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AGRICULTURA E ABASTECIMENTO: Cooperação, assistência técnica e sucessão familiar fortalecem a cafeicultura do Paraná

Cafeicultores paranaenses est√£o impulsionando a produ√ß√£o com boas pr√°ticas, assist√™ncia t√©cnica e coopera√ß√£o. Com a√ß√Ķes inovadoras, eles buscam melhorar a renda familiar e, ao mesmo tempo, preservar o caf√© como uma tradi√ß√£o importante da hist√≥ria da agricultura do Estado.

Norte Pioneiro - O Norte Pioneiro concentra a maior parte da cafeicultura e, ainda que o volume no Estado n√£o seja expressivo comparado a outras grandes culturas, a qualidade da produ√ß√£o faz a diferen√ßa, com diversos caf√©s especiais premiados em concursos.

Fórmula - A fórmula para esse bom desempenho inclui mecanização, diversificação e sucessão familiar. O café do Norte Pioneiro também já tem selo de Indicação Geográfica, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e iniciativas importantes como o grupo Mulheres do Café.

Extensionistas - Nesse cen√°rio, o ‚Äúsaber fazer‚ÄĚ dos extensionistas rurais do Estado tem sido fundamental para promover transforma√ß√Ķes na vida das fam√≠lias no campo. Eles conhecem as propriedades, o modo de vida e a realidade local. Ajudam na organiza√ß√£o dos pequenos produtores e levam tamb√©m moderniza√ß√£o √†s lavouras ‚Äď um empenho di√°rio que visa elevar a renda e a qualidade de vida desses agricultores.

Pol√≠tica p√ļblicas - As pol√≠ticas p√ļblicas do Estado tamb√©m t√™m papel importante no suporte √† agricultura familiar, dando acesso a recursos, estrutura ou outros benef√≠cios que fazem prosperar a produ√ß√£o.

Visita - O secret√°rio estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, acompanhado de uma equipe do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), visitou, na semana passada, propriedades que servem como refer√™ncia na regi√£o. O objetivo do governo estadual √© replicar o modelo em outras regi√Ķes.

Participação - O analista de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar, Saltiel Turra, também acompanhou as visitas às propriedades.

Carl√≥polis - O munic√≠pio de Carl√≥polis lidera a produ√ß√£o do gr√£o no Paran√° e √© um exemplo desse cen√°rio. Enquanto o Estado, de modo geral, tem perdido √°rea de caf√© nos √ļltimos anos, a cidade faz o caminho inverso e tem conseguido crescer nessa cultura.

√Ārea e produ√ß√£o - S√£o aproximadamente 5 mil hectares que geraram uma produ√ß√£o de 9,16 mil toneladas e um Valor Bruto da Produ√ß√£o (VBP) de R$ 165,2 milh√Ķes em 2021, segundo os dados mais recentes do Departamento de Economia Rural (Deral). Cerca de 600 produtores trabalham nessa atividade na cidade.

Esfor√ßo - Durante a visita √†s propriedades, Ortigara parabenizou os cafeicultores, t√©cnicos e lideran√ßas e listou algumas pol√≠ticas p√ļblicas que podem ajudar na continuidade desse trabalho. ‚ÄúN√≥s reconhecemos o esfor√ßo de quem cresceu pela busca de fazer diferente, e esperamos que outras cidades copiem essa capacidade de organiza√ß√£o. Esse modelo de uni√£o, e com a ideia de ter um caf√© de qualidade, especial, √© muito importante‚ÄĚ, disse.

Estrat√©gia - ‚ÄúNosso time est√° definindo uma estrat√©gia para nos somar a esse esfor√ßo, nas pol√≠ticas de incentivo ao cultivo, √† mecaniza√ß√£o, ao uso da √°gua, para aumentar a produtividade, baixar custos e riscos‚ÄĚ, completou.

Acompanhamento - O coordenador estadual de Cafeicultura do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), Otávio da Luz, que trabalha há mais de 30 anos em Carlópolis, acompanhou de perto a história do café. Ele explica que o cuidado com o solo e a diversificação são fatores primordiais para melhorar a produtividade, especialmente com a fruticultura e olericultura. A extensão rural tem papel fundamental no incentivo a essas práticas.

Estabilidade financeira - ‚ÄúA diversifica√ß√£o de culturas d√° uma estabilidade financeira muito boa para o produtor. A fruticultura e a olericultura agregam bastante valor na propriedade‚ÄĚ, afirmou. De acordo com ele, com planejamento, a √°rea de caf√© na cidade poderia ser ampliada para 10 mil hectares nos pr√≥ximos anos.

Sucess√£o familiar - Para entender o que levou Carl√≥polis ao t√≠tulo de principal produtor de caf√© do Paran√°, √© preciso conhecer tamb√©m a hist√≥ria das fam√≠lias, que t√™m conseguido manter o interesse das novas gera√ß√Ķes pela cultura. A propriedade da fam√≠lia do S√≠tio S√£o Manoel, com 21 mil p√©s de caf√©, j√° est√° na quarta gera√ß√£o de produtores. Se antigamente o trabalho seguia um sistema de cultivo mais dif√≠cil e penoso, hoje √© um exemplo do que vem dando certo na cidade: diversifica√ß√£o e sucess√£o familiar.

Recursos - ‚ÄúA sucess√£o √© autom√°tica desde que a propriedade d√™ dinheiro suficiente para ter uma vida boa na fam√≠lia. Se n√£o tiver recursos, o jovem vai buscar outras alternativas na cidade‚ÄĚ, afirmou o coordenador estadual de Cafeicultura do IDR-Paran√°.

Orgulho - Eduardo da Silva √© bisneto de cafeicultores. ‚Äú√Č um orgulho muito grande‚ÄĚ, disse a av√≥, Anita. Ele est√° estudando agronomia e pretende se especializar em caf√©.

‚Äč‚Äč‚Äč‚ÄčVoca√ß√£o - Tamb√©m em Carl√≥polis, o produtor Emanuel Liuti, de 23 anos, seguiu a mesma voca√ß√£o do pai e do av√ī. Em 2006, a fam√≠lia cultivava meio hectare. Hoje, s√£o 16 hectares de caf√©, e tamb√©m est√° aumentando a √°rea de fruticultura. ‚ÄúA vantagem √© que trabalhando com a fruta voc√™ consegue pagar os custos de fam√≠lia, de maquin√°rio, manuten√ß√£o, da lavoura e ainda um pouco da lavoura do caf√©‚ÄĚ, explicou.

Abertura - Liuti conta que a boa condu√ß√£o dos pais na educa√ß√£o dele e dos dois irm√£os, dando abertura para que participassem das escolhas na propriedade, fez a diferen√ßa para mant√™-los no campo. ‚ÄúDesde quando a gente tinha por volta de 15 anos, √©ramos envolvidos nos trabalhos. Ent√£o crescemos com olhar de comunidade, de trabalhar em fam√≠lia. A partir dessa oportunidade, sabendo que ser√≠amos o futuro disso, a gente se sentia bem trabalhando junto‚ÄĚ, afirmou.

Mecaniza√ß√£o - Na lavoura da fam√≠lia de Emanuel, 90% do trabalho √© mecanizado. ‚ÄúCome√ßamos com as m√°quinas a partir de 2014 e de l√° para c√° fomos melhorando, trabalhando com novo m√©todo de cultivo, que √© o espa√ßamento adequado para a colheita mecanizada, reduzindo o custo de m√£o de obra‚ÄĚ, disse.

Outros equipamentos - Outros equipamentos s√£o utilizados em colabora√ß√£o com propriedades vizinhas. A parceria entre agricultores, segundo o coordenador de Cafeicultura do IDR-Paran√°, √© uma marca de Carl√≥polis. ‚ÄúEsse √© um modelo que pensamos para outros munic√≠pios, em que se possa criar n√ļcleos de cafeicultores para trabalhar em conjunto para conseguir comprar m√°quinas, por exemplo‚ÄĚ, explicou.

Terceira gera√ß√£o - Outro cafeicultor que manteve a propriedade da fam√≠lia √© Marcelo Teixeira, do S√≠tio Teixeira. Ele √© da terceira gera√ß√£o de cafeicultores, e os filhos j√° est√£o interessados no setor. A propriedade gera de 2,5 mil a 3 mil sacas de caf√© beneficiado por ano e j√° teve seu produto comercializado para pa√≠ses como Austr√°lia e Holanda.

Transforma√ß√£o - ‚ÄúEu assumi a propriedade em 2011, e desde ent√£o houve essa transforma√ß√£o daquela cafeicultura tradicional para essa cafeicultura moderna, mecanizada‚ÄĚ, contou. Al√©m do incentivo da extens√£o rural do Estado, ele destaca a import√Ęncia de cursos de forma√ß√£o para que os produtores possam se aperfei√ßoar, como os do Senar-PR. ‚ÄúO consumidor cada vez mais quer qualidade, ent√£o a gente precisa caprichar no que faz‚ÄĚ.

Coopera√ß√£o - O cooperativismo foi mais um fator que colaborou para o fortalecimento dessa cultura. Trabalhando em parceria com o IDR-Paran√°, a Capal passou a atuar nessa √°rea por volta de 2004. Hoje, com 350 cafeicultores cooperados ‚Äď 218 deles de Carl√≥polis ‚Äď, a entidade planeja potencializar a comercializa√ß√£o e ampliar os investimentos. ‚ÄúA aptid√£o da regi√£o √© muito forte para o caf√©. H√° grande colabora√ß√£o entre as fam√≠lias e um dos pap√©is da cooperativa √© promover justamente isso‚ÄĚ, disse o diretor comercial, Eliel Magalh√£es Leandro. O Sistema Ocepar, que integra a C√Ęmara T√©cnica Setorial do Caf√©, tamb√©m acompanhou a visita da equipe √†s propriedades.

Plano - Pol√≠ticas p√ļblicas tamb√©m s√£o fundamentais para estruturar as propriedades e colaborar com os produtores. Al√©m de pesquisa e extens√£o rural, programas como Banco do Agricultor Paranaense, que subsidia juros de novos investimentos; o Coopera Paran√°, que garante recursos para pequenas associa√ß√Ķes e cooperativas; e o Compra Direta Paran√°, no qual o Estado entra como comprador, s√£o exemplos de a√ß√Ķes efetivas. Tamb√©m h√° uma iniciativa para incentivar a irriga√ß√£o.

Intensifica√ß√£o - A intensifica√ß√£o das a√ß√Ķes do Estado junto a produtores de caf√© teve um marco durante a Expoing√°. Em Mandaguari, na sede da Bela Esperan√ßa, um grupo de produtores e lideran√ßas regionais conversou com o secret√°rio Norberto Ortigara e com a equipe do Sistema Estadual de Agricultura para apresentar um plano de a√ß√£o para incentivar ainda mais a cultura. A iniciativa envolve outros quatro munic√≠pios, al√©m de Mandaguari: Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul e Marialva.

A√ß√Ķes - O grupo listou dez a√ß√Ķes necess√°rias, que incluem mais acesso a mudas, equipamentos e capacita√ß√£o. Entre as metas est√£o aumentar a √°rea de caf√© na regi√£o em 200 hectares por ano; renovar os cafezais deficit√°rios, substituindo por lavouras mais produtivas e adequadas ao manejo mecanizado; aumentar a produtividade; e produzir mais caf√©s especiais.

Mandaguari - Mandaguari tamb√©m busca o selo de Indica√ß√£o Geogr√°fica para o caf√© produzido na regi√£o. No final do ano passado, produtores retomaram a Associa√ß√£o dos Produtores de Caf√© de Mandaguari (Cafeman), hoje com 40 associados, e estudam meios de conquistar o reconhecimento para agregar mais valor ao produto. ‚ÄúCom isso, a gente busca valorizar nosso produto, e n√£o deixar que os produtores abandonem o caf√© por outra atividade. N√£o queremos necessariamente volume, mas qualidade‚ÄĚ, explicou o presidente da Associa√ß√£o, Fernando Roberto Rosseto.

Amplia√ß√£o - O diretor-presidente do IDR-Paran√°, Natalino Avance de Souza, falou sobre a possibilidade de ampliar a assist√™ncia t√©cnica na cafeicultura. "Para n√≥s √© um bom desafio poder discutir a√ß√Ķes t√©cnicas de uma cultura que faz parte da origem do estado. √Č um modelo do qual queremos ser parceiros‚ÄĚ, acrescentou.

Panorama - O café está presente em 187 municípios do Paraná e, segundo o IDR-Paraná, em mais de 50 deles a economia depende da cafeicultura. São aproximadamente 6 mil famílias nessa atividade em todo o Estado e cerca de 80% das propriedades são de agricultura familiar.

VBP - No Paran√°, embora a produ√ß√£o tenha reduzido 13% de 2020 para 2021, atingindo 51 mil toneladas, o VBP cresceu 41% em termos reais e chegou a R$ 911 milh√Ķes, segundo o Deral. Por √°rea, essa cultura rende pelo menos cinco vezes mais do que a soja. No entanto, a √°rea destinada ao plantio dessa cultura tem reduzido ao longo dos √ļltimos anos.

Grande produtor - O Estado j√° foi um grande produtor de caf√©. Chegou a ter 1,8 milh√£o de hectares nos anos 1960, at√© que adversidades clim√°ticas severas, como a geada negra de 1975, fizeram a produ√ß√£o despencar. Naquele ano, o Paran√° tinha 942 mil hectares plantados. No ano passado, aproximadamente 30 mil hectares foram destinados √† cultura. (Com informa√ß√Ķes da Assessoria de Imprensa da Seab)

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