Setor produtivo se une por transição responsável da jornada de trabalho
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O Sistema OCB participou, nessa terça-feira (03/03), da reunião-almoço na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para debater a modernização da jornada de trabalho no Brasil. Durante o evento, a presidente executiva do Sistema OCB e presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, formalizou a entrega do manifesto do setor produtivo sobre o assunto. O documento, assinado por 102 entidades, foi apresentado aos presidentes de frentes parlamentares como contribuição ao debate em curso no Congresso Nacional.
Tania destacou que a iniciativa é resultado de um processo de diálogo construído ao longo dos últimos meses. Segundo ela, a discussão foi iniciada no âmbito das entidades que compõem o IPA e ampliada a outras confederações patronais, com o objetivo de amadurecer o tema antes de levá-lo formalmente ao Parlamento.
Para a presidente executiva, o manifesto representa uma posição de responsabilidade institucional. “A questão aqui é fazer uma discussão racional, estruturante e sustentável para o país. Estamos dizendo que queremos participar da construção, ocupar os espaços e buscar as melhores alternativas”, afirmou.
O texto reconhece que modernizar a jornada é uma pauta legítima e importante para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas destaca que o resultado dessa mudança depende de como ela será implementada. Na avaliação das entidades, uma transição feita de forma abrupta, sem base técnica e sem considerar as particularidades de cada setor, pode afetar o emprego formal, elevar custos de produção e comprometer a competitividade.
Ao entregar o documento, Tania reforçou que o objetivo é conferir unidade à posição do setor produtivo e colocar as entidades à disposição do Congresso Nacional. “Estamos juntos para amadurecer esse debate. É um passo importante, mas que precisa ser dado com maturidade e coerência”, ressaltou.
Cooperativismo atento aos impactos
No cooperativismo, a preocupação é direta, especialmente para os ramos Agropecuário e de Saúde, que concentram grande volume de empregos e operam com atividades contínuas, sazonalidade e presença estratégica em diversas regiões do país.
Em cenários de redução da jornada sem diminuição salarial, os estudos indicam impacto expressivo sobre a folha de pagamento e necessidade adicional de contratações para manter o nível atual de atendimento e produtividade.
“Esse manifesto é exatamente para isso: colocar o setor à disposição para essa grande discussão e reforçar que queremos avançar juntos, com responsabilidade e visão de longo prazo”, finalizou Tania. (Sistema OCB)