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FALECIMENTO I: Sistema Ocepar lamenta a morte do ex-presidente Ignácio Aloysio Donel

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, lamentou o falecimento do ex-presidente da Ocepar, Ignácio Aloysio Donel, ocorrido na noite desta segunda-feira (10/01), em Medianeira, Oeste do Paraná. “Hoje o cooperativismo brasileiro está de luto. Perdemos uma referência. Donel nos deixa um legado de realizações e ações que ajudaram a solidificar o cooperativismo no Paraná e no Brasil. Especialmente durante o tempo em que presidiu a Cotrefal, hoje cooperativa Lar, e a Ocepar, entre os anos de 1991 e 1993, posteriormente como presidente da Cocecrer, Cooperativa Central de Crédito, que deu os primeiros passos ao sistema que temos hoje e da Central Sicredi Paraná. Um homem que dedicou toda sua vida ao cooperativismo e a quem devemos muito. Nossos mais profundos sentimentos a todos os familiares por tamanha perda”, destacou.

Um líder - Ao tomar conhecimento, João Paulo Koslovski, ex-presidente da Ocepar e que foi diretor executivo durante a gestão de Donel, afirmou: “seu legado foi muito importante para o desenvolvimento do cooperativismo no Paraná e Brasil. Pessoa que liderava buscando sempre o consenso. Ajudou a organizar o Cooperativismo em nosso estado com a implantação dos núcleos cooperativos, quando presidente da Ocepar. Nosso reconhecimento e sentimento profundo pela perda do presidente Donel. Que Deus o tenha na sua morada eterna”, frisou.

Admiração e respeito - O primeiro presidente da Ocepar, Guntolf van Kaick, afirmou que Donel será sempre lembrado por sua dedicação ao cooperativismo e contribuição ao desenvolvimento do setor. “Recebi com pesar a notícia do passamento do companheiro Ignácio Donel e transmito a seus familiares meus sentimentos de imensa estima e solidariedade nestes difíceis momentos de etérea separação. Que Deus tenha a todos sob sua santa guarda! Tenho certeza de que o Ignácio deixou suas indeléveis pegadas na construção do cooperativismo paranaense pelo que ele será sempre lembrado com a maior admiração e muito respeito”, disse.

Relação de amizade - O ex-presidente Wilson Thiesen, que foi substituído na Ocepar por Donel, lembrou que a relação de amizade com o ele ultrapassa cinco décadas. “Conheci o Donel quando atuava como coordenador do Inda (atual Incra), na década de 1970. Acompanhei de perto todo seu esforço em viabilizar a cooperativa Cotrefal, em Missal, que hoje se transformou na pujante cooperativa Lar, e a transferência dela para a cidade de Medianeira. A Cotrefal foi uma das primeiras cooperativas, na gestão do Donel, a realizar exportação de soja. Ele é era um líder nato, muito hábil nas negociações e extremamente correto em tudo. Um grande pai de família”. Thiesen ressaltou que, durante os estudos do Projeto Iguaçu de Cooperativismo (PIC), planejamento estratégico para fortalecer o cooperativismo na região Oeste, liderado pelo Incra e pela Ocepar, Donel não só apoiou como participou junto com importante lideranças, como Silvio Galdino, Silvio Tedéo, José Aroldo Gallassini e tantos outros para que o cooperativismo na região se desenvolvesse. “Ele acreditava e hoje o Oeste é um modelo para o sistema cooperativista. Viajamos junto para a Europa para conhecer o modelo de autogestão nas cooperativas, em especial na Itália e países bascos. Depois, quando fui presidente da OCB, Donel contribui com o projeto de autogestão e para a liberação do cooperativismo de crédito das amarras junto ao Banco Central. Perdemos um líder importante e desejamos aos seus familiares todo o conforto possível nesse momento”, destacou.

Legado - Quem também lamentou a morte do dirigente, foi o ex-presidente da Ocepar, Dick Carlos de Geus. Segundo ele, “o sistema cooperativista paranaense perde um dos seus mais fervorosos defensores. Nos deixa um belo legado que, certamente, continuará sendo exemplo de continuidade, como a instituição dos Encontros de Núcleos Cooperativos o Programa de Autogestão Cooperativista, entre tantos outros. Fiquei muito triste com esta notícia e quero expressar meus mais profundos sentimentos aos familiares e amigos do grande Donel”, ressaltou.

Visionário - O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, que integrou a diretoria da Ocepar na época em que Donel foi presidente, destacou sua liderança frente as demandas da época. “Um visionário do cooperativismo, em especial para a região Oeste do Paraná. Um homem muito dedicado e inteligente, que mesmo em pouco tempo de gestão, deixou importantes realizações como a criação dos núcleos cooperativos e que hoje é modelo para todo o Brasil, e o início da autogestão no sistema cooperativista. Perdemos um grande companheiro de caminhada, um homem dedicado a família e a Deus. Desejamos que tenha o merecido descanso e que Deus possa confortar seus familiares neste momento”, lembrou.

Cooperativismo de crédito - O presidente da SicrediPar e da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock, destacou a trajetória de Donel sob a ótica do cooperativismo de crédito. “Absorvendo o legado do padre Theodor Amstad [fundador da primeira cooperativa de crédito da América Latina, atual Sicredi Pioneira, em Nova Petrópolis (RS)] e também de Mário Kruel Guimarães, que reorganizou o movimento no Rio Grande do Sul, Donel, com muita coragem, organizou as cooperativas de crédito num sistema, entendendo que, juntas, elas estariam mais fortes. Assim, foi criada uma central, a Cocecrer, com base na Lei do Cooperativismo, a Lei 5.764”, afirmou. “Eu destaco a capacidade que ele teve de convencer as cooperativas de organizar o dinheiro em uma conta só, a chamada conta centralizada, onde elas acabaram ganhando um pouco mais a partir do hot money, a aplicação feita durante a noite, no período inflacionário e, com isso, foram pagando os seus custos de estruturação inicial. Donel criou ainda o cheque cooperativo, quando isso ainda não era permitido. Também foi dele a ideia da criação do Cooperbanco, que depois se somou ao Rio Grande do Sul, com a fundação do Banco Cooperativo Sicredi”, acrescenta. “Nós temos muita gratidão pelo Donel e já o homenageamos com a criação da Sala Ignácio Donel, no Espaço Educação Padre Theodor Amstad, junto à nossa Central. As milhares de pessoas que já passaram por lá têm um carinho especial por ele pois sabem de sua história, assim como a do padre Theodor e de tantas outras lideranças do nosso cooperativismo que deram o seu sim para a criação da nossa Central, que hoje têm abrangência nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro”, finalizou.

Velório - No dia 13 de fevereiro, Donel completaria 86 anos. Deixa esposa, Atila, e os filhos Marino (in memoriam), Marieta, Mariano, Marlene e José Luiz. O velório será no Clube União, em Medianeira, e o sepultamento, às 17h desta terça-feira (11/01), no Cemitério Municipal.

 

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