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Princípios básicos do Cooperativismo

O cooperativismo nasceu entre trabalhadores ingleses que buscaram na coopera√ß√£o solid√°ria a solu√ß√£o para os problemas econ√īmicos causados pela concentra√ß√£o do capital. Apoiados em teorias de pensadores e fil√≥sofos estabeleceram princ√≠pios norteadores, baseados nos valores de auto-ajuda, que significa que cada indiv√≠duo pode e deve tentar controlar sua pr√≥pria vida e, atrav√©s de a√ß√£o conjunta com outras pessoas alcan√ßar seus objetivos; auto-responsabilidade, no sentido de todos os cooperados assumirem a responsabilidade pela cooperativa; igualdade, que se manifesta no processo decis√≥rio da cooperativa, no qual cada cooperado tem o mesmo direito a voto; eq√ľidade, isto √©, os cooperados que participam da cooperativa de modo id√™ntico devem ter retorno econ√īmico equivalente e solidariedade, que √© a a√ß√£o coletiva para satisfazer as necessidades individuais de cada cooperado desde que coincidente com as necessidades de todos os cooperados.

Na tradição dos fundadores da primeira cooperativa "moderna" - os Pioneiros de Rochdale - os membros de cooperativas devem crer nos valores éticos de honestidade, transparência, responsabilidade social e interesse pelos outros.

Estes princ√≠pios nortearam a forma de atua√ß√£o dos pioneiros de Rochdale e, mesmo tendo sido revistos pela Alian√ßa Cooperativa Internacional em tr√™s ocasi√Ķes: 1937, 1966 e em 1995 s√£o, ainda hoje, os alicerces de todas as cooperativas do mundo.

1¬ļ Princ√≠pio - Ades√£o volunt√°ria e livre - As cooperativas s√£o organiza√ß√Ķes volunt√°rias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus servi√ßos e assumir as responsabilidades como cooperados, sem discrimina√ß√Ķes sociais, raciais, pol√≠ticas, religiosas ou de g√™nero.

2¬ļ Princ√≠pio - Gest√£o democr√°tica e livre - As cooperativas s√£o organiza√ß√Ķes democr√°ticas, controladas por seus cooperados, que participam ativamente na formula√ß√£o das suas pol√≠ticas e na tomada de decis√Ķes. Os conselheiros e diretores - eleitos nas assembl√©ias gerais como representantes dos demais cooperados - s√£o respons√°veis perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau os cooperados t√™m igual direito de voto (cada cooperado, um voto); nas cooperativas de grau superior pode ser institu√≠da a proporcionalidade de votos, desde que se mantenha a forma democr√°tica da organiza√ß√£o.

3¬ļ Princ√≠pio - Participa√ß√£o econ√īmica dos cooperados - Os cooperados contribuem eq√ľitativamente e controlam democraticamente o capital de suas cooperativas. Os cooperados destinam os excedentes a finalidades como o desenvolvimento da cooperativa, eventualmente atrav√©s da cria√ß√£o de reservas, parte das quais, pelos menos ser√°, indivis√≠vel; benef√≠cio aos cooperados na propor√ß√£o das suas transa√ß√Ķes com a cooperativa; apoio a outras atividades desde que aprovadas pela assembl√©ia geral dos cooperados.

4¬ļ Princ√≠pio - Autonomia e independ√™ncia - As cooperativas s√£o organiza√ß√Ķes aut√īnomas, de ajuda m√ļtua, controladas pelos cooperados. Em caso de firmarem acordos com outras organiza√ß√Ķes ‚Äď incluindo institui√ß√Ķes p√ļblicas ‚Äď ou recorrerem a capital externo, devem faz√™-lo em condi√ß√Ķes que assegurem o controle democr√°tico pelos cooperados e mantenham a autonomia da sociedade. A Constitui√ß√£o Brasileira promulgada em 1988, em seu Art. 5¬ļ, Inc. XVIII refor√ßa este princ√≠pio b√°sico do cooperativismo ao disciplinar: "a cria√ß√£o de associa√ß√Ķes e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autoriza√ß√£o, vedada a interfer√™ncia estatal em seu funcionamento."

5¬ļ Princ√≠pio - Educa√ß√£o, forma√ß√£o e informa√ß√£o - As cooperativas promovem a educa√ß√£o e a forma√ß√£o de seus cooperados, dos representantes eleitos, dos gerentes e de seus funcion√°rios, de forma que estes possam contribuir eficazmente para o desenvolvimento da cooperativa. Divulgam os princ√≠pios de cooperativismo, e informam a natureza e os benef√≠cios da coopera√ß√£o para o p√ļblico em geral, particularmente para os jovens e os l√≠deres de opini√£o.

6¬ļ Princ√≠pio - Intercoopera√ß√£o ‚Äď Para as cooperativas prestarem melhores servi√ßos a seus cooperados e agregarem for√ßa ao movimento cooperativo, devem trabalhar em conjunto com as estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.

7¬ļ Princ√≠pio - Interesse pela comunidade - As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das suas comunidades atrav√©s de pol√≠ticas aprovadas pelos cooperados. Este s√©timo princ√≠pio foi especialmente institu√≠do pelo Congresso da Alian√ßa Cooperativa Internacional em setembro de 1995.

Em qualquer parte do mundo, independente dos regimes econ√īmicos e pol√≠ticos, as cooperativas seguem estes princ√≠pios na busca solid√°ria de solu√ß√Ķes para problemas comuns das pessoas que as integram.

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