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PEDÁGIO: Custo do modelo atual de concessões é muito alto para o setor produtivo, diz Campagnolo

 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, afirmou, em visita ao Sistema Ocepar, em Curitiba, na tarde desta quarta-feira (01/07), que a entidade defende o fim dos atuais contratos de concessão das rodovias federais para o Estado do Paraná, que encerram em 2021. “Nós da Fiep consideramos que o modelo atual tem representado um custo muito alto para o setor produtivo. O valor das tarifas dos pedágios no Paraná estão muito acima do que é praticado em outros estados.  Desta forma, talvez nós tivéssemos as obras tão esperadas e, consequentemente, uma redução dos valores, quando os atuais contratos findassem e houvesse um novo edital. Nós preferimos esperar que esses contratos findem, num primeiro momento, para depois rediscutirmos o assunto”, frisou.

Transparência – Campagnolo lembrou que não está havendo consenso sobre o tema no G7, grupo formado por sete entidades representativas do setor produtivo e que atualmente ele coordena, mas destacou a importância da transparência na condução dessa questão por parte dos órgãos públicos e das concessionárias. “Algumas entidades acham que se fosse antecipada essa renovação, seriam realizadas obras como terceira faixa, pistas duplas, viadutos, trincheiras e passarelas. Mas não há consenso sobre isso”, afirmou. “Agora, se houver um interesse e talvez um diálogo que leve a ampliar ou antecipar os contratos de concessão, então, o primeiro passo é fazer tudo com transparência. Transparência nunca existiu. Prova é que ninguém sabe direito sobre as obras, se existe passivo jurídico para o Estado. É necessário haver a transparência tão exigida pela população e pelos usuários, porque quem paga essa conta são os usuários e o setor produtivo. Então, é melhor a gente esperar um pouco mais e discutir essa questão”, acrescentou.

Competividade – Em sua passagem pela Ocepar, o presidente da Fiep e coordenador do G7 também tratou sobre os desafios do grupo. “A nossa maior dificuldade é manter os nossos negócios. Percebemos que há um declínio, especialmente do segmento industrial. O que ainda salva a lavoura é literalmente o campo, que tem segurado não só a balança comercial. Tem tido um bom desempenho de norte a sul do Brasil e aqui no Paraná nós contamos com a força das cooperativas. Hoje a nossa principal bandeira é manter justamente o ambiente da competitividade, o que não está sendo muito fácil devido à questão das altas taxas de juros, do câmbio que está favorável às exportações mas aumenta os custos em relação aos insumos importados, e à inflação, que está batendo a nossa porta. Assim, acredito que hoje o mais importante é manter a unidade e a defesa em relação à competitividade do setor produtivo paranaense e brasileiro”, disse. Nesse sentido, ele ressaltou ainda as melhorias na área de infraestrutura. “É fundamental termos uma infraestrutura adequada, que atenda à demanda do setor produtivo e permita maior competitividade às empresas brasileiras”.

Ajuste fiscal â€“ Campagnolo também falou sobre as expectativas em relação aos resultados das  medidas de ajuste fiscal do governo federal. “Apesar das críticas que temos feito em relação ao ajuste fiscal, porque estamos novamente sendo penalizados, sabemos que ele é necessário para que o país recupere a credibilidade internacional. Nós precisamos transmitir à comunidade econômica mundial que estamos fazendo o dever de casa. Volto a falar, infelizmente, que quem vai pagar a conta é justamente o setor produtivo, com essas últimas medidas de ampliação de alíquotas de novos tributos e fala-se até na volta da CPMF, que somos totalmente contra. Mas, enfim, o ajuste fiscal vai ter que acontecer. Mas nós não vamos desistir e esperamos dar a nossa contribuição da melhor maneira possível para superar essa crise”, disse. 

ACP –  Campagnolo destacou a homenagem feita pela Assembleia Legislativa do Paraná aos 125 anos da Associação Comercial do Paraná (ACP), nesta quarta-feira. Ele participou da solenidade, junto com o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski. “A ACP é uma das entidades integrantes do G7 e o presidente Antoninho Spolador é uma liderança forte. A nossa Fiep tem 70 anos, pouco mais que a metade da ACP, entidade fundada lá atrás pelo Barão do Serro Azul, que também era um exemplo de liderança forte. Naquele tempo, eles combatiam a corrupção, lutaram por questões ligadas à ética e contra as forças contrárias à democracia. E nós percebemos que as nossas lutas continuam as mesmas. Passaram-se 125 anos e os industriais e os empresários estão defendendo as mesmas bandeiras. Temos percebido hoje péssimos exemplos, especialmente por parte dos governantes, que não têm dado a devida atenção ao clamor do povo, e até a nossa economia está em declínio em função disso. Então, é importante que o G7, através da Fiep, Fecoopar, Faep, Fecomércio,ACP, Fetranspar e Faciap, continue como baluarte e, vamos dizer assim, vigilante da democracia”, completou. 

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