Qualidade: Cocari é parceira em iniciativa que busca reduzir perdas na colheita da soja

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cocari II 16 03 2026A Cocari está entre as instituições parceiras de uma iniciativa que busca aumentar a eficiência da colheita da soja e reduzir perdas no campo na região de Maringá (PR). A ação integra o Concurso de Qualidade na Colheita de Soja, promovido pelo IDR-Paraná em conjunto com cooperativas, universidades e entidades do setor agropecuário.

O concurso tem mobilizado produtores e operadores de máquinas agrícolas justamente no período em que a colheita da safra ganha ritmo mais intenso na região. A proposta é simples, mas estratégica: estimular boas práticas operacionais, melhorar a regulagem das colhedoras e valorizar o trabalho dos profissionais responsáveis pela operação das máquinas.

De acordo com José Sérgio Righetti, extensionista do IDR-Paraná em Maringá, a proposta da iniciativa vai muito além de premiar quem obtém o melhor desempenho. Segundo ele, o principal foco é promover aprendizado coletivo e aprimoramento técnico no campo.

“A metodologia do concurso, no contexto da extensão rural, não tem como objetivo principal eleger um ‘vencedor’ no sentido tradicional. Em vez disso, ela funciona como uma ferramenta pedagógica com o objetivo central de estimular o treinamento, promover a troca de saberes e valorizar a competência dos profissionais envolvidos”, explicou.

Nesta edição, cerca de 150 operadores de colhedoras participam da avaliação, cujos resultados serão divulgados em junho. Além do reconhecimento técnico, os participantes também concorrem a premiações, como forma de destacar o papel desses profissionais no processo produtivo. “Os participantes do concurso serão premiados. É uma forma de reconhecer o esforço deles”, afirmou Righetti. 

Impacto direto na produtividade

A avaliação das perdas durante a colheita tem mostrado resultados relevantes. Na safra passada, a média de perdas registrada na região de Maringá foi de 1,75 sacas por hectare. Entre os participantes do concurso, no entanto, esse número caiu significativamente, chegando a 0,43 saca por hectare.

Segundo o extensionista, os primeiros levantamentos realizados nesta safra indicam resultados ainda mais positivos. “Por enquanto tem ficado pouca soja no chão. As perdas estão se mantendo no padrão estabelecido pela Embrapa Soja, no máximo uma saca por hectare. Mas tem produtor que está perdendo bem menos, em torno de 12 kg/ha”, informou. Ele lembra que, na edição passada do concurso, o operador campeão registrou perda de apenas 14 kg por hectare.

Para Righetti, a eficiência na colheita é resultado de um conjunto de fatores que começam ainda antes do início da operação no campo. “Estamos muito orgulhosos em reconhecer o trabalho desses profissionais. A eficiência na colheita começa desde o preparo do solo para a implantação da cultura, porém é fundamental a atenção aos detalhes pelo operador. Quando se colhe melhor, todos ganham: o produtor, o meio ambiente e a produtividade do país”, destacou.

Atuação da Cocari no incentivo às boas práticas

A participação no concurso também tem gerado desdobramentos importantes entre as instituições parceiras. A Cocari, por exemplo, vem desenvolvendo ações junto aos cooperados voltadas à redução de perdas na colheita.

Além das orientações técnicas no campo, a Cocari também investe na capacitação dos profissionais responsáveis pela operação das máquinas agrícolas. A cooperativa promove cursos voltados à formação e atualização de operadores de colhedoras, abordando temas como regulagem adequada dos equipamentos, condições ideais de colheita e práticas que ajudam a reduzir perdas de grãos. A iniciativa reforça o compromisso da cooperativa com a qualificação da mão de obra no campo e com a melhoria contínua da eficiência das operações agrícolas.

Consultores técnicos da cooperativa estão reforçando orientações práticas no campo, como os cuidados com a dessecação da lavoura antes da colheita, as condições climáticas mais adequadas para a operação, além da importância da umidade correta dos grãos e da regulagem adequada das máquinas.

Essas medidas contribuem diretamente para melhorar o desempenho da colheita e evitar desperdícios que impactam a rentabilidade do produtor. 

Uma iniciativa com história no campo

O concurso que hoje mobiliza operadores e instituições da região começou há quase três décadas. A primeira edição foi realizada na safra 1995/1996, inicialmente como uma ação municipal que reuniu 22 operadores.

Ao longo dos anos, o projeto ganhou alcance regional e ampliou a participação de produtores e máquinas avaliadas. Na safra 2003/2004, a iniciativa passou a envolver municípios vizinhos e, em 2018/2019, adotou oficialmente o nome Concurso de Qualidade na Colheita de Soja, reforçando o foco nas boas práticas agrícolas.

Entre os resultados históricos registrados, um dos destaques ocorreu na safra 2004/2005, quando foi registrada a menor perda já medida: apenas 0,06 saca por hectare. 

Redução de perdas pode gerar milhões para a região

Os números mostram que a melhoria nas práticas de colheita pode trazer impactos econômicos expressivos. A diferença entre a média regional de perdas e os índices alcançados pelos participantes do concurso demonstra esse potencial. “Se essa diferença for multiplicada pelos 300 mil hectares cultivados na região, isso representaria um adicional de 396 mil sacas de soja no complexo produtivo, gerando um impacto financeiro estimado em R$ 53,46 milhões para a região, com base no preço médio da saca de soja de R$ 135”, informou Righetti.

O levantamento reforça a importância das ações de orientação técnica e capacitação, que ajudam a transformar pequenos ajustes operacionais em ganhos significativos para toda a cadeia produtiva. (Assessoria de Imprensa Cocari, com informações do IDR-Paraná)

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