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Propostas do cooperativismo para o Plano Safra 2026/27

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*Profissionais Sistema Ocepar

As propostas apresentadas pela Ocepar, Faep, Fetaep e Seab para o Plano Safra 2026/2027 ganham ainda mais relevância diante do expressivo volume de investimentos projetado pelas cooperativas agropecuárias do Paraná. Para 2026, a estimativa é de R$ 10,2 bilhões em investimentos, com aumento de cerca de 10% em relação a 2025, acompanhando o crescimento do faturamento do cooperativismo, que pode superar os R$ 250 bilhões no encerramento do ano.

Esse cenário evidencia uma demanda robusta por crédito estruturado, especialmente para investimentos em ativos fixos, tecnologia, modernização, armazenagem e agregação de valor, o que reforça a necessidade de um Plano Safra alinhado às reais necessidades do cooperativismo.

Gráfico 01 – Negócios das cooperativas com maior demanda para investimentos em 2026 (em milhões R$)

artigo grafico 04 05 2026

 

 

 

 

 

 

Fonte: levantamento junto as cooperativas em 2026

Nesse contexto, o conjunto de propostas construído de forma integrada por entidades como Ocepar, Faep, Fetaep e Seab busca garantir previsibilidade e capacidade de financiamento no valor demandado pelo setor - de R$ 670 bilhões - em um ambiente econômico ainda desafiador. A manutenção de juros elevados e o encarecimento do crédito rural têm limitado a capacidade de investimento dos produtores e cooperativas, tornando essencial a ampliação do volume de recursos e o aprimoramento das condições de financiamento.

A proposta de disponibilização de R$ 184 bilhões para investimentos no Plano Safra vai ao encontro dessa necessidade estratégica, obviamente com custos financeiros (juros), compatíveis com as margens e rentabilidade dos negócios que as cooperativas atuam no mercado de alimentos e energia.

Outro ponto central é o fortalecimento de programas específicos voltados às cooperativas, como o Prodecoop – Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária - e o Procap-Agro para financiamento do capital de giro, além da ampliação dos limites individuais de financiamentos as cooperativas que estão defasados sem a correção de valores há mais de 10 anos.

Essas medidas são fundamentais para viabilizar projetos estruturantes, como agroindustrialização, armazenagem e inovação tecnológica, áreas que concentram grande parte dos investimentos previstos para 2026. Sem esse suporte financeiro adequado, há risco de desaceleração do crescimento do setor, impactando diretamente projetos viáveis e geradores de desenvolvimento regional com aumento da renda e qualidade de vida dos cooperados e das comunidades onde as cooperativas atuam com a geração significativa de empregos, além de impactar na competitividade do agronegócio paranaense. A partir desta proposta e acolhimento de proposta de outras OCEs, a OCB apresenta uma proposta específica para o cooperativismo brasileiro.

Por fim, as propostas do cooperativismo também destacam a importância de um sistema de crédito rural mais eficiente, com maior diversificação de fontes de recursos e redução da burocracia. Ao alinhar políticas públicas às demandas concretas das cooperativas, o Plano Safra 2026/2027 pode se consolidar como um instrumento decisivo para sustentar o ciclo de crescimento, inovação e desenvolvimento regional liderado pelas cooperativas.

Neste mês de maio e início de junho é o período em que se intensificam as negociações da OCB, Ocepar e demais entidades para finalizar as medidas a serem anunciadas pelo Governo Federal até 30 de junho, que é o prazo de encerramento do plano safra atual o 2025/26.

Dessa forma, as entidades e parlamentares da FPA e Frencoop se envolvem direta e intensamente nestas negociações para termos um plano safra positivo, que dê algum alento para os cooperados e cooperativas nestes tempos de altas taxas de juros, baixa rentabilidade dos cultivos e criações e principalmente com a geopolítica complexa e sem previsibilidade, impactando nos mercados e preços dos insumos e dos produtos.   

* Artigo de autoria dos profissionais do Sistema Ocepar: José Roberto Ricken, Robson Mafioletti, Flávio Turra e Salatiel Turra

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