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"Produzir café custa caro, mas continua sendo um bom negócio", garante o produtor de Maringá, Valdomiro Balan. Nesta quarta-feira (25/05), o equipamento contratado pela Cocamar para colher a safra em propriedades de cafeicultores associados na região, começou a trabalhar em seu sítio, que fica na localidade São Domingos - saída para Paranavaí. Cafeicultor tradicional, Balan adequou sua lavoura para a mecanização. É também um dos primeiros a possuir um secador, instalado ao lado do terreiro.
Vale a pena - "As coisas vão mudando e a gente precisa acompanhar", diz o agricultor, diante da grande máquina que vai passando devagar sobre as fileiras de cafés e enchendo as comportas de grãos. Substitui o trabalho de 50 homens. "A mão de obra é cara e não tem", justifica Balan, explicando que colher com máquina fica 40% mais em conta, o serviço sai rápido e ninguém precisa depender de trabalhadores, mesmo porque eles estão em falta.
Muito café - De vez em quando a máquina deixa o cafezal e vai para a estradinha. É hora de encher a carreta puxada pelo trator, que fica lotada de café. "É muito café de uma vez", sorri Balan, que vai dirigindo o trator até o terreiro, onde a carga é despejada. Em três ou quatro dias, passa pelo secador e vai para a tulha. "Ficou bem mais fácil que antes", acrescenta.
Lucro - Um bom negócio. Se o preço da saca já beira os R$ 500 e o produtor calcula colher 200 sacas beneficiadas neste ano de safra magra, o faturamento bruto bate em R$ 100 mil. "Metade é despesa", garante Balan. Mesmo assim, ele parece trabalhar satisfeito, certo de que, um ano pelo outro, nada é mais lucrativo na pequena propriedade do que o velho e bom café. (Imprensa Cocamar)
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Após dez anos, o Brasil voltará a ter uma legislação ambiental, que além de ser fruto de amplo debate democrático, considerou a ciência e os avanços tecnológicos da agricultura para produção de alimentos de forma sustentável. A avaliação é do deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB-PR), que há quatro anos participa desse debate como um dos protagonistas, inicialmente no governo federal, como ministro da Agricultura, e depois na Câmara dos Deputados.
Medida Provisória - A legislação ambiental predominante no País tem como base uma medida provisória (MP nº 2.166-67, de 2001) que virou lei sem ter sido votada pelo Congresso. Dessa MP decorreram milhares de atos, seja por decretos e portarias, seja por resoluções de órgãos ambientais. Como resultado, segundo o parlamentar, mais de 80% das normas anteriores, previstas pelo Código de 1965, foram profundamente alteradas, inclusive os conceitos estabelecidos por agrônomos e especialistas que o elaboraram.
Discurso - "As mudanças aconteceram sem a participação de parlamentares, nem de organismos institucionais, como o Ministério da Agricultura, ou representantes de produtores e de outras instituições, ressalvadas as ONGs que, normalmente, são aliadas do próprio Ministério do Meio Ambiente", explica. Para ele, essa omissão afastou a ciência das decisões e o tema acabou contaminado pelo discurso ideológico e doutrinário.
De fora - Stephanes destaca pontos importantes que ficaram de fora das discussões sobre a atualização do Código Florestal, como o uso de novas tecnologias pela agricultura que proporcionaram aumento de produtividade; o plantio com sustentabilidade e em áreas degradadas. Ele lembra que a agricultura brasileira vem se tornando uma das mais eficientes do mundo e o crescimento se dá, predominantemente, em função do aumento da produtividade.
Transformação expressiva - Para o deputado, desde os códigos de 1934 e 1965, houve transformações expressivas na ciência agrícola, entre elas a o plantio direto (ou no plantio na palha) e a descoberta da fixação biológica de nitrogênio, que retira este elemento químico da atmosfera, convertendo-o em compostos importantes para plantas e, ainda, reduzindo o custo de produção.
Criminalização - Na defesa da alteração do Código Florestal, o parlamentar ressalva, ainda, que a legislação em vigor considera irregulares e até mesmo criminaliza mais de 80% dos agricultores. Isso porque as regras para uso das áreas foram alteradas sem considerar a produção de várias regiões, onde se planta secularmente e de forma sustentável em encostas, topos de morro e várzeas. "Assim, se a legislação fosse aplicada um milhão de pequenos e médios produtores teriam de deixar o campo", comenta.
Democratização - Segundo o ex-ministro, o grande desafio do debate sobre o Código Florestal foi mostrar à sociedade que as alterações não visam ao desmatamento e que os produtores são os principais interessados na preservação dos rios e da qualidade do solo. Como conquista, além de atualizar a legislação ambiental, ele cita a democratização do tema, que deixou de ser tratado apenas por ambientalistas.
Debate - "Diferentemente da legislação anterior, o Código Florestal foi amplamente debatido, não apenas durante minha gestão no Ministério da Agricultura, mas por instituições de pesquisa, representantes do setor rural e pela comissão especial da Câmara dos Deputados que realizou mais de 70 audiências públicas por todo o Brasil", conclui. (Assessoria de imprensa do deputado Reinhold Stephanes)
Clique aqui e confira os principais pontos do novo texto do Código Florestal
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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, anunciou nesta quinta-feira (26/05), que o governo colocará R$ 107 bilhões à disposição dos produtores rurais para a safra 2011/2012. "É um aumento de 7% em relação ao Plano Agrícola passado. São recursos que darão o suporte necessário para mantermos um protagonismo no mercado mundial de alimentos", disse.
Anúncio - Rossi fez o anúncio em São Paulo, durante a abertura do Seminário Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012, promovido por BM&F Bovespa e Ministério da Agricultura. O ministro fez um balanço da agricultura brasileira e ressaltou as sucessivas quebras de recorde de produção de grãos. "Para a próxima safra, o Brasil vai colher mais de 160 milhões de toneladas de grãos", disse. "A agricultura empresarial e familiar terá à disposição R$ 123 bilhões", completou.O anúncio do Plano Agrícola e Pecuário 2011/12 está previsto para junho, em data a ser definida pelo ministro e a presidenta Dilma Roussef, provavelmente antes da reunião dos ministros da Agricultura do G-20, a ser realizada em Paris, a partir de 21 de junho.
Cana-de-açúcar - Durante o seminário, Rossi confirmou, entre as medidas do plano, a criação de uma linha de crédito para financiar a renovação das plantações de cana-de-açúcar. "Isso é importante para garantir competitividade e ganhos de produtividade do setor", comentou.
Ele também anunciou recursos de estímulo à pecuária. "O produtor precisa de condições especiais de financiamento, que permitam a retenção e a compra de matrizes", disse o ministro. Rossi destacou que, no passado recente, na média nacional, um terço das vacas foram abatidas. "Isso garantiu rentabilidade no curto prazo, mas trouxe riscos para o produtor no médio e longo prazos", admitiu.
Recuperação - O ministro da Agricultura comentou que o plano safra prevê crédito para projetos agropecuários destinados à recuperação de pastagens degradadas. "O Programa Agricultura de Baixo Carbono tem como meta recuperar, em dez anos, 30 milhões de hectares de áreas degradadas", disse. O objetivo é garantir ganhos de produtividade com a mitigação da emissão de gases de efeito estufa, garantindo o cumprimento das metas fechadas pelo Brasil em Copenhagen.
Projetos sustentáveis - "Poucos países do mundo têm condições de aumentar a produção de alimentos sem comprometer seus recursos naturais. O Brasil está na vanguarda em projetos agropecuários sustentáveis", disse Wagner Rossi. Ele ressaltou que o país tem condições de ampliar as exportações, garantir o abastecimento interno, conciliando o aumento da produção de grãos e de proteína com a preservação do meio ambiente.
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Emissão menor - A redução da emissão dos gases de efeito estufa é um dos principais objetivos do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado pelo governo em julho de 2010, e está no centro estratégico do novo Plano Agrícola e Pecuário. O Programa ABC vai englobar todas as iniciativas do governo para estimular a produção sustentável, como o Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa) e o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora).
Plano Agrícola e Pecuário (PAP) - Principal pacote de medidas do governo federal para incentivar a produção agropecuária. Lançado antes do início de cada safra, o plano inclui crédito para custeio, investimento, comercialização e subvenção ao seguro. As linhas de financiamento são elaboradas com condições facilitadas para o produtor, incluindo taxas de juros mais baixas que as praticadas no mercado. O plano também prevê os preços mínimos para mais de 40 produtos agropecuários. Esses valores fazem parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) gerenciada pelo governo federal para dar garantia de renda mínima ao produtor.
Programa ABC - O Programa Agricultura de Baixo Carbono foi instituído em junho de 2010 para incentivar o uso de práticas no campo que tragam maior eficiência e permitam a redução da emissão dos gases de efeito estufa. O programa previa, na safra passada, R$ 2 bilhões a taxas de juros de 5,5% ao ano para o produtor investir em técnicas como plantio direto na palha, recuperação de áreas degradadas, projetos de integração lavoura-pecuária-floresta e plantio de florestas comerciais. A linha central da iniciativa é garantir mais renda ao produtor e preservação do meio ambiente. (Mapa)
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O Ministério da Agricultura informou nesta quinta-feira (256/05) que Administração-Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China publicou a lista dos três primeiros estabelecimentos brasileiros autorizados a exportar carne suína para o mercado chinês. São eles: a unidade da Brasil Foods em Rio Verde (GO), a da Aurora em Chapecó (SC) e a da Marfrig em Itapiranga (SC). Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, a expectativa é de que outros estabelecimentos sejam aprovados para exportar à China. Ele disse que o ministério brasileiro ficou de responder a questionamentos dos chineses sobre outras fábricas visitadas durante a missão que veio ao país no fim de 2010. A abertura da China à carne suína brasileira foi anunciada durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao país em abril. (Valor Econômico)
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Logo após exibir uma reportagem sobre a votação do novo texto do Código Florestal, o Jornal da Band desta quarta-feira (25/05) também deixou clara a opinião do Grupo Bandeirantes de Comunicação sobre a aprovação da matéria na Câmara Federal, destacando que o resultado representa uma vitória para o País, especialmente para os produtores rurais. "Ele, que vive na terra e da terra é, afinal, o maior interessado nisso, na sua preservação. É o verdadeiro ambientalista," disse o jornalista e comentarista Joelmir Beting, ao concluir o editorial. Para o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, a posição equilibrada do Grupo Bandeirantes reflete o sentimento do setor produtivo na discussão da necessidade de um marco regulatório moderno para a questão ambiental brasileira, onde tanto o campo como a cidade devem compartilhar a obrigação da preservação do meio ambiente.
Editorial do Jornal da Band - "Estes 410 votos dão vitória nítida ao Brasil que produz, Brasil que trabalha, Brasil que arrisca. Garantem um caminho seguro para que o produtor rural possa trabalhar em paz. É uma vitória também da ideia saudável e moderna de que o desenvolvimento deve andar de braços dados com a preservação do meio ambiente. O radicalismo absurdo que despreza a produção de riquezas, fortalecido por patrulhas obscurantistas em nome da ecologia, teve então a resposta que sua bandeira equivocada acabou provocando - apenas 63 votos entre 480. O que o Brasil trabalhador espera agora é que esta demonstração de bom senso predomine até o final da tramitação do projeto aprovado ontem (24/05) na Câmara. O Brasil precisa e o produtor rural merece. Ele, que vive na terra e da terra é, afinal, o maior interessado nisso, na sua preservação. É o verdadeiro ambientalista".
Clique aqui e veja na íntegra a reportagem do Jornal da Band sobre o tema, seguida do editorial.
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As entidades paranaenses ligadas ao agronegócio paranaense ficaram satisfeitas e aliviadas com a votação do novo Código Florestal, na noite da última terça-feira, em Brasília. Um grupo com cerca de 50 lideranças - entre sindicatos rurais, cooperativas e federações que representam os produtores do Estado - comemoraram com cautela a aprovação do projeto de lei 1876/99 do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB), que agora segue para o Senado. Para as entidades, a grande conquista foi a aprovação da emenda 164, responsável pelo grande racha da base governista, que permite atividades agrícolas em Áreas de Preservação Permanente (APPs), sendo que cada estado da Federação irá definir quais são suas áreas consolidadas.
Definição das regras - Norberto Ortigara, secretário da agricultura e do abastecimento do Paraná, disse à FOLHA que a aprovação foi importante, pois foram 'definidas as regras do jogo'. ''É importante para mostrar que o agricultor não é predador. Sabemos que temos muitos problemas para resolver: repor APPs, proteger nascentes, lidar com áreas degradadas. O que nós queremos é, à partir da lei, realizar todas estas ações positivas''. Já em relação à polêmica emenda 164, Ortigara acha interessante que os estados tenham maior autonomia para definir sobre as áreas consolidadas. ''Nossa expectativa agora é que o Senado vote logo. Mesmo que a emenda não passe, o Paraná vai continuar agindo''.
Reflexo - Para José Roberto Ricken, superintendente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o placar final de 410 votos a favor contra apenas 66 contra reflete o desejo de toda a população para que o Código entre em vigor. Ricken comenta que a aprovação da emenda é importante para o Estado, já que resolve um problema de boa parte dos produtores. ''A justiça foi feita. Imagine no rio Tibagi, por exemplo, onde o produtor teria que se afastar 0,5 km de cada lado? Era melhor entregar a escritura para o rio. A sobrevivência de muitos depende desta decisão''.
Segurança jurídica - Carla Beck, engenheira agrônoma do departamento técnico econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), avalia a emenda como uma conquista para o Paraná, já que dá segurança jurídica aos produtores. ''Outro ponto interessante é que acaba a exigência da averbação da Reserva Legal em cartório. Agora, estamos na expectativa da votação no Senado. É um outro capítulo em que ambas as partes vão ter que ceder. Acredito que a presidente Dilma não irá vetar o Código antes de muitas negociações, até porque a maioria da Casa votou a favor''.
Bom tamanho - Carlos Murate, presidente da Cooperativa Integrada, ressalta que o Código não atendeu todas as expectativas dos produtores, mas que a aprovação ficou de bom tamanho. ''Ficamos aliviados, mas ainda não temos um desfecho. Como a aprovação foi quase unânime na Câmara, quero acreditar que também será assim no Senado''.
Responsabilidade - Jorge Nishikawa, presidente do Sindicato Rural Patronal de Apucarana, concorda com Murate. ''A situação está difícil e não há motivos de alegria antecipada. Mesmo se for aprovado do jeito que está, ainda considero que apenas os produtores estão pagando por algo que é de responsabilidade de toda a população. Por isso considero que o Pagamento por Serviços Ambientais ainda é a melhor alternativa''. (Folha de Londrina)
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"O que prevaleceu foi a razão e não a emoção". É assim que o superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Roberto Ricken, define a votação do novo Código Florestal. Para o setor produtivo, a nova legislação vai permitir que o agronegócio continue em expansão e ambientalmente regularizado. Considerada maior ponto de divergência no Congresso, a emenda 164, que rachou a base governista, deve provocar o principal embate no Senado, onde o projeto ainda será analisado. A emenda substitui o artigo 8º da nova redação do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que define previamente quais atividades poderão ser exploradas nas Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Tranquilidade - "O texto da emenda dá mais segurança e tranquilidade ao produtor. Se não fosse permitido continuar explorando adequadamente as APPs, iria se plantar o que nessas áreas consolidadas? Para onde iriam as pessoas que trabalham com essa atividade?", questiona Ricken.
Texto base - O texto base do Código dava ao Executivo o poder de definir, por decreto, quais atividades seriam permitidas nas APPs. A emenda divide com os estados o poder de autorizar a exploração. Na avaliação do setor, a nova legislação não trará prejuízos ao meio ambiente. "Em nenhum momento o projeto incentiva o desmatamento ou anistia produtores que derrubaram árvores até julho de 2008. Eles serão obrigados a cumprir as exigências do Programa de Regularização Ambiental (PRA) para continuar produzindo. Quem não se adequar no tempo certo será penalizado", diz a técnica da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) Carla Beck. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
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Depois de muita discussão e embates entre ruralistas e ambientalistas, a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (24/05) o novo Código Florestal, que substituirá leis de 1965. O texto agradou o Sindicato Rural de Maringá, que se mobilizou e chegou a organizar caravana de produtores a Brasília, para pressionar os deputados. O secretário-executivo do sindicato, Valdecir Moka, diz que o setor aprova a iniciativa, apesar de que algumas mudanças de última hora terem contrariado suas expectativas. "Não é exatamente o que o setor queria, mas diante dos entraves colocados pelo governo, o texto vem à contento", avalia Moka. O sindicato representa cerca de 650 produtores de Maringá, Sarandi, Paiçandu, Itambé e Floresta.
Mata ciliar - Entre os pontos mudados no final da discussão, que desagradaram os ruralistas, está a margem em torno dos rios, destinada à preservação permanente. O setor defendia área de 7 metros de cada lado, mas o texto fixou em 15 metros. Moka afirma que o movimento dos produtores da região em busca de averbação de reserva legal só vai começar quando todo do trâmite for concluído. "Ainda falta passar pelo Senado e há ameaça de veto de alguns pontos pela presidente", lembra Moka.
Segurança - Para o superintendente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, a aprovação do novo Código Florestal na Câmara traz segurança ao produtor paranaense."O Paraná é um Estado onde não há mais nada a desmatar, já tem 20% de sua área ocupada por florestas e faz todos os procedimentos de conservação, como curvas de nível e plantio direto", comenta. "O que muda é que o produtor será protegido para produzir."
Reserva legal - A Ocepar representa 100 mil produtores rurais do Paraná, responsáveis por 54% da produção agropecuária do Estado. Ricken destaca a aprovação da isenção de reserva legal para proprietários de até quatro módulos fiscais, que inclui 90% dos associados de cooperativas agrícolas ligadas à Ocepar. Em relação à anistia de multas a quem desmatou até julho de 2008, ele diz que o termo é incoerente. "Quando os produtores chegaram a Maringá, a realidade não era essa: eles tiveram que plantar para se viabilizarem", compara. "Não foi aprovada uma anistia, mas o direito do produtor de plantar normalmente." (O Diário do Norte do Paraná)
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Após mais de uma década de discussão, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (25/05), o novo Código Florestal Brasileiro. Segundo o deputado Eduardo Sciarra, membro da Comissão Especial que debateu o assunto, os produtores rurais estavam sendo ameaçados por uma legislação que deixava na ilegalidade cerca de 90% dos agricultores do país. "Não tem cabimento um País como o nosso, que depende da agropecuária para suas divisas, para a geração de emprego, penalizar seus produtores, homens que trabalham de sol a sol, por uma visão muitas vezes unilateral de quem nem conhece a realidade do campo brasileiro", afirmou Sciarra. Para o deputado, muitas pessoas que hoje se levantam contra a matéria "não percebem a importância para o País. "Sou do estado do Paraná, que tem uma cobertura florestal de 23% da sua área, o que atende perfeitamente ao desejo de tantos que falam em preservação. Os produtores rurais são, sim, preservacionistas e defensores do meio ambiente", ressaltou Sciarra. O texto aprovado será analisado agora pelo Senado. (Assessoria de imprensa do deputado Eduardo Sciarra)
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Conselheiros fiscais de cooperativas independentes do ramo crédito, ou seja, não filiadas a centrais, iniciaram, na manhã desta quinta-feira (26/05), um curso de formação que se estende até esta sexta-feira (27/05), no Hotel San Juan, em Curitiba. A ideia é capacitar os participantes para o desempenho da função, em conformidade com a Resolução nº 5 da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O conteúdo está sendo repassado pelo professor Leonel Cerutti, que já ministrou mais de 150 cursos para conselheiros fiscais em cooperativas de crédito. Ele atua há 21 anos como professor titular da PUC/RS, ministrando as disciplinas de Auditoria, Controladoria e Finanças. O curso é promovido pelo Sescoop/PR.
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A cooperativa Lar inaugura, nesta quinta-feira (26/05), em Santa Helena, no Oeste do estado, um complexo de aviários que vai produzir 10,4 mil pintainhos por hora - ou 7,5 milhões ao mês. Segundo a empresa, o investimento na estrutura física e no plantel soma R$ 110 milhões e pode chegar a R$ 150 milhões com despesas eventuais. Os 90 milhões de pintainhos que sairão anualmente da unidade permitirão ao Paraná ampliar a produção de frangos em até 6,8%. No ano passado, o estado produziu 1,3 bilhão de cabeças - 28,5% do total do país, consolidando sua liderança nacional.
Universo - Os números são ainda mais expressivos no universo da cooperativa. O diretor-presidente, Irineu da Costa Rodrigues, estima que o projeto avícola da Lar vale atualmente R$ 500 milhões. A Unidade de Produção de Pintainhos (UPP) representa expansão de 20% na avicultura, setor em que a empresa atua desde 2000. A estratégia da cooperativa é garantir pintainhos para os 730 aviários de seus associados, atuando em todos os elos da cadeia da carne de frango. O projeto ocupa uma área de 152 mil metros quadrados - o equivalente a 15 campos de futebol. Até os galos e galinhas reprodutores serão criados no local. Num segundo setor, as aves vão produzir ovos férteis. Espera-se que as 450 mil matrizes permitam a incubação de 9 milhões de ovos ao mês. De uma terceira ala, onde ficam as incubadoras, sairão 3 pintainhos por segundo.
Abate - A Lar vem abatendo 215 mil frangos por dia - 70 mil a mais do que em dezembro - e avalia que a expansão do negócio tem melhorado a renda de seus cooperados. O novo investimento deve gerar ainda 550 empregos diretos em Santa Helena, município a 615 quilômetros de Curitiba que tem 23,4 mil habitantes. A empresa, com sede em Medianeira, na mesma região, domina também a produção de ração. Há duas fábricas em funcionamento e uma terceira programada. "Estamos com tudo novo, do frigorífico à produção de pintainhos. Isso nos dá muita vantagem para um futuro melhor para nossa cooperativa", disse Costa. A empresa prevê faturamento de R$ 1,8 bilhão neste ano (16% acima do número de 2010) e de R$ 2 bilhões em 2012.
Presenças - Devem participar da inauguração em Santa Helena o governador do Paraná, Beto Richa, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, além das lideranças do sistema cooperativo do estado, como o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski. (Com informações do Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
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Os investimentos da cooperativa Lar na avicultura foram definidos há mais de dois anos e representam uma aposta de longo prazo. Relevam o quadro atual de valorização do real frente ao dólar, que torna o preço do frango brasileiro menos competitivo no mercado externo. Atualmente, o produtor estaria gastando R$ 1,85 e recebendo R$ 1,70 pelo quilo de frango vivo, 5% a menos do que arrecadava dois meses atrás, conforme o setor. A alta nos preços do milho e da soja, ingredientes básicos da ração, teria feito os produtores passarem do lucro para o prejuízo. O quadro prejudica também a produção de suínos e bovinos. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
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A segunda turma recém-formada do Programa de Lideranças Cooperativistas (Lidercoop), da Cocamar, integrada por produtores com mais de trinta anos de idade e pelo menos cinco como cooperados, participou na manhã desta quarta-feira (25/05) de atividades esclarecedoras sobre a estrutura e o modelo empresarial da cooperativa. Os 35 novos integrantes do Lidercoop assistiram palestras sobre diversos assuntos relacionados à Cocamar, conhecendo com mais profundidade as políticas da empresa, o organograma geral, a área de atuação, informações sobre a linha de produtos de varejo, projetos sociais, dentre outros.
Preparação - "Estamos preparando novos líderes", afirmou o gerente de Relações Humanas Marçal Siqueira, que fez uma apresentação inicial. "Os cooperados passam a conhecer a cooperativa de uma forma didática e isto ajuda em seu relacionamento e também quando forem tomar decisões importantes."
Estrutura - Moacir Lanzoni, que cultiva 130 alqueires em sociedade com o irmão Valdomiro em São Jorge do Ivaí, foi um dos participantes. "Eu não conhecia algumas pessoas da parte da gestão, por exemplo", conta o produtor, que disse ter gostado de conversar sobre a estrutura da cooperativa. Após a interação, os produtores visitaram o parque industrial. (Imprensa Cocamar)
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Especialistas da área tributária e representantes da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) se reuniram, nesta quarta-feira (25/o5), na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), para traçar estratégias relacionadas à atuação da Receita Federal sobre à Súmula Superior Tribunal de Justiça 262/2002. A norma refere-se a incidência de imposto de renda sobre o resultado das aplicações financeiras realizadas pelas cooperativas. A assessora Parlamentar da OCB, Tânia Zanella, também participou da reunião.
Posicionamento - Segundo a Receita, o total das receitas das aplicações financeiras, nas cooperativas devem ser oferecidas à tributação. O Sistema Cooperativista contesta o posicionamento do órgão, já que outras pessoas jurídicas pagam o imposto em cima do lucro real, sendo isentas, inclusive, se houver prejuízo. "Buscamos a isonomia no procedimento, ou seja, as tributações nas cooperativas devem ocorrer sobre o resultado da apuração entre a receita diminuída das despesas financeiras", explica o assessor Tributário da OCB, Edimir Santos.
Consolidação - Na reunião, os técnicos da OCB, Ocepar e Cooxupé consolidaram os trabalhos já realizados sobre o tema, alinhando os pedidos do setor junto à Receita. (Informe OCB)
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promoveu, nesta quarta-feira (25/05), mais um leilão de trigo, na modalidade Valor de Escoamento do Produto (VEP), destinado à comercialização de 164.565 toneladas dos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Das 26.168 toneladas de trigo paranaense ofertadas, foram negociadas 9.073 toneladas, o que representa 34,4% do total.
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O registro para comercialização de insumos utilizados na prevenção e controle de pragas e doenças da agricultura orgânica - produtos fitossanitários - terá critérios específicos, diferentes dos convencionais. A medida foi estabelecida pela Instrução Normativa Conjunta nº 1, publicada nesta quarta-feira, 25 de maio, no Diário Oficial da União. Assinam a norma o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Análise - "Os produtos orgânicos serão analisados separadamente dos convencionais. Com isso, espera-se que o trâmite de análise seja mais rápido e o produtor obtenha o registro em prazo mais curto", explica a Chefe de Serviço de Estudos Normativos de Produção Orgânica do Ministério da Agricultura, Tereza Cristina de Oliveira Saminêz. "Para iniciar o processo, basta o produtor preencher o formulário e entregar em uma das Comissões da Produção Orgânica nas Unidades da Federação", afirma.
Solicitação - O fabricante deve solicitar "o estabelecimento de especificação de referência" do insumo criado para, depois, obter autorização para comercialização. O produto fitossanitário deverá conter apenas substâncias autorizadas pelo Ministério da Agricultura, definidas pela Instrução Normativa nº 64/2008. Para solicitar o estabelecimento de especificação de referência, é necessário preencher e assinar o formulário de solicitação e encaminhá-lo a qualquer Comissão da Produção Orgânica. O endereço das comissões está disponível no site www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/organicos. As características, formulação e indicação de uso do produto deverão ser informadas na ficha. As comissões são formadas por representantes dos setores público e privado, que analisam os estudos apresentados.
Encaminhamento - As solicitações aprovadas nas Comissões serão encaminhadas à Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura que, juntamente com os órgãos públicos responsáveis pelo registro, vai analisar a solicitação e, se necessário, pedir informações complementares. (Mapa)