Coesa e Coesui alinham ações para 2026 durante Fórum de Sanidade

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forum sanidade 12 02 26.jpgIntegrantes do Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa) e do Comitê Estadual de Sanidade Suína (Coesui) participaram, nesta quarta-feira (11/02), do Fórum de Sanidade Agropecuária, realizado na Casa Paraná Cooperativo, no Show Rural Coopavel. Com representantes da Adapar, da Embrapa, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Associação Paranaense de Produtores de Suínos,  Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de cooperativas paranaenses e de outras entidades que atuam com a sanidade animal, o Coesa realizou sua 1ª Reunião Ordinária de 2026 no período da manhã, para discutir ações desenvolvidas ao longo de 2025. O trabalho de proteção contra a influenza aviária, no Paraná, foi uma das principais pautas. 

O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, deu as boas-vindas ao grupo, ressaltando a excelência do trabalho de sanidade desenvolvido no Paraná e lembrando que parte significativa da produção estadual de aves vem das cooperativas. “O Paraná é o principal exportador de aves do país e o cooperativismo tem uma grande participação neste cenário. A presença de cada um de vocês hoje, neste fórum, reforça a mensagem de atenção e melhoria permanentes quanto a este tema, de importância decisiva para a economia do estado”, disse. 

O diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, também recebeu os participantes, destacando o papel fundamental desenvolvido pelas equipes responsáveis pela sanidade nas cooperativas. “Não vendemos aves e suínos, vendemos sanidade. É por conta desse trabalho intenso que temos credibilidade internacional. Há, neste momento, 11 países da União Europeia com registro de influenza aviária. É um período tenso quanto ao tema e por isso esta discussão é tão relevante para todo o estado”, avaliou. 

A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, apresentou o atual cenário de sanidade no Paraná, as ações desenvolvidas pela instituição na proteção de produção de aves comerciais e de subsistência, e os principais pontos de atenção para 2026, com destaque para a manutenção de esforços contra a influenza aviária. Ela lembrou que, no ano passado, os trabalhos preventivos tiveram início no litoral, com aumento nas medidas de biossegurança em propriedades de subsistência e com reforço na fiscalização. “A Adapar realizou também fiscalização utilizando drones, o que permitiu identificar criadouros. Todas as ações foram desenvolvidas com agilidade e eficácia, seguindo as normas estabelecidas pelo Mapa”, contou.  

Entre outras ações, ela destacou ainda o treinamento de 261 servidores da Adapar, com teoria e prática, intercâmbio técnico com o Chile, que é considerado referência mundial no controle de influenza aviária, e a fiscalização de mais de 3 mil propriedades de subsistências ao longo de 2025. 

A coordenadora suplente do Coesa, Josiane Maculan Salvo, apresentou as principais ações desenvolvidas pela Adapar ao longo de 2025 para proteger as propriedades com criação de aves, no Paraná, contra a influenza aviária. Entres os principais destaques, ela mencionou a Reunião Global sobre Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), realizada em setembro pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura  (FAO), em Foz do Iguaçu.  O pesquisador e doutor da Embrapa, Luizinho Caron, encerrou a programação do Coesa com uma apresentação sobre depopulação e descarte de aves. 

Durante a tarde, profissionais que atuam na área de sanidade de suínos, do Coesui,  se reuniram para debater os desafios atuais do setor.  

O secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Marcio Nunes, foi representado pelo gerente regional do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Rafael Meier de Mattos. “Estamos atentos às necessidades do setor e nos colocamos à disposição para discutirmos juntos as soluções para avançarmos com a suinocultura do Paraná”, afirmou. 

Luizinho Caron, da Embrapa, apresentou uma palestra sobre os riscos da influenza aviária para a suinocultura, destacando a importância da biosseguridade. De acordo com o especialista, o vírus não é uma ameaça direta para a produção de suínos. Sua recombinação e ressortimento é que podem ser preocupantes. “A contaminação de suínos é de difícil ocorrência, acontecendo em casos de exposição direta dos animais a aves infectadas”, afirmou, destacando ainda que a biosseguridade na cadeia suinícola deve ser prioridade. 

Entre os temas gerais da reunião, foi anunciado o nome de Marlon Weirich Pappen, como novo coordenador do Coesui. Pappen é gerente de Suprimentos – Carnes da Frimesa. 

Houve ainda a manifestação da fiscal do Mapa, Juliane Galvani, sobre a necessidade de nova certificação para granjas de suínos, a partir da portaria 1358, do Ministério. Ela lembrou que as regras já estão em vigor e que os proprietários têm até fevereiro de 2027 para se adaptarem às novas exigências. O foco principal da portaria é a biosseguridade de granjas de reprodutores, com a necessidade de modificações nas infraestruturas das granjas. “A Adapar aceitou fazer as capacitações com os responsáveis técnicos das Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas (GRSC) nos dias 14 e 15 de abril, em Foz do Iguaçu. Será um momento muito importante para sanar todas as dúvidas antes de implementar as mudanças relacionadas à portaria 1358 e obter as novas certificações. Os certificados que não forem atualizados perderão validade em fevereiro de 2027”, enfatizou Galvani. 

Foi também anunciada uma nova reunião para discutir a questão da proliferação descontrolada de javalis, o que pode representar risco sanitário e ambiental. A reunião deverá alinhar expectativas e ações quanto ao tema. 

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