Fórum de Saúde Mental é realizado com representantes de mais de 20 cooperativas

  • Artigos em destaque na home: Nenhum

Ouvir lideranças que atuam na área de saúde mental e trocar experiência com colegas de profissão que trabalham com esse propósito. Esse é o principal intuito do Fórum da Saúde Mental das Cooperativas do Paraná, realizado nesta sexta-feira (20/03), em Curitiba, organizado pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR e em parceria com a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). Mais de 60 profissionais de 24 cooperativas dos ramos agro, crédito e saúde participam do encontro.

A coordenadora de desenvolvimento profissional do Sescoop/PR, Ketlyn Zipperer Mali, abriu o evento e destacou a relevância do Fórum. "Esse encontro demonstra como o cooperativismo está engajado na prevenção das doenças mentais. É muito gratificante ver o quanto as cooperativas entendem a importante desse cuidado. O Sistema Ocepar quer contribuir trazendo as discussões e pesquisas mais atuais sobre o assunto."

A primeira palestra foi realizada pela fundadora da Whales Desenvolvimento Humano, Renata Aranega. A profissional pontuou a urgência do tema. "Saúde mental precisa fazer parte das estratégias das organizações. Eu gosto de uma frase que diz 'escada se lava de cima para baixo'. A gente precisa colocar saúde mental como pilar estratégico de bem-estar do trabalho. É o novo motor de performance."

A palestrante citou a NR1, norma reguladora que define o gerenciamento de riscos ocupacionais. A partir deste ano, a NR1 vai abranger riscos psicossociais. "Não é que agora as empresas terão que monitorar, isso já deveria estar ocorrendo. Agora os riscos psicossociais passam a ter o mesmo peso de outros riscos, como acidentes, riscos toxicológicos, por exemplo", pontuou.

Violência conta mulher

A segunda apresentação teve como tema os impactos da violência contra a mulher e violência de gênero no ambiente profissional. A palestrante foi a CEO e fundadora do Grupo Batom, Larissa Hack, que já realiza ações sobre o tema com o Sistema Ocepar e cooperativas do Paraná.

Larissa citou números que impactam o mercado de trabalho. "As mulheres vítimas de violência faltam de 8 a 18 dias por ano. São fechados 1,6 milhão de postos de trabalho por ano devido à violência doméstica. É algo que impacta todas as empresas."

A ativista disse estar satisfeita em ver que há muitas cooperativas engajadas em discutir o tema e pensar em ações de prevenção. "Esse assunto, apesar de ser muito delicado e muito sensível, tem ganhando espaço nas organizações e esse é o lugar pra gente discutir: é na prevenção, no letramento, na identificação. Para isso, a gente precisa abordar os impactos econômicos da da violência, de turnover, faltas, prejuízos de recursos humanos, por exemplo", pontuou. 

Programação

O Fórum de Saúde Mental das Cooperativas do Paraná ocorre durante todo o dia, especialmente com a apresentação de cases de organizações com boas iniciativas na área de saúde mental. A coordenadora de Comunicação, Cultura e ESG/Sustentabilidade da empresa Gazin, Michely Tonhi, demonstrou ações colocadas em prática. Representando a consultoria global de recrutamento Robert Half, a gerente Lais Vasconcelos vai apresentar a 7ª edição da pesquisa de saúde mental, realizada em parceria com a The School of Life Brasil.

Após, haverá apresentação da gerente de RH na Cattalini Terminais Marítimos, Fabiana Stieglitz, sobre melhores práticas na empresa, seguida da palestra "Termômetro do Bem-estar", com Luiz Antonio Setti, da Yara Brasil.

Ao final, haverá a palestra “O custo do silencia: Como o medo corrói Saúde Mental e Desempenho”, com o gerente de segurança e saúde para a Indústria no Sistema Fiep, Guilherme Murta. 

FOTOS: Iara Maggioni / Assessoria de Comunicação Sistema Ocepar

Conteúdos Relacionados