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SANIDADE I: Semana deve ser de comemoração para o PR com anúncio da OIE sobre novo status sanitário do Estado, diz Ricken

sanidade I 26 05 2021Esta semana deve ser de comemoração para os paranaenses pois nesta quinta-feira (27/05) a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) anuncia a sua decisão sobre o pleito do Paraná, que está buscando o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. O setor produtivo paranaense aguarda com grande expectativa e otimismo a conquista do novo status sanitário do Estado. De acordo com o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a certificação internacional impactará em toda a cadeia produtiva de carnes, possibilitando a ampliação de mercado, e isso tem grande significado para as cooperativas do ramo agropecuário, que estão expandindo seus negócios, principalmente nos segmentos de aves, suínos e peixes, e se destacam por ter grande representatividade na produção do Estado.

Parcela - O setor responde por 49% da produção paranaense de suínos, 48% de frangos e lidera a de peixes. Além de produzir, as cooperativas processam as matérias-primas. “O cooperativismo paranaense tem 26 indústrias na área de carnes”, frisou Ricken, lembrando que as cooperativas estão investindo na ampliação de seus negócios. “A Coopavel vai praticamente dobrar o abate de suínos, passando de 2.000 para 3.800 animais por dia. Já a Unium aumentará de 3.000 para 5.000 cabeças por dia. A Frimesa, que hoje industrializa 8.500 suínos, vai acrescentar mais 15 mil cabeças por dia em seu processo de abate. Isso vai nos levar a passar de 50% o número de abates por dia no Paraná, ou seja, vamos ter maior participação na produção e processamento de carnes no Estado”, disse.

Piscicultura - Ele ressaltou ainda que, da mesma forma, as cooperativas que atuam com peixe também estão investindo no aumento da produção. “Atualmente temos três unidades industriais e a Copacol é a pioneira em piscicultura. A cooperativa tem uma unidade que abate 150 mil cabeças por dia em Nova Aurora e comprou outra em Toledo, que hoje está abatendo 30 mil cabeças, mas tem capacidade para 150 mil cabeças por dia. Então, são 300 mil peixes abatidos por dia a mais. Já C.Vale tem um projeto para abater 200 mil peixes por dia. A Cocari adquiriu um frigorífico em Alvorada do Sul, que processa cerca de 60 mil cabeças. Assim, no curto prazo, vamos passar rapidamente de 500 mil peixes abatidos diariamente pelas nossas cooperativas”, salientou.  O presidente do Sistema Ocepar acredita que o setor também tem potencial para aumentar sua atuação com carne bovina. “Com mais tecnologia e mais condições nós podemos crescer mais. Hoje nós representamos 1% do que é produzido mas podemos triplicar isso rapidamente”, afirmou.

Empenho - Ricken afirmou que houve grande esforço de órgãos públicos, como o Ministério da Agricultura, Secretaria Estadual da Agricultura e Adapar, entidades parceiras e do próprio cooperativismo para que fossem cumpridas todas as exigências necessárias à obtenção da condição de área livre de febre aftosa sem vacinação, inclusive dois anos antes do previsto inicialmente. Ele lembrou que as cooperativas contribuíram até mesmo com recursos financeiros para a construção de postos de fiscalização, necessários para fazer o controle da aftosa no Estado. “A participação da Ocepar e das cooperativas foi fundamental”, frisou. Para Ricken, o Fundepec (Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná) é um outro fator positivo nesse processo de busca do reconhecimento internacional. “O Fundepec nos forneceu mais segurança. Hoje tem mais de R$ 80 milhões neste fundo. Se ocorrer algum problema, nós temos condição de fazer uma ação rápida e resolver a questão”, disse.

Vigilantes - Mas ele acredita que, conquistando a certificação, o estado deve se manter vigilante para que todo o trabalho feito até agora não seja perdido. “Houve um grande empenho e isso talvez possa mudar o nosso perfil. Mas essa conquista tem que ser mantida pois, se nós nos atrapalharmos daqui para frente, poderemos ter prejuízos enormes. Se não nos cuidarmos em relação ao vírus que causa a doença, que está presente ainda no Paraguai, por exemplo, e pode entrar no país por meio de estados brasileiros próximos ao país vizinho, iremos ter problemas e vamos voltar na condição anterior ou até mesmo pior”, alertou.

 

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