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ECONOMIA: Copom eleva juros b√°sicos da economia para 5,25% ao ano

economia 05 08 2021Em meio ao aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia, o Banco Central (BC) apertou ainda mais os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 4,25% para 5,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Quarto reajuste - Esse foi o quarto reajuste consecutivo na taxa Selic, mas o ritmo do ajuste aumentou. Nas √ļltimas tr√™s reuni√Ķes, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. Com covid-19 detectada em teste na semana passada, o diretor de Pol√≠tica Monet√°ria do BC, Bruno Serra Fernandes, n√£o participou da reuni√£o presencial.

Pr√≥xima reuni√£o - Em comunicado, o Copom informou que, na pr√≥xima reuni√£o, em 21 e 22 de setembro, tamb√©m pretende elevar a Selic em 1 ponto percentual. O √≥rg√£o pediu a continuidade das reformas econ√īmicas estruturais e advertiu para o risco da aprova√ß√£o de medidas que elevem os gastos p√ļblicos permanentemente.

Recupera√ß√£o sustent√°vel - ‚ÄúO Copom reitera que perseverar no processo de reformas e ajustes necess√°rios na economia brasileira √© essencial para permitir a recupera√ß√£o sustent√°vel da economia. O comit√™ ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e altera√ß√Ķes de car√°ter permanente no processo de ajuste das contas p√ļblicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia‚ÄĚ, destacou o texto.

Ciclo de alta - Com a decis√£o desta quarta-feira (04/08), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros b√°sicos da economia at√© que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em mar√ßo de 2018. Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida at√© alcan√ßar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contra√ß√£o econ√īmica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor n√≠vel da s√©rie hist√≥rica iniciada em 1986.

Infla√ß√£o - A Selic √© o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla√ß√£o oficial, medida pelo √ćndice Nacional de Pre√ßos ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o indicador fechou no maior n√≠vel para o m√™s desde 2018 e acumula 8,35% em 12 meses, pressionado pelo d√≥lar e pela alta da energia el√©trica.

Acima do teto - O valor est√° acima do teto da meta de infla√ß√£o. Para 2021, o Conselho Monet√°rio Nacional (CMN) tinha fixado meta de infla√ß√£o de 3,75%, com margem de toler√Ęncia de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, n√£o podia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%.

Relatório - No Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 5,82% no cenário base. Mesmo com uma queda nos índices no segundo semestre, esse cenário considera o estouro do teto da meta de inflação em 2021.

Mercado - A proje√ß√£o est√° abaixo das previs√Ķes do mercado. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui√ß√Ķes financeiras divulgada pelo BC, a infla√ß√£o oficial dever√° fechar o ano em 6,79%. A proje√ß√£o oficial s√≥ ser√° atualizada no pr√≥ximo Relat√≥rio de Infla√ß√£o, no fim de setembro.

Cr√©dito mais caro - A eleva√ß√£o da taxa Selic ajuda a controlar a infla√ß√£o. Isso porque juros maiores encarecem o cr√©dito e desestimulam a produ√ß√£o e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recupera√ß√£o da economia. No √ļltimo Relat√≥rio de Infla√ß√£o, o Banco Central projetava crescimento de 4,6% para a economia em 2021.

Crescimento maior - O mercado projeta crescimento maior. Segundo a √ļltima edi√ß√£o do boletim Focus, os analistas econ√īmicos preveem expans√£o de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi√ßos produzidos pelo pa√≠s) neste ano.

Negocia√ß√Ķes - A taxa b√°sica de juros √© usada nas negocia√ß√Ķes de t√≠tulos p√ļblicos no Sistema Especial de Liquida√ß√£o e Cust√≥dia (Selic) e serve de refer√™ncia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust√°-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre√ßos, porque juros mais altos encarecem o cr√©dito e estimulam a poupan√ßa.

Redução - Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

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