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COCAMAR: Lavouras semeadas mais cedo sofreram danos maiores

Nos mais de 900 mil hectares de lavouras de soja cultivadas nas regiões da Cocamar, que compreendem o norte e o noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, o cenário de perdas é bem variável, conforme explica o gerente executivo técnico da cooperativa, engenheiro agrônomo Renato Watanabe.

La Niña - As informações gerais são atualizadas às segundas-feiras, mas os dados chegam a todo momento, dando conta da situação. “Como as chuvas foram extremamente desuniformes, típicas de anos de La Nina, algumas lavouras ficaram mais de 45 dias sem nenhuma precipitação", pontua.

Momento crítico - Na região de Maringá, sede da Cocamar, onde as primeiras lavouras começam a ser semeadas a partir de 10 de setembro e se encontram agora em início de colheita, o déficit hídrico atingiu as plantas no seu momento mais crítico, de definição de produtividade (enchimento de grãos), depois de um bom começo.

Médias baixíssimas - “As lavouras vinham bem, com estande adequado e um bom desenvolvimento vegetativo, mas 35 dias de estiagem e altas temperaturas num momento importante, reduziram bastante a expectativa de produtividade”, explica o gerente executivo, citando que em municípios como Floresta e Ivatuba, próximos a Maringá, as primeiras colheitas indicam médias ao redor de 20 sacas por hectare, três vezes menos se o clima tivesse sido favorável.

Mais tarde - A soja semeada a partir da primeira quinzena de outubro também está numa situação ruim, mas a redução pode ser menor, desde que haja umidade a partir de agora. A estimativa, segundo os técnicos da cooperativa, é de 30 sacas por hectare.

Quebras menores - Quanto às lavouras implantadas a partir de 15 de outubro, a seca e as altas temperaturas também causaram danos, mas, segundo Watanabe, a projeção é de quebras menos expressivas em comparação às primeiras lavouras, podendo ficar em 25%.

Melhores - Já quem semeou mais tarde, no começo de novembro, está sendo beneficiado por um volume maior de chuvas. “As lavouras não apresentam mais o potencial máximo de produtividade, mas, se o tempo ajudar, a colheita pode chegar a 55 sacas por hectare, em média”, declara o gerente executivo.

Regiões bem prejudicadas - De Maringá em direção ao noroeste paranaense e sul do Mato Grosso do Sul, as estimativas de redução são de pelo menos 35%, em média. No arenito paranaense, entretanto, não é difícil encontrar quem esteja falando em 50% de quebra.  

Norte - Conforme os dados da cooperativa, na região de Londrina, norte do Paraná, as áreas de maior altitude, entre as quais São Sebastião da Amoreira, Assaí, Nova Fátima e outros municípios, a previsão de quebra é de 10%.

Bom potencial - Por fim, nas lavouras do Pontal do Paranapanema e praticamente em todo o oeste paulista, vem chovendo relativamente bem e as lavouras exibem, ainda, um bom potencial. No município de Palmital, por exemplo, que é grande produtor, os danos são considerados mínimos, pois houve precipitações abundantes na fase de enchimento de grãos.

Avaliando - Na última safra de verão (2020/21), a Cocamar registrou o recebimento recorde de 1,7 milhão de toneladas de soja, mas a cooperativa ainda está avaliando a situação das lavouras do ciclo 2021/22, antes de anunciar uma previsão de perdas. As colheitas devem intensificar-se nos meses de fevereiro e março.

Cooperados - A cooperativa conta com mais de 16 mil produtores cooperados, atendidos por 98 unidades nos três estados. O produtor Luiz Alberto Palaro, de Floresta, está começando a colheita das primeiras áreas e, segundo ele, a quebra é considerável.

Safra complicada - Em uma delas, onde Palaro acionou o seguro, o laudo apontou para uma média de produtividade de 14,5 sacas por hectare. Bem abaixo do que costuma colher nessas mesmas terras, onde suas médias, não raro, ultrapassam as 65 sacas por hectare. “Uma safra complicada”, resume Palaro, que costuma investir em tecnologias e se destaca por suas altas médias de produtividade. (Imprensa Cocamar)

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