Começa na Cocamar a segunda turma do Programa Unindo Gerações

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Na manhã dessa quinta-feira (23/04), o casal Sérgio e Elisa Ichikawa, acompanhado do filho Fernando, deslocou-se de Londrina para participar em Maringá, na Cocamar, da abertura da segunda turma do Programa Unindo Gerações.

A realização da cooperativa e do Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), tem como proposta preparar famílias para a sucessão na propriedade rural de forma organizada, tranquila e com planejamento.

Os Ichikawa possuem uma propriedade em São Sebastião da Amoreira, onde produzem grãos, e Fernando, de 34 anos, que é engenheiro agrônomo e faz parte da quarta geração da família no Brasil, pretende dar seguimento a esse trabalho, que começou em 2019. “Com o curso, vamos aprimorar esse processo”, explica Fernando.

Dentre os 35 participantes, apenas um não é de um município do Paraná. O produtor Fred Frand Frandsen viajou cerca de 300 quilômetros, desde Palmital (SP), na região de Assis, interessado em aprofundar-se mais sobre o tema. Embora já compartilhe com o pai a gestão dos negócios, voltados à produção de grãos, ele conta que viu na iniciativa uma oportunidade para continuar evoluindo.

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O programa se desenvolverá de forma presencial em datas pré-estabelecidas, com módulos de 8 horas de duração cada, abordando desde governança e gestão da propriedade rural, direito sucessório, mediação de conflitos e construção da confiança, gestão financeira, cooperativismo, gestão de pessoas e gestão contábil, e planejamento tributário.

O primeiro módulo, sobre governança e gestão da propriedade, foi ministrado pelo instrutor e consultor em agronegócio, Gilmar Mumber, autor do livro A Onda é Você Quem Faz, prestes a ser lançado.  

Pioneirismo

 A Cocamar foi a sede de um piloto do Unindo Gerações, iniciado em 2024 e concluído no ano passado, com 25 integrantes. O objetivo do Sistema Ocepar, a partir de agora, é levar a realização também para outras cooperativas do estado.

Conforme explica o gerente de cooperativismo João Sadao, o programa visa a orientar as famílias para esse momento de transição. “A média dos nossos cooperados é de 61 anos, e quando nos referimos às famílias, queremos ajudar seus membros a desenvolverem potencialidades para que esse processo se torne mais fluido, natural e estruturado”.

Planejamento

Sadao observa que a sucessão, em geral, não é um processo fácil, muitas vezes com um choque geracional, em que os sucessores trazem a sua forma de pensar e agir. “Não raro, ocorre um embate”, aponta, sendo indispensável que se faça um planejamento. “É preciso cuidar do negócio e também da família, para que o relacionamento entre seus integrantes seja preservado.”  

Uma estratégia que vem sendo recomendada para a inserção do jovem no negócio familiar é destinar a ele uma pequena parte da propriedade, para que possa aplicar seus conhecimentos. Assim, com o tempo, a partir dos resultados obtidos, ele vai adquirindo a confiança dos mais velhos.

“Na Cocamar, defendemos que a família compartilhe a gestão, garantindo oportunidade para que todos os membros participem das decisões”, afirma Sadao. Com isso, o processo de sucessão acontecerá naturalmente. (Assessoria de Imprensa Cocamar)

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