e mantido com recursos originários de destinação de percentual determinado das sobras líquidas da instituição, apuradas a cada exercício. A composição desses recursos se dá por meio da destinação de até 3% dessas sobras do exercício anterior, conforme o Estatuto Social. Cabe ao Conselho de Administração da Cooperativa a decisão sobre o percentual que será destinado ao Fundo Social, observando o limite previsto no Estatuto.

Destinação - Para este ano, o Conselho de Administração da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP destinou 2% do resultado do exercício anterior, o que representou R$ 1.100.416,24 - valor que foi distribuído entre as 28 agências da Cooperativa. Ao todo, foram aprovados 92 projetos, sendo 79 deles na área de atuação do Paraná, cinco em Santa Catarina e oito em municípios da Região Metropolitana de Campinas.

Projetos - Dos projetos contemplados na RMC, dois são de Campinas, três de Valinhos, dois de Paulínia e um de Sumaré. As verbas serão destinadas às áreas de educação, saúde, inclusão social e meio ambiente. Entre as entidades beneficiadas na região estão a Sociedade Campineira de Educação e Instrução do Hospital PUC Campinas, o Lar da Criança Feliz, a AUPACC - Amigos Unidos Por Amor Contra o Câncer, entre outras.

Sobre Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 6 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.200 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros. Site do Sicredi: www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

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CRESOL: Agência de Relacionamento é inaugurada em Arapongas (PR)

cresol 02 08 2022A Cresol Norte Paranaense inaugurou na última sexta-feira (29/07), no município de Arapongas (PR), uma agência de relacionamento que se destaca pela arquitetura moderna e robusta com espaço para atendimento personalizado aos cooperados de Arapongas e região. O projeto possui aproximadamente 500 m² e estimula o relacionamento próximo com a comunidade.

Desenvolvimento - Para o diretor superintendente, Ricardo Nunes Garcia, a Cresol está em Arapongas com o propósito de gerar desenvolvimento para a região. “Já estamos com a equipe completa e pronta para atender o empresário, pessoa física e os empreendedores rurais. Somos uma Cooperativa completa e para todos, com foco no relacionamento próximo com o cooperado”.

Desafio - O presidente da cooperativa, Claudomiro Garcia destacou, “Nosso desafio está em atender cada dia melhor nossos cooperados e atuar na expansão, levando a Cresol para mais pessoas, além de desenvolver a comunidade local e ser agente propulsor no crescimento dos nossos cooperados”.

Evento - O evento de inauguração contou com a presença de diversas autoridades, cooperados, colaboradores, parceiros e a imprensa regional. “Momentos como este mostram que a cooperativa está cumprindo sua missão de gerar o desenvolvimento dos cooperados, colaboradores e principalmente da comunidade onde está inserida”, afirmou o presidente da cooperativa, Claudomiro Garcia.

Sobre a Cresol - Com 27 anos de história, mais de 720 mil cooperados e 700 agências de relacionamento em 17 estados, a Cresol é uma instituição financeira que está se consolidando entre as principais cooperativas financeiras do País. Com foco no atendimento personalizado, a Cresol fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais. Em 2021, a cooperativa encerrou o ano com R$ 16,8 bilhões em ativos e destacou sua solidez entre as instituições financeiras cooperativas. A Cresol Norte Paranaense é uma cooperativa singular filiada ao Sistema Cresol. Com 16 anos de atuação possui 11 agências de relacionamento e um Centro Administrativo na cidade de Londrina/PR. Contemplam o quadro associativo da Cooperativa Singular, aproximadamente, 9 mil cooperados e mais de 120 colaboradores. (Imprensa Cresol)

 

SICOOB SUL: Diferenciais do cooperativismo são apresentados em café com empresários de Piraquara

sicoob sul 02 08 2022Buscando aproximar o relacionamento com os cooperados, o Sicoob Sul participou de um café com empresários de Piraquara (PR), promovido pela prefeitura da cidade e o Sebrae. Na ocasião, foram discutidos temas importantes para a toda a sociedade e principalmente para os empresários que movimentam a economia da região, como licenciamento, coleta de lixo, segurança pública, entre outros.

Principais agentes - No encontro, foram colocados à disposição os principais agentes de crédito do Sicoob, para que os empresários pudessem conhecer a cooperativa e saber que o cooperativismo de crédito está presente em Piraquara.

Soluções - Além disso, o evento foi relevante para entender a situação de cada um e adaptar as soluções para que o Sicoob Sul possa atender a necessidade de cada futuro cooperado que ali estava presente.

Conhecimento - Para o gerente distrital da cooperativa, Augusto Cesar Laviola, eventos assim proporcionam conhecer melhor a comunidade e as histórias dos empresários. “Também é a oportunidade de iniciar um relacionamento com o Sicoob Sul e fazer parte da vida financeira dos empresários da região”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

EVENTO: 9º Workshop Embrapa Florestas/Apre vai discutir produtividade florestal

Nos dias 3 e 4 de agosto, acontece a nona edição do Workshop Embrapa Florestas/Apre, um dos mais tradicionais eventos do setor florestal. Neste ano, o tema principal será “Produtividade florestal: como produzir mais para suprir a demanda crescente por madeira”. As inscrições seguem abertas até o dia 01 de agosto, pelo site www.apreflorestas.com.br.

Atual e importante - Para o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), Zaid Ahmad Nasser, o assunto é bastante atual e importante. Ele lembra que o Paraná teve um avanço significativo no relatório preliminar do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Estado, alcançando 41% de valorização e chegando a R$ 6 bilhões. Esse é, segundo ele, um indício de que o consumo de madeira aumentou. Portanto, com o crescimento da demanda, que reflete também em novos investimentos, o foco na produtividade é o caminho para responder a esse cenário.

Liderança - “O Brasil é líder em produtividade florestal. O Paraná também é referência. No pinus, por exemplo, estamos 10% acima da média nacional. Isso acontece graças aos investimentos dos setores público e privado em pesquisa e tecnologia, que trazem inúmeros benefícios, como avanço no melhoramento genético e no incremento de volume anual. Esse evento reforça a importância dessa parceria público-privada e mostra o quanto nosso setor busca a melhoria contínua. Reunir especialistas, profissionais, professores, pesquisadores e estudantes para falar sobre esse tema é fundamental para que continuemos trabalhando com excelência e oferecendo ao mercado produtos com cada vez mais qualidade”, destaca.

Novos tempos - Complementando a fala do presidente da Apre, Erich Schaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas, explicou que o aumento da demanda por madeira também vem de um potencial gerado por novos tempos e que essa discussão é bastante atual e relevante.

Madeira sustentável - “A madeira sustentável vai entrar grandemente na pauta da construção civil, pois é eficiente em termos de carbono. Além disso, nos últimos anos, o mercado internacional tem crescido. Devido ao valor do dólar frente ao real, está bom exportar e nossos preços são competitivos. Esse evento é uma oportunidade para discutirmos como está esse cenário e conhecer o que existe de mais atual sobre produtividade florestal. E, mais do que isso, uma chance ímpar de troca de experiências e networking entre os participantes", afirma.

Programação - O 9º Workshop Embrapa Florestas/Apre será dividido em quatro painéis: Setor florestal – posicionamento e geopolíticas; Planejamento florestal – manejo avançado; Como produzir florestas para atender o mercado de toras; e As florestas e a indústria de transformação. No dia 03, às 09h, a abertura será com Erich Schaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas, e Zaid Ahmad Nasser, presidente da Apre. Em seguida, Albino Ramos, da Confal/Grupo Index, vai falar sobre “Produção, escassez e mercados de madeira – uma visão de longo prazo”; e Alan Lessa, do Grupo Index, fará a palestra “Mercado de Pinus: desafios econômicos e ambientais”.

Cinco palestras - Durante a tarde do dia 03, estão programadas cinco palestras. Uma delas será “Gestão da inovação”, com Mario Sant’anna Jr, da MPR3 Consultoria. O palestrante adiantou que o objetivo é trazer a visão conceitual desse tema, não somente na área florestal, para mostrar que a inovação deve ser entendida como um processo para se manter adaptável às mudanças e transformações. “Um dos primeiros desafios das organizações é conseguir criar um portfólio estrategicamente equilibrado de iniciativas capazes de ampliar a sua oferta de valor e manter ou elevar sua competitividade”, destaca.

Temas - Além dessa palestra, o primeiro dia terá também os temas “Logística: o grande desafio no ordenamento das florestas plantadas”, com Julio Eduardo Arce, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR); “Contribuição ao acesso e a análise dos dados do setor florestal”, com José Mauro Moreira, pesquisador da Embrapa Florestas; “Manejo com as novas versões dos softwares da série Sis, SisILPF e Planin da Embrapa”, com Edilson de Oliveira, também pesquisador da Embrapa Florestas; e “Manejo florestal avançado com uso de tecnologias híbridas e unificadas”, com Maurício Tolfo, da Trimble Brasil.

Dia 4 - No dia 4, a programação começa às 08h30, com a palestra de Ananda Virginia de Aguiar, pesquisadora da Embrapa Florestas/Funpinus, sobre “Avanços no melhoramento florestal de Pinus no Brasil”. Depois, Sérgio Ricardo Silva, também da Embrapa Florestas, fará a palestra “Adubação de Pinus – avanços mundiais”; Vanderlei Porfirio-da-Silva, da Embrapa Florestas, trabalhará o tema “Diversificação da produção e aumento da rentabilidade – sistemas ILPF”; e Rafael Malinovski, da Golden Forest, vai mostrar “Como ampliar o valor da produção florestal”.

Mais - À tarde, para fechar o evento, serão mais quatro palestras. Amantino Ramos de Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), será um dos palestrantes, falando sobre a “Contribuição para a história do Pinus no Brasil”. Ele cita que fará um contexto histórico, contando um pouco sobre a introdução do Pinus no Brasil e sobre como as duas principais madeiras existentes hoje, pinus e eucalipto, vieram substituir as nativas pinho-do-Paraná e peroba rosa. Depois, o palestrante vai destacar como está o mercado, as novidades e o aumento da demanda.

Condições privilegiadas - “Quero esclarecer aos participantes que temos condições privilegiadas para o crescimento de árvores para todas finalidades. Mas há de se ter critério para plantar florestas: material certo - sementes ou clones selecionados, em solos e regiões apropriados para cada espécie. Só poderemos colher o que plantarmos”, adianta.

Agro 5.0- Após a palestra do presidente da SBS, Renata Vicentim e Alexandre Furman, da Becomex e Deloitte Brasil, falarão sobre “Agro 5.0: estratégias disruptivas no setor florestal”; e Armando Giacomet, diretor da Braspine, palestrará sobre “Mercado mundial para madeira de florestas plantadas”.

Encerramento - Paulo Roberto Pupo, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), ficará responsável por encerrar o evento, com a palestra “Mercado e tendências para madeira processada”. Durante a apresentação, Pupo vai destacar alguns números de suprimento e da produção de madeira processada para analisar o cenário.

Tradicional - “O Workshop organizado pela Apre e pela Embrapa Florestas já é tradicional e fundamental para o setor madeireiro e florestal, porque une a produção florestal com o mercado, abordando temas científicos e de produtividade florestal. Quero aproveitar esse encontro para trazer questionamentos sobre a nossa autossuficiência no que tange a madeira estrutural e algumas percepções de negócio, baseados no déficit habitacional brasileiro e nas oportunidades para o sistema wood frame”, antecipa.

Realização - O 9º Workshop é uma realização da Apre e da Embrapa Florestas, com patrocínio de Becomex, Lavoro/Florestal, Remsoft e Trimble; e apoio de Abimci, Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Sistema Fiep, Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef), Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Unicentro Paraná e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Informações - Para mais informações e inscrições, acesse www.apreflorestas.com.br/eventos. (Assessoria de Imprensa Apre)

SERVIÇO

9º Workshop Embrapa Florestas/Apre

Data: 3 e 4 de agosto de 2022

Horário: 3 de agosto – 09h às 17h30 | 04 de agosto – 08h30 às 17h

Local: Sede da Embrapa Florestas – Estrada da Ribeira, km 111, s/n – Colombo/PR

Inscrições: R$ 300,00 para profissionais de empresas associadas à Apre; R$ 400,00 para profissionais de empresas ligadas a outras associações de base florestal; R$ 500,00 para profissionais de empresas não associadas; R$ 200,00 para professores e pesquisadores; e R$ 100,00 para estudantes.

Mais informações: https://apreflorestas.com.br/evento/9o-workshop-embrapa-florestas-apre/

 

evento folder 02 07 2022

METEOROLOGIA: Brasil segue quente e seco com influência do La Niña

meteorologia 02 08 2022As chuvas do último mês de julho ficaram em boa parte do país dentro a levemente abaixo da média esperada. Contudo, é um mês em que os valores esperados para todo o período podem ficar abaixo dos 5 mm, como é o caso das áreas da metade sul do Matopiba, centro-oeste, sul da região norte e na metade oeste da região sudeste. A precipitação ficou acima da média em regiões muito restritas do país, como no extremo norte da Região norte, nordeste do nordeste e no extremo sul da região sul.

Águas mais quentes - Ao longo de julho, a influência das águas mais quentes do Oceano Atlântico na região equatorial (próximo ao litoral norte e nordeste do Brasil) contribuíram com um maior suporte de umidade, o que resultou nessas chuvas acima da média nestes pontos ao norte do país.

Frentes frias - Já no extremo sul do território nacional foram as frentes frias que trouxeram as chuvas mais expressivas. A presença dessas frentes frias foi mais persistente, visto que os sistemas não conseguiram avançar para o centro do país devido à forte atuação da região de alta pressão – bloqueio atmosférico – presente na região.

Climatologia - As chuvas esperadas para o mês de agosto também são escassas, principalmente nas áreas de entre o cerrado e a caatinga. Há locais do leste do Mato Grosso, Tocantins, norte de Minas, oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão onde a média histórica de chuvas fica abaixo dos 10 mm para o mês. As instabilidades também diminuem sobre o Ceará até o Maranhão.

Sinalização - Porém, na climatologia há uma sinalização do avanço das chuvas sobre o sul do Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo. Ainda seguindo um padrão típico de inverno, onde os dias são mais secos e estáveis, com as chuvas sendo provocadas pelo avanço de frentes frias.

Média - Na média chove bem sobre a metade norte do Rio Grande do Sul até o sul do Paraná, bem como no leste do Nordeste entre o litoral de Alagoas e do Rio Grande do Norte, e sobre o extremo norte do Brasil. Com os maiores volumes, na média, sendo esperado para o estado de Roraima.

Condições oceânicas - As condições do oceano pacífico equatorial ainda indicam a presença de La Niña (águas mais frias), e de acordo com a previsão probabilística realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade (IRI). A continuação do evento La Niña tem probabilidade moderada (68% de chance) durante agosto-outubro de 2022, continuando na primavera e início do verão com 63-70% de probabilidade, com as condições de neutralidade se tornando retornando possivelmente entre de janeiro a março de 2023 (49% de chance).

Rara - Essa previsão indica um terceiro ano consecutivo sob a influência do fenômeno. Sendo que esta condição é rara. Ocorreu apenas três vezes desde que o índice Índice Niño Oceânico (ONI) começou a ser monitorado em 1950. Os anos com esta condição foram 1956-59, 1975-78 e 2000-03.

Outros fatores - As águas mais quentes no Oceano Atlântico equatorial (próximo à costa da região norte e nordeste) podem influenciar no regime de chuvas sobre o extremo norte do país e também sobre a costa leste do nordeste.

Oscilação - Outro fenômeno que poderá favorecer o avanço das chuvas sobre a parte central do país é a fase da Oscilação Madden-Julian. Entre os dias 5 e 15 de agosto, o posicionamento deste fenômeno poderá contribuir para o avanço de instabilidades sobre a parcela central e norte do país.

Previsão de temperatura - A maioria das projeções indicam temperaturas acima da média para o mês de agosto. Especialmente sobre a parcela central e sul do território nacional. Essas maiores temperaturas podem ocorrer em decorrência da persistência da área de alta pressão que atua na região, mantendo o tempo firme, com forte aquecimento solar.

Abaixo da média - Pontualmente, em decorrência de uma maior incursão de ar frio do oceano, as temperaturas podem ficar abaixo da média sobre o interior e leste do nordeste, bem como no extremo norte do Brasil. Mas as maiores chances são de temperaturas dentro da média do período.

Previsão de chuvas - Na média das projeções há uma forte sinalização de chuvas abaixo da média no cone sul do Brasil, com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul onde pode chover mais, sendo um comportamento muito semelhante ao ocorrido em julho. A tendência é de que as frentes frias fiquem restritas ao sul do país e não conseguem avançar de forma significativa para as áreas mais centrais como no centro-oeste e sudeste.

Projeções - Outro forte sinal nas projeções indica chuvas acima da média na faixa norte da região norte e áreas costeiras do nordeste. Sendo este um reflexo das águas mais quentes sobre o Atlântico Equatorial.

Chuvas - Por outro lado, espera-se chuvas dentro da climatologia para o mês de agosto em toda a parcela central do Brasil. Contudo, nesta região temos um mês de agosto com poucas chuvas (menor que 10 mm na média histórica).

Panorama EUA - Nos EUA as temperaturas seguem acima do normal em praticamente todas as regiões. Apenas nas áreas de divisa entre Arizona, Novo México, Utah e Colorado espera-se que as temperaturas sigam um pouco abaixo do esperado. Justamente nessas áreas também há uma maior chance para chuvas acima do normal. Entre Virgínia e Carolina do Norte, as chuvas podem ficar acima do normal, mas as temperaturas seguem mais quentes também.

Influência - Do último monitoramento realizado pelo USDA na semana passada, este clima mais seco e quente vem influenciando as lavouras ao longo do país. Pelo menos 4% do milho estava em condições péssimas e 10% em condições ruins. Para a soja esses números são 3% e 8% respectivamente. Já o algodão tem um cenário ainda pior, com 15% em estado péssimo e 15% em condições ruins, comprometendo 30% da safra nacional. (Agrolink)

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COMÉRCIO EXTERIOR I: Corrente de comércio brasileira alcança US$ 54,465 bilhões em julho

comercio exterior 02 08 2022A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgou nesta segunda-feira (01/08) os dados preliminares da balança comercial de julho de 2022. As exportações brasileiras somaram, no mês passado, US$ 29,955 bilhões, e as importações, US$ 24,511 bilhões. Isso gerou um saldo positivo de US$ 5,444 bilhões com a corrente de comércio (soma das exportações com as importações) em US$ 54,465 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 194,079 bilhões e as importações, US$ 154,328 bilhões, um saldo positivo de US$ 39,751 bilhões e corrente de comércio de US$ 348,407 bilhões.

Média diária - Nas exportações, a média diária de julho de 2022 foi de US$ 1,426 bilhão, ou seja, crescimento de 23% ante US$ 1,159 bilhão, em julho do ano passado. Em relação às importações, a média do mês passado foi de US$ 1,167 bilhão, alta de 41,6% frente US$ 824 milhões em julho de 2021. A média diária da corrente de comércio em julho de 2022 totalizou, por sua vez, US$ 2, 593 bilhões, e o saldo, também por média diária, foi de US$ 259,24 milhões.

Seis meses - A média diária das exportações de janeiro a julho de 2022 foi de US$ 1,338 bilhão, crescimento de 20% (ante US$1,115 bilhão em igual período do ano passado). Nas importações, a média diária de janeiro a julho deste ano foi de US$ 1,064 bilhão, elevação de 31,6% em relação a igual período de 2021 (US$ 809 milhões). A média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,402 bilhões e apresentou crescimento de 24,9% na comparação entre os dois períodos.

Setores e produtos - O mês de julho de 2022 registrou a seguinte média diária das exportações, no corte por setores: crescimento de US$ 91,72 milhões (40,2%) em Agropecuária; queda de US$ 18,74 milhões em Indústria Extrativa (-5,6%); e crescimento de US$ 195,39 milhões na Indústria de Transformação (33,2%).

Aumento - A combinação desses resultados levou a um aumento das exportações. Na Agropecuária, os destaques foram soja; milho não moído, exceto milho doce; café não torrado; arroz com casca, paddy ou em bruto; além de animais vivos, não incluídos pescados ou crustáceos.

Indústria de Transformação - Na Indústria de Transformação, os destaques foram óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos); açúcares e melaços; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada; gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado; além de ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas.

Crescimento - Nas importações, considerando o desempenho dos setores pela média diária, houve crescimento de US$ 1,85 milhões (8,9%) em Agropecuária; alta de US$ 18,6 milhões (35,2%) em Indústria Extrativa; e elevação de US$ 321,76 milhões (43,4%) em produtos da Indústria de Transformação.

Aquisições - Esses resultados, combinados, levaram a um aumento das importações em julho nos segmentos da Agropecuária, Indústria Extrativa e Indústria de Transformação.

Destaques - Na Agropecuária, os destaques foram trigo e centeio, não moídos; milho não moído, exceto milho doce; frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas; matérias vegetais em bruto; além de centeio, aveia e outros cereais, não moídos.

Extrativa - Na Indústria Extrativa, os destaques nas importações foram carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus; fertilizantes brutos (exceto adubos); outros minérios e concentrados dos metais de base; e minério de ferro e seus concentrados.

Transformação - Na Indústria de Transformação, os destaques foram adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos); inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes; válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores e Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas.

Blocos e países - Julho de 2022 registrou aumento percentual das exportações, principalmente, para os seguintes destinos: Oceania (85,55 %), Oriente Médio (68,13 %), América do Sul (64,69 %), Europa (46,49 %) e América Central e Caribe (21,53 %). As exportações para a África registraram retração de 3,26%.

Importações - Do lado das importações, os maiores crescimentos de julho de 2022 foram para Oceania (114,84 %), Oriente Médio (88,78 %), América do Norte (68,9 %) e Europa (41,32 %). Caíram as importações da América Central e Caribe ( -12,67 %). (Ministério da Agricultura)

Veja os principais resultados da balança comercial

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COMÉRCIO EXTERIOR II: China ameaça mercado cativo do Brasil na América do Sul

comercio exterior II 02 08 2022Levantamento divulgado nesta segunda-feira (01/08) pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) revela que, apesar da retomada dos resultados positivos alcançados a partir de 2021 com a amenização da pandemia da covid-19, o Brasil não pode considerar a América do Sul um mercado cativo para suas exportações. Isso se deve, em grande parte, à presença crescente da China, que começou a tirar do Brasil o lugar de principal fornecedor em alguns países, com destaque para Argentina e Chile. “A China está ocupando todo o espaço. A América do Sul é um terceiro mercado para ela”, disse o presidente-executivo da AEB, José Augusto de Castro.

Resultados acumulados -A pesquisa da AEB mostra que os resultados acumulados em 2019, representados pelas receitas de exportação de US$ 27,8 bilhões, foram afetados em 2020 pela pandemia, caindo para US$ 22,6 bilhões. Com a amenização da crise sanitária, no ano seguinte, as receitas de exportação tiveram rápida recuperação, evoluindo para US$ 33,9 bilhões. Essa retomada continua em 2022, com projeção de receita de exportação para o país na região sul-americana da ordem de US$ 41 bilhões.

Commodities - Ao contrário do que ocorre com as exportações brasileiras para o mercado mundial, lideradas por commodities (produtos agrícolas e minerais), as vendas do Brasil para a América do Sul são representadas por produtos manufaturados, de maior valor agregado. Já nas importações, predominam commodities ou produtos com pequeno beneficiamento.

Mercado - “O mercado nosso de manufaturados é a América do Sul. Europa e Estados Unidos compram manufaturados [do Brasil], mas muito pouco. Ásia não compra nada”, disse Castro. Segundo ele, isso se explica porque os países da América do Sul exportam commodities e compram manufaturados do Brasil. Nosso país não foge à regra, exporta commodities e compra manufaturados no mercado externo.

Crescimento - O presidente-executivo da AEB avalia que as exportações brasileiras estão crescendo porque as commodities ainda estão com preços em alta no mercado internacional. “Isso gera mais divisas para esses países sul-americanos e mais poder de compra para importação. Com isso, a receita de importação para esses países aumentou para o mundo. Isso está abrindo possibilidade de importar mais produtos de terceiro país. E como o Brasil é o mais próximo, tem custo de logística menor, tem possibilidade de transporte via rodoviária, disponibilidade de container. Com essas facilidades, eles acabam comprando do Brasil, que é mais próximo do que a Europa e Estados Unidos”.

Superávit comercial - À exceção do Paraguai, devido à importação de energia elétrica, e da Bolívia, em função da importação de gás natural, os dados mostram que o Brasil apresenta superávit comercial com todos demais países da América do Sul. Castro ressaltou também que o poder de negociação de europeus, asiáticos e mesmo norte-americanos, torna os preços de seus produtos mais elevados que os praticados pelo Brasil para a região sul-americana.

Argentina - José Augusto de Castro disse que ainda é cedo para afirmar se a medida cambial recentemente adotada pela Argentina poderá dificultar as importações feitas do Brasil. Ele disse que, se eventualmente, os países sul-americanos deixarem de comprar da Europa e Estados Unidos, eles podem vir a comprar do Brasil, o que não implicará em nenhuma queda para a balança do país. Dentro de dois meses, ele acredita se poderá começar a ter uma sinalização mais clara do que vai acontecer. Isso se deve ao peso grande que tem o transporte rodoviário entre Brasil e Argentina, apontou.

Principais produtos - Os principais produtos exportados pelo Brasil para a América do Sul são automóveis (11%) e autopeças (9,6%), para a Argentina; adubos (5%), máquinas agrícolas (4,6%) e automóveis (3,7%), para o Paraguai; automóveis (8,2%), pick-up (6%), carne bovina (4,9%) e carne suína (4,5%), para o Uruguai; petróleo (28%), para o Chile; barras de ferro (10%), para a Bolívia; petróleo (23%), para o Peru; automóveis (16%), para a Colômbia; automóveis (9,1%), laminados (6,9%) e polímeros (5,1%), para o Equador; e açúcar (18%), gorduras e óleos vegetais (17%) e produtos comestíveis (11%), para a Venezuela.

Compras - Em contrapartida, os principais produtos adquiridos pelo Brasil da região são pick-up (20%), automóveis (12%), trigo (12%), energia elétrica (8,9%), da Argentina; energia elétrica (32%) e soja (11%), do Paraguai; pick-up (11%), cereais (10%), artigos plásticos (9,6%) e energia elétrica (9%), do Uruguai; cobre (44%) e pescado inteiro (13%), do Chile; gás natural (88%), da Bolívia; cobre (35%) e outros minérios (19%), do Peru; carvão (31%), coque (18%) e polímeros (16%), da Colômbia; chumbo (31%), do Equador; álcoois e fenóis (45%) e adubos (31%), da Venezuela. (Agência Brasil)

FOTO: AEN

 

CONAB: Exportações de carne de frango tendem atingir novo recorde em 2022

conab 02 08 2022 As exportações de carne de frango tendem a crescer 6% e podem atingir um novo recorde neste ano, ultrapassando 4,7 milhões de toneladas, como aponta a atualização do quadro de suprimentos de carnes atualizado nesta segunda-feira (01/08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Também é esperado um aumento para os embarques de carne bovina na ordem de 15%, sendo estimado em 2,84 milhões de toneladas. Já o mercado de suínos apresenta uma desaceleração, principalmente pelo mercado chinês que vem recuperando paulatinamente sua produção. Com isso, as exportações apontam para uma ligeira queda de aproximadamente 2%, e sendo estimada em pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Produção estável - Diante de uma produção estável em torno de 28 milhões de toneladas e mesmo com o aumento nas vendas ao mercado externo de aves e bovinos, a disponibilidade per capita de carnes no país se mantém acima de 90 quilos por ano, volume que garante o abastecimento brasileiro.

Aves - Para aves, a produção se mantém próxima a 15 milhões de toneladas, o que garante uma disponibilidade per capita de 48,6 quilos por habitante no ano. O índice, que atingiu o maior nível no ano passado chegando a 50,5 kg, apresenta uma ligeira queda de 3%, dada a pequena redução da oferta, aumento das exportações e crescimento da população brasileira. No caso de suínos, é esperada a maior produção para a série histórica, sendo estimada em 4,84 milhões de toneladas, um acréscimo de cerca de 3% na oferta do produto quando comparado com 2021. Esse cenário contribui para a tendência de leve aumento na disponibilidade per capita de carne suína no mercado brasileiro, saindo de 16,9 para 17,5 kg por habitante/ano, o que implica em maior oferta e pressão de baixa para os preços do produto.

Carne bovina - Já a produção de carne bovina tende a manter o comportamento de redução na oferta, uma vez que a demanda no mercado interno está desaquecida. Ainda assim, devem ser produzidas 8,1 milhões de toneladas de carnes com expectativa para que a disponibilidade per capita fique em torno de 25 quilos por habitante/ano.

Metodologia - O cálculo de produção de carne bovina tem como base as informações da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais e da Pesquisa Trimestral do Couro, ambas divulgadas pelo IBGE. A partir da obtenção de dados de abate e peso médio de cada tipo de rebanho (bois, vacas, novilhos e novilhas), e considerando os dados de abates aparentes de cada tipo é obtido a produção de carne para cada tipo de rebanho. (Conab)

Acesse aqui o quadro de suprimento de carnes atualizado.

FOTO: Jornal O Presente

 

ECONOMIA: Copom inicia quinta reunião do ano avaliando fim de aperto nos juros

economia 02 08 2022Em meio aos impactos de uma possível recessão nos Estados Unidos e da evolução da inflação após a queda dos preços da gasolina no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), inicia nesta terça-feira (02/08), em Brasília, a quinta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Nesta quarta-feira (03/08), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Estimativas - Nas estimativas das instituições financeiras, o comitê deverá encerrar o ciclo de aumento de juros, apesar das pressões atuais sobre a inflação. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a Selic deverá passar de 13,25% para 13,75% ao ano, com alta de 0,5 ponto percentual. Os analistas de mercado esperam que a taxa permaneça nesse nível até o fim do ano.

Ata - Na ata da última reunião, os membros do Copom indicaram que pretendiam aumentar mais uma vez a taxa Selic em 0,5 ou 0,25 ponto percentual, mas deixaram aberta a possibilidade de promover novas altas caso a inflação persista.

Indicativo - Até maio, os comunicados do BC indicavam que a autoridade monetária pretendia encerrar o ciclo de elevações em junho. No entanto, as altas além do previsto promovidas pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) e do Banco Central Europeu adicionaram pressão sobre os juros brasileiros.

Redução - Depois de altas nos últimos meses, as estimativas de inflação têm caído. A última edição do boletim Focus reduziu a previsão de inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 8,89% para 9% em 2022. Em junho, as projeções para o IPCA chegaram a 9%.

Guerra - Embora a gasolina e a energia elétrica tenham ficado mais baratas nos últimos meses, a guerra entre Rússia e Ucrânia continua a impactar os preços do diesel, de fertilizantes e de outras mercadorias importadas. Além disso, a instabilidade na economia norte-americana, que enfrenta a maior inflação nos últimos 41 anos, provoca forte volatilidade na cotação do dólar em todo o planeta.

Meta - Para 2022, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior, 5%. Os analistas consideram que o teto da meta será estourado pelo segundo ano consecutivo.

Aperto monetário - Principal instrumento para o controle da inflação, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa atingiu 6,5% ao ano em março de 2018.

Variação - Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até chegar ao menor nível da história em agosto de 2020, em 2% ao ano. Começou a subir novamente em março do ano passado, tendo aumentado 11,25 pontos percentuais até agora.

Taxa Selic - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

Atuação - O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Elevação - Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, ele pretende conter a demanda aquecida, causando reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas seguram a atividade econômica.

Tendência - Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Taxas - Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Reunião - O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

IBGE: Produção industrial recua 0,4% em junho após quatro meses de alta

ibge destaque 02 08 2022Após quatro meses consecutivos de resultados positivos, a produção industrial recuou 0,4% na passagem de maio para junho. A última queda da indústria havia sido registrada em janeiro deste ano (-1,9%). No primeiro semestre, o setor acumula queda de 2,2% e, em 12 meses, de 2,8%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (02/08) pelo IBGE.

Saldo negativo - “A indústria não havia recuperado a perda de janeiro (-1,9%) mesmo com os quatro meses de crescimento em sequência, período em que houve alta acumulada de 1,8%. Com o resultado de junho, há uma acentuação do saldo negativo no ano (-0,5%) quando comparado com o patamar de dezembro de 2021. Isso reflete as dificuldades que o setor industrial permanece enfrentando, como o aumento nos custos de produção e a restrição de acesso a insumos e componentes para a produção de bem final. Nesse sentido, o comportamento da atividade industrial tem sido marcado por paralisações das plantas industriais, reduções de jornada de trabalho e concessão de férias coletivas”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

Fatores - O pesquisador também cita alguns fatores que têm impactado negativamente a indústria sob a ótica da demanda. “Há a taxa de juros elevada, a inflação que segue em patamares altos, a diminuição da renda das famílias e, ainda que a taxa de desocupação venha caindo nos últimos meses, há um contingente de aproximadamente 10 milhões de desempregados no país. A característica dos postos de trabalho que estão sendo criados aponta para uma precarização do mercado de trabalho e isso é refletido na massa de rendimento, que não está crescendo. Todos esses aspectos são fatos importantes na nossa análise e ajudam a explicar esse saldo negativo do setor industrial”, analisa.

Abaixo do patamar pré-pandemia - Com o resultado de junho, o setor ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e 18,0% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011. A variação negativa em comparação a maio foi disseminada pela maioria das atividades econômicas investigadas pela pesquisa. Entre elas, a maior influência veio do setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-14,1%), que havia acumulado alta de 5,3% nos dois meses anteriores.

Volatilidade - “Há nesse segmento uma maior volatilidade de taxas. No início do ano, houve queda na produção dos produtos farmoquímicos e farmacêuticos e, em abril e maio, ocorreu essa alta. Com o crescimento acumulado, o segmento tinha uma base de comparação mais elevada, o que justifica essa retração de dois dígitos”, diz Macedo.

Coque - Outro impacto importante no resultado de junho veio do segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), que também se expandiu em abril e maio, acumulando no período aumento de 5,0%. “Nessa atividade, os itens que mais impactaram negativamente foram o álcool e os derivados do petróleo. Mas, mesmo com essa queda, esse segmento opera 4,5% acima do patamar pré-pandemia, ou seja, tem um comportamento distinto da média da indústria”, ressalta.

Máquinas e equipamentos - Também contribuíram para o resultado negativo do setor as atividades de máquinas e equipamentos (-2,0%), de metalurgia (-1,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,8%) e de outros equipamentos de transporte (-5,5%).

Expansão - Nove atividades se expandiram na comparação com o mês anterior. As que mais influenciaram o resultado geral da indústria, no campo positivo, foram as de produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e de indústrias extrativas (1,9%). “O setor de veículos acentuou o crescimento verificado em maio (3,8%), mas essa alta não conseguiu eliminar as perdas anteriores. O saldo dessa atividade ainda é negativo, uma vez que ela ainda está 8,5% abaixo do patamar pré-pandemia”, completa o gerente da pesquisa.

Indústrias extrativas - “Em relação às indústrias extrativas, o avanço compensa a perda do mês anterior. Esse crescimento foi pressionado por um maior ritmo na extração do minério de ferro. Antes da queda de maio, o setor extrativo teve três meses de taxas positivas, acumulando expansão de 6,5%”, avalia.

Segmentos - Os segmentos de celulose, papel e produtos de papel (4,5%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (7,1%), de produtos alimentícios (0,6%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,3%) também avançaram em junho.

Maio - Três das quatro grandes categorias econômicas recuaram frente a maio. A maior queda foi registrada pelo setor produtor de bens de capital (-1,5%), depois de avançar 7,5% no mês anterior. O setor de bens intermediários (-0,8%) recuou pelo segundo mês seguido, acumulando perda de 2,3%. Já os bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) interromperam dois meses de crescimento, período em que acumularam alta de 2,8%. O único avanço em junho foi do segmento de bens de consumo duráveis (6,4%), que intensificou a expansão do mês anterior (4,1%).

Indústria recua 0,5% frente a junho do ano passado - Na comparação com o mesmo período de 2021, o recuo do setor industrial foi de 0,5%, com disseminação de resultados negativos em 14 dos 26 ramos investigados pela PIM. As indústrias extrativas (-5,4%) exerceram a principal influência negativa nesse resultado, pressionadas pela queda na fabricação de óleos brutos de petróleo e minérios de ferro. Também impactaram o índice as atividades de metalurgia (-8,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-19,6%).

Outras contribuições negativas - Outras contribuições negativas vieram dos segmentos de produtos de minerais não metálicos (-6,9%), de produtos de metal (-6,0%), de outros produtos químicos (-2,6%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,3%). Outros recuos significativos foram registrados pelos ramos de produtos de borracha e de material plástico (-3,4%), de produtos têxteis (-8,3%), de produtos de madeira (-8,4%), de móveis (-9,3%) e de produtos diversos (-8,3%).

Maiores influências - As maiores influências entre as doze atividades que apontaram expansão na produção foram dos segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (8,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (5,9%). A maior produção de óleo diesel, óleos combustíveis e naftas para petroquímica influenciou o crescimento do primeiro setor. No caso da atividade de veículos, a alta foi relacionada à expansão na produção de automóveis e caminhão-trator para reboques e semirreboques.

Volta - “Há uma volta para o campo negativo, depois de o resultado de maio ter interrompido nove meses seguidos de queda nesse indicador. Nessa comparação com o mesmo período do ano anterior, também há a marca do espalhamento de quedas entre as atividades investigadas. Mas, apesar do recuo de junho, a intensidade da queda vem se tornando menor: no primeiro trimestre do ano, havia uma perda acumulada de 4,4% e, no primeiro semestre, a queda é de 2,2%. Essa diminuição da magnitude das perdas é observada também em todas as grandes categorias econômicas”, diz Macedo.

Mais sobre a pesquisa - A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970 relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A partir de maio de 2014, teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, após uma reformulação para atualizar a amostra de atividades, produtos e informantes; elaborar uma nova estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes, de forma a integrar-se às necessidades do projeto de implantação da Série de Contas Nacionais - referência 2010; e adotar as novas classificações, de atividades e produtos, usadas pelas demais pesquisas da indústria a partir de 2007, quais sejam: a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0 e a Lista de Produtos da Indústria - PRODLIST-Indústria.

Banco de dados - Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no banco de dados Sidra. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Rodrigo Nunes/MS / Agência Senado

 

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ANEEL: Bandeira tarifária de agosto segue verde

aneel 02 08 2022A Agência Nacional de Energia Elétrica – (Aneel) anunciou na sexta-feira (29/07) a aplicação da bandeira verde para o consumo de energia no mês de agosto. Isso significa que as condições de geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas continuam favoráveis, não sendo necessário acionar usinas mais caras.

Validade - A bandeira será válida para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional – a malha de transmissão de energia que conecta as usinas do País aos consumidores – que cobre quase todo o território brasileiro.

Por que existem as bandeiras tarifárias? - Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica, especialmente quando as condições de geração não são favoráveis. Além disso, esse custo é pago de imediato nas faturas de energia, o que desonera o consumidor do pagamento de juros da taxa Selic sobre o custo da energia nos processos tarifários de reajuste e revisão tarifária.

Transparência - As bandeiras dão transparência ao custo real da energia e permitem ao consumidor se programar e ter um consumo mais consciente. Antes, ele não sabia que a energia estava mais cara. Agora ele sabe e pode se programar. Se a bandeira está vermelha, ele sabe que é conveniente economizar, ter um consumo mais consciente e evitar o desperdício de água e energia. Conheça o vídeo da Aneel sobre as bandeiras tarifárias. (Aneel)

 

SAÚDE I: Brasil acumula 678.715 mortes por covid-19 desde o início da pandemia

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 678.715 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (01/08) pelo Ministério da Saúde. O número total de casos confirmados da doença é de 33.855.964.

24h - Em 24 horas, foram registrados 22.064 novos casos. No mesmo período, foram confirmadas 201 mortes de vítimas do vírus.

Recuperados - Ainda segundo o boletim, 32.421.379 pessoas se recuperaram da doença e 755.870 casos estão em acompanhamento. No levantamento desta segunda-feira, não consta atualização dos dados de óbitos em Mato Grosso do Sul.

Números - Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral, há mais registros diários pelo acúmulo de dados atualizado.

Estados - De acordo com os dados disponíveis, São Paulo lidera o número de casos, com 5,92 milhões, seguido por Minas Gerais (3,82 milhões) e Paraná (2,69 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (144,1 mil). Em seguida, aparece Roraima (172,8 mil) e Amapá (176,6 mil).

Mortes - Em relação às mortes por covid-19, de acordo com os dados mais recentes disponíveis, São Paulo apresenta o maior número (172.947), seguido de Rio de Janeiro (74.840) e Minas Gerais (62.958). O menor número de mortes está no Acre (2.018), Amapá (2.151) e Roraima (2.158). (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Sesa divulga 303 novos casos de Covid no Paraná e a morte de um paciente com 73 anos

saude II 29 07 2022A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta segunda-feira (01/08) mais 303 casos de Covid-19 no Paraná e um novo óbito causado pela doença pandêmica. Com isso, desde o início da crise sanitária 2.681.660 paranaenses foram contaminados pelo novo coronavírus, enquanto 44.262 pessoas vieram a falecer por conta da enfermidade.

Meses - Ainda conforme a Sesa, os casos confirmados divulgados nesta data são de agosto (18), julho (274), maio (6), março (1) e fevereiro (1) de 2022; e agosto (1), julho (1) e maio (1) de 2021. Já o óbito divulgado ocorreu ontem e a vítima é um paciente de Palmeira, na região dos Campos Gerais. Trata-se de um homem que tinha 73 anos.

Internações - O boletim epidemiológico ainda informa que há 117 pessoas internadas em UTIs no Paraná com quadros suspeitos ou confirmados de Covid-19, sendo que sete destes pacientes estão em leitos pediátricos, ou seja, são crianças ou adolescentes.

Observação - Além disso, há outras 335 pessoas sendo atendidas e observadas em leitos clínicos, com 57 pacientes em leitos pediátricos desse tipo. (Bem Paraná)

Confira o informe epidemiológico completo clicando AQUI.

FOTO: Sesa

 

SAÚDE III: Entra em vigor o fim dos limites de cobertura de quatro categorias profissionais

saude ans 02 08 2022Entrou em vigor, nesta segunda-feira (01/08), a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de acabar com o limite do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. A medida vale para os usuários de planos de saúde regulamentados (contratados após e Lei nº 9.656/1998 ou adaptados à Lei) que tiverem cobertura ambulatorial (consultas e exames) para tratamento de qualquer doença ou condição de saúde.

Decisão - A decisão foi tomada em reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da Agência realizada em 11/07, com o objetivo de promover a igualdade de direitos aos usuários da saúde suplementar e padronizar o formato dos procedimentos atualmente assegurados, relativos a essas categorias profissionais. Dessa forma, foram excluídas as Diretrizes de Utilização (condições exigidas para determinadas coberturas) para as consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, e o atendimento passará a considerar a prescrição do médico assistente.

Atualização - Essa foi a 9ª atualização do Rol de Procedimentos apenas em 2022: já foram 24 inclusões de procedimentos entre exames, tratamentos e medicamentos, além de outras atualizações.

Transtornos Globais de Desenvolvimento - No dia 1º de julho, a ANS já havia tornado obrigatória a cobertura para qualquer método ou técnica indicada pelo profissional de saúde responsável para o tratamento de Transtornos Globais do Desenvolvimento. (ANS)

 

ARTIGO: No aniversário do Real, "dragão da inflação" acende vela do bolo

artigo 08 02 2022*Eleutério Benin

Era uma vez um tempo de trevas econômicas tão realista que os consumidores, aterrorizados com os preços, mal esperavam o dia raiar para correr ao supermercado. Após o almoço, era tarde demais: a implacável máquina de remarcar as etiquetas, mais uma vez, já havia feito um estrago generoso no orçamento das famílias.

Entre 1980 e início dos anos 1990, enquanto o dragão da inflação escapava de todos os domadores econômicos, eram os empregados formais e informais que alimentavam a fera com o salário corrigido inutilmente por sucessivos gatilhos.

Em julho de 1994, porém, o monstro com apetite para juros altos e preços exorbitantes recolhia-se para um longo período de hibernação. Era o início do Real, um plano de estabilização econômica que chega aos 28 anos com muitos episódios de sucesso. Mas eis que nesta data memorável, o dragão, novamente desperto, lança seu hálito de fogo sobre o poder de compra do brasileiro. Haverá um final feliz para esta história?

A entrada em circulação do Real, em 1º de julho de 1994, mudaria o panorama da inflação. Às vésperas do lançamento da nova moeda, o acumulado inflacionário de doze meses chegava a 4.922%.

O Plano Real foi implantado por etapas. A primeira fase dedicou-se ao ajuste fiscal. Na segunda, a Unidade Real de Valor (URV) passou a valer como “moeda escritural”. Foi somente na terceira etapa que o Real passou a circular como moeda.

Em 1995, com o Plano Real, o índice inflacionário anual atingia 22%. Desta vez, os domadores econômicos conseguiram, depois de tantos esforços, embalar o sono do dragão.

O longo cochilo durou até 2020. A fome da fera desperta pôde ser medida pelo IPCA. O índice que aponta a variação do custo de vida médio de famílias brasileiras com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, fechou em alta de 4,52%. Em abril de 2021, o Painel de Indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou uma inflação de 0,31%, com 6,76% no acumulado de 12 meses. Em agosto, a mordida foi ainda mais vigorosa: 0,89%, a maior em 19 anos. O acumulado do ano chegou a 9,30%. Além de faminto, o dragão agora galopava.

Mas, o que é possível vislumbrar até o final de 2022? No último dia de junho, o Banco Central admitiu oficialmente o estouro da meta de inflação para este ano. À revelia das projeções, na prática, significa que o brasileiro vai continuar convivendo com a alta de preços que o salário não acompanha.

Embora não se espere chegar ao conto de terror econômico que antecedeu o Plano Real, a convivência com o dragão da inflação nos tempos que virão é inevitável.

Mesmo sendo impossível vislumbrar um final feliz para este enredo, pelo menos até o final do ano, lápis, papel e calculadora podem ajudar o consumidor no ajuste necessário do orçamento doméstico. E quem sabe se deste planejamento não surja o esboço de uma história pessoal bem-sucedida que inspire muitos brasileiros a enfrentar os tempos difíceis?

*Eleutério Benin é diretor-executivo da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP, cooperativa que atua na região de Campinas (SP), no interior do Paraná e de Santa Catarina

 


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