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FÓRUM FINANCEIRO I: Sistema Ocepar reúne 22 instituições financeiras e 85 cooperativas de cinco ramos

Nessa terça-feira (30/05), o auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba (PR), recebeu representantes de 22 instituições financeiras parceiras e de 85 cooperativas dos ramos agropecuário, crédito, saúde, transporte e trabalho, produção de bens e serviços, além de autoridades do setor público e privado, um total de aproximadamente 150 participantes. O evento demonstrou aos agentes financeiros o cenário atual do cooperativismo no estado e facilitou a integração entre os agentes do setor. 

Relevância - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, abordou o cenário geral do cooperativismo paranaense destacou a relevância do setor para o país. “No último ano, o cooperativismo movimentou R$ 187 bilhões no Paraná, com um resultado líquido de R$ 9,2 bilhões, com os quais foi possível remunerar os cooperados. Nos próximos cinco anos, teremos uma demanda de investimentos de R$ 30 bilhões e um déficit de armazenamento aproximado de 8 milhões de toneladas. Nós precisamos de infraestrutura e investimentos. As cooperativas não têm a opção de captar recursos do mercado, então dependemos do Plano Safra. Isso não é para nós, é para a sociedade brasileira. Estamos propondo oferecer comida o suficiente para todo o Brasil. Para isso, precisamos de financiamento adequado”, afirma.

Crédito - O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, relembra que os anos 1990 trouxeram o crescimento exponencial das cooperativas de crédito (como Sicredi, Sicoob e Cresol), fornecendo recursos importantes para os cooperados, que passaram a participar como demandadores do Banco Central. Portanto, o Fórum mostra a sua relevância ao unir diversos atores do setor com o objetivo de fomentar a produção agrícola, essencial para a economia do país e para a renda de milhares de famílias brasileiras. “Esse Fórum tem o propósito de mostrar cenários, de entender o mundo em que estamos vivendo, a crise fiscal da União com a dificuldade de prover recursos para financiar a atividade rural, como o Plano Safra 2023/24. Precisamos entender as necessidades do fluxo financeiro adequado às nossas cooperativas, sendo importante para o futuro da economia rural e da sustentação desse modelo de forte presença das cooperativas na mesa dos brasileiros”, declara.

Cenário - O coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola Neto, falou sobre a solidez das cooperativas neste ano, mesmo diante de um cenário mais conservador e que inspira cautela. “Temos dois cenários econômicos e financeiros para as cooperativas: o primeiro é que fechamos 2022 com crescimento exponencial, mas com leve tendência de redução de margens, o que está se confirmando para 2023. O cenário mostra uma tendência de faturamento, mesmo com a redução dos preços de commodities. O volume de produto tende a compensar a redução de preço, porém, com resultados menores, devido ao baixo preço do produto e ao alto custo de insumos ou financeiro”, diz.

BNDES - O evento contou ainda com a participação do diretor Financeiro e de Crédito Digital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Alexandre Correa Abreu, que discorreu sobre o portfólio de opções do banco disponíveis para as cooperativas. “Temos uma linha enorme de produtos na área de custeio e investimento que o BNDES opera diretamente ou por meio das 73 instituições financeiras credenciadas, tentando cobrir o portfólio de necessidades das cooperativas”, declara. Alexandre veio acompanhado de Caio Barbosa Alves de Araújo, gerente do Desag/Gesag, e de Mauro Mattoso, chefe do departamento do Complexo Agroalimentar e de Biocombustíveis.

Palestra - O professor, palestrante e presidente do Brain Business School, Ricardo Mollo, comentou sobre as “expectativas e tendências da economia e do mercado de produtos e serviços financeiros”. Segundo ele, “o cooperativismo está crescendo demais, mas temos uma preocupação grande com o cenário macroeconômico. O Brasil passa por uma fase de ajustes com o pós-pandemia e mudança de governo, então, para as cooperativas, é um momento que precisamos ser cuidadosos, criteriosos e conservadores financeiramente, mas arrojados comercialmente. Temos que pensar também nos competidores, principalmente os que estão no mercado financeiro e pensarmos também em questões como automação e digitalização”, analisa.

ESG+Coop - Durante o fórum, o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, fez uma apresentação sobre o programa ESG+Coop, que integra uma das 20 ações do Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o planejamento estratégico de desenvolvimento do cooperativismo paranaense. Boesche explicou que a sistematização e organização das ações de ESG das cooperativas foram demandas identificadas nas entrevistas com lideranças, dirigentes e gestores do setor, durante a construção do PRC200. O tema se transformou no projeto de número 14, entre os 20 que compõem o planejamento estratégico do setor. “O objetivo é criar um programa de monitoramento, avaliação e certificação das cooperativas paranaenses, com o foco no atendimento a requisitos ambientais, sociais e de governança e desempenho”, explicou.

O cenário brasileiro - Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, desde o último trimestre de 2022, o comportamento dos indicadores setoriais registra uma desaceleração bastante disseminada na atividade econômica. Esse quadro se manteve nos primeiros meses de 2023, mas o mercado de trabalho vem dando sinais de arrefecimento devido à leve aceleração da taxa de desocupação, refletindo na perda de dinamismo da população ocupada. Em contrapartida, o aumento dos rendimentos médios tem possibilitado o crescimento dos índices salariais. Dados mais recentes mostram que o processo de desinflação da economia brasileira vem se consolidando nos últimos meses, embora tanto os índices de preços ao consumidor quanto as médias dos núcleos de inflação ainda se encontrem em patamares relativamente elevados. Desse modo, é importante observar as tendências de mercado e economia para investir em expansões. O cooperativismo paranaense encerrou o ano de 2022 com faturamento de R$ 186,1 bilhões, gerando resultado positivo de R$ 9,2 bilhões e mais de 135 mil empregos, congregando 3,1 milhões de cooperados. “Para manter essa estrutura é necessária mais que uma política de investimentos, mas também que os parceiros observem o comportamento da economia e apoiem no crescimento e desenvolvimento deste setor tão importante para a economia brasileira”, destaca José Roberto Ricken.

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