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PERMUTA: Produtor define troca de grãos do Paraguai por fertilizantes

Enquanto o governo busca meios de aumentar a produção interna de fertilizantes e investiga uma suposta formação de cartel pelas gigantes Bunge, Yara e Mosaic, um grupo formado por associações de agricultores no Estado de Santa Catarina está em vias de fechar o fornecimento do insumo a produtores do Paraguai. As negociações entre cooperativas catarinenses e paraguaias, com o objetivo de permuta de fertilizantes por grãos, já estão bastante avançadas e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) acaba de receber o registro de sua marca e dos formulados de adubos do Ministério da Agricultura do Paraguai após um processo que durou cerca de quatro meses, e a partir de agora poderá exportar seus produtos para o país vizinho.

Processamento - A fábrica das cooperativas catarinenses, localizada no município de São Francisco do Sul, tem hoje capacidade para processar cerca de 150 mil toneladas de fertilizantes por ano, mas já está sendo ampliada para dobrar a produção e aumentar em 24 mil toneladas sua capacidade de armazenagem que deverá atingir 70 mil toneladas estáticas. O volume produzido atualmente atende metade da demanda das principais cooperativas de Santa Catarina, deixando espaço para que os agricultores utilizem outras marcas e, agora, comecem a exportar parte da produção. Por outro lado, o estado não é autossuficiente na oferta de milho e necessita da matéria-prima para a produção de aves e suínos. Santa Catarina possui um rebanho de 4,5 milhões de cabeças, respondendo por mais de um terço dos abates totais no País.

Tradicionais compradoras - A Aurora Alimentos e outras cooperativas da região são tradicionais compradoras de milho e farelo de soja do Paraguai, que exporta aos produtores da região cerca de 500 mil toneladas de milho anualmente. Segundo Ivan Ramos, diretor executivo da Fecoagro, a receptividade dos paraguaios foi positiva e tudo indica que as partes chegarão a um acordo em confirmar estas inéditas operações. "Falta apenas superar entraves burocráticos, por se tratar de operações internacionais, e então negociar preços e volumes de produtos de interesse das cooperativas", afirmou.

Reuniões - Na última semana, Ramos, juntamente com Luiz Vicente Suzin, presidente da Fecoagro, Jandir Gabiatti, gerente da Fábrica de Fertilizantes e Dilvo Casagranda, gerente de Exportação da Aurora, percorreram diversas cooperativas e empresas cerealistas do Paraguai durante três dias. Eles se reuniram com transportadores locais e despachantes aduaneiros para definir custos de fretes e procedimentos para transportar fertilizantes ao país. No último dia 23, foi a vez de um grupo de 30 líderes políticos, técnicos e empresários do Paraguai visitarem as instalações da fábrica de fertilizantes em Santa Catarina.

Valores - De acordo com Ramos, a definição de valores e prazos deve sair em 30 dias. O preço deverá ser balizado pela cotação do dia e o volume de fertilizante a ser exportado deve ser de 20 mil toneladas. "Estamos viabilizando a operação em uma hora oportuna já que a entrega de fertilizante da nossa fábrica começa a partir de junho", disse. O timing permitirá a troca a tempo de plantar a safra de verão.

Entraves - Tradicional exportador de grãos para criadores de animais do sul do Brasil, o Paraguai terá a oferta drasticamente reduzida. A estiagem deve provocar quebra de cerca de 40% da safra de soja no país e comprometer a liquidez dos compromissos dos agricultores locais que em aproximadamente 80% são brasileiros. A informação é da Central Nacional de Cooperativas do Paraguai (Unicoop).

Produção - A produção de soja do país vizinho, que costuma ser de 7 milhões de toneladas, deve ficar nessa safra entre 3,5 milhões e 4 milhões de toneladas. No caso do milho, as perdas deverão ser menos expressivas porque se trata do período de colheita da safrinha, mas estima-se que metade da produção do grão possa estar perdida. Na Argentina, a seca já fez seus estragos e o governo busca medidas para reduzir as perdas. Produtores e moinhos poderão solicitar ao Departamento Nacional de Controle Comercial (ONCCA) até 15 de maio compensações pela produção e comercialização no mercado interno pelas operações feitas até 31 de março. (Diário do Comércio & Indústria)

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