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INDÚSTRIA: Produção recua em 10 dos 15 locais pesquisados em junho

industria 09 08 2022A produção industrial caiu em 10 dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) na passagem de maio para junho, quando o índice nacional recuou 0,4% após 4 meses de taxas positivas.

Maiores quedas - As maiores quedas ocorreram no Mato Grosso (-2,8%), Rio de Janeiro (-2,4%) e Espírito Santo (-2,3%). Amazonas (-1,6%), Ceará (-1,4%), Região Nordeste (-0,6%) e Rio Grande do Sul (-0,5%) também registraram recuos mais intensos do que a média nacional (-0,4%).

Expansão mais elevada - Pará (9,8%) apontou a expansão mais elevada nesse mês e eliminou parte do recuo de 13,3% verificado em maio. Bahia (2,4%), Pernambuco (1,0%), São Paulo (0,8%) e Santa Catarina (0,2%) assinalaram as demais taxas positivas. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (09/08), pelo IBGE.

Influência negativa - A principal influência negativa veio do Rio de Janeiro (-2,4%), com a segunda taxa negativa consecutiva, período em que acumulou perda de 6,5%. “O comportamento no Rio de Janeiro reflete o baixo desempenho do setor de derivados do petróleo, muito atuante na indústria fluminense, e, também, da indústria farmacêutica. Em ambos os setores, consiste uma estratégia de produção e equalização de oferta e demanda”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Segunda maior influência - A segunda maior influência sobre o resultado nacional veio da indústria do Amazonas (-1,6%), após quatro meses de resultados positivos, quando acumulou um ganho de 20,3%. “Essa queda se dá pelo desempenho do setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e no setor de outros equipamentos de transporte, no caso, a produção de motocicletas”, destaca o analista.

Altas - Pelo lado das altas, o Pará (9,8%) teve o principal resultado em termos absolutos e a principal influência positiva sobre a indústria nacional, puxado pelo desempenho do setor extrativo. “A indústria do Pará é pouco diversificada e se concentra no setor extrativo. Esse resultado vem após um recuo de 13,3% em maio, também ocasionado pelo setor extrativo. O movimento de junho não elimina a perda de maio, mas compensa um pouco”, analisa Almeida. Ele complementa que essa é a alta mais intensa para a indústria paraense desde fevereiro de 2022, quando atingiu 13,7%.

Positiva - A segunda influência positiva veio de São Paulo (0,8%). Este é o segundo mês seguido de alta, acumulando ganho de 1,6%. “O crescimento reflete o desempenho do setor de alimentos, um dos mais influentes na indústria paulista. Com esse resultado, São Paulo encontra-se 0,4% abaixo do patamar pré-pandemia (fev/2020) e 22,2% abaixo do seu patamar mais elevado, que foi em março de 2011”, complementa Almeida.

Comparação - Na comparação com junho de 2021, indústria nacional mostrou recuo de 0,5% em junho de 2022, com cinco dos quinze locais pesquisados apontando resultados negativos. No acumulado no ano, a redução verificada na produção nacional (-2,2%) alcançou oito dos quinze locais pesquisados. E no acumulado em 12 meses (-2,8%), 11 dos 15 locais pesquisados registraram taxas negativas em junho e nove apontaram menor dinamismo.

Mais sobre a pesquisa - A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Banco de dados - Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no banco de dados Sidra. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Flickr

 

industria tabela 09 08 2022

 

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