ECONOMIA: Preços agropecuários refletem no IGP-DI
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Impulsionada pela disparada dos preços dos produtos agropecuários no atacado, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) dobrou em 2007. O índice subiu 7,89% no ano passado, a maior taxa em três anos e bem acima da de 2006 (3,79%). A aceleração dos preços agropecuários também puxou para cima a taxa de dezembro do índice, que subiu 1,47%, ante 1,05% em novembro.
Aumentos desaceleram - Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), as taxas refletem o período de auge dos aumentos de preços dos alimentos, que não devem continuar subindo com a mesma intensidade esse ano. Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos Estados com a União.
Participação agropecuária - Segundo o economista da FGV, André Braz, 40% do IGP-DI de 2007 foi originada do setor agropecuário. Com esse cenário, a inflação no setor atacadista também dobrou, de 4,29% para 9,44%, de 2006 para 2007. Os produtos agropecuários mais caros também foram os responsáveis pela aceleração de preços no atacado, de novembro para dezembro (de 1,45% para 1,90%).
Consumo puxa alta de preços - O economista explicou que o ano de 2007, de uma maneira geral, foi um período de inflação alta para todos os tipos de alimentos, no mundo todo. Isso porque o consumo de alimentos aumentou entre a população mundial, sem que fosse acompanhado pela oferta - provocando altas de preços no setor. ''As commodities também subiram de preço, e compuseram grande parte desse cenário de 2007'', disse o economista.
Varejo - Esse cenário também ajudou a puxar para cima a inflação no setor varejista, que subiu 4,60% no ano passado - mais do que o dobro do apurado em 2006 (2,05%). De novembro para dezembro, os preços junto ao consumidor também aceleraram (de 0,27% para 0,70%), pelo mesmo motivo: o repasse das altas dos preços agrícolas no atacado para os preços dos alimentos no varejo.
Feijão - O economista não acredita que produtos como o feijão, por exemplo, que encerrou o ano passado com alta de 198,77% no atacado, repita esse patamar de elevação de preços este ano. O mês de janeiro, contudo, ainda deve registrar resultados altos de inflação, pelo menos no varejo. (Agência Estado)