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NAPI: Nova rede de Hidrogênio impulsiona pesquisas sobre energias renováveis no Paraná

napi 08 05 2024O Governo do Estado, por meio da Funda√ß√£o Arauc√°ria e da Secretaria da Ci√™ncia, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), formalizou, na segunda-feira (06/05), o Novo Arranjo de Pesquisa e Inova√ß√£o (Napi) Hidrog√™nio. Ser√£o investidos cerca de R$ 3,7 milh√Ķes para viabilizar as a√ß√Ķes do novo arranjo, que j√° conta com vinte pesquisadores com atua√ß√£o e destaque no tema do H2 de quatro universidades estaduais e duas federais.

Participa√ß√£o - Cerca de cem convidados entre pesquisadores da √°rea, representantes das universidades, do setor produtivo e do governo estadual participaram da apresenta√ß√£o. 

Rede - O Napi Hidrog√™nio tem como objetivo criar uma rede de pesquisa e inova√ß√£o no Paran√°, buscando articular a√ß√Ķes que envolvam institui√ß√Ķes p√ļblicas e privadas, de forma a impulsionar, principalmente, o desenvolvimento de tecnologias, a oferta de servi√ßos, e a forma√ß√£o de recursos humanos especializados na √°rea do hidrog√™nio renov√°vel de baixo carbono, tendo como a√ß√£o inicial priorit√°ria o desenvolvimento da rota que utiliza a biomassa residual.

Configura√ß√£o inicial - A configura√ß√£o inicial dele re√ļne doze laborat√≥rios e oito programas de p√≥s-gradua√ß√£o da Universidade Estadual de Maring√° (UEM), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual do Centro Oestes (Unicentro), Universidade Estadual do Oeste do Paran√° (Unioeste), da Universidade Federal do Paran√° (UFPR) e da Universidade Tecnol√≥gica Federal do Paran√° (UTFPR). Conta ainda com parcerias com diversas institui√ß√Ķes do Estado do Paran√° que atuam na √°rea de CT&I, setor produtivo e demais colaboradores.

Voca√ß√£o - O presidente da Funda√ß√£o Arauc√°ria, Ramiro Wahrhaftig, disse que o novo arranjo tem a voca√ß√£o de fazer pesquisa colaborativa. ‚ÄúTemos quase 23 mil doutores nas institui√ß√Ķes de ci√™ncia, tecnologia e ensino superior do Paran√° e na sociedade do conhecimento os doutores fazem muita diferen√ßa. Por isso precisam estar envolvidos nas a√ß√Ķes em prol da comunidade‚ÄĚ, afirmou.

Iniciativas - Segundo o articulador do Napi H2 e professor da Universidade Federal do Paran√° (UFPR) Helton Jos√© Alves, h√° muitas iniciativas que envolvem a produ√ß√£o do hidrog√™nio usando fontes de energias renov√°veis, mas o arranjo tem como foco principal foco o desenvolvimento da rota tecnol√≥gica que envolve a biomassa como uma fonte de hidrog√™nio. ‚ÄúNesse contexto n√≥s estamos falando de descarboniza√ß√£o da nossa economia, uma vez que n√≥s substitu√≠mos o hidrog√™nio de origem f√≥ssil por fontes que s√£o renov√°veis, principalmente a biomassa‚ÄĚ, explicou.

Lei - O pesquisador ressaltou que h√° um cen√°rio favor√°vel no Paran√°, que j√° possui a Lei 11.410/23, que instituiu a Pol√≠tica Estadual do Hidrog√™nio Renov√°vel. ‚ÄúO Napi vem somar esfor√ßos a todas as iniciativas j√° existentes no Paran√° de forma a promover o desenvolvimento da economia do hidrog√™nio, valorizar as cadeias produtivas que t√™m interface com este tema seja no quesito de mat√©ria-prima, de servi√ßo, log√≠stica, transporte ou uso final a partir de produtos derivados do H2‚ÄĚ, destacou Alves.

Pesquisa e sociedade - Os recentes estragos ocorridos em decorr√™ncia das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul foram citados pelo presidente da Associa√ß√£o Brasileira de Hidrog√™nio, Paulo Em√≠lio Valad√£o de Miranda, como consequ√™ncias da emerg√™ncia clim√°tica ambiental, o que refor√ßa a necessidade de investir em pesquisas de fontes alternativas.

Eventos clim√°ticos - ‚ÄúO Brasil j√° √© considerado um dos pa√≠ses em que h√° maior ocorr√™ncia de eventos clim√°ticos extremos. Em fun√ß√£o disso precisamos descarbonizar as atividades da nossa sociedade e, uma forma de fazer isso, √© utilizando o hidrog√™nio, que √© um combust√≠vel que n√£o carrega carbono, ent√£o o seu uso n√£o contribui com gazes do efeito estufa na atmosfera‚ÄĚ, explicou.

Ativos tecnol√≥gicos - Para o secret√°rio da Ci√™ncia, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, √© preciso ter os ativos tecnol√≥gicos cada vez mais comprometidos com gerar solu√ß√Ķes aos problemas reais da sociedade. ‚ÄúN√≥s precisamos investir muito em ci√™ncia e tecnologia para que possamos construir uma realidade mais sustent√°vel ao nosso planeta‚ÄĚ, destacou, lembrando que o or√ßamento para a √°rea neste ano saltou para mais de R$ 700 milh√Ķes.

Iniciativa - O coordenador-geral de Tecnologias Setoriais do Minist√©rio da Ci√™ncia, Tecnologia e Inova√ß√£o (MCTI), Rafael Silva Menezes, elogiou a iniciativa paranaense. ‚ÄúO MCTI fez um grande esfor√ßo de se trabalhar em redes de pesquisa como acontece no Paran√° com os novos arranjos buscando a otimiza√ß√£o do uso de recursos p√ļblicos. Esta iniciativa, sem d√ļvida nenhuma, ir√° fortalecer o eixo de desenvolvimento tecnol√≥gico do Programa Nacional do Hidrog√™nio‚ÄĚ, enfatizou.

Parcerias - Entre as institui√ß√Ķes que ser√£o parceiras do Napi est√° o Instituto de Tecnologia do Paran√° (Tecpar). ‚ÄúO Tecpar gostaria de colaborar nesta linha de certifica√ß√£o do hidrog√™nio, sempre no contexto de valorizar o produto paranaense e as pesquisas locais‚ÄĚ, salientou o diretor-presidente da entidade, Celso Kloss.

Napis - Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inova√ß√£o (Napis) t√™m como objetivo conduzir a produ√ß√£o de conhecimento de forma colaborativa pelos pesquisadores paranaenses, incitados por demandas reais de desenvolvimento de setores estrat√©gicos para o Estado, mediante o aporte de recursos financeiros. Atualmente j√° s√£o 62 os Napis em opera√ß√£o. (Ag√™ncia Estadual de Not√≠cias)

FOTO: Fundação Araucária

 

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