Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5202 | 23 de Novembro de 2021

INTERCOOPERAÇÃO: Sistemas Ocepar e Ocesc realizam campanha conjunta de marketing

intercooperacao 23 11 2021Com o objetivo de reforçar os principais atributos do sistema cooperativista nas áreas social, econômica e ambiental, o Sistema Ocepar e o Sistema Ocesc, através de recursos do Fundo de Comunicação e Marketing SomosCoop, disponibilizados pelo Sistema OCB, iniciaram uma campanha de marketing conjunta. “Nosso objetivo, além de reforçar esta intercooperação com o Sistema Ocesc, é falar para a população que o cooperativismo, na sua essência e princípios, tem por base a sustentabilidade, seja ela econômica, social e ambiental”, destacou José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar.

Sustentabilidade - “A sustentabilidade é um dos pilares do cooperativismo. Essa campanha, vem mostrar o propósito e o compromisso das cooperativas com o cuidado das pessoas e do meio que nos cerca. Temos a garantia do desenvolvimento local e da comunidade onde há uma cooperativa inserida. Essa parceria com o Sistema Ocepar é de fundamental importância e reforça o compromisso do sistema em trabalhar por um mundo mais justo e sustentável", comenta o presidente do Sistema Ocesc, Luiz Vicente Suzin.

 

Campanha - A campanha de marketing conjunta será veiculada em emissoras de rádio do Paraná e Santa Catarina, mídias sociais (Youtube, Facebook e Instagram) Google e G1, através de mídia programática. A iniciativa pretende mostrar à população paranaense a importância econômica e social das cooperativas.

 

Atuação - As cooperativas participam de todas as áreas de negócios: agropecuária, saúde, crédito, transporte, consumo, infraestrutura, trabalho, produção de bens e serviços. Sempre com o padrão de excelência e com os cuidados que são marca de tudo que é feito pelo sistema: higiene e bem-estar dos animais, cuidado no processo agroindustrial, cuidado na administração dos serviços, somados ao cuidado com o meio-ambiente. Os produtos industrializados pelas cooperativas paranaenses e catarinenses, estão presentes nos principais pontos de venda do Brasil e em vários países, porque são feitos com o que existe de mais avançado. E a campanha reforça que os produtos e serviços das cooperativas tem uma garantia que nenhum outro tem. A garantia de origem. A garantia da qualidade que o mercado consumidor exige.

 

Link vídeo - Confira o vídeo da campanha acessando o link:https://www.youtube.com/watch?v=MNxNG_bD8vk.

 

EDUCAÇÃO: Prazo de inscrição para o Programa de Apoio ao Ensino Médio encerra dia 15 de dezembro

 

Termina no dia 15 de dezembro o prazo de inscrições para o “Programa de Apoio ao Ensino Médio Sesi/Sescoop”, destinado aos filhos dos funcionários de cooperados e das cooperativas registradas no Sistema Ocepar. A iniciativa é resultado de uma ação conjunta entre os Sistemas Ocepar e Fiep, por meio do Sescoop/PR e Colégio Sesi da Indústria, respectivamente.

 

Apoio - Pela parceria, o Sescoop/PR apoiará até 75% do valor das mensalidades para que alunos filhos do público beneficiário possam cursar, em qualquer uma das unidades do Colégio Sesi da Indústria nos municípios de  Umuarama, Cascavel, Ampére, Capanema, Francisco Beltrão, Pato Branco, Campo Mourão, Maringá, Arapongas, Telêmaco Borba, Ponta Grossa, Irati, União da Vitória, Campo Largo e Rio Negro, o Ensino Médio, concomitando ao Curso Técnico em Cooperativismo, com carga horária de 1200 horas, complementar aos três anos do Ensino Médio, já de acordo com a nova proposta de currículo para o Ensino Médio que entra em vigor a partir de janeiro de 2022, em todo o território nacional.

 

Oportunidade - “Percebemos na nova Lei do Ensino Médio uma grande oportunidade de levarmos o ensino e a educação cooperativista para as escolas. As cooperativas buscam, cada vez mais, profissionais que entendam sobre o tema do cooperativismo e que estejam habilitados para trabalhar com esta questão. Por isso criamos, juntamente com o Colégio Sesi da Indústria o Programa de Apoio ao Ensino Médio Sesi/Sescoop, para atender os filhos dos funcionários das cooperativas registradas no Sistema Ocepar”, explica a gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Maria Emilia Pereira Lima.

 

Lista - Também integram a lista de unidades que dispõem deste benefício o Colégio Sesi da Indústria Alto da Glória, Boqueirão e CIC, em Curitiba, e a unidade Afonso Pena do Colégio Sesi da Indústria em São José dos Pinhais, além das unidades do Colégio Sesi Internacional Bilíngue em Londrina e Ponta Grossa e Trilíngue em Foz do Iguaçu.

 

Única - “A oportunidade é única, pois as famílias envoltas ao cooperativismo terão acesso aos Colégios Sesi da Indústria e também a uma metodologia de trabalho diferenciada, que tem por objetivo formar profissionais empreendedores, criativos, éticos e inovadores, com foco no desenvolvimento da solidariedade e respeito mútuo. Valores que estão explícitos no propósito de ambas as organizações: pensar global, mas agir local”, explica a gerente executiva de Educação do Sistema Fiep, Fabiane Franciscone.

 

Mais informações - Para mais informações, os interessados podem enviar um e-mail para mirian.vieira@sistemafiep.org.br ou conversar diretamente com o agente da cooperativa Sescoop/PR. O programa é válido, exclusivamente, para filhos dos funcionários de cooperados de cooperativas com pelo menos 24 meses de filiação e para os filhos dos funcionários das cooperativas registradas no Sistema Ocepar. (Com informações da Assessoria de Imprensa do Sistema Fiep)

 

Clique aqui e assista ao vídeo sobre o Programa de Apoio ao Ensino Médio

 

 

educacao 23 11 2021

EVENTO: Fórum de Sustentabilidade das Cooperativas Paranaenses inicia com 74 participantes

forum II 23 11 2021O primeiro encontro no Fórum de Sustentabilidade das Cooperativas Paranaenses, promovido pelo Sistema Ocepar, por meio da Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec), nessa segunda-feira (22/11), reuniu 74 profissionais de 25 cooperativas do Paraná. O evento tem como objetivo apresentar e discutir sustentabilidade ambiental sob a perspectiva ESG e o seu impacto na cadeia de valores dos negócios do cooperativismo. Estão previstos ao todo três encontros, com assuntos complementares, integrando aspectos conceituais, perspectivas e oportunidades de mercados e cases de cooperativas e empresas/indústrias.

Primeiro dia - O evento dessa segunda-feira foi aberto pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. Na sequência, a consultora Rosilene Rosado apresentou palestra com o tema “ESG: a nova pauta dos negócios e os critérios ambientais como destaque nessa agenda”. Ela abordou os aspectos conceituais do ESG, sustentabilidade na cadeia de valor, oportunidades de negócios, principalmente na área de crédito de carbono e títulos verdes, e iniciativas do agronegócio sustentável brasileiro. A palestrante ainda destacou que o “desafio do agronegócio e das cooperativas nesse momento é investir em uma agenda ESG robusta, que mensure impactos, riscos, oportunidades e KPI's. É preciso combinar estratégia com inteligência social”.

Próximas datas - Os outros dois encontros estão previstos para os dias 26 e 30 de novembro e irão tratar sobre sustentabilidade na cadeia de valor, com cases das cooperativas Agrária e Integrada, no dia 26, e a participação do Grupo Boticário e Ambev, que vão falar sobre o que o mercado está exigindo nessa área, no dia 30. Clique aqui para se inscrever.

Rádio PR Cooperativo - Ouça aqui o áudio produzido pelo jornalista Alexandre Salvador para a rádio Paraná Cooperativo sobre o primeiro dia do evento.

 

 

 

REVISTA AMANHÃ I: C.Vale é a 4ª maior do PR

revista amanha I 23 11 2021O desempenho da C.Vale, em 2020, garantiu à cooperativa a 4ª colocação entre as empresas com maior receita líquida do Paraná, com R$ 12,44 bilhões. A classificação consta do levantamento “500 Maiores do Sul”, publicado pela revista Amanhã, do Rio Grande do Sul.

Estudo - O estudo, realizado pela empresa PricewaterhouseCoopers (PwC), mostra a C.Vale na 15ª colocação da região Sul e como a 6ª maior empresa do Paraná em valor ponderado de grandeza (VPG). Esse indicador é formado por uma combinação de patrimônio líquido, receita bruta e lucro do exercício. A cooperativa também figura na 8ª posição entre as maiores empresas em patrimônio líquido do Paraná, com R$ 2,51 bilhões. (Imprensa C.Vale)

 

REVISTA AMANHÃ II: Castrolanda figura entre as 50 maiores empresas do Sul no ranking

revista amanha II 23 11 2021A Castrolanda se destaca mais uma vez como uma das 50 maiores cooperativas do Sul nos ramos agropecuário, saúde e crédito. Em ranking divulgado pela Revista Amanhã com as 500 maiores empresas da região, a cooperativa se manteve em 43ª, posição que já ocupava no ano anterior. O anúncio foi realizado em evento online na última quinta-feira (18/11) e levou em conta os resultados de 2020 de empresas com sede no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

VPG - No ranking, o Grupo Amanhã e a PwC Brasil partiram do Valor Ponderado de Grandeza (VPG), um indicador exclusivo que leva em conta o patrimônio líquido (peso de 50%), a receita líquida (40%) e o lucro líquido ou prejuízo (10%).

Faturamento total - As 500 empresas da relação faturaram, no total, R$ R$ 737,4 bilhões, valor 18,7% maior que em 2019. Só a Castrolanda faturou R$ 4,3 bilhões em 2020 e, em novembro de 2021, já chegou à marca de R$ 5 bilhões.

Diversificação e desenvolvimento sustentável - O Diretor Executivo da cooperativa, Seung Lee, afirma que o crescimento econômico da Castrolanda e as posições de destaque em importantes rankings nacionais e internacionais estão atrelados à diversificação das atividades e ao desenvolvimento sustentável.

Alicerces sólidos - “O crescimento não é só uma questão de ganhar escala para ganhar competitividade, mas também garantir sustentabilidade por meio da diversificação e, consequentemente, redução de riscos. A Castrolanda tem alicerces sólidos nos valores institucionais. Com objetivos bem definidos, aliados ao suporte de colaboradores e cooperados, seguimos dia após dia em um caminho de sustentabilidade e estabilidade dos negócios”, reforça Seung.

Próximo ano - Para o próximo ano, a cooperativa seguirá trabalhando questões de eficiência operacional, ganho de produtividade e, por consequência, ganho de escala. Além disso, os planos também são dar mais atenção em processos de relacionamento com os cooperados.

Sobre a Castrolanda - O compromisso com a transformação faz parte do DNA da Castrolanda. Uma cooperativa que transforma vidas, negócios e a comunidade ao redor. Com sete décadas de história, a Cooperativa Castrolanda é formada por mais de 1100 cooperados no Estado do Paraná e interior de São Paulo. Com 4,5 bilhões de reais de faturamento e aproximadamente 3700 colaboradores, possui unidades de negócios divididas em operações agrícola, carnes, leite, batata e administração e industrial - carnes, leite e batata. O objetivo das áreas de negócio é coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, seguir presente em todos os elos da cadeia produtiva, agregar valor através das indústrias e crescer com sustentabilidade. (Imprensa Castrolanda)

 

COCAMAR I: A soja faz bonito nos campos de Douradina (PR)

Já são mais de 3 mil hectares cultivados com soja em Douradina, a 60km de Umuarama, no noroeste do Paraná, onde o solo é de consistência arenosa.

Bons resultados - Até pouco tempo, a economia do município era formada principalmente pela pecuária, cana-de-açúcar, mandioca e outras pequenas culturas, mas os preços atraentes impulsionaram a expansão da oleaginosa e, para quem ainda tinha dúvida, os resultados estão sendo mais que convincentes. O Rally Cocamar de Produtividade foi até lá para conferir.

Avançando - Conduzida com tecnologia adequada e orientação técnica prestada pela Cocamar, a cultura segue de vento em popa, com tudo para continuar crescendo.

Incremento - Conforme explica o técnico agrícola Gabriel Teixeira, da unidade local da cooperativa, de 2019 para cá houve um forte incremento, principalmente por parte de produtores que aproveitaram áreas onde exploravam pecuária e até mesmo o cultivo de mandioca para investir na soja.

Quanto - A média de produtividade, segundo ele, tem ficado ao redor de 130 sacas por alqueire (54/hectare), mas produtores já conseguiram, em lavouras de primeiro ano, até 160 sacas por alqueire (72/hectare), fazendo todos os tratos culturais, entrando na lavoura no momento correto para os tratos fitossanitários.

Problema - Tem se observado a chegada de produtores de outras regiões do estado, em especial do norte e do oeste. O problema, segundo Teixeira, é que alguns deles, na ânsia de conseguirem terras em arrendamento, oferecem uma remuneração que será difícil de honrar, como 40 sacas por alqueire (16,5/hectare), o que é fora da realidade para o mercado regional.

Cautela - “A soja, ainda nos primeiros anos, tem um custo elevado, o que exige cautela e pés no chão, pois não há milagre”, adverte, informando que um pacote de alta tecnologia apresenta um custo de produção de 100 a 110 sacas por alqueire.

Orientar - “Os produtores têm a oportunidade de expandir, mas é importante que a expansão ocorra de forma sustentável, para que não haja uma frustração”, observa. Teixeira cita também que a cooperativa está preparada para orientar no sentido de que a parceria arrendatário-proprietário seja bem planejada e ocorra da melhor forma possível. “Todos têm a ganhar com o sucesso da soja na região”, comenta.

Ampliando - Nivaldo Francisco Alves, gerente de uma fazenda pertencente a Adolmar Zadinello, que foi uma das primeiras a plantar soja no município, em áreas próprias, conta que a cada ano as lavouras vêm sendo ampliadas, demonstrando o quanto a soja é promissora ali. São 200 alqueires atualmente (484 hectares). “Temos conseguido a média de 130 a 140 sacas, por alqueire. Também plantamos milho e têm saído bem”, conta Nivaldo.

Milho e banhado - Segundo o técnico Gabriel, o milho, por questão de ambiente, é um pouco desfavorecido, mas o emprego de técnicas adequadas, seleção de bons materiais, orientação técnica especializada e o tempo ajudando, tornam a cultura, igualmente, um bom negócio. Há muita soja plantada, também, em banhados, que permanecem úmidos por algum tempo e depois são drenados, para permitir as operações.

Dinamizou - O gerente Frank Vieira de Araújo, que responde pelas unidades de Douradina e da vizinha Tapira, cita que o avanço da soja tem dinamizado ainda mais as unidades, já respondendo por 50% do movimento na primeira cidade e por 50% do faturamento na segunda. “Com seu ciclo rápido, a soja é uma cultura que traz mais recursos para as regiões, gerando benefícios em todos os sentidos”, pontua.

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua sétima edição consecutiva, conta com o patrocínio das seguintes empresas: Basf, Fairfax do Brasil – Seguros Corporativos, Fertilizantes Viridian, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar Máquinas, Lubrificantes Texaco, Estratégia Ambiental e Irrigação Cocamar (institucionais), com apoio da Aprosoja/PR, Cesb e Unicampo. (Imprensa Cocamar)

{vsig}2021/noticias/11/23/cocamar_I/{/vsig}

COCAMAR II: Confirmado o Safratec nos dias 20 e 21 de janeiro

cocamar II 23 11 2021A Cocamar está confirmando a realização presencial do seu principal evento técnico, o Safratec 2022, nos dias 20 e 21 de janeiro. O evento, considerado a mais importante vitrine tecnológica do agro regional, terá também a sua versão digital, a exemplo do que foi feito no Safratec 2021 e em duas edições do Dia de Campo de Inverno, neste e no ano passado. Em ambos os dias, a programação começa às 8h e se estende até às 17h.

Prevenção - O gerente técnico Rodrigo Sakurada, que responde pela coordenação do evento, salienta que embora os índices de contaminação da Covid-19 tenham se reduzido drasticamente, deverão ser obedecidas por parte das empresas participantes e do público, as exigências quanto a prevenção, como o uso de máscaras, higienização das mãos com álcool e um número controlado de pessoas nos estandes e também no restaurante.

Temas - Entre os destaques da feira, haverá demonstração do desempenho de cultivares de soja e milho, apresentação de novas tecnologias para as culturas de verão, orientações quanto a manejo de solo, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), exposição e dinâmica de máquinas agrícolas e outros temas.

Plataforma - Para os cooperados que preferirem participar virtualmente, todas as informações estarão disponíveis na plataforma do evento. (Imprensa Cocamar)

 

UNIMED CURITIBA: Hábitos saudáveis de vida ajudam na prevenção ao câncer de próstata

Novembro é o "Mês de Saúde do Homem", tempo dedicado à conscientização e prevenção do câncer de próstata, o mais comum entre os homens. Ele representa 29% dos diagnósticos de câncer no Brasil, com número elevado de novos casos a cada ano: cerca de 65 mil só no nosso país. Por isso, a Unimed Curitiba lança uma campanha em que destaca a importância da autorresponsabilidade dos homens com a saúde, ou seja, a capacidade de assumir o cuidado consigo para garantir bem-estar, qualidade de vida e longevidade. Com o mote “Na luta contra o câncer de próstata, adote atitudes pró”, a cooperativa propõe algumas mudanças em hábitos de vida, como realizar atividades físicas regularmente, ingerir menos carne vermelha, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas e beber água com frequência, parar de fumar e evitar produtos industrializados.

Exames preventivos - “Um em cada seis homens será diagnosticado com a doença, mas mesmo assim poucos fazem exames preventivos. Mais da metade da população masculina nunca consultou um urologista. E pesquisas indicam mais do que uma impressão, há mesmo fatores que fazem os homens mais suscetíveis a determinadas doenças e/ou situações de risco”, diz Osni Silvestri, médico cooperado da Unimed Curitiba especializado em urologia.

Pesquisa - De acordo com a pesquisa “Perfil da morbimortalidade masculina no Brasil”, realizada pelo Ministério da Saúde em 2018, homens, com idade entre 20 a 59 anos, têm maior morbimortalidade comparados às mulheres da mesma faixa etária, principalmente por fatores externos. O estudo afirma que pessoas do sexo masculino estão mais envolvidas em situações de violência, uso de drogas e álcool, bem como estão mais expostos aos acidentes de trânsito e de trabalho. Além disso, eles não procuram os serviços de saúde e um dos motivos disso é o medo de descobrir alguma doença. E, quando procuram ajuda médica, não seguem os tratamentos recomendados. Alimentação inadequada, sedentarismo e maior suscetibilidade a infecções de IST/aids também prejudicam a saúde masculina.

Estratégias - De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os brasileiros vivem, em média, sete anos a menos do que as brasileiras. Eles também apresentam maior incidência de determinadas doenças como aquelas cardiovasculares ou diabetes, hipertensão, e ainda cânceres de pulmão, próstata e testículos. “Esses dados reforçam a necessidade de desenvolver estratégias de educação em saúde voltadas para os homens e sua sensibilização a fim de que eles entendam a sua fragilidade e responsabilidade com a própria saúde. No meio das atribuições da rotina, dos compromissos com trabalho, família, negócios, é comum que grande parte do público masculino cuide de todos ao redor, mas esqueça de olhar para si. Essa é a virada de chave: o homem deve cuidar do corpo, da mente e da alma”, afirma o urologista.

Exames e tratamentos - Os exames de PSA e toque retal são as formas mais exatas para diminuir a chance de erro diagnóstico, segundo Osni Silvestri. Eventualmente pode ser preciso fazer uma biópsia também, mas cada vez mais a ressonância magnética é usada para definir a necessidade ou não do procedimento. Tendo os exames e diagnóstico definido, há diversas possibilidades de tratamentos. Em alguns pacientes é indicado cirurgia, já para outros radioterapia. Questões como idade, histórico familiar ou clínico, comorbidades, são fatores que determinam os tipos de tratamentos.

Rastreio - Depois de um estudo muito aprofundado a respeito do câncer de próstata, Osni Silvestri conta que, nos casos de pacientes já com certa idade (mais de 75 anos) e com um câncer pouco agressivo (indolente), é possível fazer um rastreio sem cirurgia ou tratamento para ver se esse câncer vai, de fato, avançar. É uma forma de acompanhamento que chama vigilância ativa.

Preconceito e relutância - O urologista observa que a consciência da população masculina tem melhorado, pacientes estão mais abertos a ir em consultório e fazer os exames necessários. Porém, “ainda existem alguns tabus para quebrar no Brasil, há um machismo forte. Depois de tantos anos das campanhas em novembro, vemos que os homens com casos próximos, amigos perdidos, ou alguém na família, são mais dispostos. Ou seja, quando a doença os cerca eles buscam mais rapidamente e se convencem de que é necessário monitorar. A grande arma para esse obstáculo é a informação e buscar evoluir. A mulher conversa com a mãe, vai mais cedo ao ginecologista, tem a maternidade e ainda conversa mais com as amigas. Já os homens são mais fechados. O que vemos é que munidos de informações eles são mais preventivos e tomam os cuidados adequados”.

Campanha - Desde o início de novembro, a cooperativa vem conversando com seus médicos cooperados, colaboradores e beneficiários em campanha interna sobre o “Mês de Combate ao Câncer de Próstata”. Para o médico cooperado, “esse mês tem grande importância por chamar a atenção para a prevenção. Ainda mais com relação a esse tipo de câncer porque ele não dá sintoma na sua fase inicial, precisa ser rastreado, investigado. Por isso a repetição e reforço para que o paciente procure pelo urologista uma vez por ano para fazer os exames necessários. Afinal, quando diagnosticado no início, é um câncer que tem de 90 a 95% de cura”, ressalta. Então a Unimed Curitiba agora vem a público também para lembrar que, na luta contra o câncer de próstata e nos cuidados com a saúde, o ideal é adotar atitudes pró que ajudam na prevenção.

Bons hábitos - Osni Silvestri lista alguns bons hábitos para homens viverem mais e melhor como manter uma alimentação saudável e beber água com frequência, evitando produtos industrializados; praticar atividades físicas com frequência, sempre com orientação médica e, de preferência, supervisionada por profissionais de educação física – exercícios reduzem as toxinas que potencializam o surgimento do câncer, então qualquer modalidade que movimento o corpo é válida para vencer essa doença; comer menos carne vermelha, pois estudos demonstram que a ingestão exagerada de carne vermelha potencializa o surgimento do câncer.

Recomendação - A partir dos 50 anos, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Urologia recomendam consultas preventivas para avaliação individualizada e detecção precoce do câncer de próstata com a realização do exame PSA (Antígeno Prostático Específico, em português) e do toque retal. Para negros ou casos de parente de primeiro grau com histórico de câncer de próstata, esse cuidado deve ter início a partir dos 45 anos; visitar o médico periodicamente, mesmo quando ainda é jovem., bem como não buscar ajuda somente quando estiver doente, pois a saúde pede que sejamos preventivos de modo geral; e, por fim, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, cigarro e drogas. O álcool libera toxinas nocivas para a saúde da próstata. Os perigos aumentam para homens acima de 35 anos. (Imprensa Unimed Curitiba)

 

unimed curitiba folder 23 11 2021

UNIMED PONTA GROSSA: Cooperativa implanta equipamento para descarte sustentável de cartões

unimed ponta grossa 23 11 2021A Unimed Ponta Grossa disponibiliza, a partir desta semana, a máquina Papa Cartão para integrar as ações de sustentabilidade da cooperativa. A técnica utilizada tritura instantaneamente os cartões vencidos e sem validade para serem transformados em novos materiais, aumentando o ciclo de vida do plástico e sendo uma das formas de preservar o meio ambiente.

Responsabilidade ambiental - O Papa Cartão surgiu como uma oportunidade de incrementar as práticas de responsabilidade ambiental da cooperativa. “Todos os anos fornecemos cartões aos nossos beneficiários e entendemos que o descarte inadequado tem um impacto ambiental negativo em virtude do material que é constituído e sua lenta degradação na natureza.”, explica a diretora de Mercado e Desenvolvimento, Michele Cação Ribeiro.

Decomposição - Os cartões de PVC que são descartados de forma incorreta podem levar cerca de 500 anos para se decompor na natureza. O baixo percentual de descarte adequado causa grande impacto ambiental. Para a diretora de Mercado e Desenvolvimento, além da destinação e processamento sustentável do material, o objetivo de trazer o Papa Cartão é de promover a conscientização ambiental na comunidade. “Nossa ideia é despertar e consolidar na comunidade esse senso de pensamento ambiental e de que mesmo pequenos gestos tem relevância para a sustentabilidade geral do planeta.”, ressalta Michele.

Reciclável - O PVC é um material 100% reciclável. Com os cartões coletados e descaracterizados é possível transformá-los em novos materiais, como capas de agenda, blocos de anotações, pranchetas e em novos cartões.

Programa - O programa de reciclagem de cartões começou em 2012 e está presente em 200 pontos distribuídos pelo Brasil. Já foram mais de três milhões de cartões coletados e reciclados. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de PVC, foram geradas mais de 134,2 mil toneladas de cartões de PVC somente no ano de 2014. Apenas 20 % desse percentual (22,9 mil toneladas) foram reciclados.

Local - O Papa Cartão está instalado na recepção da sede administrativa da Unimed Ponta Grossa, na Rua General Carneiro, 873. O equipamento está disponível para o uso de beneficiários e também de toda comunidade.

Reaproveitamento - Como os cartões descaracterizados podem ser reaproveitados posteriormente?

12 cartões: produção da capa de um bloco de anotações;

36 cartões: produção da capa de uma agenda;

42 cartões: produção de uma prancheta

(Imprensa Unimed Ponta Grossa)

 

SICREDI FRONTEIRAS: Acendimento das luzes de Natal será realizado nesta quarta-feira (24/11), em Capanema

A Sicredi Fronteiras PR/SC/SP irá realizar o acendimento das luzes de Natal da agência de Capanema nesta quarta-feira (24/11). Com o tema: “Natal da Cooperação”, a cooperativa irá fazer, pela primeira vez no município, uma projeção mapeada que ocorrerá nas paredes da agência, e que contará a história do marco Cooperação e Crescimento, do Natal e de toda a simbologia que integra essa época do ano.

Tendência - A projeção mapeada é uma tendência no universo de eventos, sendo um recurso que une tecnologia e fascínio em uma só técnica. Permitindo o desenvolvimento de inúmeros projetos, o vídeo mapping serve para projetar imagens em superfícies, como prédios, estandes e palcos. Ela possibilita o direcionamento dos feixes de luz exatamente para a região que receberá o conteúdo visual. Assim, as imagens se encaixam perfeitamente na estrutura.

Presenças - Além desse grande espetáculo, a noite ainda contará com a presença do Papai e Mamãe Noel, da abelha, símbolo do Programa A União Faz a Vida e com apresentações dos alunos da Escola de Música Fisarmônica. Ainda, ao lado da agência, haverá a casinha do Papai Noel, para que todos possam tirar fotos e registrar esse momento tão especial.

Memória - De acordo com Gilvan Cavalheiro, gerente da agência Sicredi em Capanema, a noite do dia 24 de novembro ficará gravada na memória de todos os munícipes. “Pensamos em presentear nossos associados e comunidade, para que todos possam sentir o espírito da cooperação e do Natal de forma única, nesse ano de retomada econômica e social. Desta maneira, convido a todos para o acendimento das luzes de Natal. Esperamos todos vocês”, afirma Cavalheiro.

Praça dos Pioneiros - Na mesma oportunidade, a administração municipal fará o acendimento das luzes da Praça dos Pioneiros e disponibilizará brinquedos infláveis. Já a Associação Comercial e Empresarial de Capanema estará repetindo o sucesso dos anos anteriores: o trenzinho do Papai Noel.

Transmissão - O acendimento das luzes será transmitido através de live em nossos canais oficiais no Youtube (@sicredifronteiras) e Facebook (/sicredifronteiras) a partir das 19h30’.

Evento - Lembrando que o evento terá início às 19h30, em frente à agência Sicredi Fronteiras localizada na Avenida Brasil, 12, em Capanema (PR). Recomenda-se que todos os presentes façam o uso de máscara. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SP)

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: Prêmio ABDE-BID anuncia os vencedores da 8ª edição

A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) anunciaram os vencedores da 8ª edição do tradicional Prêmio ABDE-BID. O objetivo da premiação deste ano é impulsionar a produção e disseminação de conhecimento que contribua de forma efetiva para o desenvolvimento sustentável.

Categorias - O Prêmio ABDE-BID foi dividido em três categorias: Desenvolvimento em Debate; Diversidade: aspectos gerais e desafios para o desenvolvimento; e Sistema OCB: Desenvolvimento e Cooperativismo de Crédito. Ao todo, foram inscritos 43 trabalhos acadêmicos. O primeiro colocado em cada uma das categorias receberá R$ 8 mil e o segundo R$4 mil.

Desenvolvimento em Debate - Na categoria Desenvolvimento em Debate, o trabalho vencedor foi "Productivity of transportation infrastructure in Brazil: a sectoral and regional approach using dynamic panel data models", de autoria de Victor Medeiros, Rafael Saulo Marques Ribeiro e Pedro Vasconcelos Maia do Amaral, todos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Diversidade - O artigo "Empowerment and gender equity in agriculture: evidence of smallholder farmers in Western Paraná (Brazil)", levou o prêmio na categoria Diversidade: aspectos gerais e desafios para o desenvolvimento. O trabalho foi desenvolvido por Roberta Vedana, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), Marcos de Oliveira Garcias (Unila), Mary Arends-Kuenning (Universidade de Illinois) e Pery Francisco Assis Shikida (Unioeste).

Sistema OCB - Por fim, na categoria Sistema OCB: Desenvolvimento e Cooperativismo de Crédito, realizado em parceria com a OCB, a primeira colocação foi do artigo "O efeito do cooperativismo agropecuário e de crédito no desenvolvimento regional da agricultura familiar no Brasil". A autoria foi de Érica Basílio Tavares Ramos, da Universidade de Goiás, com coautoria de José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e ministério da agricultura pecuária e abastecimento (MAPA).

Associação Brasileira de Desenvolvimento - A ABDE foi criada em 1969 e reúne 31 Instituições Financeiras de Desenvolvimento (IFDs) espalhadas por todo o país - entre bancos públicos federais, bancos de desenvolvimento controlados por estados da federação, bancos cooperativos, bancos públicos comerciais estaduais com carteira de desenvolvimento e agências de fomento -, além da Finep e do Sebrae. Juntas, essas instituições compõem o Sistema Nacional de Fomento (SNF).

Ações - Alinhada com os propósitos da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e com o Acordo de Paris, a entidade promove ações para impulsionar o desenvolvimento sustentável através do financiamento a projetos de infraestrutura em áreas como energia renovável, saneamento básico, mobilidade urbana e cidades sustentáveis, bem como por meio do desenvolvimento de instrumentos financeiros inovadores para estimular o financiamento a projetos sustentáveis. (Assessoria de Imprensa da ABDE)

IFC 2021: Arena do conhecimento Sebrae antecede abertura do maior Congresso de Pescados do Brasil

ifc 23 11 2021A Arena Do Conhecimento Sebrae será realizada nesta terça-feira (23/11), das 16 às 18 horas como um dos pré-eventos do International Fish Congress & Fish Expo, que ocorre nos dias 24, 25 e 26 deste mês de novembro, em Foz do Iguaçu (PR). O principal evento do setor de pescado no Brasil será realizado no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention.

Palestras - Quatro palestras de alto nível científico constituem a programação da Arena do Conhecimento Sebrae. As empresas interessadas em participar podem fazer o credenciamento no site www.ifcbrasil.com.br. A inscrição é gratuita.

Novo cenário - Novo cenário de eficiência energética e escassez hídrica para os pequenos negócios será o tema a ser abordado por Juliana Borges, analista do Sebrae Nacional do segmento de energia e indústrias de base tecnológica.

Aspectos relevantes - Três pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura apresentarão aspectos relevantes da aquicultura. O uso da água na piscicultura e os sistemas de produção serão focalizados por Adriana Ferreira. Viviane Santos abordará a gestão da água no processamento de peixes e Manoel Pedroza tratará do mercado consumidor de produtos da aquicultura no Brasil.

Contribuição - A analista do Sebrae em gestão de projetos na área de aquicultura e pesca, Newman Costa, assinala que “trouxemos os melhores profissionais do mercado para contribuir com a piscicultura no País”. Mostra que a abordagem do tema sofre eficiência energética e escassez hídrica ensinará como utilizar a energia solar para reduzir custos, bem como o consumo consciente da água e outros assuntos relevantes.

União - Newman aponta que duas importantes instituições – o Sebrae e a Embrapa – se uniram para apoiar o setor, oferecendo o que há de mais atual em conhecimento científico para a aquicultura. “A Arena do Conhecimento é um espaço planejado exclusivamente para o setor de pescados. O Sebrae e seus parceiros estarão sempre disponíveis para levar ciência, tecnologia e inovação ao setor aquícola”, destaca.

Outra parceria - outra importante parceria do Sebrae com o IFC 2021 é a Rodada de Negócios, reunindo produtor, indústria, atacado e varejo. A Rodada de Negócios será desenvolvida nos dias 25 e 26 em três segmentos: compra e venda de pescado, compra e venda de máquinas e equipamentos e compra e venda de insumos para nutrição animal e produtos veterinários. Nas pontas dessa comercialização incentivada estarão supermercados, distribuidores, indústrias, frigoríficos, cooperativas, piscicultores e produtores.

Feira de negócios - O presidente do IFC 2021 e ex-ministro da Pesca Altemir Gregolin realça que o IFC 2021 terá como um dos seus destaques a feira de negócios com mais de 100 estandes de empresas nacionais e internacionais, espaço para novas tecnologias de recirculação, mostra de trabalhos científicos e palestrantes de 15 países. Gregolin assinala que o tema geral sintetiza a orientação central do Congresso: “Das águas à mesa do consumidor: por uma cadeia competitiva, sustentável e focada no mercado global”.          

IFC Brasil - O 3º International Fish Congress tem a coorganização da Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação (Fundep) e da Unioeste com apoio do Sebrae, Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca (Sap) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Governo do Estado do Paraná, Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), Associação de Produtores de Peixes do Brasil (Peixe BR), Associação das Indústrias de Pesca (Abipesca), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Agência de Fomento do Paraná, Sanepar e Copel. O IFC 2021 conta ainda com o apoio da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Sistema Faep/Senar-PR. (Assessoria de Imprensa do evento)

 

CAF: Entidades públicas e privadas já podem se inscrever no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar

caf 23 11 2021Entidades públicas e privadas ligadas à agricultura familiar interessadas em integrar a Rede do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (Rede CAF) já podem solicitar a autorização ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF).

Exemplo - Dentre as entidades que podem integrar a rede estão, por exemplo, prefeituras, empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), entidades sindicais por intermédio de confederações, institutos com atuação na agricultura familiar ou área correlacionada e outros. Entidades de todo o Brasil que realizam a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) também precisam solicitar o ingresso na Rede CAF para ser um agente cadastrador.

Substituição - A partir do dia 31 de dezembro deste ano, o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) substituirá a DAP de forma gradativa e será a principal ferramenta para o acesso às ações, programas e políticas públicas voltadas para geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar.

Papel primordial - “O agente cadastrador da inscrição no CAF terá papel primordial no apoio ao desenvolvimento do país”, afirma o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, César Halum, ao destacar que o CAF será um importante instrumento de avaliação e poderá orientar a proposição de novas ações e programas mais adequados à realidade do meio rural.

Requisitos - Para ser um cadastrador da Rede CAF, é preciso atender alguns requisitos, como ter capacidade técnico-operacional para realizar o atendimento ao cidadão e operacionalizar o Sistema CAFweb, como também se comprometer com o gerenciamento, a transmissão, a guarda e o sigilo dos dados e informações envolvidas no procedimento de inscrição.

Instruções e documentação - Para solicitar a autorização de ingresso na Rede CAF, o primeiro passo é se cadastrar na plataforma Gov.br. Clique aqui para acessar o passo a passo de como realizar o cadastro de um CPF e aqui para obter orientações sobre como cadastrar um CNPJ.

Página de solicitação- Em seguida, é preciso entrar na página de solicitação de autorização para ingresso na Rede CAF, dentro do Portal de Serviços da plataforma do Governo Federal, acessando o link https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-autorizacao-para-ingresso-na-rede-caf, e clicar no botão “Iniciar”.

Primeiro formulário - No primeiro formulário, que abrirá automaticamente, é necessário confirmar os dados apresentados no cabeçalho e selecionar o tipo de entidade que o solicitante representa. No caso de entidade pública, será preciso informar também se é central ou regional. Para prosseguir, basta clicar no botão “Preencher dados da entidade”.

Etapa seguinte - Na etapa seguinte, o solicitante deve informar os dados do representante legal da entidade, requeridos no segundo formulário, e clicar no botão “Preencher dados do responsável técnico”.

Novo formulário - Na sequência, aparecerá um novo formulário, que também deve ser preenchido com dados do técnico responsável pelas operações da entidade. Ao concluir, é necessário clicar em “Preencher documentação” e seguir para a última etapa, na qual será anexada toda a documentação solicitada.

Entidade pública - No caso de entidade pública, é necessário digitalizar e anexar o CNPJ; o Regimento Interno, Estatuto e alterações vigentes; a Portaria de nomeação dos responsáveis; e a Declaração de Ciência do Termo de Adesão e Compromisso da Portaria vigente.

Entidade privada - As entidades privadas devem digitalizar e anexar o CNPJ; o Regimento Interno, Estatuto ou Contrato Social; a Certidão de FGTS; a Certidão de Regularidade Fiscal (PGFN); a Certidão de Débitos Trabalhistas; a Ata da Assembleia Geral de Prestação de Contas; a Ata de Eleição da Diretoria vigente; o Recibo de entrega do IRPJ; o Registro sindical ou protocolo de requerimento; e a Declaração de ciência do Termo de Adesão e Compromisso da Portaria vigente. Essas entidades precisam ter personalidade jurídica na área de atuação da agricultura familiar ou área correlacionada; prever expressamente a representação social dos beneficiários agricultores familiares entre as atribuições e objetivos do seu Regimento Interno, Estatuto ou Contrato Social; e possuir, no mínimo, dois anos de atuação.

Análise - Após o envio da documentação, o requerimento será analisado pela Coordenação de Cadastro do Agricultor Familiar do Mapa e deferido ou não. A entidade autorizada poderá compor a Divisão de Rede Emissora de CAF e passará a emitir o referido documento aos agricultores familiares, empreendimentos familiares e formas associativas da agricultura familiar.

>> Confira vídeo com o passo a passo para ingressar na Rede CAF

Agricultor familiar - O coordenador do CAF, Gabriel Assmann, alerta que, após o lançamento do novo cadastro, “o produtor familiar que ainda tiver uma DAP válida não precisará substituir o documento imediatamente”.

Validade - Ele destaca que as DAPs emitidas até o dia 31 de dezembro de 2021 permanecerão válidas até o final de sua vigência. A partir daí, então, o agricultor fará a inscrição no CAF em caráter permanente, sendo a validade do seu registro renovada a cada dois anos.

Informações - Outras informações sobre o CAF podem ser solicitadas à Coordenação de Gestão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar do Mapa pelo e-mail atendimento.cocaf@agricultura.gov.br ou pelos telefones (61) 3276-4540 e 3276-4533. (Mapa)

 

BALANÇO COP26: Acordo global para redução de emissão de metano trará oportunidades para a agropecuária brasileira, diz ministra

balanco cop 23 11 2021A adesão do Brasil ao compromisso global para a redução das emissões de metano, durante a COP26, em Glasgow, foi uma das principais conquistas da Conferência, na avaliação da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Em coletiva de imprensa realizada nessa segunda-feira (22/11) a ministra disse que o Brasil já desenvolve técnicas para a redução de gases de efeito estufa, como o metano e o carbono. Também participaram da coletiva o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e das Relações Exteriores, Carlos França.

Oportunidades - “Muito mais do que problemas, isso trará grandes oportunidades para nossa pecuária ser cada vez mais eficiente. A nossa agricultura tropical já faz a redução de vários gases, não só do metano e também do carbono. Temos muito a mostrar do que já vem sendo feito e o que mais vamos poder fazer, principalmente na pecuária, a partir das novas tecnologias que surgiram nos últimos anos”, disse.

Temas - O Brasil levou para a COP26 vários temas em que já trabalha para a sustentabilidade na agricultura e na pecuária e levou cases de realidades que já acontecem no nosso campo. O Ministério da Agricultura apresentou a segunda etapa do Plano ABC+, com tecnologias de baixa emissão de carbono praticadas pela agropecuária brasileira e as metas para a próxima década.

Tecnologia - “Nós precisamos levar toda essa tecnologia e processos de produção, cada vez mais, principalmente para os pequenos produtores. O Brasil tem 6 milhões de propriedades rurais e nós precisamos democratizar e universalizar essas tecnologias para que os produtores rurais produzam de maneira cada vez mais sustentável”, destacou a ministra.

Voluntário - A ministra explicou que o compromisso global de redução de 30% nas emissões é voluntário e que o Brasil já desenvolve várias ações que podem contribuir para essa meta. “Já temos uma série de processos que vão ser melhor quantificados por nós, para que o Brasil possa assumir qual será a sua meta dentro desses 30%”, disse.

Estratégias - Entre as estratégias que já são utilizadas para reduzir a emissão de metano na pecuária brasileira estão o melhoramento genético de pastagens para desenvolver alimentos mais digestíveis para os animais e o melhoramento genético dos animais, que permite o abate precoce. Também está em estudo a utilização de aditivos que podem ser agregados na alimentação animal, com substâncias como taninos e óleos essenciais.

Adesão - O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, disse que o Brasil aderiu ao acordo do metano para demonstrar ao mundo os programas nacionais que já existem, como o ABC+ e o Lixão Zero. “O mundo não conhece as políticas nacionais, então queremos mostrar ao mundo que o Brasil é parte da solução, já temos programas, já fazemos essa atividade e por isso, nós tínhamos que estar dentro deste acordo, para trazer os outros países para esse desafio”, destacou Leite.

Compromisso - O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, destacou que o compromisso para a redução de metano e a declaração de Glasgow sobre florestas e uso de terra demonstram o compromisso inequívoco que o Brasil tem com os esforços globais para o enfrentamento à mudança do clima. "O que tivemos em Glasgow foi um acordo possível, para que todos os países, grande e pequenos, ricos e pobres pudessem prosseguir sobre o marco da Convenção-Quadro e seus instrumentos, no enfrentamento desse que é o desafio comum: a mudança global do clima", disse.

Posicionamento - França também comentou o posicionamento de países da Europa em relação à produção brasileira, quando muitos oferecem subsídios à agricultura. "Na Europa há muita agricultura subsidiada. Terra e água são recursos escassos. Seria sustentável manter o uso ineficiente desses recursos nesses países, às custas de subsídios? Não seria isso antiecológico, contra o meio ambiente?", questionou. (Mapa)

FOTO: Guilherme Martimon / Mapa

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: China aceitará carne bovina do Brasil certificada até 4 de setembro

comercio exterior I 23 11 2021As autoridades alfandegárias da China disseram nesta terça-feira (23/11) que aceitarão pedidos de importação de carne bovina brasileira que tenha recebido certificado sanitário antes de 4 de setembro, potencialmente permitindo que os carregamentos retidos nos portos chineses finalmente sejam liberados na alfândega.

Suspensão - O Brasil suspendeu as exportações de carne bovina para a China em 4 de setembro após detectar dois casos atípicos de doença da vaca louca, mas a carne que já estava nos portos continuou sendo exportada, com a maior parte não conseguindo passar pela alfândega na chegada à China.

Casos atípicos - Os casos foram considerados "atípicos" por serem de um tipo espontâneo, e não por transmissão no rebanho.

Sem riscos - De acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), casos "atípicos" não oferecem riscos à saúde humana e animal, e são em geral detectados em bovinos mais velhos.

Atualização - A alfândega chinesa atualizou seu site nesta terça-feira para informar que agora está aceitando pedidos de importação de carne bovina certificada antes da suspensão. Não ficou claro quanto tempo esses procedimentos levariam, ou a quantidade de produto presa no limbo desde a suspensão.

Principal fornecedor - O Brasil é o principal fornecedor de carne bovina da China, atendendo a cerca de 40% de suas importações, e os compradores esperavam inicialmente que o comércio fosse retomado em algumas semanas.

Notificação - Desde que os casos em bovinos foram anunciados, o Brasil também notificou dois casos de distúrbio neurodegenerativo em pessoas, embora autoridades tenham dito que eles não estavam relacionados ao consumo de carne bovina. (Agência Brasil)

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Superávit da balança sobe 24,8% e chega a US$ 57,44 bilhões no ano

comercio exterior 23 11 2021A balança comercial atingiu superávit de US$ 57,44 bilhões no acumulado do ano, até a terceira semana de novembro, com alta de 24,8% pela média diária, sobre o período de janeiro a novembro de 2020. Já a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 441,48 bilhões, com crescimento de 37,1%.    

Aumento - As exportações em 2021 já somam US$ 249,46 bilhões, com aumento de 35,5%, enquanto as importações subiram 39,1% e totalizam US$ 192,02 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.    

Acumulado do mês - No acumulado do mês, as exportações cresceram 31,2% e somaram US$ 13,66 bilhões, enquanto as importações subiram 65,1% e totalizaram US$ 14,72 bilhões. Dessa forma, a balança comercial registrou déficit de US$ 1,06 bilhão, e a corrente de comércio alcançou US$ 28,38 bilhões, subindo 46,9%.

Terceira semana de novembro - Apenas na terceira semana de novembro, as exportações somaram US$ 4,112 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 4,931 bilhões, resultando em um déficit de US$ 819 milhões. A corrente de comércio foi de US$ 9,043 bilhões.  

Exportações no mês - Nas exportações, comparadas a média diária até a terceira semana deste mês (US$ 1,138 bilhão) com a de novembro de 2020 (US$ 867,25 milhões), houve crescimento de 31,2%, com aumento nas vendas da Indústria Extrativista (+13,2%), da Indústria de Transformação (+38,1%) e da Agropecuária (+34,5%).

Destaques - Na Indústria Extrativista, os destaques foram as vendas de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+43,5%); minérios de alumínio e seus concentrados (+174,1%); pedra, areia e cascalho (+244,6%) e outros minerais em bruto (+29,1%).

Crescimento - Já na Indústria de Transformação, o crescimento foi puxado pelas vendas de produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (+230,3%); carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+58,3%); açúcares e melaços (+27,9%); gorduras e óleos vegetais, “soft”, bruto, refinado ou fracionado (+962,9%) e instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (+165,7%).

Alta - Entre os produtos agropecuários, a alta das exportações refletiu, principalmente, o crescimento nas vendas de soja (+211,6%); café não torrado (+12,1%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+30,4%); especiarias (+118,7%) e produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (+33,9%).

Importações no mês - Nas importações, a média diária até a terceira semana de novembro de 2021 (US$ 1,226 bilhão) ficou 65,1% acima da média de novembro do ano passado (US$ 742,83 milhões). Nesse comparativo, aumentaram principalmente as compras da Indústria de Transformação (+53,3%), da Agropecuária (+77,5%) e, também, de produtos da Indústria Extrativista (+282,1%).

Compras - Na Indústria de Transformação, o aumento das importações foi puxado pelo crescimento nas compras de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+171,4%); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+212,2%); medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (+162,5%); válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+69,4%) e motores e máquinas não elétricos, e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (+136,4%).

Agropecuária - Na Agropecuária, a alta ocorreu, principalmente, pela compra de milho não moído, exceto milho doce (+443,4%); trigo e centeio, não moídos (+120,7%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (+143,6%); cevada, não moída (+395%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (+58,9%).

Indústria Extrativista - Por fim, na Indústria Extrativista a alta nas importações se deve, principalmente, à compra de gás natural, liquefeito ou não (+962%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+290,9%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+159,2%); outros minérios e concentrados dos metais de base (+82%) e outros minerais em bruto (+59,8%). (Ministério da Economia)

Veja os principais resultados da balança

FOTO: Pixabay

 

ECONOMIA: Governo reduz para R$ 95,8 bilhões previsão de déficit para 2021

economia 23 11 2021A recuperação da economia e o crescimento da arrecadação fizeram a equipe econômica reduzir de R$ 139,4 bilhões para R$ 95,8 bilhões a previsão de déficit primário para 2021. A estimativa consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas, divulgado nessa segunda-feira (22/11) pelo Ministério da Economia.

Queda - Na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), a previsão de déficit primário caiu de 1,6% para 1,1% do PIB. O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública.

Fator - O principal fator para a redução do déficit foi a melhoria das receitas, cuja estimativa foi aumentada em R$ 57,705 bilhões em relação ao relatório anterior, divulgado em setembro. Isso ocorre porque, pelas projeções oficiais do Ministério da Economia, mesmo com a previsão de crescimento do PIB tendo sido reduzida para 5,1% neste ano, a recuperação da economia aumenta a arrecadação.

Gastos não obrigatórios - Com o déficit menor, o governo poderá ampliar em R$ 4,574 bilhões os gastos discricionários (não obrigatórios) na reta final do ano. Segundo o Ministério da Economia, isso ocorrerá porque, além da entrada maior de recursos em caixa em 2021, o relatório reduziu, em R$ 514,8 milhões, as projeções de despesas obrigatórias.

Orçamento - O Orçamento de 2021 foi totalmente desbloqueado em julho, mas os gastos discricionários podem continuar a ser ampliados por causa de restos a pagar (verbas empenhadas em anos anteriores). No total, as despesas serão elevadas em R$ 4,059 bilhões, reduzindo a folga no teto de gastos deste ano de R$ 9,203 bilhões para R$ 6,009 bilhões.

Receitas - Enviado a cada dois meses ao Congresso, o Relatório de Receitas e Despesas orienta a execução do Orçamento. O documento baseia-se na previsão de parâmetros econômicos, no desempenho da arrecadação e nas estimativas de gastos para contingenciar (bloquear) ou liberar verbas.

Origem - Dos R$ 57,705 bilhões de elevação de receita, a maior parte, R$ 21,846 bilhões, veio das receitas administradas, que refletem a arrecadação federal e estão vinculadas à recuperação da economia. Em segundo lugar, estão os dividendos de estatais repassados ao Tesouro Nacional, com alta de R$ 17,754 bilhões. Além do maior lucro das estatais, essas receitas estão sendo influenciadas pelo fim das restrições à distribuição de dividendos (parcela do lucro repassada aos acionistas) que vigorou no ano passado, por causa da pandemia de covid-19.

Previdência Social - Em terceiro lugar, está a arrecadação da Previdência Social, com alta de R$ 7,301 bilhões, impulsionada pela recuperação do emprego formal neste ano e pela reforma da Previdência, que aumentou o valor das contribuições para o regime previdenciário. Beneficiada pela alta recente na cotação internacional do petróleo, a arrecadação de royalties teve a previsão aumentada em R$ 6,051 bilhões.

Despesas - Do lado das despesas obrigatórias, cuja previsão foi diminuída em R$ 514,8 milhões, as principais quedas foram registradas no abono salarial e no seguro-desemprego (-R$ 1,612 bilhão) e nos gastos com pessoal e encargos sociais (-R$ 201,2 milhões). Em seguida, vêm os subsídios e as subvenções (-R$ 192,3 milhões) e a compensação do Tesouro à Previdência Social pela desoneração da folha (-R$ 135,1 milhões).

Compensação - Esses gastos foram parcialmente compensados pela alta nas despesas obrigatórias com controle de fluxo (+R$ 1,419 bilhão) e pela complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), com alta de R$ 734,6 milhões. Os gastos com controle de fluxo englobam os programas sociais do governo.

Dívida pública- Em relação à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), principal indicador usado para comparar o endividamento dos países, o relatório estima que União, estados, municípios e estatais terminarão 2021 devendo 81,7% do PIB. Caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios seja aprovada, o percentual subirá para 81,9%.

Projeções - Além das estimativas para o Orçamento deste ano, a equipe econômica apresentou projeções para 2022. A DBGG deverá encerrar o próximo ano em 80,5% do PIB, caso a PEC dos Precatórios não seja aprovada, e em 81,7% do PIB, caso a proposta passe no Congresso. Em relação do déficit primário, o resultado negativo cairá de 1,1% em 2021 para 0,5% em 2022. Se a PEC for aprovada, subirá para 1,5% no próximo ano. (Agência Brasil)

FOTO: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

 

CÂMBIO: Dólar cai após cinco altas seguidas e fecha abaixo de R$ 5,60

cambio 23 11 2021Num dia de ajustes de fluxos cambiais, o dólar contrariou as principais moedas dos países emergentes e iniciou a semana com a primeira queda após cinco altas seguidas. A bolsa de valores recuou quase 1%, influenciada pelo mercado externo.

Cotação - O dólar comercial encerrou essa segunda-feira (22/11) vendido a R$ 5,594, com leve recuo de 0,27%. A divisa oscilou ao longo do dia, chegando a R$ 5,61 no início da manhã e perto do fim das negociações. No entanto, a cotação caiu na maior parte do tempo, atingindo R$ 5,56 na mínima do dia, por volta das 11h.

Queda acumulada - Com o desempenho dessa segunda, a moeda norte-americana acumula queda de 0,92% em novembro. Em 2021, a alta chega a 7,8%. O real teve, nesta segunda, o melhor desempenho entre os países emergentes. O dólar subiu perante o peso mexicano, o rand sul-africano, o rublo russo e a lira turca.

Bolsa - O otimismo no mercado de câmbio não se estendeu à bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 102.122 pontos, com queda de 0,89%. Nas seis últimas sessões, o indicador só subiu na última sexta-feira (19/11). O índice começou o dia em alta, chegando aos 104,6 mil pontos no início da tarde, mas perdeu força perto do fim das negociações.

Minério - As ações de empresas mineradoras e de siderúrgicas subiram, influenciadas pela valorização do minério de ferro no mercado externo. No entanto, os papéis de empresas de tecnologia, inclusive fintechs (startups do setor financeiro), caíram por causa da queda no Nasdaq, principal índice de ações empresas tecnológicas nos Estados Unidos.

Influências - Em relação ao dólar, o mercado de câmbio foi influenciado pelo movimento de alguns bancos brasileiros. No mercado externo, a moeda norte-americana subiu perante o euro e a maioria das divisas, após a confirmação de que o presidente Joe Biden pretende reconduzir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) para mais um mandato.

Retirada dos estímulos - A manutenção de Powell no comando do Fed indica que a instituição continuará com o ritmo de retirada dos estímulos monetários concedidos durante a pandemia de covid-19. A alta de casos da doença em países europeus, que voltaram a anunciar medidas de restrição social, também pressionou o dólar em relação às principais moedas estrangeiras. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

PARANÁ SOLIDÁRIO: Governador lança pacote que amplia os benefícios sociais do Estado

parana 23 11 2021O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nessa segunda-feira (22/11) o Paraná Solidário, pacote social que amplia os benefícios voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica do Estado. Ele torna permanente o programa Comida Boa, que permite a transferência de renda a pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza que não são atendidas pelo Auxílio Brasil, do governo federal, além de estender o alcance das tarifas sociais de água e luz e o valor do aluguel social dos moradores de áreas que estão sendo requalificadas nos municípios.

Soma - A efetivação dos programas Comida Boa, Energia Solidária, Água Solidária e do Aluguel Social se somam a outras iniciativas do Governo do Estado voltadas ao público mais vulnerável. A previsão é que mais de 1 milhão de pessoas sejam impactadas pelas ações, que juntas, terão investimentos de cerca de R$ 485,6 milhões por ano, com recursos oriundos de diferentes fontes.

Abrangência - “Este é o maior pacote social do Brasil e atende uma cadeia ampla, para que as pessoas tenham o mínimo de condições para ter qualidade de vida e ser feliz. O Paraná Solidário abrange diversas áreas, desde a energia elétrica até a segurança alimentar”, afirmou Ratinho Junior. “Ninguém consegue ser feliz se tiver faltando comida na geladeira, se não tem acesso à luz elétrica e à água potável, para refrigerar esse alimento ou tomar um banho quente”.

Público - O governador explicou que todas as ações visam às pessoas inseridas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), mas será feito um recadastramento junto com os Centros de Referência em Assistência Social (Cras) para seleção das famílias. “A previsão é que o Comida Boa comece a funcionar até o final de dezembro. Estamos agora fazendo um chamamento público para contratar a instituição financeira que fará esses pagamentos”, disse.

Fome - “O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do Brasil e do mundo e não podemos admitir que tenha pessoas passando fome no Estado. É um grande pacote para levar mais qualidade de vida à população de baixa renda”, completou Ratinho Junior.

Comida Boa - A lei que institui o programa Comida Boa foi sancionada em outubro pelo governador e deve ser regulamentada nos próximos dias. O programa, que agora tem caráter permanente, foi criado com o mesmo objetivo do Cartão Comida Boa, efetivado por alguns meses durante a pandemia de Covid-19 para atender de forma emergencial as famílias vulneráveis.

Pagamento mensal - Ele prevê o pagamento mensal de R$ 80 a famílias em situação de extrema pobreza (com renda mensal per capita de até R$ 100) ou de pobreza (com renda per capita de até R$ 200 por mês) e que não são beneficiadas pelo programa de transferência de renda federal. Tanto o cadastro, como a forma e a previsão de início do pagamento serão definidos com a regulamentação da lei.

Cadastradas - Levantamento da Secretaria de Estado da Família, Justiça e Trabalho, que vai coordenar a iniciativa junto com outras pastas, mostra que em torno de 100 mil famílias no Paraná estão cadastradas como em situação de extrema pobreza CadÚnico, mas sem receber o auxílio do governo federal. Elas estão elegíveis para serem contempladas pelo Comida Boa.

Número flutuante - “Esse número é um pouco flutuante e alterna durante os meses, mas há uma média 100 mil famílias paranaenses que estão vulneráveis e não recebiam o Bolsa Família, agora Auxílio Brasil”, explicou o secretário Ney Leprevost. “Estas famílias serão beneficiadas pelo Comida Boa, recebendo um subsídio mensal do Governo do Estado para poderem comprar alimentos e produtos de higiene e limpeza. É um socorro, uma boia que estamos jogando para que as pessoas possam se alimentar”.

Valor - O valor transferido às famílias poderá ser usado para compra de alimentos e materiais de higiene para atender necessidades básicas de famílias em situação de vulnerabilidade social. Entre os objetivos estão a erradicação da pobreza, garantia da segurança alimentar e a redução da desigualdade social no Estado.

Investimento - O investimento previsto para o programa é de R$ 7,2 milhões por mês (R$ 86,4 milhões por ano). Ele será executado com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Paraná (Fecop), tendo complementações do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), que vai atender às famílias que tenham crianças e adolescentes.

Energia Solidária - O programa Energia Solidária, da Copel, amplia o atendimento do antigo Luz Fraterna, com aumento do faixa de consumo mensal de energia dos atuais 120 quilowatts-hora (kWh) para até 150 kWh. Até 2019, 146 mil residências eram atendidas com a tarifa social. Com a ampliação, cerca de 336 mil famílias passarão a ser beneficiadas, atingindo uma média de 1,3 milhão de pessoas. O investimento anual será de aproximadamente R$ 121 milhões.

Ampliação da faixa de consumo - O presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, ressaltou que a ampliação da faixa de consumo representa um salto de 130% no número de famílias atendidas. “As famílias de baixa renda estão sendo muito impactadas pelo custo da tarifa de energia elétrica, que subiram por causa da Bandeira de Escassez Hídrica”, explicou Slaviero. “Diferentemente dos programas federais para a área, que dão descontos progressivos, com este as contas de energia serão integralmente custeadas pelo Governo do Estado”.

Projeto de lei - O projeto de lei que institui o programa será enviado ainda nesta semana à Assembleia Legislativa e entra em vigor após a sanção do governador. Ele prevê que, para ter direito ao benefício, o consumidor deve possuir uma unidade consumidora classificada como residencial; essa unidade já deve ser beneficiária da Tarifa Social de Energia Elétrica, do governo federal; o consumo de energia elétrica do ciclo de faturamento mensal precisa ser igual ou inferior a 150 kWh; e o consumidor precisa ter apenas uma unidade de consumo de energia elétrica sob sua titularidade.

Água Solidária - O programa Água Solidária visa à universalização dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto a preços acessíveis à população do Estado do Paraná. Em 2020, o programa beneficiou 211.853 famílias, gerando um subsídio de R$ 160 milhões.

Expectativa - A expectativa com a ampliação é atender cerca de 360 mil famílias paranaenses, com investimento estimado de R$ 275 milhões por ano. Residências que consomem até 10 metros cúbicos (10 mil litros) de água por mês pagam, em média, de R$ 80 a R$ 90 de tarifa por mês. Com o benefício, esse valor baixa para cerca de R$ 20 mensais.

Novo decreto - Um novo decreto foi feito para atualizar os requisitos de acesso ao benefício, resultando na ampliação das famílias atendidas. Além disso, a parceria entre a Sanepar e a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho dará mais capilaridade ao programa, podendo chegar a residências que ainda não aderiram à tarifa social.

Direito - Para ter direito ao benefício, é preciso: que a renda familiar per capita seja de até meio salário-mínimo federal ou até dois salários-mínimos federais para imóveis com até quatro ocupantes; a área construída da moradia não poder ser superior a 70 metros quadrados; o consumo mensal de água deverá ser de até 10 metros cúbicos para imóveis com até quatro ocupantes ou de 2,5 metros cúbicos por morador em imóveis com mais de quatro ocupantes.

Nossa Gente - O aluguel social do programa Nossa Gente, da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, é destinado às famílias beneficiárias do projeto de Requalificação Urbana, executado em parceria com a Cohapar. O benefício terá 25% de reajuste, passando dos atuais R$ 480 para R$ 600 mensais.

Residências - As residências do programa de Requalificação Urbana estão sendo construídas atualmente em Wenceslau Braz, Prudentópolis e Imbituva, e em Cantagalo e Rebouças as obras já foram concluídas. Ele atende, sem custos, famílias que vivem em áreas em situação de risco ou em condições precárias.

Subsídio - Essas famílias recebem o subsídio para já ter acesso a uma moradia digna enquanto o bairro em que vivem está sob intervenção para garantir a melhoria das condições de habitação. Até agora, 503 famílias já foram beneficiadas pelo Aluguel Social. Com a entrega das 119 casas em Cantagalo, na semana passada, 321 famílias continuarão recebendo o benefício.

Presenças - Participaram do lançamento o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e Turismo (Sedest), Márcio Nunes; o presidente da Sanepar, Claudio Stabile; a deputada federal Leandre; os deputados estaduais Gugu Bueno, Mara Lima, Doutor Baptista e Pedro Paulo Bazana; e a diretora-geral da Sedest, Fabiana Campos. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

LEGISLATIVO: Para debatedores, auxílio é essencial, mas precatórios precisam ser pagos

legislativo 23 11 2021Em sessão de debate temático no Plenário do Senado nessa segunda-feira (22/11), senadores e especialistas analisaram a chamada PEC dos Precatórios (PEC 23/2021), que parcela o pagamento de precatórios e muda regras do Teto de Gastos Públicos. Autor da PEC, o governo federal argumenta que sua aprovação vai abrir espaço para o pagamento, até o final de 2022, do chamado Auxílio Brasil — benefício social que substitui o Bolsa Família.

Precatórios - Precatórios são dívidas da União reconhecidas pela Justiça sem mais possibilidade de recurso, ou seja, dívidas que a União é obrigada a pagar para pessoas físicas e jurídicas, incluindo estados e municípios.

Novo regime - Presidindo a sessão temática, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) lembrou que a PEC dos Precatórios, já aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, propõe um novo regime de pagamento de precatórios e modifica normas relativas ao teto de gastos. Segundo ele, isso garantirá o novo programa social de transferência de renda. 

Postergação - “Entre diversos aspectos técnicos e políticos de grande complexidade, o que temos em discussão é, em essência, a possibilidade de postergar o pagamento, pela União, de dívidas judiciais sem nova possibilidade de recurso, para viabilizar gastos com o programa social que substitui o programa Bolsa Família”, disse Izalci.

Atendimento - O senador também afirmou que há pelo menos 20 milhões de famílias no país que necessitam ser atendidas pelo Auxílio Brasil, e que o desafio do governo federal e do Congresso Nacional é encontrar uma solução para a “gravíssima questão social” enfrentada pelo país, mas com responsabilidade fiscal e segurança jurídica.

Programa de renda mínima - “O Brasil de hoje não pode deixar de ter um programa de renda mínima bem estruturado, abrangente e de caráter permanente, para atender as pessoas em situação de pobreza e pobreza extrema”, declarou ele.

Preservação do teto - Para Izalci, é importante preservar o teto de gastos “como uma âncora fiscal fundamentada para o Brasil” e, também, combater o agravamento da pobreza e da miséria. Ele leu várias perguntas e contribuições de internautas enviadas pelo portal do programa e-Cidadania.

Texto original - Esteves Colnago, secretário de Orçamento do Ministério da Economia, explicou que o texto original da PEC 23/2021, enviado pelo Poder Executivo, previa um teto para o pagamento de precatórios e parcelava o pagamento dos precatórios que sobrarem após o atingimento desse teto. Na Câmara, lembrou o secretário, os deputados federais acabaram com a possibilidade desse parcelamento e criaram um limite para o pagamento de precatórios calculado retroativamente desde 2016.

Incerteza - “A impressão que nós aqui no Ministério da Economia temos é que essa incerteza, relacionada a como vão ficar o pagamento do programa social e o teto dos gastos, está criando uma incerteza muito grande nos agentes econômicos”, alertou.

Sem prejuízo - Para Colnago, a PEC não vai prejudicar o Teto de Gastos. “Com a PEC que aí está, o teto de gastos está mantido. A gente abre um espaço para ele, mas ele está mantido. Para alterar teto dos gastos, só uma nova alteração constitucional. A Constituição é a regra mais difícil que nós temos de ser alterada. Então, é muito importante que essa regra seja mantida na lei mais difícil que nós temos de operar”, acrescentou.

Texto alternativo - Também participaram do debate os senadores José Aníbal (PSDB-SP), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Os três apresentaram, juntos, um texto substitutivo à PEC 23/2021. Segundo Aníbal, a proposta deles possibilita o pagamento do Auxílio Brasil e “impede o governo de dar calote nos precatórios”. Para isso, o texto coloca fora do limite do teto de gastos os R$ 89 bilhões de precatórios que o governo federal tem de pagar em 2022.

Explicação - Aníbal explicou que, atualmente, 85% dos precatórios a serem pagos são dívidas previdenciárias e trabalhistas, de pequeno e médio valor. “Com os precatórios fora do teto, eles são pagos e há recursos para pagar o Auxílio Brasil e para corrigir o salário mínimo, os benefícios previdenciários e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Não há motivos para se alterar as regras do teto”, explicou Aníbal.

Fim - Oriovisto Guimarães afirmou que a proposta alternativa acaba com as chamadas emendas de relator no Orçamento, impede o calote dos precatórios, preserva as regras do teto e busca tornar o Auxílio Brasil um programa permanente. “Não queremos que mexam no teto de gastos. A regra do teto de gastos não precisa ser alterada. Existem recursos de sobra para fazer esse auxílio sem criar irresponsabilidade fiscal, sem ficar mudando essa âncora fiscal, que é importante; [com a perspectiva de mudança no teto] coloca-se o mercado em polvorosa, aumenta a inflação, aumenta o dólar”, argumentou Oriovisto.

Problemas reais - Por sua vez, Alessandro Vieira declarou que a fome e o pagamento de precatórios são problemas reais do país. Mas ele fez um alerta: a proposta do governo, modificada pela Câmara, abre espaço, também, para aumentar o valor de emendas parlamentares e do Fundo Eleitoral, o que Alessandro considera equivocado. De acordo com o senador, a proposta que ele, Oriovisto e Aníbal apresentaram, ao excluir os precatórios do teto, resolve os problemas da fome e dos precatórios em 2022.

Gestão orçamentária - “Como a gente sabe que não pode contar com uma gestão responsável e qualificada do orçamento, a gente tem que trabalhar com a realidade. A gestão orçamentária é confusa, difícil, e eu não posso deixar de falar que a PEC, com todo esse pretexto, supostamente para atender os gastos sociais e a fome, não tem nenhum dispositivo que vincula o espaço fiscal ao social. É só abertura de espaço”, declarou Alessandro.

Solução - O senador disse que "nossa missão é encontrar uma solução para os problemas verdadeiros; e, olhando esse cenário, consigo identificar três problemas verdadeiros: a fome dos brasileiros, a questão dos precatórios em 2022 muito além do previsto e a atualização dos gastos sociais".

Sem desvios - “Apresentamos uma solução que atende a esses três problemas sem causar os outros desvios que a PEC 23 causa. Isso aqui não é planejamento, isso aqui não é gestão organizada, isso aqui é correria para tentar dar suporte a uma eleição, e não vai contar com o apoio do Cidadania, não deve contar com o apoio do Senado e eu tenho certeza de que não conta com o apoio do mercado e da sociedade responsável”, acrescentou Alessandro.

Mudança intempestiva - Para Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), o recálculo do teto de gastos, da forma como foi aprovado pela Câmara, é uma mudança “intempestiva e inoportuna”. “Essa saída, de mudar o teto para abrir espaço fiscal, é muito ruim, porque leva a uma perda de credibilidade, é uma mudança que não tem base técnica”, avaliou ele.

Cálculos - Salto ressaltou que, segundo cálculos da IFI, a PEC vai gerar “uma espécie de bola de neve”, acumulando os precatórios adiados e podendo totalizar mais de R$ 800 bilhões no final de 2026.

Advertência - No Relatório de Acompanhamento Fiscal publicado na última quarta-feira (17/11), a Instituição Fiscal Independente advertiu que "a mudança retroativa da forma de correção do teto de gastos seria, na prática, o fim da regra como foi concebida". E que, mesmo antes da votação da PEC no Senado, "os efeitos sobre o cenário macroeconômico já são sentidos" devido ao aumento da incerteza.

Participações - Também participaram do debate temático Ricardo Alberto Volpe, consultor de Orçamento da Câmara dos Deputados; Ana Claudia Castro Silva Borges, consultora de Orçamento do Senado; Tereza Campello, ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; e os senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Zenaide Maia (Pros-RN), entre outros.

Insegurança jurídica - Para Tereza Campello, procrastinar o pagamento dos precatórios vai gerar insegurança jurídica e produzir grande passivo, que terá de ser pago pelos futuros governos. Além disso, para ela, os programas de transferência de renda deveriam ficar fora do limite do teto de gastos.

Transparência - “Muito melhor do que fazer de conta que está se mantendo o teto, é melhor ter transparência. Eu acho que mais eficiente do que deixar os precatórios fora do teto seria deixar os próprios programas de transferência de renda, a proteção de renda, fora do teto, além da recomposição dos benefícios do INSS e de uma discussão sobre vacinação, porque não existem recursos suficientes para a vacina no ano que vem. E eu chamo a atenção de que não existe nenhuma salvaguarda para que os programas de transferência de renda se mantenham, a partir de 2023. Portanto, essa é uma questão fundamental,” disse a ex-ministra.

Caminho - Zenaide Maia, por sua vez, afirmou que o Senado está buscando um caminho para que os precatórios sejam pagos dentro do prazo e para que os milhões de brasileiros que precisam de ajuda na renda recebam seus benefícios ou auxílios.

Relator - O relator da PEC 23/2021 no Senado é Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo na Casa. A proposta ainda tem que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser votada pelo Plenário do Senado. (Agência Senado)

FOTO: Pedro França / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil acumula 22 milhões de casos e 612,7 mil de óbitos

O Ministério da Saúde divulgou nessa segunda-feira (22/11) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil acumula desde o início da pandemia 22 milhões casos confirmados da doença e 612,7 mil mortes registradas. Os casos de recuperados somam 21,2 milhões (96,4%).

24h - Em 24 horas, o ministério registrou 2.594 novos casos e 123 mortes.

Estados - O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 4,4 milhões de casos e 153,4 mil óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (2,2 milhões de casos e 56 mil óbitos); Paraná (1,5 milhão casos e 40,7 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (1,4 milhão de casos e 35,9 mil óbitos).

Vacina - Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que foram aplicadas 297,9 milhões de vacinas contra a covid-19 em todo o Brasil, sendo 157,3 como primeira dose, 128,4 como segunda dose ou dose única. e 11,5 como dose de reforço. (Agência Brasil)

 

whatsapp image 2021-11-22 at 20.38.43

SAÚDE II: Sesa divulga 671 novos casos e 14 óbitos pela Covid-19

saude II 23 11 2021A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nessa segunda-feira (22/11) mais 671 casos e 14 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os casos são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.567.399 casos e 40.529 óbitos pela doença.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de novembro (352), outubro (103), setembro (53), agosto (41), julho (26), junho (38) e maio (58) de 2021. Os óbitos são de novembro (14) de 2021.

Internados - 213 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 153 em leitos SUS (87 em UTIs e 66 em leitos clínicos/enfermarias) e 60 em leitos da rede particular (34 em UTIs e 26 em clínicos/enfermarias).

Exames - Há outros 782 pacientes internados, 480 em leitos de UTI e 302 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Óbitos - A Sesa informa a morte de mais 14 pacientes. São 5 mulheres e 9 homens, com idades que variam de 40 a 89 anos. Os óbitos ocorreram entre 13 e 22 de novembro de 2021.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Londrina (4), Curitiba (3) e Cascavel (2), além de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Ponta Grossa, Medianeira, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu e Fazenda Rio Grande.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 6.235 casos de não residentes no Estado – 223 pessoas morreram. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

Veja AQUI os ajustes (exclusões e correções de municípios).

 

SAÚDE III: Mais 170 mil vacinas da Pfizer contra a Covid-19 devem chegar ao Paraná nesta terça

saude III 23 11 2021O Ministério da Saúde confirmou nessa segunda-feira (22/11) o envio de mais 170.820 vacinas da Pfizer/BioNTech ao Paraná. A nova remessa ainda aguarda a divulgação do Informe Técnico, que definirá o público-alvo e deve desembarcar no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 7h55, no voo LA 3157.

Cemepar - As doses serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e armazenamento até que sejam distribuídas para as Regionais de Saúde.

Distribuição - Ainda nesta terça, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) inicia a distribuição de 470.773 vacinas aos municípios. Desse total, 461.808 são imunizantes da Pfizer/BioNTech, 2.080 Coronavac e 6.885 doses da AstraZeneca/Fiocruz.

Vacinômetro - De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, já foram aplicadas 17.051.095 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.823.647 D1 e 7.449.326 D2 ou dose única. Além disso, o Estado também registra a aplicação de 53.112 doses adicionais (DA) e 725.010 doses de reforço (DR). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Américo Antonio / Sesa

 


Versão para impressão


RODAPE